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Diário da Resistência


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Os tempos, definitivamente, mudaram


18/04/2012 - 13h32

por Cristina Fernández Kirchner, na revista Time, sobre as 100 pessoas mais influentes do mundo

Certa vez vi uma fotografia de Dilma Rousseff com 22 anos de idade. Ela estava diante de um tribunal militar em 1969 entre juízes que escondiam os rostos com as mãos. Ela demonstrava confiança. Os papéis pareciam invertidos: era Dilma que estava indiciando não apenas os militares mas um establishment cúmplice pela injustiça da exclusão da maioria do poder durante o governo de duas décadas dos generais.

A mulher que conheci em 2003, quando ela se tornou ministra do governo do então presidente Luiz Inacio Lula da Silva, possui o mesmo compromisso da jovem da fotografia.

Ela e eu compartilhamos muitas experiências pessoais: a determinação que vem de nossa origem de imigrantes, ativismo e militância juvenil e os desafios enfrentados pelas mulheres quando tentam crescer num espaço dominado pelos homens. E concordamos que a desigualdade é o maior problema enfrentado por nossos países.

Historicamente, o que era “nacional” na América Latina ia contra os interesses de outras nações de nossa região. Hoje, com a liderança de Dilma Rousseff, vemos um Brasil convencido de que o interesse nacional está absolutamente ligado aos interesses de seus vizinhos.

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19 comentários

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Luiz Aldo

23 de abril de 2012 às 17h41

Eis um comentário mentecapto, néscio, sandeu, oligofrênico, enfim, de um leitor daquela revista cujo nome não cabe declinar, posto que aqui é um espaço de família!…

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Emilio Matos

19 de abril de 2012 às 12h47

"She exuded defiance" é bem mais forte que "Ela demonstrava confiança". Não está mais para "Ela irradiava desafio."? Tirou bastante da força do texto em inglês…

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Jorge

19 de abril de 2012 às 09h44

Eu tenho orgulho de ter a Dilma como presidenta. Eu votei e votarei novamente nela se for candidata!

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Cláudio Freire

19 de abril de 2012 às 09h26

Azenha, gostaria de comentar que o cenário macro-econômico que está sendo montado pelo governo federal está viabilizando desenvolvimento econômico com inflação controlada. O gerenciamento da economia brasileira está sendo muito bem feito pela Dilma e sua equipe, especialmente o Tombini.
Ontem, a Selic foi reduzida para 9%. Esta providência, somada à ação vitoriosa de enquadramento dos bancos privados na diminuição de seus “spreads” (que é a taxa de juros efetivamente sentida por quem toma empréstimos), vai permitir um ambiente propício ao desenvolvimento econômico. Por sua vez, o gerenciamento cuidadoso da taxa de câmbio (repare que o real está sendo desvalorizado com muita prudência frente ao dólar) vai permitir mais competitividade das indústrias nacionais nas exportações, sem recrudescimento da inflação.
Vale ressaltar a extrema competência com que o governo Dilma está gerenciando a economia brasileira.

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Arno Siebert

19 de abril de 2012 às 02h02

Eu Vejo a História.

Regime militar – nada era investigado – conclusão, todo mundo era santo.
Governo FHC – investigação era impedida – conclusão, os caras eram santinho.
Governo Lula – Investigação liberada – Conclusão, o governo é corrupto, “na opinião deles”.
Governo Dilma – Investigação Incentivada – Conclusão. Um governo que determinará o fim da política de carreira. O PSDB aventou que Dilma não tinha carreira na política, (um milhão a zero para a Dilma, ela não tem rabo preso).
O Brasil deve deve dar graças a Deus, os políticos de carreira estão na contra mão.

E agora com o aval dos "eua"

acho que charles De Gaulle, vai recolher as palavras.

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Porco Rosso

18 de abril de 2012 às 22h45

Quem dera a Dilma tivesse mantido a coragem de sua juventude.

Hoje em dia, sendo Presidenta, tendo maioria no Congresso e aprovação recorde da população, ela abaixa a cabeça pra um punhado de deputados evangélicos.

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pperez

18 de abril de 2012 às 21h08

A Tucanalhada está triste com a divulgação da nota da Cristina Kirchner na Time?
Vem aí as 100 piores personalidades do mundo patrocinada pelo Nerw York Post do Murdoch.
Garanto que eles vão ultrapassar muito os tres que emplacamos nos 100 maiores!

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Gustavo Pamplona

18 de abril de 2012 às 15h26

Legal… mas será que a Cristina ousaria um dia tomar a Petrobrás da Dilma? E aí PTralhada? hahahhahaha

—-
Desde Jun/2007 ousando no "Vi o Mundo"! ;-)

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    augusto2

    18 de abril de 2012 às 16h35

    Pergunte a um aluno primeiranista de Relaçoes Internacionais. O mais tonto da classe te explica teu ligeiro equivoco gustavo.

    Pedro

    18 de abril de 2012 às 16h40

    primeiro, a Petrobrás não é da Dilma, mas sim do povo brasileiro. Segundo, informe-se dos motivos que levaram o governo argentino a expropriar a YPF. Terceiro, a Petrobrás vai muito bem na Argentina, mas você não sabe disso porque tem preguiça de estudar.

angelo

18 de abril de 2012 às 15h20

Mudaram. Pinheirinho e segue relação que o digam.

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Willian

18 de abril de 2012 às 15h00

Nada alegra mais a esquerda brasileira do que elogio vindo do primeiro mundo. Lembro aqui de quando Obama disse que Lula era o "cara" com que satisfação a blogosfera comemorou, lágrimas foram derramadas, gritos de alegria foram dados. Da mesma forma, quando Lula numa foto oficial se sentou ao lado da Rainha da Inglaterra, relando a coxa dele na dela, o fato foi comemorado como uma consideração da soberana dirigida diretamente à figura de Lula por sua história de vida. Nos dois casos, choveu comentário nos blogs. Agora, uma revista do PiG estadunidense (estadunidense aqui poderia estar substituído por SATANÁS, pois não?) coloca nossa presidente entre as 100 pessoas mais influentes e, novamente, a aprovação do primeiro mundo é destaque. Neste momento, lembro de Nelson Rodrigues (á direita) e Henfil (á esquerda).

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    J Fernando

    18 de abril de 2012 às 16h04

    Morda-se de inveja, Willian.
    No seu texto quase dá para sentir a sua dor… (coitadinho…)
    A foto de FHC (subordinado) junto ao Bill Clayton vc conhece, não é mesmo?

    Willian

    18 de abril de 2012 às 18h59

    Pô, até o Messi entrou…rs

    @ocachete

    18 de abril de 2012 às 16h32

    William, nós não buscamos a aprovação do "Primeiro Mundo". Apenas gostamos de rir e ironizar com a mudança de discurso deles! Sobretudo com o exercício que fazem para escamotear que as coisas na América Latina mudaram graças à esquerda! Só isso!

    Paulo

    18 de abril de 2012 às 18h20

    Nada, não é que a gente se alegra pelos elogios dos EUA. É que a gente se diverte só de pensar no quanto a direita (essa sim, louca por tudo que vem dos americanos) fica transtornada ao ver a "esquerdalha" brasileira sendo paparicada pelos ianques. Deve dar uma dor de cor* insuportável. "Deve", não. A gente vê pelas reações que realmente a dor é lancinante.

    Alenciar Ferreira

    23 de abril de 2012 às 08h07

    Sabe Willian: O que nos dá alegria é saber que tem alguém que está disposta a sofrer conosoco, povo brasileiro. Imagine um a alta autoridade brasileira chegando nos EUA e ter de tirar os sapatos pra entrar. Isto quer dizer o que? "Capacho", dos Yankes. Hoje, o Governo brasileiro é respeitado. Ao passo que o Governo do farol só andava coma calças arriadas para eles e pior de quatro. Foi ou nãofoi assim?!

Aline C Pavia

18 de abril de 2012 às 14h40

Olho para as duas fotos – a da menina de 22 no tribunal militar, e a da jovem senhora de 62, num delicado croqui azul – e me emociono profundamente. Que orgulho ter essa mulher como presidenta. Que honra ter votado nela, duas vezes. Aí me recordo daquele pronunciamento sobre mentir sob tortura, calando a boca do robô Agripino, e penso: é mocinha, é senhora, mas é também mulher, cidadã, pessoa, ser humano.
E pensar que alguns ainda prefeririam o privatalha vendilhão entreguista, a pantomima fraudulenta, o amontoado de nada com coisa nenhuma José Serra. Vai entender.

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    Mário SF Alves

    21 de abril de 2012 às 23h23

    É… Aline,
    Depois de séculos de condicionamento mental (lavagem cerebral) na manutenção da ordem Casa Grande e Senzala e a gente iria poder esperar o que?


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