VIOMUNDO

Sobre terrores e prazeres nos primeiros anos escolares

06 de novembro de 2010 às 20h48

Por Conceição Oliveira do Blog Maria Frô, twitter: @maria_fro

Compartilho uma crônica de memórias, nascida de exercício acadêmico para dialogar com professores em formação.

Memórias escolares da década de 1970

Sou a mais velha de cinco irmãos. Ao entrar na escola, em 1971, já tinha dois irmãos e o terceiro chegou quando eu estava na terceira série e o quinto na sexta série. Filha de mãe baiana de cultura rural que criou seus sobrinhos (já que era a caçula de uma família de dez irmãos), recebi dela o legado de me tornar ‘adulta’ muito cedo. Tinha muitas tarefas que nem sempre conseguia cumprir a contento. Lembro de apanhar logo pela manhã, porque ao sair para comprar açúcar não encontrei a marca usada pela mãe. Ela não era má, era jovem e com muitas responsabilidades. Com o pai sempre na estrada e ela tendo de lidar sozinha com tantos desafios, acabava por me forçar a crescer antes do tempo.

Talvez porque vivenciei essa infância distante da traçada pelo modelo clássico do século XVIII e tivesse muitas outras preocupações na vida que me impediam de experimentar o afeto também presente nos muros intra-escolares não me lembro dos rostos ou nomes de minhas primeiras professoras.

Mesmo assim, a escola para mim foi o lugar por excelência de encontro social, de fugir do trabalho árduo, das surras, dos gritos, dos arroubos violentos da mãe que pioraram muito ao longo dos anos e com a doença dela e os dois irmãos que vieram depois. Eu adorava ir à escola, chorava quando a mãe demorava a voltar e passava da hora de entrada.

Terrores infantis: a primeira professora e a diretora general

Apesar de não me lembrar dos rostos nem dos seus nomes, lembro das ações da maioria das minhas professoras.

Minha primeira professora me parecia insuportável. Entrei na escola alfabetizada, aprendi com a TV que chegou na Copa de 1970. Ficava acompanhando os créditos e atazanando qualquer ser que sabia ler diante de mim, perguntando que letra era e que som fazia quando se juntavam. Ficava brava com a tevê que passava os créditos tão rapidamente.

Minha primeira professora não percebeu que eu já sabia ler e escrever e me achava uma completa imbecil e assim me tratava. Dava-me desenhos com alguns comandos como: um coelho numa ponta, a toca em outra e no meio um labirinto e dizia “– Está chovendo, o coelho está com pressa, faça-o chegar rápido na toca”.  Não titubeava: traçava uma linha reta entre coelho e toca.

Terminava rapidamente as ‘lições’, fazia as de minha amiga de carteira e começávamos a conversar. A professora brigava. Uma vez, para me castigar, separou-me da amiga e me fez sentar com um menino. Isso foi mortal para mim. Sentava-me na pontinha pra ficar longe do menino, bumbum doendo, ela, visivelmente, divertia-se com a situação, as demais crianças também, o que tornava o castigo moral ainda mais humilhante. O garoto, sem jeito, procurava me consolar e piorava ainda mais meu sofrimento. Ela não percebeu ou não se comoveu com a minha tristeza profunda. Cheguei em casa e disse à mãe que não iria mais à escola. Chorei muito e ela, quase sempre sem paciência, parou para tentar entender e conversar.

Ao mesmo tempo em que ir para escola livrava-me dos arroubos de violência de minha mãe, permitia-me o encontro com amigos e o exercício de um modelo de infância, que se as crianças pudessem escolher decidiriam por ele, topar com algumas figuras adultas, especialmente com a minha primeira professora e a diretora era quase como passar por revista na prisão. E muito embora eu não soubesse o que isso fosse, sabia o quanto era aterrorizante.

Toda a escola no pátio, alunos enfileirados por tamanho, cantavam o hino, juravam bandeira e a diretora passava em revista. Era a hora de meu maior pavor: em princípios da década de 1970 a uniformidade era a meta: a altura das meias brancas; o comprimento das saias; a brancura das camisas e os cabelos e unhas limpas eram exigências. Ai do infeliz que a mãe não mantivesse o padrão, era exposto ali, no pátio escolar, feito um Tiradentes mirim. Ridicularizada, a vítima era apontada como o Sujismundo, uma personagem que não queríamos nem de perto ser comparados a ela.

Para as classes pobres, de origem rural e nordestina que migraram para os pólos industriais da década de 1960, a apresentação impecável era um modo de se proteger dos inúmeros preconceitos. Minha mãe sempre foi caprichosa com a higiene das roupas. Até hoje, aos setenta anos, apesar da máquina de lavar, ainda assim, ela primeiro lava as roupas no tanque e só depois as coloca na máquina. Quando morávamos em casa com quintal, ela tinha quarador e o processo era ainda mais meticuloso.

Minha mãe também tinha fixação por meias com pompom. E comprava as meias três quartos obrigatórias nos uniformes escolares com os maledetos pompons. Na hora da revista chegava a ficar com as pernas doendo de tanto que eu as pressionava uma contra a outra para não aparecer o volume dos pompons.

O grande medo era me tornar alvo do castigo exemplar daquela diretora, fiel devota da ditadura militar, embora não soubesse o que significasse ditadura e achasse o presidente Garrastazu Médici parecido com o meu avô.

Depois do hino e da revista no pátio, a diretora visitava sala por sala num incansável ritual. Carregava um cartaz que ao longo do tempo foi ficando surrado com imagens se opondo lado a lado em três fileiras. Em uma lembro-me de tanques de guerra e pomba da paz. E ela apontava para os tanques e perguntava-nos:  “– Na Revolução de 1964 teve guerra?” Ao que em coro respondíamos: Não! Apontava para outro jogo de imagens cujos significados eram antagônicos e respondíamos com o mesmo vigoroso ‘Não’, até chegar ao último quadro com duas mãos, uma de pele clara e outra escura e tínhamos de dizer: “A Revolução de 1964 trouxe paz, amor e felicidade”.

A professora que adorava me aplicar castigos morais um dia propôs-nos que fizesse um desenho para um concurso. Fiquei observando as formigas no quintal e fiz um desenho a lápis. No dia seguinte mostrei para ela e foi a primeira vez que elogiou algo produzido por mim e não me tratou como idiota. Escolheu o meu e o desenho do menino que ela me obrigava a sentar ao lado para enviar para o tal concurso e nos mandou ‘passar a limpo’.

Voltei ao quintal e me pus a observar as formigas longamente, fiz outro desenho e no verso do sulfite escrevi:

Fila de formigas

Levam folhas

Alimento da família.

Havia caprichado ainda mais no novo desenho, coloquei na pasta e fui radiante para a escola mostrar à professora. Meu colega de carteira entregou o seu primeiro. Ela começou a gritar ensandecida. Chamou-o de ‘Sujismundo’, menino sem capricho, relaxado. Olhei para a minha pasta de couro e vi que a folha do desenho tinha feito uma pequena orelha. Ela pediu que eu entregasse o meu. Fiquei gelada, muda, lívida e quase sussurrei: — Esqueci, desculpe-me, senhora professora. Ela me olhou com aquela expressão de que eu não tinha solução, era definitivamente um caso perdido.

Um dia ela não apareceu na escola. Fomos informados de que seu pai havia morrido e ela não retornaria. Comemorei a notícia como se fosse presente de natal só pra mim. Naqueles duros anos de chumbo, sem indústria chinesa, economia globalizada e era Lula, ganhar presente de natal só se fosse algo coletivo, um jogo, por exemplo, para brincar com os outros dois irmãos.

Acho que minha primeira professora abandonou a escola sem saber que eu fazia poesia.

Do prazer da criança de ser vista, ouvida e respeitada

Estava esfuziante no pátio, mais falante do que de costume e a substituta nos observando. Contava às minhas amigas que sabia cozinhar. Elas riam e me achavam gabola. Foi aí que minha segunda professora entrou na conversa e perguntou: “– E como se faz feijão?” Começo a narrar com orgulho cada etapa aprendida entre a cozinha e o quarador da mãe:

– Tem de catar o feijão, separar as pedrinhas, depois põe de molho. Pede pra mãe pôr na panela de pressão, é muito pesada e na hora de abrir também chama a mãe, porque pode explodir (e fazia aquela cara severa e grave de quando falamos coisas sérias). Sobe na cadeira, pega a tábua de carne e pica o alho, frita em outra panela, não pode deixar cair água, porque voa óleo e queima, é dolorido. Desliga a panela do alho frito, deixa esfriar um pouco e joga o feijão, assim não espirra. Liga de novo o fogão e deixa ferver para o tempero saborear os grãos. Eu também sei fazer arroz e macarrão, professora!

E pela primeira vez eu vi uma professora sorrir cúmplice, legitimar meu saber aprendido às duras penas entre puxões de orelhas e mãe irritada com filho pequeno chorando e fraldas de algodão quarando ao sol. Por isso senti uma pena imensa quando, antes do primeiro ano escolar terminar, tenha sido obrigada a deixar minha cúmplice de Guararema e arriscar novas investidas nas relações professora-aluna em Mogi das Cruzes.

E, para piorar, no mesmo novembro da mudança de casa, escola e cidade, o corpo todo pipocou com a catapora. Só com muita insistência da mãe me deixaram fazer as provas finais. Enquanto de pijama aguardava isolada em uma sala a mãe convencer a nova diretora  descrente, que insistia que de nada adiantaria, pois eu não iria passar, a mãe, que sempre acreditou, disse: “– Dê as provas, ela tem o direito de fazer”.  Errei duas palavras: advogado e admirável. Média final: 95.

Virei uma espécie de celebridade na nova escola e na segunda série a professora me pôs num concurso com meninos da quarta série. Tratava-se de responder questões sobre a vida do patrono que dava nome a instituição: Adelino Borges Vieira. Sabia tudo sobre o professor, escritor e numa pergunta que envolvia cálculo com datas, fui mais rápida na soma que o meu concorrente.

Na terceira série abandono amigos, professora e a escola que me tratava como prodígio e lá vou eu de novo descobrir outras searas do universo escolar em Juquiá.

Várias outras professoras maluquinhas como aquela que descobriu o gosto do feijão que eu sabia preparar, a que apostou na menina espevitada que gostava de estudar e não tinha medo de disputar com meninos mais velhos um jogo de perguntas sobre o patrono escolar passaram por minha vida e me permitiram contar segredos e não me quiseram sentada feito robô na carteira. Mas delas, igualmente, não me lembro nem dos nomes, nem dos rostos, até que encontrei dona Rosa.

Rosa foi a primeira professora cujo sorriso espetacular (e igualmente raro), a textura da pele negra feito ébano e suas lindas blusas de seda em tons de rosa permanecem vivos em minha memória.

Rosa sem o saber me apresentou mestre Romão e Gaetaninho que me fizeram chorar copiosa e prazerosamente ao pé de um chapéu-de-sol. Foi amor à primeira leitura. Dona Rosa me fez descobrir a literatura ao me apresentar os Machados — o Assis e o Alcântara — que, por sua vez, fizeram-me  entender que texto tem mais que informações, podem abrir a janela d’alma.

Dona Rosa também tinha mania de concursos. Hoje, na estante, além das inúmeras medalhas que recebi naqueles anos em sua companhia, repousam, meio empoeirados, dois Jabutis, recebidos em 2005 e 2008, exatamente 30 anos depois que a vi pela primeira vez e 30 anos após nos separamos. As cascas dos pequenos troféus de metal com as letras do alfabeto  sempre me fazem lembrar de Rosa, ela é parte significativa desta longa trajetória.

Atualização: Meu amigo @sergioricardo64 mandou-me uma foto de Dna Rosa na festa dos professores de 2009. Como podem ver, ela continua linda e na ativa, educando outras Marias e Sérgios…

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Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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33 Comentários escrever comentário »

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Rudi

15/11/2010 - 12h56

Demorei para escrever aqui, pois precisei tomar coragem. Sim. maria vc me fez chorar. Me recordei de tantas coisas. Há 3 anos revirava coisas num baú velho. E lá tinha uma carta que tinha colocado numa prova para uma professora no primário. Depois encontrei uma redação em que eu fazia o papel de jornalista. Aquilo me assustou. Trinta e poucos anos depois eu me formando em jornalismo. Lembro de algumas professoras. Das duas vezes que reprovei de ano. Do meu choro e da minha decepção. Do meu medo de falar pra minha mãe. Putz você me fará voltar pra terapia. ahahahah. Mas é sempre bom recordarmos isso. Hoje estou indo para minha segunda ser professor de História. E tentarei tomar o máximo de cuidado para deixar uma boa lembrança no futuro desses crianças. Dar uma boa recordação. E lendo outros comentários fico emocionado em saber que seu texto fez a todos revivermos bons momentos. Obrigado, por me manter vivo com minhas lembranças até então apagadas. Beijos mil!!!

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Olga Primo

15/11/2010 - 00h54

Sou professora e conheço a realidade atrasada e preconceituosa que existe dentro das escolas … Existe uma contradição muito forte dentro da educação, consequência da hipocrisia e falta de preparo das pessoas que estão "administrando" nossas escolas, pessoas mal formadas entre outras questões. Vi o vídeo e não me surpreendi com a fala da senhora loira Diretora da Escola. Já vivenciei e assisti situações preconceituosas de várias maneiras como professora de escola pública.

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Olga Primo

15/11/2010 - 00h11

Sou professora e conheço a realidade atrasada e preconceituosa que existe dentro das escolas … Existe uma contradição muito forte dentro da educação, consequência da hipocrisia e falta de preparo das pessoas que estão "administrando" nossas escolas, pessoas mal formadas entre outras questões. Vi o vídeo e não me surpreendi com a fala da senhora loira Diretora da Escola. Já vivenciei e assisti situações preconceituosas de várias maneiras como professora de escola pública.
No município em que eu trabalho a Educação Pública é comandada por políticos e não por especialistas em Educação, os Diretores são indicados por políticos … sem nenhum critério digno de indicação. Vivemos em um atraso cultural de uma alienação social gritante, então isso acontece constantemente nas Escolas. Em todas escolas que trabalhei, nunca via a a necessária preocupação com a parte pedagógica da Escola. Os diretores não se importam se os alunos estão aprendendo, se estão sendo bem tratados … eles fazem apenas a papelada certinha. Os alunos ficam a mercê da responsabilidade e competência de cada professor. Existem professores semi-analfabetos e de todos os tipos , muito mal formados e muito mal remunerados … A Educação tem muito o que melhorar. Difícil um país com essa Educação evoluir.

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ANGELA

10/11/2010 - 08h19

Boa parte da minha vida acadêmica foi um se sentir inadequada para aquele ambiente. Para superar isto eu viajava quase todas as aulas para outros países, exceto nas aulas de literatura cuja sensibilidade da professora poeta seduzia a atenção. Nestes momentos eu me acendia e ficava ainda mais estranha no ambiente sufocante da educação em escola religiosa só prá mulheres. É certo que logo me tornei "subversiva" e quando a ditadura explodia bombas em bancas de jornal que vendiam a Tribuna da Luta Operária, imediatamente eu pensei, está ai algo que eu preciso ler, embora o dogmatismo quase religioso dos textos, não tenha me arrebatado. Pensando bem, minha educação foi do embate, nem tão declarado da minha parte, mas de resistência profundamente consistente. Hoje minha filha estuda em colégio laico, sem referencia bibliográfica pré determinada, faz pesquisa para construir o seu conhecimento e isto nos leva a conversar bastante fortalecendo nossos laços para além do afetivo . Parabéns pelo texto sensivel !!!!!

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Mauro Toshiuki

10/11/2010 - 01h33

Lembrei do meu primeiro dia na escola e do medo que senti ao chegar e me ver em meio a tanta gente, e eu lá grudado na parede paralisado de medo, e comparado ao primeiro dia de meu filho em uma escola japonesa me pergunto como as escolas brasileiras podem ser tão frias. Lá os pais são obrigados a acompanhar os filhos no primeiro dia da criança e passam a parte da manhã inteira acompanhando a cerimônia de apresentação da escola aos alunos, é menos traumático ao aluno em um mundo inteiramente novo a ele. Também só encontrei uma professora que me fez me sentir respeitado e tratado com carinho na quinta série a dona Ruth que era professora de estudos sociais, talvez tenha vindo daí o fato de minhas notas em geografia e história serem sempre de mais de 90%.

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Fátima Oliveira

09/11/2010 - 20h35

A realidade vivida com muita sensibilidade. Dura de viver, dura de recordar, mas são lições de vida. Gostei muito Conceição.

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    Conceição Oliveira

    09/11/2010 - 23h55

    Gesuina, Fátima, Elke, Marcio, obrigada pela leitura. caríssimos. bjs

Gesuina Leclerc

09/11/2010 - 17h59

Li, seguindo mensagem em twitter, também me emocionei às lágrimas pelo que você é. Obrigada!

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Elke di Barros

09/11/2010 - 17h56

Obrigada por compartilhar sua experiência conosco. D. Rosas deveriam ser obrigatórias na vida de toda criança :-) Beijos

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Marcio Colli

08/11/2010 - 12h24

Texto lindo, é isso q sinto falta na literatura hj, ultimamente nos andamos lendo mto textos tecnicos e sem emoção, ou então textos emocionantes mas sem nenhuma tecnica, eu me considero um escritor amador, confesso que ainda falta mto pra eu me tornar um escritor profissional, talvez por eu ter tido uma educação voltava para mtos numeros comerciais e nenhum material de literatura, hj os livros que tenho foram todos comprados por mim, ou ganhados, mas ainda tenho o unico livro q eu sempre tive em casa, desde a infancia, esse livro é a Biblia sagrada, se eu tivesse tido uma Dona Rosa em minha vida, talvez hj eu teria textos com mais criatividade, mas vou tentando enquanto isso, adorei mesmo o seu texto, ah como eu gostaria de ter essa tecnica, deixo meu blog pra quem tiver curiosidade em dar uma lida: http://marciocolli.blogspot.com/

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E para fechar o domingo: Xangai – Estampas Eucalol | Maria Frô

07/11/2010 - 20h33

[…] causa desta crônica aqui, recebi do @giovannigouveia  esta beleza que compartilho com […]

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giovannigouveia

07/11/2010 - 18h48

Chorei.
Queria ter tido tua sorte de encontrar uma linda Dona Rosa, Talvez um Antonio José (matemática na segunda tentativa do 1º semestre do secundário)…

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heliopaz

07/11/2010 - 15h50

Eh, eh! SEN-SA-CIO-NAL!!! \o/

Até certo ponto e mesmo tendo nascido em uma família de mais posses, temos vários pontos em comum. A diferença é que eu sempre fui menos corajoso, eventual e pessimamente arrogante e, quando as coisas não davam muito certo, ao invés de lutar e reagir rapidamente, remoía o passado, me deprimia e me tornava sem ação.

Falhas graves. Porém, à medida que o tempo passa, tenho conquistado pequenas vitórias que, em sequência, me fazem perder o medo das derrotas anteiores…

Vou postar como via a minha infância e a minha vivência escolar em http://heliopaz.com . Certamente não é uma história tão virtuosa quanto a tua. Mas é um exercício legal!

Brigadão pelo estímulo! E vê se aparece por aqui no #blogprogrs , em 1, 2 e 3 de abril de 2011!!! \o/

Besos,
Hélio

Responder

Conceição Oliveira

07/11/2010 - 14h25

Luís Alberto, Maurício, Mir Freitas, Elaine, Nilva, Eraldo, Ana, Denise e demais amigos, obrigadíssima pela leitura e retorno.
abraços

Responder

    Do Carmo

    07/11/2010 - 15h12

    Vale a pena ler coisas assim . Uma declaração universal sobre a garantia dos direitos individuais e a construção coletiva no processo de aprendizagem.

    Kiko Correia

    07/11/2010 - 15h30

    Sim, tinhas razão. Gostei. :)

Denise Queiroz

07/11/2010 - 14h03

Lindo!!!

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Porque hoje é domingo: meu encontro com dona Rosa | Maria Frô

07/11/2010 - 12h34

[…] texto novo no blog da mulher: Sobre terrores e prazeres nos primeiros anos escolares trata-se de uma crônica de memórias, nascida de exercício acadêmico, para dialogar com […]

Responder

Baixada Carioca

07/11/2010 - 11h46

Li sua vivência infantil. Quer ler a minha experiência escolar? Convido os demais colegas comentaristas à leitura e aceito críticas.

Autobiografia escolar: [ http://pedagogosdofuturo.blogspot.com/2008/12/aut… ]

Também foi um exercício acadêmico para a disciplina Prática e Pesquisa em Educação no terceiro período do curso.

Faço reflexões sobre a infância de antes e de agora: http://pedagogosdofuturo.blogspot.com/2008/01/inf

Dou um segmento graças à imbecilidade de um cara que se diz filósofo de São Paulo: http://pedagogosdofuturo.blogspot.com/2008/02/exe

Entrei numa briga sobre a obrigatoriedade do diploma do jornalista: http://pedagogosdofuturo.blogspot.com/2008/10/com

E sobre um tema que foi novidade para mim: http://pedagogosdofuturo.blogspot.com/2008/06/etn

Responder

    Conceição Oliveira

    07/11/2010 - 14h22

    Prometo sapear, o bacana deste texto foi exatamente isso, conhecer outras memórias e ver professores, jornalistas aceitam o exercício empático e refletindo sobre suas próprias práticas.

Ana

07/11/2010 - 10h27

A maioria de nós provavelmente foi tratada como idiotas por algum professor. Mas os que nos incentivam, questionam e motivam são mais fortes. Lembro com carinho desses verdadeiros mestres, e escolho guardar esses àqueles na memória, assim como você. Belo texto, parabéns!

Responder

Eraldo Cavalheiro

07/11/2010 - 10h08

Adorei o texto. Li com o coração, que chorou de prazer. Lindo e emocionante.

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Mauro A. Silva

07/11/2010 - 09h53

Conceição,
Parece que a situação das esclas não mucou muito neste últimos 30-40 anos…
Veja esta notícia que foi sescondida da mídia:
Reparem que a “polêmica” divulgada pela grande imprensa serviu para esconder um outro caso relatado pelo Conselho Nacional de Educação na mesma data: “Denúncia de racismo na Escola Estadual Delmira Ramos dos Santos, localizada no Bairro Coophavilla II, Município de Campo Grande, MS. (Parecer CNE/CEB nº 16/2010)”:
[youtube _xJA8n5YNpY http://www.youtube.com/watch?v=_xJA8n5YNpY youtube] http://movimentocoep.ning.com/

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Terrores infantis: a primeira professora e a diretora general « Cremilda Dentro da Escola

07/11/2010 - 09h48

[…] Leia o artigo completo aqui: Sobre terrores e prazeres nos primeiros anos escolares […]

Responder

Nilva

07/11/2010 - 03h14

Texto muito tocante, parabéns, Conceição!

Responder

Madrasta do texto ruim

07/11/2010 - 03h03

Frô,

Olha o que você me fez pensar, pesquisar, recordar, me emocionar, e verborragiar: ;o) http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/?p=26

#tededico!

Bjocas da
Madrasta do Texto Ruim

Responder

       » Era uma vez uma bruxinha estudante

07/11/2010 - 03h00

[…] preso do lado de fora de casa. Agora é a Conceição Oliveira, do blog Maria Frô. Ela contou aqui sobre suas primeiras lembranças da escola primária. Os traumas com professoras sem-noção e as […]

Responder

Elaine Berti

07/11/2010 - 02h48

Lendo agora esse texto me lembrei de quanto amei algumas " Rosas" e quanto odiei a escola quando ela fazia o papel repressor, burro , querendo construir um bando de estúpidos, e eu que sempre quis saber o por que de tudo, tudo que me interessava! Como nem sempre na escola tudo são "Rosas", pena… Mas enfim, o que eu quero mesmo falar é o seguinte; esse texto me tocou muito, muito mesmo, consegui captar, sentir a história, e sabe de uma coisa? A minha grande luta nesse mundo é essa: é preciso ter no mundo muitas " Maria frô" e muitas " Rosas" isso já faria do mundo um lugar bem melhor! Grande beijo!

Responder

Mir Freitas

07/11/2010 - 01h47

Lindo o Texto, tocante mesmo… me fez lembrar minhas proprias memórias de escola parabéns Maria percebe-se que Dona Rosa fez um grande trabalho ao lhe apresentar aos Machados que lhe abriram as portas D'ALMA… e poxa que Alma… Parabéns

Responder

Mauricio Machado

06/11/2010 - 23h51

Ainda bem que Dona Rosa pode salvá-la das meias três quartos com os maledetos pompons. Que delícia de texto e tudo que ele encerra. Tocante.

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Volneids

06/11/2010 - 23h18

"A Revolução de 1964 trouxe paz, amor e felicidade”

Gente… lavagem cerebral? Será que é por isso que muita gente sente saudades do regime militar até hoje?

Responder

Luís Alberto Furtado

06/11/2010 - 21h24

Emocionante. Parabéns Conceição

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