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A gente fica dando corda

17 de agosto de 2017 às 09h59

por Marco Aurélio Mello

Todo mundo já ouviu aquele ditado que diz: “falem bem, falem mal, mas falem de mim.”

No entanto, um sem-número de comunicólogos ainda caem em jogadas marqueteiras que têm esta exata finalidade, disputar espaço na mídia.

No Brasil continental, por razões históricas e econômicas, o noticiário é produzido em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

São as três “praças” mais visíveis de todo território nacional.

É onde circula o dinheiro, onde “nascem as novidades” e onde se produz moda, bens culturais.

Engano alimentado pelos anunciantes, suas pesquisas de mercado e suas agências de publicidade.

Aí aparecem dois sujeitinhos quaisquer que tomam tempo precioso de todos nós, tempo desproporcial à importância que eles têm.

O primeiro é o Jair Bolsonaro.

Ele representa os radicais de direita, que significam pouco mais do que 5% do eleitorado.

No entanto, o sujeito dá um pum e vira notícia.

O segundo é o João Dória.

Vocês acham mesmo que um desses dois têm condições de vir a ser presidente do Brasil?

Eu não achava, mas é tanta propaganda gratuita que todo mundo faz deles – incluindo a esquerda – que é bem capaz de estarem no segundo turno das próximas eleições, que já adianto, não serão diretas.

Porque se forem diretas dá Lula e Lula é tudo o que o establishment não quer.

Ou você acha que o inimigo dos Estados Unidos, do sistema financeiro internacional, das oito irmãs do petróleo e das transnacionais volta ao poder pelo voto?

Só se a gente acreditasse em Papai Noel, não é mesmo?

Quando é que vamos entender que falando desses nanicos sem parar o que a gente faz é dar legitimidade a eles.

Lembre-se, pode ser Jesus Cristo, mas se ele não tiver mídia, esquece.

O que seria do filho do Senhor não fossem as escrituras, heim?

Quase sempre é mais importante a notícia que os meios de comunicação esconde, não a que aparece.

Depois não adianta a gente lavar as mãos.

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5 Comentários escrever comentário »

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Frank Junior

21/08/2017 - 17h53

Realmente, o Lula, milionário, amigo das construtoras e banqueiros é super inimigo dos EUA, de Deus e do diabo. A esquerda brasileira é a pior do mundo mesmo, amam Paris, Iphone, são contra a legalização das drogas, são tão conservadores quanto os da direita e querem ser os paladinos da moral, sendo os primeiros a não devolver o troco errado no caixa, subornando policiais para não cair no bafómetro ou aceitando as malandragens dos seus heróis e ídolos. O lixo tupiniquim fede da direita à esquerda, sorte dos que encontram o aeroporto e se mandam daqui.

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Crazy horse

18/08/2017 - 18h27

Não se engane meu caro, grande parte dos Aecistas pulam no colo do Bolsonaro sem pensar 2 vezes

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Arthur

18/08/2017 - 13h49

Essa de “a gente tem que parar de falar deles” já não adianta mais. Os dois já estão muito presentes e ancorados no cenário pra que se possa fazer um “apagão” de notícias deles. Essa tática só funciona se o alvo ainda estiver tentando decolar. No caso de Bolsonaro, 2013 foi quando ficou tarde demais. No caso de Doria, o tarde demais foi quando ele se tornou prefake de São Paulo.

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Felipe.CAze

18/08/2017 - 09h47

“propaganda incluindo a esquerda de cada peido que ele dá”, diz mais uma matéria da esquerda sobre ele.

¬¬

Outra, chamar Lula de “inimigo dos Estados Unidos, do sistema financeiro internacional, das oito irmãs do petróleo e das transnacionais” é muita liberdade e não é nada poética. É mentira, mesmo.

Poderia ser um “não-amigo…” ou “alguém que não seja amigo…”.

O resto é resto.

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    Allex

    20/08/2017 - 11h44

    Mentira e bobagem, muita bobagem, é o que você escreveu. Se Lula não é considerado inimigo dos EUA e das grandes petroleiras internacionais, então porque toda essa operação literalmente de guerra para impedir que ele seja candidato? Ou sua ingenuidade é tamanha que você não percebe que tem dedo Ianque bem no fundo dos “cunhas” dos heroizinhos da lava jato? E que há uma relação simbiótica entre estados unidos, judiciário, mp, pf e o golpe de 2016? Tudo certo que Lula nunca foi esquerda radical. Ele sempre atuou como de centro esquerda. Mas agora o grande capital internacional e a elite mais burra e rapineira do planeta, a brasileira, já o tacharam de inimigo, simplesmente porque não querem nem mesmo um esquerda moderado de volta ao poder.

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