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Ananda Hilgert: Em busca de novos apelidos para a vagina

01 de fevereiro de 2015 às 19h27

Captura de Tela 2015-02-01 às 19.22.32

VAGINA NÃO É BACALHAU

por Ananda Hilgert, no Noo, em 26.01.2015, sugerido por Eduardo Prestes Diefenbach

O nome que a gente dá para as coisas na vida não é inocente, não é por acaso, é marcado por posicionamento, é político, é cultural. Pensando nisso, os diversos apelidos dados aos órgãos sexuais feminino e masculino dizem muito sobre sexo e papéis de gênero:

Enquanto o pênis tem todos os nomes possíveis que remetem ao formato de cenoura, nabo, cano, anaconda, espeto e tantos outros mais, à vagina direciona-se outro tipo de apelido, muito mais pejorativo, como:
bacalhau

carne mijada

nugget de peixe

marisco

suvaco de coxa

túnel cheiroso

suadinha

A vagina e seus perseguidos odores! Fedor de peixe, suor, mijo. A vagina é nojenta, tem mau cheiro. Tudo que o homem hétero quer é que sua estaca crave esse marisco, mas sem abrir mão de rebaixar essa pobre carne mijada ao seu devido lugar.

A mulher escuta esses nomes desde pequena mesmo sem entender ainda seus significados. A gente vai crescendo e entendendo que é suja, que deve esconder nossos cheiros, mesmo que sejam naturais para todas as mulheres. A menina desde novinha aprende a usar uma infinidade de produtos de higiene, enquanto o menino aprende a fazer xixi na árvore e dar só uma balançadinha na sua bengalinha. A gente aprende que peixe podre e vagina tem o mesmo odor. Carregamos um túnel “cheiroso” no meio das pernas, motivo de piada, medo, objeto de controle.

Esses apelidos podem parecer apenas piadinhas inofensivas para muita gente, mas carregam um peso muito maior que uma comédia boba. Muitas mulheres realmente acabam tendo nojo de si mesmas, não conhecem suas próprias vaginas, não tocam em si mesmas. Aliás, falando em toque, a masturbação feminina é um grande tabu que vem também desses apelidinhos carinhosos:
engole espada
ninho de rola
lixa-pica
casa do caralho
papa-duro
gulosinha
buraco da serpente

Se o homem chama a vagina de lixa-pica e casa do caralho, isso significa que a maldita xoxota só existe para servir ao homem; portanto, mulheres, o prazer sexual não é de vocês, mas do homem e sua espada.

O homem carrega orgulhoso sua terceira perna (a vontade de aumentar o tamanho do pênis através de apelidos é visível), sua furadeira, seu socador, sua ferramenta. A mulher esconde, depila, limpa sem cansar seu suvaco de coxa. Dar nomes pejorativos à vagina prejudica muito a sexualidade feminina, pois a mulher tem pensamentos negativos em relação a si mesma, acaba se limitando, tem medo de se expor, de ter o cheiro errado, o formato errado, o prazer errado.

A tentadora vagina, o testador de batina pode parecer idolatrado por muitos homens, mas essa adoração tem um limite muito demarcado: o controle. Dar nome é querer controlar, diminuir, determinar a função. O homem apelida de ninho de rola quando quer dizer que a vagina serve para nada além das vontades de sua rola. O homem corta, mete, penetra, come com sua serpente, seu canivete, sua arma. E finaliza chamando de bacalhau.

Essa mistura de idolatria e controle é muito parecida com aquela história de chamar as mulheres de musas que muitos adoram. Vários homens tentam fugir de uma imagem de machista dizendo que amam as mulheres, que elas são musas inspiradoras, deusas que devem ser veneradas. Gente, deixa eu contar um segredo: isso ainda é machismo, isso ainda é tentar definir uma posição para mulher alheia à sua vontade. Portanto, não me venha dizer que a vagina é a coisa mais adorada do mundo, a área VIP, a desejada, a caixa dos prazeres, pois, homem, você está determinando que a vagina só serve pra ti.

Os apelidos dados à vagina tiram da mulher o controle (e orgulho) sobre o próprio corpo. Quando somos condenadas a levar entre as pernas nada além de um nugget de peixe e um buraco de serpente, aprendemos que somos submissas ao gigante adormecido masculino. O poder das palavras é forte na subjugação de qualquer grupo, qualquer minoria. As 100 palavras para vagina citadas no vídeo no início deste texto podem ser separadas em três grupos: mau cheiro/aparência feia; diminutivos; provedor do prazer masculino. Nenhum apelido carrega uma ideia de poder como espada, ou de algo que machuca e domina como arma.

Esses nomes condenam a mulher pela sua própria natureza, ou seja, não há saída. As mulheres passam a vida lutando contra as suas cavernas, cabaças, cabeludas, pombinhas. A espada manda, o engole-espada obedece. Vivemos numa cultura de idolatria do pênis, toda a teoria psicanalítica do Freud gira em torno do desejo ao falo. No entanto, com as mulheres tentando se libertar cada vez mais, podendo finalmente falar (de vez em quando e ainda controladamente) que gostam de sexo, que se masturbam, que gostam do próprio corpo, acho que está na hora de apelidos com mais empoderamento feminino.

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36 Comentários escrever comentário »

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Roberto Ferreira

05/02/2015 - 00h26

Inveja do pênis é uma teoria psicanalítica Freudiana que se refere à reação em tese de uma garota durante seu desenvolvimento psicossexual quando ela percebe que não possui um pênis.

Freud considerou esta compreensão um momento determinante no desenvolvimento da identidade de gênero e sexual para as mulheres. De acordo com Freud, a reação paralela em garotos de que garotas não possuem um pênis é uma ansiedade de castração. Na cultura contemporânea, o termo às vezes se refere de maneira metafórica a mulheres que se presume que desejariam ter nascido homens.

O conceito psicanalítico da inveja do pênis não tem relação com a “síndrome do pênis pequeno”, que é a ansiedade de acreditar que o próprio pênis é menor do que o normal.

Porém esta inveja quando liberada reflete uma admiração muito forte por conhecer como a parte passiva reage ao desejo de ser penetrada e este desejo de conhecimento e a curiosidade trás sensação de plena liberdade.

Responder

Conceição Teodoro

04/02/2015 - 11h31

Porta-espada, tamanho:22cmx5cm.

Responder

Marcelo Simba

04/02/2015 - 03h55

Parabéns pelo texto! Como pai de um casal de filhos lindos (ela 8 e ele 5), posso ler para eles sem q os palavrões o ofendam, mas como nos irmãos Grimm, dispertem a sua vontade pelo fantástico.

Responder

Vicente Jr.

03/02/2015 - 17h08

Mais dez anos de PT e textos desse tipo serão publicados em congressos científicos.

Responder

luiz mauro

03/02/2015 - 11h45

que artigo péssimo, devolvam os 5 minutos da minha vida, que perdi vendo este texto irrelevante para os desafios do mundo contemporaneo.

Responder

    Luciano 2018 não

    03/02/2015 - 18h23

    Você é irrelevante, Luiz.

    Ana

    05/06/2016 - 07h38

    Tranquilize-se: teu prejuizo é só de um minuto. Os outros 4 min pra refletir longamente e redigir este comentario construtivo e edificante ficaram por conta da sua generosidade.

Regina Fe

02/02/2015 - 22h54

A autora está repleta de razão. Além das mulheres terem a vagina patrulhada, esses apelidos, alguns conheço desde pequena, também tem a famigerada expressão ” abrir as pernas” para se referir a ser condescendente ou ceder a algo que não deveria. No meio empresarial, alguns executivos se lambuzam com essa expressão. E lucre-se com a vagina, a indústria e os sabonetes íntimos e agora até o bom e velho sabão substituído por um limpador de calcinha, cuja propaganda é irritante.

Responder

Edgar Rocha

02/02/2015 - 19h25

É um paradigma que a autora busca delinear e questionar. A visão social do órgão sexual feminino. Acho válido que se questione a origem destes conceitos.

Mas, com todo o respeito, o texto está incompleto. Isto porque, após questionar, não se revela algum contraponto ao ideário comum. O que a autora sugere? Há outro repertório de nomes sem estas conotações considerada por ela depreciativas? Em outras culturas, por exemplo, como se referem ao órgão sexual feminino? Existe outro grupo que possua outro paradigma que não seja: a diversão/objeto,receptáculo do órgão masculino; o objeto de posse; o órgão depreciado por seu formato ou cheiro; o local onde se copula; o receptáculo de esperma, onde se gera o filho?

Que fique claro, não se trata de defesa do senso comum, muito menos de invalidação do questionamento da autora. Mas, exemplos são bons pra demonstrar que há opção ou, em caso negativo, justificar o porquê da necessidade de rever tal conceito. Ok, papo cabeça de minha parte. Mas, se valer, fica a dica.

Responder

    carmina Rodrigues

    04/02/2015 - 05h06

    Concordo com vc qto ao texto não estar completo,no sentido de não apontar alternativas, mas falar do assunto já é uma provocação, para que pensemos em saídas. Principalmente nós mulheres.

rafael

02/02/2015 - 14h27

Não conheço homem que ache uma vagina nojenta ou mal cheirosa. Alias o inebriante odor vaginal não incomoda a quem dela gosta, muito ao contrário.

Responder

Elias

02/02/2015 - 14h14

Mas que louco isso. Que texto mais escabroso. Jamais ouvi falar dos apelidos aí descritos. A vagina é a coisa mais linda que um homem pode ver quando tem a sorte de ver de perto. E como bem disse Franco Atirador sobre a flor de baunilha. Tudo a ver. E tudo tão docemente palatável. Não sei como Ananda Hilgert teve coragem de dizer tanta coisa estranha. Não dá para crer que o homem civilizado diz essas aberrações sobre a vagina. Mas a minha bronca é com os dicionaristas que insistem no verbete ‘boceta’, quando está mais do que provado que ‘buceta’ está na boca do povo.

Responder

    FrancoAtirador

    02/02/2015 - 18h19

    .
    .
    Imagina
    Que Maravilha:
    Vagem,
    Aroma Baunilha!
    .
    .

    Elias

    02/02/2015 - 20h24

    Gostei. Lembra Hay Kay.

    E Hay Kay lembra Paulo Leminski:

    “Ameixas /ame-as / ou deixe-as”.

    E tem outro craque em Hay Kay,

    Millôr Fernandes:

    “Anatomia é uma coisa que os homens também têm, mas que, nas mulheres, fica muito melhor.”

    Elias

    02/02/2015 - 23h00

    Embora críticos literários concluem que “ameixas, ame-as ou deixa-as” seja uma paráfrase referente ao Brasil dos militares “Ame-o ou deixe-o”, para mim, esse poema de Leminski sempre teve uma conotação erótica…ameixas, uvas, vulvas, baunilha…(rindo muito).

    FrancoAtirador

    03/02/2015 - 11h51

    .
    .
    Leminski e Millôr

    O Poeta e o Pensador,

    A Fina Flor da Ironia,

    Brincam com a própria Dor.
    .
    .

    FrancoAtirador

    03/02/2015 - 12h09

    .
    .
    Aliás, há dois quartetos do Paulo Leminski

    que bem poderiam resumir a mensagem da autora:

    Eu tão isósceles
    Você ângulo
    Hipóteses
    Sobre o meu tesão

    Teses sínteses
    Antíteses
    Vê bem onde pises
    Pode ser meu coração
    .
    .

    Elias

    03/02/2015 - 19h09

    Fechado com chave de ouro. Agora arrasou, Franco. Saudações marxistas.

Luiz A. Fonseca

02/02/2015 - 12h02

Eu nunca chamei a vagina de nada que está escrito no texto, no máximo de “xoxota”, que é o jeito que, me parece, as próprias mulheres preferem. E não vejo diferença de qualidade na palavra “xoxota” quando comparada com “pinto”. E “caralho” é muito pior!

Responder

    Márcio Gaspar

    02/02/2015 - 13h33

    Luiz A. Fonseca, pensei a mesma coisa, pois no círculo de minha convivência nunca ouvi alguém referir com estes nomes. Já ouvi de mulheres uma forma, na minha opinião, considerada simpática que é a “Perseguida”, Xana, Xaninha, xoxota, xoxotinha. O nome “Boceta”, que pelo dicionário é uma pequena caixa redonda e alongado ainda continua sendo considerada uma forma vulgar e chula para se referir ao órgão genital feminino.

Romero

02/02/2015 - 09h36

Quanta bobagem! Coisa de feminista que não tem o que fazer. Por que não vai para o Afeganistão ou o Iraque defender os direitos das mulheres nesses lugares? Lá realmente elas estão precisando muito. Ficar bancando a feminista aqui é moleza. Ou então vai procurar um psicólogo.

Responder

    Ana

    05/06/2016 - 07h43

    Boa ideia, Romero. Aproveita e conta pra gente tudo o que voce tem feito pelas mulheres do Iraque e do Afeganistao?

Narciso

02/02/2015 - 09h16

Ótimo texto!

Responder

oscar rissieri paniz

02/02/2015 - 07h48

Texto ótimo e que possivelmente muitos se surpreendam, pois como bem diz a autora, esta mistura de idolatria, por um lado, e forma de controlar através da terminologia depreciativa e vulgar, por outro, leva o homem a reafirmar seu machismo e o consequente estado falocrático. Este é um daqueles temas em que boa parte da sociedade, hipócrita, finge em não considerar, reconhecer.

Responder

Rodrigo

01/02/2015 - 21h47

Esse texto é satírico né?
Porque se não for, beira a paranóia.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    01/02/2015 - 22h09

    Curiosamente, os homens ficam extremamente incomodados com o assunto.

    Luiz Fonseca

    02/02/2015 - 16h41

    Azenha
    Não estou nada incomodado, somente surpreso com a quantidade de nomes que são usados para designar a vagina, a maioria de péssimo gosto, e dos quais eu nunca tinha ouvido falar.
    E parabéns pelo blog.

    Léo

    01/02/2015 - 22h14

    Concordo, paranóia pura.

Celso

01/02/2015 - 21h37

Sem comentários.

Responder

Silvio de Sousa

01/02/2015 - 20h37

Confesso, nunca tinha pensado nisso!

Responder

Flávio Furtado de Farias

01/02/2015 - 20h36

O próprio nome VAGINA se origina de BAINHA de espada.
Em 1641, o anatomista alemão Johann Vesling utilizou esta palavra para descrever a parte da genitália feminina que recebia o pênis durante a cópula. Mas já era usado neste sentido desde Plauto (254-184 a.C.).
Nesta mesma origem [bainha, vaina (latin)] aparece a flor da baunilha (confira a imagem de uma flor de baunilha e entenda).
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Responder

    FrancoAtirador

    01/02/2015 - 23h17

    .
    .
    Curioso é que a Baunilheira

    (Vanilla planifolia)

    é uma Orquídea Trepadeira.

    (http://hortas.info/como-plantar-baunilha)
    .
    .

    FrancoAtirador

    02/02/2015 - 01h13

    .
    .
    Já ‘Vanilla’, gênero dessas trepadeiras
    pertencentes à família das Orquidáceas,
    procede da palavra espanhola ‘Vainilla’
    que é o diminutivo de ‘Vaina’ (‘Bainha).

    Aliás, essa Orquídea produz sementes em vagens.
    O vocábulo ‘Vagem’ tem mesma Etimologia de ‘Vagina’
    que é ‘Bainha’ no significado literal em latim.

    O mais curioso, porém, é que a palavra ‘Orquídea’
    vem do grego ‘Órkhis’, pelo latim ‘Orchis’,
    que significa literalmente ‘Testículos’.

    (http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/a-origem-suja-de-6-palavras-de-nosso-cotidiano)
    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Vanilla#Etimologia)
    .
    .

    FrancoAtirador

    02/02/2015 - 01h36

    .
    .
    E as Flores das Orquídeas são Hermafroditas…

    Na Mitologia Grega, os deuses Hermes e Afrodite,
    ele simbolizando o Gênero Masculino e ela o Feminino,
    tiveram um filho chamado pelo nome de Hermafrodito
    que, de acordo com a versão do poeta romano Ovídio
    na obra “Metamorfoses” (Livro IV, 306-312),
    teria sido ‘estuprado’ pela ninfa aquática Salmakis,
    uma náiade atípica que, por vaidade, ócio e luxúria,
    rejeitara os modos virginais da deusa Artemisa.

    Segundo Ovídio, após o ato libidinoso a náiade Salmakis
    fundiu-se em um só corpo com o deus Hermafrodito
    à beira de um Lago situado em Halikarnassos, na Karia.

    Nos cânones mitológicos da Grécia Antiga
    constituiu-se no único caso em que uma ninfa
    pratica o estupro, ao invés de sofrê-lo.

    (http://www.theoi.com/Nymphe/NympheSalmakis.html)
    (http://en.wikipedia.org/wiki/Salmacis)
    .
    .
    Tudo isso para simplesmente dizer

    que os gregos e os romanos eram foda.
    .
    .

    Maria

    03/02/2015 - 16h02

    Orquidea é o melhor formato.Lembro-me também de ter ensinado uma criança parente a lavar sua xicrinha. Ela deu risada até.

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