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Blogosfera progressista, feminismo e polêmicas

13 de dezembro de 2010 às 11h14

Por Conceição Oliveira do Blog Maria Frô, twitter: @maria_fro

Uma intensa polêmica se formou nas redes sociais a partir de um texto publicado por Nassif de um membro de sua rede que assina André. O autor usava o termo feminazi. É um termo desqualificador que associa a luta das mulheres ao nazismo. Cynthia Semíramis fez um post explicando o conceito e sua inadequação.

Muitas outras blogueiras responderam ao texto. Depois posto alguns desses links.

Não acompanhei desde o princípio as discussões no post original da rede do Nassif  nem no twitter pois, no sábado, quando parece que a polêmica se instaurou, passei o dia em num evento com o MST e outros movimentos sociais. No sábado à noite a lista das blogueiras feministas fervilhava.

Nassif explicou ontem como funciona a sua rede e, do seu ponto de vista, justificou a sua posição. E, na sequência, publicou um texto que desqualificava a Marcha Mundial das Mulheres, diminuindo sua importância e usando termos como ‘facção’. Enviei a ele o primeiro texto publicado no blog da mulher, trata-se de um debate sobre o conceito do feminicídio e a importância da luta das mulheres para o combate à violência. Convidei a socióloga Tica Moreno, da SOF, para falar sobre a Marcha das Mulheres. Nassif também publicou em sua rede esse texto que explica a importância da MMM no Brasil e no mundo.

A meu ver o nível acalorado que tomou conta do debate foi desgastante com a desqualificação nos dois pólos. Talvez os ânimos não tivessem se acirrado e  pudessem ter sido amenizados com um pouco de conhecimento sobre o feminismo por parte de Nassif e entre as feministas o conhecimento sobre as próprias diferenças presentes no amplo espectro progressista que agrega os blogs ‘sujos’ ou o que passou a ser denominado (após o primeiro encontro de blogueiros em agosto de 2010) de ‘blogosfera progressista’. Mas, infelizmente, sobrou generalizações de toda a sorte.

O feminismo tem muitas correntes e a blogosfera ‘progressista’ é muito ampla, o próprio debate via twitter mostrou que havia blogueiros que questionaram o texto depreciador do movimento feminista e blogueiras que se opunham à desqualificação pessoal do jornalista Nassif, incluindo blogueiras feministas.

Espero que toda esta polêmica sirva para todos nós qualificarmos este debate. Conhecer, respeitar e encampar a luta feminista interessa a todos homens e todas mulheres que lutam contra as desigualdades. O feminismo nada tem a ver com guerra de sexos ou supremacia feminina, a luta contra o sexismo é uma luta que interessa a todos.

Como contribuição a este debate além dos links citados, trago o texto da Ana Paula Diniz:

Os Movimentos Sociais e a polêmica com o feminismo

Por: Ana Paula Diniz (via lista das blogueiras feministas)

13/12/2010

Grande parte dos movimentos sociais que lutam pela inclusão e eliminação das desigualdades o faz a partir de uma lógica identitária que inclui e exclui ao mesmo. Por exemplo: no caso do movimento feminista, em discussão esses dias, luta-se por algumas questões específicas em determinados momentos, como o aumento de número de creches. Essa busca, no momento em que é feita, vai jogar luz sobre um grupo de mulheres, as mães, necessariamente ofuscando outras tantas questões importantes. Nesse sentido, todo movimento social, na medida em que cria conceitos ou categorias que visem abarcar um segmento de cidadãos, acaba por excluir diversos outros que poderiam se reconhecer como parte daquele grupo. Essa dificuldade se torna ainda mais crítica, se considerada a indispensabilidade de criação de laços que permitam a identificação dos membros para que se tenha a coesão necessária dentro do movimento social. Mas como criar laços sem ter pontos de convergência, pontos em torno dos quais os militantes irão lutar? E mais, como o fazer sem excluir outros? Sem colocá-los como marginais dentro do próprio movimento?

Ao mesmo tempo, os movimentos sociais que buscam mudanças gerais, amplas, perderam força nos últimos anos. Isso se deve, em parte, às novas configurações sociais pós-muro de Berlim que tornaram as lutas mais fragmentárias e criaram dificuldades para que os diversos grupos pudessem estabelecer diretrizes convergentes nas ações tomadas. Podem-se destacar também os inúmeros questionamentos em torno das “origens” da marginalização, os quais colocam as hierarquias sociais como decorrentes não só de fatores econômicos, mas também de questões culturais. Assim, as lutas e conquistas deixam de se concentrar em reivindicações que possam ser generalizadas para todo e qualquer ser humano, para se concentrar em grupos de pressão que conseguem se organizar e que buscam objetivos comuns. Isto, contudo, não retira a legitimidade destes movimentos. Mesmo que não se consigam mudanças estruturais profundas na sociedade em que vivemos, tais movimentos sociais conseguem fazer com que diversos debates avancem e explicitem perspectivas marginalizadas.

Bom, mas por que tudo isso?

O debate sobre as feministas radicais e o post tão comentado colocam em questão que ao se defender o não-apedrejamento das mulheres no Irã, se estaria – em um pressuposto e por omissão – defendendo o apedrejamento de homens e, assim, sendo partidário. Isso se mostra no mínimo questionável, por dois motivos. Primeiro, porque, como discutido, para que o movimento possa agir ele deverá eleger motes estratégicos, mesmo que os abandone depois. A luta contra todas as opressões deve ser a base, o fundamento do movimento, mas, na hora de agir, deve-se ter o porquê agir, pois caso contrário a ação fica muito prejudicada. Em segundo lugar, mas relacionado, para se eleger a ação a ser tomada, deve-se levar em conta problemas contextuais. (Até onde me lembro, nunca vi nada sobre homens serem apedrejados por adultério, você já?). Nesse sentido, quando se estabelece o ponto de luta, não se está colocando os demais como questões pelas quais não se deve lutar, mas sim, elegendo o que se mostra mais premente em um momento específico.

Por fim, essa associação do feminismo com uma guerra de sexo demonstra desconhecimento sobre o que seja o movimento. O feminismo quer libertação para mulheres e homens, e não sofrimento e morte para os segundos. Essa ideia só faz desqualificar o movimento.

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Feministas reúnem-se com Líder do Governo na Câmara para discutir MP 557/2011

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Por Conceição Oliveira, no twitter:[email protected]_fro A quem pense que com o fim do BBB12 terminou também as acusações que esta edição do programa sofreu. Mas não é bem assim. Em 2010 a rede Globo exibiu um participante do BBB prestando um serviço de desinformação e inutilidade pública ao afirmar que ‘hetero não pegavava AIDS’. Naquele […]

 

53 Comentários escrever comentário »

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POLIDIZERES |

28/12/2010 - 10h02

[…] Sobre o episódio, trazemos ao leitor duas perspectivas, ao nosso ver, lúcidas e maduras: a do blog Jornalismo B, e da trepidante multiblogueira, Conceição Oliveira, do Blog da Mulher. […]

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manuel

23/12/2010 - 13h04

pessoal, bom dia… concordo e compartilho com a preocupação do André, autor do texto que deu origem à discussão, bem como com os termos ali adotados, e sugiro a leitura de O Homem Domado, de Esther Villar, publicado nos anos 70 e disponivel para download, em versão .pdf, em http://www.4shared.com … observem que a autora foi bastante criticada pelas "feministas" de então, embora a argumentação continue válida, na essência, até hoje. a todas(os) menos "feminismo" e mais humanismo, sempre.

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Como Marta Lamas sou uma feminista inconveniente, vamos negociar? | Viomundo - O que você não vê na mídia

22/12/2010 - 19h03

[…] uma cobrança de tomada de posição: eu como feminista deveria me opor ao Nassif, não bastava que eu deixasse claro que considerava o termo feminazi inadequado, que não aprovava o tratamento dado no twitter às mulheres diante dos primeiros enfrentamentos e […]

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O Feminismo da Esquerda Anticapitalista – Lidia Cirillo «

22/12/2010 - 10h29

[…] Blogosfera progressista, feminismo e polêmicas – Conceição Oliveira […]

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Podem me chamar de barraqueira, não vou contemporizar « Pimenta com Limão

21/12/2010 - 16h36

[…] Blogosfera progressista, feminismo e polêmicas – Conceição Oliveira […]

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Feminazi, Luis Nassif e a esquerda com atitudes machistas « Cynthia Semíramis

20/12/2010 - 23h33

[…] do termo feminazi foram escritos por Srta. Bia, Paulo Cândido, Alex Castro, Idelber Avelar, Ana Paula Diniz (com introdução de Maria Frô), Marília […]

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Discussão sobre feminismo: a esquerda e suas divergências « Somos andando

20/12/2010 - 19h17

[…] Blogosfera progressista, feminismo e polêmicas – Conceição Oliveira – Vi o mundo […]

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Blogprog se faz assim, a gente põe a mão na massa e realiza | Maria Frô

20/12/2010 - 14h40

[…] e acho que as discussões já extrapolaram a questão de o uso de um conceito desqualificado o feminazi para uma equivocada generalização que desqualifica e divide mais do que contibui tanto para a […]

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Azov

17/12/2010 - 06h25

É importante poder sentir "ódio" de quem nos oprime, nos machuca, nos humilha, nos inferioriza. Este "ódio" pode significar, como geralmente significa, a diferença entre debacle e levante, entre submissão e enfrentamento, entre VIDA e MORTE.

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maria utt

14/12/2010 - 21h30

ah, … Valerie Solanas

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JOSE FRANCISCO

14/12/2010 - 16h54

segue o que postei no blog do rovai sobre o assunto: oi rovai

acompanhei toda a polêmica desde o início e estou perplexo com o BLOGVENTILADOR aberto a partir de um post totalmente ridículo.
Mas continuei a acompanhar o caso pra ver se um pouco de luz apareceria e a cada post me sentia mais perplexo pois eu gostava do blog do nassif. E por que o tempo do verbo no passsado? Por que a coisa só piora. Aliás, um debate como aquele já nasce morto e só tem a função de agredir pessoas, basta ler os comentários dos diversos posts pra ver como a coisa cresceu.
Porém, na minha insistência masoquista, fui ler o post, este do nassif, chamado inclusão geral ou inclusão excludente. Discordo do mesmo pois acho que as duas posições do título não são contraditórias e sim complementares. Mas é a opinião dele e respeito e daria um bom debate mas nunca um alicerce pra discutir o movimento feminista, afinal de contas há preconceitos em todas as classes sociais, ou seja, o post desviava o foco da polemica pra questão de justiça social pois, em tese, nenhum dos leitores poderia ser contra a inclusão de todos. Mas aí chega o horror: uma resposta dada pelo nassif a uma leitora que me deixou estupefato. Acho fundamental a leitura de todo o post INCLUSÃO GERAL OU INCLUSAÕ EXCLUDENTE e dos comentários, ESPECIALMENTE UM MOMENTO DE MUITA GROSSERIA, e, talvez, dar um toque no nassif no sentido de que ele está pisando na bola. Acho o nassif muito importante na blogosfera e neste episódio ele pode estar perdendo muitos leitores que necessitam das informações que o blog dele nos dá.
Eu to tão PERPLEXO com a história que, masoquista que sou, neste instante estou preferindo ler o globo (sou carioca) ao nasssif pois do lixo da familia marinho eu já sei quase tudo o que eu devo esperar.

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ebrantino

14/12/2010 - 16h54

Proponho uma trégua, ou até um armistício. Entendo que na verdade as mulheres, hoje, ao contrário de há 50, 60 anos, são absolutamente respeitadas, salvo talvez em pequenos e minoritários grupos sociais, de miséria ou marginalidade. (falo no Brasil). São respeitadas juridicamente, na familia, no emprego ou trabalho, e, na verdade, as mais das vezes assumem a liderança das familias. Eventuais abusos contra mulher, violência, violência sexual, assédio, são manifestações antisociais que tem o seu remédio jurídico.
Entretanto, é possivel, e vemos que acontece, que há pessoas que não acreditam nisso, de um lado ou de outro. Então o rémedio, tal como para qualquer insatisfação social, é discutir, colocar as ideias na rua, propor medidas.
É necessário saber que sempre haverá, em relação a qualquer interesse, um outro interesse diferente, como acontece em todos os prélios e pleitos sociais, seja de empregados, de grupos étnicos, de diferentes gêneros, de diferentes situações econômicas, de corporações, de profissões, de grupos políticos. Jamais se fará a harmonia perfeita, que só pode ser procurada, nunca alcançada, não somos deuses nem anjos, somos humanos.
Resta saber se paga a pena, neste momento, acirrar violentamente a luta entre posições que, provavelmente, pelo que vejo, são divergentes apenas na retórica.
Creio que não.
Proponho uma tregua, ficarmos atentos aos interesses maiores da transição do poder civil, e, adiante, voltar ao assunto, com os objetivos e os argumentos devidamente amadurecidos.

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    Thelma Oliveira

    15/12/2010 - 11h40

    Vejo mto pouco de respeito pelas mulheres e, nas eleições, ficou claro pra mim que os preconceitos estão vivos, só que não estranhamos mais, como se fazia nos anos de início das lutas feministas. Nunca vi um homem ter que passar por uma modificação cosmética pra se candidatar a cargo público e ser mais palatável ao eleitorado. Também não percebo que um homem solteiro seja desqualificado por essa sua condição, por não ter uma mulher que o ampare e guie, seja marido ou mentor político. Ouvi mta coisa nesse sentido, e ouço ainda, e fico perplexa com isso . A desqualificação também é uma grande violência, embora não física, e ela permanece atuante e sutil. Tão sutil que chegamos a acreditar que ela não existe. E o pior é que, hoje, nem as mulheres se dão conta disso. Falo hoje pq sou cria dos anos 80, da época de Malu Mulher, etc, e vivi o estranhamento de pensar sobre a minha condição de mulher, ainda muito jovem, em um mundo construído por e para os homens. Considero importante que se discuta, atualmente de forma mais amadurecida porque o tempo, sábio conselheiro, passou e permite que se reflita de outra forma. Mas que exista respeito pela condição feminina, ainda estamos muito longe, infelizmente.

Ana Diniz

14/12/2010 - 15h11

Acho importante fazer uma ressalva: o termo "feministas radicais" não é sinônimo, de forma nenhuma, de "feminazi". Como mostrou Cynthia Semíramis, essa contração dos termos feminismo e nazismo é errônea e ideologicamente posicionada. Acrescentamos ainda, os argumentos da Bia sobre como o emprego do termo busca desmobilizar o movimento. "Feminismo radical", nesse texto, se refere a uma das vertentes do feminismo – já que o movimento não é homogêneo – que busca a ruptura com as relações de subordinação que marcam as sociedades patriarcais e não mudanças superficiais. Então, o termo "radical" designa o tipo de mudança que se busca com o movimento e não a adoção de ações agressivas, violentas ou algo do tipo. Por fim, acho interessante colocar que esse texto foi construído, principalmente, em resposta ao post do Nassif "Inclusão geral ou inclusão excludente", no qual ele discute seu posicionamento acerca do movimento feminista. Abs.

Responder

Ana Diniz

14/12/2010 - 14h48

Acho importante fazer uma ressalva: o termo "feministas radicais" não é sinônimo, de forma nenhuma, de "feminazi". Como mostrou Cynthia Semíramis, essa contração dos termos feminismo e nazismo é errônea e ideologicamente posicionada. Acrescentamos ainda, os argumentos da Bia sobre como o emprego do termo busca desmobilizar o movimento. "Feminismo radical", nesse texto, se refere a uma das vertentes do feminismo – já que o movimento não é homogêneo – que busca a ruptura com as relações de subordinação que marcam as sociedades patriarcais e não mudanças superficiais. Então, o termo "radical" designa o tipo de mudança que se busca com o movimento e não a adoção de ações agressivas, violentas ou algo do tipo. Por fim, acho interessante colocar que esse texto foi construído, principalmente, em resposta ao post do Nassif "Inclusão geral ou inclusão excludente", no qual ele discute seu posicionamento acerca do movimento feminista. Abs.

Responder

Will

14/12/2010 - 13h10

Usar machismo para se opor ao feminismo é errado. Uma ideologia luta para colocar a mulher atrás do fogão ("onde ela pertence", como diriam os machistas) a outra pra garantir a igualdade de direitos entre os sexos. Não são pontos simetricamente opostos do mesmo espectro.
Quer defender os mesmos direitos para os homens? (licença paternidade, pensão, etc..) O machismo não faz isso.
O certo é combater a ideologia dominante de que o homem tem que ser sempre o chefe da família, o provedor; que não pode demonstrar seus sentimentos e emoções, que não pode nem chorar; e que se não trabalha e fica em casa para cuidar dos filhos (dono-de-casa, stay-at-home-dad) é um vagabundo; que sempre tem que ter um salário maior que o da sua parceira; que não pode cozinhar, lavar roupa e ajudar a limpar a casa; que se um homem defende o feminismo ele é um frouxo, um pau-mandado, uma "bixona".
O vídeo citado pelo marcosfaria mostra bem como o homem deve travar essa luta.
Vídeo: http://www.ted.com/talks/tony_porter_a_call_to_me

Responder

    Ana Diniz

    14/12/2010 - 14h45

    Olá Will! Não se está defendendo no texto que machismo e feminismo são a mesma coisa. Muito pelo contrário: o machismo é aquilo que o feminismo busca combater, a ideologia que sustenta a ordem patriarcal. Igualar feminismo ao machismo, na verdade, é uma construção deturpada e enviesada, que busca fundamentar a guerra dos sexos – ou seja, que o feminismo quer na verdade mudar a ordem da hierarquia, colocando as mulheres como superiores e os homens como subordinados. É nesse sentido que colocamos que o feminismo "quer a libertação de homens e mulheres". Abs.

    Will

    15/12/2010 - 10h20

    Obrigado Ana. A verdade é que meu comentário é uma "resposta" a pessoas com mentalidade como a do Bruno, e não ao texto. Na verdade o texto fala exatamente o que vc resumiu no seu comentário.

    Ana Diniz

    15/12/2010 - 19h34

    Olá Will! Não cheguei a ver os comentários preconceituosos do Bruno – felizmente – e achei que tivesse ficado alguma dúvida. Ah! É sempre muito bom ver homens que se simpatizam, reafirmam, participam etc. da causa feminista. Abs.

Conceição Lemes

14/12/2010 - 12h25

Bruno, mais preconceito, de jeito algum Na pressa, seus comentários foram aprovadamente inadvertidamente. Só que uma leitura mais atenta mostrou-nos que estavam fora das regras que estipulamos para aprovação dos comentários no Viomundo. Rejeitamos comentários homofóbicos, racistas, denúncias sem prova…

Obrigada aos leitores e leitoras que nos alertaram. Grande abraço

Responder

Gerson Carneiro

14/12/2010 - 11h47

A blogosfera é uma maravilha porque nos permite a liberdade até de cometer erros.

Estamos no final de ano, cansados, muito cansados, e por isso muitas vezes escrevemos sem a devida reflexão. Mas o patrulhamento e o rigor excessivo também cansa. O que deve ter ocorrido com o Nassif talvez foi que escreveu sem a devida reflexão, talvez por cansaço.

E muitas vezes estamos com a paciência curta e queremos escrever o que dá na telha. E o que dá na telha é cocô de gato. Então é recomendável um pouco de paciência.

Falo por mim. O que tenho escrito de bobagens não tá nos gibis. Aí depois apago.
Trabalho até a próxima sexta-feira, depois só no dia 10 de janeiro, espero descansar e voltar com a razoabilidade equilibrada. Esse ano foi cansativo demais. Já deu.

Responder

Binah Ire

14/12/2010 - 10h59

Continuação: Mesmo se a intenção do Nassif fosse incentivar o debate, no caso, ele o fez de maneira equivocada, dando razão àqueles que pensam que feminismo é "capricho" de mulher insatisfeita consigo mesma e invejosa de outras que "aceitam seu papel".
Acho sim que faltou respeito por parte do Nassif e de muitos homens que, na hora da reflexão, fogem pelo lugar comum das "mães que criam machistas" e portanto são culpadas por ele existir e das "mulheres brabas" ou "invejosas" que não se contentam em serem mulherezinhas e querem ser homens. Ora!
Também vi muitos homens desaprovando a postura do Nassif e também outros que agiram como ele.
O debate é importante, se essa era a intenção, ótimo, mas foi feito de maneira equivocada, repito.
Não fico com raiva, não me exalto, embora isto me chateie bastante. São poucos os homens dispostos a debater o feminismo com seriedade, da mesma maneira como defenderam Dilma durante as eleições.
É o mínimo que esperamos de jornalistas que admiramos e tomamos como fonte de informação. Né não?

Responder

    Conceição Oliveira

    14/12/2010 - 14h23

    Eu concordo Binah, Nassif se equivou sobremaneira no episódio. Por outro lado não consigo ver o machismo como atributo pessoal de alguém e sim como uma questão política, social e cultural e assim deve ser tratado.
    Por isso discordo da cruzada contra o Nassif que tá longe de ser o misógino do ano. Felizmente muitas mulheres e homens apesar de discordar do Nassif não entraram nesta cruzada. No twitter e aqui no post tem um monte de gente exigindo de mim que eu rompa relações com o Nassif, e não se dão conta que ao fazerem isso desqualificam-me como se eu não fosse um sujeito capaz de me posicionar, de discordar das idéias que Nassif tem sobre a questão e mesmo assim não considerá-lo nem meu inimigo pessoal, nem inimigo das feministas.
    Abraços

Binah Ire

14/12/2010 - 10h59

Um dos defensores do Nassif, inclusive, enquanto eu fazia uma reflexão sobre feminismo ( e eu não estava acusando ninguém nem entrando no mérito do post nem nada) disse que a culpa de os homens serem machistas é das mulheres que os criam. E me acusou de machista o tempo todo, ironizando a reflexão séria que eu estava fazendo a respeito. Este é o comportamente que muitas vezes enfrentamos nos homens quando vamos discutir feminismo e direitos de igualdade aos gêneros. Eles nos ironizam, desqualificam nossos argumentos transformando-os em "chilique de mulher braba".
O cara chegou ao cúmulo de perguntar "quantos homens levei pra cama". Mas o que o c.. tem a ver com as calças? É desta maneira que debateremos igualdade de direitos para os gêneros?

Responder

Marcelo de Matos

14/12/2010 - 10h52

Embora ainda possa ser usado para fins políticos, penso que o feminismo é algo démodé. Quais os direitos que as mulheres ocidentais reivindicam? Minha patroa costuma dizer – dentro de casa quem manda sou eu. Resta-me mandar fora de casa. Como sou aposentado, não consigo encontrar campo para exercitar meu mandonismo. No Oriente sim, a mulher não manda nada. Então, o feminismo só faz sentido nessa parte do mundo. Aqui impera o matriarcado – a mulher é que decide o que se vai comer no almoço, a cor da toalha do banheiro e a do vasinho que fica na mesa da sala, embora nem sempre ela tenha bom gosto. Há, também, a questão do trabalho. Antigamente o campo masculino era maior porque predominava a força física. Hoje, a IBM, por exemplo, contrata seus funcionários sem preferência por sexo – o que interessa é o grau de inteligência, capaz de fazer a diferença tecnológica. Nos trabalhos pesados predomina a mão de obra masculina, já que, com exceção da Rússia soviética, a mulher nunca se interessou por fazer muita força.

Responder

Raphael Tsavkko

14/12/2010 - 04h12

Frô, o NAssif errou feio. E não admitiu. Ou melhor, depois que viu estourar a polêmica, aproveitou-se dela pra só depois se desculpar… Ou melhor (de novo), pra se fazer de vítima.

Veja os posts da Lola e da Semíramis a forma ridícula que ele respondeu às críticas, fazendo pouco caso, sendo desrespeitoso.

Não é a primeira vez que vejo o Nassif se comportando dessa forma, não esqueça que ele já me censurou.

Se não foi ele quem publicou o post, que simplesmente falasse se retratasse. Ele não fez isso, deve ter gostado da polêmica, da atenção, o que é lamentável.

Depois de tudo, de se fazer de vítima, ainda continua provocando, com post sobre a Marcha Mundial, denegrindo o movimento.

Desculpe, mas esse seu texto tem tom por demais de Relações Públicas e perde a linha. Na tentativa de defender o Nassif você se perde feio e tenta justificar o injustificável, colocando as ações do Nassif acima de qualquer erro sério.
http://tsavkko.blogspot.com/2010/12/nassif-femina

Responder

    Conceição Oliveira

    14/12/2010 - 12h03

    Como disse reconhecer um erro não significa destratar o outro, o Rovai resumiu bem, o que já havia colocado neste post,
    "Menos honesto ainda é tentar transformar o post do Nassif numa ação de quadrilha, num movimento machista “dos blogueiros progressistas”. Esse é um comportamento típico de quem tem dificuldade de conviver com construções coletivas e busca fazer do protagonismo alheio escada para seus desejos de sucesso.
    A blogosfera progressista não é um grupo, não é um partido e tampouco um time de futebol. Alguns blogueiros e blogueiras achavam que tinham afinidades (e sabiam ter diferenças) e decidiram se reunir. Para que a coisa acontecesse, inventaram um nome para designar o encontro. Se todos pensam da mesma forma? Óbvio que não. Como em qualquer outro movimento, há gente de todas as cores e sabores na chamada blogosfera progressista. Nassif é um deles." http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/12/13/ne

    Raphael Tsavkko

    16/12/2010 - 04h19

    Fico com o Biscoito Fino e o Idelber nessa: http://www.idelberavelar.com/archives/2010/12/not

    Marcelo P

    20/12/2010 - 20h04

    O texto do Idelver Avelar é a melhor síntese

    Luanay

    14/12/2010 - 18h46

    Caro Raphal Tsavkko, independentemente do que o Nassif fez, é feio, é muito feio, desonesto, pra dizer o mínimo, se aproveitar de uma derrapada pra jogar sobre o Nassif todo o ressentimento que você guarda contra ele.
    Sim, porque a sua reação virulenta, raivosa e desproporcional no seu blog, no twitter e no blog do Nassif deixou claro que você se aproveitou legal do acontecido pra descarregar um ódio desmedido que alimenta contra o Nassif, e não é de agora. Vc tentou assassinar reputação, se aproveitando do momento. .. Isso é desonesto, caro.
    Ninguém é ingênuo aqui, e você perdeu 200 pontos comigo e deixei de seguí-lo (sim, vc não me conhece e nem tenho importância, mas digo mesmo assim). E sou mulher, e muita gente na minha família até me considera feminista, seja lá o que isso signifique, e não gostei nada do tom de deboche do Nassif no twitter (a la Noblat) mas foi a sua postura e de outros que achei repulsiva.

    Raphael Tsavkko

    16/12/2010 - 04h19

    Ressentimento? Pelo que eu teria ressentimento? Censurar não é "derrapar", é tomar atitude de PIG no meio da blogosfera. E, convenhamos, as "derrapadas" vem se repetindo, não? Censura, Feminazi, tratamento jocoso e irônico com críticos…

Andréia

14/12/2010 - 02h01

Esses comentários do Bruno são tão idiotas, fora da casinha, que nem merecem resposta. Então lutar contra a violência contra a mulher (social, física, sexual, cultural) é deixar os homens afeminados… quer dizer, então pra ser homem na sua opinião tem que ser violento e subjugar as mulheres… significa.

Responder

Sil Abba

13/12/2010 - 19h46

Acho que o movimento feminista é que foi desqualificado, de maneira extremamente grosseira e desnecessária, pelo jornalista Nassif. O próprio jornalista poderia ter resolvido isso de maneira muito mais simples, digna e respeitosa, se tivesse discutido o assunto a sério.

Respeito, colegas, de respeito não se abre mão.

Esperamos contar ao menos com quem se diz de esquerda. Por que, afinal, é tão natural, legítimo, defensável e sempre tão impune agredir os movimentos de defesa de direitos femininos? Será que não temos o direito nem de questionar isso? Talvez seja muita ingenuidade minha, mas esperava muito mais do Nassif, e também de vc, Conceição.

Muito político esse texto. Já temos gente demais justificando a agressão e o pouco caso que se faz às mulheres. Não precisamos de uma mulher, de esquerda, num blog de esquerda, fazendo mais um pouco disso.

Precisamos parar de nos culpar pelas agressões que nos impingem, embora tenhamos sido ensinadas a agir assim desde sempre.

Vamos ao menos nos dar o direito de nos ofender e de dizer isso com todas as letras.

Responder

A quem interessa comparar feministas a nazistas? | Ofensiva contra o machismo

13/12/2010 - 18h40

[…] Nenhum movimento social é homogêneo. Ninguém é uma pessoa 100% justa e correta só por fazer parte de um movimento social. Dentro do movimento feminista há diversas opiniões divergentes sobre pornografia, prostituição, licença-maternidade, casamento, economia, política, etc. Porém, há pontos de união, há a luta contra o machismo que prejudica não só a mulher, como também o homem. A identidade de um movimento está em suas ações e não na particularidade de suas participantes. Porém, quando não se tem mais argumentos, a solução para desqualificar um movimento é compará-lo a algo extremamente desumano como o nazismo. Quem faz questão de usar e disseminar um termo como feminazi ajuda na expansão do conservadorismo e na extinção das novas idéias sociais. Contribui para a falta de diálogo e para a renovação do machismo na sociedade. […]

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Pedro Ayres

13/12/2010 - 17h44

Conceição
Gostaria que v.desse uma mirada num texto que publiquei há alguns dias. Abordei a questão feminina a partir do que consegui aprender até hoje. Creio ser um bom texto para abrir um discussão sem achismos e preconceitos.
O endereço é http://pedroayres.blogspot.com/2010/11/em-defesa-

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    Maria Lucia

    14/12/2010 - 15h00

    Recomendo a leitura do seguinte texto: http://sepenuceosaogoncalo4.ning.com/forum/topic/
    É um texto bem instigante.

    Aline

    15/12/2010 - 01h13

    É isso aí!
    Vamos aproveitar o incidente para fazer análises mais profundas, que nos permitam partir para a luta pela transformação do equivocado quadro atual, com conceitos precisados.
    Como está, não favorece a ninguém. Os homens e as mulheres estão é perdendo o melhor da vida nessa briga que só favorece o grande capital.

dukrai

13/12/2010 - 17h19

o Nassif publica uns textos que são a pura provocação e tem até alguns autores frequentes que a gente só encontra no gLobo ou coisa igual. não sei se a intenção é abrir o leque ideológico, mas no caso do André feminazi a coisa foi tão primária que serviu só pra abrir a tampa do esgoto.

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    Marat

    13/12/2010 - 22h10

    Escreveu muito bem, Dukrai. Valeu!!!

Maria

13/12/2010 - 17h15

Hoje é que soube do fato pelo blog da cidadania. Mas acredito que o saldo está sendo altamente positivo porque trouxe à baila questões importantes mas que pareciam pertencer a um ou a alguns guetos. E ele faz parte de todo o campo da democracia. O que falta é ainda, sensibilidade , para entender as formas naturalizadas e diferenciadas no tratamento das mulheres, seja em casa, no trabalho, na representação cultural e por aí vai. Mesmo nós, mulheres, deixamos de enxergar por conveniência, medo ou qualquer outro motivo, formas mal-resolvidas de relacionamentos pessoais. E olha, que estou muito longe do politicamente correto, porque acho que quando rimos de nós mesmas, podemos perceber como o personagem do Chaplin, o nosso lugar no mundo e lutar por ele.

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Feminazi é o pai! | ESTADO ANARQUISTA

13/12/2010 - 16h27

[…] Nenhum movimento social é homogêneo. Ninguém é uma pessoa 100% justa e correta só por fazer parte de um movimento social. Dentro do movimento feminista há diversas opiniões divergentes sobre pornografia, prostituição, licença-maternidade, casamento, economia, política, etc. Porém, há pontos de união, há a luta contra o machismo que prejudica não só a mulher, como também o homem. A identidade de um movimento está em suas ações e não na particularidade de suas participantes. Porém, quando não se tem mais argumentos, a solução para desqualificar um movimento é compará-lo a algo extremamente desumanizador como o nazismo. Quem faz questão de usar e disseminar um termo como feminazi ajuda na expansão do conservadorismo e na extinção das novas idéias sociais. Contribui para a falta de diálogo e para a renovação do machismo na sociedade. […]

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relatividade

13/12/2010 - 15h59

Muito bom, é por ai.
Abraço,
Lucio

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Ione Valadares

13/12/2010 - 15h30

Alguém disse uma vez que não entendia por que as mulheres caiam na cilada do amor romantico. Eu faço também uma pergunta aos homens: Como é que vocês caem na cilada da violência. O Estado impõe este perfil aos homens, por que precisa de defensores em caso de guerra. Quando crianças os meninos ganham revolverizinhos de presente, aos18 são obrigados a servir o exercito. A cultura incentiva os homens a serem guerreiros e eles passam o resto da vida achando que gostar de jogos e filmes violentos e subjugar as mulheres é uma escolha pessoal. Hellôôôu? Nós mulheres questionamos a forma com que a cultura nos formatou, por que vocês não fazem o mesmo? Vocês não percebem que na ausência de guerras, esta violencia contida esta sendo canalizada para o mundo feminino? para o mais frágil fisicamente? As mulheres apanham física e psiquicamente dos homens, simplesmente por que eles não conseguem abrir mão do padrão que o Estado construiu para eles. Se acomodam na confortável poltrona da violência, abrem uma cerveja e vão ver o futebol.

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A quem interessa comparar feministas a nazistas?

13/12/2010 - 14h27

[…] Nenhum movimento social é homogêneo. Ninguém é uma pessoa 100% justa e correta só por fazer parte de um movimento social. Dentro do movimento feminista há diversas opiniões divergentes sobre pornografia, prostituição, licença-maternidade, casamento, economia, política, etc. Porém, há pontos de união, há a luta contra o machismo que prejudica não só a mulher, como também o homem. A identidade de um movimento está em suas ações e não na particularidade de suas participantes. Porém, quando não se tem mais argumentos, a solução para desqualificar um movimento é compará-lo a algo extremamente desumanizador como o nazismo. Quem faz questão de usar e disseminar um termo como feminazi ajuda na expansão do conservadorismo e na extinção das novas idéias sociais. Contribui para a falta de diálogo e para a renovação do machismo na sociedade. […]

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patrick

13/12/2010 - 13h47

Nassif errou e deveria ter pedido desculpas. Ponto. Não o fez. Pior, achicalhou quem o criticava no twitter. Esse é o aspecto polêmico da questão. Se tivesse a humildade de reconhecer o erro, o assunto teria morrido desde o início.

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Fátima Oliveira

13/12/2010 - 13h02

Conceição, a polêmica nem sempre é polêmica. Há supostas polêmicas que atendem pelo nome de provocação. Quando é provocação eu não discuto. Não tenho mais idade para gastar meu latim respondendo a provocações desse tipo de gente e de discurso. Vou reler, mas no momento acho que é provocação troglodita, de baixo calão. A pergunta é: a serviço de quem?

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rebecaa

13/12/2010 - 12h46

E para voce ter ideia que este preconceito no brasil ñ tem limite ha visto ""Propaganda pró – ateísmo é vetada em Salvador
Empresa citou o Decreto 12.642/2000, que proíbe a colocação de qualquer meio ou exibição de anúncio que favoreça ou estimule ofensa ou discriminação""////

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Vera Silva

13/12/2010 - 12h32

Muito bom Conceição.
O machismo é um preconceito de gênero. Como qualquer preconceito precisa ser combatido.
Contudo, como cria vantagens para o outro lado todas as ações afirmativas são combatidas com mais preconceito.
Além disto é necessário entender que não existe democracia nem república onde qualquer preconceito floresce – consciente ou inconscientemente.

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    CC.Brega.mim

    13/12/2010 - 23h09

    desculpa bruno
    mas gostar de mulheres
    gostar mesmo
    não é o que o universo cultural de referência
    que você anuncia
    sugere…

    liberdade para mulheres e homens!

    Otto

    14/12/2010 - 08h49

    Escreva direito!

    Will

    14/12/2010 - 12h29

    Primeiramente, a escolha do termo feminazi é extremamente infeliz. Existem sim feministas "radicais" e esse é termo que deve ser usado.
    Machismo não é um direito, assim como racismo não é um direito. As pessoas não devem ser pré-julgadas de acordo com o seu gênero ou sua etnia. Ou orientação religiosa ou política. Vc está confundindo liberdade de expressão com liberdade de opressão.
    Além disso, a resposta ao feminismo "radical" não é o machismo. Vc não combate uma ideologia errada com outra igualmente errada. A luta deve ser feita longe dos extremos, no centro, onde a luta do feminismo por IGUALDADE de direitos entre os sexos tem se concentrado.

marcosfaria

13/12/2010 - 11h37

Sobre o último parágrafo, uma frase fundamental: "My liberation as a man is tied to your liberation as a woman" – Tony Porter. http://bit.ly/eHGGpC

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