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Diário da Resistência


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Paulo Moura: O dia em que a multidão foi maior do que o Cairo


13/02/2011 - 11h41

12.02.2011 – 10:07

via José Carlos

por Paulo Moura*, Jornal Público

CAIRO — Venceram. Era impossível, mas venceram. A praça Tahrir estava cheia quando rebentou a notícia, sob a forma de gritos – “Alah U Akbar!” E todos souberam o que era. Não pela frase, mas pelo modo arrebatado, incandescente, como foi gritada. “Alah U Akbar!”, e as multidões que ainda faziam fila nos checkpoints junto aos tanques lançam-se a correr loucas sobre a praça. Ao princípio parece uma guerra, um novo ataque dos provocadores, uma carga da polícia ou do exército, mas é apenas alegria. Violenta como tiros de canhões.

“Egipto livre! Egipto livre!”, gritam grupos que correm em comboios rumo ao coração de Tahrir. “O povo venceu”, gritam outros. “Nós somos o povo do Egipto”. E tambores explodem em ritmos desenfreados, música, foguetes, o ulular das mulheres árabes. Há sorrisos em todos os rostos. Sorrisos estranhos, que parecem brotar de uma nascente lídima e cristalina da consciência humana.

“Estou aqui de alma e sangue”, diz Zeinob, 26 anos, médica. “Estou aqui pela dignidade do meu paà ­s. Com orgulho nele. Orgulho que o mundo nos esteja a ver neste momento. Pensavam que os povos árabes eram desorganizados, incultos e violentos? Pois o que me dizem agora?”

Zeinab sabe que se seguem tempos difíceis, mas tem confiança absoluta no futuro. “Recuperámos a nossa dignidade. Depois do que aconteceu nesta praça, nunca mais ninguém nos poderá humilhar”.

“Bem vindo ao século XXI”

Mahmoud Halaby, 46 anos, publicitário, acrescenta: “Somos um povo pacífico. Aguentámos este ditador durante 30 anos: querem melhor prova?” E Khaled Kassam, 23 anos, médico, diz: “Os governantes que vierem a seguir sabem que terão de tratar este povo de forma diferente. Vamos observar a transição passo a passo. Se as coisas não evoluírem na direcção certa, faremos ouvir a nossa voz. Egipto, bem-vindo ao século XXI”. Mahmoud acredita que os militares vão cumprir a promessa de transformar o regime. “Com Mubarak no poder não seria possível, mas agora sim. O regime é como uma serpente. Se lhe cortarmos a cabeça, não pode sobreviver”.

Tahrir nunca teve tanta gente. Chegam cada vez mais, aos milhares. Já não cabem, apertam-se, misturam-se, unem-se num organismo desmesurado e vivo, a revolver-se de júbilo, como uma crisálida em plena transformação. A multidão é maior do que a praça, do que a cidade. Maior e mais poderosa do que se julgava.

“É uma surpresa. Para mim é uma surpresa. Nunca pensei, nunca sonhei que vencêssemos”, diz Ahmed Shamack, 21 anos, estudante de engenharia. “Acho que nunca ninguém acreditou verdadeiramente. Sabíamos que tinha de acontecer, mas não o imaginávamos. Por isso agora é tão maravilhoso”.

Farah Faouni, uma rapariga de 23 anos e olhar negro e intenso como o de uma sacerdotisa de Ísis aproxima-se para dizer, lentamente: “Sinto o doce aroma da liberdade”. E depois acrescenta: “Vamos avançar. Vamos construir neste lugar um país democ rático e livre. Ninguém nos poder impedir. Este é o nosso tempo.”

Um velho de barbas e longa túnica chora ruidosamente, de braços no ar. Mulheres sozinhas, perdidas na multidão, têm os olhos cheios de lágrimas. Há rostos tisnados, rugosos, sujos, chorando e rindo ao mesmo tempo. Alguns procuram desesperadamente um jornalista para lhe contar a sua vida. Como se o pudessem fazer pela primeira vez, em liberdade. Só agora se permitindo olhar para si próprios e ver-se na sua miséria e grandeza. Chorar é o primeiro apanágio da liberdade. O primeiro direito. “Eu não tenho trabalho. Não tenho segurança social, não tenho seguro, não tenho uma casa decente, não tenho assistência médica para a minha família, diz Sherif Assan, 41 anos, rodeado dos seus quatro filhos, Radua, Mohamed, Zwad e Tamema. Esta tem dois anos e está às cavalitas dele. Os outros, de 3, 4 e 6 anos, estão à volta da mãe, que tem o rosto coberto pelo hijab negro. “Não temos nad a. A minha família merece mais do que isto”.

Mariam, 20 anos, estudante, diz que não sabia que Mubarak era um homem rico. “Ninguém sabia, até a revolução ter começado. Diziam às pessoas: “Sabemos que vocês estão na miséria, que sofrem, mas não podemos fazer nada. Não temos dinheiro”. Afinal descobrimos que Mubarak e a família têm uma fortuna pessoal de milhões. É revoltante. Ele é um homem mau, que desprezou o seu povo”.Amin, 31 anos, topógrafo, diz que está a ver na praça gente que nunca tinha vindo. “Os mais pobres não aderiram de início à revolução porque estão habituados a viver de forma negativa. Para o momento, para a sobrevivência. Não acreditavam em nada. Não sabiam o que era a esperança. Mas esta revolução também é deles. É sobretudo deles.”

As horas passam e a festa, na praça Tahrir, em toda a cidade do Cairo, em todo o país, não esmorece. A energia aumenta, redobra-se, como se a felicidade precisasse do seu tempo para correr nas veias.

Eles venceram. Contra todas as probabilidades, enfrentando o regime mais forte e empedernido do Médio Oriente. O que tinha as costas mais bem protegidas. Lançaram contra eles a Polícia, uma força de quase dois milhões de homens. Cercaram-nos com o Exército, que tem 500 mil soldados. Atiraram contra eles turbas armadas e enfurecidas. Disseram-lhes que estavam a trair o país. A matar a economia. “O que não pensaram”, diz Amin, “é que a maioria destas pessoas não beneficia nada da economia egípcia. Por isso também se estavam nas tintas para os prejuízos na economia”.

Disseram-lhes que estavam a ser manipulados pelos estrangeiros. Que Israel, o Irão e a América queriam dominar o país. Que havia agentes infiltrados a pagar 100 dólares a cada manifestante. Amin cita o Corão: “Nem que pagassem às pessoas todo o dinheiro do mundo para se amarem umas às outras, elas nunca o fariam, se não se amassem realmente “.

“A internet fez-nos pensar”

Desvalorizaram-nos, dizendo que eram os miúdos do facebook. “Mubarak e Suleiman tentaram humilhar-nos dessa forma”, explica Ahmed Shamak. “Mas agora sou eu que lhes digo: foram os miúdos do facebook que vos tiraram do poder”.

O facebook iniciou o processo, mas a revolução tomou a sua dinâmica. “Olho em redor e não me parece que estas pessoas tenham uma página no facebook”, diz Amin. Mas Samy, 60 anos, médico, admite: “Foram eles, os jovens, que fizeram isto. Olhamos para eles e vemos finalmente o que este país é. Estivemos cegos, incapazes, durante 30 anos. Este regime roubou-nos a nossa vida. Mas estes jovens vão vivê-la por nós, e isso faz-me feliz”.

Ahmed Shamak diz que a internet foi importante porque abriu os horizontes aos jovens. “Os nossos media eram controlados pelo regime, e eram mentirosos. Não nos falavam do mundo, não nos mostravam a verdade. A internet permitiu-nos saber o que se passava. Ver que havia outras formas de vida. A internet fez-nos pensar”.

Obama discursa no Cairo

A 4 de Junho de 2009, Barack Obama escolheu o Cairo para proferir o seu discurso dirigido ao Médio Oriente. Falou da necessidade e possibilidade da democracia e da dívida que a Civilização tinha para com a cultura muçulmana. Lembrou que, durante séculos, o Islão transportou a luz que abriu espaço para o Renascimento e o Iluminismo na Europa.

No Egipto não havia oposição. O regime estrangulou toda a semente de pensamento livre, todo o debate de ideias. Não era possível fazer nada, mas os jovens encontraram estranhos caminhos. Captaram sinais invisíveis como os místicos sufis. Puxaram pelos galões de sete mil anos de civilização. Misturaram o melhor de todos os mundos. Ouviram Umm Kulthum cantar Blowing in the wind no deserto. Ergueram a sua própria Sierra Maestra no ciberespaço. Criaram um delta de comunicação, capila r, fresco e fecundo. E venceram. A sua exigência era a mais simples de todas e por isso a mais difícil: a liberdade.

“O que está a acontecer aqui é uma coisa única”, diz Farah Faouni, a sacerdotisa de olhos negros. “Talvez o mundo mude depois disto”, grita ela sobrepondo-se às buzinas dos carros que enchem todas as ruas do Cairo, em filas intermináveis, com música no máximo, raparigas sentadas nas janelas, cantando e agitando bandeiras. A cidade, vista da ponte 6 de Outubro, parece agora outra, envolta numa névoa brilhante. Tudo está diferente do que era ontem. Talvez este seja um daqueles raros momentos em os que seres humanos se olham uns aos outros e vêem seres humanos. Sente-se que alguma coisa decisiva está a acontecer. Até o Nilo se revolveu no seu leito sagrado. A Esfinge olhou, desconfiada, a pirâmide de Kéops rangeu nos pedregulhos. Os jovens do Egipto exigiram o impossível. E venceram.

* Paulo Moura é do jornal português, Público, e foi enviado ao Cairo, Egito, para cobrir as manifestações que levaram à queda do ditador Mubarak

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27 comentários

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Moreno

14 de fevereiro de 2011 às 17h46

vontade de viver um momento desse aqui na nossa terra…

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Augusto

14 de fevereiro de 2011 às 08h59

Espero que o povo não saia das ruas. Militar não combina com democracia. Atrás deles estão a Europa, o EEUU e Israel que querem manter tudo como está . O parlamento foi fechado, agora virá a censura e prisões arbitrárias. Militares não foram preparados para negociar, são preparados para se impor pelas armas. Por que o vice-presidente não assumiu? Por que fechar o Parlamento?

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betinho2

13 de fevereiro de 2011 às 23h49

Os depoimentos que o jornalista Paulo Moura obteve são a essência do que foi esse despotismo implantado no Egito com a colaboração dos EE.UU.
Difícel destacar um dos outros, mas vou transcrever um que é de arrepiar:

' Samy, 60 anos, médico, admite: “Foram eles, os jovens, que fizeram isto. Olhamos para eles e vemos finalmente o que este país é. Estivemos cegos, incapazes, durante 30 anos. Este regime roubou-nos a nossa vida. Mas estes jovens vão vivê-la por nós, e isso faz-me feliz”.'

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Pedro

13 de fevereiro de 2011 às 21h21

Belo artigo, desses que fazem falta para a gente não perder de vista que há momentos em que a vida quer ser ouvida.

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luiz pinheiro

13 de fevereiro de 2011 às 19h48

Vamos à Praça Tahrir.
Todos os rumos levam
à Praça Tahrir.
As grandes avenidas, é claro,
conduzem à Praça Tahrir.
As ruas mais simples,
as sofridas ladeiras,
as vielas mais tristes
também desembocam lá,
traços que são do mesmo desenho urbano,
com centro na Praça Tahrir.
Vamos, irmãos e irmãs,
à praça onde todos os sonhos
se encontram, acampam,
enfrentam com coragem
a infinita madrugada.
Vamos, filho,
vamos, pai,
vamos, mamãe,
à Praça Tahrir,
tocar os tanques inúteis, dóceis,
submersos ao oceano humano.
Vamos, meu amor,
à Praça Tahrir.
Afinal,
nossos carinhos também são redutos
de resistência à opressão,
exato como a Praça Tahrir.

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    Brasileira

    14 de fevereiro de 2011 às 08h17

    Que lindo!
    Aceito o convite: vamos todos e todas À Praça Tahir!

    Bonifa

    14 de fevereiro de 2011 às 13h17

    Parabéns, poeta Luiz Pinheiro. Mesmo em sua própria casa, as pessoas de bem de todo o mundo deverão estar agora seguindo à Praça Tahir.

Leider_Lincoln

13 de fevereiro de 2011 às 19h10

O Trio Ibérico ( Público.pt, Público.es e Avui.cat ) dão um baile nos nossos pasquins, como o ridículo Globo que teve a arrogância e a birra de escrever algo como "hoje, a PRESIDENTE Dilma, no programa Café com a PRESIDENTA"…

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luizmullerpt

13 de fevereiro de 2011 às 19h04

Muito bom o artigo. Os jovens puxaram a revolução no Egito, não há dúvida. Infelismente o movimento não esta organizado o suficiente para asumir o poder. E o poder já foi tomafo pela Junta Militar, que de pronto proíbe as organizações Sindicais, Estudantis e partidárias de se reunirem. Ms será que um povo que se mobilizou tanto em tão pouco tempo tolerará ter castrado o seu direito de reunião? A revolução dos Jasmins malcomeçou para os povos da Tunísia e do Egito e ainda tem muito para percorrer na Argélia, no Yemen e em todos os outros países que tem ditaduras a derrotar e uma democracia por construir.

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Polengo

13 de fevereiro de 2011 às 19h02

Brilhante o repórter, que tornou seu artigo tão grande quanto a conquista que descreve.

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augusto

13 de fevereiro de 2011 às 18h37

as manchetes da midia ja hoje refletem exatmente o que a midia corporativa dos Usa e europra querem.
"Todas poem o foco em "manter os acordos, os tratados internacionais".
Leia-se a paz em separado com O estado de Israel que permite a este limpar etnicamente, fazer a pilhagem das terras e a liberdade minima de ser humano do povo palestino. É para isto, extamente para isto que eles começaram a manobrar. É preciso que a internet e a midia diga a todos os egipcios que o governo Mubarak
chegou ao ponto de impedir a entrada PELA FACE sul de GAZA de cadeiras de rodas e suprimentos ortopedicos e remedios para os palestinos após a sangrenta invasao de dois anos atras. Repito, cadeiras de rodas enviadas como ajuda. Hitler naoseria capaz disso, mas mubarak o foi.
Os egipcios precisam imediatamente de novos e CLAROS objetivos e de foco neles.
Eleiçoes diretas ja, seria um bom mote pra tentar ou para começar.

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O_Brasileiro

13 de fevereiro de 2011 às 17h47

Li quase sem respirar…

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Guanabara

13 de fevereiro de 2011 às 17h17

O que o jonalista acima descreve foi apenas o primeiro passo. Na minha opinião, o mais difícil vem agora.

Manifestantes voltam ao centro do Cairo para cobrar democracia http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia

E, sinceramente, como eu gostaria de ouvir de (Mu)Barack Obama uma declaração do tipo "o Egito é uma nação soberana e deve decidir seu destino por si só. Não podemos, nem devemos, interferir nos rumos de qualquer outra nação do planeta". Ao menos nesse ponto, não são hipócritas, pois declaram abertamente que estão se lixando para o povo egípcio, e o que interessa é a "estabilidade", a qualquer preço, mesmo que este preço seja a miséria e desgraça de milhões de pessoas ao redor do mundo. Mas, como muita sinceridade é querer demais, ainda deram um Prêmio Nobel da Paz pra esse sujeito. Ou seja, esse prêmio não vale nada.

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Roberto Locatelli

13 de fevereiro de 2011 às 17h09

A alegria, euforia e êxtase dos egípcios só tem comparação, nos tempos modernos, com a euforia e alegria do povo alemão na queda do famigerado Muro de Berlim.

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edv

13 de fevereiro de 2011 às 16h19

Espero muito que tenham vencido!
Mas o ponto não é tirar alguém do poder (o bilionário Mubarak).
É RENOVAR o Poder!
Até agora o que temos (além do memorável movimento popular) é militares fechando o congresso e arquivando a constituição (seja ela qual for).
Espero e torço para que seja muito mais do que isso.
O famoso poder do povo, pelo povo e para o povo.
Baixar a poeira e … Diretas já!
Assembléia constituinte em seguida.

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SILOÉ

13 de fevereiro de 2011 às 16h00

Não precisamos mais de armas nucleares ou de qualquer outro tipo mortal ou devastador, para conquistar o que se quer. Como vimos na praça do Cairo os canhões e tanques se tornaram impotentes, inúteis, brinquedos de crianças, diante de tamanha multidão. Por incrível que pareça a única batalha travada foi com pedras e determinação. Histórico, revelador, DIVISOR DE AGUAS.
BURRO será o país que investir mais na na indústria bélica. LIVRE, DEMOCRÁTICO, INTELIGENTE e ANTENADO, será o país que investir em educação de qualidade e der ao seu povo acesso livre à internet.
A ARMA DO MOMENTO É A CIBERNÉTICA.
INFORMAÇÃO =INTERNET=CONHECIMENTO=MOBILIZAÇÃO=UNIÃO=FORÇA=CONQUISTA.
E A ARMA DO FUTURO SERÁ A JUVENTUDE COM TODO ESSE POTENCIAL NAS MÃOS.

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Jairo_Beraldo

13 de fevereiro de 2011 às 15h55

O Painel da GloboNews, mediado pelo Waack, é o cúmulo da arrogancia. Como distorcem os fatos este jornalista. Será que ele acha que quem paga Tv fechada não usa internet? Como gosta de subestimar a inteligencia alheia…penso que ele deveria procurar um psiquiatra, para equilibrar seu alter ego.

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Carla Lipton

13 de fevereiro de 2011 às 15h51

Os cubanos preferem morrer na boca de um tubarão tentando fugir da ilha prisão do que morrer de fome e sem liberdade.

Responder

    Scan

    13 de fevereiro de 2011 às 20h23

    Morrer de fome? Em Cuba?
    Hua! Hua! Hua!
    Isso, minha filha! Continue a ler a FSP, O Grobo e Estadão…mas, por favor, não venha aqui repetir o editorial de qualquer um deles. Não estamos interessados.
    Dirija-se ao blog do Reinaldinho Cabeção – o Eunuco, e procure seus iguais para discussão no mesmo nível. E não nos dê no saco!

    Aline C Pavia

    14 de fevereiro de 2011 às 09h36

    Falou e disse Scan.

Airton Vieira

13 de fevereiro de 2011 às 15h29

Os militares no poder já anunciaram hoje que vão proibir as greves e outras "badernas". O povo egípcio está sendo enganado. "Mudar algo para que não mude nada". A "transição democrática" nada mais será do que um processo de "modernização conservadora" onde os movimentos sociais e dos trabalhadores continuarão sendo duramente reprimidos. As eleições serão rigorosamente cotroladas e manipuladas para que seja eleito alguém de confiança das mesmas elites egípcias que sempre lucraram com Mubarak. Ou a revolução continua, a partir de agora organizada em cada fábrica e cada bairro da periferia, e não em uma praça no centro do Cairo, ou a luta e o sacrifício do povo terão sido em vão.

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    Roberto Locatelli

    14 de fevereiro de 2011 às 07h15

    É verdade, Airton, é o que a elite quer. Faltou só combinar com o povo do Egito…

    Bonifa

    14 de fevereiro de 2011 às 13h26

    O capital espiritual acumulado por esta revolução é indestrutível. Obstáculos colocados pelos militares poderão postergar os escopos, mas nunca poderão desviá-los ou destruí-los. Só deverão fortalecer a vontade férrea de conquistá-los. Será bem mais fácil que se dê uma rebelião interna no exército, com a fuga dos generais bilionários que se locupletaram à custa da miséria do povo e com a descarada traição à Pátria.

Roberto Locatelli

13 de fevereiro de 2011 às 14h55

Como é bom respirar o ar puro do verdadeiro Jornalismo…

Responder

rodrigo.aft

13 de fevereiro de 2011 às 13h11

Azenha e colegas,

por que ninguém do PIG faz uma reportagem assim?
(aliás, a rede bobo, ao fazer o acompanhamento da revolução egípcia a partir de tel-aviv foi o cúmulo do cinismo; não consigo lembrar o nome do repórter…)

simples, objetiva, tocante, despojada de comentários tendeciosos e rebuscados, mas rica em comoventes depoimentos pessoais, externando o sentimento das pessoas lá presentes, não o sentimento dos apresentadores ou de valores plantados pelo stablishment.

o simples, às vezes, é muito bonito (e, confesso, fiquei com os olhos marejados).

Responder

    Jairo_Beraldo

    13 de fevereiro de 2011 às 15h50

    O reporter é o Ari Peixoto. Mas depois o enviaram para o Egito. Ele fazia para a GloboNews também.

    rodrigo.aft

    13 de fevereiro de 2011 às 18h38

    Ow Jairo, vlw pela intervenção!

    Mas acho q é outro cara, um q já estava em tel-aviv faz mais tempo, e também falava dos problemas dos palestinos, da briga do hamas e do fatah… a partir de israel! (era outro sobrenome…)
    Toda vez q essa besta entrava, eu pensava…hj o cara vai falar lá da Palestina… e kabum! lá estava ele falando de tel-aviv de novo!
    Parafraseando Padre Quevedo, "ISTO NON ECZISTE"! rsrs

    Vai fazer jornalismo parcial e tendencioso lá na casa do caral… quer dizer, lá na casa do sionista.
    O Kamel é o árabe mais colonizado, entreguista e capacho q já vi e a rede bobo é porta-voz do sionismo internacional e dos eua mais q uma emissora local de israel ou dos eua (fox, por ex.).

    Inté!


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