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Roberto Requião: A extinção de um projeto nacional

25 de fevereiro de 2016 às 00h52

Por Roberto Requião, ao discursar no Senado

Eu confesso que somatizei a nossa derrota no Plenário de ontem. Eu amanheci exausto, adoecido, frustrado.

De repente, eu tomo consciência de que o sentimento de nacionalidade do Brasil está fragilizado, porque algumas lideranças nas quais o povo depositava a confiança e a esperança foram engolidas em um processo de corrupção, e isso abre um espaço terrível para que interesses que não são propriamente do Brasil caminhem, de forma firme e forte, em um processo de fragilização e mesmo de extinção de um projeto nacional. Isso é muito triste.

No mundo, qualquer pessoa sabe das implicações geopolíticas da questão do petróleo.

Sabemos que os Estados Unidos gastaram bilhões de dólares para tomar conta do Iraque, muito pouco preocupado com Saddam, que foi seu aliado e mantido pela própria CIA durante muito tempo para combater os iranianos.

A guerra e manutenção de tropas no Iraque preocupa basicamente em manter em suas mãos as reservas de petróleo.

Estamos diante de uma guerra geopolítica. Os Estados Unidos arriscam a própria sustentabilidade do seu território com as venenosas operações de shale gas, baixa os preços internacionais, traz a Arábia Saudita para esse jogo, para enfraquecer Venezuela, Rússia e outros países importantes que vivem do petróleo. Os baixos preços do petróleo são uma estratégia geopolítica.

Eu diria mais, repetindo o que já disse mil vezes desta tribuna, depois da derrota do nazismo, na última guerra, cresceu na Europa, o Estado social, o Estado com as garantias trabalhistas, o Estado preocupado com a educação do povo, o Estado preocupado com os direitos humanos, o Estado que se volveu para as necessidades da sociedade e, de certa forma, acabou com o predomínio absoluto do capital.

E este Estado, hoje, sofre um ataque brutal, a partir da ação de Mamon – Mamon em hebraico, significa dinheiro, não é nem deus, nem diabo, é o dinheiro, assim descrito na Bíblia. Mamom tenta recuperar os seus espaços perdidos com o avanço do Estado de Bem Estar Social.

Para recuperar seu espaço, Mamon, praticamente liquidou com a economia da Espanha, da Itália, de Portugal…

Seu projeto tem um tripé: o primeiro deles, é a fragilização do Estado, com a autonomia dos bancos centrais. Uma proposta onde o Estado se resume a um gendarme, um guardião que se oporá às revoltas populares diante da exploração do capital.

O segundo objetivo é a precarização do Parlamento, com o domínio absoluto do capital financeiro, que se coloca acima dos partidos, financia campanhas, partidos políticos e candidatos, e os Parlamentares se transformam em mandaletes dos interesses do capital vadio.

Não tem mais ideologia, não tem ideal, não tem patriotismo, não tem nenhum sentimento de nacionalidade.

E o terceiro objetivo é bem claro, é a precarização do trabalho, o fim das leis trabalhistas, que encontrará a oposição frontal do nosso Senador Paim, o Senador do trabalho no plenário do Senado Federal.

Mas dentro desse pacote e com esse amortecimento da consciência nacional, com a frustração causada pela corrupção evidente de alguns líderes partidários que tinham a confiança e eram depositários da esperança do povo, nós ficamos extremamente fragilizados.

A Presidente Dilma já se manifestou, como era de se esperar, contra essa proposta de José Serra.

Porque ela não tem sentido, quando diz que quer retirar a exclusividade da Petrobras no pré-sal, porque a empresa está com um endividamento alto. Não tem sentido, porque não existe uma empresa de petróleo no mundo que não esteja fragilizada financeiramente com os preços baixos.

O prejuízo de todas elas é enorme, muito maior do que o da Petrobras. E maior do que o da Petrobras porque a Petrobras tem uma reserva gigante de petróleo do mundo com baixos custos de exploração – US$8,00 ou US$9,00 o barril –, um petróleo que está garantindo lucros, mesmo na crise. E também porque o pré-sal está entre o Rio e São Paulo, os grandes centros consumidores, processadores e onde estão os principais terminais logísticos da Petrobras.

O pré-sal é o ouro para a Petrobras.

As petroleiras não vão investir hoje no Brasil de forma nenhuma porque estão quebradas, estão em dificuldades e porque o petróleo está sobrando no mundo.

Então, por que, de repente, aporta no Senado, com essa violência e esse desejo absoluto de velocidade, essa modificação do modelo?

Atende a quem? Atende a que interesses? Por que não querem o debate? Por que raios não foi para as comissões normais e se tentou submetê-la a uma comissão montada pelo Presidente do Senado, sem a indicação dos partidos? O que é que está atrás disso? Será que só eu enxergo esse açodamento súbito e violento? Qual é a dificuldade de um debate claro em cima da questão do petróleo?

Não vai haver investimento no Brasil, mas as grandes empresas que trabalham com petróleo no mundo vão se assegurar das reservas brasileiras como reservas estratégicas para o domínio no petróleo no futuro.

Os apressadinhos que querem votar isso para ontem, sem discussão, açodadamente, sem que o povo saiba dizem que “o petróleo não pode ficar enterrado”, “o petróleo não vai valer nada no futuro”.

Como o petróleo não vai valer nada se tem 3 mil derivados!

Não existe um Senador ou uma Senadora neste plenário que não porte ou não tenha, em seus trajes, algum componente que tenha a participação da indústria a partir de um derivado do petróleo.

Não tem nenhum sentido essa história de que não vai valer nada.

E a Petrobras pode — e o Senador Lobão liquidou os argumentos de Romero Jucá numa reunião da Bancada –, sim, extrair petróleo em poços novos sem nenhuma dificuldade, sequer financeira.

Com 50, 100 bilhões de barris de reserva, não teria dificuldade de financiamento neste Planeta. O mundo está inundado de dinheiro com esses tais quantitative easing.

Agora, por que o açodamento? De repente, Senador Serra, ligo para o meu gabinete e dizem: “Não, mas o WikiLeaks publicou documentos sigilosos da embaixada americana e republicados na Folha de S. Paulo, que o Senador Serra teria prometido trabalhar para acabar com a lei que dava exclusividade à Petrobras na exploração do pré-sal”.

O SR. JOSÉ SERRA (Bloco Oposição/PSDB – SP) – Sr. Presidente, pela ordem. Não só fui citado como foram feitas alusões absolutamente indevidas à minha pessoa. Portanto, peço um aparte.

O SR. PRESIDENTE (Dário Berger. Bloco Maioria/PMDB – SC) – Vou conceder a V. Exª….

O SR. ROBERTO REQUIÃO (Bloco Maioria/PMDB – PR) – Isso fica me trazendo preocupação. O que há por trás desse açodamento e dessa velocidade? O que há de urgência nesse processo? Por que essa abertura? Por que a entrega do patrimônio que se consubstancia nas jazidas petrolíferas brasileiras? Por que esse Governo fragilizado por uma série de problemas e com medo do impeachment não age com mais energia?

Antes de ontem, nós votamos aqui o aumento de um imposto que, a meu ver, parecia completamente absurdo, sobre lucros de capital. Eu dizia, lá do plenário, utilizando o microfone, que um estudante que tenha comprado, há 40 anos, um apartamento por R$10 mil, iria vendê-lo agora ou transferi-lo para um herdeiro e ele estaria valendo R$2 milhões. Pagaria imposto sobre R$1.990,00? Isso é justo?

Não, mas o plenário, obedecendo à ordem do Governo e à visão liberal que atravessa esta República neste momento, votou a favor. Foram 11 votos contrários.

Sou a favor do imposto pesado em cima dos lucros de capital, mas no exemplo citado há exagero. Mas a base seguiu o governo.

Ontem mesmo, quando boa parte dessa mesma base votou na sua maioria pela urgência de votar o projeto de entrega do pré-sal. Os muitos votos que conseguimos foram votos de consciência, não foram votos orientados. O governo orientou o que?

Mas nós estamos em cima de uma proposta de aspecto fundamentalmente entreguista, não ajuda o Brasil. É preciso que a gente marque posição.

Não sei qual é a intenção disso. É favorecer a Chevron? É a favorecer a Shell? É prejudicar o País? Não há urgência, não há necessidade e não se extrai petróleo no mundo hoje. Nenhuma delas, nem a Petrobras.

E insisto: se a Petrobras pudesse contar com preços maiores, poderia facilmente investir ainda mais do que já está investindo no pré-sal. O governo também poderia pedir para seus bancos aumentarem os empréstimos para a empresa. O Banco dos Brics e os chineses já ofereceram muito dinheiro para financiar os projeto da Petrobras.

Mas há o constrangimento do Governo com essa pressão midiática, há esse enfraquecimento da consciência nacionalista do País e há o avanço de ideias liberais.

É o fim de um projeto nacional. É a valorização absoluta do dinheiro.

E eu me lembro, Senador Serra, do Papa Francisco em Davos.

O capital é bom quando ele é investido, produz empregos, produz bens, inovação tecnológica, mas não pode o interesse pelo dinheiro, o jogo geopolítico das grandes potências subordinar uma proposta de crescimento de um projeto nacional que seria tão importante para os estudantes brasileiros.

Vou repetir. Não adianta leiloar o pré-sal agora. Não vai haver investimento enquanto o preço estiver lá embaixo, mas o preço não ficará para sempre lá embaixo. O pré-sal é uma garantia do futuro do País.

O pré-sal é muito melhor e muito maior do que o shale gas dos Estados Unidos que tantos por aqui enchem a boca para falar.

O shale gas tem um pico de extração em um primeiro momento. No segundo ano a produção já cai na metade e o reservatório tem um declínio rápido.

Muitas primeiras empresas americanas que começaram explorando essa suposta panaceia já estão falidas. E é por isso que eles vem para cá para querer pegar o pré-sal para elas.

E estão com muita pressa para começar esses leilões já na “nova lei”. Em breve o preço do pré-sal vai aumentar. A Rússia e a Arábia Saudita, junto com a Venezuela, estão anunciando uma contenção na produção.

A corrupção é séria. Eu quero ver essa gente toda na cadeia, punida, mas a corrupção não é a responsável pela circunstancial crise financeira que a Petrobras atravessa.

O grande problema da Petrobras foi o aumento brutal dos investimentos com o sonho de viabilizar logo recursos para a educação e para a saúde. O erro foi aí.

Não previram a jogada geopolítica dos Estados Unidos, baixando o preço do petróleo no mercado mundial. Não previram que o dólar subiria tanto. Investiram muito, se endividaram em dólar e o dólar disparou em relação ao real. Esse é o maior problema, mas que logo será solucionado com o retorno dos preços aos seus patamares normais.

E nós, no Senado da República, temos que ter consciência do que estamos fazendo. Não devemos irrefletidamente, sem nenhuma razão lógica, votar apressadamente no projeto do Senador José Serra, que, quer ele queira ou não, é um projeto entreguista e prejudica o Brasil. Prejudica o futuro do País, a viabilidade de um projeto nacional.

É um projeto que prejudica a Petrobras porque, é graças ao pré-sal que a Petrobras está sobrevivendo à crise, e que será ultrapassada rapidamente. O preço do petróleo vai voltar para o patamar dos US$80 e estará tudo isso resolvido.

E essa justificativa nova de que a Petrobras pode ficar como operadora preferencial da extração de petróleo, numa imagem que eu já coloquei com clareza, é como se uma família em dificuldade fosse instada, em uma dificuldade passageira, resolvível em médio prazo, fosse instada a vender a propriedade.

Mas daí o comprador lhe garante: Vocês vão vender a propriedade, mas a esposa do proprietário terá preferência, se quiser continuar como cozinheira da família que vai comprar o imóvel.

Essa proposta não tem cabimento, é antinacional e é preciso que se registre um protesto com toda a energia.

O Governo está fraco, a situação do Brasil é de fragilidade institucional e nós estamos entregando o futuro do Brasil para a Shell.

Senador José Serra, dá uma olhada lá para traz e veja quantos lobistas do petróleo estão frequentando o plenário do Senado. Está cheio de lobistas aqui, mas onde estão os trabalhadores, os petroleiros que eu conversei lá fora? Eles não puderam entrar, né? Os trabalhadores brasileiros, nossos petroleiros não puderam entrar no plenário hoje. Por que?

Leia também:

Depois de dizer uma coisa a senadores do PT, governo Dilma faz outra

 

14 Comentários escrever comentário »

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Mario

26/02/2016 - 15h32

Desculpa fugir do assunto, mas chega a ser insólito Requião falando de idoneidade ou dinheirismo. Ele pode ate dizer que está dentro da lei, mas o fato é que este senhor recebe 25 mil por mês como governador aposentado, junto com o salario de senador e todas as suas regalias, mesmo se ter contribuído com a Previdência. No princípio ele recusou a aposentadoria, mas hoje ele posa de bastião da moralidade enquanto compactua com uma prática obscena.

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Urbano

25/02/2016 - 18h20

O lobista deve até ser levado em consideração como um prestador de serviço como outro qualquer, e devidamente sob o prisma da normalidade da Lei; e destes há no Brasil evidentemente. No entanto, aqui no Brasil o que vem se disseminando mesmo são bandidos dos mais escroques, que buscaram todo o contexto político-social da Nação, chegando mesmo a criarem quatro hipotéticos poderes mafiosos, em vista desse agigantamento. A coisa está tão inacreditavelmente horrenda, que até os três Poderes da República estão sendo transformados, pelos quatro poderes bandidos, em verdadeira tábula rasa, pois nem sequer apita sobre essa situação vivida pelo Nação brasileira.

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Hell Back

25/02/2016 - 14h38

Realmente! Cada povo tem os políticos que merece.

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JoãoP

25/02/2016 - 12h35

Não sei que tipo de assesores a Dilma tem… será que além de medrosos, agora são entreguistas também? Estamos perdidos, só salvam o Requião e mais usn poucos ainda comprometidos com o futuro do País.

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Wladimir

25/02/2016 - 11h00

Prezado Azenha e/ou Conceição Lemes, que tal listar aqui, no Viomundo, a Lista dos Senadores Entreguistas do nosso Petróleo, entreguistas da Petrobrás, para que todos possam ter acesso como votou cada um, inclusive os fujões?!?!

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    Luiz Carlos Azenha

    25/02/2016 - 11h53

    A lista está publicada! abs

    Junior

    25/02/2016 - 22h22

    Nosso petróleo? Cara vc vive onde? Na terra do nunca? Você ja viu o preço dos combustíveis? Vc tem a coragem de falar que o petróleo é nosso? Unica coisa que nós brasileiros somos donos é da divida que esse desgoverno da ZikaDilma esta nos proporcionando!

mineiro

25/02/2016 - 10h31

é isso requiao da nomes aos bois e mostra para quem que ver os verdadeiros traidores da patria. eu so nao concordo uma coisa com o requiao , que o governo esta fraco , nao, o governo ja nasceu fraco e pior ainda , traidor e entreguista.

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Adriana Vieira

25/02/2016 - 09h21

Já que o PT acabou, já tenho candidato para presidente em 2018: Roberto Requião.

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Lenita

25/02/2016 - 07h56

E inacreditavel ! Realmente e o povo que vai ter que brecar esses absurdos. O pre sal e do povo brasileiro ! Todas as forcas de esquerda precisam colocar a Dilma na parede, ela nao pode sancionar esse projeto. Povo nas ruas Ja !!

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Caracol

25/02/2016 - 07h15

Não consegui dormir nesta noite em que ouvia ruídos agonizantes vindos das profundezas da terra. Não era terremoto, não era petróleo na ânsia de jorrar, mas sim os corpos de Getúlio Vargas, Monteiro Lobato, Leonel Brizola e tantos outros brasileiros de verdade que se debatiam em seus túmulos.
Perco hoje minhas esperanças de viver num país que pudesse um dia reter alguma dignidade nacional.
Parabéns PT, parabéns Dilma, vocês conseguiram realizar aquilo que nem o FHC conseguiu.
Refastelem-se em suas pocilgas cheias de dinheiro, e quando morrerem, apodreçam como todos os demais, deixando para seus herdeiros safardanas uma gorda conta bancária.

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Julio Silveira

25/02/2016 - 05h25

O Brasil tá ferrado com a representação parlamentar e o governo atual. São todos farinha do mesmo saco.

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Pisquila

25/02/2016 - 04h29

Senador Requião, é porque cada vez que há uma eleição esse congresso piora. Isso aí está cheio de bandidos traidores da pátria. Numa hora dessas, fortunas em paraísos fiscais estão sendo eletronicamente transferidas por operadores da CIA, a mando dos Estados Unidos, como paga pela traição desses Silvérios dos Reis. Esses filhas da puta todos que votaram contra o povo brasileiro, entregando o petróleo do pré-sal às rapineiras das 4 irmãs (pois das 7, umas comeram as outras e só sobraram quatro) deveriam hoje estarem pendurados na ponta de uma corda, ou decapitados por uma velha e boa guilhotina. Enquanto não jorrar sangue neste País, esses FDPs não aprenderão a respeita o Brasil. A embaixadora americana no Brasil numa hora destas deve estar soltando foguetes. Aliás, ela é a chefe dessa sujeira chamada Operação Lava Jato. Moro et caterva, devem estar felizes, pois o mais importante objetivo foi alcançado: entregar o pré-sal e quebrar a Petrobras. Agora eles vão atrás de Lula, enquanto esse governo de baratas da Dilma, assiste a tudo impassível. Zé Vampiro Serra é apenas um boi de luxo da Chevron. Essa lei não pode ser sancionada pela Dilma. Vamos às ruas, vamos à desobediência civil. Vamos tocar fogo neste País, mas não vamos deixar esses apátridas vencerem e esses gringos rirem de nós.

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Alex

25/02/2016 - 02h06

Plenário cheio de lobistas do Petróleo. Quais os interesses José Serra? E o telegrama da embaixada USA? Somos uma democracia? Claro que não. Estamos numa ditadura, de Marlon, correndo atrás da sua ambição, do passar o trator sobre populações para angariar os seus bilhõe$$$. Quanto está sendo senadores, para se prestarem ao papel de lesa pátria, lesa povo, hem? Qual é vosso preço? Quem sabe não faríamos um acordo em Casa! Tipo, diz ai qto os ianques vão pagar, fazemos uma vaquinha do orçamento federal e lhes pagamos. Fácil, não precisava phoder uma nação, 200 milhões de pessoas, grande parte delas alienadas facilmente pelo cartel de mídia ainda vigente.

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