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Diário da Resistência


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Rodrigo Vianna: Brasil vai virar uma fazenda chinesa?


07/07/2011 - 17h36

por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

A China resolveu reclamar do Brasil. Uma autoridade diplomática do país asiático diz que Lula prometeu reconhecer a China como “economia de mercado”, mas que na prática isso não correu (o que atrapalha o ingreso chinês na OMC – Organização Mundial do Comércio).

A pressão dos chineses talvez seja uma  boa chance para o Brasil rever a maneira de se relacionar com a potência asiática. Até porque descobrimos recentemente – graças aos Wikileaks, divulgados pela agência de notícias “Pública” – o que a China pensa do Brasil: depois de prometer  apoiar o pleito brasileiro de ocupar uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, os chineses saíram dizendo aos EUA que o Brasil ”não tem ´capacidade e influência´ para ser líder e que as ambições do país excedem seu verdadeiro peso no cenário internacional”.

A parceria comercial com  a China, é fato, ajudou o Brasil a resistir bem à crise de 2008.  Mas tem uma consequência perversa a médio prazo: desindustrialização!

Meses atrás, escrevi um texto sobre isso: “A fama de Pochmann e o pernil de Delfim”.  Aqui, um pequeno trecho: “o Brasil corre o risco de se perder na fórmula fácil da “fa-ma”. Não se trata do Big Brother Brasil. Mas de algo mais sério. A “fa-ma”, diz Marcio Pochmann (presidente do IPEA), é a mistura de fazenda com indústrias maquiladoras (como as existentes no México).O Brasil tem um parque industrial sofisticado – construído a duras penas, desde a era Vargas. Nossa indústria parece ter resistido às ondas de abertura recentes. Mas tudo tem limite.”

O Brasil não consegue concorrer com os chineses. Uma pessoa amiga, que vive de exportar calçados e roupas brasileiras, disse-me essa semana: “estou no limite, não temos mais preço, estamos perdendo mercado; estou pensando em vender o imóvel em que funciona a empresa e aplicar o dinheiro no banco”.

Vamos proteger nosso mercado, ou fechar nossas fábricas?

Se esse é o quadro entre os exportadores, imagine o que não acontece com as indústrias brasileiras. A Azaléia, por exemplo, anuncia que pode fechar a fábrica na Bahia, para reabri-la em Nova Délhi, na Índia.

É gravíssimo.

O blogueiro Eduardo Guimarães – que sobrevive da venda de autopeças brasileiras para outros países da América latina – é outro a martelar: o quadro é dramático para a indústria brasileira. Não conseguimos mais competir.

O que podemos fazer? Centralizar o câmbio.

O que é isso? Controlar a entrada e saída de divisas. Economistas liberais têm coceira quando ouvem falar nisso. Mas é a saída.





83 comentários

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José Manoel

08 de julho de 2011 às 22h45

De todos os países emergentes, o mais rico é o Brasil! Aliás, é o mais rico do mundo. Só que é completamente asfixiado pela sua política econômica e social. Pelo andar da carroça, nunca será uma grande economia. Quem viver, verá!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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José Manoel

08 de julho de 2011 às 22h42

Tanto facilitam, que vai……………………………

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francisco.latorre

08 de julho de 2011 às 16h26

pendurou o guizo no gato.

controle cambial.

quem impede?.. a china?.. que é off-fmi?.. ou a banca global?..

..

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Juca

08 de julho de 2011 às 15h39

Bem feito, a China não é aquele grande País que cresce mais que patrimônio de filho de Ministro de Estado. Todo mundo dando o maior crédito para um País que não tem Previdência Social, que regula a quantidade de filhos no bico do revólver (conheci muito chinês no exterior espalhados pelo mundo, que não existiam no seu próprio país porque os pais se recusaram a abortá-los, e eles não podiam voltar para casa, por conta da quota de maternidade, bacana não é mesmo?), que não tem SUS, que poluem o mundo mais que todo os outros países juntos, que produz produto barato com trabalho degradante e sem leis trabalhistas, etc, etc, Acho que o Brasil pensou que a China era o Kung Fu Panda da Disney.

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Sagarana

08 de julho de 2011 às 14h49

Boa idéia, vamos vender tudo para os chineses. Depois entramos no MST, invadimos e pegamos tudo de volta.

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Julio Silveira: Ninguém se preocupa em defender o Brasil | Viomundo - O que você não vê na mídia

08 de julho de 2011 às 14h49

[…] por Julio Silveira, em comentário no texto do Rodrigo Vianna […]

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Julio Silveira

08 de julho de 2011 às 14h32

O Brasil não tem estratégia, por isso sai da boca da aguia para ser devorado pelo panda.
Tudo isso por conta de sua docilidade, motivo de piada antiga "brasileiro e muito bonzinho". Na verdade a meu juizo o problema é bem complicado. Atribuo principalmente ao colonismo e a dependencia quase patologica, essa e outras situações que impedem o povo de acreditar em seu potencial. Pode parecer lugar comum mas nossas elites adoram acreditar que aqui pouco se produz com qualidade, que é melhor pagar royalties. Se espantam quando exportamos tecnologia e qualidade, mas nem assim gostam dos exemplos, ao contrário caem de pau. Exemplo, a própria petrobras que é vitima de sua qualidade. Aliás qualquer empresa publica que detiver qualidade, é uma questão de ideologia, tem que ser combatida até ser privatizada. Por que? empresa publica se reveste, por menos que seja, de um sentimento civico. Ao brasileiro não é conveniente ter esse tipo de sentimento, devemos ser dóceis para que o dominio, a canga seja colocada. Nossa elite só se importa com o lucro, investimento privado em pesquisa e tecnologia é muito difícil, preferem importar. Nossos melhores cérebros vão-se daqui e os que ficam são massacrados para que invejem os que já foram. Esse é um dos motivos de circulo criminoso, as elites sem compromisso e sem bandeira sabem que podem ser apatridas, tá ruim vão para Miami, alguns agora já até preferem Pequim.

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    Calves

    08 de julho de 2011 às 15h38

    Julio Silveira, você mostra muitas das patalogias da sociedade brasileira, heranças do colonialismo, escravagismo, grupos econômicos absolutamente dependentes dos interesses britânicos, norteamericanos e de outras nações, tudo travestido de diversas formas. Mas, você extrapolou na conclusão. Os problemas que você apontou (lucratividade, evasão de cérebros, formação de pessoal, desenvolvimento tecnológico e outros, vem sendo atacados). Nossa Nação vive um momento único de sua história (o PIG tem entre suas bandeiras destruir essa noção que se enraíza na sociedade), temos um Estado em consolidação e um Governo que tem de ser pressionado no sentido de agregar as forças sociais e políticas em um Projeto Nacional que está desenhado e em construção. Os grupos que têm interesses fora desse Projeto Nacional devem ser atraídos e incorporados. Há aí que lançar mão de toda "arte" política.
    Penso, no entanto, que se as ideologias neoliberais não forem combatidas e derrotadas na prática (como o Lula fez) não haverá possibilidade de manter o Projeto Nacional de pé.

fernandoeudonatelo

08 de julho de 2011 às 13h46

A China não vai abrir mão de sua taxa de câmbio administrada e artificialmente desvalorizada, por ser a base de um regime de crescimento econõmico acelerado, e puxado pelas exportações maciças.
Um modelo macroeconômico aliás, parecido com o praticado pelo Japão e Tigres Asiáticos durante meados da década de 70.

Vide durante a emissão monetária e venda de títulos de longo-prazo pelo FED, a China fez questão de manter as Reservas Internacionais razoavelmente enxugadas pelo excesso de dólar, ao comprar mais títulos da dívida púlica americana, para evitar qualquer forma de sobrevalorização cambial.

O Brasil, é que por sua vez, deve tomar a atitude de controlar, aplicar quarentena ou sobretaxar a entrada e saída de capitais especulativos de curto-prazo (hot money), do total de Investimentos exteriores em carteira, evitando a pressão sobre o câmbio.
E rever a rodada de elevação da Taxa de Juros básica indexada á SELIC, principal fator de atração desses recursos.

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    fernandoeudonatelo

    08 de julho de 2011 às 13h56

    Outra questão pouco discutida, é o Setor Externo e a atuação do Banco Central.

    Por um lado vem comprando dólares excessivamente no mercado de divisas, para tentar manter a oscilação do câmbio dentro da meta inferior das bandas cambiais, por outro vem mantendo a elevação da taxa de juros básica indexada pela Selic, como forma de controle da demanda agregada, mas por âncora cambial.

    Essa mesma sobrevalorização, que serve como remédio paliativo para cobrir os constantes déficits em transações correntes do balanço de pagamentos.

    Isso cria um lapso, um buraco entre o objetivo de manter a competitividade doméstica, o custo de carregamento das reservas e investimentos públicos.

ZePovinho

08 de julho de 2011 às 13h24

MÁQUINAS PARADAS NO ABC PAULISTA:
PASSEATA CONTRA DESINDUSTRIALIZAÇÃO
POLITIZA DEBATE ECONÔMICO E INAUGURA UMA NOVA AGENDA DA LUTA OPERÁRIA

Metalúrgicos das cinco maiores montadoras do ABC paulista cruzaram os braços nesta 6º feira e cerca de 10 mil ocuparam a rodovia Anchieta, em São Bernardo, próximo à Mercedes Benz, em passeata. A mobilização organizada discretamente nos últimos dias não reivindica salários. Berço dos grandes levantes operários dos anos 70/80, que mudaram o quadro político brasileiro, o sindicalismo do ABC inicia hoje uma luta pela própria sobrevivência: os trabalhadores cruzam os braços em protesto contra a desindustrialização em marcha no país. A concorrência das importações imposta pela competitividade chinesa, mas sobretudo incentivada pelo desequilíbrio cambial decorrente de uma política de juros rentista disparou o sinal de alarme na consciência política dos sindicalistas. Sérgio Nobre, presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC, resume a questão, em entrevista ao jornal Valor: "(se continuar assim) não sobrará sequer parafusos para a gente apertar. O embate é um dos mais difíceis já assumidos pelos operários brasileiros. Trata-se de afrontar a lógica da livre mobilidade dos capitais e suas interações globais com um novo projeto de desenvolvimento. Trata-se de uma ação essencialmente política, que exige um elevado grau de consciência e organização dos trabalhadores. Ao Mesmo tempo, a politização desse debate é a única forma de desmontar a blindagem esférica do arcabouço rentista, que mesmo os governos do PT hesitam encarar.
Ontem, por exemplo, os 'agentes' financeiros já pressionavam por mais duas altas na taxa de juro sideral do país, uma vez que o IPCA em 12 meses ultrapassou o teto da meta de inflação fixado pelo BC. Hoje a taxa de juro no Brasil é de 12,25%; o rentismo quer jogá-la para 12,75% até dezembro (um juro real da ordem de 6%). Como no resto do mundo a taxa real é zero, ou negativa, compreende-se a avalanche de capitais especulativos que vem engordar no pasto viçoso da ortodoxia nativa. Tornar-se a grande fazenda de engorda rentista do planeta, como alertaram os metalúrgicos com a greve desta 6º feira, custa caro à sociedade: o dólar barato gerado por esse afluxo de capitais transfere demanda e empregos para o exterior via importações. Nesta 5º feira, o dólar foi cotado a R$ 1,558, um dos níveis mais baixos desde 1999.
(Carta Maior; 6º feira, 08/07/ 2011)

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EUNAOSABIA

08 de julho de 2011 às 12h24

O problema do Brasil é um só, foram oito anos de lambanças de Lula e sua turma, oito anos de fanfarronice e completa falta de trabalho, foi tudo na base do vamu que vamu, deixa que eu deixo, corrupção desenfreada e toda a sorte de desmandos, não tem uma única obra de grande vulto, uma única e mísera reforma, nada mesmo, foi tudo no piloto automático do que já vinha sendo feito por FHC, as mesmas medidas implantadas por FHC e que Lula e s seu aparelho foram contra, depois eles se apropriaram de tudo, algumas mudaram de nome, como o Bolsa Escola, outras nem isso, é tudo mais do mesmo, o que temos é um ciclo de 16 anos no Brasil… 8 originais e 8 pirateados..

O problema é que os oito anos de Lula foram perdidos, perdidos por Lula ter feito o NADA, acontece que esse fazer o NADA, começa a cobrar o seu preço, a herança maldita de Lula caiu no colo de Dilma.

O software que Lula pirateou de FHC não tem a parte que ensina como lidar com a queda do dólar, e como não tem essa parte eles não sabem o que fazer.

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    Wagner

    08 de julho de 2011 às 12h51

    O grande FHC que vc deve admirar é de fato o grande pirateador, pirateou a paternidade até do plano Real, assim como o Ze Chirico (Serra) pirateou a paternidade dos Genéricos, Programa da AIDS etc. Deve ser uma característica dos tucanos, se apropriarem daquilo que não fizeram de fato. O grande FHC, que nossa mídia medíocre tanto adora, vendeu tudo o que podia e conseguir quebrar o Brasil 3 vezes. As grandes obras estão aí, Eletropaulo, Light, Telefonia etc. Há quem goste da grande obra tucana, movida a muita, mas muita grana para os patrocinadores, mas eu não !

    EUNAOSABIA

    08 de julho de 2011 às 13h10

    Lula é apenas um copiador e colador de obra alheia, um usurpador de trabalho dos outros, um medíocre, como deputado federal não tem lei ou medida alguma que seja de autoria dele, era contra tudo e contra todos, era o demagogo e embusteiro do…""eu vou mudar tudo o que está aí"""… no poder, por pura incompetência, falta de capacidade de trabalho e completa falta de capacidade intelectual, manteve tudo o que recebeu de FHC, registre-se que ele e sua turma foram contra tudo… PROER, LRF (entraram no STF contra), metas de inflação, superávit primário e tudo o mais.. hoje os espertalhões sem a menor desfaçatez ou um pingo de vergonha, estufam o peito e esturram a plenos pulmões com afirmações do tipo…

    EUNAOSABIA

    08 de julho de 2011 às 13h11

    """É… mas a inflação ainda está dentro da meta.. estamos usando as taxas de juros para conter a alta dos preços… vamos continuar mantendo a Lei de Responsabilidade Fiscal, o PROER foi o maior programa de reestruturação bancária do mundo… bla bla bla"""…

    Vocês não passam de farsantes rapaz…

    Não passam é de mentirosos e usurpadores de trabalho alheio, trabalho árduo que vocês tentaram de todas as formas destruir… depois cantam de galo como se fosse obras suas

    SILOÉ -RJ

    09 de julho de 2011 às 21h13

    Com todo esse discurso para dizer que LULA não fez nada e ainda pirateou o seu guru, como então ele conseguiu diminuir dràsticamente o desemprego, elevar o Brasil a quinta maior economia mundial com a maior e melhor distribuição de renda que o mundo já viu???
    Pelo visto e o tamanho do seu rancor que o impede de enxergar o óbvio, tem qualquer coisa de pessoal nas suas observações, pois contra fatos não há argumentos.

EUNAOSABIA

08 de julho de 2011 às 12h23

Jornalista pra mim que propõe centralizar o câmbio como solução para a desindustrialização do Brasil não é apenas um """bocó""" (sem querer ofender) conforme dito abaixo, esse rapaz é um baita de um incompetente, não entende é bulhufas de economia, não sabe a relação em gasto público, juros e taxa de câmbio….nunca leu nada sobre regimes cambiais ou sua relação com as taxas de juros, as maiores do planeta aqui no Brasil… somente um mês de juros da dívida pública interna equivale a mais de três anos de Bolsa Família…

Essa turma antes de escrever esse monte de sandices e besteiras poderia antes se inteirar como funciona a ciência econômica, presta na verdade um enorme deserviço e desinformação principalmente aos leitores leigos e incautos…. como se centralizar o câmbio fosse mesmo a solução, ora rapaz, por todos os diabos, se centralizar o câmbio fosse a solução, nem existiria o problema, simplesmente as autoridades monetárias já o teriam feito, só isso…

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Marcelo de Matos

08 de julho de 2011 às 12h07

Que instituição deveria encabeçar a luta contra a chamada “desindustrialização”? Claro que a Fiesp. Quem a Fiesp deveria conclamar para apoiar essa campanha? Claro que as demais forças da “sociedade civil”: Febraban, OAB, CNBB, PIG, etc. Por que não vai adiante essa cruzada? Porque na própria Fiesp há empresários que estão satisfeitos com a situação do país. Industriais do setor de máquinas são, ao mesmo tempo, produtores e exportadores de açúcar e álcool; fabricantes de roupas e calçados também investem no mercado financeiro, e por aí vai. Quem clama, então, contra a desindustrialização? Lógico que os adversários do governo, que não pode fazer nada, ou quase nada, contra esse estado de coisas. Protestam como políticos de oposição, ou, consciente ou inconscientemente, fazem o jogo da oposição.

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    leandro

    08 de julho de 2011 às 13h08

    O governo não pode fazer quase nada??? E as estradas? E os portos? E a educação para formas cientistas e bons técnicos? E a carga tributária de 40% do PIB? E a burocracia que emperra tudo? E as taxas aeroportuárias? E a taxa de juros? O governo tem obrigação de fazer a parte dele sim, ele é pago e muito bem pago para isso. O governo chines é o que mais investe hoje em energia e em infraestrutura ou voce acha que só os salários de lá justificam o preço dos produtos chineses? A energia na china é o equivalente a 7% do custo da nossa. A carga tributária deles é em torno de 20%.

    Marcelo de Matos

    08 de julho de 2011 às 14h34

    O Globo informa: a carga tributária brasileira, que somou cerca de 34% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008, está acima de países como México (20%), Turquia (24%), Estados Unidos (27%), Suiça (29%), Argentina (29,3%), e Canadá (32%), mas, segundo dados da Receita Federal, a carga é maior em outros países, como Reino Unido (36%), Alemanha (36%), Portugal (37%) e França (43%), entre outros. Portanto, o diabo não é tão feio como o pintam o PIG e seus adeptos.

Leonardo Câmara

08 de julho de 2011 às 11h36

Até aonde eu sei o problema do Brasil é baixar a taxa selic, o resto vem por indução. O problema do câmbio tem a ver com o excesso de capital especulativo atrás dessa molezinha rentista que só existe aqui. Trabalhamos três a quatro meses somente para remunerar os juros dos banqueiros.

Me lembro bem que em sua última aparição na TV Maria da conceição Tavares foi taxativa: "Não se trata de reduzir o déficit pra baixar os juros, é justamente o contrário, baixa-se os juros para reduzir o déficit".

A questão é que parece estar faltando a necessária audácia no governo Dilma para enfrentar os banqueiros e vencer esta guerra. Porque é disso que se trata, uma guerra da sociedade contra os bancos.

Retirando esses recursos da especulação, parte dele migra para o exterior e tira a pressão do nosso câmbio, desvalorizando o real, outra parte vai para a indústria, o que fortalece a economia real.

O problema é que os banqueiros não vão abrir mão dessa molezinha dos serviços da dívida assim facilmente, já mostraram que são capazes das maiores torpezas através de terrorismo midiático e econômico (pseudo-inflação).

É aí que entra a política, é preciso que o governo fale claramente à população contra quem é nossa luta. E que lute!

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    Carmem Leporace

    08 de julho de 2011 às 13h01

    Sei.

    Erik P.

    08 de julho de 2011 às 13h59

    Falta por o "pau" na mesa. Aliás, muitas coisas nesse país dependem disso pra acontecer mas…

Valdeci Elias

08 de julho de 2011 às 11h22

Parece que o pessoal do CANSEI, voltou a ter MEDO.

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leandro

08 de julho de 2011 às 10h44

O editorial comenta ainda que a liquidez em abundância também ajudou a impulsionar o crédito doméstico, mas que os consumidores brasileiros agora parecem estar sobrecarregados, gastando mais que um quarto de suas rendas para o pagamento de empréstimos – nível superior ao verificado nos Estados Unidos no período anterior à crise de 2008.

Para o jornal, o crescimento do crédito no Brasil somente pode ocorrer se a renda também continuar a crescer.

"É aí que a bicicleta econômica se depara com a trincheira da guerra cambial", afirma o jornal, observando que o aumento da renda eleva a demanda e a pressão inflacionária, exigindo o aumento dos juros, que atraem mais capital externo, elevando ainda mais a cotação da moeda, aumentando com isso a atração das importações e prejudicando a competitividade das exportações.

"O resultado é um déficit em conta corrente mais amplo, e um limite no crescimento exigido nos salários para manter o crédito doméstico crescendo com segurança", diz o jornal.

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Roberto KFG

08 de julho de 2011 às 10h22

A saída é brecar mais ainda a entrada de capital estrangeiro e colocar Banco do Brasil/Caixa para regular internamente o nosso mercado financeiro. A farra dos lucros dos bancos privados por aqui é o mal que nos aflige. A pergunta é: como o governo brasileiro peita os banqueiros que bancaram a sua campanha política e bancam grande parte da mídia brasileira?

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leandro

08 de julho de 2011 às 10h04

Bom, o governo ta aí a quase 9 anos e não fez o básico, reforma tributária, investimento pesado em educação e infraestrutura, continua com a mesma politica economica do anterior e vejo gente aqui já arrumando culpado para essa situação que não seja o governo. Se o dolar cai é porque os juros atraem a especulação e se estavámos tão bem como a propaganda oficial dizia, porque pagar esses juros mais altos do mundo??

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augusto

08 de julho de 2011 às 09h55

Agora amigos, chega!
pressão sobre o governo, o mantega, dilma e banco central de negocios: controle do capital de motel na entrada e saida.
Ou vamos morrer pra respeitar dogmas e vacas sagradas do neolib?
FORA COM AS VACA SAGRADA do cambio neolib.
Freio ABS na importaçao. A liberdade qfue importa é nossa de viver, não a chinesa de vender e muito menos a gangster financeira de mamar juros!

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luiz felipe panerai

08 de julho de 2011 às 03h56

É só entender o básico: divisão internacional do trabalho é só câmbio (dinheiro, não mercadoria). O Brasil fica com a banca que a China não tem – e se tiver, é só um detalhe…Já eles, vão comprando o mundo…

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Marcelo de Matos

08 de julho de 2011 às 01h48

Se já tem muita gente bronqueada com o domínio comercial chinês, a situação ainda vai piorar. Os chineses agora estão comprando jogadores brasileiros. Na lista, Conca do Fluminense e Adriano Michael Jackson, do Palmeiras. Quando levarem o Neymar quero ver o que vai dizer o Viomundo.

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Marcelo de Matos

08 de julho de 2011 às 01h15

(parte 3) 7) Há setores em que o país é altamente industrializado. Por exemplo: somos ou já fomos o quarto produtor do mundo de automóveis e cerveja. Na produção de açúcar devemos ser o primeiro, ou isso não é indústria? Conseguimos exportar o carro mais caro do mundo – que proeza! E, como escreveu um especialista do UOL e da Autoesporte, o nosso carro não é caro em razão dos impostos ou do câmbio, mas, do lucro das montadoras. Fiat e VW fixariam o preço seguido por todas as montadoras. É claro que depois ele procurou mudar sua versão. A Anfavea não deve ter gostado nem um pouco.

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Marcelo de Matos

08 de julho de 2011 às 01h15

(parte 2) 4) Não podemos raciocinar em função de casos isolados, como a possível transferência de fábrica da Azaléia da Bahia para a Índia, ou a dificuldade do Edu em vender autopeças nos países andinos. Aliás, ele anunciou hoje que está indo para lá com muita confiança no seu taco; 5) O problema do real valorizado é conjuntural: poderá ser resolvido se e quando a sociedade brasileira (entendida essa como os detentores de capitais, quer sejam rentistas ou industriais) o desejar. Não depende só do governo, ou melhor, depende muito pouco dele. Há outros gargalos que impedem a industrialização: a deficiência do ensino técnico e científico, que não existe no Japão, Coréia e China e a ausência ou insuficiência de infraestrutura: portos, aeroportos, ferrovias, etc.; 6) Na China o governo consegue desvalorizar a moeda. Aqui é muito difícil. Seria preciso baixar os juros e essa não é uma política de governo, mas, de Estado. Não há como mudá-la, a menos que a sociedade que eu falei lá acima o queira. Bater mais nessa tecla só pode servir a propósitos de oposição política.

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Marcelo de Matos

08 de julho de 2011 às 01h14

(parte 1) Vamos por itens: 1) O Brasil não quer reconhecer a China como economia de mercado. As razões só podem ser políticas porque é do domínio comum, são favas contadas, que a China tem um mercado interno altamente competitivo. É reconhecidamente uma economia de mercado, embora o governo seja de partido único, comunista; 2) A rejeição da China em apoiar a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU só pode ser uma represália pelo fato do Brasil não apoiá-la em sua pretensão de ingressar na Organização Mundial do Comércio. É tão óbvio que dispensa comentários; 3) Há muitos segmentos em que o país não passou sequer pelo processo de industrialização. Citarei os de fertilizantes, defensivos agrícolas e medicamentos. Se não houve industrialização, não há como falar em desindustrialização. Outros setores, como o têxtil, só tiveram grande desenvolvimento quando o mercado era fechado;

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ricardo silveira

08 de julho de 2011 às 00h56

Antes de mais nada, tenho bronca de empresário que fica com essa conversa mole de "custo Brasil", pois o que o que os caras querem é não pagar imposto. Mas, parece que a questão do comércio com a China é outra coisa. A semana passada sai para comprar um casaco para minha filha. Fui em várias lojas, no centro e nos shoppings, e me surpreendi com o fato de que só havia roupas fabricadas na China. É simplesmente um absurdo. Imagino que se o governo fosse do PSDB a coisa estaria pior. Mas, não interessa, o fato é que o governo é do PT e, por isso mesmo, é mais inaceitável ainda. O que está acontecendo com este governo? Será que para conquistar mercados para as exportações do agronegócio é preciso destruir a indústria brasileira?

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    leandro

    08 de julho de 2011 às 09h54

    A questão do custo Brasil não é só imposto, esses dias numa entrevista o presidente da Ford deixou claro que não quer redução de impostos para baixar preços de carros feitos aqui, é toda a infraestrutura. O custo dos fretes aqui chegam a ser os maiores do mundo por deficiencia e corporativismo. Recentemente encomendei um produtos dos EUA, cerca de 200g, o custo de envio de de Washingtona São Paulo por uma empresa de correio de lá foi de US$ 4,90 e de São Paulo ao Rio doi de R$ 14,60. Isso sem falar em estradas, ferrovias e custo de combustivel.

    Caracol

    08 de julho de 2011 às 11h23

    Ricardo, ao comprar casaco chinês tome cuidado e examine as etiquetas. Tem casaco chinês que não pode ser lavado nem a água nem a seco, ou seja: é descartável.

Christopher

08 de julho de 2011 às 00h20

O Brasil precisa urgentemente de industrializar e sair, principalmente, dessa ilusão de desenvolvimento, abrindo o olho para essa desindustrialização que está ocorrendo se não o Brasil vai voltar a ter a mesma função da prática colonial: exportar matéria prima. Um absurdo nesse contexto no qual a divisão internacional do trabalho é mais complexa. Centralizar o câmbio seria uma boa medida e é muito importante proteger as indústrias nacionais e evitar o fechamento destas, pois não pode o Brasil perder mercado e o governo brasileiro simplesmente não tomar nenhuma medida. Devemos proteger o que é nosso!

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Calves

07 de julho de 2011 às 23h16

A China pegou o "espírito da coisa", ou seja, como o capitalismo pode ser bom para a nação chinesa. Eles tem um Projeto Nacional (chinês) e um Estado Nacional que toca a coisa prá frente.
É óbvio que o Brasil não tem condições de adotar o mesmo sistema. Mas se o Brasil não tiver claro qual seu Projeto Nacional e não tiver seu Estado comandando o processo, não vamos a lugar nenhum. Se ficar dando toda a importância que estão dando para o liberalismo econômico, idem, vamos ficar fazendo tudo aquilo que as nações desenvolvidas centrais sempre quiseram que fizéssemos, mas nunca praticaram.
A questão do câmbio está aÍ: o Obama tenta salvar a Pátria dele mandando imprimir 650 bilhões de doláres e nós ficamos aqui com questíunculas liberalóides, dando bolas para esses néscios, patrícidas do PIG. OK, há que ver os meios políticos. Há que construí-los com habilidade.
A propósito do papel do Estado, recomendo análise de Miguel do Rosário que avançou bastante com relação à fusão Pão de Açúcar, Carrefour e BNDESPar: http://oleododiabo.blogspot.com/

Responder

    Caracol

    08 de julho de 2011 às 11h25

    Calves, a China, bem ou mal, certo ou errado, é um Estado. O Brasil não é.

    Calves

    08 de julho de 2011 às 15h11

    Não concordo. Existe um Estado que dá conta, bem ou mal, da Nação brasileira. Há que forçar o Governo a assumir a estatura que o Projeto Nacional exige. Eu sei, tudo muito complexo. OK, mas estamos precisando "bater nessa" tecla com persistência, especialmente porque as forças sociais que concentram maior poder em suas mãos tem outras opções fora do Projeto Nacional. Isso ocorreu também em outros países e os governos (desde as monarquias) souberam colocar os interesses nacionais à frente.

Eduardo Di Lascio

07 de julho de 2011 às 21h52

Se as elites do Brasil não forem compradas pelos chineses, eles ficam de fora, se forem compradas, já era. Nada que dependa da nossa vontade, claro.

Responder

Regina Braga

07 de julho de 2011 às 21h03

A China aprendeu a lição de casa…O Brasil pode copiar o modelo,preservando empregos e qualidade…Basta o governo controlar a ganância dos Empresário e o controle do câmbio…O EUA está prestes a dar um calote no mundo,e a China vai ser a + prejudicada e o Brasil ficará em quarto lugar.Medo da China…tenho pavor do EUA.

Responder

    Tininha

    07 de julho de 2011 às 21h29

    Por favor me explica como que os EUA vão dar calote se a dívida é em dólar e eles fabricam dólar?

    Moacir Moreira

    07 de julho de 2011 às 22h20

    Criança Tininha.

    Os EUA estão fabricando dinheiro falso.

    Em breve o dólar não vai valer mais nada.

    João

    07 de julho de 2011 às 23h25

    espero q o Sr não esteja se referindo ao "padrão ouro"… pq se for isso, o MUNDO fabrica dinheiro falso…

    Klaus

    07 de julho de 2011 às 22h32

    Há um limite para a emissão de dólares.

    Leider_Lincoln

    08 de julho de 2011 às 07h52

    Claro e o limite quem determina são eles mesmos. É como um ladrão com limites de roubos, mas que decide quais seus limites…

    Roberto KFG

    08 de julho de 2011 às 10h14

    O limite de fabricação do dólar é o limite ao ponto em que o resto do mundo o aceita como moeda ancorada em algum ativo tangível: ouro, terra, petróleo… Atualmente o mundo todo aceita o dólar por dois motivos: só com ele compra-se petróleo na OPEP (o Irã e a Venezuela estão na contra-mão e os seus governos pagam um preço político por isto) e porque o mundo todo não suportaria economicamente uma queda brusca dos EUA. A China precisa queimar a atual e crescente reserva cambial em dólar de alguma maneira: comprando terras, ouro, empresas, financiando empresas chinesas com juros muito baixos e por aí vai. A China é um monstro criado pelos EUA que acabará por destruir o seu criador.

    Marcelo de Matos

    08 de julho de 2011 às 01h29

    É isso aí Regina. O Mantega disse que está de olho nisso. Ele falou que se preocupa mais com a valorização do real que com a inflação. Vamos torcer.

    José Manoel

    08 de julho de 2011 às 22h47

    Todos se esquecem que a partir de 2012, segundo regulação da OMC, o trabalho escravo, na China, será banido. Aí quero ver se eles terão a mesma competitividade.

Moacir Moreira

07 de julho de 2011 às 20h18

É claro que enquanto o Brasil permanecer como capacho do crime organizado internacional, reservando 50% do orçamento apenas para pagar juros aos especuladores de Wall Street, ajudando empresários falidos como Sílvio Santos e Abilio Diniz, entre outros, reajustando preços que deveriam ser controlados como combustíveis, água, luz, telefone etc, promovendo obras faraônicas para encher o bolso dos empreiteiros de sempre construindo e reformando estádios de futebol por exemplo, sempre seremos uma economia marginal do sistema capitalista, fornecedora de matéria prima barata,

A solução é o socialismo e não se fala mais nisso.

A China não é o problema.

Responder

    José

    08 de julho de 2011 às 12h15

    "A solução é o socialismo", mas qual socialismo? Essa é a grande questão, não? "A China não é o problema", até quando? Vendo que a China avilta (sempre aviltou) a própria mão-de-obra, lembro de Marx prevendo "trabalhadores do MUNDO uni-vos" !

    José Manoel

    08 de julho de 2011 às 22h49

    Nem 8 nem 80! O socialismo que serve é o da França de duas décadas atrás. O resto é besteira!

O_Brasileiro

07 de julho de 2011 às 20h05

Será que os "coitadinhos" dos empresários brasileiros, entre os quais muitos têm a taxa de retorna mais rápida do mundo, investem pelo menos 5% do seu lucro (não vou nem falar do faturamento) em pesquisa???

Responder

Davi Neves

07 de julho de 2011 às 19h59

Pois é … isso assusta, mas é a realidade … os chineses estão chegando e a nossa industria não está mesmo preparada pra competir … e a culpa é da nossa burguesia (empresarial e social) bossal … O que vai sobrar pro Brasil será a agroindustria mesmo … é triste mais é real. Então, não sei se ser fazenda da china é uma coisa ruim … temos que ser realistas, não há tempo pra correr atrás e as nossas industrias não querem. Vou dar meu exemplo pessoal.

Sou físico, estou terminando meu doutorado em modelamento biomolecular … trabalho com simulação de docking quântico de proteínas … em resumo eu procuro chaves pra fechaduras … não apenas com modelamento molecular clássico, como muitos fazem, mas com métodos ab-initio pra entender as ligações químicas formadas … bem, eu pensava que morando num país com alto potencial fitoquímico teria eu utilidade para industrias farmacêuticas do meu país … bem, o que escutei de doze delas até agora é: Não contratamos físicos … isso, quando não riem da minha cara. Bem, como também sei modelar semi-condutores vou esperar a industria do Mercadante … se não, vu ter que ir embora pro Canadá … kkkk. Assim, só posso acreditar que neste país … só Eng. Civil, Agronomo, Advogado, Médico e Farmacêutico … Cientistas kkkkkkkkkkkkkkkkk

Responder

Marcelo Fraga

07 de julho de 2011 às 19h57

"Economistas liberais têm coceira quando ouvem falar nisso."

E o que sabem esses economistas? Não são os mesmos que debocharam quando o Lula falou da marolinha? Não são os mesmos que diziam que a crise iria arrasar o Brasil?

Entretanto, já perdi boa parte da confiança que tinha na Dilma. Duvido que uma medida de grande porte como essa seja tomada.

Responder

Elton

07 de julho de 2011 às 19h36

Aqueles que crêem na "vocação agrícola" do Brasil à semelhança do que diziam os Barões do café no século XIX devem estar rindo à tôa…..
Não há país realmente desenvolvido que não mantenha a sua base industrial. Que salários são pagos na agricultura? Que salários são pagos na indústria? Onde está o emprego "permanente" e onde está o "trabalho sazonal"?

Responder

@anabellbar

07 de julho de 2011 às 19h25

E tem uma outra coisa muito séria também, a qualidade, os produtos chineses industrializados que chegam ao Brasil não passam por agências nacionais de controle, contrariamente, dos produtos brasileiros.

Responder

O_Brasileiro

07 de julho de 2011 às 19h15

Não concordo!
A desindustrialização do Brasil é consequência da falta de investimento em Educação e em Pesquisa, aliada à ganância dos empresários, que priorizam o lucro fácil e rápido, gerando preços abusivos. Por isso seus produtos não são competitivos!
Digo e repito: os atravessadores, as transportadoras, os fabricantes, os comerciantes, o governo, todos lucram acima da média mundial, menos os pequenos produtores e demais trabalhadores em geral.

Responder

    Fabio_Passos

    07 de julho de 2011 às 20h56

    É.

    Você, a Febraban, e tudo que é especulador não concorda…

    O_Brasileiro

    07 de julho de 2011 às 21h42

    Que culpa nós temos se a Febraban e os especuladores mandam no Banco Central?
    A origem do real hipervalorizado está lá! Juros estratosféricos atraindo capital especulativo!
    Ou você acredita que é só "confiança" na economia brasileira!?

    José

    08 de julho de 2011 às 12h20

    Tombini regulamentou as taxas em cartões de crédito! "um pequeno passo para um homem, um primeiro passo para 'civilização' do capitalismo no Brasil"?

    Marcelo de Matos

    08 de julho de 2011 às 01h26

    Brasileiro. Assino embaixo: acho que o que você disse nesses dois tópicos está certíssimo. Há tempo que eu queria te falar uma coisa. Muito tempo atrás fiz um curso de fotografia. Disseram que devemos fotografar pessoas, que são o alvo principal da foto, sob fundo neutro. Na sua foto o céu está em destaque. Aliás, eu ainda não consegui botar a foto nos comentários. Alguém ajuda?

    O_Brasileiro

    08 de julho de 2011 às 15h06

    Uma das maneiras de por foto é comentando através de Twitter ou IntenseDebate, por exemplo.

    O_Brasileiro

    08 de julho de 2011 às 15h11

    Quanto à foto, o objetivo foi esse mesmo. Acho que as pessoas preferem ver o belo céu em Florença do que ficar me vendo. Abs.

Fabio_Passos

07 de julho de 2011 às 19h08

Corretíssimo.
O real hipervalorizado é questão capital. Há muito deveríamos ter adotado controle rígido de capitais.
É uma questão de sobrevivência. É irresponsabilidade do governo esperar que a "mão invisível" resolva… a "mão invisível" está é apertando nosso pescoço.

Basta de neoliberalismo!
O governo tem de assumir sua responsabilidade.

Responder

semanariopolitico

07 de julho de 2011 às 19h00

Assisti um documentário da TV alemã há quatro meses atrás. Nele, os repórteres mostravam que a China compra couro e tecidos produzidos na India. Quais as condições da produção e dos produtos? são feitos com trabalho "escravo", com os trabalhadores imersos até a cintura em produtos químicos altamente cancerígenos. A saúde dos trabalhadores fica comprometida em poucos meses. Mais, todos os dejetos são despejados a céu aberto e comunidades inteiras convivem e se contaminam com eles. O que mais? na reportagem foi mostrada também a preocupação das autoridades sanitárias da Alemanha com a entrada desses produtos made in China por serem altamente danosos à saúde dos alemães. está na hora de o governo reforçar nossa indústria com outras políticas e, através dela, salvaguardar também a saúde de todos nós.

Responder

Leonardo

07 de julho de 2011 às 18h15

Assustador.

Responder

    João

    07 de julho de 2011 às 18h58

    mais assustador é ler um bocó (autor do artigo) dizendo q centralizar o cambio seja a solução!

    Marcelo Fraga

    07 de julho de 2011 às 19h59

    Claro. Para vocês o mercado regula-se sozinho. E assim vamos rumo a desindustrialização.

    João

    07 de julho de 2011 às 21h31

    q o mundo se ajusta sozinho, não há dúvida… mas nem sou a favor de "deixar rolar e ver o q vai dar"…

    só acho (e estou bem acompanhado em relação a isso) q centralizar o câmbio não seja solução pra NADA!

    alias, até o PT (q na oposição defendia absurdos como esse) quando chegou ao governo, parou com essa tolice…

    agora só faltam vcs!

    rsrsrs

    Eduardo Guimarães

    07 de julho de 2011 às 21h22

    Epa! Como assim, bocó? Respeito, rapaz! O Rodrigo é um dos jornalistas mais sérios do Brasil

    João

    07 de julho de 2011 às 22h29

    juuuuuuuuuuuuuuuuuuuura?

    então não é bocó não… é retardado q acha q centralizar o câmbio é solução pra balança comercial!

    melhorou?

    Márcio Martins

    07 de julho de 2011 às 22h56

    Deixa estar. Concordo com muito do que diz Rodrigo Viana, mas essa de "centralizar" o câmbio, doeu. Qual seria a taxa de câmbio ideal? Lembrando que com os preços internacionais das commodities agrícolas e com esta taxa de juros, qual o preço que estamos dispostos a pagar? Mais inflação ou mais juros? Talvez algum imposto de exportação trouxesse algum resultado, mesmo assim tenho minhas dúvidas.

    augusto

    08 de julho de 2011 às 11h36

    Ou quarentena pesada pra valer ou centralizaçao temporária sim. Nela todos recebem seu dinheiro das compras tupiniquins mas num prazo 'x'.
    ô mantega, tua cauda tá presa onde?
    o dilma, tá com medo de que?
    depois que a mimosa for pro brejo, coragem nao adianta mais!

    Eduardo Guimarães

    08 de julho de 2011 às 12h20

    Há uma guerra cambial. A China joga sujo. Um regime ditatorial se ergue sobre o mundo valendo-se de controle cambial. Não sei se sou contra a centralização do câmbio, mas pode acabar sendo a única saída. Quem viver, verá

    Leider_Lincoln

    08 de julho de 2011 às 07h54

    Deve ser o Richard Smith, o cinquentão que acha que é "carmem", ou um outro troll qualquer. Não alimente não, Eduardo. Vai que eles procriam, né?

    Leider_Lincoln

    08 de julho de 2011 às 07h52

    E você de certo é um gênio, não é mesmo?

    João

    08 de julho de 2011 às 13h46

    sou gênio não… sou bocó q nem vc!

    se precisasse ser gênio pra postar comentários aqui, o blog estaria em branco…

    falar nisso…

    vc estudou, filho? qual sua formação? sabe o q significa a centralização do câmbio?

    nem preciso ser gênio pra saber mais do q vc, né!?

marcio_cr

07 de julho de 2011 às 17h47

Que fechem as industrias.
Se o governo não se interessa a fazer uma reforma tributaria, não sou eu que terei que pagar o pato financiando produtos caros e de baixa qualidade.

Quem defende o controle do cambio, mas não toca na questão dos tributos está apenas fazendo lobby pelo imediato.

Responder

    Luiz p

    07 de julho de 2011 às 18h54

    Não se trata de você, mas da indústria nacional. A concorência da China é desleal? Claro que é! E o câmbio é centralizado! O foco principal do problema não são os chineses e sim os americanos emitindo dólares descontroladamente. E não fazem a regulamentação do sistema financeiro.
    Só resta centralizar o câmbio.

    Elton

    07 de julho de 2011 às 19h33

    Que produtos "caros e de baixa qualidade'????? Os brasileiros???? Acho que você está enganado…..

    augusto

    08 de julho de 2011 às 09h57

    O governo quer sim.
    Voce nao percebe quem bloqueia isso, faz tempo? Os estados e seus bibelos no congresso!


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