VIOMUNDO

Lúcio Flávio Pinto: Ritmo de exportação de minério de ferro de Carajás “é crime de lesa Pátria”

16 de junho de 2012 às 10h58

Carajas_Mine

por Luiz Carlos Azenha

Recentemente passei quase três semanas no Pará, viajando pelo estado. Notei, nas bancas de Belém, a presença sempre destacada do Jornal Pessoal, do repórter Lúcio Flávio Pinto, que também tem versão digital.

Comprei o dossiê que ele preparou sobre a Companhia Vale do Rio Doce, sobre o qual o Viomundo tinha publicado um texto, reproduzido da Adital.

Dias depois, tive um breve encontro com o repórter na praça da República, onde fica o lindíssimo Teatro da Paz, herança dos tempos do ciclo da borracha.

Há, é importante frisar, um paralelo entre o ciclo da borracha e o ciclo do minério de ferro, que sai de Carajás, no sul do Pará, ao ritmo de 100 milhões de toneladas por ano: nenhum deles enriqueceu o estado.

Em nossa conversa, Lúcio Flávio confessou que sentiu um nó no peito toda vez que viu o trem carregado de minério partindo de Carajás em direção ao porto da Ponta da Madeira, no Maranhão, onde é embarcado para exportação.

Ele se sente tão indignado com o assunto que, além do dossiê, lançou um blog, no qual pergunta: a Vale é mesmo nossa?

O que mais deixa o repórter preocupado não é o fato de que a Vale engorda, enquanto o Pará emagrece. Nem o fato de que as ações preferenciais da empresa, aquelas que têm prioridade para receber dividendos, são controladas majoritariamente por norte-americanos. Ou seja, um novaiorquino dono de ações da Vale ganha muito mais com o minério de Carajás que o paraense que vive em Marabá ou Parauapebas.

O que deixa o jornalista indignado é o ritmo das exportações de minério de ferro de Carajás, nas palavras de Lúcio Flávio “o melhor do mundo, com o dobro de teor de hematita que o minério da Austrália”, outro importante fornecedor da China e do Japão — que compram 80% das exportações brasileiras.

Quando a exploração de Carajás começou, em 1984, a previsão é de que a mina duraria 400 anos. Ao ritmo de 100 milhões de toneladas por ano, que devem crescer para 230 milhões em 2016, a previsão agora é de que Carajás dure mais 80 anos, diz Lúcio Flávio. “Um crime de lesa Pátria”, “um crime que viola a soberania do país”, afirma.

O jornalista traça um paralelo com a exportação de manganês da Serra do Navio, no Amapá. Durante 50 anos, os Estados Unidos importaram 1 milhão de toneladas anuais do Brasil. E até hoje guardam estoques estratégicos do minério brasileiro, de altíssima qualidade, que misturam ao minério de baixa qualidade para garantir a siderurgia local, dependente em 90% das importações.

A mina do Amapá se esgotou em 2002. Qual foi o legado principal para o estado? Quando se descobriu que o manganês fino tinha uso industrial, foi implantada no Amapá uma usina de pelotização, que usou grandes quantidades de arsênio no processo. O arsênio hoje contamina o porto de Santana em doses muito superiores às recomendadas pela saúde pública.

Para Lúcio Flávio, os chineses estocam o minério de ferro brasileiro de forma estratégica, além de transformá-lo em bens de imenso valor agregado.

No dossiê, pergunta: “Temos algum controle sobre o processo de formação de preços? Quem estabelece a escala da produção, que está duplicando, para incríveis 230 milhões de toneladas, em 2015, a atual produção de Carajás? Atraídos pelo canto da sereia dos preços altos, estamos renunciando a uma ferramenta poderosa de futuro e, com ela, à possibilidade de agregar mais valor ao processo produtivo?”.

“A Vale é boa para si e os seus grandes clientes. Mas não — ao menos na mesma medida — para o Brasil”, conclui.

Para ouvir um trecho da entrevista, clique abaixo:

Lucio 1

Leia também:

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Celio Bermann: Belo Monte serve a Sarney e às mineradoras

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Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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BASTIDORES DE UMA TRAGÉDIA: OS RELAÇÕES PÚBLICAS DA SAMARCO DÃO UMA SURRA NO ESTADO BRASILEIRO, QUE SUCUMBE AO PODER ECONÔMICO | Senzala News

10/11/2015 - 13h33

[…] Como denuncia seguidamente o Lúcio Flávio Pinto, o ritmo da exploração do minério de ferro de Carajás é um crime de lesa-Pátria. […]

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Azenha: eles olham o povo como o querem ver: de cima, na lama - TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

10/11/2015 - 12h04

[…] Como denuncia seguidamente o Lúcio Flávio Pinto, o ritmo da exploração do minério de ferro de Carajás é um crime de lesa-Pátria. […]

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Os relações públicas da Samarco dão uma surra no Estado brasileiro, que sucumbe ao poder econômico - Bem Blogado

10/11/2015 - 11h44

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Bastidores de uma tragédia: Os relações públicas da Samarco dão uma surra no Estado brasileiro, que sucumbe ao poder econômico | G. D. News

10/11/2015 - 08h45

[…] Como denuncia seguidamente o Lúcio Flávio Pinto, o ritmo da exploração do minério de ferro de Carajás é um crime de lesa-Pátria. […]

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Bastidores de uma tragédia: Os relações públicas da Samarco dão uma surra no Estado brasileiro, que sucumbe ao poder econômico | bita brasil

10/11/2015 - 00h30

[…] Como denuncia seguidamente o Lúcio Flávio Pinto, o ritmo da exploração do minério de ferro de Carajás é um crime de lesa-Pátria. […]

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Bastidores de uma tragédia: Os relações públicas da Samarco dão uma surra no Estado brasileiro, que sucumbe ao poder econômico | Além da Mídia

10/11/2015 - 00h01

[…] Como denuncia seguidamente o Lúcio Flávio Pinto, o ritmo da exploração do minério de ferro de Carajás é um crime de lesa-Pátria. […]

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Bastidores de uma tragédia: Os relações públicas da Samarco dão uma surra no Estado brasileiro, que sucumbe ao poder econômico - Viomundo - O que você não vê na mídia

09/11/2015 - 21h03

[…] Como denuncia seguidamente o Lúcio Flávio Pinto, o ritmo da exploração do minério de ferro de Carajás é um crime de lesa-Pátria. […]

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CPI do Lula: As dez mentiras que a direita disseminou sobre o BNDES nas redes sociais e a mídia faz de conta que não vê | bita brasil

24/10/2015 - 17h11

[…] nos disse Lúcio Flávio Pinto a respeito de Carajás, controlada pela Vale: “Ritmo de exploração do minério é crime de Lesa Pátria”. Vale, aliás, privatizada a preço de banana pelo mesmo FHC, que também produziu a Lei Kandir, […]

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CPI do Lula: As dez mentiras que a direita disseminou sobre o BNDES nas redes sociais, que a mídia faz de conta que não vê | Além da Mídia

24/10/2015 - 16h06

[…] nos disse Lúcio Flávio Pinto a respeito de Carajás, controlada pela Vale: “Ritmo de exploração do minério é crime de Lesa Pátria”. Vale, aliás, privatizada a preço de banana pelo mesmo FHC, que também produziu a Lei Kandir, […]

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CPI do Lula: As dez mentiras que a direita disseminou sobre o BNDES nas redes sociais, que a mídia faz de conta que não sabe - Viomundo - O que você não vê na mídia

24/10/2015 - 14h56

[…] os estrangeiros. Como nos disse Lúcio Flávio Pinto a respeito de Carajás, controlada pela Vale: “Ritmo de exploração do minério é crime de Lesa Pátria”. Vale, aliás, privatizada a preço de banana pelo mesmo FHC, que também produziu a Lei Kandir, […]

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Osmarino: Seringueiro diz que madeireiras concentram lucro e que Marina privatizou florestas públicas por até 70 anos « Viomundo - O que você não vê na mídia

14/09/2014 - 12h55

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Eleitor de Marina diz que Dilma "se lixa" para biodiversidade « Viomundo - O que você não vê na mídia

28/08/2014 - 20h33

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Comparato: "O povo só é chamado a entrar no clube, que se torna um teatro, na ocasião das eleições. Mas fica na plateia" - Viomundo - O que você não vê na mídia

17/12/2013 - 22h26

[…] Lúcio Flávio Pinto: Ritmo de exportação de minério de ferro de Carajás é criminoso […]

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Ainda a privataria: Vale agora vai sacar 230 milhões de toneladas/ano - Viomundo - O que você não vê na mídia

23/10/2013 - 17h33

[…] seja, como denuncia o jornalista Lúcio Flávio Pinto, entre outros lugares aqui e aqui , o Pará é um caso de colonialismo internacional montado sobre o colonialismo interno, das elites […]

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Jose de Carvalho Taná

29/07/2013 - 20h59

Marco Regulatório da Mineração, algumas considerações não apontadas na entrevista:
I. Histórico
i. A proposta do Marco Regulatório da Mineração configura-se no continuum do consentimento da elite técnico-burocrática brasileira e do capital nacional em relação à exploração colonial, inicialmente, e imperialista, em seguida, da riqueza nacional. Haja vista a preocupação de não se desrespeitar os interesses das mineradoras, conforme divulgado na mídia nacional:
• Ministro de Minas e Energia: O novo código de mineração não vai afugentar investidor.
• Advogado-Geral da União Substituto e Secretário-Geral de Consultoria: …é evidente que o governo federal não quer desrespeitar direitos adquiridos [das mineradoras].
• Presidente do IBRAN: Vamos atuar no Congresso para que o texto do Projeto de Lei seja mantido e a votação seja rápida.
• Empresário do segmento de mineração: apelo aos parlamentares para que a matéria seja analisada de forma “menos polêmica”
II. Meio-Ambiente
i. O meio ambiente tem citação apenas no sentido de dar colorido, ainda que pálido, ao MRM, e, assim, causar impressão à opinião pública de que a mineração está preocupada com a conservação da natureza.
ii. Os conceitos arrolados no MRM são incompletos e difusos. Não aborda, por exemplo, a questão da água, seja quanto à proteção das fontes, seja como matéria-prima básica que entra no processo produtivo da mineração e de praticamente toda atividade industrial.
III. Sociopolítico – Institucional
i. Não houve participação da sociedade na elaboração do MRM.
ii. No texto do MRM não há referência à sociedade, com claro posicionamento de que a preocupação é formalizar a garantia de elevados retornos financeiros às mineradoras. O trabalho é citado como uma preocupação na questão da saúde e segurança (Art. 1o, inciso VI), possivelmente diante dos inúmeros acidentes fatais verificados (somente este semestre 15 trabalhadores morreram nas mineradoras).
iii. O MRM é arbitrário, porquanto rege a atividade minerária no sentido de beneficiar as empresas mineradoras e excluir toda e qualquer participação da sociedade na ordenação do destino das riquezas nacionais, antes, durante e depois do processo de exploração das minas.
iv. Cria enclaves nos municípios mineradores, nos quais a sociedade e as prefeituras municipais passam a não ter a menor autonomia/direito de opinar sobre os acontecimentos nas áreas cedidas às mineradoras, inclusive com reflexos na qualidade de vida local, dinâmica do município, no planejamentos e equilíbrio fiscal (a CFEM não é royalties, é uma contribuição – paliativo – para recompor os danos causados ao patrimônio público) das prefeituras.
v. O Governo Federal, através da Agência Nacional de Mineração, interfere diretamente nos municípios mineradores, definindo o seu crescimento, sem especificação de contrapartida para fazer face aos investimentos e custeios originados a partir da alteração da dinâmica local
vi. Não há preocupação com o perfil de exploração em termos de processos tecnológicos, favorecendo às mineradoras utilizarem tecnologias poupadoras de capital, ou seja, leva ao uso intensivo de recursos naturais (por exemplo, a escolha de refino tem sido com uso exorbitante e devastador de nascentes de água, quando poderia ser com processo a seco). O resultado é a elevação dos custos de captação e tratamento de água destinada à população local.
vii. Como não há preocupação e controlar o ritmo de exploração, através de cronograma como parte do projeto de exploração, o meio ambiente não tem como se recuperar, na medida em que a intenção das mineradoras e o maior lucro no menor tempo possível.
viii. Neste particular, também as comunidades locais e as prefeituras são afetadas diretamente diante das intensas transformações em prazos excessivamente curtos.
ix. Estes aspectos levantados decorrem da proposição de que no MRM não definir nenhum controle, já nos editais de licitações para concessão de direitos minerários, a não ser aquele relativo ao programa exploratório mínimo (Art. 11, inciso IV), que, ao contrário, incentiva à aceleração do ritmo de exploração.
x. O MRM apresenta, assim, claras conotações de quebra do pacto federativo, na medida em que o Governo Federal, através da ANM, interfere na administração de outro ente público – os municípios mineradores – atribuindo-lhe obrigações e alterações no seu destino, constitucionalmente uma prerrogativa da sociedade local e dos seus representantes, os prefeitos e vereadores.
IV. Econômico
i. A proposta do MRM é notadamente neoliberal:
– Cria a Agência Nacional da Mineração – ANM retirando, praticamente, do Estado o poder de planejamento e definição de políticas sobre os recursos naturais do país. A partir do momento em que o capital (as mineradoras ou, como querem os burocratas, os investidores) passa a dialogar diretamente com uma autarquia que não tem a obrigação de se reportar operacional e politicamente ao Estado e menos ainda à sociedade.
– O poder da ANM, proposto no MRM, é de tal ordem que mesmo as informações do que ocorre com uma mineradora fica sobre o seu domínio, que deverá publicá-las como melhor lhe for conveniente.
– A ANM poderá interferir nas áreas destinadas às mineradoras, o que não será permitido às prefeituras municipais, mesmo que seja para a fiscalização do cumprimento da legislação local (por exemplo, Código Tributário, Código de Obras, Código de Posturas e Ocupação do Solo, etc.).
– A ANM terá a função de regulamentar e arrecadar a Compensação Financeira pela Exploração Mineral – CFEM, atribuição assumida anteriormente pelo DNPM, que a exerceu com falhas e deficiências. Sobre este aspecto seria interessante que se fizesse reflexões no sentido desta função ser exercida pela Receita Federal, pelo menos apresentaria, assim, mais coerência com relação ao arcabouço estatal. Haja vista o que aconteceu com o DNPM (o número de processos sobre suspeita de renúncia fiscal não é pequeno).
Com uma reflexão mais profunda sobre o art. 11 do Projeto de Lei, percebe-se que há premeditada intenção de favorecer as grandes empresas mineradoras (somente as grandes mineradoras poderão bancar as pesquisas e que depois serão licitadas, considerando a maior oferta de “bônus de assinatura” e um plano mínimo de exploração acima da capacidade de pequenos e médios mineradores). Como resultado a atividade tenderá a se caracterizar como oligopólio, domínio de grandes mineradores.
Duas perguntas: Por que as mineradoras, como de resto os empresários em geral, têm interesse de o seu segmento de atividade ser regido por agências autônomas do Estado? Os indicados para as diretorias das agências reguladoras têm alguma ligação anterior com grandes empresas e bancos?
Um prognóstico: Com as agências reguladoras – o Banco Central, não é também uma agência reguladora – o Brasil se transformará, numa imensa República Autárquica, se já não o é.

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Carlos Bittencourt: Governo entrega minérios no ritmo do mercado - Viomundo - O que você não vê na mídia

28/07/2013 - 17h32

[…] Lúcio Flávio Pinto: Ritmo de exportação do minério de Carajás é “crime lesa Pátria&#82… […]

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Carlos Tautz: O BNDES e nós, os perdedores nacionais - Viomundo - O que você não vê na mídia

07/05/2013 - 14h19

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Adriano Benayon: Em vez de disputar migalhas, revogar a Lei Kandir - Viomundo - O que você não vê na mídia

02/05/2013 - 10h10

[…] Lúcio Flávio Pinto: Na exportação de minério de ferro, um crime de lesa Pátria […]

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JECBONFIM

19/04/2013 - 12h43

Está mais que claro que, os verdadeiros defensores dos valores nacionais e de sua soberania já não estão mais entre nós, e se alguns deles estivessem , teriam uma grande vergonha dos que estão se dizendo representar o povo e amar e defender a nossa pátria… cantamos um dos mais belos hinos – não esses Nazi-Facistas, que entregam nossas riquezas e matam nossa gente, deixando-os sem : EDUCAÇÃO, SAÚDE, HABITAÇÃO, SANEAMENTO,EMPREGO E RENDA- que qualquer pais ou Nação poderia ter para se espelhar, mas não podemos dar aos nossos o prazer e alegria de cantar:…SE O PENHOR DESSA IGUALDADE
CONSEGUIMOS CONQUISTAR COM BRAÇO FORTE,…”NOSSA VIDA” NO TEU SEIO “MAIS AMORES…MAS, SE ERGUES DA JUSTIÇA A CLAVA FORTE,
VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA,
NEM TEME, QUEM TE ADORA, A PRÓPRIA MORTE. … dos filhos deste solo és mãe gentil, “Pátria Amada” BRASIL

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Paulo Metri decifra o enigma dos leilões de petróleo « Viomundo – O que você não vê na mídia

29/01/2013 - 17h28

[…] Lúcio Flávio Pinto: Crime de lesa-Pátria em Carajás […]

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Rômulo Gondim – Perry Anderson e o balanço do lulismo: mais duradouro que o New Deal?

16/01/2013 - 11h50

[…] Há outras considerações a fazer, não relacionadas ao texto, quando falamos do futuro papel do Brasil na dinâmica do capitalismo globalizado: o que o país fará quando amadurecerem os projetos já em andamento em vários países da África (por exemplo, na Etiópia e em Moçambique) para incorporar grandes extensões de terra, muito mais próximas da China, ao agronegócio? E quando o minério de ferro de Carajás estiver próximo de se exaurir (segundo o jornalista Lúcio Flávio Pinto, no ritmo atual das exportações vai acontecer antes que o previsto)? […]

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Perry Anderson e o balanço do lulismo: muito mais duradouro que o New Deal? « Viomundo – O que você não vê na mídia

16/01/2013 - 01h49

[…] Há outras considerações a fazer, não relacionadas ao texto, quando falamos do futuro papel do Brasil na dinâmica do capitalismo globalizado: o que o país fará quando amadurecerem os projetos já em andamento em vários países da África (por exemplo, na Etiópia e em Moçambique) para incorporar grandes extensões de terra, muito mais próximas da China, ao agronegócio? E quando o minério de ferro de Carajás estiver próximo de se exaurir (segundo o jornalista Lúcio Flávio Pinto, no ritmo atual das exportações vai acontecer antes que o previsto)? […]

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Zé de Abreu: Condenar Genoino lembra Ionesco « Viomundo – O que você não vê na mídia

17/12/2012 - 21h42

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Eduardo Marques: Chegou a hora de acertar as contas « Viomundo – O que você não vê na mídia

17/12/2012 - 17h35

[…] Exportação em Carajás é crime lesa Pátria […]

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Pública: No Tapajós, energia para quem? « Viomundo – O que você não vê na mídia

17/12/2012 - 11h29

[…] Exportação em Carajás é crime lesa Pátria […]

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Alex Mendes: Quem vai defender a mata ciliar e protestar contra os minerodutos? « Viomundo – O que você não vê na mídia

13/08/2012 - 21h57

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Adriano Benayon: Brasil paga para se tornar pobre « Viomundo – O que você não vê na mídia

19/07/2012 - 11h55

[…] Lúcio Flávio Pinto: Ritmo de exportação de minério de ferro é atentado à soberania […]

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Se projeto vingar, estrangeiro poderá controlar até ‘uma Suiça’ dentro do Brasil « Viomundo – O que você não vê na mídia

04/07/2012 - 02h20

[…] Vende de forma descontrolada o melhor minério de ferro do mundo. […]

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02/07/2012 - 21h19

[…] tratou do ritmo de exportação de minério de ferro de Carajás — crime de lesa Pátria, segundo ele –, lamentou a exportação de energia brasileira embutida em lingotes de alumínio destinados ao […]

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29/06/2012 - 01h40

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19/06/2012 - 17h04

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Jotace

17/06/2012 - 22h18

PORQUE NÃO FALEI DE FLORES (1/2)

Caro Fábio Passos: discordo de sua assertiva que “os governos pertencem aos financiadores de campanha’. Aliás desconheço qualquer pronunciamento de Dilma ou Lula que a confirme. A mensagem deles, tanto quanto a do PT, sempre foi outra e por isso tiveram sempre o meu voto. E é minha crença que, submetidos a uma forte pressão popular, retornem eles à razão. Quanto ao que você cita como “nosso” dever, não parece ser justamente o que você está praticando. Pelo menos o assinalado no item 2. Pois, para que sua crítica seja justa, completa e, antes de tudo, descomprometida, de modo a ajudar a “democracia ocidental”, você precisa denunciar (também) os governos de Lula e Dilma pela privataria e desmanches que têm praticado de forma impenitente e irresponsável. Com sua omissão habitual, você ajuda a ser mantida uma conduta que prejudica a toda a coletividade. Pois o modo de governar dos dois presidentes petistas muito tem prejudicado o Brasil justamente pelos benefícios com que serve o lado “das oligarquias decrépitas e mega-corporações corruptas: PIG, agribusiness, banca…” que você menciona. O caso é que não se deve, por omissão, ajudar os governantes a

Responder

    Fabio Passos

    18/06/2012 - 00h12

    A “democracia ocidental”:

Jotace

17/06/2012 - 22h14

PORQUE NÃO FALEI DE FLORES (2/2)

beneficiar servilmente o agronegócio em detrimento da agricultura familiar, como eles o estão fazendo. Basta que você compare a diferença dos valores recursos alocados a cada uma das partes e o significado positivo ou negativo que elas têm de per se para o meio ambiente, a qualidade de vida e a diminuição da pobreza. Quanto à ‘banca’ que você menciona, nem vou falar aqui da política econômica em curso que favorece o grande capital às custas do povo brasileiro, e lhe permite lucros estratosféricos como os do Bradesco. Mas é preciso que exijamos explique o governo petista a dádiva que conferiu à “banca’ que você menciona, e que põe em grande risco os interesses de todos os servidores públicos do país…Para melhor entendimento do assunto, sugiro ler o trabalho (Blog do Bourdoukan) “Economia Brasileira e Meio Ambiente” da economista e militante dos direitos sociais, a Profa. da UFMG, Dra. Dirlene Marques. Quanto ao PIG, que você também menciona, enquanto os governos que aqui comentamos confraternizam com ele, são os blogs ‘sujos’, em sua maioria descapitalizados, que o têm combatido conosco…Pela reestatização da Vale! Cordial abraço, Jotace

Responder

    Fabio Passos

    18/06/2012 - 00h13

    Sou fã do Bourdoukan.
    Pela re-estatização da Vale do Rio Doce!

    Jotace

    18/06/2012 - 15h03

    Caro Fábio,

    É excelente saber que você é um admirador do patriota Bourdoukan, e também que está ao lado da reestatização da Vale. Estou certo que fará muito como um dos naturais líderes de uma necessária e grande campanha nacional com esse propósito. De minha parte, sinto os erros de governantes brasileiros e os problemas da nossa democracia como o grande desafio para todos nós que não os aceitamos. Por isso os vejo como no provérbio de um jornalista venezuelano, o Ernesto Villegas: “Yo me resisto a que triunfe la desesperanza”… Abraços, Jotace

Regina Machado Garcez

17/06/2012 - 18h35

E, que tal, outro plebiscito? Desta vez, com muito mais alarde e avisos, muito mais elucidação de motivos e propaganda?
Vamos enviar mensagens ao pessoal de partidos políticos, como o PSOL, para que (re)iniciem uma campanha pró-plebiscito pela reestatização da Vale?

Responder

    Jotace

    17/06/2012 - 22h55

    Prezada Regina,

    Achei muito boa e oportuna sua ideia. Desde que a campanha se faça acima dos partidos políticos e, como diz você, bem clara dos motivos que a movem. Deveria contar, no meu modesto entender, com a maior publicidade possível e um esquema capaz de levá-la a todas as as camadas sociais do nosso país, sem que qualquer partido dela se apodere. Vá em frente, Regina, porque não se pode deixar que as riquezas do Brasil sejam subtraídas pelos grandes larápios internacionais com a ajuda ou omissão dos nossos governos. Há bons caminhos pra se chegar ao resultado pelo qual anseiam a grande maioria do povo brasileiro. Um cordial abraço, Jotace

    Eloá dos Santos Cruz

    18/06/2012 - 11h21

    Seria ótima essa campanha. Principalmente para que toda a Comunidade Nacional saiba que existem dezenas de ações populares ainda em curso questionando a venda do controle acionário da CVRD, dependendo do julgamento do Recurso Extraordinário 633954 e da Ação Cautelar 2716, ambos no STF, sob a relatoria suspeita do ministro GILMAR FERREIRA MENDES. A venda no leilão do dia 06/05/1997 foi NULA DE PLENO DIREITO e na hora em que for possível ao Poder Judiciário decretar isso, a CVRD volta ao domínio do Estado Brasileiro, devendo os responsáveis e beneficiários dos lucros auferidos indevidamente nos últimos 15 anos recolher os valores respectivos ao Tesouro Nacional.

    Jotace

    18/06/2012 - 22h24

    Prezada Eloá,

    São dados como esses que deveriam ser nomeados e explicados ao grande público. Na campanha não poderia ser omitido o nome do GILMAR MENDES, considerado até por um colega como “a vergonha da Justiça Brasileira”. Cordial abraço, Jotace

Ferreira

17/06/2012 - 18h11

Reestatização da Vale , já !
Cadeia para privatistas tucanos, lugar de ladrão é na cadeia.

Responder

    Fabio Passos

    17/06/2012 - 18h55

    Concordo plenamente.
    Justiça!

    fhc = joquim silvério dos reis

    AntoniO

    17/06/2012 - 23h05

    Uma das grandes contradições de Lula, desde a primeira e esperançosa eleição, foi o imobilismo em relação às privatizações/privatarias cometidas no entreguista “governo” FHC (reencarnação de Joaquim Silvério dos Reis). A atitude mínima requerida, seria a convocação de plebiscito para decidir a re-estatização de empresas estratégicas e a máxima atitude, a imediata reincorporação ao patrimônio nacional das estatais que foram inescrupulosamente surrupiadas do povo brasileiro. Podemos começar com a Cia Vale do Rio Doce (até o nome foi roubado) e prosseguir com as teles, energéticas, bancos estaduais, e assim por diante…

Fabio Passos

17/06/2012 - 17h50

A população sabe que foi roubada… não é por outro motivo que fhc não tem coragem de circular nas periferias das grandes cidades brasileiras sem enorme esquema de segurança e proteção que afaste a população… do contrário seria recebido a pedradas.

Responder

Fabio Passos

17/06/2012 - 12h15

Quando há consultada a população se manifesta contra a privataria e a favor da reestatização:

“Mais de 3 milhões pedem reestatização da Vale do Rio Doce”
http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=1205

A opinião pública é contra a privataria defendida pelos canalhas corruptos do PIG: civita, marinho, frias e mesquita.

Responder

    João

    17/06/2012 - 14h31

    3 milhões?

    isso dá 1,5% da população… muito pouco, né?

    além do mais, o sócio majoritário da Vale ainda é, infelizmente, o Estado brasileiro, com o BNDESPAR e os fundo de pensão do BB (q apesar de não ter nada com o governo, é manipulado por ele)

    sendo assim, quer reclamar da VALE, reclame com a Dilma!

    Fabio Passos

    17/06/2012 - 17h39

    hã.
    leitores da veja… imbecis como supõe rupert civita?

    Na verdade 94,7% das pessoas que votaram foram a favor da re-estatização.

    Jotace

    17/06/2012 - 15h30

    Caro Fábio Passos,

    Não devemos culpar apenas a máfia dos quatro e omitir a triste realidade do comportamento não menos entreguista dos governos de Lula e agora o de Dilma. Infelizmente, a privataria, os desmanches, por exemplo, têm sido uma constante desses governos que elegemos com as nossas esperanças de um Brasil melhor. Leia por favor meus últimos comentários. Por que não começar a fazer uma campanha séria para que esse assalto não continue no país? Reestatizar a Vale, parar a privataria que está entregando o que resta do patrimônio do povo, não mais premiar piratas internacionais (como se tem feito, com as empresas espanholas), diminuir os favores ‘especiais’ para o agronegócio e estimular fortemente a agricultura familiar, são as mínimas providências que Dilma deve tomar para restabelecer o seu nome. Será que o acordo do PT com o delinquente Maluf torna-se um desafio para quem, de boa fé, tem vontado nesse partido e nos seus candidatos? Cordial abraço, Jotace

    Fabio Passos

    17/06/2012 - 17h45

    Os governos pertencem aos financiadores de campanha. Isto é a “democracia ocidental”. Uma fraude.
    Nosso dever é:
    1) Apoiar o governo quando em disputas pontuais com as oligarquias decrépitas e mega-corporações corruptas: PIG, agribusiness, banca…
    2) Denunciar o governo quando estiver ao lado destas mesmas organizações que representam os interesses da “elite” branca e rica.

    Roberto Locatelli

    18/06/2012 - 09h53

    Isso aponta para a necessidade de um plebiscito nacional sobre a questão. Afinal, trata-se de patrimônio da Nação, e um patrimônio finito, não renovável.

    Jotace

    19/06/2012 - 03h48

    Caro Roberto Locatelli,

    Mais um pouco de luz para ilustrar. O Prof. Comparato vai ainda mais longe. Veja o que segue num trecho de um artigo publicado pela Fetec-CUT (PR) ainda em 1 de setembro de 2007.

    ‘Para Fábio Konder Comparato, jurista e professor da USP, a questão vai além do próprio processo de privatização. Segundo o jurista, o Estado não poderia nem sequer vendê-la sem consultar a população. “O Estado brasileiro não era dono da Cia.Vale do Rio Doce. A Vale é um patrimônio que pertence ao povo brasileiro; o Estado é mero gestor. Ora, nenhum mandatário, nenhum gestor, pode vender um bem que pertence ao proprietário sem o consentimento dele”, defende Comparato.’ Abs, Jotace

Julio Silveira

17/06/2012 - 11h32

Isso para cidadãos brasileiros, de verdade, aqueles que amam sua terra e respeitam sua gente, é de partir o coração.

Responder

Henrique

17/06/2012 - 10h53

É claro que a Vale não é mais nossa. Foi privatizada numa época apontada pelo livro A PRIVATARIA TUCANA como o maior escândalo de corrupção da História do Brasil. Num país sério, os responsáveis estariam em prisão preventiva ou já condenados há anos.

Responder

Roberto Locatelli

17/06/2012 - 10h48

Enquanto a Petrobras cria estrutura para exportar produtos petroquímicos ao invés de petróleo bruto, a Vale saqueia nosso minério.

É preciso seguir o exemplo de Cristina Kirchner e reestatizar a Vale, urgente!

Responder

Mario José Costa

17/06/2012 - 08h42

O problema todo é a famosa “quebra de contrato”. Sob este argumento o mundo cai encima e duvido que sobre pena de tucanos, aliás, logo logo eles se vendem e continua a mesma coisa, e para pior.

Responder

    Jotace

    17/06/2012 - 16h01

    Caro Mario José Costa,

    Como sempre, o grande capital fará uso do ‘jus esperneandi’, seu direito de estrebuchar. Mas não se iluda. Na sua lógica, quando o ganhar sempre é o que a ele interessa, o grande capital entrará em acordo e respeitará a decisão do governo, principalmente se ele tem apoio popular. E aceitará espaços menores para operar. Veja o que acontece na Venezuela, no Equador, e na Bolívia, e o que acontecerá a curto ou médio prazo na Argentina, com o caso da YPF que foi também roubada ao povo e agora reestatizada pela Presidente Cristina Kirchner. Pela reestatização da Vale! Cordial abraço, Jotace

    Roberto Locatelli

    17/06/2012 - 23h18

    Cristina Kirchner reestatizou o Petróleo argentino. Essa conversa dos capitalistas de “quebra de contrato” deve ser solenemente ignorada.

Cláudio

17/06/2012 - 03h13

Boas as dicas implícitas nos (sugeridos) ‘link’s ! ! ! Passei por eles (neles).

“Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” – Malcolm X (1925-1965).

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma.” – Joseph Pulitzer (1847-1911).

Ley de Medios, já ! ! ! Comissão da Verdade, já ! ! !

Responder

Cláudio

17/06/2012 - 01h39

Sempre digo (e é bom dizer) :

“Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” – Malcolm X (1925-1965).

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma.” – Joseph Pulitzer (1847-1911).

Ley de Medios, já ! ! ! Comissão da Verdade, já ! ! !

Responder

Jotace

17/06/2012 - 00h49

ENLAMEANDO O BRASIL (4)

Ao invés de ler ‘carregar enlameado PT’ (última linha, item 3), leiam por favor ‘carregar o enlameado PT’. Grato, Jotace

Responder

Jotace

17/06/2012 - 00h40

ENLAMEANDO O BRASIL (1)

Caros companheiros comentaristas: compartilho com vocês os meus sentimentos de brasileiro face à corajosa denúncia do Lúcio Flávio, que o patriotismo do grupo do Viomundo republicou. É uma pena assistir-se ao impenitente saqueio das riquezas nacionais, e o que é mais revoltante, como o que tem ocorrido nos governos petistas de Lula e de Dilma e dos quais nós, que os elegemos, nunca esperamos tal comportamento. Pois seus governos são tão culpados quanto foram, nos seus atos não menos entreguistas, as administrações espúrias de FHC e de Collor. Diferente do que se poderia esperar de governos sérios, ao invés de reestatizar a Vale – ato que lhes daria o pleno e irrestrito apoio do povo – os nossos dois últimos dirigentes têm tido uma conduta que faria inveja ao mais servil dos governantes de qualquer governo vendepátria de direita da América Latina: promoveram um festival

Responder

Jotace

17/06/2012 - 00h39

ENLAMEANDO O BRASIL (2)
de desmanches, de leilões do petróleo, privatizaram estradas, aeroportos, bancos estaduais etc etc. E agora, segundo uma ativista e economista de renome, a Profa. (UFMG) e Dra. Maria Dirlene Farias, o governo petista “conseguiu realizar o grande sonho dos privatistas, que nem FHC havia conseguido: a privatização da previdência dos servidores públicos com sua entrega aos bancos, cujas aplicações financeiras poderão virar pó, a exemplo do que ocorreu nos Estados Unidos, na Europa”…O exemplo, justo ao lado, de governos sérios como os de Chávez, Corrêa, Evo e Cristina que, por preferirem o caminho da independência, da soberania, tiveram por isto ampliado o seu poder acima de partidos, de nada serviu a Lula ou a Dilma. Manter tal infeliz opção implicará o seu desastre nas eleições mais próximas face ao

Responder

Jotace

17/06/2012 - 00h37

ENLAMEANDO O BRASIL (3)
descrédito em que estão incidindo o PT e suas próprias pessoas. Os sinais já estão no ar, como em Pernambuco, onde nomes de grande prestígio, como o do atual governador e do ex- prefeito do Recife João da Costa, estão se desembaraçando da companhia incômoda de petistas e resistindo às pressões diretas do próprio ex-presidente Lula. Que não se engane este ao supor que, mais uma vez, o povo lhe dará – ou à sua candidata – o cheque em branco que já receberam por três vezes e crêem que a ele sempre terão direito e de qualquer forma. Reestatizar de pronto a Vale iniciando a mais do que necessária moralização dos costumes administrativos no que se refere aos demanches e muitas outras privatizações entreguistas, ou favores ‘especiais’ a empresas piratas da área de comunicação, são atos que o povo brasileiro está a exigir sejam cumpridos de imediato. Pelo desatendimento e enganação costumeira, que se afastem de uma vez por todas do cenário político nacional tentsndo, sem a ajuda do povo, carregar enlameado PT. Jotace

Responder

maria meneses

16/06/2012 - 22h54

E quem responde a essas perguntas finais do artigo? E aqui clamamos no deserto. Eu estou infinitamente triste e vou tentar dormir. Um abraço

Responder

lorival magnoni

16/06/2012 - 21h54

Estive no mês de abril em Parauapebas,- município sede de Serra dos Carajás.Na ocasiãosubi a serra para conhecer a vila o zoológico mantidos pela mineradora, tudo muito limpo e bonito cercado pelo o verde da floresta amazônica que resta por ali.Porém através de um conhecido que presta serviços a mineradora, tive a oportunidade de adentrar a mina e conhecer as imensas crátérias formadas pela extração ininterrupta do mínério.Algo assustador imensurável .
Quando tudo acabar restará apenas um imenso passivo ambiental e cidades falidas ao redor se nada form feito a tempo.

Responder

Vlad

16/06/2012 - 21h03

Não se preocupem, patriotas!!!
Tudo será reestatizado quando a esquerda subir ao poder!!
Duela a quem duels (sic), cumpanhero.

Responder

Djalma

16/06/2012 - 20h08

É este o legado do (des)governo de Collor de Meleo e Fernando HC e que o da Petezada não fez nada para reverter, apesar de ter prometido.
Como no Amapá, que o manganês esta nos Estados Unidos (foi para…), onde só restou o buraco e a imensa crise social, ocorrerá com o Pará e toda Amazônia, possivelmente, o mesmo. Precisamos urgentemente de um Hugo Chaves por aqui.
Para os que ainda pensam neste País, é revoltante, angustiante, saber dessas coisas, da bandidagem, da gatunagem que os homens públicos brasileiro têm feito com nosso Brasil. E o Povão, esse têm o pensamento e a ação que os Tele-jornais ditam.

Responder

José Eduardo

16/06/2012 - 19h56

Mais uma roubalheira a céu aberto, literalmente! Acorda, presidenta Dilma, e esqueça essa bobagem de Rio+20, que não vai dar em nada como sempre!

Responder

Lucas Cardoso

16/06/2012 - 19h50

E Belo Monte será construída para alimentar essa exploração do subsolo nacional em benefício do capital estrangeiro. Construída por cima dos direitos dos povos indígenas e de todas as outras pessoas que moram em terras que serão alagadas.

E ainda tem gente que justifica isso em nome do “desenvolvimento”.

Responder

Wandson

16/06/2012 - 19h37

Como aconteceu com as minas de Serra do Navio, onde apenas a miséria ficou, eu falo com propriedade e conhecimento de causa, os milicos traídores da nação, deram as minas aos nortes americanos em troca do apoio ao golpe, precisamos estatizar novamente os minérios no Brasil e ordenar e agregar valores aos nosso minério.Como disse o escritor Uruguaio Eduardo Galeano, “a nação do norte quer nos tirar o direito até sermos chamados de americanos”.

Responder

marcos

16/06/2012 - 19h32

Em tempo: é possivel reverter isso? Talvez não de maneira satisfatória ou ideal.

Bom, essa discussão é multifacetada e promete ser longa. Pensaríamos talvez em reestatização.

Eu tenho outra sugestão. Brasileiros, comprem Vale e Petrobrás na bolsa. Tem enorme lequidez. Mesmo que cada brasileiro compre apenas um pouquinho (100, 500 ou 1.000) de cada, mas se muitos brasileiros comprarem ações ON e/ou PN a Vale e a Petrobrás continua a ser nossa, de certa forma. comprem e fiquem com esses papéis. Recebam os dividendo e reinvistam.

Responder

    marcos

    16/06/2012 - 19h33

    correção: Tem enorme liquidez.

    Eloá dos Santos Cruz

    18/06/2012 - 11h10

    Por favor, leiam o Decreto-Lei 4.352, de 01/06/1942, que criou a COMPANHIA VALE DO RIO DOCE (a CVRD nacional; não a “Vale S/A” transnacional). A informação nos Portais do Senado Federal e da Câmara dos Deputados na Internet é de que não foi revogado por ato legislativo regular. Foi uma “jogada” no edital de venda do controle acionário em 1997, escrito pelo BRADESCO por “delegação” do BNDES. No DL consta um parágrafo no elenco do artigo 6°, estabelecendo:
    “§ 7º O dividendo máximo a ser distribuido não ultrapassará de 15% e o que restar dos lucros líquidos constituirá um fundo de melhoramentos e desenvolvimento do Vale do Rio Doce, executados conforme projetos elaborados por acordo entre os Governos dos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, aprovados pelo Presidente da República.” é claro que, atualmente, os 85% não deveriam ficar somente com os dois Estados contemplados originalmente. Mas o que não faz o menor sentido é deixá-los para os arrematantes do leilão espúrio de 06/05/1997.

    Jotace

    20/06/2012 - 15h11

    Prezada Eloá,

    Sempre oportunas e bem fundamentadas sob o ponto de vista legal, suas sugestões e comentários que vêm com elas. Você teria alguma informação sobre o trabalho que o Prof. Fábio Comparato vem desenvolvendo a respeito do tema? Cordial abraço, Jotace

marcos

16/06/2012 - 19h27

Excelente reportagem Azenha, obrigado. É um absudo essa exploração sem limites e sem controle do governo.

Mas cabe uma pequena correção: As ações preferenciais PN geralmente pagam mais dividendos do que as ordinárias ON. No caso da VALE – e também da Petrobrás – essas empresas optam por pagar exatamente o mesmo dividendo para ambos tipos de ações. Ou seja VALE3 e VALE5 pagam a mesma coisa.

Qualquer dúvida baixe o arquivo neste endereço e confira:
http://www.bmfbovespa.com.br/cias-listadas/consultas/proventos-em-dinheiro.aspx?idioma=pt-br

Responder

    Lúcio Flávio Pinto

    17/06/2012 - 19h16

    É verdade, caro Marcos. As ações preferenciais, como é tautológico, tem preferência para o recebimento dos dividendos. Distribuir dividendos passou a ser a obsessão da Vale. É obsessão da esmagadora maioria das empresas que operam na bolsa. Mas quantas empresas são responsáveis por 10% do saldo líquido de dividas de um país do porte do Brasil, sétima economia do globo? Eu quis destacar a relevância dos acionistas da bolsa de Nova York. Relevância que não se traduz no controle acionário da empresa. Não é mesmo? Obrigado por suas judiciosas observações.

Nilo Aguiar

16/06/2012 - 18h20

A entrega da Vale para os grandes investidores estrangeiros se deve as falcatruas e privatarias comandadas por FHC e Serra. Esses dois vermes não se preocuparam nem em geração de oportunidades para a indústria brasileira formando contratos no qual garantem a exportação do minério bruto e o mais valioso em pureza do mundo sem trazer nada de volta para o Brasil com a manufatura e a grande gama de utilização para a indústria de transformação. Os canalhas demo tucanos continuam agindo até hoje prestigiando o banditismo em vários seguimentos da nossa sociedade como Demóstenes, Agripino Maia, Leréia, Policarpo Júnior, Garcez, Perilo e outros deixando espaço para Cachoeiras e outros. O que o Congresso espera para abertura da CPI da Privataria Tucana e tentarmos reverter esses erros dantescos contra a nação? Acorda Marco Maia!!

Responder

Fabio Passos

16/06/2012 - 18h17

Corretíssima análise.
A cia privata vale está devastando o Brasil e roubando a fabulosa riqueza mineral que pertence ao povo brasileiro.

Precisamos reestatizar a Vale do Rio Doce e garantir que as riquezas naturais do Brasil sejam utilizadas para superar nosso subdesenvolvimento… e não para enriquecer meia dúzia de acionistas.

Responder

adhemir martins da fonseca

16/06/2012 - 17h21

realmente é um desafio para a dilma, mas isto é fruto da irresponsabilidade do psdb. no governo do FHC. que vendeu a vale a teles e outras cias.a preço de banana.graças a DEUS eles cairam fora do poder e não poderam vender a petrobrás.agora falta botar o tucano em são paulo para voar pra bem longe.

Responder

Sergio Antonio Bortolini

16/06/2012 - 14h59

O problema para mim, não é o que o volume de minerio explorado, mas o que a Vale ou qualquer outra empresa que extrai minerios do sub solo paga de royaltis. O valor atual é 2% de royalties, e poderá ser alterado para 4%. 2% é ridiculo, e 4% será também. 2 ou 4 ou qualquer outro valor é definido pelo marco regulatório sobre atividades minerais. Não questiono o que a Vale faz e a velocidade em que faz. O Pará e o Brasil só serão protegidos se o marco regulatório for alterado. Tal qual o pré sal.

Responder

assalariado.

16/06/2012 - 14h39

Sr. Lúcio Flávio, lhe tenho respeito. Quanto o roubo feito pelo capital internacional em terras Brasileiras, devo lhe dizer que, o capital não tem pátria e nem Estado. Embora sejam os criadores do Estado constituído, para legitimar a exploração capitalista perante a nação e a sociedade. Afinal, a atitude primeira das elites nacional e internacional, é o social ou, os seus lucros particulares? Sim, se apropriam do trabalho e dos bens produzidos -(de forma coletiva)- pela classe trabalhadora e os explorados em geral. Porém, os lucros vão para as mãos de quem mesmo? Em resumo, para acabarmos com a exploração, seja do Estado, seja dos assalariados e da sociedade, teremos que acabar com o que mesmo?

Para quem nunca se ateve a este detalhe, note que, 1º o Estado serve aos donos do capital. No oposto, os serviços púbicos, que são os pobres que usam, estão em permanente crise, Já observaram? Em seguida, serve aos seus lacaios, legisladores e seus jurídicos que, em seguida, o povo, na condição de explorado reclama, e este é, recebido como muitas porradas através dos seus braços armados, devidamente autorizado pelo seu braço estatal jurídico, via seus supremos tribunais burgueses, escondidos dentro do Estado de direita, como lhes é conferido. Esta é a sociedade de luta classes, nua e crua. Sem ilusões!

Sociedade/ Estado Socialista -(não disse capitalismo de Estado)-, este é o indutor natural e social da humanidade e o triturador dos cérebros das elites do capital. Eles tem medo, eu digo, chegaremos lá!

Saudações Fraternais.

Responder

Jose Mario HRP

16/06/2012 - 14h33

A canalha da Vale não quer pagar os impostos atrazados, construiu navios demais, evendendo(dando) o patrimonio do país de graça!
Crtesia do senhor FHC e quadrilha!
Fala PSDB!

Responder

O_Brasileiro

16/06/2012 - 14h19

Onde é que eles ensinam essas coisas para os executivos???
Abaixo escrevo como eu, um leigo, entendo o processo do lucro dos financistas:

A Europa é a bola da vez dos capitalistas. Nos anos 90 foi a América Latina! Os capitalistas criam a crise, ai privatizam as empresas a um valor dez vezes inferior ao real valor de mercado, e depois cobram tarifas absurdas da população cujos impostos foram usados para construir tais empresas.
A gente não sabe se ri ou se chora…
E o pior é que superfácil para eles lucrarem. Como são apenas alguns poucos bancos de investimento que controlam o fluxo especulativo mundial, basta que tais bancos direcionem o capital para uma região específica do globo por alguns anos, o suficiente para criar uma “bolha”. Ai, retiram abruptamente seu capital destas regiões, fazendo com que a “bolha” estoure. Está, então, criada a “crise”, e eles podem comprar o que querem bem barato, e ainda assumir o poder usando políticos “laranjas”, pois a “crise” gera o caos social.
E isso sem falar no lucro absurdo que obtém comprando títulos dos governos da região alvo da “crise” que eles criam. Compram os títulos quando estão pouco valorizados, ai então esperam a “crise” se instalar, gerando aumento absurdo nas TAXAS DE JUROS, ai podem lucrar incrivelmente às custas do sofrimento do povo, pois exigirão cortes nos salários e aumentos de impostos para pagar os bancos, ou seja, eles mesmos!

Responder

Tomudjin

16/06/2012 - 13h49

De tanto se mexer na terra, a Terra se tornará quadrada.
Só nos resta saber se será pela influência da mão de obra barata ou pelo poder do capitalismo selvagem.

Responder

    assalariado.

    16/06/2012 - 15h05

    Caro Tomudjin, responda-me um coisa. Quando foi que o capital não foi selvagem?

    Abraços Fraternos.

mauricio

16/06/2012 - 13h21

a vale nao e boa nem pro pais, nem mesmo pro seus fubcionarios. trabalho nessa empresa,eles so falam em quebrar record de producao, em cortar custos e o trabalhador q se ferre.

Responder

CLÁUDIO LUIZ PESSUTI

16/06/2012 - 12h31

Bem, o que acho é que, quem tem oportunidade, deveria perguntar isso para a presidenta de esquerda e para o “nunca dantes”.Ora, 10 anos no poder, eles não são nacionalistas, porquê não fazem diferente dos tucanos?O que adianta elegermos pessoas “de esquerda”?|Acho importante que nós saibamos disso, mas quem tem possibilidade deveria tentar perguntar aos que mandam porquê não fazem algo diferente.Não adianta ficar falando mal da Vale, pois ela, em grande parte, continua no comando do governo, via fundos de pensão.Dilma e Lula, já demonstraram, que, quando querem, passam por cima de quem quiserem, carregando os 90% de popularidade pra cima de quem os confronta.Porquê não atuam contra isso?Ora, porque também se acomodoram na alta das commodities.Aliás, o que seria do governo Lula e Dilma sem alta de commodities hein??

Responder

Somos um coitadinhos

16/06/2012 - 12h31

O Brasil será sempre um eterno exportador de comodities. A nossa indústria é precária, obsoleta, não tem tecnologia avançada. De há muito que as multinacionais ocuparam o espaço por aqui com a promessa de trazer modernos processos industriais, o que não ocorreu, tornamo-nos apenas uma grande montadora. A China, India, emergentes como o Brasil já estão na era espacial enquantos nós não logramos ainda nem pôr um satélitezinho no espaço.

Responder

    Jaime

    16/06/2012 - 13h18

    O Brasil já mandou mais de 20 pessoas para o “espaço” de uma só vez. Ninguém conseguiu feito igual na corrida espacial.

    AntoniO

    16/06/2012 - 20h20

    Episódio fatídico para a ciência espacial brasileira, o “acidente” que vitimou dezenas de qualificados técnicos ainda carece de explicações convincentes. Atentado ou acidente? Fica aqui uma sugestão de matéria para o competentíssimo e exemplar Jornalista (maiúscula) Lúcio Flávio Pinto.

    Florival

    17/06/2012 - 20h55

    Pois é. Veja-se agora que de 2010 para já foram assassinados 5 cientistas nucleares iranianos.

    Some-se a isto o fato que, dos BRICS, Rússia, China e Índia têm programas nucleares ilimitados, a Africa do Sul não sei. O Brasil está proibido pela constituição de desenvolver armas nucleares e pressionado atualmente para não expandir suas usinas e inclusive encerrar seu programa.

    O que tem isto a ver? Quem mata 5 cientistas iranianos pode matar 20 cientistas brasileiros. Alguém duvida?

    Em questão de armas atômicas alguns são abertamente amigos para restringir nossa tecnologia e defesa de soberania, mas, inimigos ocultos quando mostramos capacidade de concorrer com eles e, principalmente de blindar nosso território.

    PELO DESENVOLVIMENTO IRRESTRITO DO PROGRAMA NUCLEAR BRASILEIRO.

Apavorado por Vírus e Bactérias

16/06/2012 - 12h07

A saída de minério de ferro do Brasil é criminosa. Dilma, dê um basta nessa história. Repatrie a Vale enquanto é tempo. Nós brasileiros estamos esperando uma ação sua, como esperamos uma ação em defesa dos indigenas e outra em defesa das terras brasileiras nas mãos de estrangeiros com volúpia gafanhotal pela riqueza que não lhes pertence mas que o PSDB entregou como uma amante bem paga o faz com muito prazer.

Responder

Julio Cesar

16/06/2012 - 11h47

Ele se sente tão indignado com o assunto que, além do dossiê, lançou um blog, no qual pergunta: a Vale é mesmo nossa?

A Vale já foi nossa. A PRIVATARIA TUCANA a entregou aos seus amigos sócios,
temos que nos revoltar contra os canalhas demotucanos.

Responder

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