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Blog da Saúde
30 de maio de 2010 às 23:01

Vai assistir à Copa na África do Sul? Três vacinas são necessárias

por Conceição Lemes

Quem se lembra que, durante a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, havia um surto de sarampo em vários países da Europa, e o Ministério da Saúde (MS) orientou quem fosse assistir aos jogos lá a se vacinar contra a doença? O cuidado faz parte da medicina do viajante. Varia de acordo com os surtos que ocorrem no mundo.

Pois, agora, a quem vai acompanhar os jogos na África do Sul, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra rubéola, sarampo e febre amarela. É a orientação também da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS)

“O certificado de vacinação contra a febre amarela é obrigatório para a entrada na África do Sul, pois temos a doença aqui”, explica o médico epidemiologista Eduardo Hage, diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria do MS. “Já as vacinas de sarampo e rubéola são recomendações nossas, para evitar que você adquira uma dessas doenças lá, atrapalhando o passeio, e a importação dos vírus causadores delas.”

A febre amarela existe em alguns lugares do Brasil assim como em vários outros países do mundo. Daí a exigência do governo sul-africano. O sarampo e a rubéola são de fácil transmissão. E ambas tiveram a transmissão interrompida no Brasil. Desde 2006, não há registro de transmissão de sarampo aqui. Os poucos casos são importados. Já a rubéola, em 2008, o Brasil pediu à Organização Mundial de Saúde, certificado de país livre da doença.

As vacinas devem ser tomadas com, pelo menos, dez dias antes do embarque, para terem eficácia total. São gratuitas na rede pública de todo o país. A vacina de sarampo integra a chamada MMR, que também protege contra caxumba e rubéola. Dose única.

“Deve tomar as vacinas de rubéola e sarampo quem não se recorda de ter tido essas doenças na infância nem se imunizado contra elas”, observa Hage.

A vacina de febre amarela só é disponível nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais e nos aeroportos. Uma dose de reforço deve ser tomada a cada 10 anos. Portanto, se você mora ou viajou para área de risco da doença no Brasil e já tomou a vacina nesse período, não se imunize de novo.

O viajante precisa levar seu passaporte e o cartão de vacinação assinado a um Centro de Orientação ao Viajante da Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa), para obter o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia da febre amarela.

“Muitas pessoas deixam para validar o cartão no aeroporto, um pouco antes do embarque e, aí, podem ter surpresas desagradáveis”, adverte Hage. “Por exemplo, o centro da Anvisa estar fechado no momento do embarque ou o cartão ter falhas no preenchimento.” Há centros em quase todos os portos e aeroportos do país. Para atendimento mais rápido, cadastre-se primeiro no Sistema de Informações de Portos, Aeroportos e Fronteiras, disponível na internet pelo endereço: www.anvisa.gov.br/viajante

REPELENTE, FILTRO SOLAR E REMÉDIOS
Para quem vai à Copa e fará turismo fora das áreas urbanas, o Ministério da Saúde recomenda:

* Use repelente nesses passeios; é essencial para afastar os insetos, que podem transmitir doenças, como dengue, malária, febre amarela e febre maculosa.

* Vista camisas de mangas compridas (preferencialmente cores claras), calças compridas e sapatos fechados, para se proteger de picadas de insetos.

* Examine o corpo a cada três horas para verificar a presença de carrapatos. Existem carrapatos em todo o mundo, inclusive no Brasil. Se eles estiverem contaminados pela bactéria responsável pela febre maculosa, eles podem transmitir a doença que causa febre aguda.

* Caso encontre carrapatos grudados na pele,  retire-os com uma pinça (de sobrancelhas serve). Não os esmague com as unhas, pois isso pode liberar as bactérias (caso ele esteja contaminado) e infectar partes do seu corpo.

O Ministério da Saúde lembra ainda:

* Não se esqueça do filtro solar. Passe-o nas partes do corpo expostas ao sol.

* Leve na bagagem de mão (nunca na mala) os medicamentos de uso contínuo ou controlado, como para hipertensão, diabetes e asma. A entrada de medicamentos de uso pessoal em outros países poderá sofrer fiscalização sanitária. Obtenha a prescrição médica da quantidade de medicamentos necessária para sua estada. Em caso de remédios líquidos, como xaropes, os frascos deverão ter a capacidade máxima de 100 ml. Coloque-os em embalagem plástica transparente e bem vedada. Líquidos em quantidades maiores são proibidos em bagagens de mão. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), há exceções. Por exemplo, alguns artigos medicamentosos com a devida prescrição médica, alimentação de bebês e líquidos de dietas especiais, na quantidade necessária a serem utilizados no período total de vôo, incluindo eventuais escalas. Devem ser apresentados no momento da inspeção.

 

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