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Richard Duncan: A bolha chinesa e o desespero dos banqueiros
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Richard Duncan: A bolha chinesa e o desespero dos banqueiros


13/01/2013 - 23h33

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por Luiz Carlos Azenha

Richard Duncan é autor do livro The Dollar Crisis, lançado em 2003, que anteviu a crise financeira global deflagrada em 2008 com a implosão do banco de investimentos Lehman Brothers nos Estados Unidos. Em entrevista à revista New Left Review, ele define o capitalismo em que vivemos como a era do “creditismo” e prevê que qualquer regulamentação do sistema financeiro resultará num colapso econômico global, por revelar as falcatruas nas quais o sistema hoje se sustenta. Ele identifica a origem da crise atual na decisão dos Estados Unidos de abandonar o padrão-ouro, que exigia que o país tivesse depositados 25 centavos em ouro para cada dólar impresso pelo Tesouro.

Sugiro a leitura da entrevista completa, muito interessante. Em inglês, aqui.

Trechos que elegemos traduzir:

Primeira parte

Segunda parte

Terceira parte

Quarta parte

New Left Review: Em 2003 você disse que a economia chinesa era uma bolha esperando para estourar. Como você a vê hoje?

Richard Duncan: Uma bolha ainda maior esperando para estourar. Quando eu escrevi The Dollar Crisis, o superávit da China com os Estados Unidos era de U$ 80 bilhões; agora é de U$ 300 bilhões, mas os Estados Unidos não podem continuar a expandir seus déficits comerciais, o que significa que o superávit da China vai cair, criando um ambiente muito mais difícil. Em 2009, quando o superávit chinês foi corrigido significativamente, a manchete foi: 20 milhões de operários perdem o emprego e voltam para casa para plantar arroz.

Aquilo quase estourou a bolha. A resposta do governo chinês foi deixar os bancos chineses aumentarem o total de empréstimos em 60% nos dois anos seguintes. Como resultado deste estímulo maciço, todo mundo emprestou dinheiro e os preços das propriedades dispararam. Mas agora, três ou quatro anos depois, ninguém consegue pagar de volta, o sistema bancário pode estar próximo de um colapso — embora, oficialmente, a taxa de inadimplência seja extremamente baixa — e terá de ser resgatado pelo governo.

Todo o modelo chinês está em dificuldades sérias: eles tem expandido sua produção industrial em 20% por ano faz décadas, e agora há capacidade excessiva de produção em todos os setores. Os norte-americanos já não podem comprar a produção e 80% dos chineses ganham menos de 10 dólares por dia, assim não conseguem comprar o que eles produzem em suas próprias fábricas. Se eles continuarem a expandir sua capacidade industrial, o problema vai apenas piorar. Penso que eles vão ser obrigados a seguir o modelo do Japão, que tem grande déficits de orçamento para evitar que a economia desabe numa depressão; se eles fizerem isso agressivamente, num bom cenário a China talvez tenha crescimento médio de 3% pelos próximos dez anos.

NLR: De qualquer forma, há um potencial mercado para a primeira geração que vai comprar automóveis e máquinas de lavar, em escala maciça — centenas de milhões de pessoas? Não está adiante de nós?

Richard Duncan: Não necessariamente, a não ser que os salários chineses aumentem — gente que ganha 10 dólares por dia não pode comprar uma máquina de lavar; mesmo que pudesse, o apartamento não seria suficientemente grande para caber uma máquina. O desafio é, se os salários chineses atingirem a quantia astronômica de 15 dólares por dia, existem 500 milhões de pessoas na Índia que trabalham por 5 dólares/dia e os empregos vão se mudar para lá. Então, há o risco de uma corrida para o salário mais baixo, a não se que a gente concorde em criar um salário mínimo global.

NLR: Como você vê o estado atual do setor bancário dos Estados Unidos? Em agosto o New York Times soou o alarme sobre o fato de que o cartel de grandes bancos era o único regulamentador do mercado de derivativos de U$ 700 trilhões, mas depois disso parece que se calou.

Richard Duncan: Uma forma de ver o problema é que quem cria a riqueza tem o poder político. Sob o feudalismo, o poder estava nas mãos da aristocracia que tinha terra. Sob o capitalismo industrial, os capitães da indústria controlavam o poder político. Mas nas últimas décadas a riqueza nos Estados Unidos vem da criação de crédito. Quando os bancos criaram mais e mais riqueza, os banqueiros se tornaram influentes politicamente, de forma crescente; no fim dos anos 90 se tornaram incontroláveis. Primeiro repeliram a [lei] Glass-Steagall [que, entre outras coisas, separava os bancos de consumo dos bancos de investimento] e, no ano seguinte, aprovaram uma coisa chamada Commodity Futures Modernization Act, que removeu as regulamentações dos mercados de derivativos e permitiu a eles vender os papéis no varejo quase sem nenhuma regulamentação. Desde 1990, o total de contratos de derivativos aumentou de U$ 10 trilhões, que já era um número grande, para U$ 700 trilhões — o equivalente a 100 mil dólares por pessoa no planeta, ou o PIB global combinado dos últimos 10 anos. Não há nada no mundo que você pode oferecer em garantia para estes contratos de derivativos; o sistema está se tornando cada vez mais surreal. Você pode imaginar o lucro que os bancos conseguem a partir dos U$ 700 trilhões — primeiro criando os derivativos, depois vendendo e usando os papéis para finança estruturada.

Os derivativos são usados basicamente como veículos de jogatina: você pode apostar na direção das taxas de juros ou das commodities, ou qualquer outra coisa. Mas a maior parte dos negócios não é entre setores reais da economia; dois terços são entre os próprios bancos. Noventa por cento dos contratos de derivativos são vendidos no varejo, o que significa que nenhum regulador sabe o que está acontecendo; mas 10% são vendidos em bolsas, portanto sabemos algo sobre eles. Da última vez que olhei, o movimento daqueles 10% — em dinheiro que troca de mãos, todos os dias — era de U$ 4 trilhões. Agora, se os outros 90% venderem da mesma forma — pode ser mais, menos, não sei — isso seria alguma coisa perto de U$ 40 trilhões por dia.

Se houvesse mesmo um imposto bem pequeno nestas transações de derivativos o governo teria uma enorme fonte de renda, imposto que outras pessoas não teriam de pagar. A maior parte dos negócios é fechada em Londres e Nova York, assim não há o risco de mudança — a ameaça de que todo esse negócio mudaria para a China; os chineses não deixariam seus bancos fazerem estas loucuras. Todos os grandes escândalos de contabilidade dos últimos vinte anos —Fannie Mae, Freddie Mac, General Electric — envolveram finança estruturada, com os culpados usando derivativos para manipular seus portfólios e evitar a cobrança de impostos; os bancos ganham grandes tarifas com isso.

Dado o que sabemos sobre mercados desregulamentados e o incentivo da indústria bancária para promover finança estruturada, parece difícil que nestes U$ 700 trilhões não haja todo tipo de fraude acontecendo. Se você fosse um país do Golfo Pérsico, produtor de petróleo — sem dar os nomes — por que você não manipularia o preço do petróleo, com a ajuda de um dos grandes bancos de investimento dos Estados Unidos/ou uma das grandes multinacionais do petróleo, quando ninguém vê o que você está fazendo?  Você fecha contratos que empurram o preço do petróleo para cima e o preço futuro do petróleo empurra para cima o preço à vista. A maioria das commodities é provavelmente manipulada desta forma, sendo o petróleo a mais óbvia.

NLR: O objetivo da lei Dodd-Frank não era acabar com a venda de derivativos no varejo?

Richard Duncan: A Dodd-Frank exigia que os bancos colocassem todos os derivativos em bolsas até a metade de 2011 — mais de um ano atrás. Mas a data foi empurrada para o futuro, sem especificar quando. Em algum momento os reguladores devem ter se dado conta de que, se você colocar tudo à venda nas bolsas, revelaria tamanha fraude e corrupção que todo o sistema implodiria. O valor real dos bancos poderia se revelar algo como menos U$ 30 trilhões — é por isso que não falem, são muito grandes para falir porque estão muito falidos para o governo ser capaz de absorvê-los.

Os bancos deveriam ser obrigados a fazer negócios com derivativos nas bolsas e ter margens de segurança dos dois lados, da mesma forma que quando uma pessoa tem uma conta com um corretor de ações; é ok emprestar dinheiro, mas é preciso ter uma certa margem de segurança; e então, se alguém enfrenta um problema, tem margem suficiente para cobrir as perdas e cair fora. Da forma como é hoje, não é feito através de bolsas, não tem transparência — ninguém sabe quem está fazendo o que — e não há margem de segurança. A indústria reclama que adotar margens sairia muito caro, vai prejudicar os negócios. É como dizer que ter de pagar por seguro de saúde ou seguro da casa própria prejudica meu negócio — mas é o preço da segurança. Se não houver seguro de graça, tem de pagar.

Naturalmente que a indústria está lutando com unhas e dentes, porque já não pode mais criar crédito, já que o setor privado não pode mais assumir dívida; se eles forem forçados a abandonar o proprietary trading nas suas próprias contas, como a regra Volcker exige; se forem forçados a negociar os derivativos em bolsas — então não serão mais a grande fonte de criação de riqueza e seu controle e exercício do poder político serão grandemente diminuídos. Eles estão tentando desesperadamente manter sua capacidade de criar riqueza em um ambiente muito difícil. O creditismo é muito menos estável ou sustentável que o capitalismo industrial — e parece estar bem próximo do abismo.

NLR: Então não há esperança de que legislação financeira reforme o setor? Você argumentaria em defesa de sustentar o sistema bancário, porque seria um desastre global se fosse reestruturado?

Richard Duncan: Não diria que não tenho nenhuma esperança nisso, mas é muito difícil, porque teriam de encontrar uma forma de reestruturar o sistema bancário sem causar seu colapso completo e não sei se existe tal fórmula. Não sei o que vai acontecer com o sistema bancário. Não está claro como eles vão continuar lucrando se não podem aumentar a oferta de crédito e não podem expandir a porção sem regulamentação do mercado de derivativos na mesma taxa exponencial. O problema é que se o sistema bancário falir, vai destruir tanto crédito que tudo o mais desabaria, da mesma forma que desabou quando os meios de pagamento foram destruídos em 1930 e 1931. Agora é a oferta de crédito que os formuladores de política estão determinados a impedir que se contraia, pela mesma razão.

Não penso que vão deixar qualquer banco europeu falir. Em novembro de 2011 houve muita conversa sobre a falência dos bancos franceses, mas estava claro que o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional iriam resgatá-los. Caso contrário, o Banco Central dos Estados Unidos socorreria, por exemplo, o Société Générale — se o Soc Gen falir, o Deutsche Bank cai e, em seguida, o J.P. Morgan. Vão todos falir juntos. Então seria o caso de resgatar o Soc Gen — ficaria mais barato que o Banco Central dos Estados Unidos resgatar todo mundo. Não há escolha. Não deu outra, o Banco Central Europeu deu uma cambalhota [mudando sua posição], imprimiu um trilhão de euros e salvou todo mundo. É o que vão continuar a fazer enquanto for possível, porque sabem que do contrário haverá o colapso dos anos 30.

NLR: Trabalhar as formas positivas e negativas do creditismo — parece ser o essencial do que você defende. É o sistema que temos, mas devemos assumir o controle dele, adotar programas de perdão de dívida e estratégias de investimento racional que prometam ser produtivas.

Richard Duncan: Exatamente. Penso que da próxima vez poderemos fazer melhor.

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45 comentários

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C.Paoliello

24 de agosto de 2015 às 13h28

Krugman: cortar gastos públicos e elevar juros são as piores soluções:

http://outraspalavras.net/capa/krugman-politicas-atuais-aprofundarao-a-crise/

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Urbano

24 de agosto de 2015 às 12h01

Comparo a economia mundial à arte de equilibrar inúmeros pratos girando sobre varetas, em que se faz necessário o equilibrista ficar correndo de um lado pra outro, a fim de manter o giro e os pratos não caiam.

Responder

    Mário SF Alves

    24 de agosto de 2015 às 13h22

    Gostei. A imagem é sensacional. E tem tudo a ver com as predominantes circunstâncias políticas e socioeconômicas atuais do mundo. Tomara que consigamos evoluir para o princípio dos vasos comunicantes [interdependentes].

Hell Back

11 de julho de 2015 às 15h33

Melhor do que roubar um banco é fundar um banco.

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Rennan Martins: Projeto europeu degenerou em totalitarismo financeiro - Viomundo - O que você não vê na mídia

10 de julho de 2015 às 15h43

[…] Richard Duncan: A bolha chinesa e o desespero dos banqueiros […]

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Desnorteada com o discurso do Papa na Bolívia, mídia foca em crucifixo e ignora História; veja o discurso de Francisco | bita brasil

10 de julho de 2015 às 11h03

[…] Richard Duncan: A bolha chinesa e o capitalismo em risco […]

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Desnorteada com o discurso do Papa na Bolívia, mídia foca em crucifixo - Viomundo - O que você não vê na mídia

10 de julho de 2015 às 00h33

[…] Richard Duncan: A bolha chinesa e o capitalismo em risco […]

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Bacellar

09 de julho de 2015 às 15h38

Preocupante. Acredito que não apenas na China existam bolsas alavancadas, a situação dos derivativos é um bomba relógio e meu maior medo é que a plutocracia global planeje desarma-la com um ciclo de totalitarismo político em diversas nações estratégicas para a economia, Brasil incluso.

Não falo inglês porém a tradução da última pergunta não seria: “Correto, exatamente. Eu penso que podemos fazer melhor desta vez” (o que muda substancialmente o sentido da frase.).

Responder

    Mário SF Alves

    24 de agosto de 2015 às 13h25

    Bravo, companheiro! E não apenas pelo inglês.

Imperdível: Deputado Silvio Costa diz tudo o que deveria ser dito | bita brasil

09 de julho de 2015 às 05h37

[…] Richard Duncan: A bolha chinesa e o desespero dos banqueiros […]

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Richard

08 de julho de 2015 às 16h16

Se o PIB mundial gira em torno de 75 trilhões de dólares, a quantidade de derivativos no valor total de 700 trilhões, parece surreal.
Essa conta não fecha!!!

Responder

    Roberto Locatelli

    08 de julho de 2015 às 21h18

    Pois é, Richard, é dinheiro fictício, papel pintado. Nessas horas me lembro da expressão usada por Marx: “tudo que é sólido se desmancha no ar”.

    Urbano

    09 de julho de 2015 às 12h40

    O sistema econômico-financeiro mundial teve início com uma mutreta de um ourives em tempos idos, e sobrevive até hoje…

abolicionista

08 de julho de 2015 às 16h12

Até onde entendi, as bolhas são condição sine qua non do sistema capitalista. O problema mais urgente, me parece, é que essa crise de liquidez permanente é resolvida em instâncias que passam ao largo do sistema político representativo conhecido como democracia. Na prática, o que temos é uma ditadura dos bancos. São eles que comandam as alavancas da economia mundial. Daí que nenhuma medida política seja capaz de freiar a concentração da renda em escala mundial, que atinge nível estratosféricos. Segundo a ONG britânica Oxfam, “a partir do ano que vem, os recursos acumulados pelo 1% mais rico do planeta ultrapassarão a riqueza do resto da população”.
Isso segundo a ONG, esses dados são sempre difíceis de serem obtidos, uma vez que a sonegação é prática corrente, com a ajuda dos paraísos fiscais. Para salvar a humanidade precisamos, apenas, de uma revolução planetária. Enquanto isso, a população brasileira se revolta contra o casamento gay, amarra negros em postes e clama pela redução da maioridade. E não é só aqui, o neo-fascismo cresce no mundo todo. Taí nosso exército revolucionário, dotado da inteligência e da capacidade crítica de um pé de alface.
Ou seja, estamos fodidos…

Responder

    Mário SF Alves

    24 de agosto de 2015 às 13h30

    “…o neo-fascismo cresce no mundo todo…”
    _______________________
    O neofascismo, prezado Abo, é parte do que seria ou poderia vir a ser a solução… pra ELES, integrantes do 1%.

    Morvan

    24 de agosto de 2015 às 16h46

    Boa tarde.
    Abolicionista (08/07/2015 – 16:12):

    Até onde entendi, as bolhas são condição sine qua non do sistema capitalista…

    Abolicionista, não diria “Sine Qua Non“, mas sim, inerentes a. No mais, sua análise é perfeita.
    Saudações democráticas.

    Saudações “O Pré-Sal É Do Povo Brasileiro; Vamos Enfrentar Os Golpistas E Defender A PetroBrás; o MPF (Ministério da Política dos Fuleiragens), é o braço judicial da Casa Grande“,
    Morvan, Usuário GNU-Linux #433640. Seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux.

Imperdível: Deputado Silvio Costa diz tudo o que deveria ser dito - Viomundo - O que você não vê na mídia

08 de julho de 2015 às 13h19

[…] Richard Duncan: A bolha chinesa e o desespero dos banqueiros […]

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Maurici Aazevedo

16 de janeiro de 2013 às 13h48

Lá pelo ano de 1952, Milton Fridman, ensinava que para resolver o problema
financeiro do pós guerra bastava rodar a maquineta e produzir o dinheiro necessário. Lá na frente, com a economia estabilizada e crescendo, se retiraria o excesso de moeda e o problema estaria resolvido. Bem, a economia se desenvolveu, sem dúvida, mas será que retiraram o excesso de moeda de circulação? Ou será que foi uma boa lição para os países em desenvolvimento criar a inflação como mote para o desenvolvimento, e após controlá-la subtraí-la da economia? Bem, se era isso que Fridman ensinava, parece que não foi seguido à risca. Inventou-se novos dinheiros, expandiu-se o mercado financeiro e o avanço tecnológico é fantástico. Vem a crise de 2008 e descobre-se que não há lastro. E agora, quem vai ficar c/Alice?

Responder

Luís Carlos

16 de janeiro de 2013 às 10h40

Disse: por isso fazem fortunas e não dão transparências às suas transações. Corrupção na veia!

Responder

Luís Carlos

16 de janeiro de 2013 às 10h39

O sistema financeiro é antro de corrupção. Por isso caem fortunas e não dão transparência ãs suas transações.

Responder

Marcelo de Matos

16 de janeiro de 2013 às 09h31

Será que a bolha chinesa é diferente da bolha brasileira? Elio Gaspari informa hoje que: “Deve-se ao repórter Felipe Marques a informação de que os bancos brasileiros estão às voltas com um novo desafio: organizar um filtro para suas análises de crédito, capaz de absorver 42,5 milhões de novos clientes que entraram no circuito financeiro entre 2005 e 2012. Há muito tempo não aparecia notícia tão boa. Em sete anos, a clientela da rede bancária cresceu uma Argentina”. E acrescenta: “Essa “gente diferenciada” veio para ficar. Algum pesquisador poderá confirmar que o aparecimento de 42,5 milhões de novos clientes num sistema bancário é um fenômeno mundialmente inédito”. Pindorama vai estourar?

Responder

simas

16 de janeiro de 2013 às 04h06

A “bolha” está no próprio sistema, faz parte do sistema; essa droga se renova, em consonância com o momento, a conjuntura. O q existe de novidade, última? Se concluiu q não cabe, mais, guerras tradicionais, com ocupações militares. Elas são, além de caras, materialmente; são de difícil concepção, cada vez, mais. Falo da capacidade em se arregimentar homens, pra se organizar exércitos. Ou já não se estão apelando pra mercenários, como antigamente? Dai, a importância, atual, da mídia, pelo mundo, afora… Vão conquistando corações, mentes, consciências. E existe, ainda, as tais ONG’s. Já estamos no futuro; o Pres Obama, em campanha, afirma q os jovens vivem outra realidade e não estão disponíveis, mais, pra fazer guerras, à morrer pela pátria; prega q novas, são as demandas de ocupação e envolvimento econômico; e, ainda, arremata, enchendo o peito de intenção, ao gosto da sociedade americana: “Sim, nós podemos!…” Esta é a volta, por cima, do Poder dos EEUU.
Então, essa crise, nasceu por lá, no coração do capitalismo. É o próprio capitalismo, moderno, se adequando às necessidades. Até aqui, o Poder botou a guitarra pra trabalhar e financiou, tudo. Inclusive a corrupção, em tdas suas formas. E não dá, mais. Como, em fim, continuar manipulando? E a crise entrou como coadjuvante do processo, capitalista; nessa de dominar e converter aos seus desígnios… ‘Tá tdo mundo dominado; como se diz. Claro q faltam umas coisinhas: o Chaves morrer de câncer; o Lula ser preso por corrupção; o Washington mandar as empresas americanas, p/exemplo, voltarem pra matriz. Tdo são detalhes q estão em pauta… Pq, o importante, mesmo, é q os EEUU têm nas mãos o domínio tecnológico; e, modernamente, isso é fator determinante. As conjecturas são mtas; porém, um, é o grde trunfo. Com ele, a águia ressurgirá das cinzas, em qq circunstância. Falta saber se o sistema, todo, conseguirá vergar, subjugar à tdos. Aqui, pra nós: temos mta possibilidade se sair, dessa, com a cabeça erguida. Isso, se a Dona Dilma tomar umas providencias… não estruturais, quero dizer; contudo, saneadoras do ambiente, político, midiático, envenenador e propagador de insanidades.

Responder

Rodolfo Machado

15 de janeiro de 2013 às 20h03

Azenha, desculpe usar o Google tradutor, mas o “The Economic Collapse” é o site que mais vem alertando sobre os absurdos do mercado financeiro , raramente aparece algum artigo dele traduzido, então la vai:

http://theeconomiccollapseblog.com/archives/goldman-sachs-and-the-big-hedge-funds-are-pushing-leverage-to-ridiculous-extremes

Goldman Sachs e os fundos de hedge estão empurrando Big Aproveite a extremos ridículos
Por Michael, em 14 de janeiro, 2013

Goldman Sachs e os fundos de hedge estão empurrando Big Aproveite a extremos ridículos – foto por bfishadow no Flickr Os estoques subiram nos últimos anos, os grandes fundos de hedge e de “grande demais para falir” Os bancos têm usado dinheiro emprestado para fazer lucros absolutamente enormes. Mas quando você usa a dívida potencialmente multiplicar seus lucros, você também cria a possibilidade de que suas perdas serão multiplicados se os mercados se voltam contra você. Quando o crash do mercado de ações acontece próxima, ea pirâmide gigantesca de risco, a dívida e alavancagem em Wall Street desmorona, será altamente alavancados bancos, como o Goldman Sachs pedir ao governo federal para socorrê-los? O uso de alavancagem é uma das maiores ameaças ao nosso sistema financeiro e, no entanto a maioria dos americanos nem sequer compreender realmente o que é. O seguinte é uma definição básica de alavancagem de Investopedia : “O uso de vários instrumentos financeiros ou de capital emprestado, como margem, para aumentar o potencial de retorno de um investimento.” Alavancagem permite que as empresas fazem apostas muito maiores nos mercados financeiros do que de outra forma seria capaz de, e neste momento o Goldman Sachs e os grandes fundos de hedge estão empurrando alavancar a extremos ridículos. Quando os mercados financeiros ir para cima e eles ganham nessas apostas, eles podem ganhar muito grande. Por exemplo, as receitas do Goldman Sachs aumentou em cerca de 30 por cento em 2012 e Goldman estoque aumentou mais de 40 por cento nos últimos 12 meses. Essas são de arregalar os olhos números. Mas a alavancagem é uma faca de dois gumes. Quando a vez de mercados, Goldman Sachs e muitos desses grandes fundos de hedge poderia enfrentar perdas astronômicas.

Infelizmente, parece que Wall Street não aprendeu as lições da crise financeira de 2008. Os fundos de hedge têm alavancar incrementada para níveis não vistos desde antes do acidente último mercado de ações. A seguir vem de um artigo da Bloomberg recente intitulado ” Leverage Hedge Fund-Sobe para maioria Desde 2004 no Ano Novo “…

Os fundos de hedge estão pedindo mais para comprar as ações, assim como empréstimos por New York corretores da Bolsa de Valores chegar mais alto em quatro anos, os sinais de aumento da confiança depois que os investidores profissionais acompanhavam o mercado desde 2008.

Alavancagem entre os gestores que especulam sobre as ações subindo e descendo subiu para o nível mais alto de começar qualquer ano desde pelo menos 2004, de acordo com dados compilados pela Morgan Stanley. Dívida de margem em empresas da NYSE subiu em novembro para o maior desde fevereiro de 2008, dados da NYSE Euronext espetáculo.

Então, por que isso é tão importante?

Bem, como um recente artigo Hedge Zero explicou, até mesmo uma queda relativamente pequena nos preços das ações poderia absolutamente devastar muitos fundos de hedge …

O que significa alavancar próximo álbum é que os fundos de hedge têm tolerância zero, mesmo para queda menor nos preços, que estão com preços a absoluta e infinita perfeição banco-intervenção central – desculpe, fundamentos em um momento em que o crescimento do PIB mundial está em declínio, quando a Europa e Japão estão em recessão duplo mergulho, quando os EUA deve divulgar seu primeiro trimestre sub 1% do PIB nos últimos anos, quando as receitas corporativas e EPS estão em declínio só não levar a cotações crescentes.

Isso também significa que, com praticamente todos os fundos de hedge em tais fundos de hedge nomes de hotéis como AAPL (o stock detidos pelos fundos de hedge mais – mais de 230 – do que qualquer outro), qualquer grande queda no preço provavelmente levaria a um wipe fora da capital parcela no volume de AAPL “investidores”, enviando-os lutando para implorar por generosidade LP ou mais, ou ter seu principal corretor de mesa repo oferecer-lhes ainda mais dívida. E enquanto o primeiro é um. Non-starter, este último até agora funcionou, o que significa que a maioria dos fundos de hedge foram mascarar perdas com mais dívida, que então sofre perdas ainda mais, e assim por diante

A propósito, a Apple (AAPL) só caiu para uma baixa de 11 meses . As ações da Apple já diminuiu 26 por cento desde que atingiu um recorde de volta em setembro. Isso é um sinal muito ruim para os fundos de hedge.

Mas os fundos de hedge não são os únicos a flertar com o desastre. Em um artigo anterior sobre a bolha de derivativos , apontei o ridículo quantidade de derivados de exposição que alguns desses “grandes demais para quebrar” os bancos têm em relação a seus ativos totais …

De acordo com a Controladoria da Moeda , quatro dos maiores bancos dos EUA estão caminhando numa corda bamba de alavancagem, risco e dívida quando se trata de derivativos. Basta verificar como eles são expostos …

O JPMorgan Chase

Ativo Total: $ 1,812,837,000,000 (pouco mais de 1.800.000 milhões de dólares)

Total da Exposição a derivativos: $ 69,238,349,000,000 (mais de 69 trilhões de dólares)

Citibank

Ativo Total: $ 1,347,841,000,000 (um pouco mais de 1,3 trilhões de dólares)

Total da Exposição a derivativos: $ 52,150,970,000,000 (mais de 52 trilhões de dólares)

Bank Of America

Ativo Total: $ 1,445,093,000,000 (um pouco mais de 1,4 trilhões de dólares)

Total da Exposição a derivativos: $ 44,405,372,000,000 (mais de 44 trilhões de dólares)

Goldman Sachs

Ativo Total: 114.693.000 mil dólares (um pouco mais de 114 bilhões de dólares – sim, você leu corretamente)

Total da Exposição a derivativos: $ 41,580,395,000,000 (mais de 41 trilhões de dólares)

Tome um outro olhar para esses números para a Goldman Sachs. Se você fizer as contas, o Goldman Sachs tem uma exposição total a contratos de derivativos, que é mais de 362 vezes maior do que seus ativos totais.

Isso é uma loucura total, mas não tivemos um acidente de derivados ainda que todos só continua fingindo que o imperador realmente tem roupas.

Quando a crise acontece derivados, as coisas nos mercados financeiros vão desmoronar na velocidade da luz. Um artigo recente publicado em goldsilverworlds.com explicou que um acidente de derivados pode parecer …

Quando um grande banco enfrenta algum tipo de problema e não consegue, os bancos com maior exposição aos derivados (pense JP Morgan, Citygroup, Goldman Sachs) vai perceber que o banco do outro lado do comércio de derivados (a contraparte) não é mais bom para a sua obrigação. Tudo de uma posição de repente torna-se uma posição de hedge nu. A posição líquida torna-se uma posição bruta. O risco explode instantaneamente. Mercados perceber que as suas posições de hedge são, na realidade não cobertos mais, e todos os participantes do mercado de começar resgatando quase simultaneamente. A banca eo sistema financeiro inteiro congela-se. Pode começar na Ásia ou na Europa, em que os americanos caso vai acordar de manhã para descobrir que os seus mercados não estão funcionando mais, os mercados de ações permanecem fechados, o dinheiro para os bancos se tornam inacessíveis, etc

Mas, por agora, a festa continua. Goldman Sachs e muitos dos grandes fundos de hedge estão fazendo enormes pilhas de dinheiro.

Na verdade, de acordo com o Wall Street Journal , o Goldman Sachs recentemente deu alguns de seus executivos de topo 65 milhões de dólares em ações restritas …

Goldman Sachs Group Inc. GS -0,76% insiders mão, incluindo o presidente-executivo Lloyd Blankfein e seus principais tenentes um total de US $ 65 milhões em ações restritas, poucas horas antes de taxas mais altas deste ano fiscal em vigor.

O New York empresa de valores mobiliários deu 10 de seus diretores e executivos de início de aquisição em 508.104 partes anteriormente concedidos como parte da compensação de anos anteriores, de acordo com uma série de arquivamentos junto à Comissão de Valores Mobiliários segunda-feira.

E os bônus que os funcionários da Goldman recebemos são absolutamente obsceno. Um recente artigo do Daily Mail explicou que os funcionários da Goldman no Reino Unido deverão receber recorde de bônus este ano …

Exército da Grã-Bretanha de banqueiros vão reacender a fúria pública sobre recompensas salariais generosos como funcionários do Goldman Sachs são esperados para premiar-se £ 8300000000 em bônus na quarta-feira.

O banco de investimento norte-americano, que emprega 5.500 funcionários no Reino Unido, será o primeiro a revelar seus número de telefone porte recompensas – uma média de £ 250.000 por pessoa – como parte da mais recente rodada de atualizações de bônus.

O aumento, acima de £ 230.000 no ano passado, vem como famílias britânicas ainda estão lutando para sobreviver cinco anos depois de os bancos levou a economia à beira do colapso.

Você não gostaria de obter um “bônus” como esse?

A vida é boa para estas empresas, enquanto os mercados estão subindo.

Mas o que acontece quando a festa acaba?

O que acontece se o acidente mercados em 2013 ?

Quando você aposta grande, você quer ganhar muito ou perder grande.

Por enquanto, as apostas gigantescas que empresas de Wall Street estão fazendo com o dinheiro emprestado estão pagando muito bem.

Mas um dia de acerto de contas está chegando. O acidente próximo mercado de ações vai rasgar Wall Street como uma serra elétrica ea carnificina vai ser sem precedentes.

Tens a certeza de que as pessoas segurando o seu dinheiro vai ser capaz de fazê-lo através do que está à frente? Você pode querer olhar para ele enquanto ainda pode.

Responder

Marcelo de Matos

15 de janeiro de 2013 às 11h22

Segundo esse grande analista financeiro, a China é “uma bolha esperando para estourar”. Enquanto a bolha não estoura, os chineses vão produzindo proeza sobre proeza. A Folha publica hoje que o país “vira maior vendedor de feijão-preto para o Brasil”. Uai! Não era o Brasil que exportava commodities e a China nos remetia badulaques com “valor agregado”? Sim. A China também está nessa de exportar commodities. É, também, líder na venda de merluza e bacalhau: “O Brasil comprou US$ 111 milhões em merluza da China no ano passado – mais do em que motocicletas (US$ 93 milhões) e automóveis (US$ 50 milhões)”. “As importações de bacalhau chinês já ocorrem há mais tempo – em 2011, ultrapassaram US$ 200 milhões”. Detalhe: “Os chineses começaram a substituir o bacalhau em carcaça pelo filé de bacalhau, processado na origem. A China busca agregar valor em todos os seus produtos”. Não bastasse o arroz e o alho que já importávamos de lá! Chegará o tempo em que importaremos café da China.

Responder

J Souza

14 de janeiro de 2013 às 22h09

E agora?
E a aposentadoria?
Comprar ouro?
Comprar terra?
Gastar tudo agora enquanto o dinheiro vale alguma coisa?
Viajar pelo mundo?
Gastar em festas?
Um pouco de cada coisa?
Ser feliz sem se preocupar com o amanhã?

Responder

    J Souza

    15 de janeiro de 2013 às 01h29

    Gold Chart

    [https://www.igolder.com/GoldChart.ashx?w=700&h=180&months=240&currency=USD&tz=UTC&unit=oz]

luana

14 de janeiro de 2013 às 19h38

Mas existe uma diferença enorme entre a forma europeia e americana de ver o crédito. Na Europa, as pessoas têm preferência de pagarem à vista porque não gostam de crediário, quando fazem; fazem no máximo em duas prestações. Eles, também, não têm o hábito americano do consumismo. Não sei se por realidades distintas, mas há diferenças, ainda que a economia esteja globalizada e os governos de todo o mundo estejam de quatro diante deste sistema bancário aí que, quando cair, a previsibilidade dele dá a treva.

Responder

FrancoAtirador

14 de janeiro de 2013 às 18h10

.
.
Meu Deus!

700 TRILHÕES DE DÓLARES EM DERIVATIVOS !

O PIB MUNDIAL EM 2012 FOI DE 75 TRILHÕES !!!

ESTÃO VENDENDO PIRITA COM SE OURO FOSSE !!!

O ‘Locatelli’ e o ‘assalariado’ têm razão:

A BOLHA É PRÓPRIO SISTEMA CAPITALISTA.

Transformaram o Planeta num Grande Cassino de Apostas.

A BANCA ESTÁ QUEBRADA !!! NÃO TEM LASTRO !!!
.
.
Bem, preparem-se para o retorno ao sistema de trocas diretas.

Quem tiver ouro, petróleo, grãos e água sobrevive…
.
.

Responder

    simas

    15 de janeiro de 2013 às 13h02

    … enqto se discute abobrinhas, os homens, lá do alto do Equador, estão jogando, ganhando… zero à esquerda. Agora, se fosse em Cuba, já se tinha passado no “paredón”, faz mto. Aliás, nem tinham começado. Por essa e outras, a Ilha é um inferno… (Falta pouco, pro mundo, inteiro, ficar pobre, igual a Cuba-Libre)
    Outro detalhe, do momento financeiro-econômico, seria o de q, tão envolvidos na jogatina, q se esqueceram de nós, aqui, pobres Latinos Americanos… E qdo se deram conta, o Chaves, o Lula e demais “corruptos”, já tinham feito um estrago, tamanho; dando mau exemplo, pra gentalha. desenvolvida.
    Mas, acho, q o resíduo de tdo, é q a gente fica perdendo saliva, comentando o q não conta… daqui. O perigo, mesmo, está fora de nossas casas.

    FrancoAtirador

    15 de janeiro de 2013 às 19h20

    .
    .
    Engano teu, simias.

    Os espoliadores do Norte nunca esqueceram a América Latina.

    A diferença, agora, é que através de governantes patriotas

    a maioria dos países latino-americanos se fizeram respeitar.

    E o Brasil, pela riqueza natural e pelo valoroso povo que tem,

    é um dos poucos países no mundo que possui todas as condições

    para se livrar dessa corja de especuladores financeiros

    que assolam o Planeta com a colaboração da Mídia Bandida.

    Isso, claro, se os tucanalhas lacaios das U.S. Corporation

    não retornarem ao poder, o que, convenhamos, é improvável.
    .
    .

MariaC

14 de janeiro de 2013 às 16h34

E numa outra rádio um grupo de idosos entre os quais um padre discutiam temas como educação etc. E todos repetiram que escola não deve educar, apenas dar informação, e no final falaram em coro ” educação vem do berço” Nem um deles disse que a maioria dos pais pobres e pretos está na cadeia. Nenhum deles disse que o número de divórcio aumenta a cada dia. Coisa que suponho nenhum deles poderá impedir com sua postura moralista e inconsequente. Se os pais são divorciados não há família. Bem disse uma certa pessoa que idosos sem sabedoria não servem para muita coisa.É esse o conteúdo dos bate-papos das rádios. Mas há coisas piores a deseducar as crianças e adultos, inclusive nas rádios, ex. café com bobagem, toda a programação noturna da , esqueci, Continental (?).Bem, oiçam e me digam.

Responder

MariaC

14 de janeiro de 2013 às 16h26

Gente, oiçam as rádios de manhã. É inacreditável. Parece-me que todas estas já estão filiadas ao PSDB ou ao menos se declararam estrema-direita.
Jovem-pan, CBN, Estadão, Iguatemi, e outra que esqueci.
Numa destas um absolutamente mau intencionado desses pitbuls novos,disse ” vejam, o governo federal não se importou em resolver o problema do …..( esqueci se era o crack para prestar atenção na atitude) mas o governo de S. Paulo juntamente com mais treze estados resolveu a questão”. Pode?!

Responder

    Abel

    14 de janeiro de 2013 às 19h22

    Graças à Deus, eu moro no Rio e só ouço o noticiário da manhã na Rádio Nacional. Meus ouvidos estão livres dessa imundície…

    augusto2

    15 de janeiro de 2013 às 10h04

    tua observação é exata, mariac. tambem fiquei apalermado nas vezes poucas com tempinho para ouvir as radios. Alugaram seus horarios aos projetos tukanoide e neolib.
    Ou os locutores se alugaram, não sei.

Messias Franca de Macedo

14 de janeiro de 2013 às 14h30

O PIG VAI SURTAR DE VEZ! “TÁ” AÍ ‘O POSTE’!…

#####################

Governo sanciona lei que permite baratear conta de luz em 20%
14/01/2013 – 10h26

A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta segunda-feira (14) a lei que renova concessões do setor elétrico e reduz tarifas de energia. A meta do governo é diminuir em cerca de 20% os valores cobrados na conta de luz a partir de fevereiro.
(…)

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Rodolfo Machado

14 de janeiro de 2013 às 14h08

O DÓLAR, OS DÉFICITS E A DÍVIDA
http://www.defesabr.com/MD/md_hegemonia.htm#Dolar

Responder

Rodolfo Machado

14 de janeiro de 2013 às 14h03

Do blog “Economia BR”

http://www.economiabr.com.br/index.php/30/12/2012/ate-quando-o-dolar-sera-a-moeda-da-reserva-primaria-mundial/

Escrito por marcos_s

Será que o renminbi chinês substituir o dólar EUA como moeda de reserva
primária do mundo?
A maioria dos americanos não tem ideia da enorme vantagem que os
Estados Unidos possuem por ter a principal moeda de reserva do
mundo, e a maioria dos americanos também não têm ideia de quão perto
o dólar dos EUA está de perder esse status.
Por foo – Do The Truth
Nos últimos 40 anos, a grande maioria de todo o comércio global (incluindo a compra e venda de petróleo) foi feito em dólares americanos.
Esse ainda é o caso hoje, mas as coisas estão começando a mudar. Por todo o globo internacional acordos estão sendo feitos para se afastar do dólar dos EUA e usar outras moedas no comércio global.
A segunda maior economia do mundo, a China, tem sido particularmente agressiva na tentativa de alterar a ordem financeira existente.
Como você verá abaixo, a China tem executado em todo o planeta acordos com outros países para começar a conduzir uma quantidade crescente de comércio em outras moedas que não o dólar dos EUA.
E, claro, os chineses vão fortemente promover a sua própria moeda – o yuan. Então, por que isso está acontecendo?
Bem, por um lado, a verdade é que os Estados Unidos já não são a única superpotência do mundo.
A economia chinesa está projetada para se tornar maior do que a economia dos EUA em 2016, e por algumas medidas a economia chinesa já é maior.
Assim, os líderes chineses têm sido muito abertos sobre o fato de que eles acreditam que simplesmente não faz mais sentido que a grande maioria de todo o comércio global deva continuar a ser realizada em dólares norte-americanos, especialmente considerando a impressão de dinheiro imprudente que o FED (Reserva Federal) tem feito.
Numa altura em que o status do dólar dos EUA já está escorregando, o QE3 (Quantitative Easing ) está profundamente minando a confiança na moeda dos EUA.
E quando o dólar dos EUA perder o status de moeda de reserva, as consequências para os Estados Unidos vão ser absolutamente catastróficas.
Infelizmente, a maioria dos americanos nem sequer sabem o que uma “moeda de reserva” é ou que o dólar dos EUA está sob ataque.
Os chineses não estão apenas falando sobre substituir o dólar – eles estão fazendo isso. O seguinte é um trecho de uma história recente de Alan Wheatley , correspondente de economia mundial para a Reuters:
/Alimentado com o que vê como negligência maligna de Washington no
dólar, a China está ativamente promovendo o uso transfronteiriço de sua
própria moeda, o yuan, também conhecido como renminbi, no comércio e no
investimento./
/O objetivo é tanto comercial – para reduzir os custos de transação para
os exportadores chineses e importadores – quanto estratégico./
/Deslocando o dólar, Pequim diz, irá reduzir a volatilidade dos
preços do petróleo e de commodities e tardiamente corroer o
“privilégio exorbitante” que os Estados Unidos desfrutam como os
emissores da moeda de reserva no coração de uma arquitetura
internacional pós-guerra financeira que agora vê como
irremediavelmente fora de moda./
Os principais meios de comunicação nos Estados Unidos ignoram quase inteiramente estes desenvolvimentos, mas a verdade é que tudo isso é um negócio muito, muito grande.
A seguir, são apenas alguns dos acordos internacionais de divisas que a China tem feito nos último dois anos:

-China e Alemanha (Veja Aqui
http://translate.googleusercontent.com/translate_c?depth=1&hl=en&rurl=translate.google.com&sl=auto&tl=pt&twu=1&u=http://www.reuters.com/article/2012/08/30/germany-china-yuan-idUSB4E7JG00D20120830&usg=ALkJrhhJCfgCCHS7WxBCDbVzG-dmjzEpog )

-China e Rússia (Veja Aqui
http://translate.googleusercontent.com/translate_c?depth=1&hl=en&rurl=translate.google.com&sl=auto&tl=pt&twu=1&u=http://www.chinadaily.com.cn/china/2010-11/24/content_11599087.htm&usg=ALkJrhjUG8LIBw3EqJiMvzS63qSXka2Yjg )

-China e Brasil (Veja Aqui
http://translate.googleusercontent.com/translate_c?depth=1&hl=en&rurl=translate.google.com&sl=auto&tl=pt&twu=1&u=http://www.bbc.co.uk/news/business-18545978&usg=ALkJrhg8264Sp2jKCRQlwzWxczHxkhU0_g )

-China e Austrália (Veja Aqui
http://translate.googleusercontent.com/translate_c?depth=1&hl=en&rurl=translate.google.com&sl=auto&tl=pt&twu=1&u=http://www.financialexpress.com/news/australia-china-sign-31bn-currency-swap-agreement/927280/&usg=ALkJrhi3GHHNWdq50tEJCDt2_KvKfZ9jCQ )

-China e do Japão (Veja Aqui
http://translate.googleusercontent.com/translate_c?depth=1&hl=en&rurl=translate.google.com&sl=auto&tl=pt&twu=1&u=http://www.bloomberg.com/news/2011-12-25/china-japan-to-promote-direct-trading-of-currencies-to-cut-company-costs.html&usg=ALkJrhgdt34vgBS4S-G3VGxIl8h1-5u3BQ )

-China e Chile (Veja Aqui
http://translate.googleusercontent.com/translate_c?depth=1&hl=en&rurl=translate.google.com&sl=auto&tl=pt&twu=1&u=http://news.xinhuanet.com/english/china/2012-06/27/c_123334167.htm&usg=ALkJrhi3JPMLOc2J3t1ETqozLxp-q6URAA )

-China e os Emirados Árabes Unidos (Veja Aqui
http://translate.googleusercontent.com/translate_c?depth=1&hl=en&rurl=translate.google.com&sl=auto&tl=pt&twu=1&u=http://money.cnn.com/2012/03/07/markets/bondcenter/dim-sum-bond-dubai/index.htm&usg=ALkJrhitbSlQe6aAP_KvEuNI141wLWaYGQ )

-China, Brasil, Rússia, Índia e África do Sul (Veja Aqui
http://translate.googleusercontent.com/translate_c?depth=1&hl=en&rurl=translate.google.com&sl=auto&tl=pt&twu=1&u=http://zeenews.india.com/business/news/economy/brics-to-sign-pacts-for-trade-in-local-currencies_44626.html&usg=ALkJrhg4D6xXOO7rtTCOuskFuVQuhQnydA )

A maioria dos economistas norte-americanos descartam essa ameaça, apontando que a China tem estocados tantos dólares norte-americanos e tanta dívida dos EUA que, se alguma coisa acontecer com o sistema financeiro dos EUA, a China seria significativamente prejudicada.
Isso pode ser verdade até certo ponto, mas o que também é verdade é que a maioria dos americanos não compreendem, fundamentalmente, a nossa relação com a China.
A maioria dos norte-americanos acreditam que somos “amigos” da China só porque eles estão realizando comércio com a gente.
Infelizmente, não é assim que os chineses nos enxergam. Eles nos vêem como “a concorrência”, e planejam sair por cima no final.
Agora, os chineses estão estocando grandes quantidades de ouro. Eles estão se preparando para o dia em que o dólar dos EUA cair e quando os ativos tangíveis tomarem o lugar dele.
E alguns estão até mesmo a especular que os chineses podem estar planejando fazer um lastro de sua própria moeda com o ouro em algum ponto.
O seguinte é um excerto de um artigo recente por Christopher K. Potter , o presidente da Administração do Norte Border Capital:
Durante três mil anos, a China tem estado na vanguarda da inovação monetária. Foi o primeiro a legalizar o dinheiro de ouro no século X aC e dois milênios depois, foi o primeiro a emitir moeda em papel.
Avançando até a 2012, a China está de volta ultrapassando a Austrália como o maior produtor de ouro e aumentando as suas reservas de ouro monetário a uma taxa alarmante.
Cinco anos atrás, a China ultrapassou os EUA na produção de ouro e cinco anos a partir de agora ela vai possuir mais ouro do que o governo federal dos EUA.
Não julgue isso como apenas mais um exemplo de apetite insaciável da China por recursos naturais. Não é.
A China se prepara para um mundo além do dólar de papel inconversível, um mundo em que o renminbi, sustentado por ouro, tornar-se-á a moeda de reserva dominante.
Para que não fique qualquer dúvida, apenas considere o seguinte: o governo chinês recentemente removeu todas as restrições sobre a propriedade pessoal de ouro.
Legalizou fundos de ouro domésticos negociados em bolsa; está comprando 100% da produção nacional de ouro; importou mais de 750 toneladas de ouro (27% da produção mundial) nos últimos 12 meses;.
Declarou publicamente a sua intenção de adicionar 1.000 toneladas por ano de suas reservas de ouro do banco central, e está comprando participações em grandes empresas estrangeiras de mineração de ouro. A escala desta iniciativa é extraordinária.
Quando o sistema financeiro norte-americano falir, o que você acha que o resto do mundo vai querer – papel moeda dos EUA que estará rapidamente se tornando inútil ou renminbi apoiado por ouro?
A China é muito séria sobre este esforço para manter ouro. Alegadamente, a quantidade de ouro que a China importou em 2012 só é maior do que a quantidade total de ouro que o Banco Central Europeu está oficialmente segurando.
E a China está devorando as operações de mineração de ouro em todo o
planeta a um ritmo vertiginoso. Eu discuti isso extensivamente em um
artigo anterior que você pode encontrar aqui
.
Ok, então o que acontece se o resto do mundo começa a rejeitar o dólar dos EUA como moeda de reserva e começa a se mover para outras moedas, como o yuan chinês?
A mudança seria potencialmente dramática.
Até agora, tem havido uma crescente demanda por dólares no resto do mundo. Eles precisaram de dólares para comprar petróleo e para fazer comércio uns com os outros. [NT: o Brasil, em particular, tem feito esforços para aumentar suas reservas e manter o dolar sobrevalorizado.]
Essa demanda manteve o valor do dólar dos EUA. Mas se o resto do mundo começar a rejeitar o dólar, seu valor cairia como uma pedra.
Quando o valor do dólar declinar, as importações se tornarão mais caras.
Assim, o preço do petróleo subirá, e você vai pagar mais pela gasolina nos postos.
E já que quase tudo é feito fora do país nos dias de hoje, tudo o que você compra no Wal-Mart se tornará significativamente mais caro.
A era das importações baratas estaria terminada e nosso padrão de vida teria de sofrer uma adaptação de grande amplitude.
Então, quão ruim as coisas poderiam ser?
Bem, como a sua vida mudaria se você fosse à loja daqui a alguns anos e o custo de tudo fosse o dobro ou o triplo do que é hoje?
Sim, eu sei que isso soa dramático, mas uma crise de moeda principal juntamente com impressão de dinheiro imprudente pelo Federal Reserve poderia realmente produzir tal resultado.
Então, aproveite as importações baratas, enquanto você ainda pode. Os dias do dólar dos EUA sendo a única moeda de reserva primária do mundo estão contados, e quando o dólar morrer, isso provavelmente vai acontecer muito rapidamente.

Responder

    Maria Libia

    09 de julho de 2015 às 20h16

    E esta reserva bradileira de dollar vai virar pó.

Moacir Moreira

14 de janeiro de 2013 às 10h11

“20 milhões de operários perdem o emprego e voltam para casa para plantar arroz.”

Pelo menos os chineses tem essa opção.

Responder

RicardãoCarioca

14 de janeiro de 2013 às 08h14

Será que haverá a chance de uma próxima vez?

Responder

Roberto Locatelli

14 de janeiro de 2013 às 07h50

A bolha é o capitalismo. Isso Duncan omite.

Como é possível, por exemplo, que dívida pública do Reino Unido seja de 503% do PIB? O Reino Unido é uma bolha.

Como é possível que dívida pública dos EUA seja 100% do PIB? Os EUA são uma bolha.

Responder

    assalariado.

    14 de janeiro de 2013 às 09h25

    Locatelli, exatamente, a bolha é o próprio sistema. Ainda ontem veio um companheiro em minha casa, conversamos e, dentro do nosso limite de compreensão sobre economia politica, falamos sobre o estágio atual de desenvolvimento em que se encontra o moribundo modo de produção capitalista e sua maquina de fazer guerras, no quintal dos outros.

    O que mais me preocupou foi o fato dele achar que o sistema ainda tem muita faixa de manobra, para se recuperar e sair mais uma vez dessa crise ciclica -(mais uma vez)-, provocada pelos donos do capital. Quantas guerras mais, serão necessárias para a burguesia internacional para começar a se reerguer da sua cama, histórica e final? É esse o meu medo, as esquerdas não estarem preparadas para o dia “D”.

    Abraços.

    silvia

    14 de janeiro de 2013 às 10h57

    Então, há o risco desses gafanhotos armados se virarem contra a América do Sul? Uma guerra aqui pra salvar seus bancos moribundos? Socorro!!

Tiago Magaldi

13 de janeiro de 2013 às 23h49

Muito obrigado pela divulgação, Azenha.

Responder

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