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Júlio Cerqueira César: Alckmin e Sabesp já fazem racionamento de água

24 de março de 2014 às 18h45

Júlio Cerqueira César Neto: “A Sabesp se transformou num balcão de negócios. Sucesso total no mundo dos negócios, fracasso total no mundo sanitário, na saúde pública”

por Conceição Lemes

Apesar de o nível do sistema Cantareira diminuir dia após dia, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) insiste: o racionamento de água está descartado em São Paulo.

A razão é óbvia: teme que a medida interfira nas eleições de 5 de outubro.

“Só que o governador e a Sabesp já estão fazendo racionamento e dizem que não vão fazer”, condena o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto, professor aposentado de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica da USP. “Ao não contar todas as coisas que está fazendo, o governador  mente.”

“Na verdade, o racionamento começou há mais de dois meses”, denuncia. “A Sabesp já está cortando água em vários pontos da cidade de São Paulo e em municípios da região metropolitana, como Osasco, Guarulhos, São Caetano do Sul. Em português, o nome desses cortes é racionamento.”

“Só que essa forma de fazer o racionamento me parece completamente injusta, pois é  dirigida aos pobres; vão deixar os ricos para o fim”, prossegue. “Se existe essa situação de crise total, todos têm de ser penalizados.”

Para o professor, o problema não é falta de chuvas, mas a falta de investimento em mananciais.

“O sistema  de chuvas funciona de acordo com ciclos naturais da natureza. Esses ciclos de secas e enchentes, menos água, mais água – chamados de ciclos hidrológicos negativos –, ocorrem naturalmente. Nós não temos influência grande nisso”, explica. “Nosso sistema de abastecimento de água, portanto, deveria ser sido feito de forma a prevê-los e superá-los. Não é o aconteceu.  Em 1985, São Paulo inaugurou o sistema Cantareira e o governo do Estado e a Sabesp, especialmente, cruzaram os braços.”

“A partir da década de 1990, a Sabesp aderiu ao modelo neoliberal e passou a buscar o lucro a qualquer custo, independentemente dos direitos fundamentais do homem”, observa o engenheiro. “Assim,  deixou de considerar o saneamento básico como problema de saúde pública. E passou a encará-lo como um negócio qualquer.”

“A Sabesp se transformou num balcão de negócios. Sucesso total no mundo dos negócios, fracasso total no mundo sanitário, na saúde pública”, sentencia Júlio de Cerqueira César Neto.

“O volume morto do sistema Cantareira não é reserva estratégica coisa nenhuma e seu uso terá consequências”, avisa. “Tirar água do rio Paraíba do Sul para o Cantareira é mais uma jogada demagógica do governador.”

Por quê? Sugiro que leiam a íntegra da entrevista do professor Júlio Cerqueira César Neto até o final. É muito esclarecedora.

Viomundo – Em 2009, 2010 e 2011, a região metropolitana de São Paulo enfrentou grandes enchentes. O então governador José Serra (PSDB) debitou-as na conta de São Pedro e da população das periferias por jogar lixo e entulhos na rua. Agora, a situação é oposta. Há falta dramática de água. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) responsabiliza a falta de chuvas pela crise de desabastecimento.  O que acha disso?

Júlio Cerqueira César – O abastecimento de água e a drenagem são sistemas de infraestrutura urbana que têm as suas próprias lógicas e características.

Isso quer dizer o seguinte. O abastecimento depende de chuvas intensas para encher os reservatórios. Então, teoricamente quanto mais água tiver durante o ano, melhor. Teremos água para consumir.  Quando isso não acontece, falta água.

O problema da enchente é o contrário. Quando o sistema de drenagem não tem capacidade para escoar as chuvas que ocorrem no período chuvoso, ele extravasa. É completamente oposto ao que acontece agora.

Infelizmente, temos deficiências nos dois sistemas.  O nosso abastecimento de água está totalmente insuficiente em função das disponibilidades que o meio ambiente nos fornece. Se o governo do Estado tivesse feito há mais de 10 anos as obras de reforço necessárias, nós não teríamos falta d’ água hoje.

A mesma coisa acontece em relação às enchentes. Se o governo do Estado não aumentar a capacidade de drenagem dos nossos canais e rios, teremos enchentes.

Fiz até esta piada com a nossa situação.

O governador foi dormir com a dona Lu e falou:

— Oh, meu amor, reza para chover bastante.  Senão a minha reeleição vai para o brejo…o volume dos reservatórios está diminuindo…

Ao que dona Lu respondeu:

— Mas meu bem, se eu pedir pra chover muito, a cidade vai ficar alagada, você vai perder a eleição do mesmo jeito.

Viomundo – Qual o peso da falta de chuvas na atual crise desabastecimento de água?

Júlio Cerqueira César – Vamos tirar a chuva da pauta de discussões, porque o sistema  de chuvas, que é o clima, funciona de acordo com ciclos naturais da natureza. Esses ciclos de secas e enchentes, de menos água, mais água – chamados ciclos hidrológicos negativos –, ocorrem naturalmente. Nós não temos influência grande nisso.

Nosso sistema de abastecimento de água, portanto, deveria ser sido feito de forma a prevê-los e superá-los. Não é o aconteceu.  Em 1985, São Paulo inaugurou o sistema Cantareira e o governo do Estado e a Sabesp, especialmente, cruzaram os braços.

Viomundo – O que deveria ter sido feito?

Júlio Cerqueira César — Em 1985, quando o Cantareira ficou pronto, ele abastecia com folga 100% da população que existia naquela época. E, ainda, tinha capacidade para fazer face às ocorrências cíclicas que a natureza nos proporciona. Era um sistema projetado para satisfazer as necessidades e não deixar a população sem água.

Tanto que de 1985 a 2003 não tivemos um problema de abastecimento de água. Fomos ter 2003, quando houve estiagem prolongada e o Cantareira quase entrou em colapso. A demanda de água de São Paulo era maior do que a disponibilidade dos nossos mananciais.

O que aconteceu? De 1985 a 2003, a população continuou crescendo.  Só que não se investiu mais em mananciais.

Com a inauguração do Cantareira, não era para sentar na cadeira e dizer: agora eu não faço mais nada. Tinha e tem que continuar fazendo, porque a população cresce e eventos hidrológicos negativos variados acontecem.

Viomundo – E de 2003 para cá o que foi feito?

Júlio Cerqueira César – Nada!  Há quase 30 anos São Paulo não investe em novos mananciais.

De 1985, quando o sistema Cantareira foi inaugurado, até 2003, quando tivemos a primeira situação complicada de desabastecimento, eles queimaram a “gordura” que o sistema tinha.

Acontece que não aprenderam nada com a crise de 2003 e continuaram a não tomar as providências indispensáveis  e agora estamos nessa situação dramática.

Em certas regiões do mundo não tem água. Israel, por exemplo. Lá, eles não têm água e têm de se virar, pegar água do mar, desalinizar…

Nós, não. A região metropolitana de São Paulo dispõe do Vale da Ribeira, que tem água mais do que suficiente para o resto da vida da metrópole. E sem prejudicar os moradores de lá.

Então, o nosso problema não é falta d’água. É falta de investimento para ampliar o sistema como foi feito anteriormente com o Cantareira e que nos deixou em 1985 numa situação de  abastecimento de gente civilizada.

Viomundo – O que deveria ter sido feito?

Júlio Cerqueira César – No dia seguinte à situação altamente favorável com a inauguração do Cantareira, a Sabesp deveria ter-se sentado à mesa para definir qual seria o próximo manancial a abastecer São Paulo dali a 10 anos.

E, aí, começar a programar a evolução do sistema ao longo do tempo em função de um crescimento de população que ela deveria imaginar que iria ocorrer. E ir fazendo investimentos, aumentando os mananciais, em função de uma previsão de crescimento da população.

Mas a Sabesp não fez isso. Ficou com os louros da vitória. E a população à revelia (risos) continuou crescendo.

Viomundo – Na prática, seria fazer o quê?

Júlio Cerqueira César  — Ampliar os mananciais. E entre disponíveis, há o do Vale da Ribeira.  Se lá atrás, a Sabesp tivesse feito obras para captar 20 m3/s do Vale do Ribeira, hoje não faltaria água.

Raciocine comigo. O sistema Cantareira foi inaugurado em 1985. Então, em 1990/1995, eles já deveriam começar as obras de  novos mananciais. E poderiam fazer sem correrias, sem superfaturamento, e ir atendendo as necessidades da população de, repito, forma civilizada.

Viomundo – Como se captaria água do Vale da Ribeira, por exemplo?

Júlio Cerqueira César– No Alto Juquiá, nós temos o reservatório França. É como se fosse um imenso tanque que armazena água do rio Juquiá, que  vai parar no Ribeira, lá embaixo. Ele tem capacidade de 20m3/s. Nós poderíamos ter providenciado a captação desses 20 m3/s, para mandá-los para São Paulo.

Agora, são obras complexas. Entre programar e executar, elas demoram aproximadamente dez anos.

Vamos supor que, em 1995, a Sabesp tivesse começado as obras do França, não tinha faltado água em 2003. E não teríamos problema hoje.

Viomundo —  Por que a Sabesp não fez isso?

Júlio Cerqueira César  — Até o final da década de 1980, a Sabesp era uma empresa de saneamento básico. E saneamento, para a empresa, era considerado problema de saúde pública. A Sabesp era mantida e operada por engenheiros sanitaristas, que sabiam que o problema era saúde publica. Ela tinha que abastecer a população com água, ao longo do tempo, sem interrupções. E tratar os esgotos que a população produzia.

Até o final da década 1980 foi assim que funcionou. Os responsáveis estavam ligados no assunto para resolver esses problemas.

Na década de 1990, a Sabesp aderiu ao modelo neoliberal e passou a buscar o lucro a qualquer custo, independentemente dos direitos fundamentais do homem. A Sabesp demitiu os engenheiros sanitaristas e advogados e economistas assumiram o comando.

Viomundo – E o que aconteceu?

Júlio Cerqueira César  — A Sabesp deixou de considerar o saneamento básico como problema de saúde pública. E passou a encará-lo como um negócio qualquer. A Sabesp se transformou num balcão de negócios.

E os usuários?!  A partir daquele momento a Sabesp não quis nem mais saber de nós, os usuários; éramos um estorvo. Ela passou a ser preocupar unicamente com os seus acionistas.

Em 2000, colocou suas ações na bolsa de Nova York. Dez anos depois, houve uma grande festa lá, pois as ações da Sabesp tinham sido que as mais valorizadas na Bolsa de Nova York na década.

O capital ativo da Sabesp cresceu uma enormidade. Sucesso total no mundo dos negócios, fracasso total no mundo sanitário, na saúde pública.

Sabendo disso eles vão mudar? O pior é que não.

Viomundo —  Apesar dos níveis do Cantareira só diminuírem dia após dia, o Alckmin continua  descartando o racionamento. Por que empurrar com a barriga algo que parece inevitável?

Júlio Cerqueira César — Porque o senhor governador está  preocupado  com o dia 4 de outubro. Ele acha que se falar em racionamento, a população não vai votar nele. Então começa a inventar uma série de jogadas demagógicas. Só que ele já está racionando a água há mais de dois meses.

Viomundo – Como assim, professor?

Júlio Cerqueira César — Na verdade, o racionamento já começou. A Sabesp já está  cortando água em vários pontos da cidade e em cidades da região metropolitana, como Osasco, Guarulhos. Em português, o nome desses cortes é racionamento.

Só que essa forma de fazer o racionamento me parece completamente injusta. Se existe essa situação de crise total, acho que todos têm de ser penalizados. Isso significa fazer o racionamento de modo uniforme em toda a região metropolitana para todos terem a mesma penalização.

Só que eles estão fazendo o racionamento dirigido.

Dirigido a quem? Aos pobres que não reclamam. Vão deixam os ricos para o fim.

Viomundo – Em que regiões a Sabesp já está racionando a água?

Júlio Cerqueira César — A Sabesp já tinha cortado 20% de São Caetano. Cortou 20% de Guarulhos. Em Osasco e alguns bairros da Zona Norte, o pessoal está com água só de dia. À noite, a Sabesp corta o fornecimento.

O governador e a Sabesp já estão fazendo racionamento e dizem que não vão fazer. Ao não contar todas as coisas que está fazendo, o governador mente. É uma situação muito complicada.

Viomundo – O governador está mentido?!  

Júlio Cerqueira César — Não há a menor dúvida. O nome certo do que estão fazendo é mentira. Eles estão mentindo para a população há tempos.

Você viu o que a Sabesp fez desde janeiro?

De acordo com o sistema de outorga existente, a  Sabesp tem o direito de tirar para São Paulo, em condições normais,  31m3/s. E é obrigada a soltar 5m3/s para Piracicaba. Essa é a regra.

Consta da regra também o seguinte. Se houver falta de chuva, São Paulo só pode tirar 24,8m3/s em vez dos 31.  E soltar 3m3/s para Piracicaba.

O que fez a Sabesp, quando chegou janeiro e o negócio engrossou? Cortou os 3m3/s para Piracicaba e continuou tirando os 31 para São Paulo, até o dia que isso veio a público e o governador mandou diminuírem, mas não diminuíram para os níveis estabelecidos na outorga.

Só que eles vão ter de fazer isso de uma forma mais uniforme. Não é possível só penalizar alguns. Vai ser necessário penalizar todos até outubro. Aos poucos, vão ter de compreender isso e fazer racionamento pelo menos até outubro.

Viomundo – Por que outubro?

Júlio Cerqueira César —  É quando começa a nova estação de chuvas. Nós estamos entrando na estação de estiagem com os reservatórios secos! É um negócio muito sério.

Viomundo — E essa ideia de bombear água do volume morto? 

Júlio Cerqueira César — Isso também é um negócio muito mal contado. Esse volume morto é um acidente de obra. Ele não tem nenhuma função no abastecimento de água do sistema Cantareira.

Viomundo – Nenhuma função?! 

Júlio Cerqueira César –  Nenhuma, mesmo, tanto que ele não pode ser retirado normalmente de lá. Para retirar essa água de lá, são necessárias obras que ficam em de R$ 80 a R$ 100 milhões. Se essa água fosse usável, fosse  mesmo reserva estratégica, não seria um buraco ao qual que não se tem acesso.

Viomundo – Mas o governador diz que é uma reserva estratégica?

Júlio Cerqueira César – Não é reserva estratégica coisa nenhuma. É um volume 400 milhões de litros de água que está lá. Só que ele não é usável, porque está abaixo do reservatório do Cantareira. Então, esse volume morto não entra no reservatório. Não entrando no reservatório, não entra no sistema Cantareira.  Eles vão ter de comprar bombas para tirar água desse buraco e jogar no reservatório.

Viomundo – Supondo que consigam retirar os 400 milhões de litros de água, o que vai acontecer?

Júlio Cerqueira César  — Se fizerem isso realmente, eles podem fazer o sistema Cantareira usar essa água por três meses: abril, maio e junho. E ela acaba. E nós continuamos com os reservatórios secos , pois só vai chover em outubro. Como ficaremos em julho, agosto e setembro?

Se eles tirarem a água agora, eles vão jogar o problema para três meses à frente. Esse é o primeiro problema.

Mas há um segundo problema. Quando começar a chover em outubro, os reservatórios do Cantareira vão começar a encher? Não!!!

O buraco é que vai encher primeiro.  Enquanto não estiver cheio, nada de água nos reservatórios. E a quantidade de água das chuvas é menor do que essa que vão tirar do buraco. Em vez de três meses, vai levar um ano para encher esse buraco e começar a entrar água no Cantareira.

Viomundo – O senhor é contra usar o volume morto?

Júlio Cerqueira César — Podematé usar, mas sabendo o que vai acontecer depois. Acho que eles se esqueceram disso.

Quando começar a chover, não há a menor dúvida que a primeira água vai cair no buraco. Eles estão resolvendo um problema agora para criar outro depois.  Não tem cabimento uma coisa dessas. Depois, o que eles vão fazer com essas bombas?

Viomundo — O que é um acidente de obra?

Júlio Cerqueira César — Eu também não conhecia esse volume morto. Acontece que é uma região topograficamente muito acidentada. Então quando foi encher o reservatório do Cantareira, encheu o buraco também, pois ele fica abaixo do nível do Cantareira.

Por isso, foi um acidente de obra. Ele estava lá e deixaram lá.

Tanto que de 85 para cá, nunca foi usado, ninguém lembrava que ele existia.

E mesmo agora que precisam usar, eles não podem usar. É preciso gastar R$ 100 milhões em obras, para tirar a água de lá de dentro.

E com o agravante que eu já falei. Essa água vai fazer falta quando começar a chover.  Ela vai ter de encher primeiro o buraco, porque ele está abaixo do reservatório e a água escorre.

Viomundo – Parece piada, professor.

Júlio Cerqueira César — Parece piada, mesmo. E isso feito pela quarta empresa de saneamento do mundo e a maior da América Latina.

Viomundo – E essa ideia de trazer água do rio Paraíba do Sul para o Cantareira?

Júlio Cerqueira César  — Tecnicamente, é viável. Mas ela esbarra na questão política. O Estado do Rio de Janeiro vai autorizar? Além disso, não é uma obra que ficará pronta em uma semana. Serão necessários dois anos para ela ficar concluída. Por isso, pra mim, é mais uma jogada demagógica do governador.

Viomundo – E como sair dessa situação?

Júlio Cerqueira César  –bNão tem como sair. Nós chegamos agora num ponto que vamos ter de suportar essa estiagem até começar a chover de novo. São seis meses de racionamento violento. O Cantareira representa metade da água de São Paulo. Não tem outro jeito, a não ser racionar.

[Gostou das revelações desta entrevista? O Viomundo só é capaz de fazê-la porque sobrevive da contribuição de assinantes. Torne-se um!]

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38 Comentários escrever comentário »

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edir

27/03/2014 - 20h12

divulguem esse vídeo.

https://www.youtube.com/watch?v=i5yjG9nw00I

Responder

paulo bueno

27/03/2014 - 17h41

aprovação da DILMA CAIU 7 pontos percentuais de 43 para 36% de ótimo bom
e a REELEIÇÃO corre risco…
parabéns ao EX governador JOSE SERRA que trabalhando na surdina montou uma MILITANCIA DIGITAL do PSDB uma central com muitas pessoas jovens estudantes e adolescentes,,que ficam 24 horas por dia criticando O PT e a DILMA nos jornais nas revistas e nas redes sociais
o resultado tá ai ……………
enquanto isso do lado do PT ……

tudo é culpa do PIG……
já ganhamos…..
REEELEIÇÃO tá garantida……….
não precisamos de MILITANCIA DIGITAL……..
não precisamos aprovar a redução da MAIORIDADE PENAL para 16 anos………
PT dorme…… dorme ………dorme…….

vai acordar em outubro em 3° na contagem final dos votos ……

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José Neto

27/03/2014 - 10h39

A SABESP preferiu fazer propaganda no Acre, onde está debaixo d’água.

Responder

ZePovinho

27/03/2014 - 01h21

Impressionante a eficiência do setor privado na gestão dos recursos hídricos……

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alex

26/03/2014 - 20h15

TRISTE É VER A MÍDIA PAULISTANA DANDO GUARIDA PARA OS TUCANOS! Não importa que o racionamento será violento. Não importa que os mais humildes vão dançar primeiro. Não importa que a conta vai ficar caro para as empresas e ela vão ter repassar o prejú. Não importa nada! IMPORTA É NÃO DEIXAR O PROBLEMA ATINGIR ALCKMIN …

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Regina Braga

26/03/2014 - 19h09

Que absurdo é a falta de planejamento dos demotucanos…que lentidão para perceberem a falta de água…mas esperado!Demotucano leva quase 50 anos para perceber que o Jango era melhor…então,para perceber a falta de água ou vão pegar no tranco ou a população vai ter que perfurar poços.

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Mauro da Silva Noffs

26/03/2014 - 17h19

Os vexames da quarta maior empresa de saneamento (na verdade, distribuidora de água) do mundo:
-É disparada a maior poluidora do rio Tiete.
-É recordista em desperdício de água tratada: Deixa vazar 31% da água que distribui.
-É a rainha da mentira. Faz racionamento na periferia sem avisar a população.
E agora vamos sentir na garganta o que já se sente na pele com o transporte de passageiros nos trens e metrôs que apresentam falhas cotidianas.
Em vinte anos de “choque de gestão” o resultado é a população em estado de choque.
E tem também um grave problema que eu não vejo ninguém comentar: Suponha que tenha (e vai ter) o racionamento de água. Em uma rede que tem 31% de vazamentos, a chance de coincidir um vazamento de água com um de esgoto é enorme. Quando a pressão é positiva, a água vaza e não permite que o esgoto entre. Quando interrompe a distribuição de água, o encanamento passa a funcionar como uma bomba de sucção e “puxa” o esgoto para dentro do encanamento. Ao voltar a água corre-se o risco de alimentar as caixas d’água com esgoto. Talvez, além do óbvio prejuízo político, seja esse mais um dos medos do governador. E ainda tem institutos de pesquisa dizendo que ele lidera as intenções de voto. Com tanta incompetência, é possível?

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carlos

26/03/2014 - 14h24

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) prometeu normalizar até esta quarta-feira (26) o abastecimento de água de Barreiros, na Mata Sul, depois de mais de quinze dias de queixas dos moradores sobre a água com coloração escura e odor semelhante ao de lama. Em nota, a Compesa prometeu que já está investigando as causas do problemas.

Leia também: Água em Barreiros tem cor de lama

“É como se a água não estivesse sendo tratada. O cheiro é de lama podre. Estamos comprando água mineral para beber e cozinhar. Gasto R$ 30,00 por semana e isso pesa no orçamento, porque ainda tenho que pagar a conta”, reclamou o comerciante Samy Félix ao Blog. Qualquer relação com o que está acontecendo em SP é mera coincidencia.

Responder

carlos

26/03/2014 - 14h08

VEJAM TODOS.É ILARIO
Aécio Neves diz em programa que fumou maconha
4 de março de 2014 às 10:43Eliomar de LimaPolítica, Televisão
foto patrícia calderon
O presidenciável tucano Aécio Neves gravou entrevista para o programa Diálogos, na TV Cidade Fortaleza, apresentado pela jornalista Patrícia Calderon. O presidenciável confirmou para Calderon que já fumou maconha e que era bastante chegado a uma boa “balada”.
Aécio Neves disse que a vida de farrista ficou para trás, depois do casamento.
O programa vai ao ar no domingo (9), a partir das 8 horas.
Vamos nós – De tão polêmicas as entrevistas, o programa poderia se chamar “Calderon da Patrícia”.

Responder

Vixe

26/03/2014 - 11h50

Jeito tucano de governar.
Estão SUCATEANDO a SABESP e o METRÔ para breve “Privatização”.
Cria-se o caos na administração pública e reforçam a ideia de que o setor público é ineficiente para gerir as empresas, aí, entregam nas mãos das CCR’s de sempre.

Responder

tiao

26/03/2014 - 07h48

Nos anos noventa a Sabesp foi fatiada em UN`S,o que quer dizer Unidades de Negócio.A partir daí a água passou a ser tratada como mercadoria.É a lógica
dos tucanos,tudo é mercadoria.

Responder

Marcio Ramos

26/03/2014 - 07h04

… privatizaram a água e não mataram a sua sede? Administração publica é bandida, sempre foi, administração privada é escravista sempre foi… duvidas??? Pergunta para a Coca-Cola…

Responder

lamarca73

26/03/2014 - 01h37

enquanto isto… cheiro de “fogo amigo”:

http://www.youtube.com/watch?v=ttSrhzScUpk&feature=youtu.be

Responder

Messias Franca de Macedo

25/03/2014 - 19h43

VÍDEO SENSACIONAL: O PSDB e “assédio sexual no Metrô” numa propaganda da Rádio Transamérica

FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=jVecaPXIc-w

ou aqui:

http://tijolaco.com.br/blog/?p=15891

ou aqui:

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2014/03/25/metro-de-sp-estimula-xavecar-a-mulherada/

Responder

Bacellar

25/03/2014 - 19h35

Mas o governador garante que nao haverá racionamento….

http://cartunssujos.wordpress.com

Responder

lamarca73

25/03/2014 - 17h26

Enquanto isso numa propaganda da Transamérica sobre o Metrô de SP…

http://www.youtube.com/watch?v=jVecaPXIc-w

Responder

Roger

25/03/2014 - 14h53

A situação dos funcionários da SABESP que estão expostos à estações sucateadas, sem a mínima condição de obter um tratamento satisfatório, falta de segurança, pois muitos trabalham sozinhos nas estações,além da jornada de trabalho excessiva por falta de funcionários é pouco divulgada.

Responder

Valdeci Elias

25/03/2014 - 13h56

E a SABESP cansou de fazer propaganda em Pernambuco. Em vez de investir nos mananciais de SP.

Responder

Helio Pereira

25/03/2014 - 12h57

Afinal porque não se utilizam as águas do “Famoso” águifero Guarani ?

Responder

ricardo silveira

25/03/2014 - 12h22

O PSDB nunca escondeu que governa com a cabeça do capital. Daí tratar todo serviço público como negócio a ser privatizado. Quando não conseguem fazer às claras, como na saúde, fazem-no às escuras, como a corrupção no metrô. E é uma pena que por falta de comunicação de massa a maioria dos paulistas ainda não sabe disso.

Responder

Roberta Ragi

25/03/2014 - 11h01

Por mais que me esforce, não consigo vislumbrar uma única área do gerenciamento público dos tucanos que não tenha virado um “balcão de negócios”, especialmente em SP. O resultado é o de sempre: os pobres pagam a conta.

Responder

    anac

    25/03/2014 - 15h03

    Se continuarem votando em tucanos é porque gostam do balcão de negócios e da corrupção que grassa em SP E questão de gosto não se discute.
    Mas que não venham captar água do Rio Paraíba do Sul. O Rido de Janeiro não vai ficar sem água porque os paulistas votam errado.
    Quem pariu Mateus que o embale e sem água, sem vela e sem choro.

    Tô de Olho na oPósição

    25/03/2014 - 21h09

    E o carioca e o fluminense sabem votar bem? Aqui a “corrupção” e os balcões de negócio não funcionam? Estais brincando, né Anac?

Julio Silveira

25/03/2014 - 09h54

Esse tucanos são uns pândegos quando se trata do respeito a cidadania. Não esqueço a bem pouco tempo atras as propagandas da SABESP no Acre e Brasil afora, são uma piada de humor negro.

Responder

    Luís CPPrudente

    25/03/2014 - 10h31

    Será que a ideia mirabulante do governador mentiroso Geraldo Alckimin é buscar água no Acre? Ele vai construir, cenograficamente, um duto ligando o Acre a São Paulo e abastecer os paulistanos de água.

Romanelli

25/03/2014 - 09h44

o problema é seríssimo ..não tenha duvida de que houve descaso ..evidente que faltou e falta visão e Longo Prazo, a mesma que nos falta pra decidirmos pela construção de aquedutos que ligariam os principais mananciais do país (tudo pela segurança hidrica, óbvio)..

..e pior que o descaso não é só do tucanato ..veja por exemplo que em SP, na gestão do MALDADD, aonde caiu em 200 o número da frota de ônibus, enquanto o secretario Tatu vivi dizendo que esta tudo bem, afinal, continuamos a bater recordes TODOS os dias, de congestionamentos (e quanto custa isso, hein ?!)

..e isso pra não nos esquecermos que tanto em déficit de habitação, como EM NÚMERO de leitos, com o governo federal pôgrecista, é o mesmo desleixo

..mas voltando

Agora, falar que SÃO CAETANO DO SUL, a cidade de melhor qualidade de vida do Estado, uma em que todas as ruas são asfaltadas, em que não há favela, é local de POBRE ??!!

oras oras, por favor gente, CRITICAR não é APELAR, e também implica falar a verdade, sabe ?!

Responder

    Rogerio Santistíssimo

    26/03/2014 - 14h53

    O Azenha e a Conceição e outros leitores daqui devem correr risco de infarto quando leem as suas opiniões, se é que posso chamar isso de opinião. Já falei para você, quer discutir, venha com dados, números, e não com o seu discurso falacioso.
    Vou mandar um link sobre uma matéria que saiu no Jornal do Grande ABC sobre a pobreza em São Caetano. Leia ao menos.
    Aproveite e vá ao Bairro Fundação, lá sem São Caetano, em dias de chuva forte e volte aqui para nos contar.
    Os seus argumentos(?)são tão fracos que não caberiam no portal da Veja.
    https://www.dgabc.com.br/Noticia/103089/pobre-passa-incolume-em-s-caetano?referencia=navegacao-lateral-detalhe-noticia

carlos

25/03/2014 - 09h08

Ai do povo brasileiro se não tivessemos o advento da midia alternativa, ou seja a internet e os blogs, quando eu fazia filosofia na faculdade e fazia um contraponto ao professsor, com relação a globo e mais uma meia duzia de noticias que detinham a primazia da noticia no Brasil, eu dizai que uma saida era as proprias pessoas criarem os jornais de bairros pela comunidade, que vissemos a escrever as nosas proprias noticias tendo como base a outra midia e fazermos questionamentos, pra isso acontecer voce tem que se tornar um jornalista porque os outros vão entrar na justiça conta voce, essa sempre foi a justificativa, um exemplo bem pratico aconteceu em fortaleza, em que um grupo de jornalistas resolveram fazer um jornal chamdo aqui-ce e foram impedidos pela justiça e depois de tanto tempo que o jornal vinha circulando, deixou de circular.

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Irineu

25/03/2014 - 00h26

Azenha e leitores,
Boa noite!

É tanta coisa errada que nem sabemos pra onde ir
Esse pessoal não tem nenhum compromisso com a população e nação
E olha que são “gestores” públicos eleitos
Portanto devem administrar e organizar melhor os investimentos priorizando o essencial, o necessário a todos nós.
___________________________
Muito chato e triste esse labirinto da maldade.

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franklin

24/03/2014 - 23h56

Há 60 dias em Carapicuiba, é interrompido o fonecmento das 19:00 ás 06:00 da manhã. Não falha. Todas as noites falta água. ENHO OS PROCOLOS E CONTATOS VIA FACE COM A SABESP. Se precisar, pode contar comigo.

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Fabio Passos

24/03/2014 - 23h25

psdb é terra arrasada. E como sempre os patifes ferram os pobres para favorecer os ricos.
Agora em 2014 existe a chance de resgatar SP da incompetência e irresponsabilidade do desgoverno
alckmin.

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Urbano

24/03/2014 - 20h35

Só não ampliam mais os mananciais porque os Blog Progressistas estão de olho…

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Ulisses

24/03/2014 - 20h28

E estes caras querem governar o Brasil de novo? E tem quem os defenda aqui?

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Luiz

24/03/2014 - 19h56

“Na década de 1990, a Sabesp aderiu ao modelo neoliberal e passou a buscar o lucro a qualquer custo, independentemente dos direitos fundamentais do homem. A Sabesp demitiu os engenheiros sanitaristas e advogados e economistas assumiram o comando.”

Agradecem aos mortos (Thatcher e Reagan)por existir o neoliberalismo

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luisa valdorf

24/03/2014 - 18h59

ATENÇÃO EXÉRCITO DE TROLLS IGNORANTES. O prof. Cerqueira Leite é um renomado profissional da área. Não é nenhum petista ou dilmalulista. É um cidadão honesto comprometido com a verdade. O que o governo Alckmin está fazendo é criminoso para com a região metropolitana de SP.

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    Marcus Vinicius

    24/03/2014 - 23h07

    não se surpreenda Luisa se os “citados” que você falou vierem com “malabarismos hipócritas” para justificar a irresponsabilidade governamental de SP, no que se refere a crise do abastecimento de água… lamento pelos meus irmãos paulistanos e paulistas !!

    Claudio-SJ

    25/03/2014 - 09h48

    Quem usa malabarismo com a verdade e com as ideias e usa o PIG como muleta é Petista.

    Se o governo de SP está errado , ele está e pronto.

    Nada de vitimismo e colocar a culpa nos outros. Uma coisa é estar errado a outra é ser comparado a petista.

    Quintana

    25/03/2014 - 14h23

    Trols bem conhecidos, aliás.

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