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Uri Avnery: O que o governo e os militares israelenses tentam esconder?


12/06/2010 - 23h00

12/6/2010,

por Uri Avnery, Arabic Midia Internet Network,   traduzido por Caia Fittipaldi

Se houvesse Comissão de Investigação séria em Israel (em vez de pretextos patéticos para impedir qualquer investigação), eis algumas das questões que teriam de ser respondidas:

1. Qual o verdadeiro objetivo do bloqueio da Faixa de Gaza?

2. Se o bloqueio visa a evitar que entrem armas na Faixa, por que só são autorizados a entrar em Gaza 100 itens (contra os mais de 12 mil que se encontram à venda em qualquer supermercado de porte médio em Israel)?

3. Por que não podem entrar em Gaza chocolate, brinquedos, lápis, canetas e papel, vários tipos de frutas e legumes (e por que canela entra, e coentro não entra)?

4. Que relação há entre (i) a decisão de proibir a importação de materiais de construção, para reparos e reconstrução dos milhares de prédios destruídos ou danificados na Operação Chumbo Derretido, e (ii) o argumento de que os materiais poderiam ser usados para construir abrigos para o Hamás –, se todos sabem que material mais do que suficiente para essa finalidade chega regularmente à Faixa de Gaza, pelos túneis?

5. O verdadeiro objetivo do bloqueio é transformar em inferno a vida de 1,5 milhões de seres humanos, na esperança de que se levantem e deponham o governo do Hamás?

6. Dado que isso ainda não aconteceu, e – ao contrário – o Hamás vem-se fortalecendo ao longo dos três anos do bloqueio, o governo israelense nunca considerou a possibilidade de alterar a política do bloqueio?

7. O bloqueio foi imposto para forçar a libertação do soldado Gilad Shalit, capturado pelo Hamás?

8. O bloqueio contribuiu de algum modo, para esse objetivo? Ou tem sido contraproducente?

9. Por que o governo israelense recusa-se a trocar Shalit por centenas de prisioneiros presos em Israel, dado que o Hamás aceita a troca?

10. É verdade que o governo dos EUA vetou completamente a troca de prisioneiros, sob ao argumento de que isso fortaleceria o Hamás?

11. Há qualquer tipo de discussão, no governo de Israel, que autorize a esperar que Israel algum dia cumpra os compromissos que assumiu em Oslo – de permitir e estimular o desenvolvimento do porto de Gaza –, de modo que se impeça o contrabando de armas?

12. Por que o governo israelense declara repetidas vezes que as águas territoriais da Faixa de Gaza seriam parte das águas territoriais de Israel, e que navios que por ali naveguem estariam “agredindo a soberania de Israel”, se se sabe que isso não é verdade, uma vez que a Faixa de Gaza não foi nunca anexada a Israel e que Israel, sim, anunciou oficialmente, em 2006, que “se separara” da Faixa?

13. Por que os ativistas pacifistas sequestrados em alto mar, e que jamais tiveram qualquer intenção ou desejo de aportar em Israel, foram acusados, pelo Procurador Geral de Israel, “tentar entrar ilegalmente em Israel”? Por que o Estado de Israel pediu que recebessem penas mais longas, por “tentativa de entrar ilegalmente em Israel”?

14. Quem é responsável por essas acusações ilegais e contraditórias, se, num momento, o governo de Israel diz que “se separou oficialmente da Faixa de Gaza” e que “a ocupação terminou” – e, no momento seguinte, alega ter direito de defender a “soberania do Estado de Israel” sobre as águas do litoral da Faixa?

Sobre a decisão de atacar a Flotilha

15. Quando os serviços de inteligência israelenses ouviram falar, pela primeira vez, dos preparativos para organizar a Flotilha? (Há evidências filmadas.)

16. Quando esses informes chegaram ao gabinete do primeiro-ministro, do ministro da Defesa, do Gabinete de governo, do “Comitê dos Sete” (encarregado das questões de defesa) e do comandante geral do Exército?

17. O que decidiram esses funcionários e essas instituições?

18. Que tipo de informação dos serviços de inteligência chegou a cada um deles?

19. Quando, quem tomou e como foi tomada a decisão de deter a flotilha por ataque militar armado?

20. É verdade que a secretária do Gabinete de governo Tzvi Hauser alertou para as graves consequências daquela ação e aconselhou a deixar que a flotilha atracasse em Gaza?

21. Houve outras vozes que tenham aconselhado nessa mesma direção?

22. O ministro dos Negócios Exteriores participou de todas as discussões?

23. Se participou, o ministro alertou sobre o impacto daquela ação nas relações entre Israel e Turquia e outros países?

24. À luz da evidência de que, antes do incidente, o governo turco informara ao ministério de Negócios Estrangeiros de Israel que a flotilha fora organizada por entidade privada não controlada pelo governo e não violava qualquer lei turca – o ministro Lieberman considerou a possibilidade de fazer contato com a organização da Flotilha, para tentar algum acordo e evitar a violência?

25. Deu-se a devida consideração à possibilidade de deter a Flotilha em águas territoriais, inspecionar a carga e deixá-la passar?

26. Alguém, em algum momento, considerou o impacto do ataque à Flotilha, na opinião pública internacional?

27. Alguém, em algum momento, considerou o impacto do ataque à Flotilha, nas relações entre Israel e os EUA?

28. Alguém, em algum momento, considerou a possibilidade de o ataque à Flotilha fortalecer o Hamás?

29. Alguém, em algum momento, considerou a evidência de que o ataque à Flotilha pode vir a tornar ainda mais difícil manter o bloqueio de Israel a Gaza?

Sobre o planejamento do ataque à Flotilha

30. Que tipo de informação de inteligência estava à disposição dos que planejaram o ataque à Flotilha? (Há provas gravadas.)

31. Alguém, em algum momento, considerou a evidência de que o grupo de ativistas que viajava nessa Flotilha é diferente do que viajou em outros barcos de protesto, porque dessa vez havia o componente turco?

32. Alguém, em algum momento, considerou que, diferentes dos pacifistas europeus, que acreditam na resistência pacífica, os ativistas turcos poderiam adotar meios de resistência ativa contra soldados que assaltassem barco turco?

33. Consideraram-se vias alternativas de ação, como bloquear o avanço da Flotilha com barcos não armados?

34. Nesse caso, se outras alternativas foram consideradas, por que foram rejeitadas?

35. Quem realmente coordenou o planejamento do ataque à Flotilha – o comandante geral do Exército ou o comandante geral da Marinha?

36. Se o responsável pela decisão de atacar militarmente a Flotilha foi o comandante da Marinha, a decisão foi aprovada pelo comandante geral do Exército, pelo ministro da Defesa e pelo primeiro-ministro?

37. Como se distribuíam as responsabilidades entre todos esses, no processo de tomada de decisão que levou ao ataque à Flotilha?

38. Por que a ação aconteceu fora das águas territoriais de Israel e da Faixa de Gaza?

39. Por que a ação foi executada em plena noite, na escuridão?

40. Alguém da Marinha israelense fez qualquer objeção à ideia de soldados descerem por cordas, de um helicóptero, sobre o convés do barco “Mavi Marmara”?

41. Durante as discussões, alguém chamou a atenção para a semelhança entre a operação que estava sendo planejada e a ação dos britânicos contra o navio “Exodus 1947” – que terminou em desastre político para os britânicos?

Sobre o ataque ao barco

42. Por que todas as comunicações do barco com o mundo foram cortadas, durante a operação, se nada havia a esconder?

43. Alguém protestou, em defesa dos soldados israelenses, de que poderiam estar sendo mandados para uma armadilha mortal?

44. Alguém, em algum momento, considerou a evidência de que os soldados israelenses permaneceriam, por vários minutos críticos, em perigosa posição de inferioridade e completamente expostos?

45. Quando, exatamente, os soldados israelenses começaram a atirar com munição real?

46. Qual dos soldados atirou primeiro?

47. O tiroteio – todo ou parte dele – pode ser legalmente justificado?

48. É verdade, como disseram os passageiros, que os soldados começaram a atirar ainda de dentro dos helicópteros?

49. É verdade que o tiroteio continuou mesmo depois de o capitão do barco e os ativistas terem repetido pelos altofalantes que o barco rendia-se, e depois, também, de terem levantado bandeiras brancas?

50. É verdade que cinco dos nove mortos receberam tiros pelas costas, o que prova que tentavam afastar-se e, portanto, não eram ameaça à vida dos soldados?

51. Por que Ibrahim Bilgen, 61 anos, cinco filhos, candidato a prefeito de sua cidade natal, foi identificado como terrorista e foi morto?

52. Por que Cetin Topcoglu, 54 anos, treinador da equipe nacional de taekwondo da Turquia, que viajava com a esposa, foi identificado como terrorista e foi morto?

53. Por que Cevdet Kiliclar, 38 anos, jornalista, foi identificado como terrorista e foi morto?

54. Por que Ali Haydar Bengi, quatro filhos, professor de literatura formado pela Escola al-Azhar do Cairo, foi identificado como terrorista e foi morto?

55. Por que Necdet Yaldirim, 32 anos, uma filha; Fahri Yaldiz, 43 anos, quatro filhos; Cengiz Songur, 47 anos, sete filhos; e Cengiz Akyuz, 41 anos, três filhos, foram identificados como terroristas e foram mortos?

56. É mentira que os ativistas tomaram a pistola de um soldado e atiraram nele, como disse o Exército de Israel? Ou é verdade que os ativistas desarmaram vários soldados e jogaram várias armas ao mar, sem usá-las, como disseram vários ativistas?

57. É verdade, como disse Jamal Elshayyal, jornalista e cidadão britânico, que os soldados negaram socorro a turcos feridos, durante três horas, período em que vários deles morreram?

58. É verdade, como disse o mesmo jornalista, que foi algemado com as mãos às costas e forçado a permanecer ajoelhado por três horas, exposto ao sol escaldante, sem água, e que foi impedido de ir ao banheiro e ouviu “mije nas calças”? É verdade que teve seu passaporte britânico confiscado e jamais devolvido? É verdade que lhe foram roubados e jamais devolvidos um computador laptop, três telefones celulares e 1.500 dólares em dinheiro?

59. É verdade que o exército de Israel manteve todos os passageiros sequestrados e presos em local ignorado, por 48 horas; que confiscou todas as câmeras, filmes e telefones celulares dos jornalistas a bordo, para impedir que circulasse qualquer informação que gerasse dúvidas sobre a versão dos fatos divulgada pelo exército de Israel?

60. Esse é procedimento padrão nesses casos, para manter o primeiro-ministro (ou seu representante e porta-voz, Moshe Yaalon, dessa vez) em cena, durante qualquer operação. O mesmo procedimento foi adotado em outros casos, como na operação Entebbe e na abordagem do navio “Karin A”; foi adotado também no caso do ataque à Flotilha?

Sobre o comportamento do porta-voz do exército de Israel

61. É verdade que durante as primeiras horas o porta-voz do exército de Israel distribuiu uma série de informes fictícios, para justificar o iminente ataque à Flotilha aos olhos dos israelenses e do público internacional?

62. Os poucos minutos de filme que têm sido exibidos centenas de vezes pelas televisões em Israel, desde o dia do ataque até hoje, são versões cuidadosamente editadas, para que não se veja o que aconteceu imediatamente antes e imediatamente depois do ataque?

63. O que há de verdade na declaração de que soldados teriam sido presos por ativistas no interior do barco e que estariam sob risco de “linchamento”, quando há fotos que mostram claramente que os soldados permaneceram cercados por tempo considerável por dúzias de ativistas que sequer os tocavam, e que um médico que viajava no barco socorreu vários soldados?

64. Que provas há de que a ONG turca IHH teria conexões com a al-Qaeda?

65. Que bases há para a informação – jamais confirmada até agora – repetida incontáveis vezes de que a ONG turca IHH seria “organização terrorista”?

66. Por que se diz que a ONG IHH estaria agindo sob ordens do primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan, se se sabe que essa ONG, de fato, é aliada próxima de um partido da oposição a Erdogan?

67. Se a ONG IHH seria organização terrorista conhecida dos serviços de inteligência de Israel, por que a operação não foi abortada quando ainda estava sendo planejada?

68. Por que o governo de Israel não denunciou o plano da ONG IHH, antes do ataque aos barcos?

69. Por que, na propaganda oficial, a palavra “shahid”, em declarações de um dos ativistas, foi traduzida pelo governo de Israel – com evidente má fé – como se o ativista tivesse dito que desejava “matar e morrer”? (A palavra “shahid”, como todos sabem em Israel, designa alguém que se sacrifica para manifestar sua fé em Deus, exatamente como qualquer mártir cristão ou judeu.)

70. De onde brotou a mentira segundo a qual os turcos teriam gritado “Voltem para Auschwitz”?

71. Por que nenhum médico israelense foi convocado para informar os israelenses, imediatamente, sobre os ferimentos dos soldados feridos, depois dos anúncios oficiais de que pelo menos um soldado fora ferido à bala?

72. Quem inventou a história de que haveria armas nos barcos, e que teriam sido jogadas ao mar?

73. Quem inventou a história de que os ativistas transportariam armas de fogo – quando, na exibição organizada pelo próprio porta-voz do exército de Israel, só se viam objetos encontráveis em todos os barcos do mundo, sobretudo em barco equipado para transportar 1.000 passageiros (binóculos, instrumentos para primeiros socorros, canivetes, pedaços de metal, além de uma adaga iemenita decorativa e facas de cozinha)?

74. Todos aqueles itens – associados à incansável repetição da palavra “terroristas” e à censura de qualquer tipo de informação diferente – não configuram operação de lavagem cerebral?

Sobre a investigação

75. Por que o governo de Israel recusa-se a participar de comissão internacional de investigação composta de investigadores neutros, que o governo de Israel aceite?

76. Por que o primeiro-ministro e o ministro da Defesa de Israel anunciaram que estão dispostos a testemunhar – mas não respondem nossas perguntas?

77. De onde vem o argumento de que soldados não poderiam ser chamados a testemunhar – quando, em outras investigações, sempre houve altos oficiais, oficiais de baixo escalão e recrutas interrogados?

78. Por que o governo de Israel recusa-se a nomear Comissão Oficial de Inquérito, nos termos da lei israelense aprovada pelo Parlamento em 1966 exatamente para esses casos, como, por exemplo, as comissões nomeadas depois da guerra do Yom Kippur, depois do massacre de Sabra e Shatila, depois do atentado à Mesquita al-Aqsa (um australiano louco incendiou o púlpito da mesquita), e também para investigar denúncias de corrupção nos esportes e o assassinato do líder sionista Chaim Arlosoroff (e quase 50 anos depois do crime!)?

79. O governo de Israel terá algo a temer do trabalho de uma Comissão de Inquérito, cujos membros são indicados pelo presidente da Suprema Corte, e que tem poder para convocar e interrogar testemunhas, para exigir que se exibam provas e para determinar responsabilidades pessoais em erros e crimes?

80. Por que, agora, o governo de Israel decidiu nomear um comitê patético, sem poder legal para coisa alguma, sem qualquer credibilidade, nem em Israel nem em lugar algum?

E, afinal, a pergunta mãe de todas as perguntas:

81. O que o governo e os militares israelenses tentam esconder?

O artigo original, em inglês, pode ser lido em: Who is Afraid of a real Inquir

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16 comentários

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vera oliveira

13 de junho de 2010 às 15h29

já não está nem mais feio pra israel,tá feio é para a tal comunidade internacional,para a onu,para os eua que estão ficando muito sem moral pra falar em justiça,democracia,liberdade,direitos humanos..

Responder

kimparanoid

13 de junho de 2010 às 14h51

A questão é que essa não é a primeira – e provavelmente não será a última – vez que o Estado de Israel comete essas arbitrariedades.
A opinião pública internacional, como sempre, reprova essa prática, mas não consegue fazer com que essa reprovação se traduza em uma pressão concreta contra essa política do Estado de Israel.
O nó da questão, como bem explicitou um artigo do Emir Sader, me parece ser a ONU. Sempre conivente com Israel. Sempre pró-ativa contra as nações islâmicas "suspeitas".
Ora, acho que se por meio da ONU não é possível alcançar nada, o que a opinião pública mundial deve fazer é pressionar os governos nacionais para que eles suspendam suas relações diplomáticas com Israel. Infelizmente, acho que a única nação que reagiu dessa maneira foi a Nicarágua.

Responder

valdir

13 de junho de 2010 às 13h43

Pessoal, vamos boicotar…é a unica linguagem que eles entendem, por favor divulguem entre seus amigos
http://www.inminds.co.uk/boycott-brands.html

Responder

Angela M. Liuti

13 de junho de 2010 às 12h26

E a globo ontem no programa Altas Horas, teve como convidada uma modelo israelense , que ficou durante todo o programa sendo inquirida pelo serginho "gosma" . A moça relatou dque além de modelo ela serve ao exercito israelense como qualquer jovem na idade dela. Que ela teve autorização do generalato para seguir a vida de modelo e servir ao exercito ao mesmo tempo. Segundo a modelo, Israel é pacífica, não tem os horrores que se fala, e que ela teve uma infância maravilhosa, e adolescência idem (só que servir ao exercito ao menos por dois anos é obrigatório para ambos os sexos). Queo mundo tem uma idéia errada sobre Isrraele etc.

Gente, fiquei pensando que tipos de relações se encontram ocultas entre a globo e Israel para tentar passar propaganda do estado através de uma jovem modelo, de modo a passar mensagem politica num programa exclusivamente dedicado aos jovens , e favorável a Israel, O que é que tem por trás disto por que ingênuo não é. Vamos trazer então uma criança ou um jovem da FAixa de Gaza e perguntar se sua infância e adolescencia estão sendo maravilhosas como a da modelo israelense?

Responder

Urbano

13 de junho de 2010 às 11h02

Depois de milênios, o entulho é imenso.

Responder

mariazinha

13 de junho de 2010 às 10h08

Pois é! Essa história de Israel gozar de todas as prerrogativas perante a comunidade internacional já esta virando piada.
Tornou-se um estado fora da LEI, bandido.
Isto, tem que acabar. Se não podemos competir com a força bélica, que tal boicotarmos as marcas que lhes dão sustento monetário? Falidos, difícil continuar a infernizar a vida dos outros.

Nada de filmes dos buches, nem viagens a MIAMI ou NY, nada de tratados com o Mercosul, nada de cocacola…Conseguiremos!
Muitos países já estão movimentando-se nesse sentido, falta o Brasil engajar-se. Podemos sobreviver sem cacarecos.

Responder

    kalango Bakunin

    13 de junho de 2010 às 13h44

    danou-se, mariazinha, o que o Mercosul tem a ver com Israel ou Miami?

    Maria 1

    13 de junho de 2010 às 13h52

    Deve ser tratado comercial entre o mercosul e o estado israelense, não?

    mariazinha

    13 de junho de 2010 às 14h25

    UÉ!
    Todo mundo já sabe, só VC não?
    Nunca imaginei que, com o evento da Internet, ainda haveria alguém sem saber de algo.

    mariazinha

    13 de junho de 2010 às 16h13

    Kalango, para conseguirmos minar as economias de israel seria preciso minar algumas coisas dos eua, eles trazem os states, na corrente; os dois, vendem seus lixos pelo mundo e financiam o terror em israel, sem obstáculos.

    Por isto, digo: precisamos deixar Miami e NY, ainda, impedirmos que israel seja parceiro comercial do Mercosul.
    Como aceitar ser parceiro de um estado terrorista que mata inocentes, não respeita nenhum país e ainda mente e engana o Mundo inteiro?

    rafael

    14 de junho de 2010 às 09h28

    Uai, não somos parceiros do Irã, dos EUA, de Cuba, da China e etc?

william porto

13 de junho de 2010 às 10h03

A comunidade internacional e conivente com o fascismo praticado por Israel com o apoio dos EUA.

Responder

Leider_Lincoln

13 de junho de 2010 às 11h06

Cadê o troll coitado? Ele deve ter a resposta: " _Não interessa, os pobres israelenses, desarmados [com suas duzentas bombas atômicas], têm de se defender dos povos malvados que querem destruí-lo." E outra a tal "comunidade internacional" não passa de um bando de países que, renhidamente, quer defender a todos os custos os antigos privilégios que em vista de um novo mundo que se orquestra, não são mais sustentáveis pelos fatos.

Responder

Fernando Marques

13 de junho de 2010 às 10h41

Israel não é, e nem nunca foi, um Estado lato sensu no Direito Internacional. Não sei porque perdem tempo com esta retórica e em manter relações diplomáticas com esta aberração sionista.

Não passa de um grupamento pirata, em pleno ato de surrupiar terras alheias, pela imposição militar de sansões inumanas, retaliações cruéis e guerras preventivas.

Mais uma calhorda invencionice da política externa estado-unidense, com quem o mundo já deveria ter cortado relações há muito tempo.

Responder

@gs_leite

13 de junho de 2010 às 00h07

Confesso que não entendo essa ladainha toda a respeito da investigação sobre o ataque. Governantes de diversos países e mesmo a ONU tem "pedido" que Israel "permita" uma investigação independente, com participação de atores internacionais!!!

Ora, o ataque (e os assassinatos) se deu em águas internacionais, e o barco navegava sob bandeira turca (ou, conforme informações posteriores, de Ilhas Comoros). Portanto, a comunidade internacional ou, no mínimo, Turquia ou Ilhas Comoros, estariam legitimados a abrir uma investigação sobre o crime israelense, independentemente de qualquer "autorização" ou concordância do Estado sionista.

Se a comunidade internacional não o faz, é simplesmente porque não quer.

Responder

    Vlado

    13 de junho de 2010 às 10h00

    "Se a comunidade internacional não o faz, é simplesmente porque não quer. "

    Perfeito! É isso mesmo.


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