VIOMUNDO

Diário da Resistência


Você escreve

Patrícia Castro Mattos: Valores machistas ainda predominam nas relações


09/03/2011 - 12h10

08/03/2011

por Gilberto Costa, Agência Brasil

A relutância de juízes e delegados de polícia em aplicar a Lei Maria da Penha é uma forma explícita de tentar manter a desigualdade entre homens e mulheres, afirma a socióloga Patrícia Castro Mattos. Ela acredita que, além das formas de violência descritas na lei, existem outras formas de “violência simbólica” que perpetuam padrões de comportamento e os desequilíbrios entre os homens e as mulheres.

A eleição da primeira presidenta do Brasil aponta para o questionamento da “ordem natural dos sexos”. “Há uma mudança simbólica relevante na eleição de Dilma (Rousseff) que não pode ser ignorada”, revela. Entretanto, segundo ela, não se pode ser excessivamente otimista e afirmar que o Brasil é menos machista por ter eleito uma mulher para a Presidência da República.

A intelectual coordena o Núcleo de Estudos de Gênero da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), em Minas Gerais, e é professora do Departamento de Ciências Sociais.

Em sua opinião, ainda estão presentes no país “padrões de percepção, avaliação e comportamento androcêntrico (supervalorização do ponto de vista masculino), machista e sexista”.

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista com a socióloga:

É possível dizer que a relação entre gêneros tende a ser mais equilibrada ou mais favorável às mulheres de classe social mais alta?

Patrícia Mattos: O fato de as mulheres entrarem no mercado de trabalho, seu maior acesso à instrução formal e sua consequente independência financeira tendem a gerar fricções que podem questionar a “ordem natural dos sexos”, gerando, assim, a possibilidade de mudanças no regime de gêneros. E, nesse caso, as mulheres das classes média e alta, devido ao seu posicionamento social, são privilegiadas em relação às mulheres da classe baixa e tendem a ter relações mais equilibradas com os homens. Isso não significa afirmar, de modo algum, que os padrões de percepção, avaliação e comportamento androcêntrico, machista e sexista não estejam presentes nas relações e práticas sociais e institucionais dessas mulheres privilegiadas.

Tenho notado em minhas pesquisas com mulheres de classe média que aquelas que conseguiram uma colocação bem-sucedida no mercado de trabalho, em muitos casos, tendem a apagar as desigualdades de gênero e ressaltar toda a ideologia meritocrática, ainda que elas relatem sofrer, das mais variadas maneiras, “violência simbólica”, que é aquela forma de violência “suave”, que não é percebida enquanto tal pelas suas próprias vítimas.

Já com as mulheres de classe baixa, as violências manifestas, abertas, efetivas são mais evidentes e expostas. Com isso, não estou dizendo que as mulheres das classes média e alta não sofram violências físicas, abusos e explorações, mas que esse tipo de violência, nesse estrato social, não tem a mesma visibilidade que para a classe baixa. Ainda que o “inconsciente androcêntrico” esteja presente nas relações e práticas sociais e institucionais de homens e mulheres em geral, de forma transclassista, creio que na classe baixa o sexismo e o machismo sejam encontrados de maneira mais caricata, mais bruta do que nas classes média e alta.

Como se perpetuam, nas diferentes classes, os papéis sociais atribuídos a homens e mulheres?

Patrícia: A velha e tradicional divisão sexual do trabalho, na qual os homens são exclusivamente responsáveis pelo ganha-pão e as mulheres pelo trabalho doméstico e cuidado com os filhos não condiz mais com a realidade vivida por homens e mulheres no Brasil. No entanto, esse “inconsciente androcêntrico” presente em nosso imaginário social, que coloca as mulheres como depositárias do afeto e do sentimento e os homens da razão, é atualizado constantemente em nossas práticas e relações sociais e institucionais. Recordo-me de uma propaganda veiculada em canais de TV aberta há alguns anos, na qual uma garotinha, falando com seu pai ao celular, tenta, apesar da distância entre eles, matar a saudade aproximando o celular de todas as coisas que reproduzem o barulho da casa (o tic-tac do relógio, a gravação do ursinho de pelúcia etc.). A mensagem da propaganda era: “Fique mais perto de seu pai, pois, como se sabe, o pai está sempre longe”.

A representação simbólica que está posta nessa propaganda reproduz a ideia de que pai longe é coisa natural e esperada. O mesmo pode ser percebido quando voltamos o nosso olhar para as brincadeiras de crianças. Certa vez, observando a interação entre meninos e meninas numa festa infantil, na qual as crianças se entretinham jogando videogame, pude notar uma divisão clara entre os papéis assumidos pelas crianças. Enquanto os meninos jogavam, as meninas, além de ficar olhando os meninos competirem, contentavam-se em servi-los com refrigerantes. Quando eu lhes perguntei por que as meninas não participavam da brincadeira, eles me responderam que eram elas que desejavam espontaneamente assumir esse papel. Surpreendeu-me constatar que, a despeito da tenra idade e das transformações vividas pela geração dos pais dessas crianças, elas ainda reproduzem em suas brincadeiras o imaginário androcêntrico e sexista denunciado há 60 anos por Simone Beauvoir.

No texto “A dor e o estigma da puta pobre” a senhora aponta que é comum na história de vida das mulheres entrevistadas um tipo de socialização disruptiva, marcado, entre outras coisas, pela ausência paterna (e agravada com situações de abuso sexual). Há um número crescente de famílias sem pais, que impacto isso pode ter na formação das meninas e dos meninos?

Patrícia: Quando eu ressaltei a ausência paterna e a questão do abuso sexual como marcas desse tipo de socialização disruptivo [com rupturas], procurei demonstrar como a socialização familiar das prostitutas entrevistadas não lhes havia dado, quando crianças, a sensação de se “saber amada e protegida” e, mais ainda, não lhes possibilitou o aprendizado pré-reflexivo, a partir dos exemplos dos pais, de uma “economia emocional”. Não se pode, no entanto, essencializar a figura paterna sob o risco de se reproduzir os papéis sociais tipicamente masculino e feminino e ratificar, pura e simplesmente, a velha “ordem natural dos sexos”. Nesse sentido, as novas configurações de família – chefiadas unicamente por mulheres, por casais homossexuais etc., ou aquelas nas quais as mulheres é que exercem o papel de domínio – podem ser bem-vindas e propiciar o questionamento dos esquemas de percepção, de avaliação e de comportamento androcêntrico, sexista e machista.

Há magistrados que consideram a Lei Maria da Penha inconstitucional e em algumas delegacias evita-se fazer o registro de violência como agressão do cônjuge. Como a senhora vê a relutância de alguns juízes e delegados em aplicar a lei?

Patrícia: Uma das formas mais eficazes de manutenção da dominação social injusta, como bem denunciaram todos os movimentos de minorias, com destaque para o movimento feminista, é quando os dominantes recorrem ao universalismo, à igualdade de direito para reproduzir e legitimar a desigualdade de fato. É com base nesse universalismo – no texto constitucional que diz que todos são iguais perante à lei – que juízes questionam a constitucionalidade da Lei Maria da Penha, por ela garantir um tratamento especial e diferenciado às mulheres vítimas de violências físicas e todo tipo de abuso.

No artigo “A mulher moderna numa sociedade desigual”, a senhora assinala que “as mulheres não parecem ter descoberto uma forma expressiva de vivenciar sua condição (…) mas, sim, parecem ter tomado o modelo masculino como modelo a ser seguido”. É correto dizer que o que é atribuído ao universo masculino ainda é mais valorizado socialmente?

Patrícia: Não há dúvida de que a essencialização dos gêneros, que está por trás da divisão social dos papéis feminino e masculino, é baseada num sistema de classificação/desclassificação social que coloca as características tidas como tipicamente masculinas como a supremacia da razão sobre os sentimentos e as emoções, tidas como tipicamente femininas, como sendo socialmente mais valorizadas. É bem verdade que a entrada das mulheres no mercado de trabalho competitivo, a possibilidade de as mulheres ocuparem cargos de poder e prestígio social, ainda que se possa perceber nitidamente a permanência da desigualdade entre os gêneros quando analisamos a colocação das mulheres no mercado de trabalho, abre o campo para uma luta simbólica a favor das mulheres que pode permitir a desconstrução da essencialização dos gêneros. No entanto, como toda a estrutura do capitalismo está baseada na ideologia meritocrática e no consequente apagamento das relações assimétricas entre os gêneros, o grande desafio das mulheres é descobrir uma forma expressiva de vivenciar sua condição não tomando o modelo masculino como modelo a ser seguido.

O Brasil que, agora, tem uma presidenta é um país menos machista? É possível assinalar alguma mudança em pouco mais de 60 dias de poder?

Patrícia: Essa é a questão mais espinhosa para ser respondida. O risco de toda análise conjuntural é sempre incorrer na simplificação da compreensão sobre o mundo social. O grande desafio da teoria crítica é mostrar a complexidade do mundo social e questionar todo tipo de pensamento, visão, ideologia que o conceba como algo dado, como inevitável e que sirva para perpetuar e legitimar a dominação social injusta. Uma das formas mais eficazes de perpetuação da dominação é ver mudança onde existe permanência e conservação. Sem dúvida, a eleição da presidenta aponta para o questionamento da “ordem natural dos sexos”, na qual o espaço público e as posições de poder são reservados aos homens. Há, portanto, uma mudança simbólica relevante na eleição de Dilma que não pode ser ignorada ao se vislumbrar “outros possíveis”, isto é, outras formas de ser e atuar no mundo para as mulheres. No entanto, o legado que o pensamento crítico nos deixa é a tarefa de sopesar a importância da eleição de uma mulher para o cargo de maior poder político. Não podemos correr o risco de ser excessivamente otimistas e deterministas ao afirmarmos que o Brasil é menos machista por ter eleito uma mulher para a Presidência da República, sem levar em conta a força da “violência simbólica”, que perpetua a dominação social injusta, ao ressaltar a mudança, valendo-se da generalização de histórias de vida singulares.



26 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Passolargo

13 de março de 2011 às 12h28

Tudo isso e' uma grande besteira e uma hipocrisia

A mulher e' muitas vezes mais machista que o homem. Vejo isso todos os dias. Fato que muitas, ao serem profissionalmente mais bem sucedidas que os maridos e namorados nao lhes dao tanto valor e deixam eles com frequencia para outros mais bem sucedidos ou mais ricos. Ja vi isso muitas e muitas vezes. Mulheres que dizem gostar mais querem alguem com " futuro" , " projetos" etc. Enquanto as mulheres forem machistas eu tambem serei. Respeito as mulheres, mas feminismo e direitos iguais e' uma grande mentira! A femea sempre ira procurar aquele que se destaca na selva. Prova disso sao as maria-chuteiras!

Responder

Andre

10 de março de 2011 às 18h56

As mulheres sempre foram exploradas e escravizadas pelos machos. Essa é uma verdade inexorável.

Logo na pré história começou a exploração da mulher. Eram tempos difíceis. Vivendo quase como animais, as comunidades "semi-humanas" eram constantemente atacadas pelas feras.

Os homens, tirando proveito de serem dominantes, arrumaram logo para si os lugares mais confortáveis e seguros da ordem social: ficavam dentro das tocas, os machistas pré-históricos fazendo comida para os bebês e cuidando da pelagem, enquanto as pobres mulheres, tadinhas, armadas tão-somente de pedaços de paus e pedras, saíam para enfrentar leões, ursos etc.

Quando surgiu a agricultura e a criação de animais para a subsistência, outra vez os malvados homens deram uma de sabidos, deixando por conta das mulheres as tarefas mais pesadas, como domesticas outras espécies , carregar pedras, arar a terra, enquanto eles, os "privilegiados", ficavam em casa pintando paredes e brincando de tecelagem. Repulsivos esses homens!

No tempo do feudalismo, sempre em guerra uns com os outros, os feudos logo arrumaram seus exércitos, formados completamente de mulheres, as sofredoras, enquanto os machos se abrigavam nos castelos e ali ficavam na brisa, entretendo-se com belas as palavras que as guerreiras, entre uma guerra e outra, faziam em louvor a seus encantos varonis.

Recentemente, quando o Estado criou o serviço obrigatório, as pobres mulheres formaram as extensas colunas militares, com pena de morte para as teimosas e reticentes, tudo para que os homens pudessem ficar em casa lendo as aventuras de "Madame de Lafayette".

Portanto, há centenas e centenas de anos as mulheres morrem nos campos de batalha, fazem serviço pesado, constroem edifícios, brigam com animais ferozes, vagam pelos desertos, mares e florestas, sacrificando tudo por nós, os "ociosos e privilegiados" homens e a estes não sobra nenhum desafio mais ousado que o de limpar as bundinhas de nossas crianças.

Em troca desse imenso sacrifício, nossas heróicas mulheres não têm exigido de nós quase nada, a nao ser o "direito" de falar alto em casa, de estragar umas toalhas com pontas de cigarros e, aqui e acolá, ou largar uma bermuda em local inapropriado para a gente recolher.

Homens: o ser mais malvado da história!

Responder

    Julio Arcoverde

    10 de março de 2011 às 20h41

    Simplesmente perfeito!

    Tudo bem que ninguém é a favor de maus tratos, mas a feministas colocam as coisas como se os homens fossem inimigos das mulheres, quando na verdade, sempre as protegeram ao longo da história!

Wildner Arcanjo

10 de março de 2011 às 11h38

Não sei o porque desta problemática toda? Estamos falando de duas espécies que competem pelo mesmo habtat ou será que estamos falando da mesma espécie? Pelo conteúdo, até parece que homens e mulheres vivem em pé de guerra por anos e anos a fio, como lobos e coiotes?
Ao meu entender o que existe é uma mudança de papel que pela evolução social não poderia ser negada e ,como toda mudança, os entes envolvidos são sempre resistentes. Mas não há como se negar que cada vez mais é importante o papel da Mulher na sociedade moderna. Mas, sem essa de superioridade feminina ou masculina (podem haver exageros, discriminações, mas isso é comum e nunca vai deixar de existir, seja por conta de um lado ou de outro). No final das contas, cada um vai ter que ter o seu papel definido dentro dessa nova ordem social.

Responder

Armando S Marangoni

10 de março de 2011 às 09h26

Valores tomados científicamente dão nisso. Em vez de tratar o assunto com suas nuances e abrangências e ramificações e reflexos, de forma inteira, fica nesse debate cirúrgico de quem não sabe o que está fazendo.
Uma perguntinha: a socióloga sente-se bem num vestido bem cortado, elegante, decotado e com saltos altos?.

Responder

waleria

10 de março de 2011 às 09h00

Meninos, todos os dias são seus… e internacionais!

Na Africa são seus os 365.
No mundo islâmico também.

No ocidente, dão um diazinho para as mulheres. Um dos seus 365 dias internacionais!

Será que é muito, quem sabe queiram só um meio dia para as mulheres?
Ou um dia meramente nacional, já que internacional é muito para elas?

Acalmem-se garotos…. pronto, já estamos de novo nos seus 364 dias, não precisam ficar apavorados!

Responder

Gerson Carneiro

09 de março de 2011 às 20h29

De lenhar é a explicação dada por um vereador do DEM para justificar o tapa que ele deu na cara de umA repórter. Eles, do DEM, batem em mulher, xingam idoso aposentado de "vagabundo", aos gritos e expulsam de posto de saúde… são uns gentlemen.

[youtube -dqjvN7aMnk http://www.youtube.com/watch?v=-dqjvN7aMnk youtube]

Responder

Marcelo de Matos

09 de março de 2011 às 17h07

A luta das mulheres contra a opressão e os tabus não é do tempo da Leila Diniz? Bons tempos! Quarenta e cinco anos atrás, quase meio século, eu tomava Cuba Libre (Coca, Rum Merino, gelo e limão) e ouvia discos do Nelson Gonçalves. Aquele filme da Leila "Todas as mulheres do mundo" eu assisti pelo menos dez vezes. Afinal, as mulheres já se liberaram ou não? Continuam ainda vítimas dos tabus?

Responder

SILOÉ

09 de março de 2011 às 15h31

A luta da mulher contra o machismo é de fato muito espinhosa, o lado maternal fala sempre mais alto.
Há uma tendência natural de vermos à todos como filhos. Por isso somos mais benevolentes.
Quem sabe não reside aí a nossa superioridade!!!

Responder

    Joana Porto

    10 de março de 2011 às 10h20

    Siloé, "o buraco é mais embaixo", como se diz. Essa submissão forçada da mulher é trabalho dioturno da igreja, durante milênios. A invenção da bíblia, de que a "Eva nasceu do Adão", foi o primeiro projeto de desqualificar a mulher no que ela tem de mais sublime: o poder da manutenção da espécie humana, de procriar. Os homens viram nisso um poder e, como esse eles não tinham como retirar da mulher, retiraram todos os direitos, reduziram-na a procriadora somente. submeteram-na em todos os sentidos. A igreja demonizou a mulher, como responsável por todos os males que os homens cometem. Ainda hoje ela se disfarça e continua com o mesmo propósito.

    Will

    10 de março de 2011 às 14h58

    Acho que a Joana acertou na mosca! Vale lembrar também que, segundo a Bíblia, foi a mulher que provou a fruta proibida no jardim do Éden. Logo, foi ela a responsável pelo pecado original. (Pois é, sou ateu, mas já li a bíblia).
    Sem contar as inúmeras passagens machistas contidas na Bíblia, das quais eu cito uma que resume bem o que a Joana e eu falamos:

    "Durante a instrução, a mulher deve ficar em silêncio, com toda a submissão.
    Eu não permito que a mulher ensine ou domine o homem. Portanto, que ela permaneça em silêncio.
    Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva.
    E não foi Adão que foi seduzido, mas a mulher que, seduzida, pecou."
    (I Timóteo 2:11-14)

    Fico imaginando por quanto tempo o ser humano vai continuar acreditando em contos de fadas e em um "papai noel do céu".

    Vou deixar um vídeozinho pra vcs se divertirem:
    [youtube suyA7f9dvKc http://www.youtube.com/watch?v=suyA7f9dvKc youtube]

    SILOÉ

    10 de março de 2011 às 23h05

    Também acho. Parabéns, vídeo exelente.

    Joana Porto

    10 de março de 2011 às 10h22

    Se não, vejamos: por que a igreja é contra direitos das mulheres? p q é contra o aborto? p q aprova os estupradores? p q aprova os pedófilos? para a igreja católica – e a maioria das igrejas evangélicas copiam seus preceitos maldosos – o que o homem faz é aprovado, especialmente se for contra a mulher. O machismo e todos os males decorrentes dele foram criados e são alimentados pela igreja católica e pela maioria das evangélicas.

    Joana Porto

    10 de março de 2011 às 10h22

    Então, cuidado ao votar nesses representantes de igrejas. Eles estão no congresso criando leis para demonizar e prejudicar a mulher. Querem derrubar a Lei Maria da Penha, querem tiirar a lei que permite o aborto nas duas situações em que é legal, e por aí vai.

waleria

09 de março de 2011 às 14h11

Proporção.

No ano um dia é da mulher.

Os outros 364 são dos homens.

Responder

    Gustavo Pamplona

    09 de março de 2011 às 18h16

    O mais interessante é que não temos um "Dia Intenacional dos Homens"… não é mesmo Waleria?

    Joana Porto

    10 de março de 2011 às 10h27

    Para que, Gustavo? para aumentar o machismo? e a violência contra a mulher?

    gatu

    11 de março de 2011 às 00h35

    19 de novembro

    Gustavo Pamplona

    11 de março de 2011 às 00h46

    Já sabia disto… conforme eu tinha dito acima, estava sacaneando com ela…

    Emilio Matos

    09 de março de 2011 às 18h36

    Ê exagero…

    Gerson Carneiro

    09 de março de 2011 às 18h55

    Waleria,

    Por não está escrito em nenhum lugar que os 364 dias restantes do ano são dos homens você tem a liberdade de dizer que tais dias são das mulheres. Digo mais: você pode escolher um desses 364, que seria o meu dia, para você. Não me fará falta. Aliás, se não fosse o viomundo, esse ano teria abdicado até da data do meu aniverário. Deixa até eu agradecer: Azenhão e Conceição, muito obrigado por ter me permitido fazer a festa aqui. Valeu!

    waleria

    09 de março de 2011 às 19h29

    Meninos

    Não é que eu fiz a brincadeira e a carapuça serviu direitinho?

    Hahahaha!

    Gerson Carneiro

    09 de março de 2011 às 20h30

    Na escola em que você foi ensinada,
    Jamais tirei um dez,
    Sou forte mais não chego aos seus pés.

    Mulher, mulher… mulher, mulher.

    Joana Porto

    10 de março de 2011 às 10h26

    Lindo Gerson… quantos séculos precisaremos para voltar aos tempos antes da igreja dominar com seu machismo, em que havia harmonia entre os gêneros? foi a bíblia, a igreja que promoveram o machismo e todos os males dele decorrentes. Sempre contra a mulher.

    Gerson Carneiro

    10 de março de 2011 às 11h36

    Incógnta Joana (não sei se é linda porque não tem foto),

    De verdade a questão do machismo surgiu lá no período neolítico quando o macho descobriu que era ele, com seu falo, que engravidava (provavelmnte não era esse o termo utilizado na época) a fêmea. Até então acreditava-se que a fêmea detinha a magia de gerar vidas. E era por isso considera uma deusa.

    Gustavo Pamplona

    09 de março de 2011 às 21h18

    Um "sacana" sempre reconhece outro "sacana"… por isto sacaneei também! ;-)


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!