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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Paul Newman, um gentleman

24 de fevereiro de 2010 às 01h35

por Luiz Carlos Azenha

Paul Newman era dono de escuderia. E se comportava como mais um de nós, no chamado circo da Fórmula Indy. Um dos pilotos da equipe Newman-Haas era o brasileiro Christian Fittipaldi.

Paul tinha um carinho muito especial pelo Christian. Coisa de pai para filho. O ator sempre foi muito reservado, mas a Indy parecia uma grande família. Ali ele não era o grande ator de Hollywood. Era o apaixonado por automobilismo. Gostava de se misturar aos pilotos, aos mecânicos. Parecia se sentir à vontade, sem ser incomodado como celebridade.

Cronômetro na mão, vibrava como qualquer outro dono de equipe. Conseguir uma entrevista com ele, na época, era difícil. Até hoje ele se nega a participar do que em Hollywood é chamado de “junket”. É o dia que os marqueteiros reservam para a imprensa entrevistar atores e atrizes, na véspera do lançamento de um filme.

Os jornalistas convidados recebem passagem e hotel de graça para ir até onde está o elenco. Formam fila. Cada um tem de cinco a quinze minutos, no máximo, para as entrevistas. É irritante para diretores, atores e atrizes, que respondem sempre às mesmas perguntas.

E é humilhante para repórteres, sem tempo para ter uma boa conversa. Por isso foi um privilégio conviver com Paul Newman. Tínhamos uma espécie de acerto não escrito. Eu não perguntava sobre cinema, mas podia entrevistá-lo sobre qualquer assunto relacionado a automobilismo. Por perto do Christian, Newman quebrava o gelo, virava menino e batia papo de botequim.

Paul Newman não estava ali de curioso. Pilotou em corridas profissionais e disputou as 24 Horas de Le Mans. Já setentão, escapou ileso de um acidente. Ele nasceu em Cleveland, Ohio, em janeiro de 1925. Na região há muitos apaixonados por automobilismo, provavelmente porque foi nela que se desenvolveu a indústria americana de automóveis. Ohio, Michigan, Wisconsin e Indiana: lá surgiram as primeiras pistas ovais para competição.

Depois da fama, Paul Newman passou a dedicar boa parte de seu tempo a projetos sociais. Fundou uma empresa que produz molhos para salada e macarrão com receitas que o próprio ator criou. Os produtos levam o nome dele – Newman’s Own – e a maior parte do lucro é aplicada em ações sociais. É um gentleman típico da Nova Inglaterra.

Eu não sei o motivo, mas a convivência que tive com Newman me faz lembrar do colega Paulo Francis. Morando em Nova York, eu o conheci em 1986. Já era um jornalista famoso, conhecido pelas críticas ácidas e pelas provocações que publicava na “Folha de S. Paulo”. Fui apresentado a ele por um amigo comum.

Um almoço aqui, um jantar ali, uma peça na Broadway – e eu comecei a perceber a grande distância que existia entre o personagem e a pessoa. Não havia nada de raivoso nele, nada que remotamente lembrasse o tom áspero das críticas que publicava. Era uma pessoa doce. Na tevê, nem sempre era entendido pelos telespectadores, porque escolhia assuntos complexos para comentar em um ou dois minutos.

Na época, Chico Anysio fazia um personagem imitando o Francis, que batizou de Paulo Brasilis. Certa vez, na estação rodoviária de Bauru, eu assistia ao “Jornal da Globo”. Entrou o comentário do Francis. Quando saiu do ar, um caboclo simples sentado ao meu lado comentou: “Esse Chico Anysio tem cada uma!”

Francis amava os gatos, os livros e o cinema. Ele era politicamente incorreto há vinte anos, quando ainda não era moda. Vizinho do prédio das Nações Unidas, descrevia a ONU como um tremendo cabide de empregos – o que hoje é um consenso. Francis recomendava aos amigos o Spark’s Stakehouse, a churrascaria preferida dos mafiosos. Foi diante dela, em 1985, que fiz uma de minhas primeiras reportagens como correspondente.

O assassinato do chefão da Máfia, Paul Castellano. Para o Francis, não poderia haver melhor elogio a um lugar do que a escolha dos mafiosos. “Essa italianada come bem”, dizia. Francis faz falta como referência para os novos jornalistas. Era um gentleman, feito o Paul Newman. Os dois ficaram como símbolos de autenticidade num mundo povoado por gente que não fala o que pensa ou que fala muito sem dizer nada.

Publicado originalmente em 2006

 

40 Comentários escrever comentário »

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Augusto dos Anjos II

20/09/2015 - 17h07

Azenha
Eu li por bastante tempo a coluna das quartas e domingos do Austríaco no Globo. Mesmo não gostando das duas posições era evidente a bagagem cultural dele. Mas só lembro dele elogiar um ou outro filme (Razão e Sensibilidade, Fargo etc), no dia a dia ele exaltava a superioridade do teatro em termos de dramaturgia. Acho que o único cineasta que ele admirava era o Bergman, e lascava porrete nos cineastas brasileiros (que ele denunciou como mamadores de verbas)…

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Rogério Maestri

23/01/2015 - 03h41

Que falta de assunto, desenterrar do passado um texto para elogiar um grande ator do passado e um …. deixa para lá, quando uma pessoa morre ela fica boazinha.

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ramiza

10/01/2014 - 14h51

Pois é, foi na época que você ‘viu o mundo’, através do emprego nas Organizações Globo. Elas lhe deram um tremendo currículo, foi ou não foi?

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    Luiz Carlos Azenha

    10/01/2014 - 15h16

    Não. Informe-se melhor. Eu trabalhava na TV Manchete. abs

    Roberto L.

    17/04/2015 - 15h47

    O Azenha não precisa que ninguém o defenda (até já comentou acima), mas me impressiona o grau de ignorância do pessoal dessa “nova” direita brasileira. Qualquer pessoa que acompanhava/acompanha corridas de automobilismo sabe que a Globo nunca transmitiu corridas da Fórmula Indy, a Globo evitava até pronunciar o nome “Indy” pra não dar margem a qualquer concorrência com a F1, quem transmitia a Indy era a Bandeirantes (com o Luciano do Valle) e a Manchete, só não lembro a ordem de transmissão de cada uma mas lembro de parte dessas imagens das corridas quando o Azenha vez ou outra publica essas matérias da Indy.

    Lembro de um esporro do Piquet nas 500 milhas (acho que um ano após do acidente que ele teve no treino das próprias 500 milhas onde quase perdia a perna) após o motor do carro dele estourar, só não lembro se foi em cima do Azenha, rs, mas é uma imagem emblemática a alteração do Piquet com aquele jeito “delicado” dele (conhecido, rs), mas acho que essa transmissão já foi pela Manchete.

    O nome da ideologia dos coxinhas deveria ser o “bovinismo”, pra combinar com o “bolivarianismo” que eles imputam à esquerda brasileira.

    Luiz Carlos Azenha

    17/04/2015 - 16h25

    Haha, o esporro do Piquet não foi em mim. A Band transmitiu primeiro, depois foi para a Manchete, o SBT e voltou para a Band. De fato, a Globo não mencionava a Indy. Ciumeira. abs

Edgar Rocha

27/05/2013 - 14h51

Se me permitem um libelo aos críticos do texto, às vezes penso que ser um gentleman e ser um progressista são duas coisas que não cabem na mesma alma. Vão dizer “baixou o Paulo Francis neste infeliz”. Mas, sejamos sinceros: pra muita gente da esquerda a polidez, a distinção no trato com o outro são quase que uma rendição ao conservadorismo, como se isto fosse desnecessário, mascarador, enfim, o mais puro sinal da hipocrisia presente na sociedade. Discordo totalmente disto! Tive uma professora extremamente conservadora e que todos adoravam. Chegava nos horários, dava sua aula quase sempre expositiva, nunca falava um palavrão e nunca desrespeitou um único aluno, por mais duros que fôssemos com seus posicionamentos. Nos tornamos amigos e eu tenho por ela grande respeito até hoje. Já o professor descolado, legal, relaxado que vivia fazendo piada… tinha o privilégio de atrasar-se na aula, não dar matéria e usar, como forma de autoafirmação a avaliação final, seja punindo os “chatos e CDFs” seja distribuindo notas aos alunos “engajados” e, sobretudo tolerantes e amigos de sua malandragem. Este último tinha ideias extremamente avançadas, diga-se de passagem. Mas era profundamente desrespeitoso e pouco ético. É um exemplo pessoal, mas pensando bem, prefiro alguém divergente e civilizado, convicto de suas ideias e por isso mesmo respeitador do pensamento diverso e da pessoa humana, do que um companheiro ultra-simpático afeiçoado a conversinhas de pinga-com-limão, capazes de destruir nossa reputação ao primeiro ato de discordância ou questionamento. No frigir dos ovos, os extremos sempre se encontram.

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    maria carmen souza de moura aguiar

    24/10/2013 - 11h50

    Concordo totalmente com você,mas nos dias atuais ser educado,correto,respeitar os outros é inaceitavel para muitas pessoas no nosso país,eu particularmente estou horrorizada com nosso povo.

    Roberto L.

    17/04/2015 - 15h53

    Discordo totalmente. O pessoal mais brucutu no Brasil, pelo menos a maioria que conheço ou vejo, são reaças ou conservadores, é tanto que quando surge um reaça educado (esclarecido) chama atenção, apesar do comentário ser uma generalização. Você está confundindo prepotência/arrogância e falta de educação com ideologia.

    Os piores professores que tive, disparado, eram todos reacionários (insuportáveis e prepotentes). Tive professor de física, comunista, que era um primor de educação. E até um que foi perseguido pela ditadura que era a educação em pessoa (quem via a imagem jamais imaginaria que a pessoa esteve envolvido com luta armada ou grupo radical).

    É perigoso usar exemplos isolados pra definir um todo, embora todo mundo esteja vendo o grau de insanidade dos coxinhas nessas marchas recentes.

Ademar Ramos Brilhante

13/05/2013 - 15h25

Sou admirador incondicional do trabalho de Paul Newman, o mesmo não posso falar deste arrogante Paulo Francis.

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Geraldo Galvão Filho

03/03/2013 - 22h09

Faltou falar sobre o lado belicoso do Paul Newman: O Presidente do Clube do Rifle, que mantem poderoso lobby contra o desarmamento nos EUA.

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    Luís

    26/03/2013 - 18h51

    Que eu saiba, quem era presidente dessa organização era o Charlton Heston.

    Geraldo Galvão Filho

    29/06/2013 - 00h23

    Esse comentário foi postado em 2010. E três anos depois confesso meu equivoco. Você está correto.

Emanuel Cancella

25/12/2012 - 20h26

Quanto a Paul Newman todo o meu respeito. Não conheço sua vida pessoal. Mas como artista fui seu fã. Mas quanto a esses jornalista e afins que assumem a função de ‘pau mandado”, todos terminam como Paulo Francis abandonados pelo seus patrocinadores e massacrados pelos desafetos. Que eles repensem suas atitudes.

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    Salvador Ferreira

    01/03/2013 - 22h25

    Emanuel Cancella
    Boa analise. Concordo plenamente e se me permite, assino embaixo.

Luiz Augusto de Freitas Guimarães

03/09/2012 - 17h43

Me parece que jogar pérolas aos cães provoca-lhes a ira. Partilhar com o grande público as próprias experiências, como se estivesse conversando com alguém com o mínimo de inteligência, pode ser um risco. Corro o risco de ser piegas, mas relembro, o próprio Cristo não tratava de assuntos mais complexos com a massa. Deixava isso para o pequeno grupo. Mas peço-lhe Azenha, continue nos brindando com suas histórias enriquecedores. Quanto aos cães. Deixe que se engasguem com as pérolas. O pensamento linear e único é típico de patrulheiros travestidos de libertários.

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    regina dutra

    23/05/2015 - 21h58

    GUTO ME RESPONDE NO MEU E-MAIL, SOU A REGINA DE SALVADOR, FELIZ ANIVERSÁRIO, PELOS 50ANOS…BJS

Leandro Coelho

30/08/2012 - 23h21

Porra, eu não entendi nada…o artigo não era do Paul Newman? O que é o aloprado do Paulo Francis tá fazendo nele? Sobre quem é a crônica afinal de contas? Esses caras não sabem nem mesmo escrever!

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Gilberto

18/07/2012 - 18h52

O Paulo Francis ja foi tarde…
Em outubro de 1996 Joel Rennó e outros dirigentes da Petrobras processaram o jornalista por dano moral, cobrando indenização no valor de 100 milhões de dólares.

O péssimo jornalista e preconceituoso Paulo Francis, acusou sem provas os dirigentes da Petrobras de enriquecimento ilicito e de possuir contas na Suiça…

Obviamente não tinha nenhuma prova de sua declaração. Conforme texto disponivel no observatorio da imprensa, mais uma vez, Paulo Francis “chutara” para provocar uma polêmica, uma das suas especialidades e a principal razão do seu sucesso profissional.

O processo o consumiu, o processo não rodavo no Brasil e sim nos EUA, e lá as leis são duras, o pretenso jornalista precisava gastar fortunas advogados para se defender de uma causa perdida (ele não tinha como provar).

há quem diga que se não tivesse aberto o boca para falar inverdades, não teria sido processado e teria vivido mais…. se for verdade, morreu como viveu, falando bobagens.

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Cabeda

17/06/2012 - 18h50

Nunca gostei do Francis. Mesmo qdo ainda não tinha consciência da minha “anarquice”. As pessoas podem ser de vários matizes ideológicos sem serem desagradáveis. Ele era um anarquista, ou iconoclasta, desagradável. Ou, como disse certa vez a um amigo, ele usava o seu gênio para o mal. Dizem q falava daquele jeito empolado devido a muitas doses de gim.

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ROSALVO

02/05/2012 - 17h42

O PAULO FRANCIS FALOU ALGUMAS COISAS OBVIAS. HITLER TAMBÉM FALOU MUITAS VERDADES.

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    Luís

    06/05/2012 - 19h52

    Porra. Godwin logo de cara?

    Eduardo

    10/08/2012 - 14h42

    Hahahaha, sempre aparece, impressionante. Mas agora, deve ser uma espécie de recorde, parabéns!

Ricardo Ramos

12/12/2011 - 10h19

Com as exceções de praxe, a coisa mais babaca que existe é o "ex". Piora quando se tornar militante. Ex-fumante, ex-prostituta, ex-esquerda. Francis (RIP), Jabour, Nelsinho (quando irá ter nome de homem!) Motta et caterva representam este setor com galhardia e remuneração adequada do PIG (Partido da Imprensa Golpis-

Responder

Ricardo Ramos

12/12/2011 - 09h36

Com as exceções de praxe, a coisa mais babaca que existe é o "ex". Piora quando se tornar militante. Ex-fumante, ex-prostituta, ex-esquerda. Francis (RIP), Jabour, Nelsinho (quando irá ter nome de homem!) Motta et caterva representam este setor com galhardia e remuneração adequada do PIG (Partido da Imprensa Golpis-
ta). Estes, nem pediram para agachar, já estão ajoelhados. Quanto ao afável Newman, tentou a vida toda ser um Marlon Brando, a Fórmula Indy e os legumes mostraram sua verdadeira aptidão. Pelo menos transformou-
se num ex-canastrão!

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Alfredo

29/11/2011 - 04h34

Antigamente quando alguém da esquerda fazia crítica ao McDonald's a gente sugeria a ele que… fosse la pra Rússia, onde desviaram cursos de rios sem perguntar nada a ninguém. Ah! também cimentaram Chernobyl e até hoje vasa radiação. Hoje a Rússia nem sei o que é mais. Você sabe? Todo o sistema capitalista, meio democrático, meio cretino… cretino e meio pra falar a verdade, ainda não encontrou substituto melhor. Aaah! Quem não gosta daqui, pode se mandar, ir la pra Líbia, Iraque. Chegando la, pra aguentar, toma um conhaque.

Responder

    Francisco

    06/04/2013 - 05h34

    Se você puder pagar um conhque caro, qualquer lugar é ótimo. Se não puder…

nadie

21/10/2011 - 11h00

Quem dera tivéssemos outros Paul Newman no mundo. Não se prestou a trabalhar em filmes que ficarão no imaginário coletivo. Personna gratísisma, sobretudo por haver vivido tanto e jamais ter sido desrespeitado, apontado como alguém sem escrúpulo, viciado, ou coisa do gênero. Pra pessoas idosas, vivas, vivas ficarão na memória um bando de artista de peso como Paul, como Marlon Brando, Ingrid Bergman, Sofia Loren…

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nádja

14/08/2011 - 23h44

Quanto a Paul N. nada contra, eu gostava dele como ator, mas o Paulo Francis, espero que esteja em um lugar melhor , pq aqui na terra, lembro que era pre-adolescente e já tinha um verdadeiro ódio por ele bajular a direitona

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antonio paulo

04/11/2010 - 17h06

Paulo Francis, que Deus o tenha.Mas aqui na terra ele era super arrogante.
E não é impressão minha não,eu ouvi contar que em Nova York ele humilhou um garson.
Eu vi quando colocaram o corpo dele num carro fúnebre,como qualquer pobre mortal.
A arrrogancia e orgulho não lhe valeu nada.

Responder

José Manoel

27/10/2010 - 20h24

Azenha: Concordo com você "ipsis literis". Paul Newman foi um exemplo de profissional em Hollywood!!! Excelente marido, ótimo caráter, ótimo ator, dono de uma grande equipe de Fórmula Indy. O tempo se encarregará de colocá-lo, se é que não o fez, no topo do grande artistas e personalidades. Parabéns pelo comentário!!!!!!!!!!

Responder

Sergio Castro

24/07/2010 - 19h43

Lamento Sr, Azenha mas não tenho a menor simpatia pela figura podre de Paulo Francis, um entreguista, racista que desprezava profundamente o Brasil e os Brasileiros, morreu apavorado pelo processo que a Petrobrás ia lhe enfiar goela abaixo nos EUA onde calunia e difamação são levadas a sério.

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Marcelo Fraga

23/05/2010 - 08h46

Paulo Francis era um vira-casaca. O mesmo nojo que sinto pelo "ex-comunista" Arnaldo Jabor, eu sinto por este finado senhor.

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Roberto

24/04/2010 - 13h39

Assitia aos comentários do FRancis e o achava um tanto colonialista demais. Depois li dois livros dele sobre a politica brasileira – O afeto que se encerra e Trinta ano esta noite – com observações brilhantes, inusitadas. Memória da ditadura e desafeto ao país no qual a elite é, como sempre, expressão de estupidez. Nos EUA a democracia permitiu que o país se construís como livre, acho que de tudo que herdou do seu passado colonial. Talvez ele, Francis, tivesse inveja disso. Enfim, afirmou que a ditradura trucidou a inteligência de sua geração nos porões e/ou no exílio. Foi mais sincero do que a mioria.
Parabéns pelo blog que está enre os meus preferidos.

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Antonio Carvalho

26/03/2010 - 09h37

Deve ser lindo para esses jornalistas que deus pais eram dedo duro da ditadura, como são covardes tem PSDBestas falar da Dima, que hj temso universidade em todas as regiões dos estados brasileiros, por que eles não fazem alguma coisa util pro brasil, onde está os Malufistas, e esse FHC, ainda que é Sociológo, ele se finge bobo o é bobo mesmo, O Serra, pode ser presidente de time de pelada de praía, o resto ganha do Maluf e termos subfaturamento, POVO, POVO, POVO, não enterque o pais a estes imbecis.

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    Klaus

    12/04/2010 - 01h38

    O comentário parece escrito em português, mas eu não tenho certeza.

    Job

    03/01/2013 - 11h44

    realmente, parece português.

    Luís

    26/03/2013 - 18h52

    Também não tenho muita certeza. Parece mais um novo dialeto.

crnpaula

20/03/2010 - 14h34

por que não tem mais o "indique essa matéria" no final dos artigos ???

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André

18/03/2010 - 14h16

Emocionante.

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