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Cartas de Minas

“A imprensa, principalmente a Globo, sempre quis destruir a Petrobras”

23 de fevereiro de 2015 às 20h06

cancella

Direita quer destruir Dilma e a Petrobras, alerta sindicalista

Diretor de sindicato e de federação de petroleiros alerta para tentativa de usurpação da estatal

16/02/2015 – 08h15 / Por Agência PT

Desde o início da divulgação das investigações da Polícia Federal (PF) e Ministério Público (MP) sobre desvios financeiros praticados dentro da Petrobras, desde o ano de 1997, a maior produtora de petróleo do mundo entre as de capital aberto, vem sendo massivamente exposta de forma negativa, pela imprensa principalmente, edificando uma imagem da estatal que não condiz com sua realidade.

Cansados de assistirem ao ataque sistemático à empresa, os mais de 86 mil servidores partiram para a defesa do patrimônio brasileiro, detentor de reservas comprovadas de 16 bilhões de barris de óleo equivalente (boe).

Munidas de papel, caneta e redes sociais, as servidoras da estatal, deflagraram uma campanha. O protesto consiste em postar nas redes um autoretrato com os dizeres “sou melhor que isso”, acompanhado de #soupetrobras.

A reação dos trabalhadores é explicada nesta à Agência PT de Notícias pelo diretor-geral do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Emanuel Cancella. Ele afirma estar preocupado com a forma como a companhia tem sido agredida, desvalorizada e vilipendiada pelos ataques da oposição e setores da mídia, com o objetivo de prejudicar o governo da presidenta Dilma Rousseff.

“O maior pecado de Dilma foi dizer, na eleição, que defende a Petrobrás e que ela vai ser nosso passaporte para o futuro. Pois a direita brasileira, que foi contra a criação da Petrobrás, agora quer usurpá-la”, afirma. Leia a íntegra:

Agência PT – Quais as propostas dos servidores para evitar a exposição negativa que por ora passa a empresa?

Emanuel Cancella – Infelizmente, a imprensa brasileira só quer falar mal da Petrobrás. Os estrangeiros acabaram de conceder o “Oscar” da indústria de petróleo à Petrobras, o Offshore Tecnology Conference 2015 (OTC) . Ninguém noticiou isso no Brasil. Além do “Oscar”, a Petrobras, durante a operação “Lava Jato”, aumentou a capacidade de refino, passou a americana Exxon Mobil e é a primeira na produção de óleo no mundo e a quarta na produção de óleo e gás. Além disso, o pré-sal já produz mais de 700 mil barris por dia, o suficiente para abastecer países como Uruguai, Paraguai, Bolívia e Peru, juntos.

A quem interessa essa exposição negativa?

O maior pecado de Dilma foi dizer, na eleição, que defende a Petrobras e que ela vai ser nosso passaporte para o futuro. Pois a direita brasileira, que foi contra a criação da Petrobras, agora quer usurpá-la, tenta usar a corrupção na empresa para, de uma só cajadada, destruir a Dilma e a Petrobras. O operativo do petróleo, realizado nesta semana, está marcando um encontro nacional, dia 20 de março, no Rio, para discutir a defesa da Petrobras, o fim dos leilões e a luta contra qualquer tentativa golpista. Caso não consigam privatizar a Petrobras, a grande mídia pretende, no mínimo, manchar a imagem dela, para forçar o governo a abrir mão do “conteúdo local”, com a Petrobras sendo operadora de todos os campos do pré-sal. Querem também mudar a lei de partilha, que tem um fundo nacionalista, criada no governo Lula, retornando à lei de concessão de FHC, que entrega o nosso petróleo de mão beijada aos gringos.

O que o sindicato pensa sobre a reestatização da empresa?

Faz parte da nossa campanha “Todo o Petróleo tem que ser Nosso!” A Petrobras 100% estatal e pública. A volta do monopólio estatal e o fim dos leilões de petróleo. Tudo isso está inserido na lei dos movimentos sociais, que está parada no Senado Federal. Essa lei é subscrita pelos partidos de esquerda, PT, PCdoB, Psol, PSTU, pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), Federação Nacional dos Petroleiros |(FNP), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (SMT), várias centrais sindicais e um grande número de entidades do movimento social, como Central ùnica dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Central Sindical e Popular (CSP Conlutas) e União Nacinoal dos Estudantes (UNE).

Qual a posição do sindicato diante do fato de a proporção de servidores ser de um concursado para quatro terceirizados?

O movimento sindical petroleiro sempre cobrou concurso público na Petrobras. Várias unidades já fizeram mobilizações cobrando aumento no efetivo. Somos contra a terceirização, mas não somos contra os terceirizados. Travamos várias lutas em defesa desses trabalhadores. Agora estamos apoiando a luta de cerca de 600 trabalhadores do Comperj, que estão sendo massacrados, pois estão sem salário, e como não houve rescisão contratual formalizada, estão também sem acesso ao auxilio desemprego, desde dezembro.

Qual a avaliação e a posição do sindicato em relação como a imprensa tem tratado tanto os casos de corrupção quanto a empresa?

Sim, existe corrupção na Petrobras, e tem que ser combatida, levando os corruptos e corruptores para a cadeia e confiscando seus bens. Mas, enquanto a Petrobras tem duas CPIs para investigá-la, o Superior Tribunal Federal (STF) acabou de arquivar o Trensalão do metrô de São Paulo, escândalo que envolve em propina três governadores tucanos: Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. A imprensa, principalmente a Globo, sempre quis destruir a Petrobras. Nas privatarias tucanas, na década de 90, a Globo comparava a Petrobras a um paquiderme e chamava os petroleiros de marajás.

Os servidores tem alguma influência nas decisões de diretoria?

Com muita luta conseguimos, no governo Lula, a oportunidade de eleger diretamente um membro no Conselho de Administração. É muito pouco. Gostaríamos que toda a direção da Petrobras fosse eleita diretamente pelos petroleiros. Pois, são esses trabalhadores que levam a companhia a ser uma das maiores empresas de energia no mundo.

Por Guilherme Ferreira, da Agência PT de Notícias

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20 Comentários escrever comentário »

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Sérgio

01/03/2015 - 01h43

Vamos lá petroleiros!
Parabéns pela iniciativa. Que os verdadeiros brasileiros estejam juntos
nessa luta. A mídia entreguista é menos do que nós todos juntos e vamos
provar que o petróleo continuará sendo do nosso povo.
Viva a Petrobrás!

Responder

    Gabriel

    02/03/2015 - 10h11

    Dia 13 nas ruas: Ato em defesa da Petrobras, do Brasil e da Democracia!

Adriano Medeiros Costa

28/02/2015 - 19h02

SEMPRE!!!

Responder

jotha

28/02/2015 - 09h48

Enquanto leio o artigo sobre o repórter espião da semanal paulistana à caça de algo pra prejudicar o Presidente Lula , lembro do caso de outro espiãozinho de Brasilia, da mesma semanal. Um tal policarpo, que na companhia de um goiano, aspirante a lobista, operavam capas e matérias fictícias que recheavam a tal publicação e depois trombeteadas pelas mídias maiores.
O que mais me choca é a total escárnio e canalhice com que esses indivíduos agem na maior cara de pau. Os alertas dados aqui neste site e em toda a blogesfera que defende o Brasil é a prova cabal de que o golpe está em curso. Começa no judiciário e mídia faz a disseminação.
Eles irão pro tapetão a qualquer custo.

Responder

Lauro Cordeiro Diniz

27/02/2015 - 15h26

Deixa ver se eu entendi:
.
O Governo segura o preço da gasolina por anos, dando um prejuízo de Bilhões de Reais para a Petrobras…
.
O Governo OBRIGA a Petrobras a participar de 100% dos consórcios do pré-sal, impondo à Petrobras uma dívida de mais de US$ 200 Bilhões (A Petrobras é a empresa mais endividada do mundo!!)…
.
O Governo nomeia para a diretoria da Petrobras, ladrões e corruptos q dão à empresa um prejuízo q pode chegar, segundo a ex-presidente Graça Foster, a R$ 80 Bilhões…
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A Petrobras, por decisão do Governo, se mete a construir a refinaria Abreu e Lima q, por total descontrole, incompetência e corrupção, tem seu custo multiplicado por 10…
.
De tão enrolada, a Petrobras não consegue publicar o balanço de 2014…
.
E a culpa é da imprensa???
.
Esse sindicalista é, antes de tudo, petista! E como tal, prefere encontrar culpados, geralmente um “inimigo”, do q fazer uma autocrítica honesta para reconhecer os erros do Governo na administração da Petrobras!

Responder

    Bonobo, Severino de Oliveira

    27/02/2015 - 19h35

    Se fosse tão simples assim, qualquer idiota conseguiria entender e não sairia por ai falando as besteiras que ouve nos meios de comunicação comandados pelas famiglias golpistas desde os anos 50.

    Primeiro que a nomeação do Paulo Roberto Costa foi realizada na “cota” do PP a pedido do Franscisco Dornelles.

    Segundo que a empresa que vc diz que é mal administrada saiu do estado deplorável a que foi reduzida nos tempos da PRIVATARIA TUCANA para a condição atual em que apresenta níveis de excelência em todos os indicadores em todas as suas áreas de atuação. Vc não sabe disso, e milhões de idiotas como vc também ignoram, porque não sai nas mídias controladas pelas referidas famiglias.

    Em terceiro lugar, há um contexto de geopolítica internacional que condiciona a atuação dos meios de comunicação privados detentores de concessões públicas e coopta membros do judiciário como esse juiz declarada e assumidamente fascista associado a um doleiro bandido, ambos do Paraná, desde os anos 90.

    Em quarto lugar, onde vc viu essa noticia da dívida certamente não lhe foi informado que os ativos da empresa Petrobras demonstram que o SUPOSTO endividamento é dinheiro de pinga comparado aos ativos o que faz toda a direfença mas vc não entende.

    Em quarto, o que é inaceitável e absolutamente inacreditável é que a atuação concertada da Vara do Moro, agentes da PF partidários e membros do MPF, associados com a mídia para ganhar as eleições de 2014, façam tamanha exploração em cima de atos que supostamente estariam sendo investigados sob “segredo de justiça” e consigam transformar na mente dos indigentes intelectuais, o suposto (ainda sob investigação) desvio de alguns em suspeita sobre toda a empresa comprovadamente composta por profissionais capacitados que a tornaram em poucos anos a MAIOR EMPRESA DE CAPITAL ABERTO PRODUTORA DE PETRÓLEO NO MUNDO.

    “Petrobras torna-se maior produtora de petróleo entre empresas de capital aberto”

    quinta-feira, 8 de janeiro de 2015 21:36 BRST

    http://br.reuters.com/article/topNews/idBRKBN0KH23L20150108

    Portanto, se vcs querem desvalorizar a empresa para entrega-la aos gringos como fizeram com tantas outras nos anos 90, vcs tem o direito de tentar. Mas não venham esgrimir argumentos falaciosos espargidos pela mídia corrupta porque nem todas as pessoas são tão idiotas quanto vc parece pensar que são.

    Bonobo, Severino de Oliveira

    27/02/2015 - 19h38

    Ou seja:

    VC NÃO ENTENDEU NADA! Ou está se fazendo de idiota! Como diz aquele matuto: Se faz de morto para pegar o coveiro desprevenido.

    Jose Henrique

    28/02/2015 - 13h43

    Lauro, e a culpa toda é da mídia corrupta.
    Nunca vi nem imaginei tanta roubalheira numa empresa estatal ou governo no Brasil. É dia a dia novos milhões, novos Youssef aparecem. Que bandalheira. É com o seu, o nosso dinheiro.
    E é a mídia corrupta que quer destruir a Petrobrás para entregá-la aos gringos?
    O Petróleo que existe no Brasil é para seu povo e não uma meia dúzia de empreiteiros, políticos e doleiros desonestos. Se é para isto, prefiro que a Petrobrás seja privatizada, pelo menos se continuarem roubando, vão roubar dos donos privados e não de nós. Não importa quem explore o petróleo, desde que paguem impostos sobre tudo o que for explorado, tal qual em todo o resto do mundo. O que não pode ser tolerado é esta roubalheira descarada jogada na nossa cara.
    Falar que o PSDB também rouba não é desculpa. São farinha do mesmo saco. Lula, FHC, e companhia.
    Investiguem tudo, e coloquem na cadeia todos, dos corruptos aos corruptores, políticos omissos, desonestos e etc.
    CHEGA DE NOS ROUBAREM.

    Gabriel

    02/03/2015 - 10h16

    DEFENDER A PETROBRÁS É DEFENDER O BRASIL
    Há quase um ano o País acompanha uma operação policial contra evasão de divisas que detectou evidências de outros crimes, pelos quais são investigadas pessoas que participaram da gestão da Petrobrás e de empresas fornecedoras. A ação institucional contra a corrupção tem firme apoio da sociedade, na expectativa de esclarecimento cabal dos fatos e rigorosa punição dos culpados.
    É urgente denunciar, no entanto, que esta ação tem servido a uma campanha visando à desmoralização da Petrobrás, com reflexos diretos sobre o setor de Óleo e Gás, responsável por investimentos e geração de empregos em todo o País; campanha que já prejudicou a empresa e o setor em escala muito superior à dos desvios investigados.
    A Petrobrás tem sido alvo de um bombardeio de notícias sem adequada verificação, muitas vezes falsas, com impacto sobre seus negócios, sua credibilidade e sua cotação em bolsa. É um ataque sistemático que, ao invés de esclarecer, lança indiscriminadamente a suspeita sobre a empresa, seus contratos e seus 86 mil trabalhadores dedicados e honestos.
    Assistimos à repetição do pré-julgamento midiático que dispensa a prova, suprime o contraditório, tortura a jurisprudência e busca constranger os tribunais. Esse método essencialmente antidemocrático ameaça, hoje, a Petrobrás e suas fornecedoras, penalizadas na prática, enquanto empresas produtivas, por desvios atribuídos a pessoas físicas.
    Ao mesmo tempo, o devido processo legal vem dando lugar ao tráfico seletivo de denúncias, ofensivo à consciência jurídica brasileira, num ambiente de obscuridade processual que propicia a coação e até o comércio de testemunhos com recompensa financeira. Na aparente busca por eficácia, empregam-se métodos que podem – isto, sim – levar à nulidade processual e ao triunfo da impunidade.
    E tudo isso ocorre em meio a tremendas oscilações no mercado global de energia, num contexto geopolítico que afeta as economias emergentes, o Brasil, o Pré-Sal e a nossa Petrobrás.
    Não vamos abrir mão de esclarecer todas as denúncias, de exigir o julgamento e a punição dos responsáveis; mas não temos o direito de ser ingênuos nessa hora: há poderosos interesses contrariados pelo crescimento da Petrobrás, ávidos por se apossar da empresa, de seu mercado, suas encomendas e das imensas jazidas de petróleo e gás do Brasil.
    Historicamente, tais interesses encontram porta-vozes influentes na mídia e nas instituições. A Petrobrás já nasceu sob o ataque de “inimigos externos e predadores internos”, como destacou a presidenta Dilma Rousseff. Contra a criação da empresa, em 1953, chegaram a afirmar que não havia petróleo no Brasil. São os mesmos que sabotaram a Petrobrás para tentar privatizá-la, no governo do PSDB, e que combateram a legislação do Pré-Sal.
    Os objetivos desses setores são bem claros:
    – Imobilizar a Petrobrás e depreciar a empresa para facilitar sua captura por interesses privados, nacionais e estrangeiros;
    – Fragilizar o setor brasileiro de Óleo e Gás e a política de conteúdo local; favorecendo fornecedores estrangeiros;
    – Revogar a nova Lei do Petróleo, o sistema de partilha e a soberania brasileira sobre as imensas jazidas do Pré-Sal.
    Para alcançar seu intento, os predadores apresentam a Petrobrás como uma empresa arruinada, o que está longe da verdade, e escondem do público os êxitos operacionais. Por isso é essencial divulgar o que de fato aconteceu na Petrobrás em 2014:
    – A produção de petróleo e gás alcançou a marca histórica de 2,670 milhões de barris equivalentes/dia (no Brasil e exterior);
    – O Pré-Sal produziu em média 666 mil barris de petróleo/dia;
    – A produção de gás natural alcançou 84,5 milhões de metros cúbicos/dia;
    – A capacidade de processamento de óleo aumentou em 500 mil barris/dia, com a operação de quatro novas unidades;
    – A produção de etanol pela Petrobrás Biocombustíveis cresceu 17%, para 1,3 bilhão de litros.
    E, para coroar esses recordes, em setembro de 2014 a Petrobrás tornou-se a maior produtora mundial de petróleo entre as empresas de capital aberto, superando a ExxonMobil (Esso).
    O crescente sucesso operacional da Petrobrás traduz a realidade de uma empresa capaz de enfrentar e superar seus problemas, e que continua sendo motivo de orgulho dos brasileiros.
    Os inimigos da Petrobrás também omitem o fato que está na raiz da atual vulnerabilidade da empresa à especulação de mercado: a venda, a preço vil, de 108 milhões de ações da estatal na Bolsa de Nova Iorque, em agosto de 2000, pelo governo do PSDB.
    Aquela operação de lesa-pátria reduziu de 62% para 32% a participação da União no capital social da Petrobrás e submeteu a empresa aos interesses de investidores estrangeiros sem compromisso com os objetivos nacionais. Mais grave ainda: abriu mão da soberania nacional sobre nossa empresa estratégica, que ficou subordinada a agências reguladoras estrangeiras.
    Os últimos 12 anos foram de recuperação e fortalecimento da empresa. O País voltou a investir em pesquisa e a construir gasodutos e refinarias. Alcançamos a autossuficiência, descobrimos e exploramos o Pré-Sal, recuperamos para 49% o controle público sobre o capital social da Petrobrás.
    O valor de mercado da Petrobrás, que era de 15 bilhões de dólares em 2002, é hoje de 110 bilhões de dólares, apesar dos ataques especulativos. É a maior empresa da América Latina.
    A participação do setor de Óleo e Gás no PIB do País, que era de apenas 2% em 2000, hoje é de 13%. A indústria naval brasileira, que havia sido sucateada, emprega hoje 80 mil trabalhadores. Além dos trabalhadores da Petrobrás, o setor de Óleo e Gás emprega mais de 1 milhão de pessoas no Brasil.
    É nos laboratórios da Petrobrás que se produz nosso mais avançado conhecimento científico e tecnológico. Os royalties do petróleo e o Fundo Social do Pré-Sal proporcionam aumento significativo do investimento em Educação e Saúde. Este é o papel insubstituível de uma empresa estratégica para o País.
    Por tudo isso, o esclarecimento dos fatos interessa, mais do que a ninguém, aos trabalhadores da Petrobrás e à população brasileira, especialmente à parcela que vem conquistando uma vida mais digna.
    Os que sempre tentaram alienar o maior patrimônio nacional não têm autoridade política, administrativa, ética ou moral para falar em nome da Petrobrás.
    Cabe ao governo rechaçar com firmeza as investidas políticas e midiáticas desses setores, para preservar uma empresa e um setor que tanto contribuíram para a atração de investimentos e a geração de empregos nos últimos anos.
    A direção da Petrobrás não pode, nesse grave momento, vacilar diante de pressões indevidas, sujeitar-se à lógica dos interesses privados nem agir como refém de uma auditoria que representa objetivos conflitantes com os da empresa e do País.
    A investigação, o julgamento e a punição de corruptos e corruptores, doa a quem doer, não pode significar a paralisia da Petrobrás e do setor mais dinâmico da economia brasileira.
    É o povo brasileiro, mais uma vez, que defenderá a empresa construída por gerações, que tem a alma do Brasil e simboliza nossa capacidade de construir um projeto autônomo de Nação.
    Pela investigação transparente dos fatos, no Estado de Direito, sem dar trégua à impunidade;
    Pela garantia do acesso aos dados e esclarecimentos da Petrobrás nos meios de comunicação, isentos de manipulações;
    Pela garantia do sistema de partilha, do Fundo Social e do papel estratégico da Petrobrás na exploração do Pré-Sal;
    Pela preservação do setor nacional de Óleo e Gás e da Engenharia brasileira.
    Defender a Petrobrás é defender o Brasil – nosso passado de lutas, nosso presente e nosso futuro.

Rodrigo

24/02/2015 - 21h47

E quem é que quer perder a boquinha, não é mesmo?

Responder

    Bonobo, Severino de Oliveira

    26/02/2015 - 08h11

    Quem perderia a “boquinha” se esses neofascistas conseguissem destruir a Petrobras e o Estado Brasileiro seriam as populações carentes e os milhões de trabalhadores que dependem das politicas de Estado que também garantem renda a VC se é um banqueiro ou mesmo um idiota.

    Gabriel

    02/03/2015 - 10h17

    EM DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL

    A Nação se defronta com um dos maiores desafios de sua história abalada que está por forças internas e externas que ameaçam os próprios alicerces de sua independência e de sua soberania. As investigações policiais em torno de ilícitos praticados contra a Petrobras por ex-funcionários corruptos e venais estão dando pretexto a ataques contra a própria empresa no sentido de transformá-la de vítima em culpada, assim como de fragilizá-la com o propósito evidente de torná-la uma presa fácil para a fragmentação e a desnacionalização.

    A Petrobras é a espinha dorsal do desenvolvimento brasileiro. A cadeia produtiva e comercial do petróleo e do setor naval, por ela liderada, representa mais de 10% do produto interno bruto, constituindo a principal âncora da indústria de bens de capital. É uma criadora e difusora de tecnologia, de investimentos e de produtividade que beneficiam toda a economia brasileira. Foi graças aos esforços tecnológicos da Petrobras que se descobriram, em 2006, as reservas do pré-sal, e é ainda graças a sua tecnologia original de produção que o Brasil já retira do pré-sal, em tempo recorde, cerca de 700 mil barris diários de petróleo, que brevemente alcançarão mais de 2 milhões, assegurando autossuficiência e a exportação de excedentes.

    Deve-se à Petrobras a existência de uma cadeia produtiva anterior e superior do petróleo e da indústria naval, induzindo o desenvolvimento tecnológico da empresa privada brasileira, gerando emprego e renda que, no caso de empresas nacionais, significa resultados que aqui mesmo são investidos, desdobrando-se em outros ciclos de produção e consumo na economia.

    Tudo isso está em risco. E é para enfrentar esse risco que o movimento social e político que estamos organizando conclama uma mobilização nacional em favor da Petrobras, instando o Governo da República a colocar todos os instrumentos de poder do Estado em sua defesa, de forma a mantê-la íntegra, forte e apta a continuar desempenhando o seu papel de líder do desenvolvimento nacional e a enfrentar, por outro lado, o desafio do seu enfraquecimento planejado por forças desnacionalizantes e privatistas internas e externas.

    Ao lado da defesa da Petrobras vemos o imperativo de proteger a Engenharia Nacional, neste momento também ameaçada de fragmentação e de liquidação frente ao risco de uma desigual concorrência externa. Repelimos com veemência eventuais atos de corrupção ocorridos na relação entre empresas de engenharia fornecedoras da Petrobras, e seremos os primeiros a apoiar punições para os culpados, mas somos contra a imputação de culpa sem provas, e a extensão de culpa pessoal a pessoas jurídicas que constituem, também elas, centro de geração de centenas de milhares de empregos, de criação de tecnologia nacional e de amplas cadeias produtivas, e de exportação de serviços com reflexos positivos na balança comercial.

    Todos que acompanham negociações internacionais conhecem as pressões que recaem sobre o Brasil e outros países em desenvolvimento no sentido de abertura de seu mercado de construção pesada a empresas estrangeiras. Somos inteiramente contrários a isso, em defesa do emprego, da renda e do equilíbrio do balanço de pagamentos. Se há irregularidade na relação entre as empresas de construção e a autoridade pública que sejam sanadas e evitadas. Mas a defesa da Engenharia Brasileira implica a preservação da empresa brasileira à margem de qualquer pretexto.

    Não é coincidência os ataques à Petrobras, ao modelo de partilha da produção que a coloca como operadora única do pré-sal, à política de conteúdo local, à aplicação exclusivamente na educação e na saúde públicas dos recursos do pré-sal legalmente destinados a esses setores, à Engenharia Brasileira como braço executivo de grande parte de seus investimentos, e também ao BNDES, seu principal financiador interno, que tentam fragilizar rompendo sua relação com linhas de financiamento do Tesouro: tudo isso faz parte não propriamente de ataques ao governo mas de uma mesma agenda de desestruturação e privatização do Estado em sua função de proteger a economia nacional.

    É nesses tópicos mutuamente integrados que concentramos a proposta de mobilização nacional que estamos subscrevendo, e que está aberta à subscrição de outras entidades e de todos os brasileiros que se preocupam com o destino de nossa economia e de nosso país. Estamos conscientes de que o êxito dessa mobilização dependerá da participação do maior número possível de entidades da sociedade civil, de partidos políticos e das cidadãs e cidadãos individualmente. E é da reunião de todos que resultará a afirmação da Aliança pelo Brasil em defesa da Petrobras, do Estado social-desenvolvimentista e de um destino nacional de prosperidade.

Liberal

24/02/2015 - 10h03

Ou vocês vivem realmente num mundo paralelo, ou, o mais provável, são de um cinismo exemplar.

No caso da segunda hipótese, vocês só conseguirão afundar ainda mais o PT, pois é o mesmo que chamar o outro de imbecil.

Responder

    Bonobo, Severino de Oliveira

    26/02/2015 - 08h18

    Quem vive num mundo “paralelo” são aqueles idiotas ou cínicos que só enxergam por meio da lente distorcida da mídia e, por isso, só conseguem ver o PT. Quando, na REALIDADE, o que está em jogo é o presente e o futuro do pais e do povo brasileiro. Vc e o seu cinismo apenas comprovam a realização da maldição profetizada pelo pai do jornalismo, Joseph Pulitzer, no século XIX.

FrancoAtirador

24/02/2015 - 09h14

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A Globo deveria estar incluída no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas.
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(http://www.portaldatransparencia.gov.br/ceis/Consulta.seam)
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Responder

Leonardo

24/02/2015 - 07h27

Vergonha desse artigo…

Responder

FrancoAtirador

23/02/2015 - 21h54

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A Culpa é do Zé Dirceu que não quis Estatizar a Globo,
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quando os Marinho foram ‘Pedir Penico’ na Casa Civil.
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(http://www.blogdacidadania.com.br/2013/07/a-epoca-da-fraude-fiscal-globo-anunciava-dificuldades)
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Responder

    Bonobo, Severino de Oliveira

    28/02/2015 - 21h01

    Grande FrancoAtirador!! Eu lhe pergunto. Se o Zé Dirceu quisesse e tivesse tentado vc considera que o PMDB, DEM, PSDB e outros partidos mais poderosos como o STF, o MP e o maior de todos, o Partido da Midia, guarnecido pela 4ª Frota dos EUA restabelecida na patrulha do Atlantico Sul, deixariam?

    Considerando que ele deu tudo, ou quase tudo, que esse partido “maior de todos” apoiado pelos EUA, queria e, assim mesmo, foi acusado, condenado e linchado impiedosamente e escandalosamente com um esforço hercúleo do Partido do MP e do STF, passando por cima de todas as regras e garantias dos direitos individuais, sem nenhuma prova contra ele, vc acha mesmo que, se ele quisesse, ousasse e tivesse tentado, teria alguma chance de conseguir?

    Eu estou acostumado a ouvir esse tipo de delírio de analfabetos políticos, a maioria da população aturdida com o sequestro das informações que grassa no país, mas, de um sujeito reconhecidamente bem informado e respeitado, eu espero outro tipo e melhor qualidade de reflexão.

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