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O que fazer diante da violência no Rio


25/11/2010 - 16h15

Especialistas em SP lembram ataques criminosos realizados na cidade

sugerido pelo Stanley Burburinho, a partir do Bom Dia Brasil, da Globo

Agir com rigor e sufocar a ação dos criminosos no Rio de Janeiro – esta é a opinião de alguns especialistas em segurança de São Paulo.

Eles propõem medidas de combate à violência.

Há quatro anos, bandidos de uma facção criminosa de São Paulo promoveram ações semelhantes às de agora no Rio. Foi uma ação terrorista – em muitos casos, bastante parecida com o que está acontecendo no Rio de Janeiro. Nesses ataques, há quatro anos, mais de 80 pessoas morreram. Essa onda de violência só parou depois que integrantes de uma facção criminosa foram presos e completamente isolados.

Ônibus incendiados, bases da Polícia Militar e dos Bombeiros atacadas, pânico e medo nas ruas. Quatro anos separam as imagens, feitas em São Paulo, das que estão sendo feitas agora no Rio de Janeiro. Em São
Paulo, a ação partiu de uma facção criminosa que agia dentro dos presídios paulistas.

Os ataques aconteceram em maio, agosto e setembro de 2006. A maior parte foi entre os dias 12 e 19 de maio. Morreram 87 pessoas, sendo 43 agentes de segurança, cinco civis e 39 criminosos. Ao todo, 82 ônibus foram queimados.

O estopim foi o rigor das medidas impostas aos presos transferidos para uma penitenciária do interior do estado. Os ataques só acabaram depois que autoridades do governo paulista e uma advogada se reuniram com o suposto mandante das ações criminosas, o Marcola. O governo sempre negou que tenha havido acordo.

Agir com rigor e sufocar a ação dos criminosos no Rio de Janeiro – esta é a opinião de alguns especialistas em segurança de São Paulo.

Eles propõem medidas de combate à violência. Não dar trégua ao crime enunca negociar.

“Esses criminosos não são muito técnicos. Eles usam um expediente que parece teoria do terrorismo. Ou seja, indivíduos isolados escolhem alvos isolados. Esses grupamentos criminosos mostram que eles são
muito sensíveis quando o estado também seleciona seus alvos e busca caçá-los de uma forma obsessiva. Nós temos mandados de prisão, por exemplo, que devem ser cumpridos. Equipes devem ser designadas parabuscar esses criminosos onde estiverem no momento que for, numa semana ou em dez meses”, avalia José Vicente da Silva Filho, especialista em segurança pública.

“O calcanhar de Aquiles que a gente está vendo no Rio de Janeiro continua sendo o sistema penitenciário e as políticas penitenciais.

Vale dizer que existem pombos-correios, existem celulares, não existe um isolamento entre o líder da organização criminosa e suas bases”, acrescenta Walter Maierovitch, especialista internacional em
criminalidade.

Ocupar territórios que antes eram dominados pelo tráfico e isolar as lideranças presas são medidas essenciais. Além disso, o estado deve atacar as finanças do tráfico, alerta o especialista internacional em
criminalidade.

“Desfalcar, tornar ele pobre, sem possibilidade de corromper, sem possibilidade de comprar armas. Se a gente verificar no cenário internacional, a Itália em dez anos conseguiu apreender € 3 bilhões do
patrimônio do crime organizado. É muita coisa. Esvaziando evidentemente esse poder econômico do crime organizado já é um grande passo até pra evitar corrupção”, diz Maierovitch.

Especialistas em analisar e combater a criminalidade destacaram outro ponto importante: é preciso acelerar a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), porque os criminosos que vão sendo
expulsos se concentram nos locais que ainda não foram ocupados pelo estado.



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153 comentários

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Helenice Oliveira

27 de novembro de 2010 às 10h54

Concordo com tudo que já foi dito, mas estou muito preocupada, pois aqui em São Paulo está havendo muito roubos em Bancos , Joalherias est, vai saber se o Crime Organizado de SP., não está dando apoio
para o Rio. Para mim está tudo interligado, é uma Organização, inclusive nos modus operandi. A Cracolândia de S.P. está crescendo cada vez mais, se não ouver um basta talvez possamos ficar igual ou
pior que o Rio e ficará muito mais dificil de conseguir um controle.

Responder

Margarida

26 de novembro de 2010 às 19h46

Esse pessoal que vive dizendo que o buraco é mais em baixo nesta problemática catastrófica do Rio, São Paulo e outras grandes cidades. Eu vos digo, chega de direitos humanos para bandido, não importa se o bandido é o pobre da favela ou vive no congre – sso, o que importa é que exterminar esta espécie, é o melhor para a população que não é bandida. Pagamos impostos e o q acontece, crianças, velhos e adultos morrendo com balas perdidas e nao perdidas.
Direitos Humanos no Brasil é palhaçada. E todo mundo sabe disto.
Morte a todos os bandidos do Rio e de todo o Brasil, rezo para q a policia mate muito.

Responder

Luci

26 de novembro de 2010 às 18h17

Atacar as finanças do tráfico significa responsabilizar instituição financeira que recebe depósitos do dinheiro do tráfico? E as fronteiras? E os grandes traficantes que moram em palacetes?

Responder

    Jose Fonseca

    26 de novembro de 2010 às 19h54

    e a porcaria dos consumidores que continuam intocaveis?

Magda Mª Magalhães

26 de novembro de 2010 às 18h09

Todas as ações sugeridas e comentadas antes, feitas dentro da lei, têm o meu apoio. – Limpar, capacitar e valorizar as policias. – Acabar com o uso privado de armas. Para quê servem além de matar? – Respeito à Constituição e isto inclui julgamento dentro da lei e punição idem. – Oportunidades a todos com moradia, estudo público, gratuito e de qualidade. Saúde, saneamento básico e lazer para todos. – Mudança nas penitenciárias, que todos possam realmente pagar pelos crimes que cometeram.
Trinta e nove criminosos foram mortos em São Paulo? Duvido! Cadê os inquéritos e o julgamento justo? A sociedade não pode fechar os olhos para o assassinato de pessoas pelas polícias. Um dia será você.

Responder

Ane

26 de novembro de 2010 às 17h47

Ainda não li o texto nem os comentários, mas aproveito para indicar outro excelente texto sobre o tema: http://luizeduardosoares.blogspot.com/2010/11/cri

Responder

MirabeauBLeal

26 de novembro de 2010 às 16h06

.
Somente uma política habitacional de massas,

com planejamento urbano

e implementação de serviços públicos básicos

na infraestrutura das cidades brasileiras,

para evitar a ocupação desordenada

e o superpovoamento dos espaços urbanos,

e seus desastrosos efeitos

e trágicas consequências,

como aconteceu, ao longo do tempo,

na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo.
.

Responder

Taciana

26 de novembro de 2010 às 15h41

A minha preocupação vai para os conterrâneos nordestinos e para as autoridades que nos lêem.
É preciso barreiras nos nossos Estados para não permitir que esses elementos em fuga cheguem até aqui.
É preciso lembrar que dentre eles há imigrantes oriundos dos nossos Estados e é natural – e isso já vem acontecendo – que busquem refúgio nas suas comunidades e que trazendo os outros, formem quadrilhas novas e cheias de "garra".
É preciso reforçar as nossas polícias e os nossos serviços de inteligência, também. E a prevenção, nem se fala.

Quanto ao Rio, vai faltar droga para tanta gente que estava acostumada com a facilidade de antes. Logo, o preço vai subir e o risco também. Acho que as autoridades já deviam ter organizado serviços de atendimento psicológico de emergência para essas pessoas, inclusive com a possibilidade de encaminhamento para tratamento de dependência química. Há os CAPES, serviços que já funcionam em todo território nacional que deveriam ser reforçados para a emergência, em plantão, mesmo. Se algo assim não for feito, a violência – principalmente a doméstica – vai aumentar e muito.

Responder

JUCANAPOLEAO

26 de novembro de 2010 às 14h54

NO SÉCULO IMPERIAL, UM RICO FAZENDEIRO ( NO RIO DE JENEIRO) FOI VISITADO PELO IMPERADOR DO BRASIL. O RICO FAZENDEIRO NÃO OBTEVE O PEDÃO IMPERIAL APÓS SER CONDENADO À MORTE. MAIS TARDE DESCOBRIU-SE QUE O RICO FAZENDEIRO ERA INOCENTE! PORTANTO, O IMPERADOR DESTITUIU A PENA DE MORTE NO PAÍS pergundo: fernandinha "beiramar", marcola, elias m,alúco, são inocentes????!!!!!

Responder

Henri

26 de novembro de 2010 às 14h39

Esse pessoal é mesmo muito inteligente… achar que UPP vai acabar com a violência. O Rio tem quase mil favelas, será que o Estado tem dinheiro para implantar mais 989 UPPs? Sinceramente. Entra ano, sai ano, vem esses casos extremos, vem o sensacionalismo da mídia e a conversa é sempre a mesma: vamos enxugar, vamos dar tiros, vamos colocar pena de morte… quanto vão perceber que o problema é muito maior? Quem deixa criança crescer na frente de boca de fumo, numa sociedade que lhe diz que é preciso ter um tênis de marca e um carro importado pra ser gente, quer o que como resultado? Quem planta abandono e miséria quer o que como resultado?

Responder

    José Ruiz

    26 de novembro de 2010 às 15h08

    Isso é discurso de "terra arrasada"… se tiver que implantar 989 UPP's o estado deve fazer isso sim, porque não? É preciso entender que a UPP é um "braço do estado", que tem a obrigação de estar presente em todo o território da cidade do Rio de Janeiro… não há excessão… e mais: a UPP é apenas o 1º passo para uma série de outras ações, tais como educação, lazer, cultura, saneamento, etc., etc… "Oh, meu Deus, mas vai fazer isso em toda a cidade?" Sim, óbvio…

    Emilio Matos

    29 de novembro de 2010 às 22h27

    Lendo com um pouco de boa vontade o que ele escreveu, talvez ele possa ter querido dizer que o que vai acabar com a violência são investimentos em educação, lazer, cultura, saneamento que você cita, não investimentos em polícia pura e simplesmente. Aí eu concordaria plenamente. Mas precisa mesmo boa vontade…

Otávio Augusto

26 de novembro de 2010 às 13h36

Não posso aqui fazer um grande comentário muito extenso a cerca da violência no Rio. Mas deixo um link pra uma reflexão muito interessante… vale apena: http://espacobanal.blogspot.com/2010/11/violencia

Responder

Gisele Oliveira

26 de novembro de 2010 às 13h09

Uma perguntinha: por que as forças de ocupação não metralharam aquele bando de traficantes fugindo da Vila Cruzeiro? Ah já sei, a ONU, a Anistia Internacional, o Departamento de Estado Americano, iam condenar severamente o Brasil! Tá, mas isso não é uma guerra? Será que querem vencer essa guerra deixando o inimigo vivo? Numa guerra quem não mata é morto.
Chega de ficar com essa visão paternalista e demagógica desses marginais. Sergio Cabral e Eduardo Paes, precisam falar menos, propagandear menos e trabalhar mais.O Rio, como todo o Brasil precisam de uma política de TOLERÂCIA ZERO para combater pequenos delitos, que sem coerção, de quem os pratica hoje, amanhã estarão praticando delitos maiores. As autoridades do Rio, são completamente omissas, só agem ou tentam agir quando a porta já está arrombada.

Responder

Fernando

26 de novembro de 2010 às 12h06

Sérgio Cabral foi beatificado na edição especial de hoje de O Globo.

E os chefes da PM, do Bope e da Marinha estão na bancada da TV Globo do Rio.

Isso nos diz muita coisa.

Responder

andrecsantos

26 de novembro de 2010 às 11h25

Temos que apoiar as a~çoes do governo… http://fanfraria.wordpress.com/2010/11/26/plantao

Responder

José Manoel

26 de novembro de 2010 às 10h46

Azenha: não adianta ser bonzinho com bandido!!!! É "ferro na boneca", mesmo!!!!!!

Responder

Carlos

26 de novembro de 2010 às 10h04

As ações policiais no Rio creio estarem corretas sim, mas, pra haver uma mudança radical em termos de tráfico de drogas e armas no Brasil as estratégias tem que mudar também radicalmente. Começando pelo combate à corrupção; isto é a prioridade número um.
Depois, investimento pesado em inteligência e tecnologia.
Criação de um sistema nacional unificado de combate ao crime organizado, onde estariam incluidos a PF, BC, RF, ABIN e Forças Armadas, todos sob o comando da Presidência.
O Brasil é muito grande, então não temos que tentar controlar nossas fronteiras – é impossível. É muito mais fácil controlar as entradas das metrópolis, não acham?
E, volto a insistir, sem combater a corrupção (aí teria que ter a tão sonhada reforma do Judiciário), tudo serão medidas pontuais apenas, com eficácia momentânea.
As cenas que vimos dos bandidos correrem são ilusões….outros virão.

Responder

Marcelo de Matos

26 de novembro de 2010 às 09h33

Cinco civis mortos em 2006… Os cidadãos anônimos não passam de uma estatística, mas, entre esses cinco (se não foram mais) estava um conhecido meu, trabalhador, que esperava a namorada em um ponto de ônibus. De quem é a culpa desses confrontos? O Dr. Fanganiello diz: “O calcanhar de Aquiles que a gente está vendo no Rio de Janeiro continua sendo o sistema penitenciário e as políticas penitenciais. Vale dizer que existem pombos-correios, existem celulares, não existe um isolamento entre o líder da organização criminosa e suas bases”. Por que não há isolamento dos líderes? Porque a Constituição garante a “ampla defesa”: o advogado pode conversar privadamente com o traficante, sem gravação ou filmagem. A OAB, defendendo intransigentemente esse princípio, torna-se responsável pela manutenção desse status quo penitenciário. A instituição tem por lema: para a corporação tudo, para o país… O importante para comunidade jurídica é manter tudo como está – os mortos tornam-se uma mera estatística. Todos culpam o governo pelo caos penitenciário, mas, há outros culpados.

Responder

Mário

26 de novembro de 2010 às 09h15

Acelerar as UPPs é a solução? E depois que a cidade do Rio estiver totalmente ocupada pela políicia pacificadora, pra onde vão os traficantes? Espaço vazio é o que não falta. Será que as UPPs vão estar em todos eles? Apesar de reconhecer a boa vontade dos governos federal e estadual na implementação dessas unidades, não dá para acreditar que o caminho seja mesmo esse. É preciso descriminalizar o consumo e a venda de drogas, por mais que tal medida possa parecer absurda aos olhos da moral da classe média. Ou então, que se espalhe as UPPs por toda periferia, e talvez assim os traficantes migrem para os bairros centrais. Quando os filhos dos burgueses passarem a serem alvo também das balas perdidas da polícia e do tráfico, talvez o temor de que ele se vicie ou morra de overdose na mão de algum traficante não será o mais importante. Pena que, até lá, muitas vidas ainda serão sacrificadas.

Responder

Marco Ferreira

26 de novembro de 2010 às 08h46

Em São Paulo, estamos caminhando ( ou talvez aqui já esteja pior) para o mesmo cenário, o PCC manda e desmanda nos presídios paulistas, as vans de lotação tem que pagar para circular na cidade, li há algum tempo atrás que o PCC orienta seus membros a não matar, para não influenciar a taxa de homicídios, por outro lado vimos o Serra alardeando na campanha que a taxa de homicídios caiu em SP. Os presídios paulistas transformaram-se em escritórios do crime organizado, financiados pelo dinheiro público, um perfeito "acordo de cavalheiros". No Rio tá claro e cristalino que o Cabral quer deixar a cidade do Rio "organizada", limpa e sem criminalidade pro conta da Copa e das Olimpíadas, expulsam os traficantes da Vila Cruzeiro, mas não os prendem, vão saturar a região forçando o crime organizado a se disseminar pelo interior do Rio.

Responder

Sergio José Dias

26 de novembro de 2010 às 08h38

Azenha, notícia feliz, vinda da Comunidade de Manguinhos no Rio de Janeiro. http://pelenegra.blogspot.com/2010/11/pac-em-mang

Responder

eduardo schenberg

26 de novembro de 2010 às 07h56

comecemos descriminalizando a maconha, e depois todas as drogas, como fez Portugal: http://www.youtube.com/watch?v=untrMQCbNRI

chega de hipocrisia. Nem mesmo a droga mais demenciante que se possa sintetizar causaria danos tao terriveis e generalizados para toda a sociedade como os tiroteios e bombas da atual guerra causada pela proibição. No méxico já morreu mais gente de tiroteio anti-drogas do que das próprias drogas.

Faz sentido uma solução prum problema causar um problema maior ainda??

Violência gera violência. Quanto mais repressão pior fica. Até o FHC já se deu conta do erro da atual política http://www.drogasedemocracia.org/ http://www.adeclaracaodeviena.com/

Responder

    Marcos C. Campos

    26 de novembro de 2010 às 10h46

    é .. e tripliquem o investimento em hospitais públicos para tratamento de viciados ….

    Não é tão simples assim … Estas substâncias viciam , causam dependência quimica e psicologica.
    Tem muita gente que não tem tolerância metabolica nenhuma ao THC por exemplo.

    Emilio Matos

    26 de novembro de 2010 às 12h31

    E deixe que o povo miserável da favela se exploda? É isso? O problema é miséria, a favelização, não o tráfico de drogas. Você trafica drogas? Por que não? Por que será que tem gente que trafica? Qual a diferença deles para você?

    José Ruiz

    26 de novembro de 2010 às 15h13

    Já comentei algo neste sentido: você tem toda a razão, Eduardo, mas levará muito tempo ainda para que o cidadão comum compreenda essa lógica… mas não custa nada ressaltar: a criminalização das drogas é uma necessidade da indústria da segurança, que movimenta zilhões de dólares em todo o planeta.

    Heitor Rodrigues

    26 de novembro de 2010 às 18h33

    Pena que tão brilhante idéia só ocorreu ao FHC após o fim de seu mandarinato. Pimenta na boca dos outros é refresco!

alexis

26 de novembro de 2010 às 07h09

È triste!
Centenas de meninos armados nas favelas, 70% da população carceraria, etc. para poder fornecer a droga aos consumidores de classe média (até autoridades públicas).
Existe algo de cinismo nisso, não é?
Não falo do Rio, mas, noutro estado, se o governador cheira com que moral persegue aos seus fornecedores?

Responder

lucia

26 de novembro de 2010 às 06h51

Sem dúvida, o Estado tem que recuperar o controle em todo o território nacional. Estado fazendo acordo com organizações criminosas é impensáve
lÉ necessário resgatar-se as populações das comunidades que vivem sob o domínio das organizações criminosas. No entanto além desta atividade repressora é preciso levar os serviços públicos , educação, saúde etc a estas comunidades.Ou seja, o Estado deve manter-se permanentemente nas comunidades.
Além de regular de forma efetiva as unidades prisionais e acabar com a possibilidade de controle das atividades criminosas de dentro dos presídios, o uso do sistema de informações e investigação para identificar os chefões do tráfico( que não vivem em favelas), e a detecção e confisco do dinheiro, detectando as lavanderias de dinheiro e braços legais destas organizações criminosas, além do combate efetivo ao tráfico ilegal de armas.Não esquecendo do combate ao consumo de drogas, com trabalhos preventivos e o tratamento dos dependentes.
É uma guerra de grandes proporções que deve envolver as polícias , o sistema judiciário, o controle das fronteiras, o sistema de sáude e educação.
A sociedade precisa encarar de frente a questão das drogas e parar de jogar a questão para baixo do tapete. O consumo de drogas faz parte da equação.

Responder

Wanderson Brum

26 de novembro de 2010 às 05h46

O estado social e o estado policial são categorias teorica e pragmaticamente excludentes, não há como introduzir o primeiro, atendendo-se os principios democraticos, usando o segundo para viabiliza-lo mesmo porque este é um atalho perigoso que já nos trouxe a banalização e até a glorificação da violêcia policial – vide o Tropa de Elite 1, que aliás foi desmontado pelo 2, antes mesmo pelo livro A Elite da Tropa com o qual ultimo possui mais afinidade já o demostrava.

O tráfico de drogas é um grande negocio, não só para os traficantes comuns, aliás sou capaz de afirmar que estes ficam com o pior do serviço e com a menor parte do lucro, há uma imensidão de interesses obscuros por trás dele. E como o tráfico é negócio e esta adistrito a lógica do capital mesmo que se invandam todas as comunidades do Rio este vai se reorganizar e continuar operando sobre bases mais "seguras" para driblar a policia.

As tais facções do crime organizado que hoje existem surgiram originalmente como forma de auto-defesa contra os excessos punitivos do estado, ou dos detentores do poder, assim foi com a mafia italiana, as gangs americanas, o proprio cangaço atualmente o CV e o PCC, com aumento da repressão violenta esses grupos vão se reorganizar, se sofisticar e continuar a operar um bom exemplo disso é mafia italiana que até elegeu o atual Presidente.

A questão da criminalidade no Rio e no Brasil é mais social do que policial promover a guerra ao tráfico da forma que esta se fazendo pode acabar nos levando a uma Tihuanização das coisas.

Responder

    José Ruiz

    26 de novembro de 2010 às 09h18

    Estado social e o estado policial precisam caminhar de mãos dadas por duas razões básicas: a primeira é que estamos muito longe de resolver o problema apenas com política social: são séculos de exclusão social que não serão resolvidos de uma hora para a outra. Exemplo mais básico possível: levar água encanada e esgoto para 100% da população, um direito básico que o estado brasileiro ainda levará décadas, talvez séculos, para cumprir. A segunda razão é que o nosso sistema político não permite uma atuação puramente social do estado. Nossa sociedade é conservadora e se não houver um equilíbrio entre as ações, o político não se reelege, e vai tudo por água abaixo. É preciso separar teoria da prática: acho que no contexto atual, estão fazendo o possível. Ocupar favelas com UPP's é ótima idéia, temos que persistir. Se dependesse só da teoria, bastava liberar totalmente as drogas e instantaneamente liquidar o tráfico…

Wanderson Brum

26 de novembro de 2010 às 05h17

Sei lá parece meio delirante, vejo o discurso maniqueista e rudutivista do Direito Penal do inimigo, das campanhas de Lei e ordem, oriundo do que há de mais podre na direita internacional promotora do Estado Policial, permeando os comentários de pessoas que se dizem "progressistas" ou coisa parecida.

Em relação aos acontecimentos de Maio de 2006 em SP, há uma destorção absurda do que realmente aconteceu, aliada a subnotificação dos números de mortos – em sua maioria pela policia paulista que promoveu uma das maiores ações de exterminio da história recente do nosso país e a midia nativa em quase sua totalidade tem encoberto o que aconteceu com uma conivência pornografica com os crimes contra a humanidade praticados pelo estado em nome de sabe se lá o que! A respeito disso tem material farto na pagina do Tribunal Popular – iniciativa popular invisibilizada pela midia – e também no Brasil de fato, vou deixar 2, links para quem se interessar, mas ninguem obrigado a se ater a eles:
http://www.tribunalpopular.org/?q=node/356
http://maesdemaio.blogspot.com/

O segundo é das Mães de Maio, um grupo de mães, irmãs e esposas de jovens paulistas que foram executados executados pela policia e pelos grupos de exterminio tolerados e mantidos por ela em Maio de 2006, a extimativa é que ocorreram mais de 400 execuções e mais duas centeenas de desaparecidos.

Continuo o cometário…

Responder

mac

26 de novembro de 2010 às 05h01

Bolsonaro é membro da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara. Ele manteve sua posição em entrevista à Folha –ouça abaixo.

"O pai tem o direito de dar umas palmadas no filho dele. Se o garoto anda com maconheiro, ele vai acabar cheirando, e se anda com gay, vai virar boiola com toda certeza. Nesse momento, umas palmadas nele coloca o garoto no rumo certo", disse por telefone.

me chamam de ladrão,de bicha ,maconheiro… viva o Rio de Janeiro

Responder

Thiago Machado

26 de novembro de 2010 às 03h02

Tenho um posicionamento crítico a tudo isso que está aí. A violência é produzida nos gabinetes do parlamento. Precisamos de políticas de direitos. Como diz o Freixo o que se combate é a pobreza.

Meu blog fez uma postagem sobre!
http://espacobanal.blogspot.com/2010/11/violencia

Responder

Gerson

26 de novembro de 2010 às 01h04 Responder

Bruno

26 de novembro de 2010 às 00h57

Lembram quando nos atentados do PCC em São Paulo a culpa era do Governo do Estado tucano-malvado-fascistóide? E agora, a culpa é de quem?

Responder

    José Ruiz

    26 de novembro de 2010 às 09h21

    Da mesmíssima política "malvada-fascistóide" que sempre reinou no Rio de Janeiro, com tucanos ou outras denominações… o processo de exclusão social é exatamente o mesmo…

    Marcelo de Matos

    26 de novembro de 2010 às 09h59

    Segundo o Dr. Fanganiello a culpa é do sistema penitenciário, em ambos os casos. A Constituição permite que o advogado se comunique privadamente com o traficante, sem gravação ou filmagem. A OAB, 100% corporativa, defende a manutenção desse "status quo". Há, também, excesso de visitas de familiares e o maldito celular para complicar mais. Já há uma certeza de que as ordens para a baderna parte sempre dos presídios. É preciso mudar a Constituição e o sistema penitenciário. Do jeito que está teremos mais confitos, mais gerrilha urbana. Outra ação que o governo tem de tomar é na área diplomática. É preciso que os países vizinhos ajudem a combater o tráfico de armas.

Margarete

26 de novembro de 2010 às 00h46

Estou acabando de assistir uma entrevista sobre os ataques do Rio no Jornal da Globo, são exatamente 00:25 hs. O que me deixa de "boca aberta" é a forma com que essa emissora (e outras) trata o assunto. Quando mostram os tanques do exército parecem estar apresentando o salão dos automóveis. A função de cada carro, sua capacidade e suas funções. Tudo! mas tudo! menos a realidade do problema. E nenhuma hipótese foi levantada a respeito do problema que afeta a segurança no Rio de Janeiro , como também outros estados brasileiros (principalmente São Paulo). Os jornalistas (Willian e Cristiane Pelajo) parecem torcer, mas torcem mesmo por uma ação sanguinária nas favelas cariocas. Como se essa atitude violenta fosse resolver o foco do problema. Não se acaba com um crime organizado tratando as políticas de segurança como um jogo de vídeo game. Muitos outros focos têm que ser combatidos, e um deles é a corrupção na própria instituição de segurança pública. Mais uma vez a mídia trata um assunto tão delicado como um grande campeonato : Quem será o vitorioso? Infelizmente os seres humanos perderam seu valor, as coisas são humanizadas (tanques, balas, fuzis, policiais "atiradores de elite") e os humanos são coisificados ( mais uma bala perdida, mais um caixão, mais uma família no alvo desses monstros). Agora ouço: Vai ter jeito " entrou as forças armadas"! O que pode as forças armadas, se quem tem mais força armada são os bandidos, mas aqui digo bandido no sentido de todos e qq um que não tem ética e consegue furar qualquer barreira para conseguir levar vantagem (DINHEIRO). O pior que essas reportagens sem propósito formam opiniões, e infelizmente os indivíduos não conseguem visualizar esse objetivo da grande e poderosa mídia. Desse jeito temos sem dúvida A Tropa de Elite 3 que está dando muita audiência para esses jornalecos.

Responder

claudio ribeiro

26 de novembro de 2010 às 00h14

O Rio de Janeiro sofre com os ataques e com os boatos.
Mas posso afirmar que muitos dos boatos disseminados são nutridos pela informação distorcida emitida nas opiniões de âncoras afoitos, convidados especiais sem uma noção aprofundada das ocorrências transmitidas via satélite para o mundo inteiro. Se arvoraram nos palpites e nas impressões meramente pessoais.
As pessoas amedrontadas pelos ataques e confusas pelas mesclas de imagens ao vivo com imagens gravadas, lançadas incessantemente na programação, não tinham condições de compreender em tempo real o ocorrido.
http://palavras-diversas.blogspot.com/2010/11/cri

Responder

Pedro Luiz Paredes

26 de novembro de 2010 às 00h13

Quero ver a hora que eles começarem a matar.
Tem mais, quero ver a hora que a crise de abstinência bater (se bem que eles não estão combatendo o tráfico!).

Responder

Fabio_Passos

25 de novembro de 2010 às 23h37

Legalizar as drogas é o caminho mais lógico e medida emergencial para reduzir a violência no curto prazo.

O Brasil precisa de um Estado pacificador.

O Estado promotor da violência, que executa sem julgamento, falhou.

Responder

    José Ruiz

    26 de novembro de 2010 às 09h28

    Concordo: criminalizar as drogas é um artifício criado para justificar a indústria da segurança pública. Seria muito mais eficiente usar 10% do que se gasta hoje em segurança/combate às drogas, na educação. Mas como explicar isso para uma sociedade que ainda criminaliza o aborto? Que não respeita a opção sexual dos indivíduos? Que dá ouvidos à opinião do papa (que interfere na política interna)? Que vota de acordo com a orientação de um pastor??

    Fabio_Passos

    26 de novembro de 2010 às 18h28

    É assim mesmo… combater o atraso dá um trabalhão.
    Sempre foi assim. O avanço se conquista.

    O fato é que hoje temos uma polícia absolutamente exaurida tentando combater algo que está além de sua capacidade.
    Os estadunidenses falharam em sua política de proibição e repressão as drogas.

    Por que o Brasil deve seguir um exemplo fracassado?
    Aqui, em meio a um oceano de miséria, a situação é ainda mais trágica.

Gerson Carneiro

25 de novembro de 2010 às 23h13

Ando mesmo de paciência esgotada com essa questão de tanto ver inúmeros meninos João Hélio vítimas dessa loucura. Famílias metralhadas dentro dos carros…. é uma infinidade de casos horríveis de violência gratuita promovida por esses traficantes. A professora metralhada na saída do túnel… quantos Tim Lopes, mortos com espada de Samurai rasgando a barriga, serão necessários para dar um basta nesse inferno?

Para mim hoje era o dia de dizer "chega dessa baderna". E a oportunidade foi aquela que já mencionei.

Responder

    Gerson

    25 de novembro de 2010 às 23h44

    Xará,
    Eu comentei lá atrás do cerco, e a oportunidade perdida (como leigo claro, num primeiro momento) no ato da incursão militar,o que eu questionei foi de ter vontade de ver um imobilização dos marginais – não da eliminação – para trazer, um pouco de paz nos próximos dias ao povo do Rio de Janeiro.

    Como diz o Raul Seixas;

    Vc mata uma e vem outra em meu lugar.

    Isso vale pra tudo, prá nós e pra eles…

    Muito estressante o dia de hoje.

    boa sorte xará e fique em paz.

    Gerson Carneiro

    26 de novembro de 2010 às 07h41

    Xará,
    Obrigado pela atenção, paciência, compreensão, pelos conselhos, e pela energia positiva emanada.
    Havia um outro que também dizia:

    "Disparo contra o sol
    Sou forte, sou por acaso
    Minha metralhadora cheia de mágoas
    Eu sou o cara"
    (hoje, ele trocaria apenas a última frase para "Lula é o cara")

    Precisamos de sorte e de paz, mas também de coragem para nos posicionar, Xará.
    E às vezes é preciso chutar o balde, sair um pouco do "trololó" rsrsrs…

    Sorte e paz para todos nós.

Carlos

25 de novembro de 2010 às 23h03

José Vicente e Maierovitch? Não brinca… Você é muito melhor que isso, Azenha.

Responder

    Marcelo de Matos

    26 de novembro de 2010 às 10h04

    O Dr. José Vicente eu infelizmente não conheço, mas, o Dr. Maierovitch é um estudioso do tráfico e das máfias e entende como poucos do assunto. Não é porque ele ocupou uma Secretaria no período tucano que vamos desmerecer suas opiniões. Esse é o tipo do sectarismo burro. Quem quer manter o status atual dos presídios é a OAB, 100% corporativa. Querem que os traficantes continuem a receber seus advogados, sem filmagem ou gravação. Sabemos que saem ordens dos presídios para a promoção da baderna. Só não sabemos quem traz essas ordens, mas, dá bem para desconfiar. É preciso mudar a Constituição: o Estado não pode ficar inerte diante dessa guerra comandada de dentro dos presídios.

mac

25 de novembro de 2010 às 22h47

Os branquelos do Bope contra os negão do tráfico !!! Seria mais fácil prender o Itagiba .

Responder

John J.

25 de novembro de 2010 às 22h46

O Alkmin ainda nao assumiu mas o seu pessoal já está trabalhando.
Veja:
25/11/2010 20h24 – Atualizado em 25/11/2010 20h24
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/1
PM prende traficante de facção de SP em favela no Rio
Homem confessou que veio ao Rio para ajudar facção que atua na Penha.
Ao ver cerco da PM na Vila Cruzeiro, ele fugiu para São Gonçalo.
Um traficante da maior facção criminosa de São Paulo foi preso escondido no Morro do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. A prisão aconteceu na noite desta quinta-feira (25).
O comandante do 7º BPM (Alcântara), tenente-coronel Claudio Luiz Silva de Oliveira, disse que o homem confessou que veio de São Paulo para ajudar traficantes da facção que comanda o tráfico na Vila Cruzeiro, na Penha, no subúrbio do Rio.
O criminoso foi encaminhado a 73ª DP (Neves), onde foi constatado que já havia diversos mandados de prisão contra ele.

Responder

    valdeci elias

    26 de novembro de 2010 às 11h38

    Quer dizer ,que um bandido de São Paulo, para ser preso tem que ir pro Rio ? Por que ele não foi preso em São Paulo ?

edv

25 de novembro de 2010 às 22h44

Não ficaria surpreso se se descobrisse que tal evento "anarcoquista" tenha sido engendrado por ou tenha o envolvimento de gente envolvida não só com o tráfico, mas com as milícias e a política, inclusive com importação de 'know-how" e experiência no assunto. Um doce para quem advinhar quem "poderiam" ser…

Responder

edson fachin

25 de novembro de 2010 às 22h36

boa noite, só quero deixar minh opinião: estou assistindo algo de concreto ser feito, sem balelas,ação,do poder publico; é isso aí tem que se unir forças e combater de verdade. Mas… não adianta fazer tudo isto por alguns dias ou semanas ou mes, não adianta não, te que ficar pelo menos por uns dois anos,bem planejado e digo mais tem que começar em outras cidades também exemplo, Curitiba,POA,REC,SSA,FOR,BSB,FLN,enfim tem que fazer algo tambem, em tempo Foz do Iguaçú por ond entra grande quantiade de contrabando, na fronteira de Guaira,na fronteira da Bolívia e etc…. acho que consegui colocar minhas idéia.
DEIXO MEUS PARABÉNS PARA A AUTORIDADES QUE ESTÃO CONTROLANDO ESTAS AÇÕES.

Responder

Gerson

25 de novembro de 2010 às 22h17

Olho por olho, e o mundo acabará cego.

Responder

Leo

25 de novembro de 2010 às 22h08

3. Usar mais os serviços de inteligencia, de forma a estar na frente dos bandidos. Não tem que comunicar aos jornais as ações que serão desenvolvidas. Hoje à noite, um cel. da PM carioca ficou se justificando porque não avançaram sobre os bandidos na passagem de um morro para outro que a globo filmou em extase. Ora, o PM fica intimidado com o jornalista filmando sua ação. Pq depois vão acusa-lo de ter executado o bandido. Por favor, mesmo espetáculo e mais ação energica contra esses caras.
4. Não adianta aquartelar a troca e aguardar as ações para coibi-las. O patrulhamento tem que ser intensivo em todos os locais visados, e a policia conhece esses locais e sabe também quem é trabalhador e quem é bandido. Pelo que viu na tv, hj à noite, a população irá apoiar uma ação do estado mais energica. Afinal estamos em uma guerra (civil ?) localizada, e assim tem que ser tratada.
Cel. Nascimento neles!!!!

Responder

Leo

25 de novembro de 2010 às 22h07

Bom, Vamos lá:
1. A globo quer espetacularizar as ações da policia e com isso esta mais atrapalhando do que ajudando. Sempre foi assim. Será que esses caras não tem alguma coisa com isso?
2. Medidas energicas: a) A segurança pública é atribuição do governo estadual. Tem prerrogativas para isso. Decretar regime de emergencia, cercar a cidade, controlar o ir e vir com um toque de recolher por exemplo, nessas horas ajuda muito. É regime de execeção que esses bandidos precisam. A Constituição tem instrumentos para o estado agir. Precisamos aplicar a Constituição.

Responder

Regina

25 de novembro de 2010 às 21h42

O Rio enfrenta agora todos os demandos anteriores…Mas a causa começa a ser combatida com o Lula…distribuir renda,gerar emprego,prouni,etc…Investir na PF e combater a corrupçaõ e o narcotráfico nos Jardins e em Copabana e Leblon…As UPPs saõ decorrências de uma Vontade Política de acabar com o crime organizado e naõ de convivência camuflada de acordos.

Responder

Rafael

25 de novembro de 2010 às 21h34

Todos esses trafiantes são massa de manobra. Tem gente poderosa por trás faturando. Duvido que esses traficantes tenham cacife para negociar com traficantes da colômbia grandes quantidades.

Responder

    Jairo_Beraldo

    25 de novembro de 2010 às 22h04

    E pior que isso, fazer o escranio que estão fazendo no Rio de Janeiro…em que época, houve tamanha ousadia? Tem graúdo por detrás desta valentia. Tudo sem um mínimo de lógica!

    Leonardo Câmara

    25 de novembro de 2010 às 23h03

    Alguns tem…

Gustavo Pamplona

25 de novembro de 2010 às 21h25

Interessante tudo isto mas… O que será que aconteceu no país neste últimos dois dias?

Afinal de contas os jornais somente falaram de Rio, Rio, Rio e Rio…

Bom… falo do seguinte:

Como teriam sido os jornais da RedeTV Band, do SBT, da Record, da Globo se não tivessem dado 20…30 minutos a um assunto que eu diria não muito relevante (a tal violência do Rio) e tivessem dado os 20..30 minutos a assuntos mais relevantes?

Outra pergunta: Porque as autoridades não agiram antes? E preventivamente…

Nota: Infelizmente um leitor chamado Lênin não entendeu muito bem o que eu disse aqui neste artigo.
https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/siron-nas

Meus caros amigos…. apenas desviaram a atenção de vocês de assuntos mais relevantes…

Responder

    Lênin

    26 de novembro de 2010 às 01h28

    Gustavão meu amigo, eu entendi!!!
    Mas só acho que é bom toda está divulgação, assim não esquecemos de tudo isso em uma dia fundamental: No dia da ELEIÇÃO!!!
    O Sérgio Cabral foi reeleito, com 66% dos votos.
    Vc acha que ele merecia ser reeleito?
    Não podemos encarar com indiferença (não estou dizendo que vc está tratando assim) um questão TÃO importante, quanto a violência no rio (ou melhor, a violência no Brasil).
    Mesmo pq, seguindo o seu raciocínio, qualquer orgão de imprensa do mundo explora os assuntos até "o talo".
    É normal, não se esqueça que dá lucros!!!
    Mas acho importante que este assunto não receba pouca atenção da imprensa.
    Olha o que acontece em SP, após os ataques do PCC.
    Ninguém fala mais do PCC, só da Facção Criminosa.
    Por que? Por que foi decidido não dar atenção para isto.
    Resultado: O PCC domina toda a periferia de SP e o PSDB, que deu todas as condições para o PCC crescer, continua no poder de SP.
    Abraços e tudo de bom!!

    Lênin

    26 de novembro de 2010 às 01h35

    Talvez eu tenha escrito com outro foco!!
    Se fiz isso, me desculpe!!
    Foi uma crítica fora do que vc falou!!
    Abraços!

Gerson Carneiro

25 de novembro de 2010 às 21h24

E a Comissão de Direitos Humanos já começou a encher o saco.

Diante da nota emitida pela Comissão de Direitos Humanos eu exijo que os militares, incluindo os do exército, cessem imediatamente o bullyng que estão praticando com os traficantes. Deponham as armas e ocupem os locais de conflito com rosas e bíblias nas mãos a fim de converter os traficantes à Palavra de Deus.

Enquanto isso, em casa, a gente vai rezando, e fazendo figa, em frente à tv, para que Jesus toque o coração de cada traficante.

Ó pai, por que não me fizeste rico ao invés de belo?

Responder

    Jairo_Beraldo

    25 de novembro de 2010 às 22h05

    Cunpadi, tú é fei tar quar o Zé Derrotado, homi…troque seu zóculus, qui tão vincidu!

Xandão

25 de novembro de 2010 às 21h15

Pessoal, cuidado com essa falácia de ligar pobreza à criminalidade. Bolívia é paupérrima, a India é uma favela com quase 1 bilhão de habitantes, o Equador é muito mais pobre, e eles exibem taxas de criminalidade muito abaixo das nossas. O nome certo do que acontece no Brasil é impunidade. Raramente se prende o autor de um assassinato. As polícias técnicas não existem. Prisão no Brasil é convite pra criar facção. Além da notória corrupção no judiciário e nas polícias, sem querer generalizar. Se daqui a 10 anos a renda média do brasileiro dobrar, mas as instituições não melhorarem, teremos o mesmo problema.

Responder

Gisele Oliveira

25 de novembro de 2010 às 21h05

Vamos parar com essa palhaçada de ficar defendo direitos humanos de traficantes. Precisamos parar de passar a mão na cabeça dos moradores de favelas porque eles "são pobres" "não têm condição de morar noutro lugar". Balela, conheço muita gente pobre que prefere morar mais distante a morar em favela. Isso é politicagem descarada, é paternalismo de terceiro mundo. É preciso enfrentar esses marginais com as armas que temos.. se eles querem guerra, terror, então que enfrentem as consequências. A polícia tem que agir como se estivesse numa guerra. E na guerra mata-se ou morre. As autoridades do Rio de Janeiro, estão pagando o preço de suas irresponsabilidades. E as favelas continuam se expandindo sem que a prefeitura e governo do estado façam NADA. Depois não reclamem!

Responder

Gerson Carneiro

25 de novembro de 2010 às 21h04

Veio somente agora a palavra que estava tentando lembrar para as imagens mostradas hoje dos traficantes: êxodo.

A ação militar não deveria ser apenas para provocar o êxodo dos traficantes, mas sim para eliminá-los. Alí no meio da mata , na fuga, era o local ideal para eliminá-los. Estavam isolados, longe de moradores inocentes, o local ideal para fazer uma varredura. Estavam todos concentrados em um único local. E a oportunidade foi única. E foi desperdiçada.

Responder

    Gerson

    25 de novembro de 2010 às 22h34

    Oi xará, sempre leio seus comentários (vc é um dos mais presentes e ponderado) mas hoje, creio que pelas emoções – plausíveis de se levar em conta – vc utilizou uma palavra equivocada: "Eliminá-los"

    Gerson Carneiro

    25 de novembro de 2010 às 22h59

    Xará,

    Tivemos um plebiscito, proposto pelo Lula, para proibição do porte de armas de fogo. E pelo que decidiram? (iInfluenciados mais uma vez pela propaganda enganosa da direita fascista).

    O resultado daquele plebiscito me deixou decepcionado. Tive colegas, gente instruída, advogados inclusive, que têm consciência de que nunca possuirão uma arma. No entanto votaram contra a proibição apenas porque não gostam do Lula. Banalizam a questão, sacaneiam apenas porque a proposta partiu do Governo Lula. No entanto hoje vivem a reclamar da violência, sem se lembrar da cáca que fizeram.

    Nessa questão eu sou radical: ou executam medidas capazes de eliminar o problema de fato, ou continuaremos eternamente patinando nesse lenga lenga.

    E aquela legião de traficantes que vimos em êxodo hoje, não se engane, aquela legião alí não tem recuperação. E quem deflagrou o estado de guerra foram eles traficantes, não foi?

    Marcio H Silva

    26 de novembro de 2010 às 05h58

    Parceiro, votei contra a proibição de porte de arma. Não tenho arma e jamais terei, mas tem gente que quer ter. Isto é liberdade. Com proibição ou não os caras da favela estariam armados. Droga é proibido e quem quiser e tiver grana para comprar é só ir no morro e comprar. Com armas é a mesma coisa.
    Quanto ao Morro que voce viu hoje pela TV, é de difícil acesso. A Policia tem um planejamento de ocupar gradativamente, preocupada com a segurança dos moradores, que não são bandidos. Qualquer medida a ser tomada é de longo prazo. Começando com educação com qualificação profissional.

    Gerson Carneiro

    26 de novembro de 2010 às 08h23

    "tem gente que quer ter (arma). Isto é liberdade".
    Então posso pensar que tem gente que quer consumir cocaina. Isto é liberdade.
    Liberdade não é jamais a liberalidade de todos os desejos.

    A proibição do porte de arma seria mais uma medida a se somar a tudo que se possa juntar na busca da paz e no combate à violência. Ao menos mortes estúpidas no trânsito, no boteco, na vizinhança, nos lares, nas escolas (criança matando criança) seriam ao menos reduzidas. E isso para mim sobrepôe o desejo banal, fútil, de ter uma arma de fogo.

    Sou a favor de tudo que possa agregar um conjunto de atitudes a combater a violência e gerar a paz, ainda que tenhamos que abrir mão de desejos pessoais.

    Gerson Carneiro

    26 de novembro de 2010 às 08h23

    Não teremos paz enquanto permanecermos na atitude de somente desejar a paz mas não nos dispor a sacrifícios. É aquela velha máxima: "quem tudo quer nada tem".

    Portanto, minha opinião é a de que o plebiscito não foi decidido com responsabilidade. Não foi. Não pensaram no coletivo, apenas na individualidade, como o sr. mesmo acabou de confirmar.
    Não pensaram nas consequências e continuamos arcando com tais.

    Em tempo: recentemente um garoto de 9 anos foi morto em sala de aula, em São Paulo.

    valdeci elias

    26 de novembro de 2010 às 11h49

    A politica de "Eliminar", não da certo. Ela é usada aqui no Brasil a muito tempo, e só olhar os jornais policiais, a quantidade de mortos. Se houver paz no futuro, vai ser por causa de outro tipo de politica. Tem que ser muito inocente, pra achar que matar bandido resolve.

    Daniel

    26 de novembro de 2010 às 13h54

    Também concordo com o Valdeci. Eliminar o problema sendo sinônimo de matar os indivíduos é errôneo demais.

    Gerson Carneiro

    26 de novembro de 2010 às 18h18

    Tem que ser muito inocente pra achar que Fernandinho Beira-Mar quando sair da prisão (um dia ele termina de cumprir a sentença dele) vai sair recuperado.

    Marcio H Silva

    26 de novembro de 2010 às 17h34

    Sem armas o cara fica mais vulnerável e a merce dos bandidos. Porque os EUA não invadiram a URSS ainda?

    Gerson Carneiro

    26 de novembro de 2010 às 18h45

    Hello! Acorda! Estamos no ano de 2010!
    Não existe mais URSS. E os EUA já invadiram a Rússia há muito tempo.
    Se você estiver em Moscou e quiser comer um Big Mac e tomar uma coca-cola olhando para o Kremlin você não passará vontade.

    Marcio H Silva

    26 de novembro de 2010 às 17h50

    Desde que invwentaram o tacape, nunca mais o ser humano deixou de usar armas.
    Na decada passada, num pais africano, tão pobre que há poucas ou nenhuma armas de fogo, houve chacina de seres humanos, uma etnia querendo destruir outra. Não tinham armas de fogo utilizaram facões. Portanto mantenho minha posição quanto ao plebiscito, hoje qualquer sujeito pensa duas vezes ao querer invadir uma residencia. Não sabe se lá tem alguem armado.

Fabio_Passos

25 de novembro de 2010 às 21h02

O Sakamoto faz uma ótima análise.

"A Vila Cruzeiro é do Estado. Mas o Estado a quer?" http://blogdosakamoto.uol.com.br/2010/11/25/a-vil

"
Mais do que uma escolha pelo crime, muitas vezes a opção pelo tráfico é uma escolha por uma forma de emprego e pelo reconhecimento social. Um trabalho ilegal, bisonho e de extremo risco, mas em que o dinheiro entra de forma rápida. Dessa forma, o jovem pode ajudar a família, melhorar de vida, dar vazão às suas aspirações de consumo. Ganhar respeito de um grupo, se impor contra a violência da polícia.

Que a Vila Cruzeiro é do Estado, isso já era fato. A pergunta é se o Estado quer, de fato, a Vila Cruzeiro.
"

Responder

cidocacid

25 de novembro de 2010 às 21h01

E, no âmbito do governo federal, acelerar o combate (erradicação or whatever) a pobreza e a miséria. Além de investir em campanhas para falar o óbvio do povinho consumidor de drogas: mostrando mesmo a rota entre a maconha e o tráfico, a cocaína e o garotinho que trabalha levando recado. Mostrar claramente como funciona coisa. Mostrar as festas dos bacanas cheirando umas carreiras e os favelados mortos pra conseguir a dita cuja pra eles. Mostrar o jovem classe média em estado deplorável entregue ao crack numa rua jogado. Enfim, mostrar a verdade. As pessoas precisam começar a entender as correlações, as conexões entre as coisas.
A imprensa precisa começar a fazer jornalismo e parar com esta dicotomia do "outro lado". Tá na hora de mostrar contexto. Pois, no quesito droga, estamos todos envolvidos. Semana passada eu andei pela Estação Julio Prestes, em São Paulo, na hora do almplo. Fazia tempo que eu não andava por lá. Vi jovens que poderiam estar na escola, bonitos, aparentando escolaridade e acesso à informação, deprimentemente sujos e jogados, sentados em calçadas idem, fumando pedras de crack. à luz do dia. Entregues totalmente. Gente entrando e saindo da estação. Misturando trabalhadores, senhoras e senhores, mendigos e, pasmei,
uma viatura da polícia. tudo junto. A gente passa pela cena e acha que não é com a gente.

Responder

Gerson

25 de novembro de 2010 às 20h47

Já estão aparecendo os "especialistas" dando a Colômbia como exemplo.

My God !!

Responder

Mc_SimplesAssim

25 de novembro de 2010 às 20h46

Enquanto isso no Twitter:

rafaschou Rafael
O Globocop podia mostrar os traficantes em vez de dedurar os soldados do BOPE. #tatudoerrado

BOPEfacts BOPE Facts
by _jaqs_
Policial do BOPE que matar 3 traficantes e tiver imagens registradas pelo Globocop, pede música no Fantástico…

jacke134 jacke
Mano ja era hr do BOPE e o execito se junta e acaba com essa raça u.u #falomesmo

_camui Camui
BOPE Subiu, a a bandidagem sumiu =) Queima carrinho agora, traficante filho da puta!

CRFlamerda CRFlamerda
by lpcavedagne
É hoje que a torcida do Corinthias fica maior que a do Flamengo ! #paznorio

surtado Renato Cardoso
#paznorio é o caralho! Tem é que largar o aço em traficantes, usuários e gente como o @TicostacruzRock que apóia esses filhos das putas!

mari_poxi Mariana C. Veloza
Adoro esse clima de guerra que ta rolando.. entretenimento puro! #Rio

victorvasques_ victorvasques_
by TadeuMontessoro
Capitão do BOPE: "Eu creio que a tarefa de perdoar os traficantes cabe a Deus, a nós cabe apenas promover o encontro entre eles" #rio

HenriGarcia_ Henri Garcia
Não moro no #rio mas desejo #paznorio , porém, pra ter #paznorio é preciso limpar o morro e consequentemente matar muito traficante

mariolauro MARIO LAURO
by taatylopes
Polícia incompetente é assim, marginais em bando e armados de fuzis saem da Vila Cruzeiro p Complexo do Alemão tranquilamente a pé.

mateusgmm Mateus Martins
by RodrigoMMendes
@NERSO_BH Ouvi dizer que o Bope subiu a VILA CRUZEIRO gritando: "EMPURRA AS BICHA! EMPURRA AS BICHA!"

victor_huxo victor santos
agóra esses traficante filho da puta vão tremer… com a marinha e o exército invadindo a favéla eu kero ver esses maldito reagí… _)_ +

Marianadelrio Mariana Del Rio
Ate arrepia de ver o exercito e a marinha chegando!!!! Orgulho das nossas Forças Armadas….
(orgulho do que? de assassinar favelado??)

troubleagain Camyla
minha opinião sobre tudo isso : chama as forças armadas, exercito, marinha e o escambau e mata esses feladaputa, fim

fredelicia_ Fred Lattari
"A Vila Cruzeiro hoje pertence ao estado", diz subchefe da Polícia Civil. Tomar no cu, no meu estado não pertence favela cheia de fdp não.

PiadasTooscas #PiadasToscas
by colapse
Seria interessante se o Twitter junto com o BOPE criassem uma coisa do tipo: Cada vez que você tuíta a tag #rio um bandido morre metralhado.

zagojr Moacir Zago JR
Tá rolando um boato que se um policial do #BOPE matar 3 bandidos ele pede 1 música no FANTASTICO, procede? (muito engracado, hein?? estou morrendo de rir aqui.)

pimentlmauricio MAURICIO PIMENTEL
Esses traffic's sao uns medrosos, so atacam os onibus de passageiros! morrem de medo do BOPE! Sao uns manés, Fuzileiro Navais neles!CAVEIRÂO (detalhe curiosissimo = esse perfil ta com a foto de um militante do PT, com direito ao numero 13 na foto do avatar)

kibeloco Kibe Loco
by barretopaulo
Centenas de traficantes numa estrada deserta e a p*%rra do estagiário do Bope esquece de trazer o Napalm. Francamente, viu?

Responder

    Bruno

    26 de novembro de 2010 às 00h51

    Amém às palavras da galera. Ferro neles!

Gerson Carneiro

25 de novembro de 2010 às 20h38

De pronto, e antes de tudo, tem que fazer o que fizeram hoje: ocupar o território dos traficantes com força ostensiva incluindo o exército.

Falharam em um ponto: faltou uns 10 helicópteros do exército com artilharia pesada sentando o dedo naquela centana de traficantes que fugia pela mata. Uma meia dúzia de mísseis eliminaria todos. Um massacre de 500 traficantes de uma única vez. Sem dó. Seria o fim da ousadia dos traficantes. Tenho certeza que não teriam coragem de retomar as ações criminosas.

Ou seja, primeiro deve-se fazer um limpa geral. Em seguida colocar em prática as ações sociais capazes de salvar do crime quem ainda tem possibilidade de salvação: as crianças.

É um estado de guerra. Não tem que remover traficante de uma área para outra. Tem sim que eliminar.
Falharam hoje nisso.

Responder

    Bruno

    26 de novembro de 2010 às 00h54

    Bom ver que entre os "progressistas" também existe gente de bom senso, Gerson. Senta o dedo!

    Gerson Carneiro

    26 de novembro de 2010 às 11h27

    Tal qual o lema da FEB na Itália, na segunda guerra mundial: "Senta a pua!"

    "Hay que endurecer pero sin perder la ternura jamás" – de outro que na hora do vamo ver, era implacável.

    Marcio H Silva

    26 de novembro de 2010 às 06h03

    Tem também que se fazer um trabalho de inteligencia e bloquear a entrada de armas e drogas nos estados e no país.
    Os otários dos garotos do morro, que vivem mal, trabalham pra comprar um tenis nike, ajudar a familia são os que ganham menos com esta história. Tem gente grande que mora na Zona Sul do RJ que ganha muito mais com o tráfico. Mas há interresse em se fazer uma política seria de combate a isto?

Luiz Fernando

25 de novembro de 2010 às 20h35

As UPPS são uma grande arma para combater o poder do narcotráfico. Porém o processo de instalação cometeu um erro grave: criou uma direção de fuga preferencial para os bandidos expulsos das suas áreas de domínio: da Zona Sul para a Zona Norte. O complexo do Alemão.
Ninguém pensou em fazer UPPs alternando as áreas. Preferiram limpar a Zona Sul (dona Marta, Chapéu Mangueira, morros de Copacabana,,,) e depois a Área da Classe média tradicional (Tijuca, Vila Isabel).
Poucas prisões, muitos holofotes e concentração dos fugitivos no Complexo do Alemão.
A esperança é que não seja mais uma atuação visual. A fuga dos bandidos da Vila Cruzeiro para o Alemão é um desafio. Se não forem presos vai passar para a sociedade a impressão de incapacidade.
É o momento propício para desferir um golpe mortal na bandidagem que domina o Rio há décadas.

Responder

    Ed Döer

    25 de novembro de 2010 às 23h01

    É que tem que concentrar o pessoal para a batalha final no último capítulo.

ana

25 de novembro de 2010 às 20h32

UPPs+Educação Integral+Salários Dignos-Corrupção-Preconceito=Estado do Bem Estar Social.

Responder

rubem

25 de novembro de 2010 às 20h30

Para vencer a violência no Rio, depende do estado(União , estado e municipio), , da policia , bem aparelhada e remunerada,e tambem da sociedade que alimenta e financia o trafico pois consome as "porcarias" que os traficantes vendem.

Responder

    Marcio H Silva

    26 de novembro de 2010 às 06h07

    Concordo, a classe media que alimenta o tráfico.
    Pobre cheira crack, que comercialmente dá pouco retorno. Cocaina que dá grana.
    Os mulekes que voces viram no morro, se notaram, tudo mal vestido, comem de quentinha ( já vimos isto na TV ), são os que ganham menos com o tráfico, são as mulas de carga. Quem ganha muito, voce não vê. estão tomando whisky nas suas mansões.

Fernando

25 de novembro de 2010 às 20h10

A sigla certa pra resolver o problema não é UPP.

É CIEP.

Responder

Áurea Olimpia

25 de novembro de 2010 às 19h51

O que acontece é que a gente não sabe mais nessa história quem é o criminoso e quem é a polícia, dá vontade de cantar aquela música de Chico Buarque "Chama ladrão, chama ladrão!".

E como foi dito aqui, enquanto houver miséria/desigualdade social, haverá violência e mais violência. A pobreza enfim cansou de esmolar, estamos assistindo a uma guerra de classes, quem leu a carta dos comandos do Rio sabe do que estou falando. "Pra cada pessoa pobre q morrer na favela, dois ricos vão morrer". A repressão truculenta só gera mais barbárie.

Responder

Fabio_Passos

25 de novembro de 2010 às 19h49

E a classe média já começou a pedir massacres… pouco importa se morrer inocente.

Responder

    Bruno

    26 de novembro de 2010 às 00h56

    Pedimos o massacre impiedoso, cruel e sádico de traficantes, não de inocentes.

    Fabio_Passos

    26 de novembro de 2010 às 12h56

    Cara, procure ajuda. Você não está nada bem.

    Marcio H Silva

    26 de novembro de 2010 às 06h08

    Ironia, ela que alimenta o tráfico e agora quer massacre. Vão comprar o toxico onde?

morenocris

25 de novembro de 2010 às 19h47 Responder

Marcos C. Campos

25 de novembro de 2010 às 19h43

Vai encarecer a droga no Rio … Otimo … será uma chance de ouro para os viciados e dependentes procurarem ajuda para largarem do vicio …

Responder

Gerson

25 de novembro de 2010 às 19h40

Sabe aquela casa que um dia quebra uma porta e vc faz um remendo, quebra uma telha e vc improvisa com um plástico, quebra um cano e vc faz uma gambiarra , e ai o tempo vai passando e quando vc vê no todo, já era…
a casa está toda remendada.

30 anos remendando aqui e ali…

Coisas do capitalismo selvagem em terras brasileiras, repressão repressão repressão…

Essa é a solução ?

Responder

Mariana Andrade

25 de novembro de 2010 às 19h26

Acredito que uma coisa pelo menos é certa: enquanto houver miséria, haverá gente disposta a traficar, a servir de avião a troco de uns "caraminguás", a botar a vida em perigo engolindo cápsulas e mais cápsulas de drogas.
Enquanto houver miséria, haverá tráfico e haverá violência.

Responder

    Mônica Figueira

    25 de novembro de 2010 às 19h53

    Enquanto houver usuários tbm!!!

    Rafael

    25 de novembro de 2010 às 21h31

    O tráfico não exite por causa da miséria. Tanto que a classe média rica é um dos grandes financiadores do tráfico. Toda essa violência é por causa do uso de drogas. São usuários quem financiam o tráfico e toda essa violência. Se não existisse um usuário sequer não haveria traficante.

    Mariana Andrade

    26 de novembro de 2010 às 13h12

    Mônica e Rafael, vocês já pararam pra pensar em como essa droga chega até os usuário??? Apesar de financiar, o problema está também em quem faz a droga chegar até quem compra. Ou vocês acreditam que Marcola ou Fernandinho Beira Mar iriam sair vendendo cara a cara a mercadoria???
    Se não existisse miséria poderiam até haver traficantes e usuários, mas quem faria a ligação entre eles???
    Pode não ser a solução definitiva, mas acabar ou diminuir a miséria tiraria, ou evitaria que muita gente entrasse para as fileiras do tráfico.

    Abraços

Fabio_Passos

25 de novembro de 2010 às 19h04

Ótima entrevista a Terra Magazine do deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ):

"Freixo: segurança pública reforça criminalização da pobreza" http://bit.ly/dZTvUw

"
No morro Dona Marta, por exemplo, moradores reclamaram bastante da truculência policial durante a ocupação das UPPs.
Em todas as áreas de UPPs existe muita reclamação, e hoje em dia isso vem aumentando. A maioria das queixas são causadas pela agressividade policial, não necessariamente agressão física, mas pela atitude, ou abuso de autoridade. Outra reclamação recorrente é que só polícia chegou a esses morros.

Como assim?
Só chegou polícia e não investimentos sociais. E é claro que não só de polícia a favela precisa. Uma coisa é enfrentar a barbárie, outra coisa é o fator que mantém aquela favela ali. As pessoas precisam de direitos. Não adianta levar a polícia e não levar a escola, o posto de saúde, o saneamento. Isso vai gerando um desgaste para a própria polícia também.

Dentro desse cenário que o senhor chama de "barbárie", e somando a ele esses ataques recentes, o senhor acredita que fica de ônus ao morador da favela?
Esses momentos reforçam o processo de criminalização da pobreza no Rio, o que é muito perigoso. Hoje, todas as operações policiais no Rio acontecem nas favelas. Todas. Não há nenhuma na Baia da Guanabara, nem no Porto, que é por onde entram as armas e onde funciona – verdadeiramente – o crime organizado. Então, reforça-se esse processo de criminalização das áreas pobres
"

Responder

luiz cläudio

25 de novembro de 2010 às 18h58

Caro jair, tem gente de todas as classes consumindo drogas, como tem bandidos de todas as classes, como tem gays pobre e rico, como tem guerrilheiros das FARC produzindo e partido politico daqui ajudando. Tá tudo errado,

Responder

    cidocacid

    25 de novembro de 2010 às 20h48

    o que tem a ver falar de gay neste rol de exemplos de que "tá tudo errado"? Explica

Gerson

25 de novembro de 2010 às 18h47

Eu só não consegui entender uma coisa nas imagens ao vivo na tv:

Não era obvio que os marginais iriam fugir para o Complexo do Alemão quando encurraldos ? Pq não foram cercados pelo outro lado ?

E agora o povo do Alemão virou escudo.

Eu olhei no Google Maps e me parecia óbvio que era essa a rota de fuga dos marginais.

Responder

    Flávio Z

    25 de novembro de 2010 às 21h21

    Concordo com vc Gerson. Mas sou obrigado a concordar com o coronel da polícia que no JN disse que não tinham como colocar gente lá em cima do morro esperando pelos bandidos devido ao fogo cruzado vindo das duas favelas. Na minha visão, duas opções poderiam ter sido tomadas para evitar a fuga:
    1 – Na noite anterior, helicópteros do exército despejariam fuzileiros (usando rapel) que ficariam esperando na mata até amanhecer. Seriam preciso muitas viagens pois não poderiam ser poucos soldados. Se fosse de dia, estes helicópteros e soldados poderiam ser atingidos no razante.
    2 – Usar blindados de alta-velocidade (que chegam a 90 ou 100 Km/h) para chegar rápido ao topo do morro e cercá-los.

    A impressão que tive é que o planejamento foi feito muito rapidamente, que previram a fuga pelo morro mas não se preocuparam em se preparar para ela. Também fiquei frustrado ao ver o caras fugindo. Fiquei imaginando uns 3 ou 4 helicópteros lança-granadas (da marinha) despejando carga nestes caras em cima do morro, ia ser cena de guerra. hehehe

Mc_SimplesAssim

25 de novembro de 2010 às 18h47

Evidente que os verdadeiros traficantes, os donos da droga não moram nas favelas.

É preciso acelerar a ocupação dos grandes condomínios de luxo, dos latifundios, dos bancos.

Responder

    Edson Augusto

    25 de novembro de 2010 às 20h52

    Concordo. Creio que os GRANDES traficantes não morem nas favelas e sim em grandes coberturas de condomínios de luxo e em fazendas, se escondem sob a fachada de grandes empresas, etc. Têm estrutura para contrabando de drogas e armamentos. Têm contatos internacionais. São terroristas, inimigos da Pátria, e deveriam ser tratados como tal.

    Marcelo de Matos

    26 de novembro de 2010 às 11h01

    Não podemos viver de teorias da conspiração. Se você não vê os tais chefões, tem de mandar o pau nos soldados do tráfico. Não são eles que distribuem as drogas e criam os círculos de viciados? Se você não sabe onde está a colméia, nem por isso vai deixar de dar combate às abelhas que entram pela sua janela.

    Margarete

    28 de novembro de 2010 às 01h36

    Mc muito bom! Esse seu comentário também nos faz lembrar da seguinte fala das chamadas dos jornalecos: Infratores menores são presos… e que tal?: Jovens da classe média se apresentaram na delegacia acompanhados de seus pais e advogados… então é isso mesmo, onde moro os carros que encostam para comprar o produto são assim: carrões!!! e os menores infratores ganham seus trocados passando o poderoso "pó" para jovens da classe média!!! Esses jovens oriundos das péssimas escolas públicas ( apesar que existe algumas [bem poucas de gestão de excelência]) ganham a sua vida divertindo meninos " infelizes" dos condomínios fechados; meninos tristes com olhar azul de pura tristeza, mas que logo se alegram, e libertam sua timidez espancando qualquer cidadão nas ruas da cidade! " É preciso acelerar a ocupação dos grandes condomínios de luxo, dos latifundios, dos bancos" (MC_SimplesAssim, 26/11/2010)

mello

25 de novembro de 2010 às 18h39

É necessária também a colaboração da mídia, que com a espetaculosidade que vem dedicando às ocorrências, favorece e estimula a bandidagem a continuar com as agressões à Sociedade. O marginal adora o destaque que se vem dando às suas ações, mostradas com requintes de detalhes. Há ainda a ingênua participação de leitores e espectadores, encaminhando aos órgãos de imprensa fotos e filmes das ocorrências. Tudo em favor dos bandidos..Boatos e a alimentaão do medo e do Pãnico são um desserviço à Sociedade.

Responder

Luiz Fortaleza

25 de novembro de 2010 às 18h34

Quem consome droga é também responsável pela violência no Rio de Janeiro. Ponham mão na consciência (jovens ricos, classe média, artistas etc.), e pensem q qdo vcs compram droga vc sustentam o tráfico no RJ.

Responder

    Áurea Olimpia

    25 de novembro de 2010 às 19h54

    Luiz, culpabilizar o usuário vai na contramão de uma política de segurança pública séria. Pense nisso. O usuário tb é vítima desse esquema que beneficia a um punhado de gente, pouco interessada em resolver o problema.

    Luiz Fortaleza

    25 de novembro de 2010 às 22h27

    Usuário tem parte de responsabilidade sim… não estou culpando no sentido pejorativo da palavra. Mas nós temos informações bastante para saber q droga destrói as pessoas, faz mal ao organismo, sustenta criminosos. Essa turma juvenil começa a consumir por puro modismo, influência e eles sabem q é perigoso, é ilegal, então há uma parcela de responsabilidade, ou melhor, de irresponsabilidade, por pura birra, por querer ser aceito em grupos. Informação é q não falta… a tv mostra isso a toda hora e todo momento. Autovitimização é desculpa de irresponsáveis.

Fabio_Passos

25 de novembro de 2010 às 18h20

Ninguém fala em legalizar as drogas?

Por que ao invés de gastar uma fábula de dinheiro para promover massacres, não legalizamos as drogas, regulamos sua venda e passamos a gastar o dinheiro hoje desperdiçado com violência em saúde pública?

Responder

    maria lucia

    25 de novembro de 2010 às 20h57

    Concordo. Não sou usuária de nenhuma droga ilícita, mas acredito que o maior problema das drogas é a figura do traficante. Ele desaparecendo, ficaria só um problema de saúde pública, que já existe, mas tiraria a polícia desse problema. Mas acredito que os maiores traficantes não estão dentro da favela, estão na política, na polícia, alguns são "honestos empresários", com empresas para lavagem de dinheiro. É muita complexa essa questão. A discriminalização das drogas não interessa à muuuitas pessoas.

    Marcio H Silva

    26 de novembro de 2010 às 06h12

    Procure textos sobre o problema das drogas legalizadas na Holanda. Voces vão mudar de ideia.
    Um abraço e boa leitura.

    Roberto

    25 de novembro de 2010 às 21h46

    Lamento muito, mas pelo menos por hora e pra mim esse tipo de proposta parece pouco adequado.
    Algumas perguntas muito simples: que drogas legalizar? quem poderá comprar? em que quantidade? quem poderá vender? quem vai fiscalizar? que estruturas públicas de saúde existirão para atender a demanda de tratamentos gerados pelo consumo legalizado?
    Não sei quanto ao comentarista que não conheço e prefiro não julgar, no entanto, das pessoas de meu convívio, as únicas que defendem essa proposta são justamente as que fazem uso sazonal de algum tipo de substância ilícita. Penso que por vezes é mais fácil trocar a discussão do que olhar para o próprio umbigo e concluir: "essa merda toda que ta acontecendo também é culpa minha, eu também mato inocentes".

    Fabio_Passos

    25 de novembro de 2010 às 23h05

    Roberto,
    A legalização é a melhor alternativa para acabar com a violência.
    Comércio regulamentado.
    O uso de drogas é tema complexo demais para tratar com repressão.

    O extermínio de jovens pobres que estão na marginalidade pode satisfazer os desejos de uma classe média pervertida… mas não resolve o problema.

    Ane

    26 de novembro de 2010 às 18h27

    Roberto, eu não uso nenhuma droga ilícita e sou a favor da descriminalização. Em que medida? Quais drogas? Quantidade? A gosto do freguês! Basta ser maior de 18 anos.
    Acredito que a criminalização só aumenta o problema, não ajuda em nada a resolver.
    Educação e esclarecimento ajudam muito.
    Algum dia todo o conhecimento e clareza do mundo fará com que as pessoas deixem de se drogar? Duvido muito.
    Criminalizar o consumo e o comércio de drogas só faz o problema atingir quem não tem nada a ver com isso.

torres

25 de novembro de 2010 às 18h12

Implantar as UPPs e não enxugar gelo, expulsando os membros dos comandos – mas prendendo-os.

Mas depois a justiça solta.

E o chefe preso continua a comandar via advogados e familiares das cadeias.

Ou seja UPPS + JUSTIÇA DECENTE + leis penais que protejam a sociedade.

Assim pode minimizar o problema.

Responder

Liz maria

25 de novembro de 2010 às 18h07

Aó existe esse tipo de violência, terrorismo porque muita gente consome as drogas seja das classes alta, ricos, certos artistas que a promovem, enfim pessoas que estão ai muitas vezes na midia e divulgam o consumo e as auroridades muitas delas fizeram e fazem vista grossa tem medo…de serem atingidos de alguma forma…deixaram tudo acontecer não enfrentaram o problema não investiram nas comunidades pobres lhes dando oportunidade p/ estudarem e praticarem algum tipo de esporte etc… pois as verbass iam p/ suas ricas campanhas eleitorais e quando não fizeram até acordos como foi feito aqui em s.p, p/ que determinados candidatos não perdessem as eleições é tudo barganhas jogo de interesses , tudo uma sujeira só, e agora o povo está pagando esse preço e mais os pobres como sempre, enquanto os politiqueiros ficam guardados em suas mansões e c/ seguranças pagas pelos contribuintes. O secretário de segurança do rio está sendo atuante, por isso está acontecendo tudo isso. espero que não recuem, a politíca de segurança do rio está sendo eficaz, enquanto que aqui em s.paulo é coberto por uma cortina de fumaça… tem é que se pagar um salário digno p/ os policiais e bombeiros etc…para que eles sejam incentivados a lutar pela população e prender esses traficantes e consumidores que no fundo traficam também…

Responder

    Margarete

    28 de novembro de 2010 às 01h51

    Puxa Liz o salário dos policiais federais é um dos melhores da instituição de segurança, e muitas vezes estão envolvidos na criminalidade (corrupção). Em contra partida os bombeiros também policiais militares ganham o mesmo que a policia ostensiva (pertencem a mesma categoria), e salvam vidas, e até aqui não sei de nenhum bombeiro que esteja envolvido na criminalidade. Infelizmente vejo sim, muitos PMs fazerem a sua ronda para recolher seu ganha pão (embolorado). Enquanto dão boa vida para as suas famílias outras estão sendo ´prejudicadas. Realmente o salário de muitas instituições e empresas são péssimos – é preciso que todos ganham salários dignos, mesmo que a lei seja: para que uns enriqueçam é precioso que outros empobreçam… isso é algo que precisa ser resolvido. A educação de primeira qualidade é outro fator muito relevante, e que a nação (sociedade " nós" também) precisamos combater. Nós precisamos exigir uma educação pública básica fundamental de primeira. A igualdade só começa quando todos puderem ter a mesma oportunidade de se apropriarem do verdadeiro conhecimento (mesmo quando sabemos que a ciência apenas se aproxima da verdade).

Maria da Graça

25 de novembro de 2010 às 18h05

Concordo. Pelo menos até agora a violência do Rio está sendo combatido com firmesa, estou aqui acompanhando pela TV. Em São Paulo teve que ter a "negociação" ou seja, pediram uma trégua.

Responder

Fabio_Passos

25 de novembro de 2010 às 18h00

Ontem acompanhei parte do twitcam com Carlos Latuff.
Ele discorda completamente daqueles que defendem mais repressão violenta.

"Creio q a "paz" chegará ao RJ ñ c/simples execução do tráfico no varejo, mas sim c/um acordo do Estado c/o tráfico no atacado"
Carlos Latuff

Responder

    José Manoel

    26 de novembro de 2010 às 10h47

    Não concordo!!! Fazer acordo com traficantes e bandidos é formalizar a sua existência!!!!! Jamais!!!!!!!!

    Fabio_Passos

    26 de novembro de 2010 às 18h19

    Se não aceita negociar então que legalize.

Ⓐnti

25 de novembro de 2010 às 17h59

Enquanto os "detentores dos meios de produção" (só pra citar aquele barbudo alemão lá…) insistirem em continuar explorando o trabalho alheio e não dividindo seus lucros a coisa não muda. Desequilíbrio social gera violência, não é só com repressão militar que se resolve o problema.

Responder

Cadu Ferreira

25 de novembro de 2010 às 17h49

Vamos parar com essa palhaçada de ficar defendo direitos humanos de traficantes. Precisamos parar de passar a mão na cabeça dos moradores de favelas porque eles "são pobres" "não têm condição de morar noutro lugar". Balela, conheço muita gente pobre que prefere morar mais distante a morar em favela. Isso é politicagem descarada, é paternalismo de terceiro mundo.
É preciso enfrentar esses marginais com as armas que temos.. se eles querem guerra, terror, então que enfrentem as consequências. A polícia tem que agir como se estivesse numa guerra. E na guerra mata-se ou morre.
As autoridades do Rio de Janeiro, estão pagando o preço de suas irresponsabilidades.

Responder

    Ed Döer

    25 de novembro de 2010 às 19h33

    Na verdade, as autoridades atuais do RJ estão tentando resolver as irresponsabilidades de todas as autoridades anteriores.

    erica

    26 de novembro de 2010 às 00h05

    exatamente, porque o césar maia quase patrocinou milícias

BTib

25 de novembro de 2010 às 17h40

Em SP quando foi o PCC houve acordo, isso ninguem tem dúvida, e não pode haver acordo…

Responder

Wander Ferreira

25 de novembro de 2010 às 17h38

É preciso união das polícias, Militar , Civil, PF, PRF, um trabalho de inteligência e combate sem trégua aos traficantes. Sabe-se que acabar com o tráfico de drogas é impossível mas acabar com o poder armado dos traficantes, isso é totalmente possível. Basta o poder público querer. Claro que isso vai levar algum tempo, mas basta um combate constante e efetivo contra o contrabando e tráfico de armas.
A sociedade, deveria avaliar sua responsabilidade nessa onde de violência, afinal a maioria dos consumidores de drogas, não está na favela mas em bairros ricos e de classe média.

Responder

Mario

25 de novembro de 2010 às 17h26

Quanta hipocrisia desse especialistas, é uma grande piada tudo isso. E os financiadores das drogas, e os cartéis das drogas, esses miseráveis possuem recursos para comprar as drogas, como que as drogas sobem aos morros? Como as armas chegam lá? QUem comanda isso? Em que esfera se encontram? Hipócritas, é a polícia política mesmo, pau na gambazada mas não toquem nos tubarões. VERGONHA TOTAL!
E esses filhinhos de papai que consumem e financiam tudo isso? Esqueci, classe média não pode mudar os seus hábitos, eles são o que movem a opinião pública. QUANTA PATAQUADA. VERGONHA, VERGONHA.

Responder

Siron

25 de novembro de 2010 às 17h23

O consumo de dorgas existe em praticamente em todos os cantos do mundo. Então, botar culpa da violência em quem consome droga é tolice. Se não for o tráfico de drogas, será outro crime. O busílis é o armamento pesado que os bandidos tem nas mãos.

Acelerar o processo de UPPS? temos 1021 favelas no Rio de Janeiro. fazendo uma média de 100 policiais por UPP, façam as contas! UPP não pode ser única solução para o combate ao crime organizado.

Aliás, como diria o delegado hélio Luz, os bandidos não organizam o crime, quem o organiza é a polícia. ela quem decide quem deve mandar, quem deve morrer, e quando a droga e as armas devem entrar. O primeiro passo é a reformulação das polícias e melhor distribuição das funções de cada uma, a civil e a militar.

Responder

    Ed Döer

    25 de novembro de 2010 às 19h32

    Mas foi o tráfico que movimentou toda a grana inicial, que resultou em pontos de venda fixos nas favelas, que com o tempo passaram a ser disputados na bala pelos traficantes, sempre dispostos a expandir o negócio. Então, é sim culpa do bacana que consome.
    E legalizar só aceleraria o processo de migração do criminoso do tráfico para outro tipo de crime. Achar que todo aquele pessoal armado vai virar empreendedor ou empregado desse novo mercado legalizado é ingenuidade. Quem vai ganhar com isso são as Souza Cruz e Ambev da vida. Até porque esse pessoal passando a trabalhar honestamente e dentro da lei, teria salários compatíveis com a escolaridade, função, etc. Provavelmente muito menos do que ganham hoje na ilegalidade.

Paulo

25 de novembro de 2010 às 17h22

Mandar o Exercito, marinha e o bope lá.. e quem quiser confrontar.. azar..

Responder

Reinaldo

25 de novembro de 2010 às 17h20

Eu acho que agimos errado com os criminosos. Eu acho que nossas leis foram muito abrandadas devido aos anos da ditadura. A pena para criminosos de alta periculosidade tem que ser dura. O cara tem que pensar duas vezes e concluir que ser bandido é um mau negócio. Por exemplo, deviam construir um presídio num lugar bem distante, cujo acesso fosse possível só com aeronaves, cuja torre de telefonia mais próxima ficasse pelo menos a uns 300 km de distância. Aí pode levar quantos celulares quiser…. Não vai funcionar mesmo. Deveria ser perto de uma base da força aérea de modo que qualquer aeronave que se aproximasse sem ser identificada pudesse ser abatida. Quando a justiça precisasse interrogar os caras, isto seria feito através de conferência eletronica. O presídio seria provido de computadores com acesso de fibra óptica a servidores da justiça dedicados a isso. Também deveria ter um mínimo de carcereiros, e o atendimento rotineiro provido por equipamento robotizado. O perímetro de tal presídio poderia mantido como nos campos de concentração nazista por exemplo, área totalmente limpa com guardas armados de metralhadoras prontos a atirar, isto para desencorajar quaqluer tentativa de fuga.
Ah, vão dizer que é desumano, que vai contra os direitos humanos… Bom, como eu disse antes, acho que os bandidos devem ser encorajados a largar essa vida, devem constatar que prisão é uma coisa muito ruim (enquanto ficarem dando moleza inclusive com visita íntima… Ora, fala sério! Isso é prisão ou colônia de férias?) Esse sistema prisional deveria ser imposto apenas para criminosos violentos e muito perigosos. A criminalidade mais branda deveria ser combatida com medidas sócio educativas em vez de prisional. Faz os caras trabalharem atendendo doentes, por exemplo, após devidamente treinados em enfermagem.
Ah, outra coisa, fala-se tanto de reduzir a maioridade penal… Qual o que, eu acho que uma idéia mais simples é fazer com que o jovem que cometa assassinato e entenda o que fez, automaticamente seja considerado emancipado e maior de idade. Aí ele vai responder o processo pela justiça criminal comum. Não sei qual lei deveria ser mudada, mas acho que não é algo tão complicado, não? Afinal, se o cara se avocou o poder de tirar a vida de alguém, então ele deve ser considerado adulto. Não é uma coisa simples? E a sociedade não é até meio hipócrita? Vejam bem, se o rapaz engravida uma moça e quiser se responsabilizar e casar, o que acontece? Ele não tem que ser emancipado? Por que para alguém que tira a vida de outrem deve ser diferente? Acho o estatuto da criança e do adolescente ótimo, continue assim. Mudem só esse pequeno detalhezinho. Matou, maioridade no ato!

Responder

Alyda

25 de novembro de 2010 às 16h57

É: a melhor maneira de atacar as finanças do tráfico de drogas é legalizá-las, par e par com tabaco e álcool. A sociedade brasileira que seguiu a Globo no plebiscito das armas não pode reclamar… Os tráficos de drogas e armas são irmãos siameses. E quanto ao sistema penitenciário, não podemos copiar o norteamericano = se a população carcerária norteamericana fosse uma cidade, seria a 4a (ou 3a hoje) maior metrópole dos EUA [Löic Wacquant]

Responder

    Bruno

    26 de novembro de 2010 às 01h04

    Isto é uma bobagem sem tamanho. Grupos mafiosos vivem de atividades ilegais quaisquer, não apenas de "tóchico". Corte as drogas, passe a vendê-las no supermercado, e eles vão manter o poder deles através de outras atividades ilegais como prostituição, tevê a gato, sequestros, transporte clandestino de pessoas, etc.

    Quanto ao sistema carcerário: já falei dias atrás por aqui que para mim só devem estar presos criminosos que atentaram contra a vida, o Estado ou a propriedade privada, além claro de reincidentes. TODOS os outros devem ter penas alternativas, reduzindo os custos do sistema e desestimulando a formação das chamadas escolas do crime dentro do xadrez.

Carlos Nunes

25 de novembro de 2010 às 16h53

Azenha,

O estranho é que se fala em coibir que criminosos compre armas, mas nunca se toca na outra ponta, que arma são fabricadas e vendida.
O planejamento de todo processo produtivo de uma indústria parte da previsão de demanda dos produtos, para depois produzir a quantidade economica que não leve a ociosidade onerosa de estoques.
Será que no planejamento de producao da indústria de armamentos está previsto somente o mercado legal? Como seria abastecido o ilegal? Somente de armas furtadas, pouco provável.
Sim, produzir armas é um negócio legítimo, mas o lucro de um negócio é pelo risco do investimento feito, assim como pela responsabilidade pelos produtos na sociedade.

Responder

    Bruno

    26 de novembro de 2010 às 01h00

    O abastecimento de armas leves é, de forma expressiva, vindo de roubos e furtos. O de armas pesadas é por contrabando. Ou seja, falta vigilância nas fronteiras.

Fernando

25 de novembro de 2010 às 16h38

São mais de 1000 favelas e apenas 15 UPPs.

Acelerar é pouco.

Responder

Jair Orichio Junior

25 de novembro de 2010 às 16h37

Só faltou dizer que a Classe Média Média e Classe Média Alta deve para de consumir DROGA.
Se você vende peixe frito na praia e ninguém compra… Voc~e tem que mudar de ramo ou vai morrer de fome… Logo, se não coibirem o consumo e os prayboy não pararem de comprar , não polícia que consiga combater.

Responder

    H. C. Paes

    25 de novembro de 2010 às 18h07

    Não é bem assim. Essa contagem de mil favelas inclui algumas que são pouco mais do que uma dúzia de barracos em área irregular. E muitas são contíguas a outras, de modo que uma UPP pode beneficiar várias favelas. São treze UPPs, mas o número de favelas beneficiadas é maior.
    Segundo o Blog da Pacificação, por exemplo, a UPP do Andaraí beneficia Nova Divineia, João Paulo II, Juscelino Kubitschek, Jamelão, Morro Santo Agostinho, Arrelia e Rodo. Talvez fosse melhor pensar no número de moradores beneficiados. Se se instalarem UPPs na Maré, por exemplo, serão trezentos mil resgatados das garras da violência, mesmo que tecnicamente se trate de apenas uma favela.
    Infelizmente (ou felizmente, dado o motivo), as UPPs usam policiais recém-treinados, para diminuir a chance de que sejam arregimentados veteranos já corrompidos pelo tráfico e pelas milícias. Por isso é que leva tempo.
    Mas acho que dá para esperar que o Rio esteja bem melhor até a Copa, e com níveis civilizados de criminalidade até as Olimpíadas. Só não se pode ceder agora.

    Bruno

    26 de novembro de 2010 às 00h59

    Playboy tem que parar de consumir, favelado também. A culpa é, sim, da porra do usuário. Mas não é só dele. Se o Estado não deixar de ser ausente e inepto, pode todo mundo parar de usar droga que os caras vão viver só de GatoNet, gás e "segurança particular".


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