por Conceição Lemes
Desde o último final de semana, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Ministério da Educação (MEC) estão sob bombardeio midiático.
Estavam inscritos 4,6 milhões estudantes, e 3,4 milhões submeteram-se às provas. O exame foi aplicado em 1.698 cidades, 11.646 locais e 128.200 salas. Foram impressos 5 milhões de provas para o sábado e outros 5 milhões para o domingo. Ou seja, o total de inscritos mais de 10% de reserva técnica.
No teste do sábado, ocorreram dois erros distintos. Um foi assumido pela gráfica encarregada da impressão. Na montagem, algumas provas do caderno de cor amarela tiveram questões repetidas, ou numeradas incorretamente ou que faltaram. Cálculos preliminares do MEC indicavam que essa falha tivesse afetado cerca de 2 mil alunos. Mas o balanço diário tem demonstrado, até agora, que são bem menos: aproximadamente 200.
O outro erro, de responsabilidade do Inep, foi no cabeçalho do cartão-resposta. Por falta de revisão adequada, inverteram-se os títulos. O de Ciências da Natureza apareceu no lugar de Ciências Humanas e vice-versa. Os fiscais de sala foram orientados a pedir aos alunos que preenchessem o cartão, de acordo com a numeração de cada questão, independentemente do cabeçalho. Inep é o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais, órgão do MEC encarregado de realizar o Enem.
“Nenhum aluno será prejudicado. Aqueles que tiveram problemas poderão fazer a prova em outra data”, tem garantido desde o início o ministro da Educação, Fernando Haddad. “Isso é possível porque o Enem aplica a teoria da resposta ao item (TRI), que permite que exames feitos em ocasiões diferentes tenham o mesmo grau de dificuldade.”
Interesses poderosos, porém, amplificaram ENORMEMENTE os erros para destruir a credibilidade do Enem. Afinal, a nota no exame é um dos componentes utilizados em várias universidades públicas do país para aprovação de candidatos, além de servir de avaliação parabolsa do PRO-UNI.
“Só os donos de cursinhos e aqueles que não querem a democratização do acesso à universidade podem ter algo contra o Enem”, afirma, indignado, ao Viomundo o neurocientista Miguel Nicolelis, professor da Universidade de Duke, nos EUA, e fundador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, no Rio Grande do Norte. “Eu vi a entrevista do ministro Fernando Haddad ao Bom Dia Brasil, TV Globo. Que loucura! Como jornalistas que num dia falam de incêndio, no outro, de escola de samba, no outro, ainda, de esporte, podem se arvorar em discutir um assunto tão delicado como sistema educacional? Pior é que ainda se acham entendedores. Só no Brasil educação é discutida por comentarista esportivo!”
Nicolelis é um dos maiores neurocientistas do mundo. Vive há 20 anos nos Estados Unidos, onde há décadas existe o SAT (standart admissions test), que é muito parecido com o Enem. Tem três filhos. Os três já passaram pelo Enem americano.
Viomundo — De um total de 3,4 milhões de provas aplicadas no sábado, houve problema incontornável em menos de 2 mil. Tem sentido detonar o Enem, como a mídia brasileira tem feito? E dizer que o Enem fracassou, como um ex-ministro da Educação anda alardeando?
Miguel Nicolelis — Sinceramente, de jeito algum — nem um nem outro. O Enem é equivalente ao SAT, dos Estados Unidos. A metodologia usada nas provas é a mesma: a teoria de resposta ao item, ou TRI, que é uma tecnologia de fazer exames. O SAT foi criado em 1901. Curiosamente, em outubro de 2005, entre as milhões de provas impressas, algumas tinham problema na barra de códigos onde o teste vai ser lido. A entidade que faz o exame não conseguiu controlar, porque esses erros podem acontecer.
Viomundo — A Universidade de Duke utiliza o SAT?
Miguel Nicolelis — Não só a Duke, mas todas as grandes universidades americanas reconhecem o SAT. É quase um consenso nos Estados Unidos. Apenas uma minoria é contra. E o Enem, insisto, é uma adaptação do SAT, que é uma das melhores maneiras de avaliação de conhecimento do mundo. O teste é a melhor forma de avaliar uniformemente alunos submetidos a diferentes metodologias de ensino. É a saída para homogeneizar a avaliação de estudantes provenientes de um sistema federativo de educação, como o americano e o brasileiro, onde os graus de informação, os métodos, as formas como se dão, são diferentes.
Viomundo — Qual a periodicidade do SAT?
Miguel Nicolelis – Aqui, o exame é aplicado sete vezes por ano. O aluno, se quiser, pode fazer três, quatro, cinco, até sete, desde que, claro, pague as provas. No final, apenas a melhor é computada. Vários estudos feitos aqui já demonstraram que o SAT é altamente correlacionado à capacidade mental geral da pessoa.
Todo ano as provas têm uma parte experimental. São questões que não contam nota para a prova. Servem apenas para testar o grau de dificuldade. Assim, a própria criançada vai ranqueando as perguntas, permitindo a ampliação do banco de questões. Outra peculiaridade do sistema americano é a forma de corrigir a prova. É desencorajado o chute.
Viomundo — Explique melhor.
Miguel Nicolelis — Resposta errada perde ponto, resposta em branco, não. Por isso, o aluno pensa muito antes de chutar, pois a probabilidade de ele errar é grande. Então se ele não sabe é preferível não responder do que correr o risco de responder errado.
Viomundo – Interessante …
Miguel Nicolelis – Na verdade, o SAT é maneira mais honesta, mais democrática de avaliar pessoas de lugares diferentes, com sistemas educacionais diferentes, para tentar padronizar o ingresso. Aqui, nos EUA, a molecada faz o exame e manda para as faculdades que quer frequentar. E as escolas decidem quem entra, quem não entra. O SAT é um dos componentes para essa avaliação.
Viomundo — Aí tem cursinho para entrar na faculdade?
Miguel Nicolelis — Tem para as pessoas aprenderem a fazer o exame, mas não é aquela loucura da minha época. Era cheio de cursinho para todo lugar no Brasil. Cursinho é uma máquina de fazer dinheiro. Não serve para nada a não ser para fazer o exame. Por isso ouso dizer: só os donos de cursinho e aqueles que não querem democratizar o acesso à universidade podem ter algo contra o Enem.
Viomundo –Mas o fato de a prova ter erros é ruim.
Miguel Nicolelis — Concordo. Mas os erros vão acontecer. Em 1978, quando fiz a Fuvest (vestibular unificado no Estado de São Paulo), teve pergunta eliminada, pois não tinha resposta. Isso acontece desde o tempo em que havia exame para admissão [ao primeiro ginasial, atualmente 5ª série do ensino fundamental) na época das cavernas (risos). Você não tem exame 100% correto o tempo inteiro.
Então, algumas pessoas estão confundindo uma metodologia bem estudada, bastante conhecida e aceita há décadas, com problemas operacionais que acontecem em qualquer processo de impressão de milhões de documentos. Na dimensão em que aconteceram no Brasil está dentro das probabilidade de fatalidades.
Viomundo -- Em 2009, também houve problema, lembra-se?
Miguel Nicolelis -- No ano passado foi um furto, foi um crime. O MEC não pode ser condenado por causa de um assalto, que é uma contigência e nada tem a ver com a metodologia do teste.
Só que, infelizmente, gerou problemas operacionais para algumas universidades, que não consideraram a nota do Enem nos seus vestibulares. Isso não quer dizer que elas não entendam ou nãoaceitam o teste. As provas do Enem são muito mais democráticas, mais racionais e mais bem-feitas do que os vestibulares de qualquer universidade brasileira.
Eu fiz a Fuvest. Naquela época, era muito ruim. Não media nada. E, ainda assim, a gente teve de se sujeitar àquilo, para entrar na faculdade a qualquer custo.
Viomundo -- Fez cursinho?
Miguel Nicolelis -- Não. Eu tive o privilégio de estudar numa escola privada boa. Mas muitas pessoas que não tinham educação de alto nível eram obrigadas a recorrer ao cursinho para competir em condições de igualdade.
Mas o cursinho não melhora o aprendizado de ninguém. Cursinho é uma técnica de aprender a maximizar a feitura do exame. É quase um efeito colateral do sistema educacional absurdo que até recentemente tínhamos no Brasil. É um arremedo. É um aborto do sistema educacional que não funciona.
Viomundo -- Qual a sua avaliação do Enem?
Miguel Nicolelis -- É um avanço tremendo, porque a longo prazo a repetição do Enem várias vezes por ano vai acabar com o estresse do vestibular. Você retira o estresse do vestibular. Na minha época, e isso acontece muito ainda hoje, o jovem passava os três anos esperando aquele "monstro". De tal sorte, o vestibular transformava o colegial numa câmara de tortura. Uma pressão insuportável. Um inferno tanto para os meninos e meninas quanto para as famílias. Além disso, um sistema humilhante, porque as pessoas que não podiam frequentar um colégio privado de alto nível sofriam com o complexo de não poder competir em pé de igualdade. Por isso os cursinhos floresceram e fizeram a riqueza de tanta gente, que agora está metendo o pau no Enem. Evidentemente vários interesses estão sendo contrariados devido ao êxito do Enem.
Viomundo -- Tem muita gente pichando, mesmo.
Miguel Nicolelis -- Todo esse pessoal que picha acha que sabe do que está falando. Só que não sabe de nada. Exame educacional não é jogo de futebol. Tem metodologia, dados, história. E olha que eu adoro futebol. Sempre que estou no Brasil, vou ao estádio para assistir ao jogos do Palmeiras [Ninguém é perfeito (rs)!] O Brasil fez muito bem em entrar no Enem. É o único jeito de acabar com esse escárnio, com essa ferida que é o vestibular .
Viomundo — Nos EUA, não há vestibular para a universidade. O senhor acha que o Brasil seguirá essa tendência?
Miguel Nicolelis -- Acho que sim. O importante é o seguinte. O Brasil está tentando iniciar esse processo. Quando você inicia um processo dessa magnitude, com milhões fazendo exame, é normal ter problemas operacionais de percurso, problemas operacionais. Isso faz parte do processo.
Nos Estados Unidos, as provas já são começam a ser feitas via internet. Como o Brasil em pouco tempo está avançando rapidamente, acredito que logo teremos várias provas por ano, como aqui [nos EUA, há sete, lembram-se?], e tudo por computador. O aluno se inscreve e, num dia e hora pré-determinados, vai com a sua senha a um terminal estabelecido — terá de se estabelecer uma rede – acessa e faz a prova. Será um exame só para ele. Você elimina o risco de vazamento e economiza com a impressão de provas, que custa um dinheirão.
Nós estamos caminhando para o Enem ser a moeda de troca da inclusão educacional. As crianças vão aprender que não é porque elas fazem cursinho famoso da Avenida Paulista que elas vão ter mais chance de entrar na universidade. Elas vão entrar na universidade pelo que elas acumularam de conhecimento ao longo da vida acadêmica delas. Elas vão poder demonstrar esse conhecimento sem estresse, sem medo, sem complexo de inferioridade. De uma maneira democrática.E, num futuro próximo, tanto as crianças de escolas privadas quanto as de escolas públicas vão começar a entrar nesse jogo em pé de igualdade. Aí, sim vai virar jogo de futebol.
Futebol é uma das poucas coisas no Brasil em que o mérito é implacável. Joga quem sabe jogar. Perna de pau não joga. Não tem espaço. O talento se impõe instantantaneamente.
Educação tem de ser a mesma coisa. O talento e a capacidade têm de aflorar naturalmente e todas as pessoas têm de ter a chance de sentar na prova com as mesmas possibilidades.


[...] Só no Brasil educação é discutida por comentarista esportivo [...]
[...] Só no Brasil a educação é discutida por comentarista esportivo - Vi o Mundo [...]
Parabéns DR. Miguel Nicolélis e Luis Carlos Azenha pelo esclarecimento sobre o enem, porque a universidade pública com os seus integrantes não atuam de forma mais efetiva na comunidade, numa espécie de estação ciência permanente, para os alunos da rede pública e também para os próprios alunos da faculdade em questão, os alunos seriam convidados a frequentarem aquele laboratório, que ficaria montado e atualizado, uma espécie de biblioteca só que com recursos didáticos-pedagógicos que estimularia o estudante que não tem estímulos, ali junto com outros coleguinhas de forma descompromissada, ele vai descobrindo forma, cores cheiros, poderá ter objetos de madeira utencílio de cozinha, móveis, "arquitetura", instrumentos musicais, objetos artificiais "plástico, pvc", materiais esportivos, precursores do foguete, ferramentas, objetos hospitalares, uma feira-museu das passagens do homem , da transposição dos rios no egito e atual, barragens, eletricidade, energia atômica, reciclagem, educação, etiqueta no falar, postura, modelos, roupas, artes , escritas, literatura, minerais, segurança, educação física, laser, esporte, alimentação, o aluno passa um dia inteiro ali, com palestras, jogos, alimentação, filmes, um salão grande, quem sabe uma espécie de ct de futebol, com lago "espelho dàgua, peixes, campos socite, barracas de camping, um choque de ciência e novidade nos pobres brasileiros, como eu que não tive acesso à muita coisa não, ! É isso aí, esses pontos de ciîencia estratégicos, estarão por locais pré determinados, que serâo visitados, por alunos em ônibus , quem sabe hospedados, por um final de semana? Sonhei de mais? Obrigado.Tiau, meu cruzeiro tá sendo surrupiado o tempo todo!
Felizmente o cara é tão inteligente que em sua humildade reconhece que não é perfeito. Um cientisita como o Nicollelis torcer para o Palmeiras é uma forma de mostrar aos outros que, mesmo com muito estudo certas "coisas" não se corrigem. rs rs rs rs
"Tudo o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil"
De forma diferente e é isto que o tal doutor procura transmitir. De fato um comentarista esportivo não deve opinar sobre educação. Como uma pessoa que estudou em escola privada de qualidade e leciona nos Estados Unidos pode opinar sobre a educação brasileira? Ele já entrou em uma turma de Ensino Médio de uma região periférica para ensinar Matemática ou Física? Ele sabe quanto um professor recebe por aula no Brasil?
Temos que melhorar a QUALIDADE do ensino público. ENEM ou qualquer outra forma de avaliação é algo secundário. Ideologizar o tema é uma burrice. Azenha entreviste professores que vivem e atuam no Brasil. Pouco interessa a opinião de um "encantado pelo sistema americano de ensino" que cá entre nós é péssimo…
Renato, conhece muito mais a realidade brasileira do que vc imagina. Tente saber quem é ele, para depois criticar. abs
Sei quem ele é. De forma alguma ignoro a sua importância como cientista.As opiniões dele sobre neurociências são é claro, relevantes, mais daí opinar sobre educação brasileira é outra conversa. Conheço o sistema de ensino norte-americano, sei que existem centros de excelência, porém, de uma forma geral, o ensino é ruim. Existem pessoas muito mais qualificada no Brasil para opinar sobre o tema. Sempre votei no PT e reconheço que houve avanços, porém , muito ainda há para se conquistar. O que eu disse é que devemos adotar políticas para uma efetiva valorização do professor. Você discorda? Ele apoiou a Dilma, ótimo. Quanto a este festival de louvação, não passa de um servilismo, aliás muito em voga em nossos meios acadêmicos. Ah! fez doutorado na França, lecionou em Oagadougou… Sei quem ele é, e daí? O que ele conhece da realidade do nosso ensino? Pouco ou quase nada. Eu disse apenas isto. Desculpe se critiquei seu ídolo.
Concordo contigo. O sistema educacional americano não é lá grande coisa. Por esse motivo é que os EUA importam cientistas de outros países para suprir a falta destes profissionais. Foi assim desde a Segunda Guerra Mundial, quando as autoridades viram que a única solução a curto prazo seria "roubar" cientistas de outros países. Essa prática vigora até nos dias atuais.
Renato, entro todos os dias em classes do ensino( público) médio e fundamental, e concordo, plenamente, com o prof. Nicolelis. Um educador de verdade conhece a educação de vários países, até porque trabalha com dados, pesquisas e estudos comparativos. Segundo muita gente, um jornalista que faz perguntas cretinas e opina sem conhecimento, pode falar. Um professor gabaritado(conhecido e reconhecido no mundo), não pode. Que ironia.
Joni é evidente que precisamos conhecer a experiência de ensino do maior número de países do mundo. Eu sei o quanto o Dr. Miguel Nicolelis é importante como cientista. Isto não quer dizer que ele conheça a realidade brasileira. Você conhece e sabe o quanto nosso ensino é ruim. Você sabe que os salários dos professores são péssimos. Sempre votei no PT. Acho que tivemos avanços. Temos no Brasil uma quantidade enorme de pessoas que estão maios qualificada do que o entrevistado para opinar sobre educação. A propósito eu conheço o sistema educional norte-americano e garanto é bem pior que o francês, finlandês, etc.
Renato, vc já ouviu falar do Instituto do Cérebro de Natal?
Caro Renato,
Concordo dom a crítica que faz ao sistema educacional americano. Não creio, no entanto, que Dr. Nicolelis seja um "encantado" por este sistema; entendi que, apontava características positivas do sistema de acesso às universidades através do SAT, além de reconhecer as similaridades com o ENEM.
Acredito que temos que melhorar a QUALIDADE do sistema educacional brasileiro como um todo. Ao se melhorar o sistema público, por necessidades de mercado, o sistema particular terá que melhorar. Não é necessário entrar em uma turma de nível médio em região periférica… Qualquer turma, inclusive em escolas particulares (e "suposta" qualidade) e, também, não precisa ser para ensinar qualquer Matemática o Física, mas QUALQUER disciplina escolar.
A discussão sobre o sistema educacional brasileiro é fundamental para que se transforme em um sistema democrático. Para tanto, precisamos formar melhor os professores (além de remunerá-los adequadamente) e os gestores deste sistema. Não é cabível, no entanto, que a discussão deste sistema fique à cargo de comentaristas esportivos; donos de escolas particulares e/ou cursinhos.
Precisamos sim, analisar outros sistemas (americano, francês, espanhol, português…) e, à partir do seu entendimento e da realidade brasileira, construir o NOSSO modelo; adequado a nossa realidade e projeto de nação.
É, a grande verdade é que damos valor demais aos apresentadores de tv, consideramos as suas opiniões como se fossem abalizadas por um conhecimento, quando são apenas opiniões, quero dizer, baseadas em puros achismos, no ouvir falar, como aqueles que realmente detém o saber nem sempre (ou quase sempre) não conseguem ter espaço, ficam as opiniões inócuas com cara de verdade. É pena, mas no Brasil isso vigora.Por isso, o professor Nicolelis está coberto de razão quando diz que educação é comentada por repórter esportivo, ou seja, quem emite a opinião definitiva não tem cacife para tal. Como no caso de um casal que está em crise, recomenda-se um padre para aconselhamento, coisa mais sem nexo, quem nunca se casou só vai falar de algo que não conhece… E não vai resolver…
educação sem cultura.
essa a tragédia.
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[...] Viomundo — Nos EUA, não há vestibular para a universidade. O senhor acha que o Brasil seguirá essa tendência? Miguel Nicolelis — Acho que sim. O importante é o seguinte. O Brasil está tentando iniciar esse processo. Quando você inicia um processo dessa magnitude, com milhões fazendo exame, é normal ter problemas operacionais de percurso, problemas operacionais. Isso faz parte do processo. Nós estamos caminhando para o Enem ser a moeda de troca da inclusão educacional. As crianças vão aprender que não é porque elas fazem cursinho famoso da Avenida Paulista que elas vão ter mais chance de entrar na universidade. Elas vão entrar na universidade pelo que elas acumularam de conhecimento ao longo da vida acadêmica delas. Elas vão poder demonstrar esse conhecimento sem estresse, sem medo, sem complexo de inferioridade. De uma maneira democrática.E, num futuro próximo, tanto as crianças de escolas privadas quanto as de escolas públicas vão começar a entrar nesse jogo em pé de igualdade. Aí, sim vai virar jogo de futebol. Futebol é uma das poucas coisas no Brasil em que o mérito é implacável. Joga quem sabe jogar. Perna de pau não joga. Não tem espaço. O talento se impõe instantaneamente. Educação tem de ser a mesma coisa. O talento e a capacidade têm de aflorar naturalmente e todas as pessoas têm de ter a chance de sentar na prova com as mesmas possibilidades. http://www.viomundo.com.br/entrevistas/nicolelis-so-no-brasil-educacao-e-discutida-por-comentarista-… [...]
[...] a entrevista de Nicolelis ao Vi o Mundo [...]
[...] Por Conceição Lemes Vi o Mundo [...]
É que esse pessoal da elite além de não gostar de pobre estudado, tem aquela mentalidade segundo a qual só erra quem trabalha e quem não erra é promovido.
Que coisa triste se referir à "oposiçào como " a corja tucana". Isso não é um tratamento político. É preciso que haja respeito e tratamemto adequado dentro dessa relaçào. Um pol;itico não odeia de morte o seu oponente político. São pessoas com pensamentos políticos divergentes mas nem por isso inimigos, até porque vão existir momentos em que vão se unir para chegarem a um denominador comum para chegarem a aprovação de uma idéia , de um projeto que irá beneficiar uma comunidade, uma classe obreira enfim a um bem que trará alegrias e qualidade de vida para todos. Esse é o objetivo básico e principal do político de um modo geral e dos Partidos que compõem e formam essa cobertura de idéias e projetos políticos que integram uma naçào.
Não faça mais isso. Corja – caro amigo – é um pejorativo para qualificar bandidos, asassinos, estrupadores e não pol;iticos, que por pior que sejam são homens selecionados e preparados para excercerem essa vida.
podre pode?..
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[...] Nicolelis: Só no Brasil a educação é discutida por comentarista esportivo [...]
[...] Nicolelis: Só no Brasil a educação é discutida por comentarista esportivo [...]
[...] Link original: http://www.viomundo.com.br/entrevistas/nicolelis-so-no-brasil-educacao-e-discutida-por-comentarista-… [...]
Todo defensor do "livre mercado" tem a tendência de comparar a educação de diferentes países com a educação dos EUA. Devemos lembrar que os maiores pesquisadores dos EUA, na maioria das vezes, não são americanos e sim estrangeiros. O professor Nicolelis é a maior prova disso. Os ianques garimpam os melhores pesquisadores e mão de obra qualificada do mundo para irem trabalhar e pesquisar nos EUA. Eles começaram a praticar essa política logo após a Segunda Guerra Mundial quando contrataram os melhores cientistas alemães. Se o ensino americano serve de referência, então porque eles continuam contratando cientistas de outros países?
A referência neste caso é o investimento em pesquisas. Precisamos considerar também que o contrabando de "cérebros" nem sempre serve aos interesses dos EUA. Basta ver que Osama Bin Laden é um dos cérebros cooptados pela "inteligência" no exterior e virou o que é também por enorme contribuição dos EUA. No caso do Nicollelis há um esforço em transmitir e criar conhecimento numa periferia brasileira de uma cidade periférica, economicamente afirmando, Natal
Amigo..
o assunto não é sistema educacional deste ou daquele outro país. A questão é a avaliação da educação e do aprendizado como meio de ingresso no ensino superior. Seu comentário, me perdoe a sinceridade, soa igual a manchete desta entrevista.
Não há dúvidas entre aqueles que se dedicam à tecnologia educacional que a TRI garante que os resultados sejam comparáveis. No entanto, é fundamental que aqueles que se submeterão ao novo teste o façam sob as mesma condições de stress físico e emocional, na medida do possível. Assim sendo, o MEC tem que aplicar 180 questões mais a redação, tal qual foi aplicado no primeiro exame. Do contrário, aqueles que estão se submetendo ao novo exame, além de ter tido mais tempo para se preparar, estarão menos cansados do que aqueles que fizeram a prova do segundo dia no exame passado. No mais, as críticas em sua maioria tem origem nas viúvas da oposição (respeitando as viúvas).
2) E a coisa vai de uma grande empresa que consegue imprimir coisas erradas (em pleno século 21, com tudo informatizado!) até o sapateiro da esquina q consegue a proeza de 'perder' os sapatos ou a bolsa da cliente dentro do seu próprio estabelecimento! E geralmente tanto para grandes trabalhos como para grandes construções é preciso ter grande capacidade financeira para arcar com a tarefa e só poucos podem se candidatar, isto é, a gráfica do ano passado e a desse ano estarão se habilitando mesmo q por via judicial a tarefa de imprimir o próximo ENEM! Precisamos trabalhar para melhorar isso!
Lucio · 3 dias atrás
Total de provas aplicadas = 3.400.000
Provas que tiveram problemas = 2.000
Porcentagem de problemas = 0,06%
Do que estão reclamando?
Houve quase 0% de problemas!!!
…Isso não deveria ser louvável?
..
desenhou.
1) Infelizmente houve o erro e o Ministério da Educação mesmo não diretamente envolvido tem lá sua parte na culpa, deram munição para o inimigo! Houve até alguns exageros da turma oposicionista! Mas o q mais chama a atenção é a falta de comprometimento de alguns brasileiros com as suas responsabilidades! Tanto empresas como um 'pessoa física' fazem tudo para te dobrar e conseguir a encomenda, mas depois q pegam o serviço só Deus sabe o quê irão te entregar e quando o 'resultado', com todas as eventuais consequências advindas como foi o caso do ENEM !
Parabéns ao Blog Viomundo! O nosso brasileiríssimo Nicolelis foi cirúrgico em sua entrevista. Colocou o PIG em seu devido lugar: Insignificância. A desonestidade intelectural do PIG ultrapassa a barreira do GOLPISMO barato. Bela entrevista e esclarecedora. Colocou a verdade em seu devido LUGAR. Parabéns ao Prof. Nicolelis. de Belo Horizonte.
O envelope que envolve essa discussão é a pretensão, da mídia, em querer ditar políticas públicas para governos eleitos pelo povo.Aos invés de termos governos democraticamente eleitos, decidindo o que é melhor para o país,essa mídia ditatorial quer governar o Brasil.Essa tirania privada quer ser O governo!!!
O fenômeno,como não poderia deixar de ser,vem dos EUA.Toda cagada que os EUA fazem nossas zelites adoram.Nos EUA o Tea Party tem vários de seus dirigentes como funcionários das empresas de Rupert Murdoch.Sarah Palin é a estrela maior,como empregadinha de Murdoch.
Se não houver um novo marco regulatório no Brasil,para evitar a concentração de mídias,veremos esses fascistóides empregados dos empresários de comunicação no poder.E por trás,por óbvio,esses empresários que não vivem sem dinheiro público.
Nosso "Tea Party" brazuca,naturalmente,virá de São Paulo.Talvez com o nome de "Chopps com Pastel Party"….