VIOMUNDO

De um leitor, sobre manchete da Folha: “Uma das mais tendenciosas que já vi”.

31 de dezembro de 2015 às 14h37

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da Redação

Quando se imagina que a Folha de S. Paulo já decaiu tudo o que era possível, descobrimos que estamos enganados.

Neste 31 de dezembro, o jornal de Otavinho Frias publicou no caderno Mercado a reportagem intitulada Só Venezuela raciona mais que Brasil.

Um leitor estarrecido nos mandou o recorte acima com os seguintes comentários:

Manchete mentirosa-002

Alguém discorda?

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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henrique de oliveira

04/01/2016 - 15h34

O mais incrível dessa reportagem , é saber que a Folha ainda tem leitores , essa é a maior noticia para mim.

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Antonio

02/01/2016 - 10h54

Fora de Pauta, mas sobre o comportamento da mídia

O jogo da Globo contra o Brasil
Grupo encerrou 2015 manipulando dados

publicado 02/01/2016

http://www.conversaafiada.com.br/pig/o-jogo-da-globo-contra-o-brasil

O Conversa Afiada reproduz do Vermelho:
Globo encerra 2015 manipulando dados e jogando contra o Brasil
O sistema globo de comunicação encerra 2015 na incessante campanha contra a Petrobras e o Pré-sal e na quinta (31) os irmãos Marinho atacam, através de editorial, as razões que fizeram o governo federal aumentar o salário mínimo. A medida vai injetar 57 bilhões na economia do país em 2016 e melhorar a renda de 48 milhões de brasileiros.

De acordo com os Marinho, o argumento usado pelo governo federal para aumentar o salário mínimo é “tosco”. O que não surpreende no histórico do grupo de comunicação que, em 1962, também se posicionou contra a adoção do 13º salário.

Quem recupera essa informação é a comunidade do facebookPolítica no face II. “Segundo os donos da globo trata-se de “seríssimo problema” (o ajuste acima da inflação), o que prova que o grupo se mantém fiel à sua tradição contrária a qualquer política trabalhista”, diz o conteúdo da comunidade.

Pré-Sal e Manipulação de dados

O blog Tijolaço voltou a denunciar nesta quinta a manipulação grosseira divulgada em editorial publicado pelo jornal O Globo em que aumenta em 400% do valor o custo de extração do óleo no pré-sal. E usa esse argumento para classificar a principal jazida petrolífera brasileira de “patrimônio inútil”.

“O Globo diz, para justificar o fato de que, com o petróleo sendo cotado a US$ 37 o barril não seria econômico produzir no pré-sal a custos estimados entre US$ 40 e US$ 57. Aqui, com base nos dados então disponíveis, mostrou-se que o custo de extração no pré-sal era, na verdade de US$ 9 dólares o barril”, informou o jornalista Fernando Brito em texto publicado no Tijolaço.

Na última quarta (30) a Petrobras divulgou no site da empresa que a aplicação de novas tecnologias permitiu que a estatal tenha um custo de extração de petróleo no pré-sal em torno de US$ 8 por barril, contra a média das grandes petroleiras mundiais, de US$ 15 por barril.

A informação do blog também se refere aos dados divulgados pela Petrobras: “E ontem (dia 30), fica-se sabendo que nem isso (9 dólares o barril) mais é, por conta de novas tecnologias, redução dos preços em dólar de alguns insumos da indústria petroleira – que têm preço mundial e, portanto, acabam incorporando as perdas do preço do petróleo – e sobretudo, como havia sido apontado aqui, pelo conhecimento geológico que acelera o caro processo de perfuração de centenas de poços (de extração e de injeção)”.

Segundo a Petrobras, um dos fatores decisivos para a redução do custo é o tempo de perfuração de um poço no pré-sal, que no campo de Lula, em Santos, já atingiu tempo inferior a 30 dias, enquanto em 2010 eram necessários mais de 120 dias.

“Ou seja, o “errinho” de O Globo sobre a relação preço/custo do pré-sal é de “apenas” 400% – ou de 712%, se considerado o maior custo estimado pelos “especialistas” do jornal”, lembrou a matéria do Tijolaço.

“Mesmo não sendo este o custo total da exploração – há royalties e impostos que, afinal, são renda pública -, se você considerar que são mais de um milhão de barris retirados a cada dia do pré-sal, é possível ver o tamanho do golpe que querem dar com esta história de desdenhar o “patrimônio inútil”,denunciou o blog.

Do Portal Vermelho, com informações do blog Tijolaço e Política no Face II

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Francisco

02/01/2016 - 04h58

O continente africano está todo em festa: finalmente acabou a fome por lá!

No Haiti será feriado nacional: Oitava economia mundial tem mais fome que a ilha!!

(Será que eles estão se referindo ao racionamento de água?).

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Marcio Ramos

01/01/2016 - 15h21

A Folha consegue se superar em canalhice.

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Bernardino

01/01/2016 - 14h12

Midia Corrupta,manipuladora e antipatriota!!!!!!!

A todos do viomundo Feliz 2016 com o Lema: Conhecerei a Verdade e a verdade vos libertará. Ate´o fim fo PIG

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Urbano

01/01/2016 - 13h47

Os da oposição à Venezuela são os eternos vivernazoeira…

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Cláudio

01/01/2016 - 13h13

:

: * * * * 13:13 * * * * .:. Ouvindo A(s) Voz(es) do Bra♥♥S♥♥il e postando: Feliz 2016 ! ! ! !

♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
* * * * * * * * * * * * *
* * * *

Por uma verdadeira e justa Ley de Medios Já ! ! ! ! Lula 2018 neles ! ! ! !

* * * *
* * * * * * * * * * * * *
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Responder

Deurival Castro

01/01/2016 - 12h13

Depois da maldade cometida pelos Frias, Dilma ainda escolheu aquele canal de comunicação pra fazer sua mensagem de fim de ano.

Responder

Luciano Lara

01/01/2016 - 11h35

O mais absurdo é utilizar uma das frutas mais caras por todo o ano, e em especial nesta época.

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Euler

01/01/2016 - 11h01

Picaretagem da Folha. Mais uma, aliás. Eles perderam completamente a noção do ridículo. O Brasil não tem qualquer racionamento, não está faltando produtos nas prateleiras dos supermercados, nem tampouco compradores. Os supermercados estão lotados, assim como os aeroportos. Se as pessoas mudam seus hábitos de consumo para economizar, qual o problema? isto não é racionamento, é uma forma de economia popular, até para forçar a queda no preço de alguns produtos. O pior é a malandragem da Folha, que não economizou na sacanagem. A própria imagem divulgada no jornal desmente a manchete. Pelo gráfico apresentado, na Venezuela houve uma retração de 22% no consumo, quase um quarto do volume total. Já no Brasil foram apenas 2,6% do total. Entre os países da América Latina, pelo gráfico apresentado, o maior aumento de consumo foi no Equador, com 3,5%. Considerando o ano de crise produzida pela mídia golpista, pela Lava Jato e pela chantagem de Aécio, Eduardo Cunha e Gilmar Dantas, os dados apresentados praticamente revelam que em matéria de consumo o Brasil praticamente não teve crise. E muito menos racionamento. Se o direito de resposta funcionasse e se o governo federal tivesse algum sistema de comunicação mais ágil e eficiente, a Folha teria que se retratar. Mas, se tem uma coisa que ainda está em racionamento no Brasil é a coragem de enfrentar diretamente esta mídia golpista, ao contrário do que acontece na Venezuela (ou na Bolívia, Equador e Argentina na era Kirchner).

Responder

Antonio

01/01/2016 - 10h18

Dilma: temos base para retomar o desenvolvimento; ajuste não será nos pobres
POR FERNANDO BRITO · 01/01/2016, no Tijolaço

dilmafolha

Artigo de Ano Novo da Presidenta Dilma Rousseff, publicado hoje na Folha. Ao final, alguns comentários meus.

Um feliz 2016 para o povo brasileiro
Dilma Rousseff, na Folha

O ano de 2015 chegou ao final e a virada do calendário nos faz reavaliar expectativas e planejar novas etapas e desafios. Assim, como sempre, nos traz a necessidade de refletir sobre erros e acertos de nossas decisões e atitudes.

Este 2015 foi um ano muito duro. Revendo minhas responsabilidades nesse ambiente de dificuldades, vejo que nossos erros e acertos devem ser tratados com humildade e perspectiva histórica.

Foi um ano no qual a necessária revisão da estratégia econômica do país coincidiu com fatores internacionais que reduziram nossa atividade produtiva: queda vertiginosa do valor de nossos principais produtos de exportação, desaceleração de economias estratégicas para o Brasil e a adaptação a um novo patamar cambial, com suas evidentes pressões inflacionárias.

Tivemos também a instabilidade política que se aprofundou por uma conduta muitas vezes imatura de setores da oposição que não aceitaram o resultado das urnas e tentaram legitimar sua atitude pelas dificuldades enfrentadas pelo país.

Mais do que fazer um balanço do que se passou, quero falar aqui da minha confiança no nosso futuro e reafirmar minha crença no Brasil e na força do povo brasileiro. Estou convicta da nossa capacidade de chegarmos ao fim de 2016 melhores do que indicam as previsões atuais.

A principal característica das crises econômicas do Brasil, desde os anos 1950, é uma combinação entre crise externa e crise fiscal. As economias emergentes sempre foram pressionadas pela combinação de deficit e dívida externa, com desarranjos fiscais do Estado.

A realidade brasileira hoje é outra. A solidez da nossa economia é a base da retomada do crescimento. Temos uma posição sólida nas reservas internacionais, que se encontram em torno de US$ 368 bilhões, a sexta maior do mundo.

O deficit em transações correntes terá recuado no final do ano de cerca de 4,3% para 3,5% do PIB, comparativamente a 2014. O investimento direto estrangeiro na casa de US$ 66 bilhões demonstra a confiança dos investidores no nosso país.

Em 2016, com o apoio do Congresso, persistiremos pelos necessários ajustes orçamentários, vitais para o equilíbrio fiscal. Em diálogo com os trabalhadores e empresários, construiremos uma proposta de reforma previdenciária, medida essencial para a sobrevivência estrutural desse sistema que protege dezenas de milhões de trabalhadores.

É claro que os direitos adquiridos serão preservados, e devem ser respeitadas as expectativas de quem está no mercado de trabalho, mas de forma efetivamente sustentável.

Convocarei o Conselho de Desenvolvimento Social, formado por trabalhadores, empresários e ministros, para discutir propostas de reformas para o nosso sistema produtivo, especialmente no aspecto tributário, a fim de construirmos um Brasil mais eficiente e competitivo no mercado internacional.

Não basta apenas a modernização do nosso parque industrial, é fundamental continuarmos investindo em educação, formação tecnológica e científica.

Precisamos também respeitar e dialogar com os anseios populares, desenvolvendo uma estrutura de poder mais próxima da sociedade, instituições fortes no combate à corrupção, oferta de serviços públicos de qualidade e ampliação dos instrumentos de participação e controle da sociedade civil.

As diferentes operações anticorrupção tornaram as instituições públicas mais robustas e protegidas. Devem continuar assegurando o amplo direito de defesa e punindo os responsáveis, sem destruir empregos e empresas.

Reafirmo minha determinação pela reforma administrativa que iniciei. Quero um governo que gaste bem os recursos públicos, que seja racional nos processos de trabalho e eficiente no atendimento às demandas da sociedade.

O governo está fazendo sua parte. Executamos um duro plano de contenção de gastos, economizando mais de R$ 108 bilhões em 2015 -o maior contingenciamento já realizado no país. Para 2016, firmamos o compromisso de produzir um superavit primário de 0,5% do PIB. Fizemos e faremos esse esforço sem transferir a conta para os que mais precisam.

Sei que as famílias brasileiras se preocupam com a inflação. Enfrentá-la é nossa prioridade. Ela cairá em 2016, como demonstram as expectativas dos próprios agentes econômicos.

O governo manteve, no ano de 2015, os investimentos que realizamos para melhorar a vida dos brasileiros. Por exemplo, foram cerca de 389 mil moradias entregues e mais de 402 mil contratadas no Minha Casa, Minha Vida. Quase 14 milhões de famílias receberam o Bolsa Família.

Oferecemos 906 mil novas vagas em universidades públicas e privadas e 1,3 milhão no Pronatec. Entregamos 808 km de rodovias, tanto por meio de obras públicas como pelas concessões privadas. Autorizamos dez terminais portuários privados, concedemos e modernizamos aeroportos. Ampliamos a oferta de energia em 5.070 MW.

É hora de viabilizar o crescimento. O plano de concessões em infraestrutura já é uma realidade. Os leilões de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias vão impulsionar a nossa economia e contribuirão para a geração de empregos. Não vamos parar por aí.

É importante ressaltar que em 2015 as instituições da nossa democracia foram exigidas como nunca e responderam às suas responsabilidades, preservando a estabilidade institucional do Brasil.

Todos esses sinais me dão a certeza de que teremos um 2016 melhor. Mesmo injustamente questionada pela tentativa de impeachment, não alimento mágoas nem rancores. O governo fará de 2016 um ano de diálogo com todos os que desejam construir uma realidade melhor.

O Brasil é maior do que os interesses individuais e de grupos. Por isso, quero me empenhar para o que é essencial: um Brasil forte para todo o povo brasileiro.

Meus comentários: a comunicação do Governo Dilma segue sem foco. O conteúdo e o tom de seu artigo são bons, mas o veículo é torto, em matéria de comunicação. O alcance de um artigo de opinião na Folha, no dia de hoje, é pífio. Terá mais leitores nos blogs que o reproduzirão do que lá ou no site da Folha, onde está chamado sem destaque algum. Sem falar na grosseria gratuita da edição impressa, ao colocar ao lado da chamada de seu artigo uma foto pinçada – pinçada, porque não houve manifestação de protesto digna de registro – de um infantilóide se exibindo na São Silvestre com um par de guampas à cabeça e um balãozinho de “Fora Dilma”. Deselegante, gratuito e inepto para um jornal que recebe um articulista convidado que é a própria Presidente da República.

Quanto ao mérito: parece estar bem fixado que o tom é mais “vamos crescer” do que o “vamos cortar”. Falta a referência – talvez pelo público a que se dirige – do aumento do salário mínimo como prova de que o esforço fiscal (e o mínimo é a fonte maior do déficit previdenciário – será feito “sem transferir a conta para os que mais precisam”, como se afirma.

O conteúdo das reformas propostas é, como não poderia deixar de ser, vago, mas seus fundamentos estão corretos: retomada do desenvolvimento, investimento em infraestrutura, habitação e em programas de edicação, ciência e inovação tecnológica.

A intenções são corretas, esperemos que os gestos que iniciarão 2016 não lhes sejam distantes. O varejo da inflação é muito sentido nos primeiros meses do ano. E a oposição fará o que puder dele para tentar ressuscitar o impeachment. Um pouco de sorte e um caminhão de ações serão vitais neste início de 2016 para que o ano seja, como deseja a Presidenta, feliz para o povo brasileiro.

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WALTER PASTORI

01/01/2016 - 08h43

HOUVI UMA NOTICIA A POUCO NA BANDNEWS DO PAPA FRANCISCO PEDINDO A IMPRENSA ACREDITO QUE E UM RECADO DIRETO PRA NOSSA PRA ELES ABRIREM MAS ESPACO PRAS NOTICIAS BOAS E PIG NEFASTO ATE O PAPA JA SABE QUEM SAO VOCES.

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Oráculo

01/01/2016 - 07h40

Fora de Pauta, mas dentro do clima de golpe

Nassif mata a cobra e mostra a cobra morta

Propina a Aécio levou seis meses para vazar

Nassif: a Lava Jato só ataca um lado

publicado 31/12/2015

(Imagem: Fábio Sexugi: “Minha sugestão à Veja para sua próxima capa”)
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/propina-a-aecio-levou-seis-meses-para-vazar

O Conversa Afiada reproduz artigo de Luis Nassif:

Falta um 11º mandamento na lista bíblica de Dallagnol
Há duas maneiras de ler a Lava Jato: pelas manchetes e pelas entrelinhas.

Já que as manchetes são óbvias, vamos a uma releitura através das entrelinhas do que saiu publicado nos últimos dias.

***

O repórter policial da Folha, Frederico Vasconcellos, divulgou trechos de um trabalho de Ségio Moro de 2004, sobre a Operação Mãos Limpas, da Itália. Já havia sido divulgado e analisado no Blog há tempos. Como é repórter policial, restringiu-se aos abusos para-legais analisados por Moro na Mãos Limpas, e vistas por ele como imprescindíveis para a Lava Jato. Tipo, em linguagem policial: tem que manter o suspeito na prisão o máximo de tempo possível afim de que ele abra o bico.

***

Mais sofisticado, o colunista Mário Sérgio Conti aborda outros ângulos do trabalho, exaustivamente discutidos no Blog. Um deles, o uso desabusado da imprensa, através do vazamento de notícias visando comandar a pauta.

Aborda também os aspectos geopolíticos da cooperação internacional – a rede internacional de autoridades de vários países, montada inicialmente para o combate à narcotráfico e ao terrorismo e, depois, estendida para outras atividades ilícitas, sob controle estrito das autoridades norte-americanas.

***

Aqui, mostramos claramente que a cooperação internacional tornou-se uma peça da geopolítica norte-americana, visando impedir concorrência desleal de empresas de outros países contra as americanas.

Conti faz uma baita ginástica para a conclusão óbvia: na cooperação internacional, os Estados Unidos entram com motivação econômica. O óbulo: “Para os toscos, é um garrote vil do imperialismo norte-americano”. Para ele, que é sofisticado, “a corrupção beneficia as burguesias locais, mormente (sic) de países periféricos, em detrimento da classe dominante do Império”. E justifica como um gesto de auto-defesa dos EUA – aquele país cujas ferramentas de espionagem não pouparam sequer presidentes de nações amigas.

***

Pelo conteúdo, o artigo foi montado em cima de entrevistas com membros da Lava Jato, que admitem o jogo. Segundo eles, “admite-se que a motivação americana (e não apenas ela) tem boa dose de mercantilismo”. Mas, no frigir dos ovos, acreditam que seja benigna, pois “ajuda o Brasil a resolver seus problemas”.

A maneira como as corporações norte-americanas instrumentalizam suas instituições torna o Brasil um peixe fácil. É para ajudar o Brasil a resolver seus problemas que a Lava Jato tratou de criminalizar financiamentos à exportação de serviços, que o MPF tenta a todo custo envolver o BNDES e espalhar suspeitas sobre ações diplomáticas na África.

Nem se culpe juiz, procuradores e delegados. Eles apenas se valem de forma oportunista da fragilidade institucional brasileira, da visão rala de interesse nacional, de uma presidente politicamente inerte e de um Ministro da Justiça abúlico para ocupar espaços.

***

A manipulação da mídia ficou clara em um episódio ocorrido ontem. Nos depoimentos, qualquer menção a Lula é vazado no mesmo dia.

Ontem, o repórter Rubens Valente, da Folha – que não pertence ao circuito mídia-Lava Jato – levantou o depoimento de um delator apontando propinas a Aécio Neves. É de junho passado. Passou seis meses inédito.

No período da tarde, a Lava Jato tratava de vazar correndo outro depoimento, indicando pagamento de propinas ao presidente do Senado Renan Calheiros, a um senador da Rede, Randolfo Rodrigues.

***

Todo dia o procurador Deltan Dallagnol aparece em sua campanha pelos 10 pontos a serem alterados na lei para combate à corrupção.

Se fosse uma campanha efetivamente isenta, o 11º ponto seria a obrigação do Procurador Geral da República e do Supremo Tribunal Federal (STF) de abrir os dados em relação a todo pedido de vista ou todo inquérito engavetado. E de se criar formas que impeçam o uso político do vazamento seletivo de inquéritos.

No STF, o ex-Ministro Ayres Britto engavetou por dez anos, sem nenhuma explicação, o inquérito sobre o mensalão mineiro. Tinha que apresentar em uma sessão, foi tomar um café no intervalo, e na volta simplesmente deixou de falar sobre o inquérito.

Do mesmo modo, desde 2010 dorme na gaveta do PGR um inquérito contra Aécio Neves, acusado de ter conta no paraíso fiscal de Liechtenstein em nome de uma offshore. Como o próprio Procurador Geral observou, na denúncia contra Eduardo Cunha, o uso de offshores visa esconder a verdadeira identidade dos titulares da conta. E se visa esconder, é porque o dinheiro é de procedência duvidosa.

***

De fato, o país precisa ser passado a limpo. E a Lava Jato tem feito um trabalho completo de desvendar as maracutaias de um lado. Mas esconde e blinda os malfeitos do outro lado.

Se ataca só um lado – a ponto de deixar por um fio o mandato de uma presidente inerte – e poupa o outro, é evidente que instrumentaliza o combate à corrupção em favor de interesses corporativos e políticos.

Essa hipocrisia não pode perdurar muito, ainda mais em um ambiente de redes sociais.
Responder

Responder

Julio Silveira

31/12/2015 - 21h40

Paulistas, como vocês aguentam um jornal denegrir tanto a imagem do estado de vocês. Será que as coisas estão piores do que já se mostram com seu governo Tucano, será que vocês já vivem racionamento? Por que aqui no RS o Bourbon tem de tudo, e anda lotado, o BiG Wall Mart, mais popular também. Fico pensando no desespero Da folha com o medo de perder as bocas pro seu dono para distorcer a realidade nacional para encobrir a crise paulista. Mas vai melhorar, saiam desses estelionatários que a coisa melhora.

Responder

jeanette

31/12/2015 - 18h35

Apesar da constante ação do Pig (Partido da Imprensa Golpista) para desconstruir um Brasil e América do Sul
mais forte e independente, seguimos firmes rumo a 2016. Felizmente temos os “blogs sujos” como um contraponto.
Obrigada ao Viomundo, Azenha e Conceição. Feliz Ano-Novo a todos!

Responder

    Conceição Lemes

    31/12/2015 - 20h55

    Obrigadíssima, Jeanette. Pra vc também. bj

Gerson Carneiro

31/12/2015 - 18h32

E na foto romã, um alimento que não pode faltar na mesa do brasileiro.
Tô aqui preocupado porque minha vitamina matinal ainda leva pêssego chileno e damasco da Capadócia.

Responder

    Conceição Lemes

    31/12/2015 - 20h54

    Boa, Gerson. Beijão pra Tânia e pra ti.

anac

31/12/2015 - 18h02

Canalhice.
MENTIRA que não se sustenta frente a realidade fática. É só ir aos supermercados, lotados de gente, com carros cheios de compras e produtos sobrando.

Responder

Urbano

31/12/2015 - 16h40

Para não pagar entre R$35,00 e R$52,00 por um quilo de maçã, eu fui agraciado para colher as que brotaram de uma muda que plantei em um jarro grande. Por falar nisso, simplesmente é pra lá de fenomenal a Natureza, como se sabe. Um pássaro, de no máximo dois corpos do beija-flor mais comum, atravessar um emaranhado de galhos verdes e secos de uma aceroleira, numa velocidade espantosa; simplesmente espantosa. Um deles nos presenteou com um ninho, que se encontra em fase de acabamento, exatamente em nossa árvore de Natal, localizada no terraço. Para se que se tenha uma ideia da capacidade arquitetônica do referido pássaro, ele chegou a fazer uma espécie de toldo plano e em aclive exatamente na entrada do ninho; isso em decorrência de a luz do Sol bater de frente, na parte da manhã. Mais uma goleada no acaso…
VIOMUNDO e veremos ainda mais resplandecente logo mais, com mais Harmonia, Amor, Humanismo e as mais inusitadas riquezas que o Cosmo nos oferece e de montão, independentemente de crença, de cor, de raça. Se nos falta tudo ou quase tudo em nossa caminhada da vida, certamente a culpa é exclusivamente nossa, exatamente de todos nós ou da quase totalidade. Passemos uma vista reflexiva, agora mesmo, em nosso Mundo e teremos a base do estrago que vimos fazendo desde eons.
A gente tem plena capacidade intelectual e principalmente espiritual para mudar tudo isso; e o melhor de tudo é que depende exclusivamente de nós mesmo.
Que a partir deste momento tenhamos toda a inteligência e iniciativa para querer aceitar essa riqueza cósmica posta à nossa disposição, no propósito de que tenhamos em todos os nossos infindáveis dias um eterno Feliz Natal e Próspero Ano Novo, devidamente encharcado de Luz, Luz e tão somente Luz.
Um fraterno abraço para todos os que fazem o VIOMUNDO.

Responder

    Urbano

    01/01/2016 - 13h37

    Ver romã, pensar em romã e escrever maçã, nem Freud explica…

Márcio Gaspar

31/12/2015 - 16h02

Aqui, no Brasil, a direita costuma dizer que a nossa esquerda está igual a esquerda venezuelana, porém é o contrário: é a direita que está igual a direita venezuelana, e a mídia direitista já está igual, porém com um alcance muito maior que a mídia direitista venezuelana, pois a esquerda no Brasil não possui uma mídia que tenha o mesmo alcance para poder fazer o contraponto. Os exercícios diários de propagandas enganosas dessas mídias pertencentes as famílias riquíssimas e herdeiras, não só do dinheiro, mas de um modo de enxergar o mundo em torno dos interesses e defesa dos privilégios dos seus grupos. Temos os bodes expiatórios construídos dia a dia, que remontam aos mesmos termos da propaganda nazista antes da Segunda Guerra Mundial. Se a esquerda não for para um combate de contrainformação muito mais duro é capaz de não conseguir reeleger representantes a cargos eletivos e, não só isso, mas de sumirem do mapa, pois se já temos seletividade nas investigações da Lava Jato com a esquerda no poder, podemos imaginar o que irá acontecer quando perder de fato o poder. Acredito que teremos uma caça as bruxas nos mesmos moldes que ocorreram nos EUA no período da Guerra Fria. Teremos um “macartismo” à brasileira.

Responder

Nelson

31/12/2015 - 15h47

A matéria não é apenas mentirosa, mas, duplamente mentirosa.

Primeiro, porque não há racionamento no Brasil. Segundo, porque tenta impingir ao governo venezuelano a culpa pela escassez de vários produtos no país vizinho.

Mesmo quem enxerga, já de há muito, o apodrecimento do mundo ocidental (Atílio Borón), não deixa de se surpreender com os limites a que vai chegando essa podridão.

Como aparato de propaganda do sistema, a grande mídia, já se despiu por completo de qualquer compromisso com a divulgação da verdade dos fatos. É a mídia prostituída, nas palavras de Paul Craig Roberts. E olha que Roberts cunhou este termo para se referir à mídia de seu país, os EUA.

Responder

marcelino

31/12/2015 - 15h38

A oposiçao e a midia estar desacreditada.

Responder

titus

31/12/2015 - 15h33

Feliz 2016 A toda a equipe do viomundo..
Que A Luz nos seus escritos continuem encandecendo as mentes daqueles que anceiam a liberdade a justica e a vida melhor para TODOS…

Responder

FrancoAtirador

31/12/2015 - 14h49

.
.
Mídia Jabáculê do PSDB: La Mer de Lâma
.
.

Responder

jose carlos ratier

31/12/2015 - 14h48

E, quando se tratam de números, percentuais, “elles” trabalham como querem, isto é, da maneira pior possível para o país.
Para isso, contam com a falta de vontade do brasileiro médio de ler, falta de capacidade de entender e preguiça de procurar fontes alternativas.
Quer um bom exemplo?
São essas duas “matérias”:
http://josecarlosratier.blogspot.com.br/2015/12/sera-que-folha-pensa-que-engana-alguem.html

Responder

    Everaldo

    01/01/2016 - 02h50

    Leitura corretíssima José Carlos.

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