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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Católicas pelo Direito de Decidir repudiam nota da CNBB

10 de setembro de 2010 às 20h12

Por: Conceição Oliveira, no twitter: @maria_fro

Em documento lançado hoje, o grupo de mulheres Católicas pelo Direito de Decidir repudia com veemência a nota pública da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Segundo o documento das Católicas pelo Direito de Decidir a nota da CNBB tem afirmações falaciosas que distorcem os fatos, sugerem um autoritarismo misógino e abuso de poder. Elas lamentam a guinada conservadora da Igreja católica no Brasil, relembrando o papel de resistência que setores da Igreja tiveram durante à ditadura militar. Repudiam ainda que a oficialidade católica use de sua influência para fazer política partidária imiscuindo-se  em questões do Estado.

Segue o texto, recebido por e-mail:

Católicas pelo Direito de Decidir em Defesa da Vida

(em resposta ao texto “Apelo a todos os Brasileiros e Brasileiras” sobre como votar nas eleições 2010)

No final de agosto último, a Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, elaborou um texto com o propósito de orientar seus e suas fiéis sobre como votar bem nas próximas eleições.  A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, por sua vez, divulgaram nota em que afirmam acolher e recomendar a divulgação dessas orientações.

Católicas pelo Direito de Decidir, após tomar conhecimento do teor desses documentos, vem a público manifestar seu estranhamento e repúdio às afirmações falaciosas presentes no referido texto, o que de forma nenhuma condiz com o que esperamos de líderes religiosos que deveriam ser exemplo de ética e correção, especialmente ao assumir tarefa que não é própria do âmbito religioso, ou seja,  interferir nas eleições, dirigindo-se inclusive a não católicos/as.

Como católicas, estranhamos que Igreja católica no Brasil, que há 30 anos orientou cristãos e cristãs a participarem da política sem assumir posições partidárias, venha agora a público fazer uma campanha tão declaradamente contrária à candidata do atual governo, distorcendo informações e faltando com a verdade. Se não, vejamos:

1. Não é verdade que o projeto apresentado pela Comissão Tripartite em 2005 propunha a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez. Cópia fiel do  texto do projeto começa com a seguinte frase: “O Congresso Nacional decreta:  Art. 1º – É livre a interrupção da gravidez, até a décima segunda semana de gestação, nos termos desta lei.” No texto “Apelo a todos os Brasileiros e Brasileiras”, portanto, há uma evidente distorção dos fatos, haja vista que existe uma regulamentação explícita no Projeto de Lei 1135/91 (e que é  detalhada nos artigos seguintes) que não permitiria a interrupção de gravidez a qualquer momento da gestação. Para mais informações, veja em: Comissão de Seguridade Social e Família – Substituto da relatora ao projeto de lei n.1135, de 1991.

2. Não é verdade que o plano de governo do segundo e atual mandato do Presidente da República,  de setembro de 2006, reafirme o compromisso de legalizar o aborto. Reiterada e publicamente o presidente vem afirmando que o aborto é uma questão de saúde pública e deve ser discutido no Congresso Nacional.

3. Ao afirmar a suposta existência de um Imperialismo demográfico que está implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional, o texto da comissão da CNBB utiliza um argumento antigo, falso e inconsistente, sobretudo em tempos em que esse controle significaria uma estratégia obsoleta e desnecessária, pois é sabido que há tempos o Brasil é um país cuja população envelhece mais do que cresce. Além disso, o que ganharia o capitalismo em produzir menos consumidores? E o que o texto ganha, em termos pastorais, ao insinuar uma espécie de  teoria da conspiração absolutamente fantasiosa?

4. Perguntamo-nos ainda por que os nossos eminentes Bispos silenciam princípios doutrinais católicos que legitimam o direito de uma mulher optar pelo aborto,  como o recurso à própria consciência e a escolha do mal menor? Seria por um autoritarismo misógino? Ou seria por “mero” abuso de poder?

Como católicas comprometidas com a defesa da vida e da dignidade das mulheres, repudiamos a irresponsabilidade de integrantes da hierarquia católica que vêm insistentemente a publico para condenar o aborto – reforçando o estigma e o sofrimento de milhares de pessoas -, mas silenciam em conivência com as múltiplas formas de violência que as mulheres sofrem cotidianamente no Brasil apenas por serem mulheres. Lembramos que casos como os assassinatos de Eliza Samúdio e Mércia Nakashima não são exceção, mas regra corrente em nosso país misógino e machista.

Como católicas comprometidas com a justiça social, lamentamos profundamente que a CNBB não faça notas públicas para orientar a população católica a  votar em candidatos reconhecidamente favoráveis às lutas sociais,  à erradicação da miséria e da violência e à implementação de políticas públicas no Brasil que resolvam a injusta distribuição de renda de nosso país.

A Igreja católica na qual fomos formadas foi, em tempos de ditadura militar, no Brasil a voz daqueles que não têm voz, mas hoje cala-se vergonhosamente frente aos problemas mais graves do país, insistindo apenas na condenação dos direitos humanos das mulheres e de pessoas homossexuais, bissexuais, de travestis e transexuais. É sabido, entretanto, que há inúmeros/as católicos/as que, à revelia das posições oficiais da CNBB, continuam dando sua vida em prol daqueles que sofrem discriminações de todo o tipo. Parte significativa de padres, freiras e leigos/as não expressam sua discordância da oficialidade católica, porque temem ser punidos com expulsão das pastorais e das dioceses, imposição do silêncio e até mesmo afastados do serviço sacerdotal. Para nós, no entanto, são essas as pessoas que mantém vivo o espírito do evangelho!

A oficialidade católica necessita ouvir essas vozes e trabalhar por uma igreja coerente com os valores cristãos, com menos escândalos sexuais e voltada para aqueles/as que mais sofrem. Não é tarefa da Igreja assumir posições partidárias no processo político eleitoral, muito menos atentar contra a laicidade do Estado.

Como Católicas pelo Direito de Decidir, somos favoráveis à democracia, não queremos que o Estado se deixe pressionar por interferências indevidas de setores religiosos fundamentalistas. Defendemos o respeito merecido por todo/a o cidadão/ã brasileiro/a na hora de votar.

Como Católicas pelo Direito de Decidir, queremos fazer pública uma das vozes dissonantes dos diversos movimentos católicos  que não concordam com o autoritarismo da hierarquia eclesiástica.  Manifestamos nossa imparcialidade no processo eleitoral, repudiando o uso político das religiões para alcançar votos, bem como o uso que a oficialidade católica vem fazendo da política para impor questões supostamente doutrinais.

CATÓLICAS PELO DIREITO DE DECIDIR
São Paulo, 10 de setembro de 2010

09 - maio 5

Feministas reúnem-se com Líder do Governo na Câmara para discutir MP 557/2011

Em 10/05/2012, às 9H na Câmara dos Deputados – Gabinete de Arlindo Chinaglia (PT)

01 - maio 4

MPF ajuíza ação contra TV Globo para que produza e exiba campanha sobre Direitos da Mulher

Por Conceição Oliveira, no twitter: @maria_fro A quem pense que com o fim do BBB12 terminou também as acusações que esta edição do programa sofreu. Mas não é bem assim. Em 2010 a rede Globo exibiu um participante do BBB prestando um serviço de desinformação e inutilidade pública ao afirmar que ‘hetero não pegavava AIDS’. Naquele […]

 

95 Comentários escrever comentário »

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'Teologia feminista' já faz parte da estrutura da Igreja no Brasil - Estudos Nacionais

30/03/2017 - 18h33

[…] A Teologia Feminista, no Brasil, nasceu dentro dos debates da Teologia da Libertação, entre lideranças femininas que não encontravam respostas da TL para suas reivindicações. Algumas alas da Teologia da Libertação rejeitam expressamente a mentalidade abortista, como é o caso de algumas regionais da CNBB, que manifestaram-se contra as CDD. […]

Responder

Pablo

30/09/2011 - 02h41

Caro, Luiz Carlos Azenha.

Melhore o seu blog.

O Sr. sabe que essa ong feminista não é católica! Ela usa o nome "católica" apenas para ter espaço na mídia.

Como o Sr. pode dar um espaço para pessoas que já começam mentindo? Elas se entitulam católicas, mas não são e ainda fazem de tudo para destruir a Igreja.

Eu apelo para a sua consciência! Evite postar coisas mentirosas como estas.

Responder

    albiane dias

    16/10/2012 - 01h04

    Se vocês conhecessem bem a igreja católica, saberiam que as ordens dos nossos líderes eclesiásticos devem ser obedecidas, se um padre vai a púlpito e me fala que tal candidato não presta não votarei nele, e nossa igreja deve sim se envolver em assuntos de política, se todas as denominações cristãs se unissem nosso país não estaria desse jeito1
    A paz

Sueli

09/03/2011 - 11h10

Lendo a resposta de alguns homens, achei muito engraçado.
Me lembrei de uma mensagem de reflexão, mas infelizmente perdi no nome da autora.
"Se homem engravidasse, o aborto seria um sacramento".
Por favor, se alguém souber do nome da autora, avise-me.

Responder

Marduk

04/10/2010 - 13h42

Aqui se nota que a maioria dos, digamos, debatedores(as) conhecem com todo o rigor factual a história da Igreja Católica, e defenderiam até a morte o direito de que pensa diferente… se lhes fosse permitido a palavra… ou defenderia o direito destes à morte hehehehehe…

As caóticas pelo direito de usar camisinha estão bem acompanhadas kkkkkkkkkkk

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malba tahan

24/09/2010 - 16h35

Pondé CNBB e Aborto (7):

O fato de o aborto ser livre, não compele uma mulher católica e fazê-lo necessáriamente. Se padres, rabinos ou bonzos acham que ele fere a lei de Deus, tem todo o direito de exortar a suas ovelhas a tanto. O que não podem é PROIBIR, não só o avanço, mas a mera discussão do problema, como o vem fazendo, fingindo que estes dramas não acontecem ou, pior, responsabilizando e criminalizando a mulher únicamente, por cometer tal "crime". É papel de TODA a sociedade brasileira fazer avançar esta questão, contra estes setores reacionários. Temos instrumentos constitucionais para tanto: Iprojetos de eli de iniciativa popular, proposições de plebicitos, ações diretas de inconstitucionalidade. … O que falta, na realidade, é MOBILIZAÇÃO SOCIAL em torno do problema. Pessoalmente venho tentando, há décadas, organizar movimentos reivindicativos sobre a quustão. É MUITO difícil, mas posso dizer que a receptividade ao tema tem aumentado muito nos últimos anos. Sem a pressão organizada da sociedade, este crime do fundamentalismo religioso continuará , infelizmente, a grassar!__

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malba tahan

24/09/2010 - 16h26

Pondé CNBB e Aborto (6):

O que cabe a todos nós, cidadãos, homens e mulheres, independentemente de credo religioso, posição política, convicção filosófica ou opção sexual, e entender que esta é uma questão : a)- de foro íntimo para a mulher, que deve optar claramente entre querer ou não prosseguir uma gravidez não desejada; b)- um problema social de proporções imensas, dadas as repercussões familiares e médicas tanto do prosseguimento de uma gravidez indesejada quanto de um aborto clandestino; c)- uma decisão ética e política da sociedade brasileira como um todo, que não deve, ao tomar tal decisão, levar em conta o posicionamento desta ou daquela seita religiosa, deste ou daquele ponto de vista filosófico, mas sim decidir sobre um drama humano e social custosíssimo, em termos de vidas e de sofrimentos que poderiam ser fácilmente poupados.

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    Ismael

    28/09/2010 - 20h57

    A mulher tem o direito de impedir que uma pessoa tenha vida? Querem optar pelo método mais fácil de sanar o problema social, ceifando uma vida. Isso é extermínio de inocentes!

malba tahan

24/09/2010 - 16h24

Pondé CNBB e Aborto (5):

Desta forma, não dá pra esperar da CNBB posições, não digo esclarecidas, mas ao menos liberais, ainda mais em um momento como este, no qual o catolicismo encontra-se confrontado pelo crescimento das seitas protestantes, e tem que lutar duramente para se manter como religião hegemônica no Brasil…Sua posição contrária ao aborto é mera consequência!

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malba tahan

24/09/2010 - 16h20

Pondé CNBB e Aborto (5):

No caso do Brasil, é preciso dizer, claramente, que a Igreja sempre esteve do lado dos opressores e dos exploradores. episódios como as CEBs e os cristãos de esquerda, dos anos 1960, 70 e 80 são exceções e não a regra. Para cada Helder Cãmara, tivemos sempre dois Eugênio Salles. Em 1964, as Marchas da Família com Deus pela Propriedade, precusoras do golpe, tiveram a anuência da hierarquia católica e a participação ativa de padres e agentes da Cia em sua organização, como o famigerado Padre Peyton aqui em S. Paulo. é só consultar os jornais da época pra confirmar. Agnelo Rossi, cardeal arcebispo de São Paulo entre 1964 e 1970, se não me falha a memória, era simpático aos militares. Se D. Paulo Evaristo Arns, que o subistituiu, mudou esta posição, não devemos nos esquecer que, num primeiro momento – até 1965 pelo menos – ele apoiou o golpe, e não me consta que tenha, em algum momento posterior, retificado a sua posição.

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malba tahan

24/09/2010 - 16h17

Pondé CNBB e Aborto (4):

Quanto à CNBB e com todo o respeito aos católicos de base, àqueles -cada vez mais raros, hoje em dia – que vivem realmente a fé católica no seu dia a dia e não se limitam à uma relação supersticiosa com a religião, é preciso dizer claramente que, em primeiro lugar, todo o clero, de qualquer religião, sempre foi e será INTOLERANTE e AUTORITÁRIO. Está aí a história que não nos deixa mentir. No caso especial do cristianismo, e da hierrquia católica em particular, suas relações seculares com o poder, sua participação nas instituições opressivas da sociedade são notórias na história. ófico, mas sim decidir sobre um drama humano e social custosíssimo, em termos de vidas e de sofrimentos que poderiam ser fácilmente poupados.

Responder

malba tahan

24/09/2010 - 16h15

Pondé CNBB e Aborto (3):

Mais alguns anos , e o encalhe vai ser tanto que eles vão ser obrigados a desistir do jornal impresso, como recentemente o fez o JB e vai ser lindo ver aonde estes tartufos ( Pondé, Coni, Rossi, Dimerstein Catanhede, Alencar et caterva) vão conseguir emprego. Apenas para terminar com esta primeira discussão, devo declarar o seguinte: no que me toca ADORO púbis bem forrados, mas respeito o direito das mulheres de fazer o que bem entenderem do seu corpo, assim como eu faço o que bem entendo do meu! Não seria este tipo de detalhe impedimento para quaisquer relações entre homens e mulheres.

Responder

malba tahan

24/09/2010 - 16h13

Pondé CNBB e Aborto 02:

A Folha e seus articulistas se merecem: são o que há de mais atrasado e reacionário no Brasil de hoje; conseguiram juntar o fascismo iracundo dos anos 1920 com a mistificação do 'políticamente correto"; da Era Reagan, tudo isso com um "visual" pós-moderno, pra não perderem público; reforçam – nas poucas páginas que escapam aos comerciais- toda a espécie de preconceito da classe média paulistana sabuja, servil, ressentida, massa de manobra pra qualquer tentativa autoritária. o meu consolo é que a tiragem deles vem caindo vertiginosamente.

Responder

Luciana

15/09/2010 - 20h33

De onde saiu esse texto de Luis Felipe? Foi republicação de alguma revista de 1918???

Credo, senti até cheiro de naftalina agora…

Responder

karita

15/09/2010 - 12h51

Não venham usar o argumento baixo de que é só deixar os outros decidirem por si mesmos, porque se trata de um crime! Então eu vou deixar os outros decidirem tamb´m se podem matar ou roubar??
Dá para apontar diversos erros da igreja católica e de outras, mas quem é cristão sabe que se deve amar ao próximo como a si mesmo, e como vou amar matando? Não sou contra mulheres que fizeram aborto, sou contra aborto!!
Minha convicção a favor da vida é bem maior que minha convicção política, por isso não voto na Dilma, independente de partido, mas pela sua posição…

Responder

    Valdeci

    16/09/2010 - 10h55

    Olá Karita, se a sua convicção é amar o próximo como a si mesma, empregue suas forças em ajudar as crIanças de rua. Afinal ela são de carne é osso e não um embriaão milimétrico.
    Valdeci

karita

15/09/2010 - 12h50

Não sou católica, en petista, nem esquerdista, nem direitista…. Sou uma mulher comum, que pensa "pela própria cabeça", mas tenho algumas convicções na vida e uma delas é que a vida merece respeito. A mulher tem direito sobre seu corpo, mas não sobre um corpo de uma criança inocente, que a MULHER pretende matar realizando o aborto. Sou absolutamente contra essa prática, que é defendida por muitos demagogas de plantão que falsmente dizem estar pensando nas meninas ´pobres, que irão morrer por não poder fazer aborto em clínicas de luxo…
isso é piegas. Trabalho com meninas jovens da periferia, não fico sentada na minha cadeira pensando no que seria bom para essas meninas. Se nenhuma mulher quer abortar é apenas não engravidar e é para isso que existe a PREVENÇÃO. é tão mais fácil, do que matar outro, só por agir inconsequentemente.

Responder

Marialva

13/09/2010 - 17h56

Paulo, n perca tempo neste blog – dedique seu talento a ajudar a salvar vidas e a impedir ditaduras

Responder

    Gigi

    14/09/2010 - 14h25

    Que se vão todos de sua laia. ÒTIMO! Pela vida das mulheres, seres humanos concretos, e não em potencial, nós continuaremos em luta.

Visitante

13/09/2010 - 17h54

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
católicas kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
perdeu morô

Responder

Lan

13/09/2010 - 14h54

Belo texto em resposta à CNBB.
Às mulheres cabe a decisão do que fazer sobre seu corpo e seu futuro.
Religião não é motivação de todos.
Devem ser respeitados aqueles cidadãos que pensam por si, não por papéis escritos há milênios.

Responder

turmadazica

13/09/2010 - 11h47

deus é o ser imaginário mais chato do planeta… Nem o Noel, que faz a gente ter que gastar uma grana nos estressa tanto…

Responder

@danielvolpato

13/09/2010 - 11h09

Rídiculas essas senhoras. Como podem se dizer católicas??!?!? Fundem sua própria igreja se não concordam. O direito à vida não pode ser relativizado dessa maneira. Os fetos são vida humana sim, e a embriologia já sabe disso faz muito tempo. Todos aqui devem ter aprendido assim na escola.

Agora, como desculpa para aprovar esse homicídio nojento, dizem que "não se sabe quando a vida começa" ou então apelam para a consciência e o direito sobre o próprio corpo. O corpo é dividido em cabeça, tronco, membros e feto? Não é não. O feto é um outro corpo, um outro ser que está crescendo e merece todo direito à vida.

Responder

    Gigi

    13/09/2010 - 17h47

    Caro Daniel, quem deveria ter vergonha de ser ridículo e defender instituições, podres, carcomidas e repletas de pedófilos seria você. Mas tem mesmo é cara d epau e falat de senso. Quem tem de sair da Igreja é o atraso a imoralidade.

João Botelho

11/09/2010 - 21h12

Aí esses caras não sabem porque estão perdendo fiéis para outras seitas.

Responder

    Maria Ribeiro

    14/09/2010 - 16h26

    João Botelho,

    A igreja cotólica está perdendo seus fieis sim, para mim todas deveriam perder.
    Igreja é só um meio de arrecadar dinheiro, será que as pessoas não se dão
    conta disso???….meio de vida,uma vergonha!
    Que autoridade ela tem para interferir na vida das pessoas?
    Decidir se alguem pode fazer isso ou aquilo?
    Acredito em Deus mas, me comunico com Ele onde eu estiver,nunca em uma igreja!

vinícius

11/09/2010 - 20h21

Assim que falecerem aquelas multidões da terceira idade que abarrotam as paróquias no interior do Brasil, a igreja católica estará simplesmente a-ca-ba-da. São cada vez mais raros os jovens católicos praticantes, talvez porque o clero não parece muito preocupado em tornar a doutrina católica minimamente compatível com os desafios contemporâneos. O sujeito acha aceitável botar um chapelão, vestir um camisolão e prescrever soberbamente que usar camisinha é pecado, numa época em que a AIDS se espalha sem escolher perfil. Acham o quê? Que estão na Idade Média? Que alguém com o mínimo de bom senso vai respeitá-los? Acabou essa palhaçada de autoridade religiosa. Se querem ser ouvidos que aprendam a recorrer a argumentos. E agora esses lunáticos acham que podem dizer em quem se deve votar? Comecei o post indignado e termino rindo. São muito ridículos para serem levados a sério. P.S. Espero ter deixado claro que refíro-me ao clero, e não aos católicos em geral.

Responder

Renato Lira

11/09/2010 - 20h00

Parabéns a estas senhoras cidadãs, por denunciarem a postura intervencionista, conservadora, demagógica, preconceituosa e nada cristã de alguns setores da Igreja Católica.

Igreja na qual formei minha fé e que conforta. Porém considero inaceitável que alguns membros da alta cúpula do catolicismo brasileiro disseminem mentiras, falsidades e teorias conspiratórias, movidos por sentimento pessoais, preferências políticas e benefício de determinados candidatos.

A minha igreja tem outras coisas, problemas internos, muito mais sérios, para tratar.

Responder

Exilado

11/09/2010 - 18h45

Em tempo: que essas senhoras NÃO SE DIGAM CATÓLICAS, é simples assim!

Responder

    Renato Lira

    11/09/2010 - 19h51

    Guarde essa opinião para você, camarada.

    Renato Lira

    11/09/2010 - 20h03

    Um tanto misógina e machista sua opinião, camarada.

    Helcid

    12/09/2010 - 16h14

    quem e você para ditar o credo religioso delas, trollzinho? engula seu comentario com o fel que escorre da sua boca !!

Exilado

11/09/2010 - 18h40

Gostaria de dizer para as senhoras acima que fui a Europa, e como é dificil ver crianças lá. Repito: ninguém é obrigado a ser católico. Simples assim. Não estão satisfeitos, saiam. Existe aí fora um verdadeiro super-mercado da fé, que vende um cristo a gosto de qualquer um.

Responder

    Renato Lira

    11/09/2010 - 19h51

    Você, obviamente está vendendo o seu, não é mesmo?

    Renato Lira

    11/09/2010 - 20h05

    Nota-se que você, ovbviamente, tem uma banca neste supermercado.

    Helcid

    12/09/2010 - 16h21

    o Renato, de cara, ja percebeu a sua previsibilidade, trollzinho… como catolicas, elas amam e zelam por sua igreja, assim como eu…

    … e mais uma vez, trollzinho: ja que derrubou as peças do xadrez, defecou no tabuleiro e saiu voando e cantando vitoria, volta pro seu exilio, do puleiro onde saiu !!

    Jarir Almansur

    13/09/2010 - 07h24

    Sr. Exilado, essa sua postura (os insatisfeitos que se retirem) vai fazer extinguir a irgreja católica no Brasil. A Igreja como qualquer outra instituição precisa da discordância avivadora.

    Binah Ire

    14/09/2010 - 17h17

    Ah sim claro, imagine se fosse assim fácil né? Não gosta do Brasil do Presidente Lula? Retire-se! Já imaginou o que ia dar isso?? Parece o "ame-o ou deixe-o".
    Se estamos dentro de uma organização de pessoas, seja ela qual for, as idéias tem de ser debatidas e as decisões questionadas sim! Se não a igreja vira uma ditadura retrógrada (se é que já não virou).

    Ainda bem que sou Umbandista! Axé!

ruypenalva

11/09/2010 - 16h00

A igreja foi criada para deter o poder divino, mas sempre se interessou mais pelo poder secular. Foi criada com ajuda de Roma, se tornou amiga dos poderosos, teve papas corruptos, golpistas, assassinos. A história da igreja e do cristianismo em geral, é uma história de sangue na conversão dos bárbaros e na busca do poder político. Depois de defender uma farsa por mais de dois mil anos, a de que Jesus fora enviado por Deus e concebido pelo Spiricto Sanctis, a igreja, seja ela a católica ou qualquer outra, vive em cima de uma mentira, de um autoengano, que é noção de céu, inferno, Deus, Diabo. O que se poderia se esperar de alguém que nasceu, cresceu e se desenvolveu numa farsa?

Responder

    juarez

    11/09/2010 - 19h07

    Em vez deles ficarem dando pitaco onde não devem,pois a politica deles é outra,deveriam primeiro combater a pedofilia em suas entranhas,preprando melhor os seus padres.

Paulo

11/09/2010 - 15h39

PARA O CAÍQUE, (4 HORAS ATRÁS)
ihhhhhh Caíque… Vc tem razao, em todos os setores temos pessoas que não são coerentes. As ''católicas pelo direito de decidir'' podem decidir tudo, inclusive de não ser católicas! Se Vc trabalha em uma empresa, e principalmente se a empresa for tua (rsrsrs), como é que Vc vai reagir a um colaborardor/funcionário que advoga princípios contra um conceito fundamental da própria empresa??? Vai que ele venha dizer que o ''lucro não é tão importante quanto o salário dele"…
O buraco é mais embaixo, e entender que, ou valorizamos a VIDA, ou estamos ferrados também como cultura, como sociedade, como um todo.
abraço.

Responder

Mônica Rangel

11/09/2010 - 15h37

Existe uma lei sancionada ano passado pelo presidente Lula, que determina ao poder público a garantia de assistência psicológica as gestantes que tenham a intenção de entregar seus filhos para adoção. Existe também, uma outra lei que garante o direito a qualquer mulher,com mais de 25 anos e dois filhos nascidos vivos,fazer a laqueadura de trompas pelo sus. Bom, com certeza se essas leis fossem cumpridas, se pudéssemos disponibilizar de toda infraestrutura para que, essas leis fossem efetivamente colocadas em prática, o número de abortos no Brasil, cairia sensivelmente.

Responder

    Adriana

    12/09/2010 - 13h38

    ótima colocação, parabéns!

Rogerio

11/09/2010 - 15h26

Como se não bastasse a estupidez Batista estadunidense em querer queimar exemplares do Al Coorão, vejam o que esse pastor fez na congregação dele. Usou de modo abusivo a igreja, para fazer campanha politica da mais deslavada e desavergonhada possivel. Ele e quem postou o video são tão covardes que não permitiram postagens. Mas uma coisa é certa: NÃO PODERÃO PERMITIR O ACESSO AOS CULTOS NA 1ª IGREJA BATISTA DE CURITIBA onde esse pastor preconceituoso, a serviço da direita mais cafageste que conheço faz seus sermões.
A 1ª Igraja Batista de Curitiba mantém no seu site esse vídeo idiota. Mas também tem um providencial fale conosco que tenho usado com certa frequencia, para inclusive cobrar desse pastorzeco o mesmo tratamento aos que no Congresso, buscam a liberação dos jogos de azar, que por acaso é tudo do partido que tenho certeza, ele, esse partorzeco apoia e vota!

Ps. Sou evangelico e parei de frequentar a igreja evangelica por conta de aberrações feito essa que sobe ao pulpitos do Brasil inteiro para reforçar a semente direitosa que os americanos implantaram no Brasil via suas denominações religiosas e que estão mais a serviço de fechar a porta do céu para não entrarem e não deixar que outros entrem. Igreja evangélica fede a estadunidenses no Brasil.

Responder

contraomachismo

11/09/2010 - 14h39

Nem papas nem juízes…as mulheres que decidem!!!

Responder

    Marcia Sil

    11/09/2010 - 15h24

    Concordo plenamente.

    Exilado

    11/09/2010 - 18h37

    Ninguém é obrigado a ser católico. Essas senhoras "do direito de decidir" podem fazer o que quizerem, mas não devem usar o nome de católicas. Fundem uma igreja para sí e suas idéias.
    Repudiar uma nota da Igreja? Simples, façam como Lutero: vão se abrigar debaixo das asas dos príncípes eleitores. Acho que SS Bento XIV já teveria, publicamente, ter excomungado essas senhoras. A título de curiosidade, excomungar significa, não participar da mesma fé.

    Renato Lira

    11/09/2010 - 20h10

    Igual aquele bispo que excomungou uma menina de 9 anos estuprada pelo padrasto?

    Excomungou os médicos que salvaram a vida da menina, por sua gravidez de altíssimo risco?

    Excomungou a mãe da menina?

    Mas não excomungou o estuprador.

    Coerente e cristão este ato do bispo, hein?

    O que prejudica a igreja são estes fanáticos fundamentalistas que se acham os donos da fé e quem não concordar "que saia".

    Jarir Almansur

    13/09/2010 - 07h26

    Boa Renato. Nem o estuprador nem o pedófilo.

    Helcid

    12/09/2010 - 16h29

    …se você faz parte da hierarquia da Igreja e pisaram em seu calo, entendo sua revolta… tsc, tsc, tsc!

Elias São Paulo SP

11/09/2010 - 14h06

Essa guinada à direita no catolicismo começou com o banimento da teologia da libertação e na seqüência com a morte suspeita de Albino Luciani (João Paulo I) aos 33 dias de sua posse. Karol Wojtyła (João Paulo II), um cardeal polonês estigmatizou-se como caçador de comunistas no bojo da coincidente derrocada Soviética. Mas Wojtyła não agia só em seu provável empenho anticomunista. Joseph Ratzinger já detinha o poder no Vaticano e era ele quem comandava o expurgo de toda esquerda católica. Então, era de se esperar que ao assumir o poder na Praça São Pedro, Ratzinger, o papa alemão, influenciasse a igreja católica brasileira levando-a ao modus operandi praticado hoje. O manifesto das mulheres Católicas pelo Direito de Decidir é um ato de coragem e de liberdade de expressão diante de uma igreja retrógrada que prefere perder fiéis a ter que aceitar a realidade dos tempos.

Responder

    Binah Ire

    14/09/2010 - 17h25

    Esse cara é o próprio anti-cristo, este tal de ratzinger.
    Pois o Cristo dizia basicamente isto: "amem uns aos outros"
    Nada de banir gays, mulheres que abortam, lésbicas, pessoas que tomam pílula, que usam camisinha e blá blá blá
    Sr. Jesus era muito lucido, e trouxe a mensagem básica.
    A "igreja" não foi idéia dele, a idéia dele era tão somente e apenas o amor ao próximo, a fraternidade e a compreensão, cada um arcando com as consequências dos próprios atos. s-i-m-p-l-e-s
    O resto é invenção de uma gente antiga e torpe que transformou jesus num método de manipulação em massa.
    Evangelização é um ato de amor, não de punição.
    Coitado de Jesus, aguenta cada uma…

Maria Thereza

11/09/2010 - 13h43

É preciso lembrar que quando deixar de ser crime, o aborto NÃO será obrigatório. Não conheço quem tenha deixado de abortar porque tal ou qual religião não permite. O único impeditivo para quem quer fazer um aborto é a questão financeira, que leva a práticas arriscadas e que terminam ou num hospital público, ou na morte da mãe e da criança ou em sequelas como infertilidade definitiva.

Responder

    Celso Anaruma

    11/09/2010 - 15h23

    ou na morte da mãe e da criança???????

    Mas aborto é o assassinato de um inocente e a criança sempre morre.
    Nao existe aborto com criança viva!!!!!

Heitor

11/09/2010 - 13h30

Tenho acompanhado o site da CNBB e não vi nenhum artigo da entidade para que não votássemos na Dilma. Porém o Bispo de Guarulhos, que faz oposição naquele município, vem com uma posição clara anti-petista, faltando com a coerência devida para o seu cargo. Seria mais honesto se este bispo pregasse a anulação do voto, já que os critérios citados por ele naquele documento, servem para os quatro candidatos, senão vejamos: O bispo prega que o PNDH-3 é um programa do governo Lula. Mentira. O PNDH-3 é um programa de estado, lançado pelo governo FHC. O PNDH-2 foi um desdobramento do PNDH-1 e o PNDH-3 desdobramento do PNDH-2 (também realizado no governo tucano). Além disto, cada artigo do PNDH-3 deverá ser votado separadamente no congresso. Se o PT é tão ruim, como explicar que parte da igreja sempre o apoiou, desde a sua fundação, nos movimentos de políticas sociais? Todos os 4 apoiam o PNDH, porém somente o Serra não o defende claramente, mas foi no governo tucano que tudo começou, inclusive em São Paulo o programa estadual de direitos humanos não difere muito do PNDH-3. Logo é clara a posição partidária do senohr bispo de Guarulhos. A CNBB lançou uma cartilha, onde prega o voto consciente, mas não pede para que não votemos na Dilma espacificamente. Portando, não devemos crucificar a CNBB. O tal movimento é dos bispos de Guarulhos e de Taubaté.

Responder

    Ary

    11/09/2010 - 13h50

    Perfeito Heitor, inclusive os 2 deputados que são citados na carta dos bispos por terem sido expulsos do PT, hoje estão no PV, que também apoia o PNDH-3.

    Paulo

    11/09/2010 - 16h20

    Heitor, concordo com Vc.
    Respondo também ao Caíque (de algumas horas atrás): Vc tem razao, em todos os setores temos pessoas que não são coerentes. As ''católicas pelo direito de decidir'' podem decidir tudo, inclusive de não ser católicas! Se Vc trabalha em uma empresa, e principalmente se a empresa for tua, como é que Vc vai reagir a um colaborardor/funcionário que advoga princípios contra um conceito fundamental da própria empresa??? Vai que ele venha dizer que o ''lucro não é tão importante quanto o salário dele"…
    O buraco é mais embaixo, e torna-se necessário entender que, ou valorizamos a VIDA, ou estamos ferrados também como cultura, como sociedade, como um todo.
    abraço.

GeorgeLuckas

11/09/2010 - 13h06

"É difícil alcançar a bondade e a santidade em condições subhumanas, por isso a primeira tarefa de um cristão é fazer a revolução" — Léonidas Proaño, bispo de Riobamba (Equador), defensor dos índios, preso no dia 12 de agosto de 1976 por motivos de segurança nacional. Também era amigo do padre Joseph Comblin

Responder

Baixada Carioca

11/09/2010 - 12h25

A Igreja não se emenda mesmo! Nem revendo toda a história ela trata de cuidar de si mesma primeiro. Os da batina tinham que aprender com essas mulheres e deixar que cada um cuide do seu destino.

Responder

Mauri Alexandrino

11/09/2010 - 12h18

A Igreja Católica Apostólica Romana está para o mercado de religiões como a grande mídia para o mercado informativo. Estertores, apenas estertores, vendo os fiéis esvair pelos dedos. Tem os dias contados e, de meu ponto de vista, já irá tarde. Prefiro um pastor ladrão desse que pululam por aí, a esses padres engomadinhos, de fala mole (é obrigação essa fala mole na Igreja?) que têm nas costas dois mil anos de iniquidade, tortura, assassinatos e roubos, roubos, roubos. Não é de estranhar que tomem essas atitudes ridículas que o manifesto condena. A Igreja sempre foi assim. Quem já tem idade bastante sabe disso. Exceção foi justamente o período da ditadura e da Teologia da Libertação. Qualquer pessoal honesta deveria passar longe desses tempos da grana e da exploração do próximo.

Responder

Isnard

11/09/2010 - 11h49

Ainda bem que são minoria.O que tem de aborto entre os católicos é o mesmo que tem entre todas as outras religiões e vai continuar assim,até que o estado possa cumprir o seu dever ppara com todos os seus cidadãos.ninguém deixara de ser católico e nem deixará de votar em quem quiser por conta das declarações dos bispos.,mesmo porque,há muito os bispos deixaram de ter a representatividade que tinham.Hoje são encarados como pessoas comuns,que cometem erros humanos e não são mais divindades encarnadas.Portanto,aos bispos o que é dos bispos e ao povo o que é do povo.

Responder

Conceição Lemes

11/09/2010 - 11h17

O Santa Marcelina é sim, Brasileiro. O outro, eu não sei. Obrigada; abs

Responder

Marcia Sil

11/09/2010 - 11h05

Gostei muito do posicionamento e respectivo manifesto das 'mulheres católicas pelo direito de dicidir', pois demonstra que elas não aceitam mais imposições dos homens e nem da igreja que sempre as trataram como seres de 2ª categoria, sem opinião e submissas.
Muito bem, nós mulheres somos seres com opiniões, posições e vontades próprias, estamos ao lado do homem e nunca atrás.

Responder

O_Brasileiro

11/09/2010 - 11h02

Acho que o que a Igreja Católica quer, com esse discurso, é apenas abafar os casos de homossexualismo e pedofilia dentro dela própria!

Responder

raimundo

11/09/2010 - 08h34

Azenha,

Talvez você e muitos não saibam o porquê desse apoio dos setores mais conservadores da Igreja Católica aos interesses do Serra. Pois bem, razão é simples: como muitos sabem, o Serra privatizou a saúde em SP, e entregou grande parte do orçamento dessa pasta para os hospitais privados de propriedade da Igreja Católica. Pois aí está o segredo, o interesse de alguns bispo é financeiro, está associado ao poder de empregar e gerir vultosas verbas públicas, concedido pelo Serra. É isso, é só chegar, os números estão aí.

Responder

    Conceição Lemes

    11/09/2010 - 09h34

    Raimundo, quais seriam os hospitais? Abs

    O_Brasileiro

    11/09/2010 - 11h01

    O Santa Marcelina e o Pedreira eram ligados à Igreja Católica, mas não sei se ainda são.

lucia

11/09/2010 - 01h25

A nova Igreja Católica, definitivamente distanciada da Teologia da Libertação, vem mais uma vez na história defender os interesses das classes dominantes e a manutenção da miséria e ignorância como forma de garantir a submissão do povo.
A CNBB que já teve momentos memoráveis na defesa dos excluídos e dos perseguidos no Brasil, prefere voltar às trevas do fundametalismo religioso e a defesa dos interesses das elites.Lamentável.
Felizmente ainda há segmentos lúcidos dentro da Igreja Católica como demonstra a Carta das Católicas Pelo Direito de Decidir.
A CNBB mostra a direção lamentável para a qual caminha na atualidade e que vem afastando os fiéis.Melhor faria combatendo a pedofilia e abusos cometidos por seus sacerdotes.
A César o que é de César.

Responder

    vilela

    11/09/2010 - 08h13

    Não é à toa que as Igrejas Evangélicas continuam ampliando seus números de fiéis e a Católica segue ladeira abaixo. Mal consegue repor seus quadros, arrastando-se com sacerdotes idosos e cansados. Sobreviverá? O tempo dirá!

    Marcia Sil

    11/09/2010 - 13h00

    Concordo plenamente com voce.

Fabio_Passos

11/09/2010 - 00h06

Belíssima resposta.

Outra análise muito boa é do Plinio de Arruda Sampaio – um tremendo carola! – que defende abertamente a legalização do aborto no Brasil:

"O problema do aborto" http://www.plinio50.com.br/artigos-plinio-psol-el

"
Como cristão, meu posicionamento pessoal diante do problema do aborto é ditado pelos valores da minha fé. Felizmente não tive, no decurso dos meus cinquenta anos de casamento, necessidade de enfrentar essa questão. Por isso, sempre a abordo com muita humildade e com espirito de solidariedade pelos que se veêm na contingência de enfrentá-la.
(…)
A legalização do aborto não pode ser entendida como a simples exclusão da pratica abortiva do campo do direito, como se a vida do nascituro não fosse um bem protegido pelo Estado. Pelo contrário, exatamente porque o Estado tem o dever de proteger o nascituro, a legalização do aborto deve abranger a montagem de um complexo sistema de ações estatais, articuladas com ações de entidades da sociedade civil, a fim de combater a sua banalização e a sua exploração comercial.

Isto quer dizer que a lei deverá definir o aborto lícito e distingui-lo do aborto ilícito, bem como estabelecer o efeito da lei em um e outro caso.
(…)
A legalização oferecerá à gestante os elementos indispensáveis para a sua reflexão e procurará comprovar o caráter livre da sua decisão. Por isso entendo que a legalização do aborto requer a montagem de um sistema integrado por três grandes estruturas: uma estrutura destinada à educação sexual da juventude e à vigilância dos costumes, a fim de combater a exploração comercial e delituosa do erotismo juvenil – uma das fontes da banalização do sexo e consequentemente do aumento do número de abortos; uma estrutura destinada a fiscalizar as intervenções abortivas, informando a gestante sobre as várias dimensões da sua decisão de interromper a gestação; e uma estrutura, devidamente financiada com verbas do Estado, para atender às gestantes pobres nos hospitais públicos e para amparar crianças cujas mães não têm condições de criá-las, porque, obviamente, a certeza de contar com um apoio eficaz para educar o filho estimulará a gestante a levar a termo a gravidez.
"

Responder

pedravila

11/09/2010 - 00h03

Apocalipse capitulo 17 leia todo, e vejam o roda pé da biblia.

Responder

Eduardo J.C.Carvalho

11/09/2010 - 00h02

Sou católico e o manifesto tem tdo o meu apoio. Que não se misture Igreja com Estado. Que saudades de D.Helder Câmara! Dom Luciano Mendes de Almeida e outros .

Responder

simas

11/09/2010 - 00h00

Eu já havia me dignado opinar sobre o assunto… Só não me havia colocado, sobre esse silêncio a q se impõem Padres, Freiras e Leigos, diante da Oficialidade Católica, por temerem ser punidos, disciplinarmente… Mas, são esses mesmos religiosos, os q mais se dedicam, diretamente, na condução do espírito do Evangelho, heim?…. Incrível; mas, existe uma preocupação Superior, com os Padres comunistas (ou seriam progressistas?… ) e com os direitos humanos, das pessoas, em detrimento, p.e., da discussão dos problemas de pedofilia dentro da Igreja. Mto bom, esse manifesto; seria, assim, um rompimento com o silêncio e uma reação de enfrentamento à Hierarquia Católica, em sua participação na atividade política partidária. Mto bom.

Responder

Paulo

11/09/2010 - 00h00

Percebe-se que quem escreveu os comentários anteriores não conhece verdadeiramente a Igreja e nem mesmo o Cristianismo. A Igreja continua ao lado dos mais fracos, e entre os mais fracos estão também as mães e as crianças indefesas. Eu proponho ao Sr. Roberto Gopmes, Gersier, ao Sr Jairo Beraldo, conhecer, entre outros, os trabalhos que desenvolvem as Irmãs de Calcutá, espalhadas em todo o Brasil, por exemplo; se alguém de vcs quer conhecer, posso acompanhar e mostrar o trabalho da CASA DO MENOR, instituição que resgata os menores de rua, muitos dos quais dependentes químicos, com crimes e perseguidos pelas milicias e/ou mesmo pela polícia.
Por favor, entrem em contato, quem for do Rio/Baixada Fluminense!!!!
Site da CASA DO MENOR: http://casadomenor.org.br/cmsma

Responder

    Caíque

    11/09/2010 - 11h10

    Ihhhhhhhhhhhhh Paulo. Em todos os setores da vida social há os que prestam eos que não valem o que o gato enterra. Assim é na Igreja. E vc que não é mané, sabe muito bem. Acontece que a Igreja Oficial, a que fala em nome de, é que é esse atraso e conservadorismo todo. E você defende isso? Parabéns para as corajosas Católicas Pelo Direito de Decidir

    Baixada Carioca

    11/09/2010 - 12h28

    Vai comendo Raimundo!…
    Eu também já acreditei em papai noel, mula sem cabeça…

    Helcid

    12/09/2010 - 16h42

    …Oxalá se Carta de Puebla estivesse seguindo á risca !!

felipe augusto

10/09/2010 - 23h54

apesar de tudo e de já ter lido que até o segundo mês o feto não tem vida, continuo sendo contra o aborto.

Responder

    Aline C Pavia

    11/09/2010 - 09h42

    Eu também sou absolutamente contra o aborto. É uma violência, na quase totalidade dos casos desnecessária, contra um ser vivo absolutamente indefeso, independente se há alma ou não, se há consciência ou não.

    Mas tachar mulheres que abortam de criminosas é o cúmulo da hipocrisia e demagogia nesta sociedade moralista de gaveta.

    Emilio_Matos

    11/09/2010 - 21h54

    Você está falando sério? Você realmente acha que mulheres só "prestam" para reproduzir? Nem mulheres mais são, são fêmeas…

    Acho que entendi qual é a sua: você é a favor de possibilitar o aborto, e está representando como as pessoas contrárias são dogmáticas e medievais.

    Conceição Oliveira

    11/09/2010 - 13h32

    As mulheres não são a favor do aborto, é uma decisão muito difícil para qualquer uma que tenha de tomá-la.

    O fato concreto é que na maioria dos casos, aquelas que são pobres, desamparadas por seus companheiros e pelo Estado e pela sociedade conservadora (bastante hipócrita que ao mesmo tempo que desejam criminalizar mulheres que fazem aborto também desejam diminuir a maioridade penal e defendem pena de morte) quando precisam tomar uma decisão como esta não podem morrer em abatedouros, sangrando. É preciso que desenvolvemos uma consciência social em relação ao direito das mulheres de decidirem sobre seus corpos. Por que as mulheres pobres têm de morrer e as que têm recursos vão para clínicas privadas? A saúde das mulheres pobres é uma questão de saúde pública, é de responsabilidade do Estado.

    Emilio_Matos

    11/09/2010 - 21h48

    Pois então não faça aborto. É tudo o que você pode legitimamente concluir, sem distorções.

Mateus

10/09/2010 - 22h38

Na verdade essa nova “safra” de bispos não tem mais nenhum compromisso realmente social. Essa nova “safra” só sabe louvar, louvar, louvar. E trabalhar que é bom mesmo nada. Está faltando bispos como os guerreiros Dom Pedro Casaldaliga, Dom Evaristo Arns, Dom Tomás Balduíno e tantos outros que tiveram papeis fundamentais na época da ditadura e que ainda hoje trabalham duro.

Responder

JONAS SILVA

10/09/2010 - 21h42

Misturar Religião com Política nunca foi um bom negócio.
Aqui em Brasília, Roriz é um católico praticante, vai sempre a igreja, tem um outdoor enorme de Nossa Senhora em frente de sua casa. Mas, é o político mais nefasto que o Distrito Federal já teve; corrupto e corruptor. Uma coisa tem a ver com a outra? não. Então que não se misture as coisas.

Atenção, vocês que só assistem a Rede Globo para ver a Fórmula 1 e Futebol, façam um sacrifício nesse domingo. O dia nacional sem assistir a Vênus Pratiada. Vamos repetir domingo passado, quando a principal emissora do PIG, amargou pela primeira vez em sua história o 2º lugar na audiência.

Responder

    Binah Ire

    14/09/2010 - 17h31

    Já não assito a Globo faz tempo…

Roberto Gopmes

10/09/2010 - 21h31

Isso é de uma arrogancia tão grande que nem posso acreditar que isso é aquela ingreja que nos anos 70 e 80 protegiam os Brasileiros da ditadura.
Eu sou catolico praticante e não concordo em nada com isso estas ideias atrasadas não dissem o que pessam os catolicos, pelo menos não me sinto e nem quero ser representado por estes bispos.
Lembro que nos anos 80 eu tinha 10 anos e via os padres preocupados com a questão da reforma agraria, nutrição das crianças pastoral operaria isso era a SEBs comunidade eclesias de bases.
isso tudo acabou agora temos os padres CCCC, Cartã de Credito, Carro, Casa.

Responder

    Baixada Carioca

    11/09/2010 - 12h26

    A Igreja nunca protegeu ninguém Roberto. Ela sempre protegeu os seus interesses.

Jairo_Beraldo

10/09/2010 - 20h47

O bixo tá pegando. É sabido por todos, que a Igreja Romana, tem gosto especial pelo poder e por manter seu rebanho na miséria.

Responder

    Gersier

    10/09/2010 - 21h28

    E os bispos na riqueza.E os cléricos que optam por viver na pobreza e ajudar aos mais necessitados,são vistos com desdém por aqueles. Muitos no altar pregam aquilo que não lhes vai na alma.São esses que querem palpitar onde não devem.

    Maria

    11/09/2010 - 08h57

    Jairo Beraldo

    Todas as igrejas querem manter seus rebanhos na miséria.

    Jairo_Beraldo

    11/09/2010 - 10h55

    Eu sei Maria…é que neste post, é sobre o catolicismo.

Maria

10/09/2010 - 20h37

A igreja católica já fez muita asneira no passado,e quer continuar fazendo.

Responder

    ana a avó da sofia

    11/09/2010 - 11h44

    Parabéns pelo texto e seu magnífico conteúdo. Penso assim também. Muitas ou a maioria esmagadora das mulheres devem pensar assim. Apenas não tiveram oportunidade de se expressar com tão eloquente discurso. Parabéns Maria vai em frente. Conte comigo Ana a avó da Sofia.

    Maria

    14/09/2010 - 16h47

    Ana,

    sou a Maria avó da Aninha , rsrsrs,verdade! Obrigada pelo apóio!!
    Ainda existe muita mulher que não acordou prá vida, não tem
    opinião própria, pensa com a cabeça do marido,usa CPF do marido,
    vota como ele,torce para o time dele etc….

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