VIOMUNDO

Juliana Braga: Cadastro de grávidas desagrada feministas

30 de dezembro de 2011 às 17h33

Cadastro de grávidas desagrada feministas

Por: Juliana Braga, Correio Braziliense

30/12/2011

Governo vai listar gestantes a fim de reduzir a mortalidade. Para críticos, a medida pode facilitar a perseguição de mulheres que fizerem aborto

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, passou parte da tarde de ontem esclarecendo, no Twitter, dúvidas sobre a Medida Provisória nº 557. Feministas criticam o texto, sancionado na última segunda-feira, que cria um cadastro nacional de gestantes e puérperas, mulheres que deram à luz recentemente. O objetivo é reduzir a mortalidade materna, mas os críticos temem que o cadastro seja usado para perseguir mulheres que fizerem abortos clandestinos. A MP também prevê um auxílio de R$ 50 para o transporte de mães que não têm como ir fazer o pré-natal, o que foi visto como uma forma de comprá-las para que não interrompam a gravidez.

Os R$ 50 serão pagos em duas parcelas: a primeira se a mãe começar o pré-natal até os três meses de gestação e a segunda entre o sexto e o sétimo mês. “Algumas mulheres procuram o pré-natal no início da gravidez e só retornam, e quando retornam, no fim. Nem sempre é perto de casa (o hospital). A expectativa é aumentar a adesão das mulheres ao pré-natal. Entre a primeira e a última consulta, ela pode ter desenvolvido uma série de problemas, e os mais comuns são diabetes e hipertensão, que podem transformar uma gravidez de risco habitual em de alto risco”, esclarece o assessor especial do ministro, Fausto Pereira dos Santos.

Algumas feministas ficaram insatisfeitas com as medidas anunciadas. “A mortalidade materna é um problema crucial, mas que demanda mais recursos, mais médicos, mais informação, mais tratamento especializado, não um cadastro para controlar as mulheres. Aí, eles saem com essa medida provisória, que é muito menos do que é demandado pela população”, lamenta a diretora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Guacira César. Ela também critica o fato de o sistema ter sido aprovado sem o debate devido. “Temos alguns objetivos a serem alcançados mais rapidamente. Ainda não abrimos mão de cumprir a meta do milênio de reduzir a mortalidade materna até 2015. Um projeto de lei poderia se arrastar o ano todo”, justificou Fausto.

Nomes divulgados
As gestantes que receberem o benefício terão seus nomes divulgados no Portal da Transparência, o que é visto com desconfiança. “É dinheiro público, tem que ter transparência”, rebate o assessor especial de Padilha. Ele garante que as informações do prontuário são sigilosas e não estarão disponíveis fora do âmbito do Ministério da Saúde.

Ainda segundo Fausto, a intenção do sistema não é fazer uma busca ativa de mulheres que se submetem ao aborto. “Isso nem é factível. Não está no escopo da Rede Cegonha e não temos nem a sofisticação para fazer esse tipo de cruzamento”, garante.

Outra preocupação é que o cadastro seja usado para localizar mulheres que tenham cometido aborto clandestino e penalizá-las. Guacira, do Cfemea, rebate: “Já existem comitês de mortalidade materna em todo o país. Toda morte materna tem que ser registrada. Para quê criar esse cadastro?”, questiona.

Também preocupa as feministas a obrigatoriedade de fazer parte do cadastro, o que o próprio ministro nega. “Gente, confundir universal com obrigatório é demais, hein? O SUS busca ser universal, mas ninguém é obrigado a se submeter ao atendimento”, escreveu o ministro Padilha no Twitter. Entretanto, todas as gestantes que fizerem o pré-natal, em hospitais públicos ou privados, serão incluídas no sistema. A medida provisória ainda vai ser regulamentada para definir como o pagamento do benefício e o cadastro das mães serão operacionalizados. Já está definido que as mães que receberem Bolsa Família terão o benefício pago no mesmo cartão. O pagamento será efetuado pela Caixa Econômica Federal.

Sai estatuto da Enserh
Foi publicado ontem, no Diário Oficial da União, o estatuto da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Enserh). A empresa pública, de direito privado e patrimônio próprio, será responsável por administrar os hospitais universitários. Prestará gratuitamente serviços de assitência médico-hospitalar e ambulatorial, assim como prestará apoio às universidades no que diz respeito a ensino, pesquisa e extensão. A empresa terá patrimônio de R$ 5 milhões e contratará servidores por meio de concurso público.

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Presidente Dilma Roussef assina MP 577 - SPW - Português

28/07/2015 - 18h27

[…] > Juliana Braga: Cadastro de grávidas desagrada feministas […]

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Marco antonio

25/05/2012 - 15h32

Gostaria de ouvir comentários daqueles que se manifestaram contrariamente ao programa rede cegonha, face a redução drástica da Mortalidade materna no Brasil, que teve queda de 21% de 2010 para 2011. Será que não foi ultil?

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O Cafezinho » Blog Archive » A polêmica em torno da MP 557

11/01/2012 - 06h55

[…] Juliana Braga: Cadastro de grávidas desagrada feministas. […]

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Uma síntese de links sobre a polêmica em torno da MP 557 | Viomundo - O que você não vê na mídia

06/01/2012 - 11h02

[…] Juliana Braga: Cadastro de grávidas desagrada feministas. […]

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MP 577 de 2011: um absurdo que viola os direitos humanos das mulheres « Jandirainbow

04/01/2012 - 17h01

[…] > Juliana Braga: Cadastro de grávidas desagrada feministas […]

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Gladis

01/01/2012 - 20h38

Olá Juliana, para começar convencer uma mulher a fazer pré natal por $50,00 por 7 ou 8 meses de gravidez e em duas vezes… é para mim uma piada! se a mulher não tiver dinheiro para tomar condução, provavelmente também não terá para comer! uma grávida pobre tem que trabalhar até o dia que consegue, esse cadastro não vai reduzir as mortes maternas, alguém vai visitar a gestante se ela faltar no pré-natal depois desse cadastro? Se ela estiver desnutrida vão fazer o que? vão criar tiquet-cesta básica para as gestantes também? E nem estou falando de outras complicações próprias da gravidez e a situação do SUS em atender o povão!

Responder

Marcia Costa

01/01/2012 - 20h02

às vezes quando leio alguns comentários aqui no Azenha fico matutando no que move as pessoas em certas críticas. às companheiras que criticam a medida, por favor, me respondam: exatamente como nós podemos evidenciar o problema da gravidez de risco, mapear políticas públicas, elaborar projetos, destinar recursos se não sabemos para quem, para onde, quanto é necessário para atender a essas mulheres nesta situação de absoluto desespero? Vocês conhecem quantas mulheres nesta situação? Aqui no DF, eu conheço uma dúzia na Cidade Estrutural que dependem de um posto de saúde que nunca tem ninguém… Outro dia, uma senhora faleceu, deixando 5 filhos sem mãe. E aí? Enquanto a gente discute a natureza do cadastro, mulheres estão morrendo de parto em pleno século 21!

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    beattrice

    02/01/2012 - 12h23

    Seria salutar ao debate respeitar a inteligencia alheia.
    O cadastro refere-se a TODAS as gestantes desde o PRIMEIRO atendimento.
    Cadastro compulsorio,
    para serviço PUBLICO e PRIVADO.
    Ou seja, desde o DIAGNOSTICO de gravidez.
    A gravidez de risco entrou quase que de contrabando na MP 557 para justificar o inaceitavel:
    violação de direitos humanos, violação de sigilo médico, etc….

    Joice

    02/01/2012 - 12h58

    Márcia Costa você não é burra, apenas desinformada. Se informe e verá que há uma política bem elaborada para combater a morte materna. Falta ser bem aplicada. Se o governo do DF não está cumprindo-a, o debate é outro. Se o DF e muitos outros lugares deixam suas mulheres morrerem de parto é porque são criminosos mesmo. E lugar de criminoso é na cadeia.
    Dados sobre grávidas e parturientes existem aos montes e são bons, de todos os municípios brasileiros, todos no Ministério da Saúde. Agora um cadastro único, nacional e compulsório para ter os dados todos em um lugar único servirá para perseguir a mulher que engravidar e não aparecer com seu rebento. Acho que agora vc entendeu a natutreza do escorpião, ou não?

Sônia

01/01/2012 - 19h17

O machismo é uma droga e o feminismo está indo pelo mesmo caminho. Assim como nem todo homem é machista, o feminismo/femismo não representa todas as mulheres.

Para ser mulher não precisa ser a favor do aborto!

O aborto não é questionado apenas pela Igreja Católica, mas por todas as religiões.

A medida está aí e "poucas mulheres" se manifestaram contra!

Ser religioso não é impor o cinto de castidade a todos, como alguns pensam.

Feliz ano novo a todos.

Responder

Cadastro de grávidas desagrada feministas

01/01/2012 - 15h27

[…] Por Juliana Braga, do Correio Braziliense. Disponível no Viomundo. […]

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mariolobato

01/01/2012 - 12h32

Ontem, durante o debate no TW o pessoal do MS lembrou que já existe o SISPRENATAL. Com pequenos ajustes, o SISPRENATAL daria conta de todas as necessidades sem criar tantas polêmicos e abrir tantos flancos para a atuação da carolagem.
Parei por aqui.

Responder

    Fátima Oliveira

    01/01/2012 - 15h09

    Mário, caro amigo, eu não me conformo é da traição! E da estratégia de escolher emitir a MP entre o Natal e o Ano Novo, pra que "passasse batida"…
    Passei a manhã lendo, relendo e pontuando a maldita exposição de motivos da MP 557 (fraca, fraca e sem nexo…) para escrever o meu artigo da próxima terça-feira… Veja aqui http://www.abortoemdebate.com.br/wordpress/

    beattrice

    01/01/2012 - 16h39

    Fátima,
    e por esse ângulo a malfadada MP 557 não é uma agressão "somente" às mulheres,
    como se fosse pouco,
    é uma agressão à cidadania, ao debate, e, segundo alguns militantes do direito,
    à própria Constituição Federal.

    Morvan

    01/01/2012 - 20h07

    Boa noite.

    Perfeito, Beattrice.
    Não é necessário ser mulher para se sentir ultrajado, enganado, logrado.
    Direita, volver.
    Esta é para quem pensa em Estado laico. Pensa…

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Rodrigo Falcon

    01/01/2012 - 23h05

    E tem mais Morvan, é um acinte ao estado democrático que se propõe laico. Como escreveu Fátima Oliveira – medida provisória, entre feriado de natal e ano novo, sem o obrigatório debate público, com a eterna "desculpa" de urgência é mais que questionável.

    Agora, pra desnudar a mão que balança o berço dessa MP 557, é só ler o artigo. 19-J:
    "Os serviços de saúde públicos e privados ficam obrigados a garantir às gestantes e aos nascituros o direito ao pré-natal, parto, nascimento e puerpério seguros e humanizados."

    A mão sacripanta do vaticano.

    Morvan

    02/01/2012 - 00h36

    Boa noite.

    Obrigado pelo adendo, Rodrigo Falcon. Sorte do país que tem gente vigilante a ponto de descobrir e divulgar estas maracutaias "religiosas".

    Parabéns a vocês, lutadores. Parabéns a Fátima Oliveira, pela sua militância.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    beattrice

    02/01/2012 - 01h38

    Com as bençãos da bancada evangélica obviamente interessada nos convenios a serem firmados com "entidades sem fins lucrativos", outra boa nova da mesma MP.

    Fátima Oliveira

    01/01/2012 - 15h10

    Ou seja, trabalhando como uma condenada a trabalhos forçados… E ainda estarei de plantão hoje à noite… Ainda nem almocei…
    De fato o MS não precisa de cadastro de grávidas. Tem dados das grávidas do Brasil inteiro. Há SIStudo, sem Medida Provisória, mas não está só num lugar, onde bate o olho e localiza..
    O atual cadstro (da MP) é apenas a centralização para o controle TOTAl dos corpos das mulheres.. Sonho antigo o fundamentalistas..
    É uma traição de misto de má-fé com ignorância (?) (desconhece totalmente os compromissos do Brasil na ONU, só menciona a pauta minimalista das Metas do Milênio). Enfim, a MP foi um esperteza fundamentalista INTELIGENTE. Até demais.
    A única finalida de da MP 557 é incluir o contrabando do NASCITURO, para júbilo do Vaticano! Isso não pode, a presidenta não pode mudar por MP a Constituição brasileira!!!

    beattrice

    01/01/2012 - 16h40

    Cabe ADI ou ADPF.

    Gladys

    01/01/2012 - 20h26

    Parece que quem criou o "bolsa maternidade" como já ouvi falar… não conhece esse SISPRENATAL…

JULIO/Contagem-MG

01/01/2012 - 11h03

Fica até parecendo que as feministas são a favor da industria clandestina do aborto.

Responder

    Yolanda Macedo

    01/01/2012 - 11h52

    Júúúúúúúúúlio, corre pra Belo Horizonte e procura um neurologista porque nossa prefeita Marília (PT) aí, abixo da crítica em atenção à saúe, não te dará nenhum… Não há neurologista e nem neurocirurgião na urgência em Contagem. E nem em ambulatórios. Uma falta de vergonha completa. Total.
    As sinapses dos teus neurônios entraram em "curto". Ou é analfabetismo funcional mesmo.
    Quem fez alianças com as clínicas clandestinas de aborto na Constituinte foi a Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana, para que o direito ao aborto não fosse ampliado…
    Um dos grandes problemas dessa MP é não ter a palavra aborto, uma relevante causa de morte materna. Não há mesmo. Pela MP as mulheres que abortam devem morrer mesmo. Leia a MP, mestre!

    JULIO/Contagem-MG

    01/01/2012 - 15h22

    Tenho ou não tenho, direito a minha LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

Yolanda macedo

31/12/2011 - 23h18

A corja de mal amados apareceu eheheheh…

Responder

Laura Amélia Ribeiro

31/12/2011 - 21h38

Não sei se o ministro Padilha tem religião, mas agora depois desse melê ele precisa dizer qual é a sua.
Não dá mais pra segurar. Se é evangélico, que assuma de uma vez por todas, só pra gente saber com quem está lidando.
Mas o ministro foi criado num lar evangélico metodista. É filho da médica Macilea Rocha Santos Chaves e do sociólogo Anivaldo Padilha, metodista histórico que foi torturado e exilado pela Ditadura Militar de 1964.
A família dele é de evangélicos metodista de esquerda, sem nenhuma dúvida.

Responder

    beattrice

    01/01/2012 - 12h08

    Desculpe, mas gostaria que vc me indicasse se e em que termos há correntes de esquerda ou liberais na igreja metodista, um setor evangélico até onde consta conservador, salvo que haja agrupamentos em que houve ruptura com a estrutura base, como ocorre com os batistas aliás.

    Morvan

    01/01/2012 - 20h12

    Boa noite.

    Laura Amélia Ribeiro, aí nós vamos reciclar a mesma história que já foi debatida às expensas, aqui e algures: o Ministro Padilha é só um preposto da Presidente. É Dilma quem manda, até que me provem o contrário, pois, no presidencialismo brasileiro, a / o Presidente é Rei.
    É a mesma história de cobrar do Bernardo (Sinistro do Silêncio). Ideia totalmente inócua.
    A sua (dele) religião não tem a menor importância, neste contexto.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    beattrice

    01/01/2012 - 23h37

    Embora concorde com vc na cadeia de responsabilidades, integralmente aliás, como já expressei reiteradas vezes, permita-me discordar no que concerne a origem religiosa do ministro.
    A defesa do ESTADO LAICO é obrigação não só moral mas legal de qualquer autoridade neste país, posto que segundo consta ainda não vivemos em uma teocracia.
    Assim sendo, se ao tomar decisões administrativas uma autoridade referenda ou prioriza determiandos valores religiosos de qualquer segmento estaria sim transgredindo a norma.
    E para ilustrar tal risco ofereço o link: http://oglobo.globo.com/politica/parlamentares-ev

    Trata-se de uma reunião no MS em que a bancada evangélica/papista requisitou que a campanha contra a AIDS pregue a abstinencia sexual.

    Morvan

    02/01/2012 - 00h27

    Boa noite.

    Beattrice, não me fiz entender. Não intuí ou induzi que não tem importância – enquanto ato – a religião do Ministro, e sim o fato de ele só agir via subordinação. Até porque, em ele agindo de encontro ao preconizado pela Presidente, ou ela é fraca ou conivente, o que redunda no mesmo.

    Concordo com você e a concordância parece circular (eu concordo com você você concorda comigo, já que comungamos da ideia de que o mando emana, ou deveria, de Dilma).

    Parafraseando, mais uma vez, o grande FrancoAtirador, "um abraço solidário".

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    beattrice

    02/01/2012 - 12h02

    Concordancia circular, de acordo.
    Abraço solidario.

    eudes

    04/04/2012 - 12h52

    O estado é laico mas não ateu e outra coisa democracia minha amiga a maioria vota e ganha a maioria ( ô bando de anta )

eujasabia

31/12/2011 - 21h42

E alguém seria capaz de dizer o que agrada as feministas?

Responder

Tati

31/12/2011 - 21h33

A turma pga pra trolar chegou. Querem cinco segundos de fama. Vamos deixá-los morrer de inanição rsrsrssr

Responder

Silvio I

31/12/2011 - 19h51

Esse ministro Padilha e católico? Alguém me pode informar.Si e católico não presta para desempenhar o cargo, de Ministro da Saúde.

Responder

    beattrice

    31/12/2011 - 21h45

    A família do ministro, segundo consta, é evangélica.

Francisco

31/12/2011 - 19h16

Eu acho mais simples usar camisinha…

Responder

Lucas Villa

31/12/2011 - 17h22

Aliás, gostaria que alguém me indicasse uma feminista que seja razoavelmente feliz e tenha família estruturada.

Quero fazer um documentário.

Responder

Lucas Villa

31/12/2011 - 17h22

Não agradou as feministas? Que peninha.

Elas representam quem mesmo? As mulheres? Ora façam me o favor…

Responder

    beattrice

    31/12/2011 - 21h46

    E opiniões como esta representam os homens? Ora faça-me o favor…

    Lucas Villa

    31/12/2011 - 22h02

    Esse vídeo é para você, "feminista":

    [youtube O5GWWROeXn4 http://www.youtube.com/watch?v=O5GWWROeXn4 youtube]

    beattrice

    01/01/2012 - 01h40

    A tropa de choque é repetitiva, parece um samba de uma nota só.

sávio

31/12/2011 - 17h21

Padilha, parabéns. é assim que vamos nos tormar um país de primeiro mundo. na cabecinha da galera o Estado ainda é inimigo. não entenderam as mudanças. brincadeira deles, deve ser o porre de natal. vai fundo. essa galera não conhece nem 5% dos programas que vc criou.

Responder

    beattrice

    31/12/2011 - 21h46

    E lá vem a tropa de choque, no twitter eles são mais criativos, um pouco.

beattrice

31/12/2011 - 16h54

O encaminhamento para enfrentar essa afronta do governo Dilma
é a via judicial.
Este é um consenso entre vários debatedores nas redes sociais.
E fundamento há, pois a MP 557 viola preceitos contitucionais.

Responder

FrancoAtirador

31/12/2011 - 16h28

.
.
RETRÔ 2011

Senador cita Elizeth Cardoso para se defender das acusações
de que estava dirigindo bêbado e com a carteira vencida.
Segundo ele:
"Quem nunca dirigiu alcoolizado
que atire a primeira pedra de gêlo
no meu copo de whisky".

[youtube Rp-gNyKt-qQ http://www.youtube.com/watch?v=Rp-gNyKt-qQ youtube]

Responder

Tati

31/12/2011 - 14h53

Será que Dilma não entendeu que caiu numa esparrela? Que essa MP é uma arapuca? Que Padilha sequer leu a MP para defendê-la, pois escrever ele demonstrou no twitter que não a escreveu e que também não a leu direito. Pior, ainda mandou a presidenta assinar. Pior: ela assinou! Tá na hora de descer do salto.

Responder

    beattrice

    31/12/2011 - 16h50

    Alto aí!
    Ele assinou, ela também,
    previram dotação orçamentária.
    A Belchior assinou, agora ninguém leu?
    Leram sim!
    e são responsáveis todos pela agressão desmedida ao estado de direito
    violando direitos humanos e sigilo profissional, além de otras cositas más.

Tati

31/12/2011 - 14h50

Gente, Dilma lá em Aratu em seu merecido repouso de guerreira, no bem bom, rodeada de seus familiares, sendo paparicada, que ela bem merece, mas deixou esse poço de misoginia pra gente nele se afogar na entrada do Ano Novo. Imperdoável! Inacreditável!
E Alexandre Padilha avisou no twitter que estava fazendo as malas para repousar. Deve estar cansado mesmo porque levou pau demais no twitter no dia 29. Como é um bom pau mandado mobilizou a mídia do país inteiro em defesa da malfada Medida Provisória. Essa gente parece que bebe. Mas não é cicuta.
Alguém teme lementos para explicar essa ajoelhação diantes das religiões conservadoras e misóginas.
O governo tem de prara de fazer cortesia com o chapéu alheio. Não são donos dos corpos das mulheres. Mas acham. Só acham. São mesmo é ridículos. Deveriam se olhar no espelho. Deveriam acordar e entender que não podem fazer o que estão fazendo.

Responder

    Gladis

    01/01/2012 - 20h40

    que pena que não bebem cicuta…rsrsrs

Mari

31/12/2011 - 13h37

Raphael Tsavkko teu texto é da hora! Valeu, cara, estou divulgando. Vamos que vamos, essa MP tem de cair de podre que é

Responder

beattrice

31/12/2011 - 12h30

E como desgraça pouca é bobagem, aparece o ministro, ou alguém em nome dele, na madrugada do dia 31 no TWITTER supostamente para responder as dúvidas para a MP.
Não respondeu, tergiversou e ainda fez afirmações contraditórias com o texto da MP.
Ora o que vale é o texto da MP publicada no D.O.U. com a assinatura da presidente.
E como se isso fosse pouco, mobilizou-se num passe de mágica a tropa de choque do ministro, desqualificando o contraditório.
E como se tudo isso ainda não bastasse, em público, alguns dos defensores traçavam estratégias para
"convencer" os opositores do inadmissível.
Quem imaginaria tal cena há um ano?
Aguardamos uma posição do VIOMUNDO Conceição.

Responder

    Mari

    31/12/2011 - 13h39

    De fato Baetricce, a tropa de choque midática do Ministério da Saúde caiu em campo depois de o ministro ter levado muito pau no twitter no dia 29. Eles ofereceram para todos os jornais do país entrevistas com Padilha rsrsrsrsrsr Sentiram o drama. mas mais vem por aí… Que nos aguardem… Posar de democrata no twitter e querer ganhar no grito é fácil. Mas eles já estão sentindo o peso da pedra

LEILA JALUL

31/12/2011 - 11h22

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! TERÃO ENDOIDADO O MINISTRO PADILHA E A PRESIDENTA QUERIDA DILMA? ONDE JÁ SE VIU, NA CALADA DA NOITE UMA AÇÃO VIOLENTA E VIRULENTA CONTRA AS MULHERES?
DIZIA MINHA DOCE E AMADA MÃE DE SETE FILHOS, MUITOS INDESEJADOS, QUE, NA CALADA DA NOITE, AGEM OS LADRÕES. UMA MEDIDA CHINESA DE CONTROLE DE NATALIDADE NÃO É. SERIA UMA OBEDIÊNCIA CEGA AO VATICANO E AOS PASTORES QUE MARCHAM JUNTO AO MALAFAIA? UMA MORDAÇA UTERINA? UM PAU DE ARARA PARA QUEM DECIDE FAZER DO SEU CORPO O QUE FOR DE SUA VONTADE?
MINISTRO PADILHA, PRESIDENTA DILMA, RESPEITEM-NOS!

Responder

    Gladis

    01/01/2012 - 22h11

    Parece que vc descobriu a pólvora…rs… não é a primeira vez que algo é votado na calada da noite, tem muuuuita lei, muuuita liminar, muuuito PL sendo aprovados por volta da meia-noite 1 ou 2 horas da madrugada, reuniões cheias nas assembleias para votar o que lhes interessa e o que NOS INTERESSA não dá quórum durante o dia e fica para a próxima oportunidade…

Mari

31/12/2011 - 10h25

Ninguém merece um fim de ano tão desgraçado. Cadastrar grávidas compulsoriamente, tem qual finalidade? Uma medida autoritária e que responde a desejos de controle total dos úteros das brasileiras. Alguém tem de dizer que a dupla Dilma-Padillha não pode fazer isso. É abusivo. Tirem as mãos dos nossos ovários, oxente!

Responder

FrancoAtirador

31/12/2011 - 01h28

.
.
Auxílio de 50 pila para uma mulher grávida ?

Será que o Vaticano não poderia vender

um pouco do muito ouro que tem guardado

e colaborar com uma importância maior?

Aliás, e depois que a mulher tiver a criança,

é a Igreja Católica que vai sustentar o filho ?

É bom fazer caridade com dinheiro público, né…
.
.

Responder

    beattrice

    31/12/2011 - 12h32

    Quero acrescentar ao seu raciocínio o detalhe não menos relevante de que a malfadada MP 557 prevê dotação orçamentária para convênio com entidades "sem fins lucrativos", deve ser com aquelas do mesmo tipo que o MS vem firmando "parcerias" para tratar aditos em drogas com a leitura da bíblia.

    Maria Thereza

    01/01/2012 - 17h48

    Se não houver reação, vão firmar convênios para tratar homossexuais, fumantes e outros "desviados" com aleitura da bíblia (antigo ou novo testamento?). Aliás, acho que estamos entrando numa cultura de não-prazer. A criminalização das mulheres em relação à gravidez indesejada, para mim, entre nesse rol: gozo tem que ser punido.

    beattrice

    02/01/2012 - 01h41

    Vale a pena ressaltar que há comunidades "evangélicas e terapêuticas" com muitas aspas aliás,
    que pretendem "curar os droga aditos" com a "leitura da bíblia": http://acritica.uol.com.br/manaus/Amazonia-Amazon
    Se alguém tiver a informação de como eles lidam com as crises de abstinencia por favor informe.

    Maria Thereza

    31/12/2011 - 14h20

    Ao invés de dar 50,00 seria bem melhor estruturar a rede de atenção e levar a assistência "onde o povo está". Tenho certeza que não faltam recursos para isso. Nem financeiros, nem físicos. Mas essa "solução" mágica é bem mais fácil e atende aos interesses de quem a gente bem sabe. Quanto à igreja católica sustentar essas crianças, acho meio difícil. Não se responsabilizam nem pelas que seus próprios padres fazem, vê lá se vão se preocupar com as alheias…

Alberto

30/12/2011 - 22h31

Com esse cadastro nacional de grávidas o ministro Padilha, com o aceite e o mandado da presidente Dilma selou a sua opção de ser contra os direitos reprodutivos. Fica clara uma opção conservadora, de tintas religiosas.
Onde já se viu uma política de combate à morte materna não incluir uma da sprincipais causas de morte materna, o aborto? Estão fazendo hora com a cara da gente.
Do que sei e andei lendo aqui pelo Azenha há uma Norma Técnica de Atenção ao Aborto Inseguro, além da obrigatoriedade dos Serviços de abortos cobertos pela lei. Por que a MP nem fala nisso. Ou eu estou maluco ou alguém no governo anda precisando de consultar um psiquiatra.
Por outro lado a presidenta Dilma é só presidente do Brasile não dona do país e da vida das mulheres.

Responder

    beattrice

    02/01/2012 - 12h05

    Aparentemente essa gestão do MS "não acredita" em psiquiatria, prefere "comunidades terapeuticas evangelicas".

beattrice

30/12/2011 - 22h19

Conceição
sinceramente o problema da MP557
é bem maior do que "desagradar feministas", gostaria que o VIOMUNDO apresentasse uma análise mais ampla e contundente de tamanha arbitrariedade, afinal quem não é mulher, tem mãe, esposa, filha, namorada ou irmã.
O problema não é das "feministas", o problema é da cidadania que vem sendo sistematicamente atropelada pelo senhor padilha, amigo e companheiro dos evangélicos desde criancinha não é mesmo?

Responder

    Gladis

    01/01/2012 - 21h19

    bem falado Beattrice, mulher em geral não aborta intencionalmente por prazer! mas geralmente por falta de recursos para criar o filho, pior ainda se já tiver outros! Excessão temos que fazer para as profissionais que terão suas profissões em xeque mate muitas vezes e as de classe média ainda são demitidas por gravidez!

Sonia Corrêa

30/12/2011 - 19h22

A medida é absurda em vários aspectos:
1. Não se trata de matéria urgente, ou seja nada justifica uma medida provisória, exceto
a vontade de driblar o debate com a sociedade,

2. O texto embarca uma definição do feto como pessoa que está no coração do estatuto do nascituro que anda pelo Congresso a passos lentos , hoje na Comissão de orçamento, cujo relator é Jean Willis. A OAB Rio emitiu uma parecer forte de inconstitucionalidade do projeto

3. Acho bacana que as gestantes recebam 50 reais para ajudar no transporte, mas como já disseram minhas amigas feministas na matéria o SUS dispõe de uma sistema sofisticado de registro de informação que quando não funciona é por incompetência da gestão. Morte materna é um evento de notificação compulsória. Sobretudo as taxas altas de morte materna no Brasil não se devem basicamente a falta de acesso ao pre -natal por que a cobertura é razoavelmente boa. Mais de 90 dos partos ocorrem em hospitais. Nosso problema é a mas a qualidade da atenção no pré-natal e obstétrica. Mais de 60% das mortes ocorrem no hospital. Falta treinamento, equipamento, compromisso, qualidade. Nem os 50 reais nem o registro compulsório da gestante vão resolver isso. São problemas de outra natureza.

4. A medida levanta questões de privacidade, confidencialidade, sigilo médico muito preocupantes quando se sabe que em Campo Grande 10.000 prontuários médicos foram retirados pelo MP de um clínica acusada de fazer aborto. Tal como está redigida a medida é um instrumento de vigilantismo reprodutivo!

3. Finalmente, em agosto desse ano o Brasil, foi condenado no Comitê Cedaw por um caos de morte materna de 2002. O caso de Alyne Pimentel. A decisão diz que o Brasil deve indenizar a família e tomar medidas concretas para redução da morte materna. Não temos notícia sobre a indenização e se essas são as medidas
concretas que país oferece como resposta oa CEDAW, vamos passar vergonha no plano internacional pois as especialistas do Comitê, relatores especiais e agencia sabem bem que registro compulsório não reduz morte materna quando os fatores que a explicam são os que temos no Brasil.

Temos que abrir uma frente ampla de contestação do vigilantismo reprodutivo em nome da luta contra morte materna.

sonia corrêa

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L. Rosemblatt

30/12/2011 - 18h30

Em termos de direitos das mulheres, o governo Dilma está sendo o pior desde a redemocratização do país!!!Triste paradoxo da vida… para ser bem sincera, eu prefiro um governo que privatize o país inteiro de uma vez, mas que respeite o mínimo de dignidade que um ser humano pode ter, o direito ao seu corpo, que um governo supostamente menos dado à "privataria", mas que passa por cima das garantias mais fundamentais do cidadão. Essa medida provisória (medida provisória por quê? onde está o caráter de urgência?) foi a gota d'água, um sonho antigo dos grupos teocráticos mais retrógados virando realidade justamente em um governo do PT! Para melhor garantia do controle dos corpos, falta agora um cadastro geral das adolescentes que já tiveram sua primeira menstruação e um das que já tiveram sua primeira relação sexual; cadastro também compulsório, sob responsabilidade dos ginecologistas. Com esse cadastro será mais fácil acompanhar gravidezes indesejadas e, de quebra, facilita o controle dessas potenciais criminosas que somos todas nós, mulheres em idade fértil.

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    Maria Thereza

    31/12/2011 - 14h10

    E, ainda por cima, nada de paternidade responsável!! As mulheres, só para variar, são cadastradas, vigiadas, responsabilizadas e criminalizadas. A partir do momento da concepção se tornam mães,querendo ou não. Também, um legislativo onde tramita o estatuto do nascituro, onde já foi aprovada a famigerada "bolsa-estrupo", onde se tenta criminalizar mesmo o aborto já previsto em lei…
    Agora, o Ministério compactuar com essa vilania já é demais.

    beattrice

    31/12/2011 - 16h52

    Não querendo avançar, mas esclarecendo.
    Essa bolsa que o senhor padilha anuncia
    não é nada mais nada menos do que a versão MP da malfadada bolsa-estupro,
    agora devidamente sacramentada.

    Maria Thereza

    01/01/2012 - 17h49

    O resultado é o mesmo.

    Gladis

    01/01/2012 - 21h11

    de fato! Na maioria das vezes as grávidas se envenenam com drogas vendidas por baixo dos panos e chegam com hemorragias nos hospitais… esse cadastro por 50,00 pago em 2 vezes é uma piada de humor negro! calcule! em São Paulo a passagem de ônibus é de 3,00 a viagem, são 6,00 se a dona não precisar tomar também trem, ônibus e metrô… vem cá, essa fortuna vai na forma de bilhete único para a gestante poder fazer baldeação? Vamos refletir na prática o quanto esse valor é um delírio de alguém que não faz ideia o que é sair da periferia até um posto de saúde decente! Tenho que me deslocar 4km para ir ao posto onde estou cadastrada para consultas comuns, é uma condução para ir e outra para voltar. Mas quem mora em periferia a coisa muitas vezes é diferente, no posto mais perto não tem ginecologista, precisa ir mais adiante… então raciocinando sobre essa imposição, nem tem sentido é mais uma pressão na vida das mulheres que dependem da boa vontade do poder público para FAZER A SAÚDE PÚBLICA FUNCIONAR… não sei rio ou choro!

beattrice

30/12/2011 - 18h13

A atual gestão do MS encabeçada pelo senhor padilha {com minusculas]
insiste em seguir o roteiro evangelico-papista de violação dos direitos reprodutivos das mulheres.
Mas nesse caso o senhor padilha foi mais longe.
Ao tornar público, não importa se de acesso segmentado ou não, um cadastro médico,
viola o sigilo médico a que todos temos direito pela lei vigente.
Ao tornar compulsória a notificação de "gravidez",
uma condição fisiológica da mulher em determinados estágios de sua vida,
equipara-a erroneamente a condições patológicas em que esta notificação compulsória se justifica.
Ou seja, mistura alhos com bugalhos e uma vez mais
oferece convênios com entidades privadas "sem fins lucrativos",
as comunidades evangélicas já estão de bico aberto ministro.
DE NOVO.

Responder

Goreth

30/12/2011 - 18h03

É possível colocar um link da medida provisória?
Não é demais desconfiar das intenções da MP. Aqui vale que gato escaldado tem medo até de água fria. Perseguição aos direitos reprodutivos das mulheres é feita diariamente por católicos e evangélicos xiitas. E a presidenta Dilma no exercício do poder já demonstrou que tem lado. A Rede Cegonha, ideologicamente demonstra qual é o lado. Gostei da matéria.

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    sonia

    30/12/2011 - 19h42

    goretti isso é mole te passo em 5 minutos!
    no linka abaixo você encontra o texto da MP!!

    ATENÇÃO: Governo brasileiro institui sistema de vigilância de gestantes http://www.feminismo.org.br

Paulo Leonardo

30/12/2011 - 17h58

A resposta do ministro Padilha é primária demais. Não digna de um ministro responsável pela saúde do povo brasileiro. As políticas de saúde devem ser inclusivas, ao máximo, num país que legalemnte assegura atenção universal á saúde.
É triste saber quem um ministro escreveu: "Gente, confundir universal com obrigatório é demais, hein? O SUS busca ser universal, mas ninguém é obrigado a se submeter ao atendimento”. Ou seja a visão autoritária é doentia que o faz esquecer a finalidade de sua própria cria: um cadastro que dizem ter o objetivo de reduzir a morte materna. Foi como se disesse: quem precisars er atendida tem de ser cadastrada, caso contrário não será atendida.
Quem merece ouvir isso do servidor público número um da saúde no Brasil? Se há críticas ele, como homem público deveria ter a maturidade de ouvi-las e analisá-las de modo mais sério. Aliás, deve have ruim problema sério na área porque não é a primeira vez que as feministas partem pro ataque após anúncios de novas ações na saúde da mulher. A presidenta Dilma deveria ficar mais alerta. O Brasil é de todos nós. Deve ouvir a todos.

Responder

    Sara Camargos

    31/12/2011 - 13h45

    Brilhante comentário Paulo Leonrado. Ninguém merece!
    Padilha se estrepou bem no twitter, onde ele se achava profissional. Foi emprensado e bem esmagado. Tá correndo atrás da mídia tradicional pra ver se refaz. Nada disso adianta.
    A única saída honrosa para ela é oficializar o debate. E é urgente!
    Ele agora vai ter de chamar os setores que colocaram a MP em dúvida para uma mesa de conversa. Sem empáfia. Com humildade franciscana. Caso não faça isso passa atestado de autoritário, que o que ele tem sido com aquele ar de bom moço. Calce as sandálias da humildade ministro, só vai lhe fazer bem.

    Gladis

    01/01/2012 - 22h04

    Pois é! eu escolhi não ser tratada pelo SUS pq não podia tomar os remédios que eles me ofereciam para controlar hemorragias da pré-menopausa e porque também ouvi do meu ginecologista "EU NÃO POSSO FAZER NADA POR VOCÊ" voltei para casa e fui consultar meus livros de ervas medicinais, agora eu não acho que as pessoas devam se auto-medicar! eu fui para o médico justamente porque contava com o tratamento… SÓ QUE OS HORMÔNIOS ME FAZIAM MAIS DOENTE. Mas devo agradecer ao médico do Pérola Biyton pois ele acabou me receitando remédio para hemofílico e foi o que me ajudou, então esse senhor que é um ministro, devia repensar suas palavras o povo não é obrigado a se sugeitar a um tratamento medíocre dentro do SUS e se o idioma é "universal" ele não pde usá-lo para desrespeitar as mulheres nesse país! Estou cansada desses sujeitos com toga, com títulos se achando o máximo e se comportando como ignorantes. Não existe mais ética, nem cavalheirismo, e nem honra! Excessão eu faço a Marcelo Freixo que nos mostrou coragem para enfrentar milícia, máfia e os corruptos no Rio.

Raphael Tsavkko

30/12/2011 - 17h52

Em outras palavras, o projeto diz ter como objetivo melhorar o monitoramento e a possível ajuda a gestantes em RISCO, mas o cadastro OBRIGATÓRIO, feito por uma Comissão, vale para TODAS as gestantes, em risco ou não.

Qual a intenção de um programa focado em mulheres em situação de risco (sem sequer especificar que risco, se em situação de risco social ou de riscos relacionados à gravidez, pois a distinção faz total diferença) monitorar, VIGIAR, absolutamente todas as gestantes de forma compulsória e, mais adiante, em seu artigo oitavo, deixar claro que o monitoramento inclui de forma específica a investigação da morte da mãe e ou do bebê (outro ponto em que não está claro, se a preocupação é com a saúde da mãe ou do feto.).

Sobre os dois adendos que fiz ao parágrafo anterior, vale ser mais claro.

Há uma enorme diferença entre uma gravidez de risco, que merece ser monitorada, acompanhada de perto por hospitais e agentes de saúde sempre dentro de limites éticos e da própria vontade da gestante e uma situação de risco social, quando a mãe não enfrenta imediatos riscos na gravidez, mas sim em sua condição social, como o fato de morar em área de risco, ter baixa renda e etc.

Os tratamentos de ambos os casos são diferentes.

E, finalmente, há um abismo entre investigar propriamente a morte de uma mãe/gestante para o caso desta ter sido vítima de algum erro médico, de algum erro de procedimento ou mesmo de algum fator de risco social ou da gravidez e investigar friamente a morte de um feto que pode,por exemplo, ter sofrido aborto espontâneo (na verdade a mãe teria sofrido).

Fica claro que a "confusão" proposital visa ampliar o controle do Estado sobre o aborto criminalizando-o ainda mais, pois amplia o monitoramento, tornando-o compulsório, sobre as mulheres grávidas.
http://www.tsavkko.com.br/2011/12/dilma-apresenta

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