VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Michael Moore: O povo, unido, jamais será vencido


08/03/2011 - 15h07

5/3/2011

Avante, Madison! Força! Estamos com vocês!

“Não queremos ser os Estados dos Business Unidos”

por  Michael Moore, “As três mentiras”, Madison, Wisconsin

Traduzido pelo Coletivo da Vila Vudu

Vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=wgNuSEZ8CDw

Ao contrário do que diz o poder, que quer que vocês desistam das pensões e aposentadorias, que aceitem salários de fome, e voltem para casa em nome do futuro dos netos de vocês, os EUA não estão falidos. Longe disso. Os EUA nadam em dinheiro. O problema é que o dinheiro não chega até vocês, porque foi transferido, no maior assalto da história, dos trabalhadores e consumidores, para os bancos e portfólios dos hiper mega super ricos.

Hoje, 400 norte-americanos têm a mesma quantidade de dinheiro que metade da população dos EUA, somando-se o dinheiro de todos.

Vou repetir. 400 norte-americanos obscenamente ricos, a maior parte dos quais foram beneficiados no ‘resgate’ de 2008, pago aos bancos, com muitos trilhões de dólares dos contribuintes, têm hoje a mesma quantidade de dinheiro, ações e propriedades que tudo que 155 milhões de norte-americanos conseguiram juntar ao longo da vida, tudo somado. Se dissermos que fomos vítimas de um golpe de estado financeiro, não estamos apenas certos, mas, além disso, também sabemos, no fundo do coração, que estamos certos.

Mas não é fácil dizer isso, e sei por quê. Para nós, admitir que deixamos um pequeno grupo roubar praticamente toda a riqueza que faz andar nossa economia, é o mesmo que admitir que aceitamos, humilhados, a ideia de que, de fato, entregamos sem luta a nossa preciosa democracia à elite endinheirada. Wall Street, os bancos, os 500 da revista Fortune governam hoje essa República – e, até o mês passado, todos nós, o resto, os milhões de norte-americanos, nos sentíamos impotentes, sem saber o que fazer.

Nunca freqüentei universidades. Só estudei até o fim do segundo grau. Mas, quando eu estava na escola, todos tínhamos de estudar um semestre de Economia, para concluir o segundo grau. E ali, naquele semestre, aprendi uma coisa: dinheiro não dá em árvores. O dinheiro aparece quando se produzem coisas e quando temos emprego e salário para comprar coisas de que precisamos. E quanto mais compramos, mais empregos se criam.

O dinheiro aparece quando há sistema que oferece boa educação, porque assim aparecem inventores, empresários, artistas, cientistas, pensadores que têm as ideias que ajudam o planeta. E cada nova ideia cria novos empregos, e todos pagam impostos, e o Estado também tem dinheiro. Mas se os mais ricos não pagam os impostos que teriam de pagar por justiça, a coisa toda começa a emperrar e o Estado não funciona. E as escolas não ensinam, nem aparecem os mais brilhantes capazes de criar mais e mais empregos.

Se os ricos só usam seu dinheiro para produzir mais dinheiro, se de fato só o usam para eles mesmos, já vimos o que eles fazem: põem-se a jogar feito doidos, apostam, trapaceiam, nos mais alucinados esquemas inventados em Wall Street, e destroem a economia.

A loucura que fizeram em Wall Street custou-nos milhões de empregos. O Estado está arrecadando menos. Todos estamos sofrendo, como efeito do que os ricos fizeram.

Mas os EUA não estão falidos, amigos. Wisconsin não está falido. Repetir que o país está falido é repetir uma Enorme Mentira. As três maiores mentiras da década são: 1) os EUA estão falidos, 2) há armas de destruição em massa no Iraque; e 3) os Packers não ganharão o Super Bowl sem Brett Favre.

A verdade é que há muito dinheiro por aí. MUITO. O caso é que os homens do poder enterraram a riqueza num poço profundo, bem guardado dentro dos muros de suas mansões. Sabem que cometeram crimes para conseguir o que conseguiram e sabem que, mais dia menos dias, vocês vão querer recuperar a parte daquele dinheiro que é de vocês.

Então, compraram e pagaram centenas de políticos em todo o país, para conduzirem a jogatina em nome deles. Mas, p’ro caso de o golpe micar, já cercaram seus condomínios de luxo e mantêm abastecidos, prontos para decolar, os jatos particulares, motor ligado, à espera do dia que, sonham eles, jamais virá. Para ajudar a garantir que aquele dia nunca cheguasse, o dia em que os norte-americanos exigiriam  que seu país lhes fosse devolvido, os ricos tomaram duas providências bem espertas:

1. Controlam todas as comunicações. Como são donos de praticamente todos os jornais e redes de televisão, espertamente conseguiram convencer muitos norte-americanos mais pobres a comprar a versão deles do Sonho Americano e a eleger os candidatos deles, dos ricos. O Sonho Americano, na versão dos ricos, diz que vocês também, algum dia, poderão ser ricos – aqui é a América, onde tudo pode acontecer, se você insistir e nunca desistir de tentar! Convenientemente para eles, encheram vocês com exemplos convincentes, que mostram como um menino pobre pode enriquecer, como um filho criado sem pai, no Havaí, pode ser presidente, como um rapaz que mal concluiu o ginásio pode virar cineasta de sucesso. E repetirão essas histórias mais e mais, o dia inteiro, até que vocês passem a viver como se nunca, nunca, nunca, precisassem agitar a ‘realidade’ – porque, sim, você – você, você mesmo! – pode ser rico/presidente/ganhar o Oscar, algum dia!

A mensagem é clara: continuar a viver de cabeça baixa, nariz virado p’ro trilho, não sacuda o barco, e vote no partido que protege hoje o rico que você algum dia será.

2. Inventaram um veneno que sabem que vocês jamais quererão provar. É a versão deles da mútua destruição garantida. E quando ameaçaram detonar essa arma de destruição econômica em massa, em setembro de 2008, nós nos assustamos. Quando a economia e a bolsa de valores entraram em espiral rumo ao poço, e os bancos foram apanhados numa “pirâmide Ponzi” global, Wall Street lançou sua ameaça-chantagem: Ou entregam trilhões de dólares do dinheiro dos contribuintes dos EUA, ou quebramos tudo, a economia toda, até os cacos. Entreguem a grana, ou adeus poupanças. Adeus aposentadorias. Adeus Tesouro dos EUA. Adeus empregos e casas e futuro. Foi de apavorar, mesmo, e nos borramos de medo. “Aqui, aqui! Levem tudo, todo o nosso dinheiro. Não ligamos. Até, se quiserem, imprimimos mais dinheiro, só pra vocês. Levem, levem. Mas, por favor, não nos matem. POR FAVOR!”

Os economistas executivos, nas salas de reunião e nos fundos rolavam de rir. De júbilo. E em três meses lá estavam entregando, eles, uns aos outros, os cheques dos ricos bônus obscenos, maravilhados com o quão perfeita e absolutamente haviam conseguido roubar uma nação de otários. Milhões perderam os empregos: pagaram pela chantagem e, mesmo assim, perderam os empregos, e milhões pagaram pela chantagem e perderam as casas. Mas ninguém saiu às ruas. Não houve revolta.

Até que… COMEÇOU! Em Wisconsin!

Jamais um filho de Michigan teve mais orgulho de dividir um mesmo lago com Wisconsin!

Vocês acordaram o gigante adormecido – a grande multidão de trabalhadores dos EUA. Agora, a terra treme sob os pés dos que caminham e estão avançando!

A mensagem de Wisconsin inspirou gente em todos os 50 estados dos EUA. A mensagem é “Basta! Chega! Basta!” Rejeitamos todos os que nos digam que os EUA estão falidos e falindo. É exatamente o contrário. Somos ricos! Temos talento e ideias e sempre trabalhamos muito e, sim, sim, temos amor. Amor e compaixão por todos os que – e não por culpa deles – são hoje os mais pobres dos pobres. Eles ainda querem o mesmo que nós queremos: Queremos nosso país de volta! Queremos, devolvida a nós, a nossa democracia! Nosso nome limpo. Queremos de volta os Estados Unidos da América.

Não somos, não queremos continuar a ser, os Estados dos Business Unidos da América!

Como fazer acontecer? Ora, estamos fazendo aqui, um pouco, o que o Egito está fazendo lá. E o Egito faz, lá, um pouco do que Madison está fazendo aqui.

E paremos um instante, para lembrar que, na Tunísia, um homem desesperado, que tentava vender frutas na rua, deu a vida, para chamar a atenção do mundo, para que todos vissem como e o quanto um governo de bilionários lá estava, afrontando a liberdade e a moral de toda a humanidade.

Obrigado, Wisconsin. Vocês estão fazendo as pessoas ver que temos agora a última chance de vencer uma ameaça mortal e salvar o que nos resta do que somos.

Vocês estão aqui há três semanas, no frio, dormindo no chão – por mais que custe, vocês fizeram. E não tenham dúvidas: Madison é só o começo. Os escandalosamente ricos, dessa vez, pisaram na bola. Bem poderiam ter ficado satisfeitos só com o dinheiro que roubaram do Tesouro. Bem se poderiam ter saciado só com os empregos que nos roubaram, aos milhões, que exportaram para outros pontos do mundo, onde conseguiam explorar ainda mais, gente mais pobre. Mas não bastou. Tiveram de fazer mais, queriam ganhar mais – mais que todos os ricos do mundo. Tentaram matar a nossa alma. Roubaram a dignidade dos trabalhadores dos EUA. Tentaram nos calar pela humilhação. Nos tiraram a mesa de negociações!

Recusam-se até a discutir coisas simples como o tamanho das salas de aula, ou o direito de os policiais usarem coletes à prova de balas, ou o direito de os pilotos e comissários de bordo terem algumas poucas horas a mais de descanso, para que trabalhem com mais segurança para todos e possam fazer melhor o próprio trabalho –, trabalho que eles compram por apenas 19 mil dólares anuais.

Isso é o que ganham os pilotos de linhas curtas, talvez até o piloto que me trouxe hoje a Madison. Contou-me que parou de esperar algum aumento. Que, agora, só pede que lhe deem folgas um pouco maiores, para não ter de dormir no carro entre os turnos de voo no aeroporto O’Hare. A que fundo do poço chegamos!

Os ricos já não se satisfazem com pagar salário de miséria aos pilotos: agora, querem roubar até o sono dos pilotos. Querem humilhar os pilotos, desumanizá-los e esfregar a cara dos pilotos na própria vergonha. Afinal, piloto ou não, ele não passa de mais um sem-teto…

Esse, meus amigos, foi o erro fatal dos Estados dos Business Unidos da América. Ao tentar nos destruir, fizeram nascer um movimento – uma revolta massiva, não violenta, que se alastra pelo país. Sabíamos que, um dia, aquilo teria de acabar. E acabou agora, já começou a acabar.

A mídia não entende o que está acontecendo, muita gente na mídia não entende. Dizem que foram apanhados desprevenidos no Egito, que não previram o que estava por acontecer. Agora, se surpreendem e nada entendem, porque tantas centenas de milhares de pessoas viajam até Madison nas últimas semanas, enfrentando inverno brutal. “O que fazem lá, parados na rua, com vento, com neve?” Afinal… houve eleições em novembro, todos votaram… O que mais podem desejar?!” “Está acontecendo algo em Madison. Que diabo está acontecendo lá? Quem sabe?”

O que está acontecendo é que os EUA não estão falidos. A única coisa que faliu nos EUA foi a bússola moral dos governantes. Viemos para consertar a bússola e assumir o timão para levar o barco, agora, nós mesmos.

Nunca esqueçam: enquanto existir a Constituição, todos são iguais: cada pessoa vale um voto. Isso, aliás, é o que os ricos mais detestam por aqui. Porque, apesar de eles serem os donos do dinheiro e do baralho e da mesa da jogatina, um detalhe eles não conseguem mudar: nós somos muitos e eles são poucos!

Coragem, Madison, força! Não desistam!

Estamos com vocês. O povo, unido, jamais será vencido.

Livro do Luiz Carlos Azenha
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

A Trama de Propinas, Negociatas e Traições que Abalou o Esporte Mais Popular do Mundo.

Por Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr., Leandro Cipoloni e Tony Chastinet



86 comentários

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Bernardo Kucinski e a tradução da Vila Vudu | Viomundo - O que você não vê na mídia

11 de setembro de 2011 às 20h55

[…] do Pepe Escobar, no Asia Times Online, ao Tom Dispatch, do blogueiro americano Tom Engelhardt; do Michael Moore ao London Review of […]

Responder

O futuro incerto de Barack Obama | Viomundo - O que você não vê na mídia

19 de março de 2011 às 14h28

[…] disse o cineasta Michael Moore, ao discursar em Wisconsin (clique aqui para ver e ler): Ao contrário do que diz o poder, que quer que vocês desistam das pensões e aposentadorias, que […]

Responder

ratusnatus

14 de março de 2011 às 21h30

Vem artigo, vai artigo e ninguém se atreve a sequer tocar nos verdadeiros problemas, sob pena de acusação de traição, que são o sistema duo partidário e orçamento militar.
De resto é um bla bla bla sem fim.

Responder

Paul Krugman: Outro Inside Job | Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de março de 2011 às 18h23

[…] de que as coisas ainda vão ferver nos Estados Unidos, como identificou muito bem o Michael Moore neste discurso feito em Wisconsin. O ataque dos de cima agora é claramente contra a classe média americana, enquanto Obama, […]

Responder

Felapa

11 de março de 2011 às 12h21

Eh isso ai Michael! abaixo os produtores, vamos fazer o estado cuidar de todos, assim nao precisamos trabalhar mais! Vamos implementar o socialismo nos EUA e seguir o exemplo da prospera cuba e URSS! Afinal dinheiro nao se cria…dinheiro se tem.

Responder

Morvan

10 de março de 2011 às 08h34

Bom dia.
Dinheiro dá em árvores, sim: Árvores Binárias. Desde que o capitalismo transmutou-se em "economia virtual", as pessoas passaram a "ganhar dinheiro sem produzir". Evidente que toda a sociedade paga a farra. Ainda virão muitas Enron e Lehmann Brothers, antes que a humanidade perceba que esta forma "B-Tree" não tem como dar certo.

Morvan, Usuário Linux #433640

Responder

    Mário SF Alves

    10 de março de 2011 às 15h10

    Caro Morvan,
    Você entrou no cerne da questão. Reposicionou o espelho da Medusa e não poderia ter feito melhor. O que está aí é a mais pura desmaterialização da economia. É fenômeno devidamente considerado pelo engº agrônomo e florestal Sebastião Pinheiro, um dos mais vivos combatentes da agroquímica e um dos mais respeitados mestres do pensamento crítico em relação à agroindústria movida a venenos e transgênicos. Alguns links: 1) http://danielamiranda76.blogspot.com/2009/08/o-eu… 2) http://www.seculodiario.com.br/aracruz/index03.ht
    Att.,
    Mário S.

Andre

10 de março de 2011 às 01h06

Qual o meio mais eficaz para promover a igualdade racial?

Primeiro, não existe igualdade racial absoluta, nem ela é desejável. Há diferenças entre negros e brancos, homens e mulheres, e isso não é um problema. O desejável é que todos sejamos iguais perante a lei. Somos iguais perante a lei. Mas diferentes na vida. Nos Estados Unidos, os judeus são 39% da população, mas ganham 35% dos prêmios Nobel. Talvez sejam mais inteligentes, talvez sua cultura premie mais a educação, não interessa. A melhor forma de permitir que cada um de nós – negro ou branco, homem ou mulher, brasileiro ou japonês – atinja seu potencial é o livre mercado. O livre mercado é o grande inimigo da discriminação. Mas, para ter um livre mercado que mereça esse nome, é recomendável eliminar toda lei que discrimina ou proíbe discriminar.

O senhor é contra leis que proíbem a discriminação?

Sou um defensor radical da liberdade individual. A discriminação é indesejável nas instituições financiadas pelo dinheiro do contribuinte. A Universidade George Manson tem dinheiro público. Portanto, não pode discriminar. Uma biblioteca pública, que recebe dinheiro dos impostos pagos pelos cidadãos, não pode discriminar. Mas o resto pode. Um clube campestre, uma escola privada, seja o que for, tem o direito de discriminar. Acredito na liberdade de associação radical. As pessoas devem ser livres para se associar como quiserem.

Inclusive para reorganizar a Ku Klux Klan?

Sim, desde que não saiam matando e linchando pessoas, tudo bem. O verdadeiro teste sobre o nosso grau de adesão à idéia da liberdade de associação não se dá quando aceitamos que as pessoas se associem em torno de idéias com as quais concordamos. O teste real se dá quando aceitamos que se associem em torno de ideais que julgamos repugnantes. O mesmo vale para a liberdade de expressão. É fácil defendê-la quando as pessoas estão dizendo coisas que julgamos positivas e sensatas, mas nosso compromisso com a liberdade de expressão só é realmente posto à prova quando diante de pessoas que dizem coisas que consideramos absolutamente repulsivas.

O senhor exige ser chamado de “afro-americano”?

Essa expressão é uma idiotice, a começar pelo fato de que nem todos os africanos são negros. Um egípcio nascido nos Estados Unidos é um “afro-americano”? A África é um continente, povoado por pessoas diferentes entre si. Os vários povos africanos estão tentando se matar uns aos outros há séculos. Nisso a África é idêntica à Europa, que também é um continente, também é povoada por povos distintos que também vêm tentando se matar uns aos outros há séculos."
http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_notic

@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@

Que tal esse belo TAPA NA CARA do falsário Michael Moore?

Responder

    rodrigo.aft

    10 de março de 2011 às 09h40

    André, poderia resumir pra gente qual a SUA opinião e o q nos mostra o texto copia-cola aqui postado (tem partes – tipo parte 1-3, parte 2-3, parte 3-3 – ou são 3 textos independentes)?

    eu até tentei acompanhar, mas está meio confuso… o q vc quer nos mostrar?

    Mário SF Alves

    10 de março de 2011 às 12h14

    Tapa na cara?!! Falsário? Como, quando, quanto, onde, por quê?

    Mário SF Alves

    10 de março de 2011 às 14h14

    Ku Klux Klan?!! "Sim, desde que não saiam matando e linchando pessoas, tudo bem."
    Meu deus, até onde chega a sandice do "livre-mercado"! Até onde mais a coisa pode degringolar! Logo, logo vai ter alguém – de mesma índole – achando que dá, e que seria normal, faturar algum trocado vendendo souvenirs da KKK e do III Reich. Parem esse trem! Parem essa … porque eu preciso descer.

    Mário SF Alves

    10 de março de 2011 às 13h34

    Ku-Klux-Kan?!!
    Meu deus, até onde se vai em nome da "livre-mercado"?

    Horridus Bendegó

    10 de março de 2011 às 18h46

    isso não tá na Veja?
    Ontem, ao tomar um lanche, peguei um exemplar dessa revista e me deparei com uma entrevista de um negro nas páginas marelas.
    Ao ler o título, fechei a revista.

    Marcus Vinícius

    13 de março de 2011 às 23h48

    A Veja é tão míope que acha que negro tem de ser pobre e, por isso, de esquerda. Acharam tão "interessante" um negro de direita, ainda que absolutamente irrelevante, que colocaram as besteiras que ele fala nas malsinadas "páginas amarelas".

Andre

10 de março de 2011 às 01h06

O estado de bem-estar social, com toda a variedade de benefícios sociais criados nas últimas décadas, não ajuda a aliviar a situação de pobreza dos negros de hoje?

Há anos, os Estados Unidos subsidiam a desintegração familiar. Quando uma adolescente pobre fica grávida, ela ganha direito a se inscrever em programas habitacionais para morar de graça, recebe vale-alimentação, vale-transporte e uma série de outros benefícios. Antes, uma menina grávida era uma vergonha para a família. Muitas eram mandadas para o Sul, para viver com parentes. Hoje, o estado de bem-estar social premia esse comportamento. O resultado é que nos anos da minha adolescência entre 13% e 15% das crianças negras eram filhas de mãe solteira. Agora, são 70%. O salário mínimo, que as pessoas consideram uma conquista para os mais desprotegidos, é uma tragédia para os pobres. Deve-se ao salário mínimo o fim de empregos úteis para os pobres.
(…)

As ações afirmativas e as cotas raciais não ajudaram a promover os negros americanos?

A primeira vez que se usou a ex-pressão “ação afirmativa” foi durante o governo de Richard Nixon [1969-1974]. Os negros naquele tempo já tinham feito avanços tremendos. Um colega tem um estudo que mostra que o ritmo do progresso dos negros entre as décadas de 40 e 60 foi maior do que entre as décadas de 60 e 80. Não se pode atribuir o sucesso dos negros às ações afirmativas.
(…)

Num país como o Brasil, onde os negros não avançaram tanto quanto nos Estados Unidos, as ações afirmativas não fazem sentido?

A melhor coisa que os brasileiros poderiam fazer é garantir educação de qualidade. Cotas raciais no Brasil, um país mais miscigenado que os Estados Unidos, são um despropósito. Além disso, forçam uma identificação racial que não faz parte da cultura brasileira. Forçar classificações raciais é um mau caminho. A Fundação Ford é a grande promotora de ações afirmativas por partir da premissa errada de que a realidade desfavorável aos negros é fruto da discriminação. Ninguém desconhece que houve discriminação pesada no passado e há ainda, embora tremendamente atenuada. Mas nem tudo é fruto de discriminação. O fato de que apenas 30% das crianças negras moram em casas com um pai e uma mãe é um problema, mas não resulta da discriminação. A diferença de desempenho acadêmico entre negros e brancos é dramática, mas não vem da discriminação. O baixo número de físicos, químicos ou estatísticos negros nos Estados Unidos não resulta da discriminação, mas da má formação acadêmica, que, por sua vez, também não é produto da discriminação racial.

Responder

    rodrigo.aft

    10 de março de 2011 às 09h41

    André, poderia resumir pra gente qual a SUA opinião e o q nos mostra o texto copia-cola aqui postado (tem partes – tipo parte 1-3, parte 2-3, parte 3-3 – ou são 3 textos independentes)?

    eu até tentei acompanhar, mas está meio confuso… o q vc quer nos mostrar?

Andre

10 de março de 2011 às 01h05

"Um negro contra cotas e contra as leis que proíbem a discriminação! Sua crença: individualismo, escola de qualidade, igualdade perante a lei e liberdade de expressão

Walter Williams é negro, tem 74 anos e dá aula de economia na Universidade George Manson, na Virginia. Já foi engraxate e carregador de taco de golfe. Na juventude, chegou a preferir o radical Malcom X ao pacifista Martins Luther King. Williams está convencido: quem vence o racismo é o mercado, não a política de cotas. Num momento em que o assistencialismo, no Brasil, virou uma categoria de pensamento incontrastável e em que se dá a isso o nome de “redistribuição de renda”, vocês precisam ler a entrevista que ele concedeu a André Petry, publicada nas páginas amarelas da VEJA desta semana. Como todos nós, o economista tem as suas convicções, mas, antes de mais nada, tem alguns números um tanto desconcertantes sobre o tal “estado de bem-estar social”.

Williams se considera um libertário e é um crítico ácido da interferência do Estado na vida dos indivíduos. O indivíduo, diga-se, está no centro de suas preocupações. Ah, sim: ele acha que Barack Obama acabará “sendo ruim para os negros”. Por quê? Porque “seu governo, na melhor das hipóteses, será um desastre igual ao de Jimmy Carter”. Abaixo, reproduzo trechos da entrevista, em que se encontram frases como estas:

– AVANÇO DOS NEGROS – “Os negros, em geral, estão muito melhor agora do que há meio século. Mas os negros mais pobres estão pior.”

– ESTADO E FAMÍLIA – “Há anos, os Estados Unidos subsidiam a desintegração familiar”.

– MÃE SOLTEIRA PREMIADA – “Antes, uma menina grávida era uma vergonha para a família. Hoje, o estado de bem-estar social premia esse comportamento. O resultado é que, nos anos da minha adolescência, entre 13% e 15% das crianças negras eram filhas de mãe solteira. Agora, são 70%.”

– SALÁRIO MÍNIMO – “O salário mínimo, que as pessoas consideram uma conquista para os mais desprotegidos, é uma tragédia para os pobres. Deve-se ao salário mínimo o fim de empregos úteis para os pobres.”

– AÇÕES AFIRMATIVAS – “O ritmo do progresso dos negros entre as décadas de 40 e 60 foi maior do que entre as décadas de 60 e 80.”

– COTAS RACIAIS NO BRASIL – “A melhor coisa que os brasileiros poderiam fazer é garantir educação de qualidade. Cotas raciais no Brasil, um país mais miscigenado que os Estados Unidos, são um despropósito.”

– LIVRE MERCADO E DISCRIMINAÇÃO – “A melhor forma de permitir que cada um de nós – negro ou branco, homem ou mulher, brasileiro ou japonês – atinja seu potencial é o livre mercado. O livre mercado é o grande inimigo da discriminação”.

– LIBERDADE DE EXPRESSÃO – “É fácil defendê-la quando as pessoas estão dizendo coisas que julgamos positivas e sensatas, mas nosso compromisso com a liberdade de expressão só é realmente posto à prova quando diante de pessoas que dizem coisas que consideramos absolutamente repulsivas”.

– AFRO-AMERICANOS – “Essa expressão é uma idiotice, a começar pelo fato de que nem todos os africanos são negros. Um egípcio nascido nos Estados Unidos é um ‘afro-americano’?”

– ÁFRICA – “A África é um continente povoado por pessoas diferentes entre si. Os vários povos africanos estão tentando se matar uns aos outros há séculos. Nisso a África é idêntica à Europa, que também é um continente, também é povoada por povos distintos que também vêm tentando se matar uns aos outros há séculos”.

Em que aspectos a vida dos negros hoje é pior [nos Estados Unidos]?

Cresci na periferia pobre de Filadélfia entre os anos 40 e 50. Morávamos num conjunto habitacional popular sem grades nas janelas e dormíamos sossegados, sem barulho de tiros nas ruas. Sempre tive emprego, desde os 10 anos de idade. Engraxei sapatos, carreguei tacos no clube de golfe, trabalhei em restaurantes, entreguei correspondência nos feriados de Natal. As crianças negras de hoje que vivem na periferia de Filadélfia não têm essas oportunidades de emprego. No meu próximo livro, “Raça e Economia”, que sai no fim deste mês, mostro que, em 1948, o desemprego entre adolescentes negros era de 9.4%. Entre os brancos, 10.4%. Os negros eram mais ativos no mercado de trabalho. Hoje, nos bairros pobres de negros, por causa da criminalidade, boa parte das lojas e dos mercados fechou as portas. (…)
Os negros, em geral, estão muito melhor agora do que há meio século. Mas os negros mais pobres estão pior.

Responder

    Maria José R%êgo

    10 de março de 2011 às 11h06

    André, sinceramente, não concordo com suas idéias descritas. Vou ler mais sobre este assunto.

Silvio I

09 de março de 2011 às 23h04

Azenha
.
Solicito que me desculpe por colocar isto fora de lugar. Isto não tem nada que ver com o que aqui se está tratando. Mais necessitava fazer em beneficio de todos uma denuncia. Hoje fui ao Banco Bradesco localizado na Rua da Mooca número 2479 a pagar uma conta, e a tenho que pagar em caixa, não em máquina.A fila de atendimento prioritário, tênia mais de 50 pessoas atendidas por uma sô caixa.A outra fila teria umas 150 pessoas atendidas por 3 caixas.Os Bancos criarão a necessidade de seu uso, dizendo das vantagens do atendimento rápido,que se teria.Se criarão os caixas automáticos ,e os caixas foram desaparecendo.Existe uma lei que elos não cumprem , que não se deve demorar nada mais que 15 minutos.Hoje Eu demorei quase 2 horas.Me vão a dizer que era porque e quarta de cinzas.Isso já está ocorrendo permanentemente nos Bancos.E como ninguém reclama vamos indo,bem .O mais interessante e que o Banco em seu terreno tem estacionamento,que e explorado quase com seguridade em parceria com o Banco, por a empresa Ultra Park unidade Mooca.Ele tem um preço do estacionamento com carimbo do Caixa no ticket de R $ 1.50 por uma hora.Quando fui apagar me queriam cobra R $ 5.50 pro teste que a culpa não era mia.Me contestarão que fosse a reclamar no Banco.Como Eu tinha justo um pouco mais tarde, médico pegue o ticket e não paguei nada.Amanha vou a falar ao Banco com o gerente, sobre o ocorrido.Veja ate onde está chegando o abuso ,não sei si as demais pessoas pagarão.

Responder

    Recruta

    10 de março de 2011 às 14h18

    Os bancos estão querendo agora empurrar uma taxa pra quem usa caixa humano. Querem incentivar mais ainda o uso do eletronico ou da internet, onde eles não precisam se preocupar anualmente em discutir com sindicatos…. É uma pena quando a tecnologia é (mal) usada dessa forma, reduzindo a variedade (e qualidade) no atendimento aos clientes. Isso é preocupante, pois é dificil dizer não na cara de um cliente que pode sempre fazer escandalo e chamar a gerencia na hora que for mal atendido, mas calar esse mesmo cliente via software no caixa eletronico, internet ou URA é fácil fácil….

@Pele_negra

09 de março de 2011 às 20h29

O discurso de Michael Moore em Winconsin me fez lembrar as palavras de Woody Guthrie, sobre o ato de compor, citadas no filme, "Bound for Glory", no Brasil intitulado,"Esta terra é minha", feito por Hal Ashby, em 1976, numa homenagem ao cantor e compositor "folk", que não se rendeu ao sistema capitalista, mesmo tendo de passar pelas agruras da grande depressão. Até o fim da vida andou pelo interior dos Estados Unidos, levando a sua música onde houvesse um camponês sofrendo os males do capitalismo.

"Odeio músicas que o fazem pensar
que você não é bom o suficiente

Odeio músicas que o fazem pensar
que você nasceu para perder

Que não é bom em nada.
Que não é bom para nada.

Porque é muito velho ou muito jovem
ou muito gordo ou muito magro

ou muito feio
ou muito qualquer coisa

Canções que deprimem e que
desmerecem você.

ou falam de sua má sorte
ou de suas desgraças

Eu quero lutar contra
esse tipo de canções

até meu último alento
e minha última gota de sangue.

Quero cantar canções e provar
que este é o seu mundo,

ainda que tenha sido golpeado
e tombado dezenas de vezes.

Não importa quanto o tenham machucado
ou pisoteado sobre você,

não importa sua cor
sua altura, sua formação,

Eu quero cantar canções
Que o façam orgulhar-se de si mesmo."

Responder

    Francisco

    10 de março de 2011 às 08h43

    Qual o nome original dessa canção que vc. citou?

    @Pele_negra

    10 de março de 2011 às 14h40

    Não é uma canção é um depoimento de Woody Guthrie sobre o ato de compor. Parece ser a letra de uma canção por conta de estar em versos, mas isso foi casual. Vale à pena conferir o filme, que é espetacular, ganhou dois oscars e não passa na TV de forma alguma.

Pedro

09 de março de 2011 às 16h32

A história que não acabou começa a pegar os Estados Unidos.

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Luci

09 de março de 2011 às 16h23

A denuncia de Moore expõe que métodos dos "ricos", para garantirem fortunas e "golpes" biliardários para construirem fortalezas e privilégios é igual no mundo. Este texto merece uma profunda reflexão para que cada um se situe no contexto nacional e mundial. O que pagamos, para quem pagamos? O que é revertido em nosso benefício? Qual a função da imprensa? Porque os ricos sonegam impostos impunemente? O que representa a impunidade em nossa sociedade? O que representa país rico e povo pobre? Porque a minoria rica detém o poder, e torna-se insensível as necessidades básicas para sobrevivência digna da maioria?
Somar este texto ao "Servidão Voluntária" de Fábio Konder Comparato é pauta de um bom debate para entender injustiças e realidades.

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beattrice

09 de março de 2011 às 15h25

Sobre a estratégia patética do Kassab de "fundar" um partido http://anaispoliticos.blogspot.com/2011/03/kotsch

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beattrice

09 de março de 2011 às 15h14

Os EEUU tem uma enorme dívida com Michael Moore, mas a mais recente contribuição para desmascarar o sistema americano vem de um outro documentarista, Charles Ferguson, diretor de "INSIDE JOB", que denuncia como e quanto a última crise era prevista e até certo ponto planejada.
Avante Wisconsin.

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João Carlos

09 de março de 2011 às 14h43

A farsa da "crise econômica" de 2008 oportuníssimamente denunciada por Michel Moore se enquadra perfeitamente na tese da escritora/jornalista Naomi Klein sobre a estratégia "Choque e Pavor".
Primeiro declararam que os EUA estavam falidos e aproveitando-se do pânico gerado pressionaram os governos a transferirem dinheiro público para os já miliardários banqueiros.
Foram trilhões de dólares pilhados dos tesouros nacionais no maior roubo de toda a história da humanidade.

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Antonio

09 de março de 2011 às 14h38

Interessante. Dei uma passada por alguns canis e quase não vi nada sobre Madison, Wisconsin. Por quê será que a cachorrada finge que essas manifestações não estão acontecendo nos EUA ? Vale um cafezinho para quem adivinhar.

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Luiz Reis 2

09 de março de 2011 às 13h27

O exemplo daqui serve para lá.Obama se desviou para a direita em nome da "governabilidade".E nós achando que o mais importante são os símbolos? E as ações?Nos regozijamos quando o Moore diz o que queremos dizer, quando FSP e Globo elogiam a Dilma:nos contentamos com tão pouco assim?Em que tempo as mudanças devem ocorrer? 5 anos? 10? 100? Porque não hoje?Ora, porque os 400 de lá e os 100 daqui não querem.Aplaudimos qualquer avanço, mesmo que seja apenas retórica… desculpem a ressaca de carnaval, mas não consigo mais me animar apenas com discursos bonitos…

Responder

Luiz Reis 1

09 de março de 2011 às 13h27

Legal,mas não posso deixar de chamar a atenção para o fato de que quando o Bush lá esteve todo mundo ficou quietinho,os 400 já eram os 400 e a pobreza já existia (vide Katrina ).Deculpem-me o ceticismo, mas alguém tem absoluta certeza de que por trás desses movimentos não estão os mesmos 400?Para mim está claro de que a idéia no Oriente Médio é mudar para deixar como está, o que é a idéia desde a república surgiu.Em que lugar do mundo o povo tomou as rédeas sem a, ostensiva ou não, manipulação pela elite? Sem que os "radicais" tivesses que ceder para os "moderados"? Não foi o que aconteceu por aqui? Bacana,diminuimos a desigualdade como nunca, mas essas pessoas que hoje tem acesso a bens de consumo, tem acesso a educação, saúde e segurança? Isso é democracia?

Responder

aldoluiz

09 de março de 2011 às 12h50

Teoria da conspiração? Este é o resultado do lucrativo investimento do "mísero" bilhão de dólares por ano" feito pelos escravagistas em sua midiocracia, e por isto, espantosamente Michael Moore me parece uma piada de péssimo gosto… Alguma coisa não está encaixando… O que os dominadores mais planejaram, querem e precisam são as "revoltas". Lobos de boca bem aberta esperando os chapeuzinhos vermelhos… Será que até este momento ele, o famoso Michael Moore, "ainda desconhece" os mais de 800 campos de concentração espalhados pelos USA prontos para uso (sem falar os de fora dos USA, e que nem sabemos onde estão) e os estocados milhões de caixões para tres defuntos foram financiados e construídos (entre outras barbaridades encobertas), pelos mesmos "400 norte-americanos obscenamente ricos, e que o "patriotic act" engendrado por eles, assinado por bush e endossado por obama está em vigor anulando o "habeas corpus" e rasgando a famosa constituição?
Sinto muito, sou grato.

Responder

    Antonio Alves

    09 de março de 2011 às 22h14

    E aí Aldoluiz, qual a sua proposta? Por conta desses milhões de caixões estocados, diante dos problemas que estão vivendo, deveriam os cidadãos estudunidenses se comportarem como cordeirinhos esperando um "messias" que venha salva-los?

    aldoluiz

    12 de março de 2011 às 20h02

    Serve o exemplo de Mohandas Gandhi? As grandes batalhas de hoje são no campo das idéias. É preciso pensar diferente do que eles, os boçais, nos doutrinaram milenarmente como agir e pensar. Algo há…
    Você que ainda duvida que os escravagistas "senhores do mundo" mentem, corrompem, torturam, matam, conspiram como respiram enquanto você, escravo que se julga livre para escolher seu arbítrio, se não morre de fome e doenças, tudo muito bem planejado e escondido, compra o que eles querem que você compre? Já experimentou abrir do seu cartão de crédito, do empréstimo bancário? Já pensou em mudar sua maneira de ser sempre cúmplice do sistema que nos oprime fazendo exatamente o que eles esperam que façamos? Nada, religião alguma, lei alguma, substituirá a responsabilidade 100% dos julgamentos, escolhas e decisões de cada um de nós. Se porrada resolvesse o mundo seria um paraíso há 4000 anos. Sinto muito, sou grato.
    A verdadeira maravilhosa revolução é intrapessoal, pacífica e intransferível.

Geurgetown F. Araujo

09 de março de 2011 às 12h00

Troféu Anta de Comunicação
Meu voto para ganhar o Troféu Anta de Comunicação vai para Miriam Leitão.
Vide blog: http://quemtemmedodolula.blogspot.com/2011/03/vin

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Marcio

09 de março de 2011 às 10h38

A mania da “desiformação” da Folha
http://blogdopaia.blogspot.com/2011/03/mania-da-d

A ficha de Paulo Maluf na Interpol
http://blogdopaia.blogspot.com/2011/03/procurado….

O medo, o carro e o isolamento social
http://blogdopaia.blogspot.com/2011/03/o-medo-o-c

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Akenin

09 de março de 2011 às 10h18

Enquanto houver capitalismo no mundo, a situação não vai ser diferente. A única razão pela qual o Socialismo não funcionou e faz o capitalismo funcionar tão bem, é a mesma: Corrupção. Enquanto existir a possibilidade de uma minoria, assambarcar os recursos do planeta e estocá-los em um canto escuro, nós podemos estar certos de que vai faltar pra outros. Não se preocupem, tenho a certeza de que este mundo que aqui está, da maneira como está, vai acabar logo.

Responder

João Carlos

09 de março de 2011 às 10h06

Tudo que Michel Moore denuncia em seu discurso está no livro da canadense Naomi Klein, "A doutrina do choque", A ascensão do capitalismo de desastre, editora Nova Fronteira. Pena que o livro saíu em 2007 e por isso a farsa da "crise econômica" de 2008 não foi abordada.
Devemos estar atentos pois a mídia corporativa declarou guerra ao Serviço Público não apenas dos EUA, mas do mundo inteiro, pois o último golpe dos mercadistas será a privatização do Estado. No livro de Naomi Klein já está relatado como o odiado Rumsfeld esquartejou o Pentágono e o entregou para empresários da iniciativa privada. Até os soldados que invadiram o Iraque foram substituídos por mercenários contratados no mundo inteiro.

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    Marcos C. Campos

    09 de março de 2011 às 12h28

    O livro da jornalista (que faz juz ao nome) Naomi Klein, canadense, vai até 2007, se não me engano, é excelente, mas não analisa o bailout a Wall Street.
    Ela continua firme, com artigos recentes: http://www.naomiklein.org/main

Estados Unidos, a um passo do fascismo | ESTADO ANARQUISTA

09 de março de 2011 às 08h46

[…] Moore, traduzido pelo Coletivo da Vila Vudu, no Viomundo, com vídeo […]

Responder

Adilson

09 de março de 2011 às 03h54

Azenha,

No link a seguir, Cerra abandona gravação do programa da Hebe sobre a Presidenta Dilma Rousseff. http://www.youtube.com/watch?v=2d-iXA6kV74

Responder

rodrigo.aft

09 de março de 2011 às 03h36

Azenha e colegas,

estava pensando em como "mixar" estes 2 textos, q gostei muito…
("vamos todos à praça Tahrir" e "Povo Unido…")
gostaria d compartilhar uma perspectiva… q tal entender "Praça Tahir" por "trocando a velha letargia por uma nova sociedade, mais transparente, justa e fraterna"?
Não sei pq, mas parece q o olhar poético, o mito, sobrepõe a esperança à incerteza, triunfalizando o inconsciente coletivo às hesitações pessoais.

ou seja, aludindo ao aforismo "Praça Tahrir" como "juntos perdermos o medo do novo" (o povo unido jamais será vencido, não é?), temos uma releitura…

luiz pinheiro – Vamos à Praça Tahrir.
em: https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/paulo-mou

Vamos à Praça Tahrir.
(Vamos juntos perdermos o medo do novo.)
Todos os rumos levam
à Praça Tahrir.
(a juntos perdermos o medo do novo.)
As grandes avenidas, é claro,
conduzem à Praça Tahrir.
(conduzem a juntos perdermos o medo do novo.)
As ruas mais simples,
as sofridas ladeiras,
as vielas mais tristes
também desembocam lá,
traços que são do mesmo desenho urbano,
com centro na Praça Tahrir.
(com centro em juntos perdermos o medo do novo.)
Vamos, irmãos e irmãs,
à praça onde todos os sonhos
se encontram, acampam,
enfrentam com coragem
a infinita madrugada.
Vamos, filho,
vamos, pai,
vamos, mamãe,
à Praça Tahrir,
(juntos perdermos o medo do novo)
tocar os tanques inúteis, dóceis,
submersos ao oceano humano.
Vamos, meu amor,
à Praça Tahrir.
(juntos perdermos o medo do novo.)
Afinal,
nossos carinhos também são redutos
de resistência à opressão,
exato como a Praça Tahrir.
(exato como juntos perdermos o medo do novo.)

(devaneios utópicas de uma noite de carnaval… rsrs)

Responder

Bertold

09 de março de 2011 às 00h50

Michael Moore tem uma crítica ácida mas bem fundamentada, um discurso radical e muito eloquente mas receio que só isso não basta para começar a mudar a realidade americana atual. Eles precisam criar muitos Lulas e muitos militantes sindicais que articulem ações sociais de conscientizações de massas em todos os estados da união que, diferente daqui, são autônomos. Tem que atrair intelectuais anti-status quo para a empreitada, enfim, é preciso surgir esquerda disposta a brigar por posições e idéias nos Estados Unidos sem medo de serem ridicularizados ou desqualificados tal como foram Lula e o PT no Brasil. São épocas e realidades diferentes, é verdade, mas as facilidades dos meios alternativos de comunicação à disposição hoje com certeza permitem queimar etapas.

Responder

Rafael

09 de março de 2011 às 00h37

Muito interessante também é o documentário S.O.S SAÚDE do Michael Moore. Fica muito claro que não existe democracia.

Responder

O_Brasileiro

08 de março de 2011 às 23h59

Aviso aos paranóicos/fanáticos: sempre votei Lula, e depois votei Dilma!
Mas não dá pra negar que o governo Lula deu migalhas aos pobres comparado ao que deu aos banqueiros e aos mega-bilionários via BNDES!
E a Dilma começou o governo "rezando" pela cartilha do neo-liberalismo! Mais parece um FHC de saias do que um JK de saias!
No caso das revoluções do Oriente Médio, e da incipiente revolução nos EUA, só posso dizer que sinto como se estivesse às vésperas da Revolução Francesa… Resta saber se haverá uma Place de La Concorde… Se sim, é desta que os jatinhos fugirão!!!

Responder

    Roberto Locatelli

    09 de março de 2011 às 13h20

    Prezado Brasileiro.

    Fique tranquilo, que aqui não somos cegos. Apoiamos, sim, Lula. E agora Dilma. Mas não estamos alheios ao fato de que precisamos de muita luta, organização dos trabalhadores e pressão sobre o governo para conseguirmos avançar. Por enquanto, ainda sob o marco do capitalismo.

    Lula e Dilma representam a centro-esquerda, que só anda se for empurrada pelas massas. É hora de nos organizarmos para construir lideranças mais radicais (ou seja, que vão à raiz das questões).

Roberto Weber

08 de março de 2011 às 23h36

É… e não esqueçamos de que o povo, unido, jamais será VENDIDO!!!

Responder

Mário SF Alves

08 de março de 2011 às 21h59

Michael Moore! … eu jamais duvidei de sua causa e nunca vou esquecer o seu “Capitalism: A Love Story” onde você perguntou aos quatro cantos do mundo onde estava escrito na Constituição Americana que o sistema econômico dos Estados Unidos tinha de ser o sistema capitalista. E também jamais duvidei de sua intenção em resgatar os EUA dos tentáculos do PIG local/global, o principal – e, óbvio que não o único – instrumento ideológico de entorpecimento moral e intelectual do povo e de “legitimação” do assalto ao resto do mundo.
Mas, não obstante esse meu estado de ânimo fica uma cassetada de dúvidas. Imaginemos que sua luta, prezado Michael, que é também a luta dos grandes pensadores norte-americanos e outros, não seja uma luta inglória. Assim, se o Tico não se desentender de vez com o Teco, vou tentar compreender os possíveis desdobramentos:
1) Aqueles jatos – pertencentes aos 400 hiper-imoralmente ricos, conforme mencionado – prontos para a partida no caso de a população americana acordar, para onde irão, e mais, não haveria o risco de virem pousar aqui no aeroporto de Congonhas?
2) O povo americano, uma vez liberto, e comandante-em-chefe do maior exército do mundo não iria mais uma vez querer nos espezinhar com sua sanha de dominação das Américas?
Possíveis respostas:
Dúvida nº 1) Sem problemas,o fato é que os caras já estão aqui mesmo; aliás, pensando bem, nunca deixaram de estar. Exemplo disso é o modelo de PIG que temos aqui e que nunca foi inteiramente tupiniquim;
Dúvida nº 2) A 2 tem relação direta com a 1, ou seja, se os caras sempre estiveram por aqui, portanto, o acordar dos brothers não faria tanta diferença assim. De mais a mais, a preocupação aí cai por terra na medida em que uma vez “libertos” eles teriam mesmo de dar uma forte sacudida no sistema. Ou, melhor dizendo, na prática teriam de dispender muito tempo em reorganizar a casa – o que necessariamente engessaria a as asinhas das mega-corporações – e só após isso é que a febre voltaria a subir. Enquanto isso… quem sabe… a gente se livraria ao menos dos transgênicos.

Responder

FrancoAtirador

08 de março de 2011 às 21h21

.
.
Moore e Chomsky são duas imponentes vozes dissonantes ao pensamento único veiculado pela "Voz da América".
.
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Responder

Leider_Lincoln

08 de março de 2011 às 20h19

Uma coisa que me espanta é como os estadunidenses chegaram a esta situação. Como permitiram? Eu sei que o mais óbvio recorrer que a grande guinada para o fascismo-corporativismo começou com Ronald Reagan. Mas o complexo industrial-militar e a guerra permanente foram obras já de Truman e o NAFTA, que selou a pauperização do trabalhador estadunidense, foi cria do Clinton. E tiveram Bush, que fraudou duas eleições e rasgou a constituição, Mas a pá de cal está mesmo sendo dada por Obama, quem diria. Que a Dilma não ouse! Azenha, você morou lá. Quando percebeu que a coisa estava degringolando?

Responder

    Robson Porto

    08 de março de 2011 às 22h03

    De acordo com o fantástico Bill Maher, o americano médio de hoje, comporta-se com um cão; só reage à inflexão verbal e ao medo. E nisso os Republicanos – e a mídia amestrada – são craques…

    Martin

    09 de março de 2011 às 09h01

    …Mas o ROUBO aqui tbém é diário !!!

    Grupos Financeiros (c/ Banqueiros, é claro) e os "políticos" !!
    => Esse é o O ESQUEMA !! !!!! !!!! !! !!!!! !!!! !!! !!!!!!!!!!!!

    Parabéns ao Azenha por nos trazer essas pérolas "americanas"

    Att.
    Martin

    Caracol

    09 de março de 2011 às 10h06

    Eisenhower previu e alertou o povo americano quanto a tudo isso. Está lá, no seu discurso de transmissão da presidência. Tim tim por tim tim. Ao que parece, ele foi o último militar "gente" dos EEUU.

    Nelson

    09 de março de 2011 às 11h48

    Meu caro Leider Lincoln
    Uma das formas que o Sistema encontrou para lançar os trabalhadores estadunidenses na passividade foi a propaganda. Li, se não me engano, num livro do Noam Chomsky, que Goebbels teria feito uma viagem aos Estados Unidos ainda antes da formação do 3º Reich e de lá voltado boquiaberto com a forma como o povo daquele país era manipulado pela propaganda. Pois, veja, Lincoln, isto foi há mais ou menos 80 anos. De lá para cá, as técnicas de propaganda evoluíram de forma estrondosa.
    Lembro ainda de uma entrevista concedida pelo Chomsky quando esteve no Brasil, em 1996, em que ele afirma que grande parte da propaganda é feita para que as pessoas esmaeçam, que acabem se convencendo de que "as coisas são assim e nunca vão mudar".
    Em seus livros, Chomsky também alerta para o que sempre foi uma tradição muito forte entre os estadunidenses: a participação comunitária visando a solução de problemas comuns. Então, para quebrar essa tradição, para fazer o povo esquecê-la, é preciso muita, mas muita propaganda, mesmo.
    Ainda na entrevista que citei, Chomsky afirma que nos EUA os gastos com propaganda chegam a um sexto do PIB. Ou seja, algo entre 1,5 e 2 trilhões de dólares anuais. É abismal; isto dá mais que todo o PIB brasileiro.

    beattrice

    09 de março de 2011 às 15h08

    Lá como cá, a grande "lição" do establishment americano foi exportada por todo o mundo, de onde o alto grau de passividade e a perda do espírto crítico em prol do pensamento único.
    Quando a sociedade civil grita como na Argentina, o pânico do establishment é geral.

    rodrigo.aft

    10 de março de 2011 às 11h29

    Hola colega,
    Gracias por usar "establishment", pois assim pude ver q cometi um "misspelling" ao escrever "stablishment".. (vixe… q salada… rsrs)
    "Ouviu mal…rssssssssssssss"… sei! vc é q seduz os incautos com esse avatar e eu é q ouvi mal… humm… ah, tá!
    ¡Hasta!

Leider_Lincoln

08 de março de 2011 às 20h11

Resta acreditar que sobrou alguma coisa do povo que se levantou contra os ingleses, quando isso parecia loucura. E eu gostaria de ler também o que o André, que se esquivou de explicar por que não há liberdade de expressão na Venezuela, onde donos de emissoras são livres para promover golpes de Estado, mas há nos Estados Unidos, onde apenas meia dúzia de cidades transmitem o sinal da Al Jazeera, por pressão do governo "democrático" e democrata que eles têm…

Responder

Luciano Prado

08 de março de 2011 às 20h06

O Lula vem dizendo isso, a seu modo, desde que virou sindicalista e fundou o PT.

Responder

Yes we créu !!!

08 de março de 2011 às 19h10

The american way of life is dead. The american dream is over.

Responder

    Mário SF Alves

    08 de março de 2011 às 22h09

    Vê se dá pra tocar ainda uma outra única vez Sam.

    Emilio Matos

    09 de março de 2011 às 09h31

    Pelo que li de alguns comentários seus, entendi que você trabalha e mora nos Estados Unidos, certo? Do que você está vendo aí, esse artigo é o wishful thinking que parece ser, ou estão acontecendo essas coisas mesmo?

    Yes we créu !!!

    09 de março de 2011 às 11h28

    Eu moro no Canada. De todo modo, essa eh uma percepcao generalizada, ateh mesmo pelo proprios americanos, portanto nao se trata de um mero "wishful thinking". Pra vc ter uma ideia, 40 milhoes de americanos sobrevivem com o ticket alimentacao do governo. Definitivamente isso nao faz parte do "american way of life".

Robson Porto

08 de março de 2011 às 19h04

A grande questão levantada pelo brilhante Moore é, como anda por aqui, esta questão da Imprensa…

Nossa Constituição é muito clara quanto à necessidade de uma Imprensa livre para que possa existir democracia plena; ótimo, não há como discordar disso. Mas e quando a Imprensa, que deveria ser livre, une-se em bloco e uma Folha é praticamente um fax-simile de um Estadão? O que fazer? Continuar consultando a Constituição para que o brasileiro médio continue sendo iludido por ela? E o papel de uma Rede Globo, uma Concessão Pública na vertente televisiva?

Moore toca sem dó na ferida ao dizer que lá, os 400 megamilionários americanos controlam o noticiário; Noam Chomsky já havia nos alertado para isso no seu fantástico livro A Manipulação do Público – por sinal, totalmente ignorado pela Imprensa.

Até quando vamos continuar vendo esses facínoras, travestidos de jornalistas, manipularem as notícias? Vem, ou não vem, a tal de Ley de Medios?

A paciência, depois de um determinado nivel, deixa de ser uma virtude…

Responder

    Ponce de Leon

    08 de março de 2011 às 21h37

    Brilhante, Porto… Brilhante!

    beattrice

    09 de março de 2011 às 15h04

    A grande pergunta do momento seria até que nível mantê-la, até que nível.

rodrigo.aft

08 de março de 2011 às 17h43

Esse cara é do baralho!!! (Moore, lógico!)

Não concordo em tudo (mas em boa parte, sim) com o Moore mas q ele tem uns culhões DESTE tamanho, ele tem!
(adoro gente sem freio na língua – mas q não fique falando besteiras, por favor! – principalmente qdo denuncia as armações do p(h)oder, do stablishment)

Como tiveram culhões tbém los hermanos (os argentinos), q tiraram 3 presidentes na sequência indo pra rua e tbém já terem aprovado a "Ley de Medios"… aqui a gente não tira 1 vereador corrupto (até tira, mas só se o cara é mto burro ou perde o "apoio" de seus pares), nem d uma grande cidade, nem de uma cidadezinha perdida no interior do bRAZIL, e ainda tem de aturar a (des)informação do PIG, seja sobre assuntos internos ou externos.
Ainda bem q temos a internet (até alguém do judiciário não der uma "canetada" para controlá-la ou suprimi-la em determinadas e convenientes situações- eis um risco REAL).

Nossa única "grande ousadia" nesses últimos anos foi eleger um governo "trabalhista" (esquerda? no no no! nem centro-esquerda) para fazer uma gestão até certo ponto nacionalista, mas de centro-direita, permeada por alguns programas sociais.
Os direitos dos parasitas financeiros e dos cartéis (conhecidos e ocultos) ficou incólume (ex.? alguém do poder falou alguma vez no nióbio?) .

enfim, GRANDE MOORE!!!

Responder

    Silvio I

    09 de março de 2011 às 22h20

    rodrigo.aft:
    Não se pode pedir que Lula fosse Mandrake. Ele fez bastantes coisas. Você se imagina que em algum momento ele tivesse radicalizado? Que teria passado? Si alguém acredita que isto e democracia estão enganadas. É um remendo de democracia. Sendo uma oligarquia. Quem manda e desmanda no Brasil e o Capital. E em mãos de quem está esse capital? Lula se fez cargo de um Brasil quebrado. Que devia a cada santo uma vela. Com 50.000,000 de miseráveis. Com muitos anos de atraso em obras. Com todo o de valor entregado a preço de banana ao estrangeiro.Sô tinha a Petrobras totalmente diminuída, com pequeno capital e mandando fazer fora do Brasil navios e plataformas. Com a indústria naval sucateada. Com um congresso que mais vale não falar de ele.Sem apoio das elites porque ele foi presidente, mais as elites não o aceitam ainda.O continuam chamando de analfabeto.A única forma de ir fazendo alguma pequena coisa, era dando bastante carne aos leões.Agora graças a ele a presidenta Dilma, tem um congresso em melhores condições que ele.Vamos a esperar para ver como se apresentaram os fatos.

    rodrigo.aft

    10 de março de 2011 às 09h24

    fala Sílivio, bão? (ow, vc eh da moóca, bélo? rsrs não dá mole pra banco não!!! esse povo tem ganhos nababescos, lucros astronômicos, e tem de atender direito o cliente e contratar mais funcionários; reclame no procon, reclame na febraban, reclame até com o papa! rsrs)

    qto ao seu comentário, não critiquei o Lula diretamente, mas sim o comodismo do povo brasileiro.

    eu até entendo certos vacilos do Lula…. uma de ordem pessoal (o q nem critico, pois todos nós temos virtudes e defeitos) e outra, por ter sido sindicalista por longa data e depois político… sindicato, como política, na média, não é uma boa escola formadora de caráter. Ter "ginga e sabedoria" política não é sinônimo de retidão.

    poucas pessoas passam por sindicatos e mantém retidão de caráter exemplar… o sindicalismo, como a política modelam para pior o caráter da maioria das pessoas q por lá passam; a principal característica desse meio é promover um alargamento da tolerância a pqnos desvios e benefícios dos colegas sindicalistas e a si mesmo; qdo o cara já tem um dna de malandro, aí já vira tranqueira mesmo…

    vergonha na cara não é uma das qualidades mais apuradas do brasileiro médio (estou falando médio, não estou falando TODOS)… o cara acha uma carteira com dinheiro e caso devolva, qdo devolve, é SEM o dinheiro, por ex., e ainda se acha honesto por devolver a carteira.

    resumindo, não quero me prolongar na gestão em si do Lula, ainda mais com os partidos aliados (só colocam figuras umas piores q as outras nos cargos a q tiveram direito, com poucas e honrosas excessões).
    na média, o Lula acertou bem mais do q errou, lógico! nem precisa me citar dados; é visível a olho nu.

    qdo mencionei a gestão da economia sob o foco de centro-direita, é pq os parasitas (bancos e investidores), cartéis e lobistas (empresas, sindicatos, grupos) continuaram com os mesmos privilégios; não aconteceram grandes mudanças no modelo econômico (juros, bolsa, dolar, dívida interna e aí vai…)

    voltando ao meu comentário, minha crítica foi ao comportamento bovino (está indo para o abate e o máximo q faz é ficar mugindo), acomodado (nem qdo a água bate na bunda às vezes o cara levanta) do brasileiro médio; o político mente quase rindo da nossa cara e o povo ainda dá razão (e até vota de novo), fica até com "dó" do canalha.

    essa mesma "tolerância" é q permite a quadrilha organizada do pig continuar a promover a imbecilização da população (principalmente – mas não só – com a dupla novela-futebol), distorção da realidade, brincar de partido político, mentir descaradamente e algumas situações e depois ficar numa boa… sem tomar um processo judicial, sem tomar uma multa, sem perder a concessão… brasileiro é bonzinho…
    vale a pena falar do judiciário… todo cuidado é pouco nesse p(h)oder… talvez muita gente daí já esteja jogando para o outro lado…golpe branco e canetadas dirigidas cirurgicamente… precisamos estar MUITO atentos e promover eleições para o judiciário tbém!

    é isso q me faz admirar os argentinos, peruanos, bolivianos… o povo vai pra rua, vai pro pau e tira o vagabundo do cargo (nem digo se acertam todas, mas admiro a coragem em ir pra rua).

    admiro tbém a coragem do Moore em se expor e declarar a q veio numa sociedade conservadora, míope e tendenciosa como a estadunidense. Torço muito por ele por mudanças drásticas (para melhor, lógico) no tecido social canceroso dos eua.

    obrigado pela intervenção e até uma próxima!
    (participe sempre q possível… qto mais gente se intera dos problemas, menos espaço sobra pra malandro)

Regina Braga

08 de março de 2011 às 17h41

Michael Moore,vc resgata minha esperança no ser humano,no povo americano,no mundo.Que o vendedor de açucar da Tunísia, seja mesmo lembrado.Somos muitos.Jovens,Rebelem-se.Chega dos 1%hiper milionários,contra o resto(nós).

Responder

Fernando Oliveira

08 de março de 2011 às 17h34

Michael Moore é simplesmente "o cara". Daqueles que nos fazem crer que nas periferias da covardia, do cretinismo e da mediocridade, ainda existe coragem, sentimento humanista, vida inteligente. Esse artigo é um verdadeiro tapa nos cornos do pela-saquismo baba-ovístico, dos estafetas tupiniquins do imperialista Tio Sam…

Responder

waleria

08 de março de 2011 às 17h15

Eu morei pelos States e me assustou muito o que sofria o pobre por lá.

O pobre no meio de pobres sofre menos que o pobre no meio de remediados ou ricos.

Mas eu vi essa realidade lá, há décadas atrás.

Isso que o Michael mostra, é recente, e é a agudização de um problema de forma dramatica.

E norte-americano em casa, tem sempre suas armas.
E com certeza eles não tem como nós, sangue de barata.

Avante povo de Wisconsin!

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    Mariano S. Silva

    08 de março de 2011 às 17h58

    É por isso que eles criaram a Guarda Nacional (que o pretendente ao golpe Serra queria criar por aqui). Só assim eles (os ricos) podem tentar controlar um exército formado por cem milhões de pessoas armadas até os dentes…

    waleria

    08 de março de 2011 às 21h14

    É verdade Mariano.

    Mesmo lá, ex-colonoia inglesa, o colonialismo ainda sobrevive.
    Menos que aqui, mas sobrevive.

    O Michael Moore é perfeito na análise dele a meu ver – e o que nos passam dos USA não é do povo necessariamente – mas nos dados manipulados pela elite, como ele mostra.

    Mas a opressão ideológica lá, muito introjetada, é forte.
    Mas quem sabe essa força do povo não se alastre a partir de Wisconsin?

waleria

08 de março de 2011 às 17h12

Temos muitos problemas por aqui.

Banco Central, Judiciario e Congressistas que revoam o proprio umbigo.

Michael tem os deles lá, parecidos com os nossos.
Principalmente na economia, como se percebe.

Ou nos rebelamos todos – tanto lá como cá – ou seremos parias para sempre.

Responder

    Maria José Rêgo

    10 de março de 2011 às 11h12

    Valéria, faltou falar da imprensa manipuladora, como é a daqui.

Silvio I

08 de março de 2011 às 16h58

Um pensador russo disse que os EUA, vão a passar por uma guerra civil, e ficar dividido em 5 países. Por o momento o movimento e sem armas, mais vai a caminho de empunhar as armas para uma guerra civil. Temos que nos lembrar que a população dos e EUA está armada. Nos no Brasil temos muitos miseráveis ainda. Ainda não deu totalmente o esforço do governo anterior. Nossos miseráveis sempre comerão ratos, nunca nem sonharão em comer caviar, nem sabem o que é. Agora quem estava acostumado a comer caviar, e passar a comer ratos, a coisa muda. Os atuais miseráveis dos EUA viviam uma vida boa. A prova está que muitos de elos estão morando dentro de seus carros, após ter perdido suas casas.

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ZePovinho

08 de março de 2011 às 16h49

Os EUA(governados pela bandidagem corporativa) não combatem Cuba(e nenhum país do mundo) por razões ideológicas.Combatem Cuba e qualquer Estado,de qualquer lugar do mundo,que direcione os recursos do país para benefício do seu povo.As empresas privadas,donas do Congresso dos EUA,querem esses recursos e fazem de tudo para consegui-los:matam,roubam,retiram direitos sociais.É o capitalismo,a acumulação.Não dá para regular o capitalismo(tola ilusão do povão no mundo inteiro),não dá para colocar o diabo na garrafa e ficar brincando com ele.Ele tem de ser destruído;porque senão vai nos matar de fome:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

Jeffrey Sachs: o planeta está no limite
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

The Economist prega guerra contra funcionários públicos e seus sindicatos

Para a revista, a "próxima batalha" liberal será o confronto com os sindicatos do setor público. A tese tem três pontos: os Estados europeus enfrentam déficits abismais; para reduzir o gasto, é preciso reduzir efetivos, salários e pensões dos funcionários; os governos ganharão a opinião pública denunciando os “privilégios” (em especial a estabilidade no trabalho) dos “acomodados” do setor público. A revista omite que os déficits públicos são em grande parte consequência das ajudas aos bancos e outros responsáveis pela crise atual. O artigo é de Bernard Cassen.
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia

Cuba denuncia plano de espionagem dos EUA de alta tecnologia

Cuba mostrou na última segunda-feira (7) provas do desenvolvimento de planos pelos Estados Unidos para implantar na ilha sistemas ilegais de comunicação e espionagem com o uso de sofisticada tecnologia, informou a agência Prensa Latina.

[youtube GWDO4GMThgk http://www.youtube.com/watch?v=GWDO4GMThgk youtube]

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    Mário SF Alves

    08 de março de 2011 às 22h05

    Prezado ZePovinho,
    Longe de mim preciosismos, mas você realmente acha que o que você acabou de relatar ainda cabe no conceito de capitalismo?
    Abraços,
    Att.,
    Mário S.

    ZePovinho

    08 de março de 2011 às 23h21

    Eu costumo chamar,imitando os americanos,de socialismo para os ricos.Uma nomenklatura(como aqueles mafiosos que ajudaram Lenin com a Nova Política Econômica e agoramandam na Rússia) aboletada no Estado e milhões e milhões tendo de viver no tal Mercado.

    Mário SF Alves

    12 de março de 2011 às 22h42

    Que tal a expressão máfio-capitalismo-financeiro-corporativo-militarista-antidemográfico-virtualizado?
    Em tempo: esse seu "não dá para colocar o diabo na garrafa e ficar brincando com ele" merece um destaque à parte, e, creio, não deve ser subestimado.

    Mário SF Alves

    12 de março de 2011 às 23h06

    Ou, ainda, máfio-capitalismo-financeiro-corporativo-militarista-neomalthusiano-algoritmizado?

    Mário SF Alves

    12 de março de 2011 às 23h11

    Bom, pensando melhor, parece que esse "máfio" aí é uma redundância; portanto, ignoremo-lo e passemos a tratar a coisa assim: capitalismo-financeiro-corporativo-militarista-neomalthusiano-algoritmizado-estado-fogocitante.

João F Bastos

08 de março de 2011 às 16h36

É….. parece que o mundo vai acabar em 2012 mesmo. Ou melhor o mundo que conheçemos acaba em 2012 e outro mundo, melhor e igualitário se forma.

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betinho2

08 de março de 2011 às 15h53

Peço licença a Michel Moore para dedicar seu artigo aos baba-ovo neocolonizados, aqueles do complexo de vira-latas, encotráveis babando nas esquinas da vida.

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Yes we créu !!!

08 de março de 2011 às 15h48

Um sinal de como os EUA estao em franca decadencia foi a recente concorrencia publica pra construcao de novas linhas no metro de Nova York. Das empresas de engenharia que apresentaram propostas, nenhuma era americana. Isso passou desapercebido (sera mesmo?) por boa parte da midia.

Responder

ZePovinho

08 de março de 2011 às 15h48

Agora a porca torce o rabo.Veremos,nos EUA,o que vimos em 1968???????????????

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