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Cartas de Minas
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Churrascão de Temer na Steak Bull não impressiona chineses, que vetam carne brasileira; Maggi explica à PF que ácido ascórbico é vitamina C

20 de março de 2017 às 11h11

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Da Redação

R$ 118 reais por cabeça. E, segundo o Estadão — logo desmentido pelo Planalto — o usurpador Michel Temer levou embaixadores estrangeiros para comer carne bovina importada: red angus, picanha australiana e picanha uruguaia, segundo o gerente Rodrigo Carvalho. Nome da churrascaria? Steak Bull.

Mas, fica ainda melhor: o ministro da Agricultura Blairo Maggi explicou à Polícia Federal que ácido ascórbico é vitamina C.

Sim, o ácido que a Polícia Federal denunciou como prejudicial à saúde em rede nacional de TV, com ampla repercussão no Exterior, é … vitamina C.

Maggi também explicou que o famoso papelão supostamente acrescentado às carnes, num grampo telefônico amplamente divulgado, era utilizado como embalagem.

O delegado federal Maurício Moscardi Grillo, responsável pela investigação, não se explicou.

Depois de fortes protestos da bancada ruralista, Maggi falou em “fantasias” e “idiotices” dos policiais federais: “Por que não estávamos presentes para dizer que cabeça de porco pode ser utilizada ou que ácido ascórbico é vitamina C?”, questionou.

A lei permite acrescentar cabeça de porco a certos produtos.

A China, maior importador de alimentos do mundo, barrou a carne brasileira; a Coreia do Sul interrompeu a importação de frangos e a União Europeia suspendeu preliminarmente a importação de carnes das empresas envolvidas na investigação, o que deve causar graves danos aos frigoríficos Perdigão, Sadia, Friboi e Seara.

BRF e JBS, donas das marcas citadas acima, além dos frigoríficos Larissa, Pecin e Souza Ramos, foram acusados pela Polícia Federal de maquiar carne estragada, pagar vantagens para evitar fiscalização e outras picaretagens diretamente relacionadas à saúde pública. Num dos casos, uma unidade frigorífica que deveria ser fechada por contaminação com salmonela continuou funcionando normalmente — sempre segundo a PF.

O Brasil é o maior exportador de carnes do mundo.

O jornal ruralista Estadão e o diário conservador Folha de S. Paulo trouxeram críticas à operação da PF — segundo a Folha, em dois anos de investigação só foi feita uma perícia nos alimentos suspeitos.

Provavelmente foi a pressão dos ruralistas, que dominam o Congresso e a mídia brasileira — a família Frias, por exemplo, fez fortuna criando frangos; a Globo integra a associação do agronegócio; o Estadão é filho de latifundiários — que barrou o ímpeto denuncista, levando o diretor da Polícia Federal a compartilhar a investigação com o Ministério da Agricultura.

O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, não explicou o fato de chamar um dos integrantes da máfia da fiscalização de “grande chefe”, quando ainda era deputado federal e fez lobby em defesa de um frigorífico.

O espetáculo denuncista da PF, depois de detonar a Petrobras e as empreiteiras, chega agora a outro setor estratégico da economia.

As denúncias são infundadas? Não necessariamente. O Brasil tem corrupção em todos os níveis? Sim. Mas, o espetáculo midiático se justifica? Só no processo de autodestruição em que a elite brasileira embarcou, provavelmente associada a interesses externos.

Leia também:

Dilma: Não sabia que Temer era tão próximo de Cunha

 

7 Comentários escrever comentário »

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Bel

20/03/2017 - 18h10

Assim aconteceu na Venezuela.

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Rachel

20/03/2017 - 17h56

Vou falar do lado bom de toda esta conspiração: eles estão se autodestruindo Vão ladeira abaixo e naõ tem volta. Claro que podem cancelar eleições e etc. mas vão ter de assumir com todas as letras. Vão ter coragem? Vão ter apoio?

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Donizeti - SP

20/03/2017 - 17h49

Depois dessa operação tabajara da ” patriótica,” PF-Polícia Ferrougeral ” contra o setor de carnes e a cadeia do agronegócio, apareceu o timing pra se discutir e aprovar a Lei de Abuso de Autoridade. Se já houvesse essa lei, duvido que PF, MPF e judiciário teriam peito de fazer o carnaval.midiático que fizeram, pois teriam de responder funcional e financeiramente pelos prejuízos causados ao país.

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Caracol

20/03/2017 - 16h23

Citando você:
“…processo de autodestruição em que a elite brasileira embarcou, provavelmente associada a interesses externos.”
Há sim interesses externos nessa autodestruição, e são poderosíssimos, sem dúvida.
Mas os interesses internos me preocupam mais.
É incrível, mas as oligarquias brasileiras (recuso-me a usar o termo “elites”), pretendem mesmo afundar o Brasil, remetê-lo às eras coloniais. Pensem: O oligarca está nadando em dinheiro, tudo depositado nos paraísos fiscais. Se o Brasil for apenas uma fazenda controlada e administrada pelos “de fora”, se sua produção for apenas soja e cana para exportação, além dos extraídos petróleo e minerais, se o Brasil não produzir chongas e não transformar pés rapados em doutores, se a massa brasileira for composta apenas de pobres miseráveis famintos, ora vejam que beleza: o oligarca vai ter 32 mordomos, 45 cozinheiras e 18 babás a preço vil (ou só pela comida, como durante a escravidão). O oligarca vai importar quantos carros, iates e jatinhos quiser, ele não precisa de indústria nacional e vai viver na Casa Grande como um nababo, num país em que ELE fará a lei.
Um bom exemplo da direção em que estamos indo e que é perfeitamente perceptível: a reforma da aposentadoria que pretendem é mais retrógrada do que a Lei do Sexagenário dos tempos da escravidão (!), que por si só era um escárnio.
Brasil desenvolvido? Educação e saúde? Política externa “ativa e altiva”? Caras, vocês estão de brincadeira, né? Não sacaram mesmo?

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Belmiro Machado Filho

20/03/2017 - 13h52

Uma nação da importância do Brasil não pode em hipótese alguma ficar à mercê de moleques irresponsáveis e deslumbrados. Precisamos urgentemente derrubar esse governo corrupto e impostor. FORA TEMER JÁ!!!!

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Bel

20/03/2017 - 12h34

¨Agro é tudo¨. Para pesquisadores, ¨7 a 1 na Copa de 2014 influenciou no impeachment¨. Se a investigação começou em 2014, ano da Copa, queria saber qual a carne que nossos jogadores comeram, antes do jogo. Alguém sabe? Seria carne de cabeça de porco ou de papelão reciclado? Outra dúvida: Excesso de ácido ascórbico não pode causar distúrbios generalizados, entre eles, sonolência?

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Donizeti

20/03/2017 - 11h44

Soltaram a besta do aparato estatal partidarizado – pf, mpf, judiciário contra a esquerda.

Agora ele tomou o freio nos dentes, não tem comando (o pífio serraglio no MJ é uma piada de mau gosto,como o zé cardoso foi também ) e não tem mais limites.

Que a turma do agronegócio agora conte os prejuízos da operação carne fraca..

Bem feito, top, top, top…, como diria o Marco Aurelio Garcia

Estão experimentando do mesmo veneno que usaram contra o governo Dilma para viabilizar o golpe.

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