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Cartas de Minas
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28 de setembro: Dia de luta pela descriminalização do aborto na América Latina

28 de setembro de 2010 às 13h56

Por Conceição Oliveira: blog Maria Frô, twitter: @maria_fro

Reproduzo artigo do advogado Tulio Vianna sobre a luta das mulheres latino-americanas pela descriminalização do Aborto. Convido também leitoras e leitores do Blog da Mulher a ler as postagens das blogueiras Srta Bia – Aborto, direito da Mulher e Denise Arcoverde: O Aborto na História – Dia Latino-Americano pela Legalização do Aborto na América Latina e Caribe. Ambas blogueiras e ativistas além dos ótimos textos trazem uma lista de links para leituras preciosas sobre a saúde sexual e reprodutiva, a questão do aborto visto como um problema gravíssimo de saúde pública e sobre a luta pela descriminalização das mulheres que tomam esta dolorida e difícil decisão de abortar.

Legalizar o Aborto

Por: Tulio Vianna*, na Revista Fórum

Em 28 de setembro, mulheres de toda a América Latina saem às ruas para lutar por um direito que já é garantido há tempos às européias, estadunidenses e canadenses: o direito de interromper uma gravidez indesejada. É o Dia pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe.

O aborto não é crime na maioria esmagadora dos países desenvolvidos. Nos Estados Unidos, no Canadá e na Europa, se uma mulher desejar interromper uma gravidez por questões socioeconômicas, poderá fazê-lo sem maiores riscos para sua saúde em um hospital, de forma plenamente legal.

No Brasil, o aborto é tratado como crime e tanto a mulher que o praticar, como quem de qualquer forma auxiliá-la, poderão ser presos. Os rigores da legislação brasileira, porém, não impedem que os abortos sejam realizados clandestinamente. A Pesquisa Nacional do Aborto, publicada pela Universidade de Brasília (UNB) este ano, estimou que 1 em cada 5 mulheres brasileiras já realizaram aborto, sendo que metade delas foram internadas devido a complicações causadas pelo procedimento.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) constatou que, entre 1995 e 2007, a curetagem pós-aborto foi a cirurgia mais realizada no Sistema Único de Saúde (não foram levadas em conta cirurgias cardíacas, partos e pequenas intervenções que não exigem a internação do paciente). Foram 3,1 milhões de curetagens e estima-se que a maioria delas sejam decorrentes de abortos provocados.

Por que então não garantir às brasileiras o mesmo direito ao aborto já garantido às norte-americanas e europeias e evitar tantos riscos desnecessários à sua saúde?

Direito à vida

O argumento central de quem é contrário à legalização do aborto é que a vida humana surge no momento da concepção e que, a partir de então, este seria um direito a se garantir ao embrião. Claro que esta é uma concepção de cunho exclusivamente religioso.

Cientificamente, não é possível se determinar ao certo quando começa a vida humana. Nas 12 primeiras semanas de gestação (período em que o aborto é permitido, na maioria dos países onde é legalizado), o feto ainda não desenvolveu seu sistema nervoso e para considerá-lo vivo neste estágio, seria preciso rever o próprio conceito jurídico de morte. Isso porque a lei 9.434/97 permite o transplante de órgãos desde que haja morte cerebral, ainda que, eventualmente, o coração continue a bater. E, se é a morte cerebral que indica o fim da vida, é razoável entender que o início da vida humana surge com a “vida cerebral”, o que seria impossível nas primeiras 12 semanas, antes da formação do sistema nervoso do feto.

No entanto, o conceito de vida defendido pelos opositores da legalização do aborto parece ser bem mais amplo do que qualquer um que possa ser estabelecido por critérios científicos. A ponto de abarcar, inclusive, fetos sem cérebros, como se vê por algumas das teses defendidas na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54, que tramita no Supremo Tribunal Federal desde 2004 e trata da interrupção de gravidez nos casos de anencefalia do feto. Já passados 6 anos, ainda não houve tempo suficiente para que o STF concluísse o óbvio ululante: sem cérebro, não há vida humana a ser protegida, então não há crime de aborto.

Infelizmente, o debate sobre o aborto no Brasil não se faz com base em constatações científicas ou jurídicas. O aborto é discutido no Brasil com base em dogmas religiosos, como os do arcebispo de Olinda e Recife Dom José Cardoso Sobrinho, que excomungou os médicos e os parentes de uma menina de 9 anos de idade que foi estuprada por seu padrasto e precisou realizar um aborto para se livrar de uma gravidez de gêmeos que lhe causava risco de morte. Detalhe: o padrasto que estuprou a menina não foi excomungado por Sua Excelência Reverendíssima, que considerou este crime menos grave que o aborto.

É preciso entender, porém, que o Brasil é uma república laica e, portanto, não se pode admitir que qualquer religião imponha seus dogmas aos demais, muito menos por meio de criminalizações.

Questão social

A legalização do aborto é uma questão de saúde pública que atinge quase que exclusivamente as mulheres pobres, que não têm condições financeiras de arcar com o alto custo de um aborto em alguma das maternidades de luxo que realizam a cirurgia ilegalmente. Para uma mulher rica que tenha uma gravidez indesejável, a solução – ainda que ilícita – é recorrer a uma boa maternidade onde conversando com a pessoa certa e pagando o preço necessário poderá abortar com toda a infraestrutura e higiene de um bom hospital.

Ainda que não optem pelo procedimento cirúrgico, as mulheres de melhor condição socioeconômica têm um acesso muito mais amplo a informações sobre como realizar o auto-aborto de forma relativamente segura. Há vários sites internacionais dedicados a esclarecer às mulheres dos países onde o aborto ainda é proibido como utilizar medicamentos para este fim. No International Consortium for Medical Abortion , por exemplo, há informações de como usar o remédio Cytotec (Misoprostol) em conjunto com o Mifiprex (Mifepristone), de forma a tornar o procedimento um pouco mais seguro e menos doloroso.

Para a maioria das mulheres brasileiras, porém, este tipo de informação ainda não é acessível e elas acabam adquirindo o Cytotec no mercado paralelo e “aprendendo” como usá-lo com o próprio vendedor que, em geral, não possui qualquer conhecimento médico. Sem informação, utilizam o Cytotec sem qualquer outro medicamento, obrigando a uma dosagem maior, diminuindo as chances de sucesso e tornando todo o procedimento mais arriscado e doloroso. Por se tratar de um comércio ilegal, sem qualquer tipo de controle por parte da Anvisa, há ainda o sério risco de adquirir um produto falsificado.

Outra significativa parcela de mulheres pobres opta por realizar o aborto por procedimentos de curetagem ou sucção em clínicas clandestinas, sem as mínimas condições de higiene e infraestrutura. São procedimentos bastante arriscados para a vida e saúde delas e muitas acabam sendo socorridas nos hospitais do SUS, após abortos mal sucedidos. As complicações não raras vezes levam à morte, sendo o aborto a terceira causa de morte materna no Brasil, segundo pesquisa do IPAS.

Legalização

A criminalização do aborto não evita o aborto, mas tão-somente obriga a mulher a realizá-lo na clandestinidade. As ricas pagando um alto preço pelo sigilo e segurança do procedimento e as pobres relegadas à própria sorte, em um oceano de desinformação e preconceito.

O debate sobre a descriminalização do aborto não é sobre o direito ou não de a gestante abortar, mas sobre o direito ou não de a gestante ter auxílio médico para abortar. A Constituição brasileira garante em seu artigo 226, §7º, que “o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas”.

O que se vê, porém, no Brasil é uma completa interferência do Estado no direito da mulher de decidir ter ou não um filho, amparado em uma interpretação religiosa do direito constitucional à vida. O axioma católico de que a vida inicia na concepção é apresentado como fundamento “jurídico” contra a legalização do aborto, no Estado laico brasileiro. É este dogma religioso o grande responsável pelo cerceamento do direito constitucional ao livre planejamento familiar.

A criminalização do aborto no Brasil coloca nossas leis ao lado da tradição legislativa de países do Oriente Médio e da África, ainda marcada por uma intensa influência religiosa, e nos distancia dos Estados laicos da Europa e da América do Norte.

Direitos fundamentais, como é o direito à liberdade de planejamento familiar, não podem ser cerceados com base na fé em dogmas religiosos. O Estado é laico e ainda que a maioria da população brasileira acredite que o aborto é um grave pecado que deve ser punido com a excomunhão, estas concepções religiosas não podem ser impostas por meio de leis que criminalizam condutas, pois a separação entre Estado e religião é uma garantia constitucional.

Os abortos acontecem e acontecerão, com ou sem a criminalização, pois nenhuma lei conseguirá constranger uma mulher a ter um filho contra sua vontade. Não é um fato que agrade à mulher que se submete a ele, ao Estado, ou a quem quer que seja. Mas acontece.

Cabe ao Estado legalizar a prática e evitar os males maiores que são consequências dos abortos realizados sem assistência médica: os danos à saúde ou mesmo a morte da mulher. Talvez esta mudança na lei não faça muita diferença para os homens ou para as mulheres ricas que não sentem na pele as consequências de sua criminalização; mas para as mulheres pobres esta seria a única lei que, de fato, poderia ser chamada de pró-vida.

*Túlio Vianna é professor da Faculdade de Direito da UFMG e blogueiro.


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79 Comentários escrever comentário »

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ales

25/12/2014 - 13h41

Absurdo!

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Tony

25/09/2012 - 11h01

É fácil se dar um veredito quando não se tem como defender-se.
Pergunte as pessoas que sobreviveram a tentativas de aborto ou pais desenganados pela medicina que tiveram os filhos, ao invés de abortá-los, e seus filhos nasceram perfeitamente. É fácil falarmos de algo em que vemos e não vivemos; e quando digo “vivemos” não é só na condição de quem “carrega” o ser dentro de si, mas de quem está na condição do ser!!!

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Angelo Renzo

03/01/2011 - 18h52

mario silva, não sou católico, sou agnóstico, mas para comentra algo é preciso um mínimo de conhecimento: para alguém ser excomungado da igreja católica é preciso antes ser católico e os médicos em questão não eram. falar que foram excomungados então é besteira, mera estupidez.

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deuza

25/10/2010 - 22h28

Acredito que dentro desta imensidão de gentes….somos diferentes, pensamos diferente, e por isso devemos respeitar o direito do outro, dentro sei lá do que ele pensa, acredita, ou quer fazer de si, não posso deliberar,nem acusar ou santificar alguem por esta questão do aborto…É cada um no seu quadrado…respeito todas as opiniões.Eu não faria, mas não condeno quem queira fazer.

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Brésil : le débat sur l’avortement fait rage avant le deuxième tour des élections présidentielles | Plateforme des Jeunes Feministes

22/10/2010 - 23h43

[…] le nord et le sud du Brésil. Dans un article republié sur le blog politique et d’actualités Vi O Mundo [en portugais], Tulio Vianna [en portugais], un professeur de droit de l’Université Fédérale […]

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Global Voices in English » Brazil: abortion debate heats up in presidential runoff

11/10/2010 - 07h10

[…] divide between north and south. In an article re-posted on the political and current affairs blog Vi O Mundo [pt], Tulio Vianna [pt], a professor of Law at the Federal University of Minas Gerais, argues, A […]

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Ramalho

06/10/2010 - 10h27

A legalização do aborto é de difícil consecução, pois os argumentos dos contrários a ela são arrogantes – acham que sabem mais do que a mãe o que é melhor para o filho -, ignorantes de rudimentos de biologia – não conseguem distinguir embrião de feto, por exemplo -, maniqueístas – quem pensa diferentemente deles é mau, pois eles detêm a Verdade -, são, em uma palavra, dogmáticos, por isto, infensos à lógica. Argumentam contra o homem e contra fatos apoiados somente em chavões e bordões repetidos como reza bizantina. Agem como a Igreja o fez com Galileu na Inquisição, obrigando-o pela força e condenação moral a desdizer sua descoberta de que a Terra gira em torno do Sol.

Mas não se deve desanimar: Se até Portugal legalizou o aborto (Portugal!), dando ao Brasil exemplo de modernidade e respeito às mulheres, mas, principalmente, de respeito à vida – pois a LEGALIZAÇÃO DO ABORTO POUPA VIDAS -, aqui será igualmente legalizado. Repetindo, A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO POUPA VIDAS.

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Renê

06/10/2010 - 01h35

O direito à vida é o mais SAGRADO dos direitos. O aborto FERE esse direito!

Responder

    Ramalho

    06/10/2010 - 09h47

    Você está redondamente enganado. Estude um pouco mais de biologia e acredite nas pesquisas, as pessoas são tão honestas quanto você.

    Luciane

    12/10/2010 - 14h53

    Eu sou religiosa, sou espírita. Minha religião é contrária ao aborto. Eu também, a Dilma também, somos a favor da DESCRIMINALIZAÇÃO. O que é bem diferente. Hoje se tem uma mulher abortando teoricamente eu não tenho que chamar um médico, mas a polícia. Enquanto religiosa, fico pensando o que Jesus pensa disso (a única pessoa a quem sigo, ou pelo menos tento, que é PURO AMOR)?

    Luciane

    12/10/2010 - 14h54

    O que Jesus faria, posso estar errada, mas acho que ele não atiraria pedras. Jesus abominava o "pecado" (o erro movido a orgulho, vaidade e outros estados inferiores), mas jamais o "pecador" (aquele que incorre em erro, por estar ainda preso às vicissitudes da matéria. E o que falar então do livre arbítrio? Por ser proibido se deixou de praticar? Não, ao contrário, temos estimativas, mas nem sabemos ao certo quantas famílias são destruídas, por causa de nossa intolerância.

    Luciane

    12/10/2010 - 14h54

    Abortar é uma decisão por vezes individual, por vezes até imposta por alguém próximo, que deveria nos apoiar, nos amar. É muito duro, mas quando se decide, não há lei que impeça. É individual, é livre-arbítrio. Todos responderemos por nossas ações. Então cabe a nós sociedade cuidar daquelas irmãs, que se sentiram coagidas pelas circunstâncias a passar por uma situação dessas.

Ramalho

05/10/2010 - 11h11

Vinicius e Carlos Lyra denunciando as condições degrandantes da mulher sertaneja.

Maria Moita

[youtube J0hhkjxLyfQ http://www.youtube.com/watch?v=J0hhkjxLyfQ youtube]

Responder

    Lênin

    05/10/2010 - 14h50

    Fico imaginando os açougues (clinícas de aborto) lá da região nordeste e já fico com nausea.
    Mas o video diz muita coisa, no geral, sobre a mulher nordestina.
    Mas imaginem as clinícas de aborto nordestinas.
    É deprimente!!

    Renê

    06/10/2010 - 01h33

    Sou a favor da vida, logo sou contra o aborto. Penso primeiro na vida do feto que não tem como se defender. Não adianta dizer que milhões de mulheres praticam o aborto clandestinamente para justificar sua legalização, ou seja, milhões usam drogas, mas elas não são liberadas porque destroem a vida; com o aborto seria diferente? Uma pessoa terá o poder de decidir sobre a vida de outrem?
    Penso que os direitos da mulheres não podem interferir no direito a vida, que é um direito SAGRADO. Ou seja, "o meu direito acaba quando começa o do outro"!
    OBS: 1 em cada 5 já cometeu aborto? Me recuso a aceitar essa pesquisa por ela me parecer ricicula! Não preciso fazer uma pesquisa similar para perceber o erro grotesco dos pesquisadores. Conheço muita gente, muitos farmacêuticos (que vendem 'remédio e remédios'), muito médicos e todos nós acham sem cabimento essa tal pesquisa. Porém, não dá para fazer uma pesquisa para provar o contrário, pois não dispomos de dinheiro público para pesquisas como essas!!!

    Ramalho

    06/10/2010 - 09h45

    Também sou a favor da vida, e, exatamente por isto, sou a favor da LEGALIZAÇÃO do aborto. Com a LEGALIZAÇÃO, serão reduzidas, pelas razões que já expus em outros comentários – e que, pelo jeito, não foram lidos -, mortes de fetos, bem como doenças, mutilações e mortes de mulheres jovens (a propósito, para a discussão do aborto, é necessário considerar cuidadosamente os conceitos de embrião, vida e autoconsciência, no mínimo). A LEGALIZAÇÃO do aborto é a favor da vida, pois reduz mortes. Portanto, quem é contra a LEGALIAZAÇÃO do aborto é a favor da morte de mulheres e fetos.

    Luciane

    12/10/2010 - 15h01

    Talvez dentro da sua própria família. Homens intolerantes assim, costumam ser os últimos a saber o que se passa em casa. Eu tenho uma amiga que recentemente cometeu aborto, porque engravidou de um relacionamento extraconjugal. Ela chegou na clínica, foi sedada e colocada numa maca, ela acordou numa cadeira 20 minutos após o procedimento. Ainda sonolenta foi para casa, porque como é clandestino não poderia sequer ficar em observação, caso desse algum problema tivesse alguma hemorragia a quem recorreria? Se sua filha tivesse feito isso sem te consultar, vc a mandaria para a cadeia?

Ramalho

05/10/2010 - 11h08

(1) de (4)
Sou a favor da descriminalização do aborto (o que é diferente de ser a favor do aborto) por inúmeras razões e sob certas condições. Pratica-se aborto no Brasil aos milhões em condições de risco para a mulher – portanto, a criminalização não inibe a prática, mas mata mulheres. A descriminalização e, mais, a inclusão do procedimento no rol dos praticados pelos serviços públicos de saúde reduzirão infecções, mutilações e mortes de mulheres (jovens), afora a minoração de danos psíquicos, danos que a clandestinidade acarreta. Portanto, a descriminalização é boa sob o aspecto da saúde feminina.

Responder

Ramalho

05/10/2010 - 11h07

(2) de (4)
Pode-se argumentar então que a descriminalização aumentaria o número de abortos. A prática mostra que não. Tanto nos estados norte-americanos, quanto nos países da Europa Ocidental em que o aborto foi legalizado (permitido) os abortos diminuíram! Deve-se considerar, ainda, que uma boa legislação sobre o aborto pode prever, por parte dos serviços de saúde, apoio educacional – aulas sobre métodos contraceptivos -, psicológico e social, além de oferecimento de procedimentos de laqueadura para as que tiverem se submetido anteriormente a “n” abortos. Portanto, não há motivos para se supor que a legalização aumentaria o número de abortos. Ao contrário, há para supor que diminuiria. A descriminalização também é boa porque diminui o número de abortos.

Responder

    Lênin

    05/10/2010 - 14h19

    Sim, concordo Ramalho.
    Maternidade e gravidez é uma questão muito importante para a grande maioria das mulheres.
    A grande maioria não vai ficar usando aborto como contraceptivo, as mulheres tem valores, crenças (religiosas ou não) e contam com maior empatia, pelos seres vivos, que homens, por isso dificilmente o aborto se transformará em contraceptivo para a grande maioria.
    Mas, como nada é perfeito, uma pequena minoria utilizará aborto como contraceptivo sim, é ilusão pensar o contrário.
    Porém, é fundamental que o aborto seja legal, afinal, quem nunca erra na vida?
    Fora que a mulher tem que ser soberana nas decisões que envolvem o seu corpo.

    Luciane

    12/10/2010 - 15h06

    Acho rapazes que num primeiro momento o número de abortos até poderia aumentar, afinal não sabemos esse número hoje. Então com a legalização os números reais poderiam aparecer.

Ramalho

05/10/2010 - 11h07

(3) de (4)
Outro argumento é o de que aborto significa necessariamente morte de uma pessoa. Não é verdade. Pessoa tem como propriedade característica a autoconsciência, ainda que incipiente. Pode-se admitir que fetos sejam autoconscientes, porém embriões, não. Embriões são como óvulos e espermatozoides, têm vida, mas não autoconsciência, por não terem sistema nervoso central. Portanto, se o aborto for feito na fase embrionária, nenhuma pessoa morre.

Responder

Ramalho

05/10/2010 - 11h06

(4) de (4)
Não se vê comoção quando espermatozoides frutos de uma masturbação, ou de uma relação sem fecundação, se perdem (morrem), ou quando um óvulo é descartado na menstruação (morre). São coisas vivas, mas não são autoconscientes, assim como dedo e folha de arbusto. Da mesma forma, o embrião é vivo, mas não autoconsciente – por não ter sistema nervoso central. Portanto, o aborto de embrião equivale à morte de óvulo, espermatozoide, unha, dedo, não é morte de pessoa. É falso, por conseguinte, o argumento de que abortar signifique necessariamente matar pessoa.

A condição, o aborto ser praticado na fase embrionária, garante que não haja morte de pessoa.

A legalização do aborto disciplinando as condições sob as quais pode ser feito reduz morte de fetos, doenças, mutilações e mortes de mulheres jovens. E reduz o número de abortos. É insensato ser contra.

Responder

Kenedy Vilela

30/09/2010 - 22h15

Sou radicalmente contra o aborto, e explico:
O Decreto nº 7.037, de 21/12/2009, também chamado PNDH – 3, aborda o aborto, veja a redação constante do PNDH – 3:
" g) Considerar o aborto como tema de saúde pública, com a garantia do acesso aos serviços de saúde. (Redação dada pelo Decreto nº 7.177, de 2010)"
Inicialmente, o item "g" está em rota de colisão com art. 5º, caput, da Constituição Federal de 1988 (direito à vida), que, consoante art. 60, §4º, IV, da CF/88, não será abolido por emenda constitucional, também, está em desacordo com com o art. 2º, da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil Brasileiro), que consigna que "A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro."
Onde está o direito à vida preconizado no art. 5º, caput, da Constituição Federal de 1988 ???
Não nos parece questão de "saúde pública" e sim, "vergonha pública".

Responder

    eliana azevedo

    02/10/2010 - 19h33

    Olha, citar e citar um monte de decretos e artigos e etc. não muda a realidade: como disse o texto, milhares de mulheres continuarão a realizar o aborto ou em más ou ótimas conjunturas. Direito à vida é direito à boa escola pública, direito à alimentação de qualidade com baixo custo, direito à saúde pública, a segurança,ao emprego registrado, ao lazer gratuito e a vida digna em geral.
    Não adianta nada trazer uma criança ao mundo que será mal recebida, maltratada,morando e vivendo sem dignidade e sem direitos assegurados.Isso é demagogia barata. Honesto é reconhecer que muita gente rica faz aborto em clínicas super aparelhadas e ninguém fica sabendo. O embrião não pertence ao mundo, pertence momentaneamente à sua mãe que, muitas vezes, sozinha, terá que fornecer ao mesmo, o que ela não tem:recursos, trabalho, dignidade para criá-lo num mundo que vai virar as costas para ele quando ele nascer, mas que, hipocritamente, faz apologia do seu direito à vida quando ele ainda não nasceu!

Lênin

29/09/2010 - 17h22

Quem quiser pode ler dois livros (não é necessário ter formação em economia ou sociologia para ler ambos): "Desenvolvimento e Liberdade" do Amartya Sen e "Riqueza para Todos" do Jefrey Sachs, que defendem a liberdade do Aborto (liberdade da mulher me geral também) como um dos nortes de um desenvolvimento social saudável.
Inclusive, defendendo o planejamento materno como um ponto forte de uma sociedade mais desenvolvida, suportanto a idéia de que a criança teria um crescimento cognitivo mais saudável (gerando adultos bem mais saudáveis).
Abraços.

Responder

Dinha

29/09/2010 - 16h13

Sou totalmente contra ao aborto. Desde quando uma mulher para ter direito ao próprio corpo precisa exterminar uma vida? Salvo alguns casos, continuarei manifestando-me contra o aborto. É vida, é gente, é ser humano. Entendo as questões sociais, mas sempre serei contra.

Responder

    marcos

    02/10/2010 - 12h14

    Sempre??? Nãoé muito longo não???

Anarquista Lúcida

29/09/2010 - 11h01

Mas que momento mais impróprio para fazer esse dia, permitindo que o tema seja objeto de exploração eleitoral! Nao dava para esperar novembro?

Responder

Rios

29/09/2010 - 09h11

ou seja, matar uma criança na falsa, arrogante e egoísta posição de ser "um direito da mulher" é o melhor caminho?

salvemos as milhares da mulheres, na maioria jovens, que se matam fazendo abortos clandestinos, mas pergunto…

e o direito da criança abortada de ser salva?

Responder

    Lênin

    29/09/2010 - 10h11

    Deixar uma mulher não usufruir de escolha própria, na falsa, arrogante, egoísta e machista posição que vc assume é o ideal?
    A escolha é DELA, o corpo é dela!!
    A mulher deve ser soberana, também, nas decisões com relação ao seu corpo.
    Caramba, é tão difícil assim entender que a mulher tem direito ao livre-arbitrio?

    Ana

    29/09/2010 - 14h51

    não se trata do corpo dela, mas sim de outra vida!

    Mariana Andrade

    30/09/2010 - 12h17

    Interessante essa sua maneira de defender a vida, ou seja, defende o direito do feto de nascer a qualquer custo, mas o direito a vida de mulheres que abortam que se dane!
    Interessante, muito interessante!

Rios

29/09/2010 - 09h11

deve-se peitar as igrejas, a sociedade etc e distribuir milhoes de camisinhas nas escolas, boates, moteis, IGREJAS, universidades, centros de jovens, favelas, mandar por carta para as residências, enfim para todo mundo.
deve-se fazer uma campanha para a esterilização de mulheres com muitos filhos e se assim desejarem.
deve-se fazer uma campanha de "vacinação" de anticoncepcional subcutânea, pois tirarias as mulheres da "obrigação" de lembrar de tomar a pílula todos os dias.
deve-se fazer uma campanha para vasectomizar os homens, principalmente os IRRESPONSÁVEIS e que só pensam em "faturar" a mulherada e deixa-las com "a barriga".
Campanha para que a pílula do dia seguinte seja mais amplamente disponibilizada (lembrando que a pílula não é método contraceptivo) mas que é uma importante "arma" contra a gravizez indesejada (principalmente porque ninguém está livre de "deslizes na night")

Responder

Rios

29/09/2010 - 09h10

Quando se fala do"direito de interromper uma gravidez indesejada." por que não se fala do direito de se precaver de gravidez indesejada? por que matar um outro ser humano inocente por culpa de "dois cabeças duras" irresponsáveis? aborto não é metodo contraceptivo… as mortes nas clínicas clandestinas é um problema de saúde pública, mas extermínio de crianças também.

Responder

    Mariana Andrade

    30/09/2010 - 12h14

    Ninguém aqui está defendendo o aborto como método contraceptivo!
    Sua colocação dá a entender que as mulheres, sejam contra ou a favor, são seres desmiolados que precisam ser tutelados porque não tem condições de tomar suas próprias decisões.
    E o único método contraceptivo infalível é a abstinência sexual, entendeu???
    Ninguém está defendendo uma carnificina. O que se defende é que as mulheres, principalmente as pobres, que optam por esse procedimento, sejam atendidas com a mesma dignidade que as mulheres que podem pagar por isso.

Fábio Venâncio

29/09/2010 - 04h44

Já fui totalmente contrário ao aborto.
Mas com o tempo passei a rever meus conceitos , me coloquei ao lado das pessoas que passaram por esse tipo de problema e procurei entender a situação ,o quanto é difícil , o quanto é dolorido,o quão sofrido .
Hoje vejo sim como um problema de saúde pública ,pois independente de religião ,crime ou não ,os abortos acontecem e de forma clandestina,colocando em risco a vida da mulher ,que posteriormente acaba caindo no sistema público de saúde para tratar das sequelas deixadas por esse aborto.
Na minha visão tem sim que que dar condições as mulheres para que o aborto seja o ultimo caso ,a ultima solução ,a ultima saída.Que se dê condições para que a mulher e as famílias tenham informação ,educação ,uma vida dígna ,para que ela não tenha que abortar porque engravidou sem querer ,ou porque não tem condiçao de criar os filhos.
Em outras situações extremas não tem nem oque se discutir e os demais casos que vá da consciência de cada um .Cada um é responsável pelos seus atos e só ele é que responderá por eles seja para Deus, ou para sua propria consciencia .

Responder

Lênin

29/09/2010 - 02h00

Aliás, aos cabeçudos de plantão, que gostam de culpar a mulher por não usar camisinha, a caminsinha é colocada no orgão sexual de quem? Pelo amor de Deus, agora a mulher tem que ser "mãezona" e dizer para o cara que ele precisa usar camisinha?? AFFFFF, dá VERGONHA de dizer que sou homem.

Responder

Lênin

29/09/2010 - 01h56

Pessoal, O tópico é super interessante, mas de fácil resposta (LIBERDADE)!!
Por isso deixo uma outra sugestão, a leitura da biografia da (a melhor por enquanto) ex-primeira dama Dona Ruth Cardoso, que defendia, principalmente, a inserção da mulher no mercado de trabalho e na política. http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto
Uma mulher de VALOR.
Abraços.

Responder

    Juliana Paiva

    29/09/2010 - 02h30

    Lênin, com todo respeito q sinto por vc.

    Não desvie o assunto! IVG é mto sério: não misture…abra outro tópico, mande pra e-mails, etc…mas, por favor, qdo o assunto "ABORTO NO BRASIL " se apresenta deixa ele ser único e render até o fim…

    Lênin

    29/09/2010 - 09h49

    Me desculpem, da próxima vez eu abro outro tópico.
    Falha minha.

Lênin

29/09/2010 - 01h50

A uníca coisa que me preocupa é a falta de estrutura e recursos dos hospitais públicos.
Que não teria condições de suportar a demanda das mulheres mais pobres (as que são mais prejudicadas).
É ISSO que te que se discutir, recursos para suportar a demanda e não o que a mulher deve fazer com o corpo DELA, que é problema DELA (discussao idiota!).

Responder

Lênin

29/09/2010 - 01h46

Ai meu Jesus, uma discussão tão simples e um monte de besteiras!!__Se Deus (para os religiosos), a Força (para os nerds), a mãe natureza (biologos e muita gente), alguma entidade suprema (sei lá, existe tanta crença no mundo), o universo (sei lá denovo, não sou teologo) e etc…, dá à mulher um CORPO, dotado de CERÉBRO, que garante à mulher a capacidade de DISCERNIR, RACIOCINAR e DECIDIR, por que ela é proíbida de fazer o que ela quer? Sendo que ela tem CERÉBRO (que funciona muito bem, melhor que a maioria dos homens, caso muita gente não saiba)?__É fácil falar: "Ela tem uma vida dentro de sí, por isso não deve abortar".__Mas cá entre nós, ela não tem uma vida DENTRO DELA? logo dentro do corpo que pertence à ELA, e não ao estado e qualquer outro agente. Isto não é um problema dela? Ou será que estou errado?__Ou prefere-se que uma criança indesejada venha ao mundo para ser abandonada ou de repente até mal tratada pela mãe, que muitas vezes é jovem e não tem estrutura emocional e financeira para criar uma criança?__Fora os casos de gravidez de risco.__

Responder

Rafael O Silva

28/09/2010 - 21h31

Uma questão!
Entendo como aborto problema de saude publica onde as mulheres buscam clinicas, remedios do pior livo para isso. E que o estado tem na verdade criar uma legislação em favor disso, com psicologs, medicos, casas de apoios com ong, se é problema social, programas para essas mulheres etc! Tem um artigo do Frei Betto muito bom, que se eu achar, coloco aqui depois. Uma grande questão que gostaria que a conceição, outras mulheres que lutam por essa bandeira, digo legitimo, me possa esclarecer: o que é um aborto por gravidez indesejada? E aqui não falo da questão da pobreza…e sim, como posso dizer, " acidentes de percuso". Mulheres que por exemplo, hoje nao querem ter filho? Ou bem sucedidas? Ou que tem mais de 18 anos e acha que vai atrapalhar a vida? Ou sei la…não queria nesse momento?
é uma situação bastante de cunho pessoal, de maneira como ver a vida..Posso esta falando besteira, mas isso me inquieta! Os metodos não são 100%. E ninguem vai para de fazer sexo..E ai..é isso que me aflige, que me angustie na minha opinião e que só vocês podem me ajudar a responder.
Abraços..Paz e bem..Rafael

Responder

Klaus

28/09/2010 - 20h54

Ok, se uma mulher está grávida e decide ter o filho, é dever do homem apoiá-la, pagar pensão e tudo o mais, mas se ela decide abortar não cabe ao homem dar sua opinião, pois o corpo é dela.

Responder

Carlos Noel Mazia

28/09/2010 - 19h39

Deseja-se que o Brasil imite os paises desenvolvidos na questão do aborto. Por quê então não imitá-los também na questão que envolve menores que cometem crimes hediondos? Nos EUA e na Europa, pelo que sei, a lei não protege bandidos menores de idade como no Brasil. E ainda falam que esta lei (ECA) é motivo de orgulho para o Brasil.

Responder

No blog da Mulher: o dia de luta pela descriminalização do aborto | Maria Frô

28/09/2010 - 19h05

[…] inúmeros posts interessantíssimos na blogosfera a respeito. Eu escolhi para postar no blog da Mulher no Viomundo o texto do Tulio Vianna pela abordagem jurídica e laica com que ele trata a questão. Mas também […]

Responder

Fabio_Passos

28/09/2010 - 18h32

Como é difícil para o Brasil se libertar do atraso obscurantista.
Esta eleição me deixou profundamente triste.

[youtube V6b-CHg2OjI http://www.youtube.com/watch?v=V6b-CHg2OjI youtube]

Responder

    Wilsa

    30/09/2010 - 21h43

    Esse povo se diz Religioso, e mesmo assim concordam com o aborto.
    A biblia diz que "o salário do pecado é a morte" – (Quem discordar, procure resposta com o autor da frase e seu Divino Inspirador).
    Não apenas da morte física, como da espiritual, se não recorrer a Divina mesericórdia.
    Quem aborta corre risco de morte, o justo salário pelo assasinato cometido. (É um julgamento cruel, mais menos cruel de que matar um ser indefeso).
    Não sou eu quem julgo, nem condeno, quem o faz é o Senhor autor da vida. A ele cabe também a misericórdia, e o perdão.
    A nós a obdiência, o dom da oração a favor daquelas que se encontram numa hora tão amargurada como essa, a ponto de matar um filho.

    Ramalho

    06/10/2010 - 09h53

    Quem dá a luz corre risco de morte. Em iguais condições sanitárias, o aborto é menos arriscado para a mulher do que dar a luz. Será a morte de uma mulher ao dar a luz o "salário do pecado"? Esses "religiosos" acham que quem aborta tem de morrer. Desta religiosidade assassina, coisa que não é de agora, o prudente é manter distância.

maria paula

28/09/2010 - 18h00

Concordo que ninguém gosta de fazer aborto. Não podemos é fechar os olhos para uma questão de saúde pública, isto é muitas mulheres morrem por ingestão de medicamentos por conta própria ou recorrem a aborteiros quaisquer. Por que somente as mulheres? Evitar filho cabe a ambos os sexos. O Brasil com o tempo terá que discutir este assunto. Temos que amadurecer as nossas mentes. Sem preconceitos

Responder

    Lênin

    29/09/2010 - 02h20

    Sim, chega de mulher recorrendo aos "Açougues" que realizam aborto ilegalmente.

Mariana Andrade

28/09/2010 - 17h38

Existem mulheres que, por motivos de saúde, não podem fazer uso de anti-concepcionais à base de hormônios, só podem usar o preservativo, que por sua vez, pode falhar…
O que faremos com essas mulheres???
Proibí-las de ter vida sexual???
Esteriliza-las???

Métodos anti-concepcionais, não são infalíveis!!!

Se não quiserem ter filhos, que não transem???
Gostaria de saber o que fariam alguns homens se as mulheres decidissem que só farão sexo para procriar.

Responder

    Juliana Paiva

    28/09/2010 - 20h16

    Pois é, pois é! Não existe método contraceptivo 100% seguro. Acreditar nisso equivale a crer em unicórnio cor-de-rosa invisível.

    Talvez a Conceição, após essa semana agitadíssima de véspera de eleições, possa escrever mais sobre os muitos aspectos e questões que o tema suscita.
    Me espanta, de fato, ler comentários aqui ( blog feminista, oi?) de gente tão mal-informada sobre o tema. Misturando convicções pessoais com um tema sério e urgente como este.
    Um dos poucos consensos entre as feministas é a necessidade do aborto legal e seguro para todas. É uma pauta urgente! O governo Lula com o min. Temporão conseguiu colocar o tema em foco (até então o aborto voluntário era um não-evento, sequer citávamos esse grave problema de saúde pública e suas consequências); precisamos conseguir avançar nisso, no próximo governo precisamos de avanços efetivos na legislação.
    Aborto clandestino mata, traumatiza e sequela muitas mulheres brasileiras todos os anos.
    O procedimento em si, o abortamento químico nas primeiras semanas e orientado por um médico, é muito simples (barato) e seguro.
    Quem endossa essa lei tacanha em vigor endossa sofrimento e morte que poderiam ser evitados.

    Lênin

    30/09/2010 - 16h56

    Juliana,
    Sei que eu já disse isto, mas…
    Infelizmente tenho uma visõa pessimista com relação à legalização do aborto, pois isto mexe com uma questão principal, POLÍTICA.+ RELIGIÃO.
    Antigamente o aborto era marginalizado por conta da interação de dois agentes: IGREJA (a "altruista" católica) e ESTADO (que era guiado pelos costumes da igreja), que nunca foi laíco e, infelizmente, como na maioria dos paises do mundo, jamais será (uma pena).
    Mas, agora é um tripé: Catolicismo, evangelícos e POLÍTICA (com um objetivo mais PORCO e NOJENTO, ganhar VOTOS). Chutando uma porcentagem pessimista (deve ser muito mais que isso), 70% das pessoas do país são católicas ou evangélicas, e com baixo grau de instrução (logo, os valores e costumes derivam da religião), que só votarão em quem defender os valores delas.
    Logo, enquanto as religiões forem contrárias, o aborto legal nunca vai existir no Brasil.

    Lênin

    30/09/2010 - 17h07

    Mais concordo com você, este governo ao menos abriu a discussão com relação ao aborto voluntário (o que me surpreendeu!!).
    Mas sou meio cético com relação ao governo Dilma (quero ver esse governo em ação primeiro), mas acho que deverá ser melhor, falando na questão do aborto, do que o governo do candidato do Bairro de Higienopolis (cheio de catolico conservador, Maçom e dos LOUCOS da Opus Dei).
    Enquanto isto, é lutar pela questão e votar direto.

    Lênin

    30/09/2010 - 17h16

    Isso sem esquecer da corrupção!!
    Tem um monte de policial (civil, militar e federal), promotor, vereador, deputado e prefeito que tem participação ou são donos de clinicas de aborto (se estão funcionando é por que alguém faz vista grossa. E essa turma não faz vista grossa de graça).
    Digo isso com dor no coração (é duro), mas 1 milhão de abortos ilegais deve dar muito lucro (não pagam impostos e as codiçoes são precárias, sem infraestrutura).
    Quantas clínicas de aborto foram fechadas no ano passado?
    Quantos "peixes-grandes" foram presos envolvidos com aborto ilegal?
    A realidade brasileira é dura e não vejo muita luz, tem muito interesse envolvido.

duducoutinho

28/09/2010 - 17h25

http://antidemocratico.wordpress.com/2010/09/28/v… Mais uma vez…ate quando o TSE aceitara isso?

Responder

Talita

28/09/2010 - 17h00

Concordo integralmente com o autor do texto. É impossível chegar a qualquer veredito se ficarmos discutindo crenças. Antes de discutir a vida que existe ou não, é preciso olhar para as 80mil crianças já nascidas e abrigadas pelo estado distribuídas pelo Brasil, cuja metade que está disponível para adoção não cumpre o perfil desejados pelos adotentes: são grupos de irmãos, negros e pardos e maiores de 3 anos. A essas crianças também é negada a vida pelo simples fato de suas genitoras não receberem informação sobre contracepção e suas religiões proibirem o aborto. Parceiros violentos e ignorantes que se recusam a usar preservativos, várias gestações consecutivas, gestações infanto-juvenis, gestações provenientes da prostituição barata, são exemplos dos grupos que geram um contingente de renegados da sociedade, abandonados em abrigos ou negligenciados dentro de suas casas nas periferias, de quem ninguém fala quando se dicute aborto. Mudar a legislação é só o primeiro passo.

Responder

marjorierodrigues

28/09/2010 - 16h09

Gente que não lê o texto e utiliza exatamente os argumentos que o autor contesta, jogando a discussão para trás.

Então a culpa de não usar preservativo é toda da mulher? E nos casos em que os métodos contraceptivos falham? A pessoa ainda chega ao absurdo de propor que as mulheres não façam sexo.

Está aí, né. A misoginia por trás dos argumentos. No fundo é isso: não querem que as mulheres façam sexo. Querem puni-las obrigando a ter filhos indesejados por terem cometido o "pecado" de transar. Eu, héin.

Responder

Karinna

28/09/2010 - 16h03

Eu acredito ser de uma imensa hipocrisia as pessoas criminalizarem o aborto, obrigando várias mulheres, a maioria ainda muito jovens a se internar escondidas em salas sujas e obscuras, com médicos de falsos diplomas e falsos conhecimentos, a colocar a própria vida em risco para interromper uma gravidez indesejada.
Mesmo se sentindo culpadas, envergonhadas e arrasadas por ter que tomar uma atitude tão drástica que vai marcar e amargar a sua vida, e apesar disso ainda carregar uma sentença criminal de uma sociedade que se pauta simplesmente em preceitos religiosos de um clero composto unicamente de homens? Não seria melhor proceder isso sem risco, com acompanhamento de médicos e psicólogos especializados, de forma legal e em um hospital decente? Quem sabe até se conseguiria uma outra solução mais adequada, orientando essas pessoas com calma e ternura?
Ninguém é a favor do aborto, eu inclusive também não sou. Mas para que ser hipócrita, sabendo que este sempre aconteceu, vai continuar acontecendo, e é um último recurso não de uma mãe, mas de uma mulher despreparada para a maternidade, sozinha e em completo desespero?

Responder

    Lênin

    29/09/2010 - 02h15

    Concordo, com tudo!
    Principalmente com o Clero de Homens e da maternidade despreparada.
    Fora que vc falou tudo, para muitas mulheres o aborto é um fardo eterno.

Substantivo Plural » Blog Archive » Aborto

28/09/2010 - 15h45

[…] aqui […]

Responder

Beatriz

28/09/2010 - 15h37

Sou extremamente a favor do aborto, obvio que tudo tem limites, até 13 semanas de gestação como nos otros países onde o aborto é legalizado. Considero um absurdo uma mulher ser presa por não querer gerar um filho, todos sabemos q existem maneiras de evitar, mas isso não justifica o fato de nós mulheres sermos OBRIGADAS a ter um filho, é uma responsabilidade muito grande, para o resto da vida, e mtas crianças sofrem de "aborto" social, já que vivem com pessoas que não tem um pingo de responsabilidade, de carinho.
Nós temos o direito de escolha!

Respeito o ponto de vista de todos, mas isso é uma questão muito pessoal, só cabe a própria mulher essa decisão.

Responder

Maria Clara Fonseca

28/09/2010 - 15h08

3)Ensina o professor Nilson Sant'Anna: “A vida humana irrompe e inicia sua estruturação somática no exato momento da fecundação antes do ovo implantar-se no útero” (Sant'Anna, 1967:108).
4) Genival França referindo-se ao tema afirma: “Nascituro é o ser humano desde o momento da fecundação até o parto” (França, 1987:411).
5)M.S.Gilbert apud Moreira da Fonseca leciona: “Para cada um de nós a vida começa em um instante despercebido, obscuro e sem nobreza, quando o espermatozóide mergulha dentro do ovo maduro” (Fonseca: 1993:149).
6)O Comitê do Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina manifestou-se, em 8 de outubro de 1991, no jornal "The New York Times: " a vida tem o seu início com a ativação dos canais do íon, à medida que o espermatozóide se une ao óvulo durante a fertilização. Todas as células possuem cargas elétricas dentro e fora da célula, e a diferença é conhecida como o potencial da membrana. A fertilização altera o potencial para evitar que outros espermatozóides se unam ao óvulo fertilizado”.

Responder

Maria Clara Fonseca

28/09/2010 - 15h07

"O argumento central … é que a vida humana surge no momento da concepção … Claro que esta é uma concepção de cunho exclusivamente religioso." – de onde a senhora conceição oliveira tirou esta conclusão clara?
A definição de renomados especialistas, a respeito da existência de vida humana a partir da fecundação:
1) Doutor Denival da Silva Brandão enfatiza: […] “O embrião é o ser humano na fase inicial de sua vida. É ser humano em virtude de sua constituição genética própria e de ser gerado por um casal humano através de gametas humanos- espermatozóides e óvulo. Compreende a fase de desenvolvimento que vai desde a concepção , com a formação do zigoto na união dos gametas, até completar a oitava semana de vida. (Teixeira et alli:2005:10).
2)Explicita o professor Jérôme Lejeune : “No princípio do ser há uma mensagem, essa mensagem contém a vida e essa mensagem é a vida. E se essa mensagem é uma mensagem humana , essa vida é uma vida humana”(Lejeune,1992:8).

Responder

    Juliana Paiva

    28/09/2010 - 16h50

    Sobre quem citou "trauma psicológico" por conta de um aborto, 2 coisas:
    – Nos países onde é legalizado, por exemplo Portugal , existe apoio psicossocial no pré e no pós aborto. Muito mais chances de traumas entre brasileiras que fazem o procedimento na clandestinidade, sozinhas, buscando clínicas sujas, remédios abortivos no mercado negro, com traficantes de drogasetc.

    -No Brasil, o aborto ilegal tende a ser tardio; um procedimento que poderia ser feito ainda nas primeiras semanas de gravidez acaba sendo feito muito tarde (pois há uma longa busca até conseguir meios para efetivá-lo); há abortos ocorrendo por aqui todos os dias que já são classificados como "partos induzidos" de tão adiantada a gravidez ( pós 20 semanas de gravidez). Isso, sim, parece-me bastante traumático.

    Juliana Paiva

    28/09/2010 - 16h50

    Quando falamos em legalização do aborto é preciso ter em mente que foi/é/sempre será uma questão de ética privada. Independente de ser considerado crime ou não, as mulheres abortam e continuarão abortando – mesmo em países onde o planejamento familiar é exemplar o número pode ser baixo, mas, existem abortos; jamais o n° de abortamentos voluntários é igual a zero.
    Quem é a favor da legalização do aborto TAMBÉM é a favor de educação sexual, planejamento familiar e acesso gratuito a contraceptivos de qualidade a toda a população. Entra tudo no grande guarda-chuva que chamamos direitos reprodutivos. Quem afirma que a legalização do aborto irá banalizá-lo diz de má-fé ou por ignorância sobre o tema.
    Fazer um aborto é sempre muito difícil; não ir como ir comer uma pizza ou decidir qual filme assistirá na porta do cinema. Na net mesmo pode-se ler centenas de depoimentos de quem fez…vamos deixar o "eu acho", "eu suponho" um pouco de lado e maissobre essa questão tão importante, pessoal.

    Juliana Paiva

    28/09/2010 - 16h51

    A Conceição não falou nada sobre o início da vida…rs
    A Conceição publicou aqui um texto assinado por um professor da UFMG, Túlio Vianna. A frase que vc cita é dele.
    Juridicamente é, sim, uma contradição que a morte cerebral sirva de critério definidor para declararmos que alguém está morto e não levemos em consideração a formação do SNC na hora de definir o início da vida.

    De qquer modo, o Conselho Federal de GO estima 1 milhão de abortos clandestino/ano no Brasil. No meu entender, mesmo que consigamos chegar a um consenso de qdo, afinal, começa a vida esse número grotesco não cairá apenas por conta disso. Tampouco continuar criminalizando o aborto adiantará algo. Pelo menos é o q as pesquisas mostram até o momento…

Nádia

28/09/2010 - 15h04

Sou contra o aborto, embora entenda a questão social envolvida. Claro que, diante de um Estado laico, é dever de um governante agir com imparcialidade diante das religiões, não se pode permitir que religiões ditem as leis. No entanto, não vejo a descriminalização do aborto como uma ferramenta de planejamento familiar. Se defende o aborto, mas não se pensa no risco psicológico para a mulher. Se defende o aborto, mas não se defende a unhas e dentes a paternidade responsável, o real planejamento familiar, etc. Assim como a mulher pode escolher usar camisinha, anticoncepcionais e etc, o homem deve escolher proteger a mulher dos riscos de uma gravidez indesejada pelos dois. Toda a responsabilidade de uma gravidez é jogada nas costas da mulher a partir do momento em que se descriminaliza, pois o homem pode abandoná-la sob o argumento de que "se ela não quer o filho, que aborte".

Responder

    @prudencechan

    28/09/2010 - 15h39

    Descriminalizar o aborto não é, nem de longe, defender o aborto. E até parece que os homens já não usam esse argumento, com lei ou sem lei.

    Carlos Noel Mazia

    28/09/2010 - 19h44

    Muito sábia sua resposta Nádia. Homem que se comporta como você diz, para mim é um verdadeiro canalha.

Juliana Paiva

28/09/2010 - 15h03

Obviamente que os anti-escolha virão dar pitaco sobre o tema: não se informam, não se baseiam nos dados da realidade, NUNCA acompanharam uma mulher sofrendo por conta de IVG clandestina…só querem impor, de forma absoluta, sua ética privada.
É contra o aborto?! Simples: não aborte/ tente evitar que sua parceira aborte em caso de gravidez não-planejada. Mais que isso é querer vigiar a vida (sexual) alheia por meio de uma legislação tacanha (1940).

E contra os abortos da fertilização in vitro? Também são absolutamente contrários, não?!
Ou ali 2 ou 3 embriões podem ser abortados como são de modo habitual para viabilizar os que ficam? Ahhhh, na FIV pode, né? Pq por trás de toda FIV tem uma mulher buscando seu sacrossanto direito/dom a maternidade…daí tudo bem, daí nem chama mais aborto, é só 'eliminação de embriões excedentes'…
QUANTA HIPOCRISIA!

Responder

Juliana Paiva

28/09/2010 - 14h39

Gostei muito do texto.
Aborto legal e seguro é direito de todas!

Aproveito a data para divulgar o excelente trabalho da ONG holandesa Women on Waves (WOW). http://www.womenonwaves.org/set-443-pt.html?lang=
A WOW ano após ano ajuda muitas brasileiras a fazerem o abortamento químico de forma eficaz e segura dentro do contexto da ilegalidade.
O serviço de helpdesk delas conta com médicos online e profissionais capacitados para tirar dúvidas e prestar ajuda a todas que necessitam.

Responder

    Lênin

    29/09/2010 - 01h07

    Muito legal Juliana.
    Melhor que largar as mulheres que querem abortar ao Deus dará.
    Ao mesmo tempo fico com vergonha do nosso país, que, mais uma vez, não consegue avançar em uma questão simples (ué, o estado não é laíco? Ou será que os políticos ficam com medo de perder os votos dos eleitores Evangélicos e Católicos?).
    Religião as vezes (LEIAM, Às VEZES. Mas as vezes acredito que sempre, rsrsrs) presta um deserviço à Humanidade.

    Juliana Paiva

    29/09/2010 - 01h49

    pois é, Lênin. enquanto aguardamos por um Estado efetivamente laico, resta-nos prestigiar e depender de ong holandesa….
    *REVOLTA PURA*

Gustavo Lucena

28/09/2010 - 14h35

Sou visceralmente contra o aborto, salvo em 3 casos: os 2 previstos no Código Penal e o aborto de feto sem perspectiva de vida (anencefálico).

Fora disso, aborto deve continuar sendo crime, até porque é uma vida que está sendo gerada.

Além disso, a mulher tem total liberdade para escolher entre usar ou não preservativo na hora do ato sexual, ou mesmo escolher se quer ou não fazer sexo.

No entanto, entendo que o aborto é problema de saúde pública, e cabe ao Poder Público sempre estar presente para coibir tal prática criminosa.

Responder

    mario silva

    28/09/2010 - 14h54

    Obá! tu és consciente. Tenho o mesmo pensamento, mas, no entanto, àqueles que se dizem ser contra…. são radicalmente contras… até mesmo nessas situações….

    Vejamos um exemplo:

    Um tempo atrás em Pernambuco, que chamou a atenção da mídia: o caso de uma menina de 9 anos de idade grávida de gêmeos pelo padrasto através de um estupro.

    A CNBB desautorizou, em nota oficial, o ato do Arcebispo de Olinda e Recife de excomungar a mãe da menina de nove anos de Alagoinhas (PE) que interrompeu a gravidez de gêmeos há poucos dias. A CNBB manteve, no entanto, a excomunhão dos médicos, se agiram com consciência, segundo ela. É óbvio que agiram com consciência: salvaram a vida de uma criança de 1,33 metro e 36 quilos, grávida de dois bebês produtos de um estupro cometido pelo padrasto!

    Se fosse a tua filha ou neta o que você varia?

    Tony

    25/09/2012 - 11h22

    Olha, amigo, gostei e achei muito coerente suas colocações!!! Parabéns!
    Estou cansado de ver o martelo ser batido em desfavor de quem não tem, sequer, o direito de se defender(quem dirá, capacidade!). Em caso de estupro, como o citado por muitos, pune-se o feto com severidade, cruelmente, porém, o algoz de tudo toma sua cervejinha no final de semana junto desses hipócritas, que preferem um “salve os animais” do que “salve a raça humana”, pois os convém transar, indiscriminadamente, e qualquer coisa, no caso de uma gravidez, tire a criança! Simples assim; fácil fácil!
    Ps.: Nada contra as ong’s protetoras dos animais, pelo contrário, acho muito importante, MAS FALO DE MUITOS QUE NÃO VIVEM A FILOSOFIA DE VIDA QUE SUAS BOCAS IMUNDAS PROFEREM!!! A esses, covardes, HIPÓCRITAS que, realmente, usam máscaras e vivem personagens, pode deixar que suas horas vão chegar, um dia, uma hora, num momento, só não sabemos quando, mas está mais próximo do que imaginamos!!! Abraços, amigo.

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