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MST ocupa fazenda grilada pela Cutrale na região de Bauru


22/08/2011 - 14h15

MST ocupa área grilada da Cutrale em Iaras e cobra criação de assentamento pelo Incra

22 de agosto de 2011

Da Página do MST

Cerca de 400 integrantes do MST ocupam desde as 6h, desta segunda-feira (22/8), a Fazenda Santo Henrique, de 2,6 mil hectares, no município de Iaras, na região de Bauru.

A ocupação realizada no município de Iaras reivindica a arrecadação da área para fins de Reforma Agrária e denuncia a indevida e criminosa utilização da área pela empresa Cutrale.

A área utilizada pela Cutrale tem origem pública e, de acordo com a lei, deve ser destinada à Reforma Agrária.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem estudos que comprovam que a área é devoluta e disputa na Justiça a posse da Fazenda Santo Henrique.

O processo tramita na 1ª Vara da Justiça Federal de Ourinhos desde agosto de 2006 . A fazenda faz parte do Grupo Colonial Monção, um conjunto de fazendas comprado pela União em 1909 para projeto de colonização de mais de 100 anos. Juntas, somavam cerca de 40 mil hectares abrangendo terras em Agudos, Lençóis Paulista, Borebi, Iaras e Águas de Santa Bárbara.

Em negociação com o órgão federal, a Cutrale admitiu que a área não é regular e fez o compromisso de repassar uma área para o assentamento das famílias acampadas na região. No entanto, a empresa não cumpriu e o Incra até agora não tomou nenhuma atitude.

Em 2009, o então superintendente do Incra em São Paulo, Raimundo Pires Silva, afirmou que a fazenda é “um patrimônio público, pertence ao povo”.

A Cutrale, desde a década de 1980, está envolvida em crimes contra o trabalho e a economia brasileira, sempre se utilizando da ausência e da complacência do Estado.

A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária, que acontece a partir de hoje em vários estados onde o MST está organizado e também em Brasília.

O Movimento participa do Acampamento Nacional da Via Campesina, com o objetivo de pressionar o governo frente à paralisia no atendimento da pauta dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais.

Acampamento  da Vila Campesina em Brasília

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12 comentários

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O MST vai ao Planalto | Viomundo - O que você não vê na mídia

23 de agosto de 2011 às 21h50

[…] MST peita grilagem da Cutrale   […]

Responder

francisco.latorre

23 de agosto de 2011 às 00h47

força lá.

..

Responder

Marcio H Silva

23 de agosto de 2011 às 00h33

Vi na TV que estas terras estão com processos na justiça. O Jornal da TV ( globonewa ) anunciou que a cutrale reconhece que a terra é da união, mas entrou na justiça e ganhou em primeira instancia. Ganhou em primeira instância? qual juiz que deu o veredicto? se a terra é reconhecidamente da união o que levou este juiz a dar ganho para a cutrale? bem faz o MST de recorrer e tomar a terra na marra. Com o assentamento creio que irá diversificar a produção de alimentos que vendidos ajudarão a alimentar o povo brasileiro.

Responder

Paulo Bernardo reclama da Globo. Ele e a torcida do Flamengo | Viomundo - O que você não vê na mídia

23 de agosto de 2011 às 00h19

[…] MST ocupa fazenda grilada em Bauru   […]

Responder

JNascimento/PR

22 de agosto de 2011 às 22h46

As terras pertencem ao povo Brasileiro, do qual o mst é parte e legítimo requerente.
Distribuam as terras da cutrale e muitas outras terras griladas por poderosos.
Também ofereçam condições de trabalho,crédito, e orientação técnica,
na enxada não se produz mais que flagelados no meio rural.
Ainda há tempo;falta apenas políticas sérias.
Sou parte do povo,porém, não tenho vocação nem vontade para esta empreitada.
Meu quinhão; deixo para os assentados do mst!

Responder

Silvio I

22 de agosto de 2011 às 15h24

Azenha:
Novamente este ano esta a Cutrale no olho do furacão em São Paulo. O ano retrasado se preparou uma bonita obra teatral, para acusar como responsáveis ao MST. Esta empresa que parece totalmente nacional não o é, pertence a Coca Cola. Porque ocorre isto novamente por a desídia dos governos, de atacar como se deve, esse problema fundamental para o progresso do Brasil. Essas terras estão determinadas para essa finalidade já faz 100 anos. Os governos em Europa, e nos EUA, não tem defendido aos povos, tem apoiado ao grande capital, e veja o que está ocorrendo em eles. Isto não pode ocorrer em Brasil e necessário que os respectivos governos de Estado, e Federal, intervenham rapidamente, com uma solução definitiva, para a reforma agrária. Com ela também se vai a erradicar a miséria no Brasil. Essa que e a meta prioritária do governo Dilma. A reforma agrária não sai, porque a lei foi para fazer um bom negocio, com as terras, e apoderar se indiretamente, de dinheiros públicos. E por esta razão o governo paga caro pelas terras. Se deve pagar por as terras por o valor venal e não por o valor de mercado. Os donos das térreas as têm para especular, não produzem, não pagam os impostos por o valor de mercado, sendo que pagam por seu valor venal. Neste caso a Cutrale invadiu terras do governo sendo muito provável que as queira grilar.

Responder

beattrice

22 de agosto de 2011 às 15h12

A questão de terras griladas no Brasil, urbanas e rurais, é tão grave que mereceria um setor do MP federal dedicado a ela.
CADÊ?

Responder

Campineiro

22 de agosto de 2011 às 15h10

Em 2009, o então superintendente do Incra em São Paulo, Raimundo Pires Silva, afirmou que a fazenda é “um patrimônio público, pertence ao povo”.

Pertence ao povo e não ao MST

A Cutrale, desde a década de 1980, está envolvida em crimes contra o trabalho e a economia brasileira, sempre se utilizando da ausência e da complacência do Estado.

8 anos e meio o Estado é representado por forças políticas de esquerda, que se vangloria daquele que cuida dos mais pobres, etc. e tal.

E o Estado se omitiu??

Responder

    Silvio I

    22 de agosto de 2011 às 17h39

    Campineiro:
    Coloca aqui pertence ao povo e não ao MST. O MST invadiu uma terra que e do povo, e que está grilada em mãos de Cutrale faz anos, e o governo condescendente. Faz dois anos que eles a tinham invadido, essas terras foi um Deus nos acuda o ruído que fez a imprensa, e o governo de São Paulo em todo este tempo, não tive tempo para ver o problema nem de estudar o, nem encontrar uma solução.

    Felippe

    23 de agosto de 2011 às 00h07

    O governo de SP nada pode fazer, visto que são terras da UNIÃO

    O MST nao vale um centavo.

    Silvio I

    23 de agosto de 2011 às 13h20

    Felipe:
    Realmente não vale um centavo, para quem não quer ver. O MST e o maior grupo organizado de América, e não sei si do mundo. Esta organização tem tirado do analfabetismo a milhares de brasileiros, tem escolas e também Universidade. Si não estou enganado, neste ano se formam os primeiros doutores, dessa universidade.Esta lutando faz anos por um ideal a reforma agrária,que resolveria sérios problemas de Brasil.Apenas que um congresso, formado por grandes fazendeiros, que são os que formam a bancada ruralista, se opõe permanentemente.Realmente não vale um centavo, para quem não quer ver. O MST e o maior grupo organizado de América, e não sei si do mundo. Esta organização tem tirado do analfabetismo a milhares de brasileiros, tem escolas e também Universidade. Si não estou enganado, neste ano se formam os primeiros doutores, dessa universidade. Esta lutando faz anos por um ideal a reforma agrária,que resolveria sérios problemas de Brasil.Apenas que um congresso, formado por grandes fazendeiros, que são os que formam a bancada ruralista, se opõe permanentemente.

SILOÉ-RJ

22 de agosto de 2011 às 14h34

É isso aí MST!!!
E eles ainda tiveram a cara de pau de armar aquela sacanagem da filmagem do trator destruindo as plantações só para jogar a opinião pública contra o movimento.
Teram também que pagar indenizações por injuria calúnia e difamação.

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