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Diário da Resistência


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Mulheres da Via Campesina contra o abuso dos agrotóxicos


05/03/2011 - 12h36

da Comunicação do MST

Em todo o Brasil, as camponesas, em conjunto com outros movimentos urbanos, mulheres da Via Campesina denunciaram nas últimas semanas  que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, inclusive de agentes contaminantes totalmente nocivos a saúde humana, animal e vegetal que já foram proibidos em outros países.

As ações alertaram sobre os efeitos nocivos para a saúde e meio ambiente da utilização anual de mais de um bilhão de litros de venenos, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola. O Brasil ocupa o primeiro lugar na lista de países consumidores de agrotóxicos desde 2009.

“A produção em grande escala com venenos traz conseqüência para a vida das pessoas, seja no campo, seja na cidade. Temos necessidade de consolidar esse debate na cidade, que é um debate para a humanidade”, afirma Marisa de Fátima da Luz, assentada na região do Pontal do Paranapanema (SP), e integrante da Coordenação Nacional do MST.

O que aconteceu estado por estado

No Rio de Janeiro, cerca de 300 mulheres trabalhadoras do campo e da cidade ocuparam a sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no centro da capital carioca.  O objetivo da mobilização é denunciar os altos investimentos e empréstimos do BNDES à indústria dos agrotóxicos e às transnacionais da agricultura, que compram e lançam os venenos agrícolas nas lavouras brasileiras.

No Ceará, mais de 1.000 mulheres dos movimentos sociais do Ceará, como o MST, o Movimento dos Conselhos Populares e a Central dos Movimentos Populares, fizeram duas marchas para denunciar os impactos negativos para a saúde humana e para o ambiente com uso excessivo de agrotóxicos no Brasil e os impacto.

Em Fortaleza, mais de 600 mulheres marcharam até Palácio da Abolição, do governo do Estado, para denunciar a política de isenção fiscal que beneficia as indústrias de venenos e amplia o consumo de agrotóxicos em todo o estado. Em Santa Quitéria, 500 mulheres protestam contra a instalação da mina de Itataia.

Cerca de 500 mulheres da Via Campesina se reuniram em Curitibanos (SC), no parque de exposição Pouso dos Tropeiros, com o lema, “Contra o agronegócio, em defesa da soberania popular”. O encontro iniciou com uma mística relembrando o porquê do 8 de março ser um dia de luta das mulheres trabalhadoras. No momento em que aconteceu o encontro, uma comissão esteve reunida com o governo do estado para reivindicar a pauta.

Na Bahia, 500 trabalhadoras rurais e urbanas realizaram uma caminhada em Vitória da Conquista em frente a Prefeitura e aos Bancos do Nordeste e Brasil para a reivindicação da liberação do Pronaf Mulher, renegociação das dívidas das assentadas e a construção de creches nos assentamentos. Em Petrolina, mais 500 camponesas ocuparam a sede do INSS junto com MPA, MAB, CPT, IRPA, Quilombolas e Pescadoras, para cobrar a implementação dos processos de aposentadoria das trabalhadoras rurais, auxílio doença e o salário maternidade.

Em Eunápolis 1500 mulheres ocuparam a fazenda Cedro pertencente à multinacional Veracel, no município de Eunápolis no dia 28/2. Hoje, as camponesas trancaram a BR 101 por duas horas.  As trabalhadoras denunciam a ação do agronegócio no extremo sul da Bahia, com a produção da monocultura de eucaliptos praticada pela Veracel na região de maneira irregular, pois ocupa terras devolutas.  Encontros para discutir a agricultura camponesa e sementes crioulas também estão previstos para os dias 05 a 10 de março, envolvendo os municípios de Pindaí, Caetité, Riacho do Santana, Rio do Antônio, Caculé, Brumado.

Em Pernambuco, 800 trabalhadoras rurais ligadas ao MST, ao Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), ao Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) e à Comissão Pastoral da Terra (CPT) marcharam na manhã dessa terça-feira (1/3) de Petrolina a Juazeiro, trancando a ponte que liga os dois municípios, denunciando a inoperância do Incra da região. No dia 28/2, mais 500 mulheres ocuparam o Incra da cidade de Recife como forma de chamar a atenção para a Reforma Agrária.

No Rio Grande do Sul, cerca de 1.000 mulheres da Via Campesina, Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Levante da Juventude e Intersindical protestaram no dia 1/3 em frente ao Palácio da Justiça, na Praça da Matriz em Porto Alegre. Elas saíram em marcha do Mercado Público de Porto Alegre até o local. Integrantes vestidas de preto estiveram paradas em frente ao prédio, em silêncio, para lembrar que as mulheres têm sido silenciadas por várias formas de violência. Na mesma cidade, cerca de 1.000 mulheres ocupam o pátio da empresa Braskem, do grupo Odebrecht, no Pólo Petroquímico de Triunfo, região metropolitana de Porto Alegre. A manifestação tem o objetivo de denunciar que o plástico verde, produzido à base de cana-de-açúcar, é tão nocivo e poluidor quanto o plástico fabricado à base de petróleo.

Já em Passo Fundo (RS), 500 mulheres realizaram uma manifestação pública no centro, com atividades de formação no Seminário Nossa Senhora Aparecida.

Em Sergipe, cerca de 1000 trabalhadoras rurais do estado estão acampadas na Praça da Bandeira de Aracaju. De 1 a 3 de março, elas participaram de atividades que denunciaram os agrotóxicos, o agronegócio, a criminalização dos movimentos sociais e a violência da mulher.

No Espírito Santo, uma marcha de mulheres do campo e da cidade partiu na terça-feira do município da Serra, promovendo uma série de atividades da Jornada de Lutas das Mulheres. No primeiro dia, a marcha caminhou aproximadamente 15 km até Carapina, com muita animação e apoio popular durante o trajeto. Depois, a marcha foi para a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), onde aconteceram debates sobre os impactos do agronegócio na vida das mulheres do campo e da cidade, com destaque para a questão dos agrotóxicos, do novo Código Florestal e da saúde alternativa.

No interior de Minas Gerais, 400 mulheres da Via Campesina e o Fórum Regional por Reforma Agrária ocuparam a BR 050, no km 121, entre Uberlândia e Uberaba, para denunciar que a utilização de aviões de pequeno porte para pulverização de agrotóxicos pela empresa Saci polui o solo e a água da região. A Saci, juntamente com a Usina Vale do Tijuco, utilizam grandes quantidades de veneno, jogados de aviões de pequeno porte que poluem o solo e a água da região.

Em Teófilo Otoni, 300 mulheres camponesas dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce realizaram uma marcha do centro da cidade, em direção ao Fórum da Comarca, para denunciar os casos de violência contra as mulheres e a violência causada pela concentração de terras na região.

Em São Paulo, desde 25 de fevereiro, várias mulheres do MST, realizam ato de denúncia e reivindicação na frente da Prefeitura de Limeira, próximo da Campinas. Cerca de 70 mulheres do MST e da Via Campesina realizaram a ocupação da prefeitura do município de Apiaí, localizado na região Sudoeste de São Paulo para reivindicar o acesso aos direitos básicos como: saúde, educação, moradia, transporte e saneamento básico, que vendo sendo negados pelo município às famílias acampadas.

No litoral de São Paulo, cerca de 600 mulheres da Via Campesina e outros movimentos sociais fecharam parte da Rodovia Cônego Domênico Rangoni,  também conhecida como Piaçaguera-Guarujá, que dá acesso ao Pólo Industrial de Cubatão.

Nesse região, encontram-se grandes empresas produtoras de veneno, como Bunge, Vale Fertilizantes, Rhodia, no total de 52 empresas. Dessas, cerca de 80% são produtoras de venenos. O estado de São Paulo está entre os três primeiros estados produtores de agrotóxicos no Brasil.

Para saber mais sobre o uso abusivo de agrotóxicos no Brasil, leia aqui a entrevista de Raquel Rigotto a Manuela Azenha.





26 comentários

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Regina Braga

08 de março de 2011 às 17h20

Pois é ,só podia ser as mulheres …Ocupando os espaços,lutando pela qualidade de vida,justiça social e cidadania.Parabéns a todas elas.Em particular, a nossa primeira Presidenta.Lindo o poema e merecido.

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Silvio I

08 de março de 2011 às 15h40

Os governos estão cientes dos efeitos nocivos dos agrotóxicos dispersados nas lavouras de cana, de soja. Mais parece que as 30 moedas ,valem mais, que tomar medidas para acabar com as indústrias de agrotóxicos. No sô porque se estão empregando no Brasil, venenos já proibidos em muitas partes do globo.Inclusive isto ocorre, nos países onde está a matriz de essas multinacionais.

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Ramiro

08 de março de 2011 às 14h21

E já que hoje é o Dia da Mulher, a essas bravas mulheres camponesas dedico o meu mais comovido abraço!
Nós brasileiros nos orgulhamos de vocês!
Que façam escola!

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Mário SF Alves

08 de março de 2011 às 11h55

Azenha,
Hoje, 08 de março de 2011, Dia Internacional da Mulher, homenagem esta que tem como uma de suas causas as manifestações das mulheres russas por "Pão e Paz" – por melhores condições de vida e trabalho – e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial [http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_Mulher], quero aproveitar a oportunidade para parabenizá-lo por divulgar o protesto feito pelas mulheres da Via Campesina, que, em conjunto com outros movimentos urbanos, denunciaram nas últimas semanas, em nível nacional, que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, inclusive de agentes contaminantes totalmente nocivos a saúde humana, animal e vegetal, alguns dos quais, há décadas, proibidos em outros países.
A propósito, gostaria de lhe dizer que me sinto honrado em poder participar deste fórum de debates, de exposição de idéias, de desprendimento e manifestação de boa fé, informação e aprendizado político que é o Vi O Mundo.

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JotaCe

06 de março de 2011 às 21h53

O LOBBY DOS AGROQUÍMICOS

Se o movimento das mulheres contra o uso de agrotóxicos patrocinado pelo MST se destaca pelos nobres e utilitários fins, a Promoção da saúde no campo pelo Sistema Faesp que foi destacada pelo lobby do veneno, também comemorada no Dia da Mulher, a favor do veneno, se reveste de uma grande dose de cinismo. Com efeito, desde o trabalho pioneiro de Albert Howard e exposto no clássico agronômico ‘An agricultural testament’ (Um testamento agrícola), ficou demonstrada a inutilidade do uso de agroquímicos na agricultura. Mais recentemente, Francis Chaboussou, biólogo, pesquisador e ex-diretor da maior instituição de pesquisas agronômicas da França, (INRA), demonstrou como e porque os agroquímicos alteram o metabolismo das plantas tornando-as suscetíveis à ação dos insetos, ácaros e agentes

JotaCe

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JotaCe

06 de março de 2011 às 21h48

O LOBBY DOS AGROQUÍMICOS (2)

de doenças. O seu trabalho foi documentado em quatro importantes obras, das quais apenas uma foi publicada no Brasil. Os conceitos que desenvolveu, deveriam ser discutidos pelos professores com os seus alunos nas escolas de agronomia e de ensino técnico-agrícola. O PIG tem dado uma imensa colaboração ao uso dos agroquímicos, quer destacando (ou insinuando de forma subliminar) sua importância, ou atuando de forma condenável, fazendo confundir o termo ‘agrotóxico’ com ‘defensivo agrícola’ e que são absolutamente diferentes.

JotaCe

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Helia

06 de março de 2011 às 21h23

Essa questão dos agrotóxicos é do interesse de todo o povo brasileiro. As pesqisas demonstram que um grande número de doenças decorrem do uso dos agrotóxicos, algumas delas mortais, outras incapacitantes.
No entanto, o uso desses produtos continua cada vez mais disseminado.
Que o exemplo das camponesas frutifique! Se houvesse uma grande pressão popular o Congresso seria obrigado a aprovar leis que impedissem esse estado de coisas.

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lena

06 de março de 2011 às 19h20

Vale a pena visitar sempre o site do MST. http://www.mst.org.br/
Nele encontramos notícias sobre o que se passa no campo e muitos artigos sobre a questão agrária no Brasil.
É hora de voltar a discutir com seriedade a questão da reforma agrária, que já foi levada a efeito na maioria dos países adiantados do mundo.

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Alessa

06 de março de 2011 às 19h15

Essas camponesas em luta pacífica pela saúde de todos os brasileiros, merecem nossos apausos e gratidão.
Elas enfrentam o poder do latifúndio, o patriarcalismo do meio rural e o pacto de silêncio da mídia oligárquica. E conquistaram seu direito de existir, em pé de igualdade com os homens, como protagonistas autônomas das grandes lutas sociais.
São um exemplo para todos os brasileiros e brasileiras.
Parabéns ao Betinho pelo merecido poema às camponesas!

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Ediane

06 de março de 2011 às 19h04

No último 1 de março.mulheres camponesas fizeram protesto na Braskem aqui no RGS. As mulheres trabalhadoras do campo e da cidade realizam neste ano mais uma jornada nacional de lutas em torno do dia 8 de março.
Na manhã de terça-feira (1/3), cerca de 1.000 mulheres ocupam o pátio da empresa Braskem, do grupo Odebrecht, no Pólo Petroquímico de Triunfo, região metropolitana de Porto Alegre.
Leram um manifesto das mulheres trabalhadoras em luta do Rio Grande do Sul
A ação foi organizada pelas mulheres da Via Campesina, Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Levante da Juventude e Intersindical e integra a jornada nacional de lutas das mulheres.
A manifestação na Braskem tem o objetivo de denunciar que o plástico verde, produzido à base de cana-de-açúcar, é tão nocivo e poluidor quanto o plástico fabricado à base de petróleo.
O produto é propagandeado pela empresa e pelos governos como uma solução para os problemas ambientais. No entanto, as mulheres alertam que o plástico verde irá intensificar a proliferação do monocultivo, intensificar a transgenia, o uso de agrotóxicos e a concentração de terra.
Para viabilizar a produção de plástico verde em grande escala, a empresa tem como meta plantar quase dois milhões de hectares de cana-de-açúcar no RS. Isso inviabiliza ainda mais a agricultura camponesa e gera a expulsão de milhares de famílias camponesas da terra.
É importante que nós moradores das cidades brasileiras acompanhemos a luta camponesa que na verdade diz respeito a todos nós.

Para a população da cidade, o crescimento de mais essa monocultura significa aumento dos preços dos alimentos e mais pessoas disputando empregos e moradia.

A jornada nacional de lutas das mulheres iniciou na segunda-feira (28) com a ocupação da empresa Veracel na Bahia por 1.500 mulheres.

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Rogério

06 de março de 2011 às 18h46

Enquanto as mulheres camponesas em todo o Brasil lutam por todos nós, no Maranhão segue tudo igual. No ultimo passado dia 22 de fevereiro, o empresário Manoel Gomes acusado de mandar executar o lavrador Flaviano Neto, 45 anos, morador e líder da comunidade quilombola Charco, em São Vicente Férrer no Maranhão, foi preso..
O crime ocorreu em 30 de outubro de 2010, quando Flaviano foi vitima de uma emboscada, ao se dirigir para sua comunidade.
Manoel Gomes é o terceiro acusado a ser preso por envolvimento no crime. Já se encontram presos, em São Luís, Irismar Pereira que executor Flaviano, o ex-policial militar e Josuel Sodré Sabóia, detido no início deste mês como um dos intermediadores no homicídio.
A causa do crime?
Cerca de 70 famílias remanescentes de quilombos vivem nesta área a séculos. Flaviano e outras lideranças vinha a anos lutando pela titulação da área onde vivem as famílias. Vários procedimentos foram abertos no Incra – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária para vistoriar a terra e dar encaminhamento ao processo de posse da área, mas segundo o Intituto, a questão emperrou devido a grilagem das terras, que foram fracionadas e vendidas para o fazendeiro Manuel Gomes e seus filhos.
A grilagem da área intensificou a disputa pela posse do local, criando um clima de tensão, com tentativas de despejos forçados, ameaças e o assassinato de Flaviano Neto.
Após os últimos acontecimentos e a pressão de entidades e movimentos sociais, já neste mês a Procuradoria Geral da República requereu à Justiça Federal a identificação da área como terra quilombola.
A prisão de Manuel Gomes representa mais uma vitória para as entidades de Defesa dos Direitos Humanos, e movimentos sociais que vem acompanhando este e outros casos de assassinato a trabalhadores. Este é o segundo caso, em um mês a ser encarado com seriedade pela Justiça.
Unamo-nos à luta camponesa por uma reforma agrária justa!

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Zuzu

06 de março de 2011 às 18h34

Se todas as mulheres do mundo agissem da mesma forma que essas bravas camponesas brasileiras , que maravilha viver!

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Maria Lucia

06 de março de 2011 às 14h04

É momento de nos voltarmos para tentar entender porque até a presente data tão pouco se avançou em direção a uma reforma agrária. E porque , ao invés disso, temos na verdade é, cada vez maior concentração de terra nas mão de uns poucos.
Palmas de pé para as bravas camponesa que nos convidam a lutar com elas!

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Adriana

06 de março de 2011 às 11h11

Parabéns ao Vi o Mundo que traz essa matéria de botar água nos olhos, de fazer o coração se animar!
Que venham outras , que mostrem a luta concreta de brasileiras e brasileiros!
Para que sigamos o exemplo.

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Aline

06 de março de 2011 às 11h07

Mais mulheres de verdade,dando bom exemplo, e mostrando o caminho de se construir vitórias: lutando!
E ganham poemas do Betinho!
Assim é que se quer a vida!
Viva as nossas militantes da vida e da saúde! Viva as camponesas brasileiras! Viva a mulher brasileira! E os homens também!

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    Mário SF Alves

    06 de março de 2011 às 22h06

    Vivas também à resistência. Importante considerar isso pois a luta contra os agrotóxicos ( o que inclui venenos violentíssimos) e contra o direito de patente sobre seres vivos (sementes e outros transgênicos) é questão crucial. Resistir nestes termos é agir no sentido de impedir ou frear parte fundamental do processo de escravização da humanidade.

    Aline

    08 de março de 2011 às 14h43

    E vamos lutar!
    Vamos nos somar a essas bravas mulheres, nós todos.Cada um de nós pode fazer um pouquinho e assim seremos muitos e muitas, a somar com essas lúcidas brasileiras camponesas!

Paulo Silva

06 de março de 2011 às 10h46

Betinho2
Além de reafirmar os merecidos cumprimentos pelo poema, gostaria de também enfatizar a extrema necessidade do pautarmos os nossos debates em cima de temas realmente fundamentais. Temas que estejam além do gosto ou não gosto, simpatizo ou não, como rediscutir a questão dos danos ambientais da Usina de Belo Monte, cuja únicas finalidades parecem ser consolidar a divisão territórial do Estado Pará, com a criação do Estado de Carajás, e fornecer energia elétrica para o agronegócio e às mineradoras estrangeiras que por lá operam ou vão operar.

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Osmar

06 de março de 2011 às 09h49

Esses são os temas que gostaríamos de ver sempre aprofundados nos blogs inteligentes! Porque de tititis, disse-me-disses, falsos escândalos e boatarias , disso a Grande Mídia dá conta!
Há muito problema sérios para debater, acumulamos mais de 500 anos de violências e injustiças, os podres valores capitalistas chegaram com as caravelas! É hora de profundas transformações! À la brasileira!
É hora de passar o Brasil a limpo, como recomendava o Prof. Darcy Ribeiro.
Viva as Mulheres Camponesas, viva as Mulheres Brasileiras! Que seja delas o comando, nessa hora decisiva!

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Mário SF Alves

05 de março de 2011 às 23h23

Avante, mulheres! Avante! Avante, ainda que apenas pela defesa da humanidade que nos resta!
Avante, Via Campesina, avante! Avante, MST, avante!
Pelo imediato fim de qualquer privilégio concedido à agroindústria e à agricultura transgênica: avante! Pelo fim do irresponsável e desumano reconhecimento jurídico de direito de patente sobre modificação genética de sementes: avante! Pela urgente inclusão da agricultura tradicional de base técnica pré-capitalista no rol das políticas públicas prioritárias: avante! Pela responsabilização e criminalização da contaminação transgênica das lavouras de soja convencional: avante! Pelo fim do processo fascista de demonização dos movimentos sociais: avante! Avante, ainda que apenas pela certeza de que o crime deles não compensa!

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Ramiro

05 de março de 2011 às 23h00

Ótima postagem que mostra a ação organizada dessas bravas brasileiras a nos darem um exemplo de como se vai a luta. Tomara que esse movimento se amplie e possamos todos dele participar ativamente.
Parabéns ao Betinho pelo poema!

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Maria Lucia

05 de março de 2011 às 22h42

Por todo o Brasil, nas zonas rurais, já há muitas décadas, morre continuadamente um grande número de brasileiros e brasileiras, de todas as idades, vítimas diretas do uso de agrotóxicos em lavouras e plantações das mais variadas espécies vegetais. Outros adquirem doenças crônicas. Mas a tragédia não para aí.
Populações indígenas são dizimadas pela contaminação das águas.
Os alimentos e águas contaminadas provocam anomalias fetais e mais mortes e sequelas em populações das cidades que não trabalham nem nunca trabalharam no campo.
Ou seja, em todo o país sentem-se os efeitos dramáticos do uso de agro-tóxicos.
Outra grande vítima é a própria natureza: os solos, os animais, as espécies vegetais,toda a biosfera.
É com emoção que tomo conhecimento desse movimento por meio desse comunicado do MST. Um movimernto que precisa ser amplamente divulgado. Que deve nos servir de exemplo e nos incentivar a participar também dessa luta camponesa. Caberá a cada um de nós, que dele tivemos conhecimento, somar com a luta concreta dessas bravas mulheres camponesas que tão bem compreendem que sem luta e mobilização não se construirá vitória contra esse verdadeiro genocídio.
Parabéns ao Vi o Mundo pela divulgação e ao Betinho pelo vibrante poema, que é preciso fazer chegar às mulheres camponesas,que merecem toda a nossa gratidão e admiração.
Unamo-nos a elas e façamos a nossa parte!

Responder

Pedro Ayres

05 de março de 2011 às 17h53

Betinho
Gostei do poema, pois, além de ser claro e combativo, faz um excelente retrato do que acontece no campo. Dentre os pontos sofríveis da administração Lula a questão campesina foi um desses. Primeiro por ter permitido que uma fraude intelectual, como o brasililianist carioca, pontificasse em assuntos estratégicos e com isso abrisse mais espaço para a expansão do agronegócio nacional e transnacional, além de estimular a "racional ocupação" da região amazônica e do Pantanal, eufemismo para destruir o meio-ambiente. Algo que mereceu o brilhante fecho de ouro do Código Florestal do deputado aldo rabelo.

Responder

betinho2

05 de março de 2011 às 15h41

Bravas trabalhadoras do campo.
Mostrando com esse movimento
Que o discurso verde é puro trampo
Dos ecocapitalistas do momento

Momento de enganar toda consciência
À esquerda inocentes sem discernimento
À direita discernimento sem inocência
É o golpe verde do "enganamento"

De verde só tem a ganância
Pela cor da moeda de papel
De outra nação em última estância
Sobem eles, descemos nos nesse "rapel".

Apoiar o movimento
Quem é do ramo
Aproveita o momento.
E "vamo que vamo".

Responder

    candida

    05 de março de 2011 às 22h50

    E vamo que vamo, Betinho, nos unir a essas camponesas que lutam pela vida e pela saúde de todos nós!
    Parabéns pelo seu poema-denúncia! Alguém poderia musicá-lo,daria um ótimo hino para o movimento dessas verdadeiras feministas, mulheres a favor de todo gênero humano!

    lala

    06 de março de 2011 às 18h31

    Foi legal você ter homenageado às camponesas com um poema!
    Elas fizeram por merecer. Parabéns!
    Vamos somar com elas!


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