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Tarso Genro: Defendendo Manuela dos gângsters do ódio e da mentira permanente
Reprodução Instagram da Manuela
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Tarso Genro: Defendendo Manuela dos gângsters do ódio e da mentira permanente


13/10/2020 - 12h07

Manuela sob ataque: a pedagogia do fascismo em movimento

Por Tarso Genro (*), no Sul 21

Flávio Borges D’Urso era Presidente da OAB/SP, em 17 de agosto de 2007, um mês depois do acidente da TAM que vitimou 199 pessoas.

D’Urso neste mês reuniu na Avenida Paulista 5.000 pessoas, para lançar um movimento que se dizia “sem cunho político partidário”, e, segundo seus organizadores – do “Movimento Cansei” — era “contra a corrupção, bala perdida, criança abandonada, caos aéreo, carga tributária e a impunidade”.

Xuxa, Wanderléa, Hebe Camargo, Silvia Poppovic, Agnaldo Rayol, Ivete Sangalo, o Pastor Wagner dos Santos Ribeiro, Agnaldo Rayol, o Rabino Michel Schlesinger e o Padre Antonio Maria, se reuniram, então, em torno de bandeiras sem partido.

Naquele evento inauguraram o “fora Lula”, no momento em que o Presidente estava com quase 50% de “bom e ótimo”, que dispararia para mais de 70%, dois anos depois.

A agenda, como se vê, era descosturada e universal, mas os seus aderentes não tinham amplitude nem respeitabilidade política suficiente para mobilizar muitos militantes na transmissão do seu cansaço na Avenida Paulista.

Como Ministro da Justiça, à época, eu mantinha boas relações com a OAB e suas seções em todo o país.

Liguei então ao Presidente D’Urso, para me informar sobre o movimento e manifestar a minha preocupação, face a alguns incidentes de agressividade entre os “cansados” e os “satisfeitos” com o Governo Lula, que poderiam – na sequência – descambar para “enfrentamentos de rua” (foi a expressão que usei).

Aduzi que, se o movimento fosse continuar, deveríamos conversar sobre as suas reais intenções e tratarmos com responsabilidade, as providências para evitar a violência.

Foi uma boa conversa, respeitável e democrática, que suponho tenha ajudado — naquele momento — à reflexão que levou ao fim do “cansei”, algumas semanas depois.

Hoje percebo que este episódio foi um ensaio mal sucedido de golpismo, seis anos antes de junho de 2013, feito numa hora errada — e que talvez o próprio ex-Presidente D’Urso não estivesse plenamente a par das suas reais intenções no futuro, quando a crise política glamourizada como movimento libertário pelo oligopólio da mídia começou a parir demônios.

Estes são os demônios — agora já com um grau de organização superior — que jogam as suas taras para o público, na violenta ofensiva contra Manuela D’Ávila.

Assacam contra ela barbaridades que só mentes doentias e más constroem, não a partir do conhecimento da candidata, mas dos desejos reprimidos destes difamadores, nas cavernas morais que habitam, mórbidos e tristes na sua perversidade

Os movimentos golpistas que prosperaram a partir junho 2013 em toda a América Latina, passaram incorporar, além do carro-chefe da “corrupção” — sem qualquer racionalidade aparente — o fantasma mítico do “comunismo”.

Somaram-se aos cuidados com as “impurezas” culturais e de costumes na família, a religiosidade sectária, misoginia, armamentismo, uma boa dose de racismo e a promessa do empreendedorismo universal, combinados com a adoração do modelo americano de vida e de fazer política.

A chave do seu sucesso mais tarde – tanto aqui no Brasil como no exterior – foi a questão organizativa do novo “partido” golpista que, violando toda a experiência partidária (orgânica) da modernidade, estruturou-se globalmente num programa definido, “negacionista” em estado puro.

Sua difusão ideológica massiva não se daria mais pelas vias verticais dos partidos orgânicos da direita (ou pelas burocracias militares) como funcionam em regra todos os partidos da modernidade, mas observaria outras determinações.

Estas novas estruturas e formas, num primeiro momento dependentes das cadeias oligopolistas de informação para impulsionar sua doutrina, superaram-nas e as subordinaram.

O programa que vinha, negava — ao mesmo tempo — a ciência, a evolução dos costumes e a diversidade sexual; o indivíduo fruto da modernidade com — sua liberdade política e corpórea; como também a vida coletiva “impura” que o gerou.

Para isso, precisava construir, aqui no Brasil, o “mito” unificador – a qualquer custo – nome que deveria estar em aberto para ser localizado “na luta”, que só valeria a pena se encaminhasse as reformas do empresariado global.

Estes empresários, na verdade, pouco se importariam com os métodos para alcançar ou seus fins, que certamente já operavam global e profissionalmente, no conjunto das redes, com seus nós institucionais, think thanks e meios de comunicação.

Estes aparatos já prontos passam a disseminar um internacionalismo de extrema-direita, que aproveitaria as experiências dos controles de opinião, exercidos quando os EEUU invadiram o Iraque.

A essas experiências, se somaria o uso das novas redes, com seus aparatos tecnológicos e quadros profissionais, já disponíveis para organizar as tropas de assalto à opinião.

Estes, falariam aos círculos logarítimicos, detectados para se satisfazerem com as mensagens que gostariam de receber: ouvindo o que quisessem –como quisessem e quando quisessem — como maiores barbaridades para
reprodução infinita.

A “mamadeira (na pós verdade) é de piroca”, a “terra pode ser plana” e a educação pública é “marxismo cultural”, ensejando que os idiotas possam ser perigosos, os perdidos no universo da política passem a viver em comunidades integradas e os imbecis comecem a ser líderes.

Eles podem dizer mentiras em sequência sem ter que responder, a não ser com outra mentira: as mentes estão controladas, as opiniões são uma rocha e o círculo virtual que os acolhe, passa a ser o útero do fascismo, a boca do inferno e o ânus da história, como diria um brilhante filósofo fixado nesta fisiologia.

Os partidos de esquerda que permanecerem supondo que vão disputar com capacidade hegemônica estes círculos amplos — cuja opinião é formada dentro de comunidades blindadas — se enganam.

Neles só chegam os conceitos e definições que eles já cultivam, no seu isolamento do mundo moderno.

O “partido tipo”, defensor de um novo mundo social e libertário deve, – com outros valores morais e políticos – apropriar-se destas armas da ciência e da técnica, visando compor milhões de redes horizontais.

E elas devem se sobrepor comunicar-se e “conversar” – organizadamente – para que a política e a informação venha de “baixo para cima” e “de cima para baixo” – a partir dos núcleos dirigentes superiores – de forma virtual e real, para uma radicalização democrática permanente.

Podemos começar aqui, agora, com a defesa de Manuela, contra os gângsters do ódio e da mentira permanente.

(*) Tarso Genro foi governador do Estado do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre, ministro da Justiça, ministro da Educação e ministro das Relações Institucionais do Brasil.



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5 comentários

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Zé Maria

14 de outubro de 2020 às 21h57

Entrevista: MANUELA 65
Candidata a Prefeita de Porto Alegre
https://youtu.be/Jyr-xOETfNs
https://twitter.com/DanielaLima_/status/1316197329519677440

Responder

Zé Maria

14 de outubro de 2020 às 21h18

https://twitter.com/i/status/1316507900869840903

Nos ajude a chegar na prefeitura jogando limpo
* se ver alguma fake news denuncie
* se voluntarie no http://manuela.poa.br
* faça uma doação
Vamos construir uma Porto Alegre mais democrática! #AgoraÉManuela65

https://twitter.com/ManuelaDavila/status/1316487041484500994
https://twitter.com/ManuelaDavila/status/1316491472602976257

Responder

Zé Maria

14 de outubro de 2020 às 20h36

65
Informando o número da Candidata à Prefeitura Municipal
de Porto Alegre, MANUELA D’ÁVILA, já que a RBS/Globo nas
entrevistas só informa o nº dos Outros Candidatos, de acordo
com um critério de isonomia muito particular – Ideológico –
da Mídia Venal,de Direita, Corrupta, Comprada e Vendida.

Portanto, reforçando, o nº de “Manuela Prefeita” na Urna é 65.

Responder

Zé Maria

13 de outubro de 2020 às 20h51

Em comparação com os EUA, os Nazi-Fascistas no braZil se superaram,
estão mais próximos da Ku-Klux-Klan do que da Ala Radical do Tea Party.
E em relação à Europa, há um retrocesso à Baixa Idade Média (Séc XI-XV),
nos Estados de Maioria Branca do Sul/Sudeste, muito embora nesse Período
os Europeus ainda não tivessem invadido o Continente Americano.

É como se determinados Grupos de Indivíduos ‘adultos’ na Sociedade não tivessem vencido Etapas da Existência no Convívio Social, inexistindo os Arquétipos da Sociogênese – o “Super-Ego” referido pelo Austríaco Sigmund Freud, no Plano Psicológico Pessoal, ou a “Auto-Contenção” referida pelo Alemão Norbert Elias, no Plano dos Agrupamentos
Humanos, ou simplesmente a Consciência do Comportamento –
como numa Alcatéia de Lobos onde prepondera o Instinto Animal Grupal.

Responder

    Zé Maria

    13 de outubro de 2020 às 22h05

    Faltou Lev Vygotsky no Ensino Público Brasileiro

    “Ciclos de Vida: Algumas Questões Sobre a Psicologia do Adulto”

    Por Marta Kohl de Oliveira*

    “Podemos definir desenvolvimento, sinteticamente, como transformação.
    Processos de transformação ocorrem ao longo de toda a vida do sujeito e estão relacionados a um conjunto complexo de fatores.
    Na abordagem histórico-cultural encontramos a postulação do desenvolvimento humano como sendo resultado da interação entre quatro planos genéticos — a filogênese, a ontogênese, a sociogênese e a microgênese (Vygotsky; Luria, 1996; Wertsch, 1988, Oliveira; Rego, 2003).
    Num outro contexto teórico, Palacios elabora essa mesma idéia, sintetizando os três fatores aos quais se rela-cionariam os processos de transformação, ou de desenvolvimento:
    ‘1) a etapa da vida em que a pessoa se encontra;
    2) as circunstâncias culturais, históricas e sociais nas quais sua existência transcorre e
    3) experiências particulares privadas de cada um e não generalizáveis a outras pessoas” (1995, p. 9).
    O primeiro desses fatores, correspondente ao plano ontogenético estudado por Vygotsky e decorrente de determinações biológicas advindas da pertinência à espécie humana (plano filogenético), introduz uma certa homogeneidade entre todos os sujeitos que se encontrem em uma determinada etapa de sua vida individual.
    O segundo fator, correspondente ao plano sociogenético, introduz uma certa homogeneidade entre aqueles que vivem em uma mesma cultura, em um mesmo momento histórico e dentro de um determinado grupo social.
    O terceiro dos fatores (plano microgenético), prossegue Palacios, introduz elementos idiossincráticos que fazem com que o desenvolvimento psicológico seja um fenômeno único, que não ocorre da mesma maneira em dois sujeitos diferentes.”

    * Marta Kohl de Oliveira é Graduada em Pedagogia (1975)
    na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP);
    Mestre em Psicologia Educacional (1977) – Stanford University;
    Doutora em Psicologia Educacional (1982) – Stanford University;
    É Docente da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo
    (https://www.escavador.com/sobre/5285519/marta-kohl-de-oliveira)

    Íntegra do Artigo em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-97022004000200002&script=sci_arttext
    .
    .
    Com referência à “Religiosidade Sectária”, há no Plano Metafísico
    Peculiaridades Míticas e Dogmáticas da Torá, que obviamente
    transcendem à Racionalidade, vinculadas à forma de Rebanho
    Adestrado, Resignado e Obediente, que é Conduzido por Lobos em
    Pele de Cordeiro. Isso, aliás, estende-se dos EUA – a “Nova Jerusalém” –
    para todo o Ocidente, como parte da “Doutrina do Destino Manifesto”
    que consagra aos Norte-Americanos – o “Povo Eleito” – o Papel Divino,
    pressupostamente, de levar ao Mundo a Liberdade, a Verdade e a Vida
    – a “Boa Nova” – que foi abraçada no braZil por setores de algumas
    igrejas de Denominações Comandadas por Manipuladores
    Aproveitadores de Circunstâncias Políticas – da Extrema-Direita –
    e Econômicas – Neoliberalismo, Fascismo de Mercado – onde se
    inserem as Empresas de Comunicação, em geral.


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