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Cartas de Minas

Palmério Dória revela como Sarney consegue envolver tanta gente na sua teia

25 de junho de 2014 às 17h39

Ontem o autor do clássico Marimbondos de Fogo decidiu se aposentar após 59 anos de vida pública, mas para entendê-lo basta perder algumas horas na leitura do best seller Honoráveis Bandidos, autor de outro livro-denúncia, O Príncipe da Privataria, que trata da venda de votos para reeleger o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Palmério Dória reconstruiu toda a insólita trajetória do ex-governador do Maranhão, ex-presidente da República e atual senador José Sarney. Sua vida, seus negócios, seu destino – presidente da República por acaso – sua família, amigos e correligionários, todos envolvidos numa teia cujos meandros os jornais e revistas revelaram nos últimos meses – sem a riqueza de detalhes e revelações surpreendentes agora contidas em livro:

Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney

Geração Editorial, a editora mais ousada do País em instant books, aquece o mercado editorial com um livro-bomba polêmico, histórico e arrasador do jornalista Palmério Dória

“Em 2008, o senador José Sarney voltou a ser manchete, principalmente das páginas policiais, quando revelada a organização criminosa da qual seu filho fazia parte. Para não deixar o filho ir para a cadeia, ele teve de disputar no ano seguinte a presidência do Senado. Foi preciso colocar a cara para bater. O poderoso coronel voltou para dar forças aos filhos, para salvá-los”.

Pela primeira vez em livro, um jornalista – Palmério Dória, um veterano do jornalismo investigativo – reconstrói toda a insólita trajetória do ex-governador do Maranhão, ex-presidente da República e atual senador José Sarney. Sua vida, seus negócios, seu destino – presidente da República por acaso – sua família, amigos e correligionários, todos envolvidos numa teia cujos meandros os jornais e revistas revelaram nos últimos meses – sem a riqueza de detalhes e revelações surpreendentes agora contidas em livro.

Obediente às regras do “bom e verdadeiro jornalismo”, Palmério faz um implacável retrato do poderoso coronel de maneira transparente e inteligente. Neste livro o leitor vai saber como Sarney consegue envolver tanta gente na sua teia.

A objetividade, veracidade na descrição de personagens e situações, concisão, originalidade e calor humano fazem da obra uma leitura obrigatória e prazerosa.

“E, para honrar o jornalismo, atualidade absoluta e, ao mesmo tempo, permanência, pois vai girar a roda da história e os pósteros sempre aí beberão em fonte cristalina para conhecer costumes políticos e sociais desta nossa época em que um político brasileiro, metido em escândalos até o pescoço, exerce o poder de fato, acima de qualquer suspeita”, enfatiza Palmério, que fez o livro a quatro mãos com o jornalista e amigo de décadas Mylton Severiano, o Myltainho da revista “Realidade”, dos anos 1960, e da equipe que fundou o “Jornal da Tarde”.

Os dois formaram uma dupla de peso. Enquanto Palmério cuidava da investigação, Mylton fez a pesquisas e reuniu os dados, posteriormente cruzados e checados com rigor.

“Honoráveis Bandidos” contém um caderno especial de 16 páginas com hilariantes charges de nada menos que os irmãos Caruso – Chico e Paulo – sobre o principal ator desta história real. “Sarney sempre esteve na história do Brasil. Não há como descartar o Sarney. Ele sempre foi o mal maior”, responde Palmério Dória ao ser indagado “por que Sarney?”.

É a primeira vez o mercado editorial receberá um livro com toda a história secreta do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional da família Sarney no Maranhão e o controle quase total, do Senado, pelo patriarca que virou presidente da República por acidente, transformou um Estado no quintal de sua casa e ainda beneficiou amigos e parentes.

Um livro arrasador, na mesma linha de “Memórias das trevas – uma devassa na vida do senador Antonio Carlos Magalhães,do jornalista João Carlos Teixeira Gomes, também da mesma editora, e que na época do lançamento contribuiu para a queda do poderoso coronel da política baiana. Um best seller que ficou semanas nas listas dos mais vendidos.

O livro tem uma leitura saborosa a partir dos títulos de capítulos, atrevidos e maliciosos, como os seguintes:

– Nasceu, cresceu e criou dentes dentro do Tribunal

– As primeiras trapaças com a urna

– Al Capone seria aprendiz perto desse rapaz de bigodinho, disse o italiano logrado

– Coronéis baixam no Maranhão com ordens de Castelo: “eleger” Sarney

– Um milhão de maranhenses migram

– Caçula diploma-se em delinquenciologia no governo Maluf

– Homem da mala morre, dinheiro some, Sarney tem um troço

– No confisco de Collor, caçula salva a grana da família na calada da noite

– Na área de energia, vendem até o poste

– Maranhenses só veem na tevê o que os netinhos da ditadura querem

– Operação Boi-Barrica pega diálogos de arrepiar

– Caçula não sai de casa sem o principal adereço: habeas corpus preventivo

– Lama jorra no Senado. A máquina de atos secretos

Leia também:

Palmério Dória: O ex-deputado e a venda de votos para reeleger FHC

 

11 Comentários escrever comentário »

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ricardo silveira

26/06/2014 - 22h38

“Em 2008, o senador José Sarney voltou a ser manchete, principalmente das páginas policiais, quando revelada a organização criminosa da qual seu filho fazia parte. Para não deixar o filho ir para a cadeia, ele teve de disputar no ano seguinte a presidência do Senado. Foi preciso colocar a cara para bater. O poderoso coronel voltou para dar forças aos filhos, para salvá-los”. Bem, espero que isso seja demonstrado. E, esse comentário não quer dizer que já saia em defesa do “coronel”, nada disso, nenhuma simpatia pelo autor de “Marimbondos de Fogo”, que nunca li. Sarney, dadas as informações da grande mídia que temos, por sua importância na história do país, precisa ser melhor conhecido. Pois a mídia que temos não permite que os brasileiros saibam o que é o Brasil.

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Fernando

26/06/2014 - 11h28

Olha aí o PIG tentando desmerecer o Sarney só porque é da base do PT…

O PIG não se conforma que até o Sarney foi um presidente melhor que o FHC.

Responder

    Narr

    27/06/2014 - 09h35

    Sarney foi eleito presidente do senado ao derrotar Tião Viana do PT. Mas o PIG apresenta a conta pro PT. O que não é possível é governar sem anuência do Senado, onde o PMDB tem a maior bancada seguido pelo bloco PSDB+DEM. O PT é a terceira bancada, como poderia determinar a eleição de Sarney ou ne Renan Calheiros, o ilustre ministro da justiça de FHC?

Sagarana

26/06/2014 - 08h04

Alguém alguma vez disse que Sarney não é uma pessoa comum?
E a “nossa” republiqueta, é o quê?

Responder

Julio Silveira

25/06/2014 - 21h38

Ainda bem para o Brasil que esses só são imortais do mentirão.

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Urbano

25/06/2014 - 19h27

A ditadura de boston só produziu desse quilate…

Responder

    Lukas

    26/06/2014 - 08h23

    Ainda bem que progressistas do Brasil nunca ficaram ao lado de personagens deste quilate, né Urbaninho?

    Urbano

    26/06/2014 - 11h45

    Ô Lukas, e desde quando se encontrar ao lado significa se incorporar? Por exemplo, uma família se torna facínora de forma uníssona, só porque um dos seus é facínora? Nem na facção dos meliantes da oposição ao Brasil, tão imponente no ramo, ocorre isso…

    Julio Silveira

    26/06/2014 - 13h09

    Essa situação faz parte da armadilha da direita, que para os progressistas governarem, de tão incrustados nas instituições e no poder que estão, são obrigados a os engolirem se quiserem ter a possibilidade de aspirar governar o País para conseguir alguma justiça social. É o preço que se paga num país de enraizados conceitos e pré conceitos oligarquicos.

    lukas

    26/06/2014 - 16h53

    Julio Silveira, agora fiquei com peninha dos pobres progressistas. Obrigados a elogiar, abraçar, se deixar fotografar nos jardins da casa de facínoras para que possar fazer o bem.

    Realmente triste…

    Julio Silveira

    26/06/2014 - 18h53

    É Lukas, é realmente triste, mas esse é um dos preços da democracia que temos. Esses elementos antes necessários a direita, e até úteis na ditadura, que foi quem os fizeram fortes, foram se tornando pela política o elemento da chantagem para se ter a possibilidade de um governo progressista. A hipocrisia é a direita hoje negar essa relação, fingir que só passaram a ser horríveis a parti das necessidades “pragmáticas” do governo e do poder, não necessariamente uma coisa automática e intrínseca, e tentar negar sua responsabilidade, passado e presente, de criadores e mantenedores e sustentáculos dessas criaturas. Aos progressistas para serem alternativa de poder, na democracia, resta apenas resignar-se e esperar pelo tempo como solução para que novas gerações tenham suficiente espirito publico para evitar a cultura que faria a continuidade desse tipo de cidadão. E espero que você, tão critico dele, seja um que, no seu lugar , seja bem melhor, bem diferente.

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