VIOMUNDO

Diário da Resistência


Você escreve

Michael Moore convoca os jovens: Rebelem-se!


19/02/2011 - 17h13

Juntem-se ao meu “Jornal da Escola”!

18/2/2011, Michael Moore, em sua página

Traduzido pelo coletivo da Vila Vudu

Com agradecimentos, pela dica, ao I.C.L., nômade nascido no Brasil, que nos acompanha da Itália.

Caros Estudantes:

Que inspiração, a de vocês, que se uniram aos milhares de estudantes das escolas de Wisconsin e saíram andando das salas de aula há quatro dias e agora estão ocupando o prédio do State Capitol e arredores, em Madison, exigindo que o governador pare de assaltar os professores e outros funcionários públicos (matéria em http://www.truth-out.org/watch-live-blog-wisconsin-protest-rally-madison-wisconsin67866  e foto (ótima!) em http://twitpic.com/40tax9)!

Tenho de dizer que é das coisas mais entusiasmantes que vi acontecer em anos.

Vivemos hoje um fantástico momento histórico. E aconteceu porque os jovens em todo o mundo decidiram que, para eles, basta. Os jovens estão em rebelião – e é mais que hora!

Vocês, os estudantes, os adultos jovens, do Cairo no Egito, a Madison no Wisconsin, estão começando a erguer a cabeça, tomar as ruas, organizar-se, protestar e recusar a dar um passo de volta para casa, se não forem ouvidos. Totalmente sensacional!!

O poder está tremendo de medo, os adultos maduros e velhos tão convencidos que que fizeram um baita trabalho ao calar vocês, distraí-los com quantidades enormes de bobagens até que vocês se sentissem inpotentes, mais uma engrenagem da máquina, mais um tijolo do muro. Alimentaram vocês com quantidades absurdas de propaganda sobre “como o sistema funciona” e mais tantas mentiras sobre o que aconteceu na história, que estou admirado de vocês terem derrotado tamanha quantidade de lixo e estejam afinal vendo as coisas como as coisas são. Fizeram o que fizeram, na esperança de que vocês ficariam de bico fechado, entrariam na linha e obedeceriam ordens e não sacudiriam o bote. Porque, se agitassem muito, não conseguiriam arranjar um bom emprego! Acabariam na rua, um freak a mais. Disseram que a política é suja e que um homem sozinho nunca faria diferença.

E por alguma razão bela, desconhecida, vocês recusaram-se a ouvir. Talvez porque vocês deram-se conta que nós, os adultos maduros, lhes estamos entregando um mundo cada vez mais miserável, as calotas polares derretidas, salários de fome, guerras e cada vez mais guerras, e planos para empurrá-los para a vida, aos 18 anos, cada um de vocês já carregando a dívida astronômica do custo da formação universitária que vocês terão de pagar ou morrerão tentando pagar.

Como se não bastasse, vocês ouviram os adultos maduros dizer que vocês talvez não consigam casar legalmente com quem escolherem para casar, que o corpo de vocês não pertence a vocês, e que, se um negro chegou à Casa Branca, só pode ter sido falcatrua, porque ele é imigrado ilegal que veio do Quênia.

Sim, pelo que estou vendo, a maioria de vocês rejeitou todo esse lixo. Não esqueçam que foram vocês, os adultos jovens, que elegeram Barack Obama. Primeiro, formaram um exército de voluntários para conseguir a indicação dele como candidato. Depois, foram as urnas em números recordes, em novembro de 2008. Vocês sabem que o único grupo da população branca dos EUA no qual Obama teve maioria de votos foi o dos jovens entre 18 e 29 anos? A maioria de todos os brancos com mais de 29 anos nos EUA votaram em McCain – e Obama foi eleito, mesmo assim!

Como pode ter acontecido? Porque há mais eleitores jovens em todos os grupos étnicos – e eles foram às urnas e, contados os votos, viu-se que haviam derrotado os brancos mais velhos assustados, que simplesmente jamais admitiriam ter no Salão Oval alguém chamado Hussein. Obrigado, aos eleitores jovens dos EUA, por terem operado esse prodígio!

Os adultos jovens, em todos os cantos do mundo, principalmente no Oriente Médio, tomaram as ruas e derrubaram ditaduras. E, isso, sem disparar um único tiro. A coragem deles inspira outros. Vivemos hoje momento de imensa força, nesse instante, uma onda empurrada por adultos jovens está em marcha e não será detida.

Apesar de eu, há muito, já não ser adulto jovem, senti-me tão fortalecido pelos acontecimentos recentes no mundo, que quero também dar uma mão.

Decidi que uma parte da minha página na Internet será entregue aos estudantes de nível médio para que eles – vocês – tenham meios para falar a milhões de pessoas. Há muito tempo procuro um meio de dar voz aos adolescentes e adultos jovens, que não têm espaço na mídia-empresa. Por que a opinião dos adolescentes e adultos jovens é considerada menos válida, na mídia-empresa, que a opinião dos adultos maduros e velhos?

Nas escolas de segundo grau em todos os EUA, os alunos têm ideias de como melhorar as coisas e questionam o que veem – e todas essas vozes e pensamentos são ou silenciadas ou ignoradas. Quantas vezes, nas escolas, o corpo de alunos é absolutamente ignorado? Quantos estudantes tentam falar, levantar-se em defesa de uma ou outra ideia, tentar consertar uma coisa ou outra – e sempre acabam sendo vozes ignoradas pelos que estão no poder ou pelos outros alunos?

Muitas vezes vi, ao longo dos anos, alunos que tentam participar no processo democrático, e logo ouvem que colégios não são democracias e que alunos não têm direitos (mesmo depois de a Suprema Corte ter declarado que nenhum aluno ou aluna perde seus direitos civis “ao adentrar o prédio da escola”).

Sempre fico abismado ao ver o quanto os adultos maduros e velhos falam aos jovens sobre a grande “democracia” dos EUA. E depois, quando os estudantes querem participar daquela “democracia”, sempre aparece alguém para lembrá-los de que não são cidadãos plenos e que devem comportar-se, mais ou menos, como servos semi-incapazes. Não surpreende que tantos jovens, quando se tornam adultos maduros, não se interessem por participar do sistema político – porque foram ensinados pelo exemplo, ao longo de 12 anos da vida, que são incompetentes para emitir opiniões em todos os assuntos que os afetam.

Gostamos de dizer que há nos EUA essa grande “imprensa livre”. Mas que liberdade há para produzir jornais de escolas de segundo gráu? Quem é livre para escrever em jornal ou blog sobre o que bem entender? Muitas vezes recebo matérias escritas por adolescentes, que não puderam ser publicadas em seus jornais de escola. Por que não? Porque alguém teria direito de silenciar e de esconder as opiniões dos adolescentes e adultos jovens nos EUA?

Em outros países, é diferente. Na Áustria, no Brasil, na Nicarágua, a idade mínima para votar é 16 anos. Na França, os estudantes conseguem parar o país, simplesmente saindo das escolas e marchando pelas ruas.

Mas aqui, nos EUA, os jovens são mandados obedecer, sentar e deixar que os adultos maduros e velhos comandem o show.

Vamos mudar isso! Estou abrindo, na minha página, um “JORNAL DA ESCOLA” [orig. “HIGH SCHOOL NEWSPAPER”, em http://mikeshighschoolnews.com/]. Ali, vocês podem escrever o que quiserem, e publicarei tudo. Também publicarei artigos que vocês tenham escrito e que foram rejeitados para publicação nos jornais das escolas de vocês. Na minha página vocês serão livres e haverá um fórum aberto, e quem quiser falar poderá falar para milhões.

Pedi que minha sobrinha Molly, de 17 anos, dê o pontapé inicial e cuide da página pelos primeiros seis meses. Ela vai escrever e pedirque vocês mandem suas histórias e ideias e selecionará várias para publicar em MichaelMoore.com. Ali estará a plataforma que vocês merecem. É uma honra para mim que se manifestem na minha página e espero que todos aproveitem.

Dizem que vocês são “o futuro”. O futuro é hoje, aqui mesmo, já. Vocês já provaram que podem mudar o mundo. Aguentem firmes. É uma honra poder dar uma mão.

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



43 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Salvador

21 de fevereiro de 2011 às 14h33

Querem ver os jovens irem pra rua? Basta a Globo fazer uma minissérie, rs. Jovens reclamando e se mobilizando, ok, é um segmento que tem os seus direitos e deveres, otimo, mas, não me venham dizer que essa fatia é capaz de saber o caminho das pedras ou nos dizer o que fazer. O buraco é mais embaixo senhores e os jovens, com todo o seu vigor, são facilmente manipuláveis. Um aviso aos "vermelhos": a população está de saco cheio dos sindicatos e dos centros academicos dirigidos de forma partidária e parcial, basta ver o quanto de gente sinceramente preocupada frequenta as passeatas e protestos, no momento que os cidadãos comuns abandonarem o seu trabalho, a prova na escola, etc, para ir pra rua, aí sim estaremos vendo um ato sincero e honesto, por enquanto, o que se vê são filhotes ou crias de partidos de esquerda x crias dos de direita.

Responder

Cássio Muniz: Um testemunho sobre o que se passa em Wisconsin | Viomundo - O que você não vê na mídia

21 de fevereiro de 2011 às 11h12

[…] Leia aqui o texto em que o cineasta Michael Moore convoca os jovens de Wisconsin a se rebelarem.   […]

Responder

Yes we créu !!!

20 de fevereiro de 2011 às 23h45

Se depender de Michael Moore, a revolucao nos EUA podera nao ser televisionada, mas sera filmada.

Responder

Marat

20 de fevereiro de 2011 às 23h34

Michael Moore é uma das poucas boas cabeças pensantes nos EEUU. Ele vai fundo nas mazelas e nas imprudências do império. Espero que não sofra uma morte "misteriosa"…

Responder

Daniel Faria

20 de fevereiro de 2011 às 22h10

Louvável a iniciativa do Michael Moore (um cineasta que eu respeito muito), mas não vejo muita esperança na juventude que eu convivo (e faço parte).

Eu estudo em colégio da elite (econômica, não intelectual, como diria o Jorge Furtado), e eu ouvi de tudo ano passado pelas minhas opiniões políticas. Repetem tudo o que a Veja e a Globo dizem, falam até de voto censitário.

E, pra mim, a culpa disso (além da mídia), é a própria escola, que só pensa em ensinar Matemática e Química, e acaba deixando alunos sem a menor consciência social, que enchem o peito pra falar que não entendem nada de política. E assim caminha a elite…

É claro que essa minha visão ainda é muito restrita, até porque sou novo, mas é a realidade que eu convivo no dia a dia. Aliás, a maioria dos meus colegas nem leriam esse ótimo texto, por achar muito longo…

Responder

Morvan

20 de fevereiro de 2011 às 21h45

Boa noite. Michael Moore é aquele eternamente jovem que passou como um rolo compressor sobre o [hoje] ancião e extremamente belicoso Charlton Heston – uma acirradíssima discussão, em todo os "EUA" sobre o caso Columbine. Os dois discutiram – no sentido pejorativo do termo – e Michael Moore não se fez de rogado, denunciando a origem do ranço estadunidense o do seu fascínio por armas de fogo, nas discussões e no documentário premiado "Tiros em Culumbine".
Um cara eternamente indignado, aceso, vibrante. Registre-se um outro grande documentário do diretor Michael Moore: "The Corporation", onde este e vários entrevistados denudam o poder das corporações sobre a vida das pessoas.
Seria muito bom se houvesse mais Michael Moore's…

Morvan, Usuário Linux #433640

Responder

Gustavo Pamplona

20 de fevereiro de 2011 às 18h32

Vocês acham que estes "filhinhos de papai" (e da mamãe também!) de hoje estão realmente interessados em política? Ainda mais que a maioria nasceu na década de 90 e sequer viveram o século XX? Bom… quem tem 18 anos hoje nasceu em 1992, por exemplo

A maioria mesmo está interessada em sair com a galera e é claro ficar nos Twitters, nos Facebooks e nos Orkuts da vida. Ainda mais estes jovens americanos que são totalmente "anestesiados" pela mídia

Não sei quanto a vocês mas não acho que uma pessoa que tenha 16…21 anos hoje (ouseja em 2011) tenha capacidade e discernimento em saber o que é política ainda… a não ser que tenha tido uma boa educação e que tenha lido boa literatura de esquerda da década de 60 e 70.

Eu por exemplo… tenho 29 anos e meio… mas eu não somente li coisas como "O Pasquim" como eu já li coisas Fradim do Henfil e conheço a turma toda (O Baixim, o amigo dele, o Cumprido e a turma da caatinga Zeferino, Bode Orelana e a Graúna)

Além de revistas como "O Bicho", e outras coisas da ditadura como Rango do Edgar Vasques e alguns livros e revistas da ditadura e até bobagens como "O Amigo da Onça" do Péricles Maranhão

Sei o que eu estou falando… eu outro dia por exemplo… fui tentar conversar com um rapaz de 18 anos, ou seja 11 anos mais novo que eu, e parece que eu estava falando de outra época.

Responder

    jose Carlos

    21 de fevereiro de 2011 às 09h04

    Nossa você é realmente um…… babaca….. como diria seu padrinho Cerra, nao use sua régua para medir os outros…..

    o baiano

    21 de fevereiro de 2011 às 10h33

    Sua resposta parece mais confundir que esclarecer! Você se refere ao Pasquim, ao Henfil, Edgar Vasques, etc, como sendo "coisas", livros e revistas "da ditadura", quando na verdade, eram pessoas que produziam artigos, revistas, cartuns, "contra" a ditadura, o que bem diferente!

alexandre

20 de fevereiro de 2011 às 16h30

As revoluções e os levantes realizados com a ajuda da tecnologia nos mostraram mais do que um nova forma de o povo se pronunciar contra a realidade de fato e ao poder reinante, mas contribuem para que sejam traçadas as primeiras linhas de uma futura democracia direta.
Se hoje podemos votar num website sobre quem será o campeão brasileiro de futebol ou quem será o vencedor do BBB, porque não votarmos diretamente nos projetos de lei no legislativo?
A evolução tecnológica ditará os rumos de nossa democracia.

Responder

wirton

20 de fevereiro de 2011 às 14h30

Nossa!!! Aos 41 anos, depois de tanta desilusão, descrença; depois de tanto ver o mal triunfar, depois de ter presenciado, e até sofrido, eu próprio, tantas injustiças, ainda consegui me arrepiar de emoção por tudo isso que acabei de ler. Espero que algum dia façam o que minha geração morta, sossegada, apática e amordaçada não fez.

Responder

Yes we créu !!!

20 de fevereiro de 2011 às 13h51

O PSDB deveria prestar atencao ao que estah acontecendo em Wisconsin.

Responder

    Bonifa

    20 de fevereiro de 2011 às 17h42

    Hoje Wisconsin, amanhã São Paulo.

    Andre Diniz

    25 de fevereiro de 2011 às 20h01

    Ainda mais se tratando de um protesto que vai ter amanhã – mais um – contra o preço do onibus.

Yes we créu !!!

20 de fevereiro de 2011 às 13h34

Caro Gustavo, vá com Deus. Mas, por favor, vá !!!

Responder

Bonifa

20 de fevereiro de 2011 às 12h57

Do jeito que o mundo está interligado hoje, você pode bater uma estaca e começar um terremoto. Não considero mais nada impossível. Não devemos nos esquecer de que toda a avalanche árabe começou quando um reles policial derrubou uma barraquinha de camelô em Túnis.

Responder

Francisco

20 de fevereiro de 2011 às 03h08

Para o pessoal baixo astral daqui, tudo do Brasil é péssimo. Aí vem o Michel Moore e cita o Brasil como referencia por estimular o voto aos 16 anos. Maravilha, Brasil! E xô baixo astral!

Responder

Gustavo Pamplona

19 de fevereiro de 2011 às 23h06

Vocês querem um exemplo?

Vejam o caso dos estudantes que foram "usados" pela mídia no caso do ENEM, no caso do PROUNI e também no caso do SiSU. Eles são apenas "massa de manobra"

Se bem que… não houve manifestações mas apenas entrevistas com estudantes mas a mídia deu um jeito de parecer que houve manifestações.

Quero contar o seguinte também: até o presente momento recebi 4 negativos além que esta semana recebi um monte, o meu recorde outro dia foi de -32 mas eu não me importo muito com isto mesmo… nem mesmo quando tive dois profiles do IntenseDebate aqui eu me importava.

De vez em quando eu venho ao "Vi o Mundo" e digo as maiores verdades de forma "agressiva" e "desafiante" mas com aquele meu jeitinho "sarcástico" e "irônico" de escrever.

Sei que a maior parte das pessoas não gostam de saber a verdade, sei que é triste, é crua, é nua… mas de vez em quando alguém precisa avisá-las de como as coisas são..

Vou dar um tempo por aqui… amanhã e segunda vou tentar não comentar nada… sei que isto é um pouco díficil… costumo dizer que me tornei um viciado no "Vi o Mundo". Um dia eu conto para vocês esta história.

E vai aquela assinatura, é uma bobagem… mas é que as vezes eu não resisto.

—-
Gustavo Eduardo Paim Pamplona – Belo Horizonte – MG
Desde Jun/2007 fazendo história no "Vi o Mundo"! ;-) (a assinatura original)
Desde Jun/2007 viciando no "Vi o Mundo"! ;-)
Fundador do PORCO – Partido de Oligarcas Representantes de Capitalistas Opressores (PIG)

Responder

    Renan

    22 de fevereiro de 2011 às 15h26

    "Sei que a maior parte das pessoas não gostam de saber a verdade, sei que é triste, é crua, é nua… mas de vez em quando alguém precisa avisá-las de como as coisas são.."
    Obrigado por me mostrar a verdade, Ó sábio dos sábios!

betinho2

19 de fevereiro de 2011 às 23h02

Grande Michael Moore, sempre se superando e colocando a cabeça a prêmio..rsrs
Azenha, me permito assinar a "petição" do David R. da Silva .
Coloque ai a "Página Universitária".

Alô alô ALIIINEEE, fique de plantão…rsrs
E vamo que vamo.

Responder

Messias Macedo

19 de fevereiro de 2011 às 22h40

Transição República de ‘Nois’ Bananas/Brasil Nação [Depende de nós, “braços dados ou não!”]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Renato

19 de fevereiro de 2011 às 22h26

Acho que o suporte que ele oferece é bem diferente daquele que o quarto poder tupiniquim ofereceu, no momento do Impeachment… Se se confirmar, são os garotos que escreverão e, portanto, darão a tônica; naquela época, a Globo e demais emissoras apenas fizeram algumas montagens de imagens, a fim de propagar ainda mais o sentimento de que era possível por Collor na rua. Com direito a musiquinha e iluminação de primeira…
Ou seja, embora expostos, os garotos(as) estavam silenciados… Assim sendo, o caso aqui parece ser diferente…

Responder

coiote52

19 de fevereiro de 2011 às 22h05

É preciso reaprender a se rebelar. Ensaio ou não, a galera de Madison pode abrir as porteiras para alguma coisa mais promissora. Morro de rir só em pensar na cara dos grandões da Fox e do Tea Party!!!!!!!!!!! Tomem chá fervendo e queimem a lingua, seus vira-bostas!

Responder

FrancoAtirador

19 de fevereiro de 2011 às 21h45

.
!!! REVOLUÇÃO POR NOSSO FUTURO !!!
. http://4.bp.blogspot.com/_TS1oZYqIIvE/TUheOnbrrQI
.

Responder

Paulo Silva

19 de fevereiro de 2011 às 21h44

Esperemos que os ventos de rebeldia da juventude, que correm o mundo atualmente, cheguem por aqui em breve !
Oxalá que tivesse início , no Brasil e em todo o mundo, um grande movimento juvenil político- cultural, transformador e criativo, que puxasse o cordão para os necessários avanços!
Um outro mundo, mais justo e solidário, só será possível se isso acontecer!

Responder

LULA VESCOVI

19 de fevereiro de 2011 às 21h30

O Michael Moore,por sua postura e ideologia,é um fera.Com a repercussão que tem o que diz,espero que os jovens se toquem e decidam decidir o seu futuro,não ficando passivos.Hoje,quem dá as cartas em mobilização,é a juventude árabe,quem diria.Esse post deveria ser distribuído em todas as escolas,inclusive as brasileiras.Mãos à obra juventude.

Responder

Roberto Locatelli

19 de fevereiro de 2011 às 20h05

Só um esclarecimento. O fato do Michael Moore ter mencionado a mentira que a direita inventa contra Obama, não quer dizer que ele apoie o presidente vacilão.

Sobre esse cineasta sarcástico que é o Michael Moore, aqui vai um pequeno video que ele gravou depois da crise financeira:

[youtube 5erUojTMs3o http://www.youtube.com/watch?v=5erUojTMs3o youtube]

Responder

    Carmem Leporace

    19 de fevereiro de 2011 às 21h45

    Mandou bem hein….

    Messias Macedo

    19 de fevereiro de 2011 às 22h57

    … É o que poderia traduzir a tácita "a sacolinha da orgia financeira passa e você nem vê, doador cego e descerebrado!"

    Mundo de 'Nois' Bananas
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

    priscila presotto

    20 de fevereiro de 2011 às 10h10

    Adoro Michel Moore ,lembro-me qdo ao receber um premio da Academia ,ele literalmente massacrou Bush Jr.

    Foi aplaudido e vaiado ao mesmo tempo.

    Michel Caine o aplaudiu de pé.
    Infelizmente ,para mim foi uma reafirmação do qto os americanos (com raras exceções)são belicosos e rançosos.Até artistas excelentes e reconhecidos foram flagrados vaiando Michel Moore.é um país complicado.

    Jota Ricardo

    21 de fevereiro de 2011 às 16h46

    Priscila, ali eles usaram aqueles figurantes que sentam nos lugares dos atores quando estes estouram a sacolândia daquela festinha brega e partem para respirarem ''outros ares'' em ambientes mais animados…

O_Brasileiro

19 de fevereiro de 2011 às 19h54

Michael Moore está certo. Mas para quem apoiou Dilma Roussef em 2010 e não sabe o que está por trás desse protesto, melhor prestar atenção.
A origem desses protestos está na política neo-liberal do governador do Wisconsin que, para resolver os problemas fiscais de seu Estado, resolveu penalizar quem, quem?
Ora, é claro que vocês já sabem, os funcionários públicos, os mesmos que já ganham salários irrisórios!
Então, os jovens de lá hoje, podem ser os daqui amanhã quando as medidas começarem a afetar diretamente os funcionários públicos brasileiros…
Porque doação para banqueiros e especuladores através de juros imorais e opressão dos servidores públicos não é privilégio do Wisconsin…

Responder

    Emilio Matos

    21 de fevereiro de 2011 às 10h50

    A verdadeira opressão no Brasil não é sobre os servidores públicos, é sobre a parte miserável da população, o povo que ganha apenas poucas centenas de reais, ou menos, de renda familiar per capita.

    Essa parcela parece ser tão excluída de tudo que é até excluída do debate sobre exclusão, em favor de servidores públicos.

David R. da Silva

19 de fevereiro de 2011 às 19h06

Que Bom! Taí, Azenha. Abra uma Página só pra JOVENS. Aguardo sua INTERVENÇÃO. de Belo Horizonte.

Responder

Leider_Lincoln

19 de fevereiro de 2011 às 18h47

Já li alguma coisa sobre isso mesmo. Eu sei que você não gosta de ser pautado, Azenha. Mas seu inglês é melhor que o nosso! Mostre-nos como estão as coisas no Wisconsin!!!

Responder

ZePovinho

19 de fevereiro de 2011 às 17h48

Gilberto Freyre chamava os adultos de "burquesia do tempo".

Responder

Regina Braga

19 de fevereiro de 2011 às 17h26

O que falar do texto do Moore…Seus sonhos saõ os mesmo meus…Tbém quero deixar um Mundo um mundo melhor…Apoiado…Vamos lá REBELEM-SE…Vocês podem literalmente, MUDAR O MUNDO. Todo o Poder e força sempre esteve dentro de cd um.Ousar Lutar,Ousar Vencer.

Responder

Gilberto Vieira

19 de fevereiro de 2011 às 17h18

Azenha, publica alguma coisa sobre os protestos na cidade de Madison, capital do Wisconsin!

Os Estados Unidos nesse momento estão "chocados" com a "Praça Tahrir de Wisconsin". A Fox News e o Tea Party estão tendo um infarto em virtude da ocupação da Assembléia Legislativa por milhares de professores e funcionários públicos estaduais contra a lei neoliberal que o governador republicano quer aprovar!

Responder

    Silvana Maranhão

    19 de fevereiro de 2011 às 18h02

    É mesmo é?????

    Roberto Locatelli

    19 de fevereiro de 2011 às 20h01

    Ôpa, não estou sabendo dessa notícia!! Sensacional!!

    Espero que o Azenha possa postar algo aqui na próxima semana!

    Roberto Locatelli

    19 de fevereiro de 2011 às 21h48

    Achei essa matéria no excelente Counterpunch. Está em inglês, mas pode-se usar o Google para uma tradução meia-boca. http://www.counterpunch.org/fons02162011.html

    Morvan

    20 de fevereiro de 2011 às 21h55

    Boa noite. Obrigado pela sugestão, Roberto Locatelli.
    Este parágrafo, extraido de sua sugestão, parece ser o ponto nevrálgico de toda a questão:
    "Milwaukee, Wisconsin’s largest city, was once the world’s high tech and high wage leader, as recently as the 1970’s. This was enabled by a tradition of clean government, solid infrastructure, trade unionism and a world class educational system otherwise known as Sewer Socialism and the Wisconsin Idea. Oh, how Milwaukee has fallen…"

    Parece que Wisconsin é o "laboratório", tanto do Tea Party como da "resistência".

    Morrvan, Usuário Linux #433640


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.