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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Suplicy: Intolerância exibida pela candidata sem voto levou à ditadura

30 de outubro de 2015 às 06h33

do SigaJandira (reprodução parcial)

Bruno Trezena: Secretário, como começaram as agressões na livraria, secretário? E o que você sentiu na hora?

Eduardo Suplicy: Um grupo minoritário, aproximadamente de 15 pessoas, desde antes de começar a entrevista do Prefeito Haddad, agiu de forma muito desrespeitosa, gritando palavras, agitando faixas, procurando atrapalhar a entrevista programada das 10h às 12h de sábado, no auditório Eva Herz, da Livraria Cultura. Ele estava lotado, com mais de 150 pessoas, e muitos queriam assistir a entrevista. A jornalista Fabíola Cidral e o próprio Prefeito precisaram ser muito enfáticos para que aquele grupo permitisse que a entrevista se desenvolvesse normalmente. Acalmou-os um pouco quando deu a oportunidade para que três deles formulassem perguntas. O Prefeito respondeu muito bem a todas as perguntas, demonstrando profundo conhecimento da cidade e das iniciativas que está desenvolvendo.

Após o término da entrevista, cumprimentei o Prefeito e os jornalistas. Ao sair, pouco antes do Prefeito, um rapaz me fez uma pergunta sobre como será o financiamento das campanhas. Respondi que era contra as contribuições de pessoas jurídicas e a favor de transparência em tempo real por meio da página eletrônica de cada partido e candidato de toda e qualquer contribuição. Foi então que aquele pequeno grupo de pessoas, que haviam estendido uma faixa de críticas diversas, começou a gritar – “Suplicy, vergonha do Brasil”. Aproximei-me dos mesmos com a disposição de dialogar, mas como se recusaram a qualquer diálogo, só queriam gritar, sem procurar saber a verdade sobre quaisquer fatos, eu disse a uma das moças que ela era golpista e fui embora. Minutos depois, quando o Prefeito saiu do auditório, mais uma vez o grupo de pessoas começou a gritar ofensas a ele, que acompanhado de pessoas, logo saiu.

BT: Como militante histórico e gestor da pasta de Direitos Humanos de São Paulo, de que forma o senhor avalia o crescimento de uma onda conservadora e reacionária no país?

ES: Ao presenciar o ato inter-religioso na Catedral da Sé, no último domingo, em memória dos 40 anos do assassinato de Vladimir Herzog, e ouvir as palavras de seu filho Ivan, refleti sobre como aquelas pessoas intolerantes, desrespeitosas e antidemocráticas é que levaram o Brasil a viver tragédias como as caracterizadas pelos tristes episódios do regime militar .

*****

Mulher que hostilizou Suplicy e Haddad será expulsa do PSOL, diz Jean Wyllys

Por iG São Paulo | 27/10/2015 12:16 – Atualizada às 27/10/2015 14:35

“A direção do partido vai acelerar a expulsão da fascista”, diz Willys sobre partidária que concorreu em 2012 pelo PSOL

Na noite da segunda-feira (26) o deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ) publicou em seu perfil no Facebook um texto intitulado “Como responder a uma fascista [ou um pedido de desculpas a Eduardo Suplicy e a Fernando Haddad]”. Nele, o deputado afirma que Celene Carvalho é filiada ao (PSOL) e está em processo de expulsão. A mulher integrou um grupo de manifestantes contrários ao Partido dos Trabalhadores (PT) que se exaltou na saída do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), no último sábado (24) na Livraria Cultura, depois de uma sabatina realizada pela rádio CBN. Suplicy, que é secretário de Haddad, acompanhava o debate do correligionário e foi atacado verbalmente pela mulher.

Em vídeo divulgado nas redes sociais no sábado (24), o grupo hostiliza Eduardo Suplicy, sob os gritos de “Suplicy vergonha nacional”. Em uma discussão, Celene grita: “Aqui não é PT, não. Aqui, vocês estão na terra de quem trabalha. Aqui é trabalho, aqui é terra dos coxinhas! Não somos sustentados, não!”

Celene Carvalho disputou o cargo de prefeita de São Lourenço (MG) pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), nas eleições de 2012. Ela obteve 1,15% dos votos (370 votos) e não foi eleita; a cidade tem população aproximada de 41.650 habitantes.

Wyllys esclareceu no texto: “A representação do PSOL em Minas informou que já havia pedido o afastamento da fascista. Porém, como o pedido de afastamento não fora devidamente encaminhado à Comissão de Ética da direção nacional do partido, Celene continuava constando da lista de filiados do PSOL. Mas, com esse episódio, a direção nacional do partido vai acelerar a expulsão da fascista.”

Jean Wyllys acredita que “Celene tenha se infiltrado no PSOL devido às disputas internas. Tendo em mente apenas a informação de que o partido nascera de uma dissidência do PT, a fascista deve ter achado que o PSOL seria terreno fértil para seu antipetismo doentio e certamente contou com o apoio de algum dirigente que pretendia usá-la nas disputas internas”.

O iG tentou contato com Celene Carvalho, mas não obteve retorno.

PS do Viomundo: É óbvio que o Viomundo aderiu ao boicote à Livraria Cultura. Experimentem fazer o que os manifestantes fizeram no lançamento do livro do FHC, por exemplo. A segurança e a polícia vão aparecer em 30 segundos…

Leia também:

Na ditadura, DOPS de Bauru respeitava o horário comercial

 

21 Comentários escrever comentário »

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Marat

01/11/2015 - 19h38

Existem pessoas que vão à livrarias com o intuito de comprar e ler bons livros, visando seu aperfeiçoamento e crescimento… Mas há também algumas pessoas que preferem fazer papéis ridículos!
Patética esta senhora… nem com cabelos brancos aprendeu com a vida!

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lulipe

31/10/2015 - 12h13

Será que o protesto não era por que o Suplicy queria dar uma canjinha cantando Bob Dylan???

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italo

30/10/2015 - 23h53

Se somar os votos dela com os do Aécio dá para o PSDB pedir outra recontagem ao TSE? testando….

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Regina Fe

30/10/2015 - 22h01

Não me espanta isso ter acontecido na Livraria Cultura, pois, após ver em muitos sites que um famoso banco teria adquirido parte dessa livraria. Se for verdade, não terá sido coincidência as manifestações de intolerância contra políticos do PT.

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Ana Maria

30/10/2015 - 20h58

Esses fascistas não respeitam ninguém nem os mortos e seus familiares, basta recordar o ataque insano ao velório de Eduardo Dutra, essa turba daqui a pouco vai começar a morder, tamanho o ódio que demonstram em suas atitudes, estão se transformando em feras.

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Urbano

30/10/2015 - 15h45

Um misto de fascismo e burrice das mais acentuadas… daí tão-somente os berros ininteligíveis.

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Sérgio

30/10/2015 - 15h11

A Livraria Cultura deve satisfações! Esses baderneiros mal-educados não são a clientela dela. Essa meia-dúzia de marionetes é composta por iletrados analfas.

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    Conceição Lemes

    30/10/2015 - 17h13

    Infelizmente, Sergio, isso tem se repetido na livraria Cultura, que tem se omitidoa. abs

Lukas

30/10/2015 - 11h59

Senador Aloysio Nunes foi hostilizado por petroleirod e ele não ficou de mi mi mi na imprensa. Alias, os petroleiros foram aplaudidos neste espaço.

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    abolicionista

    30/10/2015 - 19h10

    Cala a boca, fascista. Ah, e aproveita pra mudar o disco, que ninguém aguenta mais essa ladainha…

clodoaldo

30/10/2015 - 11h51

O que mais chama a atenção foi a agressão àquele rapaz, que provavelmente possui ideia diferente da ideia dos “coxinhas paulistas/paulistanos”´, isso sim é o mais preocupante. Os “coxinhas” não terem censo crítico, serem analfabetos políticos e manipulados pelo PIG e pela oposição medíocre, falarem sempre palavras de baixo calão, mandarem a presidenta ir tomar … para todo mundo ver, possuírem baixa autoestima, pedirem a volta do regime militar, apoiarem um corrupto com o objetivo de derrubar a presidente democraticamente eleita, tudo isso é normal para eles, mas agredir alguém que pensa diferente é preocupante. Tem-se que aplicar a Lei Antiterrorismo contra essa corja, isso seria o mínimo a fazer em um país com uma justiça séria.

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Angela Simões

30/10/2015 - 11h14

Discordo da atitude de Suplicy de não punir quem o agrediu e a livraria de não ter tomado nenhuma medida para acabar com o ocorrido. Por muito menos eles eles chamam atenção dos clientes. Um belo boicote seria uma atitude excelente, pois o público reacionário que estava lá não é o público alvo do estabelecimento, pois não leem.

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    MARCOS FERREIRA

    30/10/2015 - 21h02

    Essa foi boa!!! kkkkkkkkkkkk

Samuel Souza

30/10/2015 - 10h40

O que mais me intriga neste episódio é a livraria cultura, uma empresa particular ter permitido a esse grupelho de baderneiros que se instalassem em seu interior e promovessem esse “espetáculo” dantesco! Porque não chamaram a polícia? Por

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abolicionista

30/10/2015 - 10h31

Não que o Suplicy não mereça, mas é claramente uma fascista tipicamente paulista.
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Só faltou gritar: “Arbeit macht frei”
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Estamos vivendo uma farsa completa: uma esquerda que não é esquerda sendo hostilizada por fascistas nacionalistas que vivem de dividendos estatais e querem entregar recursos nacionais aos gringos. Ambos rezando a cartilha do deus mercado
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    clodoaldo

    30/10/2015 - 11h54

    Me desculpe, mas eles não são nacionalistas não, são entreguistas que querem viver de novo sob as botas do Tio Sam.

FrancoAtirador

30/10/2015 - 09h58

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Cría Cuervos y te Sacarán Los Ojos
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(http://cvc.cervantes.es/lengua/refranero/ficha.aspx?Par=58386&Lng=0)
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Responder

Julio Silveira

30/10/2015 - 07h12

Pior que a agressão a Suplicy foi a constatação de que os coxinhas perderam a sanidade. Agredir logo ao Suplicy um politico do mais tucanos entre os petistas.

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    Marianne

    30/10/2015 - 11h34

    Esse coxinhas não passam de drones.

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