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Morvan Bliasby: Quem é mesmo o intolerante?


10/01/2015 - 13h22

corao

Atentado Ao Hebdo, Na França. Quem É Mesmo O Intolerante?

Morvan Bliasby, em seu blog, via e-mail 

O mundo assiste, estarrecido, ao atentado à Charlie Ebdo. Tal estupefação, supõe-se, se dá pelo ato em si, pelo número de vítimas e pela sensação [crescente] de insegurança que cada ato desta natureza nos incute. E também porque tendemos a repudiar toda forma de violência, quando explícita. Já alegar surpresa não soaria sequer honesto ou verossímil.

O caldo de cultura crescente da “Guerra Ocidente X Bárbaros“, como apregoam, com a sutileza de um símio em louçaria, os senhores da guerra, começou bem antes. É só o desenrolar de um processo de cizânia artificial, sintética, fabricada, da “A América”, ou “Ocidente”, X “Os bárbaros”, “Retrógrados”, mas que serve muito bem a quem precisa da guerra por lucro e, claro, por poder global.

Remonta a séculos, na verdade. Quem são mesmo os “atrasados”? O mundo árabe nos deu importantíssimas contribuições via literatura, ciências, exemplo de matemática (na verdade, fazer uma conta nos é bem mais simples, hoje, do que se a fizéssemos utilizando algarismos romanos, como o era antes das famosas viagens de Fibonacci ao Oriente), astronomia, navegação, idem.

O mundo “civilizado”, “culto”, veio a conhecer os algarismos arábicos por causa da curiosidade do italiano  Fibonacci, que os apresentou a nós, e, como joia da coroa, o Zero, a maior das abstrações na matemática ocidental. Fibonacci teve que viajar até a Índia e parte da Arábia para nos apresentar o conceito (o símbolo e o seu significado abstrato). O mundo mudou, desde então. Um símbolo mudou a maneira de realizarmos cálculos e redefiniu a diferença entre nulo e inexistente. Informática, religião, filosofia, etc., têm noções diferentes de nulidade e de inexistência graças aos indianos e parte do então mundo árabe, o que, séculos atrás, lhes parecia ‘natural’.

Esta guerra da “A América”, “O Ocidente”, X “Os bárbaros”, como os E. U. A. e seus satélites querem que pensemos, é um imperativo por novos territórios demarcados, na geopolítica e nos recursos naturais, óbvio. Usualmente, quando ocorrem estes atentados, alega-se intolerância. Mas, quem é mesmo o intolerante? Eles, os “civilizados”, vêm tripudiando da fé dos islamitas faz tempo. Considere-se também que nem todo islamita é fundamentalista. Infelizmente, alguns “terroristas” (não, os reacionários do “Ocidente” não são terroristas! São “Mudernos“.) acabam fazendo o jogo deles.

Acabam dando estofo à alegação de que são [todos eles] fundamentalistas, violentos, retrógrados, e, claro, terroristas. Quem promove terrorismo de [des]informação, quem massacra com violência simbólica, como classificar?

Liberdade de Imprensa? O que é liberdade?

O mundo “civilizado” trombeteou, em unânime, ser este atentado não só à magazine, mas à liberdade de imprensa. Quem viu os líderes na tevê, leu na prensa ou na Internet, até pensava se tratar de discurso combinado. E o é, de certo modo. Na mídia nativa, a mais escroque deste sistema solar, digo sempre, apregoou-se que o que fizerem na França seria como se eles matassem chargistas brasileiros, com exemplos. Furto-vos de reproduzir quais. Alegou-se, com cinismo caricato, que a Charlie é plural. Sim. Como o é a mídia brasileira. A magazine fazia 10 (dez) charges de tripudiação a “ocidentais” e trezentos (300) com os “bárbaros”.

Aqui, onde o ‘pluralismo’ também reina, o Manchetômetro Registrou 18 Capas Pró-Dilma; 234 Contra. Pluralismo. Aqui como lá. Pois sim. Liberdade é algo absoluto? [Temos o] Direito de insultar as crenças do outro? A nossa Presidente, acertadamente, repudiou o atentado aos chargistas. Discordo do que disse, porém, no que tange à “liberdade de imprensa”:

“… Esse ato de barbárie, além das lastimáveis perdas humanas, é um inaceitável ataque a um valor fundamental das sociedades democráticas – a liberdade de imprensa…

Estes atentados não são, como analisou, penso e reitero, equivocadamente, nossa Presidente, “um atentado à liberdade de imprensa”. São um atentado ao direito do outro de pensar diferente.

Eles “O Ocidente”, são tão ou mais intolerantes quanto fora a Inquisição. Ou seja, temos o direito de pensar igual a eles, os “mudernos“, para não sermos massacrados. Simples assim. Onde já se viu? Pensar diferente? Se são um atentado, o são ao próprio limite que a imprensa se consegue não impor. Meu pesar pelas pessoas mortas. Lamento por elas e pela intolerância (d´ambos os lados). Mas pelo que consigo conceber como ‘liberdade’, soa bem desonesto. Mas, se tu achas que liberdade é bem mais que uma calça azul e desbotada, hás de conceber também que a liberdade é cara demais para ser confundida com direito de tripudiar da visão de mundo do outro.

Aliás, a liberdade de imprensa, mormente no Brasil, funciona como uma máquina financiada pelo poder público, para assassinar reputações e consciências. Fábrica de coxinhas. Não é esta a minha liberdade. Esta máquina de moer reputações, inclusive de quem lhe financia, não é liberdade. Liberdade PRN! Privei, poupei a nós todos de outras charges “pluralistas”, como aquela que mostra (supostamente) Maomé de bruços e com um trocadilho infame, impublicável; quem quiser vê-las, os Motores de Busca as têm à profusão . Observe-se que o hebdomadário tem o vocativo “Jornal Irresponsável“, na sua capa. Precisa dizer mais?

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14 comentários

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Luther

11 de janeiro de 2015 às 22h50

Para desfazer esse tipo de desinformação absurda que anda circulando no Brasil sobre o Charlie.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-charlie-hebdo-era-racista/

Responder

Morvan

11 de janeiro de 2015 às 21h51

Boa noite.

À guisa de suplementação, mesmo na mídia convencional temos manifestações que, a exemplo do que falo, condenam a violência mas não parecem comprar a ideia de “liberdade de expressão” como algo incondicional, acima de todos os valores. [Carlos] Latuff, tão bem frisado pelo meu amigo FrancoAtirador, afirma, no IG: “Não Trabalharia Na Charlie. Não Tenho Por Que Desenhar Maomé Sem Roupa”. Laerte Coutinho, no mesmo veículo, afirma:

Os cartunistas lidam com a linguagem do humor, mas são jornalistas. Eu sou a favor da liberdade de expressão, mas não acho que existe expressão acima de qualquer crítica. Se você faz um discurso estimulando pessoas a praticar violência ou discriminação, isso precisa ser discutido.“.

Para todos os [d]efeitos, a 4ª guerra está no seu preâmbulo e seus engendradores colhem os frutos da divisão. Os “mudernos“.

Saudações bolivarianas; {♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥}; “Dilma, Reformas do Judiciário, Urgente e da Educação, mantendo, obrigatoriamente, as disciplinas ‘criticistas’“,
Morvan, Usuário GNU-Linux #433640 (Fedora 21_x64). Seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux.

Responder

FrancoAtirador

11 de janeiro de 2015 às 21h19

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E por falar em Liberdade, Igualdade e Fraternidade…

São Paulo, domingo, 07 de outubro de 2007
Folha de S.Paulo

Lei que proíbe véu em escolas ainda fere muçulmanas

Maioria das jovens islâmicas na França se adaptou à mudança,
mas continua a ver determinação como ofensa

Em Paris, há estudantes muçulmanas que dizem se sentir nuas sem adereço; outras preferiram adiar a opção pelo uso do véu

LÚCIA JARDIM
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE PARIS

Faz três anos e meio que ser fiel ao islã é mais difícil para as jovens muçulmanas que moram na França, proibidas por lei desde 2004 de portar o véu islâmico nos estabelecimentos públicos de ensino.

O adereço, para elas, é mais do que um dogma: faz parte da identidade.

E é como um atentado à personalidade que muitas delas recebem a aplicação da lei.

Adotada para adequar as escolas ao Estado laico francês, a Lei 14 de Março, como ficou conhecida, só deixou às meninas duas alternativas:
ou se adequavam ou abandonavam os estudos.

E o que se vê nas ruas é que elas adaptaram a devoção religiosa à nova norma.

A cena se tornou habitual: as adolescentes chegam à escola usando o véu até o último instante, quando o retiram no portão.
A situação inversa se repete quando elas deixam o local, na metade da tarde.

“Eu me sinto agredida por ter de fazer isso. O véu faz parte da minha identidade.
Não entendo por que um pedaço de tecido cobrindo os meus cabelos pode ofender alguém”,
avaliou Elmoutannabbi Khaoula, 17, que arrumava os cabelos ao retirar o véu antes de ingressar no liceu profissional Fréderic August, no norte de Paris.

Fidelidade
Elmoutannabbi e a amiga Boudaoud Saleha, 18, dizem que sem o véu se sentem de certa forma nuas.

Em sinal de fidelidade “ao profeta” – como todas as entrevistadas se referiram a Maomé-, cobrem os cabelos há quatro anos.

“Nós seguimos a lei, e os protestos praticamente acabaram, mas eu garanto a você que toda muçulmana “voilée” ainda se sente ferida cada vez que é obrigada a se despir em público dessa forma”, disse Boudaoud.

Quando a votação no Parlamento determinou a proibição, fazia poucos meses que ela havia decidido adotar o adereço.

“Foi muito difícil. Imagine se de um dia para o outro obrigassem você a não usar mais blusa. Eu percebia os olhares das pessoas e ficava muito incomodada. Sinto exatamente a mesma coisa todos os dias, até hoje.”

Ser muçulmana não é fácil numa metrópole ocidental, mas as amigas sustentam que a lei não lhes provocou mudança na forma de pensar.

“Tenho um monte de amigas cristãs, mas não tenho a menor vontade de expor o meu corpo como eu vejo as mulheres fazendo por aí”, afirma Elmoutannabbi.

O Alcorão dá liberdade à mulher de escolher o momento de passar a portar o véu, mas sugere o início da puberdade como período ideal.

Amparadas nisso, muitas jovens muçulmanas na França decidiram não usá-lo para evitar preconceitos.

É o caso da estudante Sofia Lina, 19.
Embora afirme não perder uma única reza das cinco diárias obrigatórias, ela deixa os cabelos à mostra.

“Para uma mulher muçulmana que vive no Ocidente, é muito mais difícil portar o véu do que não o portar. Minha família me apóia porque acha que ficaria mais vulnerável ao preconceito contra os muçulmanos.”

Já Donia Jawmene, 20, começou a usar o véu depois de a lei ter entrado em vigor. Ela pode portá-lo na universidade, uma vez que a proibição é válida apenas nos colégios.

“Não pergunto para os outros sobre suas religiões e gosto que respeitem a minha.”

Nora Rami, porta-voz do Comitê 15 de Março e Liberdade, criado para prestar auxílio às adolescentes, diz que a opção por usar o véu costuma ser definitiva e recebe influências da família, das amigas, de um professor ou até mesmo da TV.

Marco de nova fase
O início do uso do véu, portanto, marca uma nova fase na vida da mulher muçulmana e daí a origem da dificuldade em abandoná-lo.

“Pelo menos 300 jovens deixaram a escola depois da lei. Algumas começaram a fazer curso por correspondência, mas raros foram os casos das que não finalizaram o ensino médio”, disse Nora.

As que continuaram os estudos e pertencem a famílias de tradição islâmica mais rígida procuraram por estabelecimentos muçulmanos privados. Só existem dois na França: um em Lille, no norte, e o outro em Décine, no sudeste do país. Só o primeiro é reconhecido.

Por baixo do véu, as muçulmanas francesas usam jeans, saias estampadas, maquiagem e salto alto. Na rua de Rennes, em Montparnasse, as moças adoram bisbilhotar as lojas de lingeries, e a avenida Champs-Elysées, meca das principais grifes, é o endereço escolhido para os finais de semana.

As grifes de véu também fazem sucesso entre as mulheres muçulmanas.
Em Paris, há desfiles de moda do adereço -a presença dos homens é proibida.

“Eu acho um tremendo charme usar um véu bem trabalhado. Imagina, você tem uma festa e coloca um preto ou um prata, todo bordado, combinando com o restante da roupa… Fica perfeito!”,
diz Hasbani Ibtissen, 18, que, para um passeio no shopping Quatre Temps, escolheu um véu que misturava tons de verde com laranja, adornado por contas.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas, cerca de 4% da população francesa hoje é muçulmana.
Entidades ligadas à religião afirmam que o dado correto é de 7,5%, ou 5 milhões de pessoas.

(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft0710200706.htm?mobile)
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Responder

    FrancoAtirador

    11 de janeiro de 2015 às 22h30

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    Sobre mídia, preconceito e suas consequências

    Por Thiago Cassis*, no portal da UJS, via Vermelho

    Não demorou muito para a grande mídia conservadora brasileira começar a tentar transformar o trágico atentado contra o jornal Charlie Hebdo, em um atentado contra a “liberdade de expressão”.

    Por liberdade de expressão na nossa mídia hegemônica entenda-se: o direito de acusar sem ter provas, simular imparcialidade para defender seus próprios interesses e difundir padrões de comportamentos e preconceitos.

    A morte de 12 pessoas na redação da publicação francesa, incluindo renomados cartunistas, deve ser condenada. Fato. Qualquer rejeição ao diálogo como forma de resolver diferenças não deve ser apoiada. A maioria absoluta dos muçulmanos ao redor do planeta provavelmente rejeita esse tipo de ação.

    Mas horas depois do atentado nos deparamos nas redes sociais com uma onda de hashtags e desenhos com a frase “Je suis Charlie”. Aparte toda comoção que mortes tão desnecessárias quanto essas possam causar, devemos lembrar que a revista reforçava sim preconceitos e estereótipos contra uma das minorias locais, os muçulmanos. Nossa mídia local, que produz “humoristas” como Danilo Gentili e coisas do gênero, que também fazem “piadas” utilizando nossas minorias, saiu imediatamente em defesa da sua versão de liberdade de expressão, justamente aquela que citamos no segundo parágrafo.

    As charges da publicação francesa eram de extremo mau gosto. Os muçulmanos na França, em sua maioria provenientes de ex-colônias daquele país, são um grupo visto com muito preconceito e ingressam no mercado de trabalho cumprindo funções que o “francês puro”, adaptado ao “estilo de vida francês”, expressão utilizada pela presidenta da Frente Nacional, a extrema direita local, não aceita exercer.

    O panfleto da nossa direita nativa, a revista Veja, através de um de seus colunistas chega ao disparate de comparar a manifestação organizada pela União da Juventude Socialista, realizada dois dias antes das eleições presidenciais, e que se valeu de papéis picados e palavras de ordem, para demonstrar indignação com a tentativa do semanário de influenciar diretamente o resultado das urnas, com os ataques armados acontecidos essa semana na França. Ora, mas ele não está indignado justamente por um ataque contra – o que é ao seu ver – a liberdade de expressão? Então porque a manifestação pacífica da UJS é comparada justamente com um ato que representa a completa falta de diálogo?

    Nossa mídia, como sabemos, tem dois pesos e duas medidas. Ou quantos pesos e quantas medidas forem necessários. De apoiadores da ditadura e de suas atrocidades a veementes defensores da liberdade de expressão, sempre usando o que for mais adequado para defender seus interesses próprios, nitidamente a serviço do imperialismo, o mesmo que massacra muçulmanos e tenta impor a sua cultura ao resto do planeta.

    Vale ainda lembrar que grande parte da população se comove com a morte dos jornalistas e cartunistas e dizem “Je suis Charlie”, enquanto a morte do policial muçulmano Ahmed, justamente para defender a redação, passa batida.

    Afinal, Ahmed, é só mais um trabalhador muçulmano…

    *Thiago Cassis é jornalista, assessor de comunicação da UJS
    e colaborador do Portal Vermelho

    (http://www.vermelho.org.br/noticia/256880-6)
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    Leia também:

    Je ne suis pas Charlie.
    Je suis Ahmed!

    (http://jornalggn.com.br/noticia/com-uma-caneta-na-mao-se-prega-o-odio-que-mata-pessoas-logo-e-preciso-limite)
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Luther

11 de janeiro de 2015 às 19h44

Entrevista com o francês Michel Lowy.

Por favor parem de desinformar afirmando racismo e xenofobia em esquerdistas conhecidos e reconhecidos por toda a esquerda de seu país por serem profundamente antirracistas, anticolonialistas.

http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,quem-ri-por-ultimo,1617840

Responder

Otto

11 de janeiro de 2015 às 18h33

Ué, fazer críticas infundadas e debochar de cristãos pode? Por que o Islã é tão blindado pela esquerda?

Responder

    Lukas

    11 de janeiro de 2015 às 23h48

    O islã é contra EUA, a esquerda também. Todos os pecados do islã, por isto, são relevados.

    O inimigo do meu inimigo é meu amigo, entende?

FrancoAtirador

11 de janeiro de 2015 às 13h54

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Chega a ser irônico que muitos braZilêros

que andam por aí papagaiando ‘Gê Çuí Xarlí’

sejam os mesmos que há pouco tempo atrás

tentaram ‘crucificar’ o Cartunista Latuff

e até mesmo censurar alguns magistrados.

https://www.viomundo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/Foto-da-obra-POR-UMA-CULTURA-DE-PAZ-1.jpg
(http://imgur.com/qoTqMIt)

(https://www.viomundo.com.br/denuncias/juiz-vai-a-julgamento-no-rio-por-pendurar-no-gabinete-quadro-que-denuncia-genocidio.html)
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Responder

elisa

11 de janeiro de 2015 às 10h44

Concordo totalmente com seu texto corajosos, Azenha, em casa estávamos comentando isso, é claro que é triste a morte das pessoas, isso não se discute, mas considerar ofensas, ataques à crença dos outros, ataque irresponsável à reputação das pessoas, que aqui levou até a um linchamento de uma pessoa inocente, lembram-se?, liberdade… para mim não é liberdade,é ataque,vnão menos destruidor que um ataque físico.

Responder

Luther

11 de janeiro de 2015 às 03h40

Esse é o típico texto de alguém que não conhece absolutamente nada do Charlie.

Basta ver o finalzinho, em que ele diz que o jornal de autointitula “irresponsável”. Meu deus, é um jornal de humor!!! E ainda mais o autor deu um google mas não sabe o contexto em que as charges foram feitas, quais os assuntos discutidos na França. E por não saber ele não sabe o que significava o “Irresponsável”. Mas não vou dizer não, e pesquisa um pouco mais do que no google. Procure conhecer melhor a história e o jornal antes de afirmar coisas absurdas. Irresponsabilidade é assassinar reputação de quem não está aqui para responder.

Culpar as vítimas por terem sido mortas por desequilibrados é de uma crueldade sem tamanho. É esse o nível da nossa esquerda? Culpar a mulher estuprada por estar suando saia curta?

Por fim, se não fosse o que esse autor chama de “tripudiar da visão de mundo dos outros” estaríamos ainda na monarquia absolutista e nas trevas. Estudo um pouco história e o papel do humor cáustico nesse processo em relação a autoridades e religiões.

Chegamos no ponto de imbecilização que as pessoas acham que conhecem em profundidade um assunto para escrever sobre ele fazendo uma pesquisa no google imagens.

Responder

FrancoAtirador

10 de janeiro de 2015 às 15h04

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LIBERDADE ABSOLUTA

“Livre Pensar… É Só Pensar.”

(Millôr Fernandes, em O Pasquim)
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O resto é Atrito

entre Sumo Dogma

e Livre-Arbítrio.
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Responder

Jader

10 de janeiro de 2015 às 13h34

Um dos principais símbolos da esquerda francesa, após ser literalmente massacrado por terroristas, é verbalmente massacrado pela esquerda brasileira. E a gente pensando que já viu de tudo, né?

Responder

    Lukas

    11 de janeiro de 2015 às 23h56

    Entenda que o islã é anti-americano, então até mesmo assassinatos devem ser contextualizados.


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