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Diário da Resistência


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Mauro Santayana: É preciso reagir enquanto ainda há tempo


19/07/2011 - 12h55

Santayana – Perigos do retrocesso

É preciso que trabalhadores e estudantes tenham consciência de que lutar contra as novas privatizações não é ir contra o projeto de governo da presidenta Dilma Rousseff, mas sim apoio.

por Mauro Santayana, na Rede Brasil Atual

Há algumas atitudes do governo que começam a preocupar os setores mais sensatos da intelectualidade e dos meios sindicais brasileiros. É notória a pressão que vem sofrendo a presidenta Dilma Rousseff para que se desvie de seu projeto de combater as desigualdades, internas e entre as nações. Como sempre, querem que o governo governe “para o mercado”, e não para o povo. Foi importante, e politicamente natural, que as organizações populares dessem todo o seu apoio ao presidente Lula, e aceitassem alguns sacrifícios, em nome da estabilidade governamental.

Os sindicatos admitiram que o governo convocasse grandes empresários nacionais a fim de constituir um conselho – extraconstitucional – para assessorar a administração, no qual os trabalhadores não tinham peso equivalente. Da mesma forma, eles admitiram alianças para que o presidente da República pudesse dispor de maioria no Congresso Nacional. Mas, agora, é importante que os trabalhadores e os jovens exerçam sua vigilância e se manifestem, porque, sob o disfarce do entendimento nacional, as mesmas forças entreguistas de sempre voltam a se articular para a retomada do processo de privatizações.

Essa mobilização reúne a grande imprensa, banqueiros e empresários associados a multinacionais e agências de governos estrangeiros. O objetivo é impedir o cumprimento do grande projeto nacional de desenvolvimento soberano, iniciado por Vargas, continuado por Juscelino e, façamos justiça, mantido pelo general Geisel. As mesmas forças que criaram e nutriram, enquanto puderam, o governo entreguista de Collor e o de Fernando Henrique, aproveitando-se do silêncio das forças populares, avançam agora sobre o governo Dilma Rousseff.

São inquietantes os sinais. O governo parece ter recuado da necessária reconstrução da Telebrás. Qualquer pessoa de bom senso sabe que as chamadas vantagens da privatização da telefonia constituem uma falácia. O desenvolvimento da tecnologia das comunicações eletrônicas (para o qual contribuímos, com as pesquisas avançadas, feitas por engenheiros brasileiros) possibilitou a redução dos custos dos aparelhos e dos sistemas operacionais, com imensos lucros para as empresas, fossem elas estatais, fossem privadas. O que fez com que os celulares se tornassem tão baratos não foi a privatização, foi a tecnologia. Na China, onde todas as grandes empresas estão sob o controle do Estado, há tantos celulares como no Brasil – e fabricados lá mesmo.

O sistema Telebrás, mantido sob controle público, seria hoje um dos maiores conglomerados do mundo e estaria ajudando nossos vizinhos a desenvolver os próprios projetos. Os grandes lucros auferidos pelas empresas estrangeiras – hoje enviados para o exterior – estariam promovendo o desenvolvimento tecnológico nacional e criando mais empregos entre nós. Além da grossa corrupção que houve nas privatizações, o negócio, do ponto de vista da economia nacional, foi um desastre. Iniciamos o processo no governo FHC com uma dívida pública de US$ 60 bilhões e o encerramos com mais de US$ 700 bilhões.

É preciso que os trabalhadores e estudantes tenham consciência de que lutar contra as novas privatizações não é ir contra o projeto de governo da presidenta Dilma, mas sim em seu apoio. Argumentam alguns que a urgência reclama a privatização de certas obras e serviços. Juscelino foi acossado pela mesma urgência, que foi a de contrair o tempo, realizando em cinco anos o que levaria 50. Uma tática de JK foi criar grupos executivos, independentes da burocracia governamental e das pressões políticas. Vários desses grupos foram dirigidos por engenheiros militares, como o da implantação da indústria automobilística, sob a chefia do almirante Lúcio Meira. É preciso reagir, enquanto ainda há tempo.

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Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

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Por Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr., Leandro Cipoloni e Tony Chastinet



41 comentários

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Morvan

09 de fevereiro de 2012 às 22h09

Boa noite.

Mauro Santayana, quando escreve, a gente se debruça sobre o texto e o sorve. Fluidez.

Malgrado a qualidade do texto do autor, ouso discordar de alguns enunciados. O Governo Dilma não está precisando do nosso apoio. Ele está de costas para nós. Extremamente estanque, opaco, autoritário. Vez por outra, Dilma, tentando um traquejo que não lhe é nem um pingo natural, acena para a plebe: "vou conversar mais com as Centrais", "precisamos ter humildade", "erramos; vamos retirar a MP557" e outros rapapés para a torcida. Está aí a MP do Vaticano. Foi retirada a palavra Cavalo de Troia – Nascituro, mas o espírito (de porco, como tudo em que a igreja mete suas mãos sujas de sangue) continua como tal. De concreto, está conseguindo dois objetivos, os quais parecem advir de alguma eminência parda do Governo: está deixando o PSDB/PFL sem discurso e está inviabilizando qualquer sonho de Lula de voltar. Como eu afirmei em outro Post, o "namoro" com os ultrarreacionários da CNBB serve, e muito bem, a este propósito. Capital político a ponto de blindar Dilma Roussef contra qualquer projeto de adversários parece ser o mote da eminência parda deste Governo.
O difícil é fazer a CNBB e outros trevosos honrarem qualquer tipo de acordo; não da natureza destes escroques. Marighella, vivo estivesse, poderia dizer algo a respeito…
Dilma não precisa do nosso apoio. Precisa de nossa atitude – firme, peremptória. Contra as privatizações, contra o conchavo medieval. Contra as trevas.
Ah, e não chame ao período do FHC de Governo, Santayana (claro que você pode chamar, se quiser). Ali tem outro nome: lesa-pátria.

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

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carlos Santos

03 de agosto de 2011 às 13h05

Seria cômico se não fosse tragico a visão do povo em relação ao país emergente chamado Brasil.A cada dia ocorre atrocidades cometidas justamente pelos representantes que escolhemos,veja o caso do Rio de Janeiro,30 milhões gastos em apenas 3 horas,e um educador que forma uma nação tem o piso de 765 reais,mas acredito que isso dá pelo fato dos nossos governates não ter interesse de educar o povo,pois sendo feito isso eles não estariam lá.Muitos pensam em mudanças,acreditam em uma possibilidade de melhorar o país dando sua contribuição nas urnas,mas será que o povo não consegue enxergar que são manipulados como fantoches?Olhem o caso do Denit,quem foi o autor de um novo escandâlo?É lamentável ver o povo ser feito de idiota;no meu entendimento a liberdade de imprensa foi a unica coisa extinta de uma ditadura,porque as injustiças,desigualdades continuam,só o povo que não vê.Vou citar um exemplo proprio:Há 12 anos luto pelos meus direitos onde trabalhei em uma extinta emissora de tv,mas a ditadura da justiça não permite que eu receba meus direitos adiquiridos,mas por outro lado se eu furtar um alimento para subsistencia eu seria preso,isso é uma ditadura ou não?a coisa mais sensata que ja tive conhecimento ate hoje,foram as palavras profreridas por Charles de Gaulle quando disse "O Brasil não é um país sério."Ele estava correto.Em meu conceito final,não acredito que precisamos de um Che Guevara para libertar um povo dessa ditadura,imaginem se o povo mostre a indignação total e irrestrita não comparecendo as urnas?Isso seria um marco na historia do país,e não venham dizer que isso é falta de cidadania,porque falta mesmo é se gastar 30 milhões em 3 horas,e os hospitais não terem leito,educador ganhando o que ganha e etc….isso é falta de cidadania.O povo é a maior força de uma nação.

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Iukio Hasegawa

31 de julho de 2011 às 22h46

Cadê o livro do Amaury Ribeiro Júnior???????

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jõao

21 de julho de 2011 às 19h06

Mídia golpista convoca protestos de rua

Por Altamiro Borges

Testando o clima político, a mídia demotucana tem atiçado os seus leitores, telespectadores e ouvintes para sentir se há condições para a convocação de protestos de rua contra o governo Dilma. O mote dos filhotes de Murdoch seria o do combate à corrupção, o da “ética”. A experiência a copiar seria a da “revolução dos indignados” na Espanha.

Na prática, o objetivo seria o de reeditar as “Marchas com Deus”, que prepararam o clima para o golpe de 1964, ou o finado movimento Cansei, de meados de 2007, que reuniu a direita paulistana, os barões da mídia e alguns artistas globais no coro do “Fora Lula”. Até agora, o teste não rendeu os frutos desejados. Mas a mídia golpista insiste!

Visão conspirativa?

A idéia acima exposta pode até parecer conspirativa, amalucada. Mas é bom ficar esperto. Nos últimos dias, vários “calunistas” da imprensa têm conclamado a sociedade, em especial a manipulável “classe média”, a se rebelar contra os rumos do país. Parece algo articulado – “una solo voz”, como se diz na Venezuela sobre a ação golpista da mídia.

O primeiro a insuflar a revolta foi Juan Arias, correspondente do jornal espanhol El País, num artigo de 11 de julho. O repórter, que adora falar besteiras sobre o Brasil, criticou a passividade dos nativos, chegando a insinuar que impera no país a cultura de que “todos são ladrões”. Clamando pela realização de protestos de rua, ele provocou: “Será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética de muitos dos que os governam”.

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    EUNAOSABIA

    21 de julho de 2011 às 20h18

    Procure tratamento amigo… o partido golpista por excelência no Brasil é o PT.

    Tancredo, Sarney, Collor, Itamar e FHC… todos eles foram vítimas de ferozes ataques golpistas do PT.

    Quer que eu liste algumas "ações" que Lula e o PT tentaram e levaram a cabo a fim de derrubar ou desastabilzar esses presidentes???

    Pensa que a história está sendo contada por vocês?

PAULO P,

21 de julho de 2011 às 16h18

Recomendo fazer o ‘download’ deste vdeo.

A Guerra de Murdoch Contra o Jornalismo

no site
http://bitshare.com/?f=lihwr5na

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Jairo_Beraldo

21 de julho de 2011 às 11h53

Estudantes??? Não de UNESQUINAS como a Estácio(ou Escracho)de Sá onde são castrados aqueles, que para eles, são "polemicos", ou seja, mostram a realidade das coisas…e sabe que eles tem razão??? Um "polemico" pode arruinar seu negócio e os clientes “irem cantar” em outra freguesia, onde a capacidade individual é a que será levada em consideração e avaliada de forma honesta, e não formar os serviçais e boçais de canalhas!!!!
Portanto com os clientes destas UNESQUINAS não contem para fazer deste um país melhor…

Responder

    Bonifa

    21 de julho de 2011 às 17h22

    É a capacidade dos adeptos da Lei de Gerson de proliferarem e se retroalimentarem, com suas próprias Anti-universidades…

    mundim

    21 de julho de 2011 às 19h59

    e aí caro Bonifa, você continua realmente pensando que eu peguei pesado com o PT. Onde esta o facistóide que me chamou de otavinho e me mandou sair do blog por causa das minhas criticas as politícas do PT, será que ele também não irá tentar silenciar o Mauro Santayana e chamá-lo de otavinho, e qual a sua opinião do posting, também está pegando pesado com o PT?

    Enfim, respeito o seu argumento e a forma como o colocou sobre o meu comentário, mas acredito piamente que a critica faz parte do debate democrático salutar e somente facistóides sem argumentos é que usam a baixaria e agressão verbal e, se o debate não fosse virtual, a fisica para silenciar vozes discordantes.

manoel morales

21 de julho de 2011 às 08h38

EUNAOSABIA,

vamos fazer assim, esquecemos os números redondos e partimos para a relação dívida-PIB, que era de 29% no Governo Itamnar e foi para 57% no Governo FHC, dívida essa que já caiu para 40% no Governo Lula, e que, segundo comnpromisso da Dilma, cairá para 30% do PIB no final do Governo Dilma Roussef. Olhaí, gente, o Mauro Santayana tá com um blog legal, onde tem até ficcção dele, é o http://www.maurosantayana.com.

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É preciso reagir enquanto ainda há tempo « Blog do EASON

20 de julho de 2011 às 15h04

[…] Artigo publicado no Blog Vi O Mundo de Luiz Carlos Azenha […]

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Fabio_Passos

19 de julho de 2011 às 23h16

Os trabalhadores já fizeram importante demonstração contra a desindustrilização causada pela política macro-econômica (juros altos / real hipervalorizado).
Tá mesmo na hora de se mobilizar contra a roubalheira privata…

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Daniel

19 de julho de 2011 às 22h09

Realmente a nação brasileira esta numa verdadeira hibernação politica.
Precisamos nos mobilizar para enfrentarmos os absurdos que estão pipocando a cada dia, com revoltantes imposições ao desenvolvimento mais justo deste pais.
Precisamos nos mobilizar para mostrar que o povo brasileiro não aceita esse oceano de corrupção que diariamente invade nossos lares através do noticiario. Isto é coisa para uma mobilização que mostre aos governantes que este tipo de atitude deve ser repreendido com "cadeia".
Devemos nos organizar para mostrar e exigir que o povo brasileiro não aceita mais a carga absurda de impostos que somos obrigados a pagar e, sem nenhum retorno social deste assalto.
Somos o país onde temos os maiores valores cobrados em pedagios e ainda pagamos o famoso IPVA.
Uma forma de começarmos esta mobilização é realmente divulgar informações as vezes omitidas na grande imprensa e estimular o debate.
Acorda Brasil!!!

Responder

Constantine

19 de julho de 2011 às 21h57

Pelamordideus! Os militares apenas usaram dinehiro público para construir infraestrutura para as multinacionais. É simplismente um absurdo histórico associar a política industrial e o projeto de nação dos governos militares com o desenvolvimentismo dos anso 50 e o modelo de substituição de importações. É forçar muito a amizade.
Além do quê, JK e os governos militares não associavam o crescimento econômico com a inclusão social e a criação ou ampliação de um mercado consumidor interno de massa. O capitalismo destes senhores não era o do Brasil, mas o dos EUA e dos países da OTAN!
A situação está tão complicada que tem gente aplaudindo as análises mais estapafúrdias e sem base histórica ou sociológica! Bastava o Santayana dizer que é necessário despertar os movimentos sociais da letargia em que estes se encontram desde 2006. Mas queor ver como que o governo se comportará se houver greves em diversos setores do funcionalismo público no 2º semestre! Este governo de coalizão se tornou ma camisa de força para o PT.

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    Thiago M Silva

    20 de julho de 2011 às 00h37

    Se tivesse como, colocaria dois positivos pra seu comentário!! Podem até chamar Geisel de desenvolvimentista, só pq preparou infraestrutura pra indústria automobilística, mas é ridículo falar que foi nacionalista, e q não estava favorecendo o capital internacional (da indústria autobomilística) em detrimento de ferrovias e industria naval, que acabarem de ser destruídos nos governos Collor e FHC…Sem falar da concentração de terra e o baixo investimento em educação, que só mantinha (boas) escolas para uma pequena parte da população…

Fabio_Passos

19 de julho de 2011 às 21h12

Corretíssima análise do Mauro Santayana.
Estamos definindo nosso futuro. Uma nação capaz, próspera e justa… ou uma colônia subdesenvolvida.

Chega de privataria!
Isto é coisa de fhc.

Responder

Leonardo

19 de julho de 2011 às 20h53

O MST, A UNE e os sindicatos não estão nas ruas contra a corrupção, esse mar de lama diario e que sempre se renova.

Por que?

Por que são socios bem remunerados de toda essa corrupção e fornecem, se necessário, a mão-de-obra para o serviço sujo em favor do governo e do PT.

De onde saiu o republicano Delúbio Soares?

Chega, já dei muitas pistas para explicar esse "conformismo"…

Responder

    Fabio_Passos

    19 de julho de 2011 às 23h14

    Nas ruas contra a corrupção?
    Tô nessa.
    1) Enforcar fhc. É preciso dar cabo do maior corrupto da história do Brasil. Sou contra a pena de morte. Mas é preciso dar um exemplo de que a impunidade dos corruptos acabou.
    2) Fogo na rede globo. Precisamos destruir a organização mais corrupta do Brasil.

Djalma

19 de julho de 2011 às 20h51

MENTIRA DE E"EUNÃO SABIA" – FERNANDO HC FOI O PIOR DOS PRESIDENTES DO BRASIL REPUBLICANO. TÁ QUERENDO CONFUNDIR? ESSE MULATO DESMANTELOU E DILAPIDOU O PATRIMÔNIO PUBLICO BRASILEIRO, DOANDO TODAS AS NOSSAS POTENCIALIDADES, TODA NOSSA RIQUEZA ESTRATÁGICA, VENDEU A PETROBRÁS EM QUASE A TOTALIDADE DAS AÇÕES PREFERENCIAIS DAQUELA EMPRESA, POR TRINTA DINHEIROS(COMO JUDAS). VÁ SE CATAR.

Responder

operantelivre

19 de julho de 2011 às 20h09

Só com mobilização, como diz o colega Sebastião Medeiros.
Para mim, este artigo do Mauro é um convite à mobilização.
A Dilma precisa sentir o que o Lula sentiu: apoio popular nas ruas, nas praças, onde a luta de fato se decide.

Lula não caiu no impeachment promovido pelo PIG e Cia porque tinha apoio popular. E a luta continua.
Então, que tal agendarmos, para primeira quinzena de agosto, uma data para uma manifestação Nacional em defesa da Soberania e contra a privatização?

Responder

    Klaus

    19 de julho de 2011 às 20h42

    Boa ideia. Você liga pra CUT que eu ligo pra UNE? Combinado?

    operantelivre

    21 de julho de 2011 às 08h56

    Caro Clown (é assim seu nick?), você está convidado para mobilização em 15/08 pelo PNBL.
    Obrigado por ter ligado para a UNE, mas nem precisava se preocupar e em ligar para tanta gente.

Klaus

19 de julho de 2011 às 19h21

Esperem que a UNE vai mobilizar a estudantada!!!

Responder

    Leonardo

    19 de julho de 2011 às 20h43

    Só no Brasil mesmo.

    Os nossos heróicos "estudantes" não estão nas ruas porque têm uma missão mais urgente: protestos a favor.

    Alguém já viu em algum outro país do mundo fazerem protestos a favor do governo?

    Quem sabe na Espanha fascista ou em Cuba comuno-fascistóide.

    Mas no Brasil, alguém sabe?

    Vou dar uma dica: adivinhem que bancou 4 MILHÕES de reais para o "congresso" da une…

    "Tá tudo dominado, ta tudo dominado!"

JOSE DANTAS

19 de julho de 2011 às 18h36

Mobilização para que? Conseguir uma mobilização nacional já não é fácil em qualquer circunstância, imagine quando não há clareza nos objetivos. Afinal precisamos evitar a privatização do que e como? Por onde começamos? Os grandes grupos econômicos têm vontade de mandar no governo Dilma do mesmo jeito dos sindicatos, blogueiros, MST, ambientalistas e tudo quanto é movimento espalhado pelo País. Na verdade esse sentimento sempre existiu, porém como não havia uma internet e o PIG só divulgava aquilo que lhe interessava, o restante não tinha voz e muito menos vez.
Agora ta tudo escancarado e o problema é que cada movimento caminha numa direção e governo nenhum conseguirá atender os interesses de todos. A grande diferença entre as partes envolvidas é que enquanto a maioria reclama e não se entende a elite dominante age a começar por saber o que realmente quer. Querem emprego e abominam o empregador, reclamam desenvolvimento e emperram a produção de energia elétrica, votam no partido dos trabalhadores e fazem o jogo do PIG, condenando as ações do governo. O resultado disso será o retrocesso em 2014 e o choro sobre o leite derramado.

Responder

ricardo silveira

19 de julho de 2011 às 17h28

A impressão é que o governo não quer que os brasileiros sejam cidadãos, de fato. Um governo cuja eleição representou a derrota dos meios de comunicação atrelados à oposição não pode, agora, ter medo desses mesmos meios. Isso que está acontecendo com a política de comunicação é inexplicável, a começar pelo fato de escolher para um ministro da pasta alguém que mais parece um velho político enrolador do que alguém comprometido com o interesse público.

Responder

Nelson

19 de julho de 2011 às 17h16

A avaliação de Santayana sobre o resultado das privatizações para a nação brasileira é perfeito. A frase "Os grandes lucros auferidos pelas empresas estrangeiras – hoje enviados para o exterior – estariam promovendo o desenvolvimento tecnológico nacional e criando mais empregos entre nós" explica muito dos problemas que vimos sofrendo atualmente; dinheiro que o país precisa, desesperadamente, para o investimento em saúde, educação, saneamento e pesquisa, é, aos borbotões, remetido para fora. Seguir na privatização é ampliar ainda mais essa sangria.
Santayana também acerta quando aponta a necessidade de mobilização da sociedade, associações, sindicatos, movimentos sociais em geral, contra as privatizações e as medidas antinacionais.
Porém, confesso que estou mais propenso a acreditar que o governo não quer essa mobilização da sociedade. Sabedores dos nefastos resultados das privatizações para a nação brasileira, penso que um governo que, queiramos ou não, tem origem também nas lutas populares não poderia nem sequer cogitar que elas voltassem a fazer parte da agenda nacional. Mas, não é o que está acontecendo. Alías, a bem da verdade, o próprio Lula impulsionou privatizações.

Responder

EUNAOSABIA

19 de julho de 2011 às 16h57

Presidente Dilma, a senhora não pediu para ser presidente, a senhora nunca imaginou que seria presidente, a senhora nunca seria eleita não fosse a descomunal máquina eleitoral montada pelo PT com Lula no comando, a senhora jamais pediu para ser candidata… a senhora foi presidente ao acaso, mas agora é a presidente. Fiat Punto.

Eu torço pelo seu governo, tome as decisões que a senhora achar melhor. Punto.

FHC e Lula eram tarimbados, FHC é um intelectual reconhecido no mundo todo, tomou decisões duras no seu tempo, mas foram essas decisões duras que garantiram a estabilidade e o crescimento que temos hoje, Lula é um líder político incontestável, sua liderança é absoluta (o que foi para o Brasil, pois impediu que seus bolcheviques tomassem de assalto o poder, Lula deu um chega pra lá neles), mas Lula foi o presidente que vai ficar marcado na história do Brasil como o presidente que fez o NADA, segundo o FT, o The Economist, o The Street Journal, o grande mérito de Lula foi ter feito o NADA, Lula não tem uma obra que possa dizer que é dele mesmo, foi tudo copiado. menos mal claro. Punto.

Presidente Dilma, faça o que tem que ser feito, tome as decisões por si mesma, bem ou mal, a senhora está se saindo melhor do que Lula, que lhe largou nas mãos uma herança maldita na economia e na política, corrija o rumo e faça o seu trabalho.

Torço pela senhora.

Responder

    Tenório

    19 de julho de 2011 às 20h07

    Ah, viuvinha do Serra, quanta contradição, morde e assopra em tão poucos parágrafos. Que dó, snif, snif…

    SILOÉ -RJ

    20 de julho de 2011 às 01h34

    SR EUNAOSABIA:
    Fico feliz pela sua torcida, com certeza seguirei direitinho os seus úteis conselhos.
    Sem mais para o momento.

    p/p. A PRESIDENTA.

EUNAOSABIA

19 de julho de 2011 às 16h47

Tudo bem, não é todo dia que a gente lê tanta sandice e besteirol estalinista num texto só, mas têm certas coisas que não dá pra engolir…. é necessário uma correção….

""Iniciamos o processo no governo FHC com uma dívida pública de US$ 60 bilhões e o encerramos com mais de US$ 700 bilhões.""

Velho, não é verdade que FHC tenha recebido uma dívida de 60 BI e encerrado com ""mais"" de 700 Bilhões, a dívida herdada por Lula (o mais popular da humanidade), foi de 600 BIilhões e não mais ""mais"" de 700, mas seu texto esconde, e eu imagino que seja de propósito, que os tais dos 60 Bilhões de Itamar, não eram 60 Bilhões, ocorre que havia pelo menos uns 450 Bilhões de reais em dívida, que não era contada, essa dívida existia, eram dívidas de estados, municípios e de entes estatais…(esqueletos).

No governo Fernando Henrique essa dívida passou a ser reconhecida, foi unificada e consolidada como sendo "dívida da União", foi daí que o PT criou o manjado e mentiroso jargão que caiu com gosto na boca da militância a soldo de que "FHC aumentou a dívida em 10 vezes" só isso, não estás lidando com pessoas desinformadas…..

De 60 BI, fomos a uns 600 BI (foi o que Lula recebeu), sendo que 450 BI pelo menos era de dívida não contabilizada….

""FHC aumentou em 10 vezes a dívida""… eu lembro muito bem disso na boca dos deputados do PT, alguns deles alijados da vida pública nacional, para o bem do Brasil.

Responder

    Olho na oPósição

    19 de julho de 2011 às 20h48

    Tudo bem, vá lá que seja como dizes (e eu não concordo), mas quando LULA deixou da dívida para a Dilma. Como falas: de quanto foi a herança maldita deixada para Dilma? Vamos, diga lá!!!
    Acho que tu errou de blog, troll!!!

    Nelson

    20 de julho de 2011 às 17h27

    Temos aí mais um apaixonado pelo "ociólogo" FHC e seu governo, que foi o mais deletério que este país e seu povo já viveram. Tão apaixonado que deixa-se tomar pela cegueira.

carlos saraiva

19 de julho de 2011 às 16h30

Caro Santayana, temos de ter muito cuidado em defender uma politica "nacional desenvolvimentista". O exemplo voce mesmo deu, citando Geisel, e podia citar os governos militares. Foram "nacionalistas", sim. Qual nação, defendiam?Os "nacionalistas" que detinham a hegemonia do poder, ou seja a elite, conservadora, antinação e anti povo. O mesmo exemplo, do "crescimento", do famoso "milagre economico". Beneficiou quem?Outro exemplo, "o milagre do plano real", "o milagre da estabilização". Patrocinado por quem? Beneficiar quem?Uma parcela da sociedade, como ficou demonstrada no final do governo FHC. Quem "estabilizou e consolidou a economia ", para o povo brasileiro, com crédito, emprego e distribuição de renda foi o governo Lula. Por isto, meu caro, estou de acordo com suas preocupações, mas acho que temos de levar em conta, o problema de classe. Defender, sim , os programas e projetos que beneficiam o povo brasileiro, como um todo, preferencialmente, extendendo beneficios e oportunidades aos que não tem . Invertendo a hegemonia e consolidando uma nação democratica e popular.

Responder

Constantine

19 de julho de 2011 às 15h37

Nossa senhora! Que mixórdia! Vargas, JUSCELINO, Geisel e Lula? Pelamor!

Responder

    EUNAOSABIA

    19 de julho de 2011 às 17h18

    Vai entender.

pperez

19 de julho de 2011 às 15h08

O problema é que agora você não consegue distuinguir os azuis dos vermelhos.
Tá ficando tudo parecido, e não dá para disputar um jogo quando você não percebe nitidamente as diferenças de cada time.
Taí o governo Dilma vencedor de uma disputa que defendeu a continuação e ampliação do projeto desenvolvimentista do governo Lula por mais 4 anos.
Mas e os adversários, a oposição a este sistema includente,agregador e impulsionador, estão trabalhando politicamente para comprovar o fracasso desse sistema? onde estão?
Taí o apelo do Santayana para apoiarmos a Dilma, porque as cobras que deveriam ser combatidas de dentro para fora estão ali juntinho dela, só aguardando o momento para dar o bote!
As massas trabalhadoras já estão se mobilizando para derrubar a falacia de que salario gera mais inflação conforme afirma o Gilberto de Carvalho.
Outras tantas,já estão a caminho Presidenta, aguarde! a cavalaria está chegando!

Responder

Ana Cruzzeli

19 de julho de 2011 às 14h13

Entendo a posição de Santayana, contudo vejo algo bastante complicado.
As pessoas que são os trabalhadores especialistas da área não estão a se manifestar. Aí que mora o perigo. O trabalhador especialista é o que domina a coisa, tem que apontar saidas viaveis, tem explicar como fazer , onde fazer etc.

Dizem que na Alemanha há escolas para treinar pessoas para serviços publicos, eu acho que o que Dilma esta enfrentado hoje o que a Alemanha enfrentou em algum momento. Não só as Universidade foram desmontadas pelo FHC ele fez questão de desmontar o serviço publica nas suas várias especialidades. São pessoas treinada para ver o problema e rapidamente propor soluçãos. Dizem que Dilma enquanto secretaria no RS fazia isso, quando Ministra das Minas e Energia fazia isso e agora continua a caça dos especialistas.

Ao contrário da Alemanha que treina e forma servidores para tal especialidade Dilma não dispoe de tempo e deve ir a caça. Caçar animal raro é tarefa dispendiosa que leva tempo, coisa que não dispomos. Aí entra os Sindicatos, aí entre o trabalhadores voluntariosos a ajudar Dilma nessa missão. Quando eu falo mal do trabalhador é nesse sentido, ele deve participar mais do executivo, quer seja municipal, estadual ou federal. Se ele ve que o problema vai acontecer daqui há 2 anos tem que avisar hoje e não quando está acontecendo. Quem domina a coisa deve mostrar a saida.

Dilma resolveu a questão do apagão eletrico, pois encontrou um especialista da área lá no RS e o levou para o Ministério. A questão da comunicação é um pouco mais complicado do que o setor eletrico, primeiro que as usinas não foram liquidadas, os sistemas de transmissão eletrico tampouco, já das telecomunicação a feira e a xepa foram feitas. Não sobrou nadica de nada, ainda existem os contratos de concessão que não podem ser desrespeitados afinal isso gera desconfiança.

O Brasil está retomando esse caso aos poucos, mas ao contrário do que FHC quando vendeu tudo a preço de banana para remonta, bananas não serão suficientes. No caso dos aeroportos e nas comunicações muito se falou que a administração privada é imensamente pior. Isso é verdade se o estado tivesse dinheiro para o investimento. Tudo bem que o pagamento da divida publica poderia ser usado, muitos dizem. Só que agora vivemos uma crise de liquedez de dolares que estão destruindo o norte como um todo alguns poucos lá emcima irão sobreviver. O Brasil tem que passar por essa tormenta mantendo seu grau de empregabilidade e tudo mais estavel. Agora se há saida que não sejam as concessões de banda larga, que sim ao contrario da epoca do FHC terão regras claras e por outro lado contrato para menos tempo, não vejo problema. O estado já está articulado para intervir e provocar a queda de preços. O sistema de comunicação levou de 20 a 40 anos para ser construido, FHC levou 3 anos para destrui-lo. Vamos precisar de mais do que 16 anos para desfazer o mal-feito.

O trabalhador tem que mostrar que cada 1 real investindo virará 2 reais em curto prazo como isso interferirá da politica economica, sem retirar dinheiro para área social e ainda para aguentar o segundo estagio da quebradeira do Império que está encolhendo a olhos vistos. Aí é que mora o problema, até agora ninguém demonstrou essa contabilidade. Até agora não vi nenhuma proposta que não seja do tipo: MAIS INVESTIMENTO, MAIS INVESTIMENTO.

No resto concordo com Santayana, contudo trabalhador tem que apontar saida e não partir para gritaria sem dizer como fazer. Os medicos da voz dizem e provam que não é nada bom gritar, alem de causar inflamação nas cordas, pode perder o poder de falar.

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    Julio Silveira

    19 de julho de 2011 às 17h44

    Ana, sem querer passar por farizeu, mas acreditei que ao pleitear o poder pelo menos já teriam propostas inovadores para mudar o que viamos como errado, hoje percebo que o objeto da defesa está mudando de endereço, não se combatem os desvios, se combate a hipocrisia de quem sempre os praticou, dentre outras constatações.
    Por isso é que está cada vez mais dificil para os militantes responder a uma clara, ao meu ver, contradição.
    Eu pelo menos, percebo isso até no nivelamento com a politica tradicional vigente, é uma avalanche de muito do mesmo o que estamos vendo e pelo menos eu não estou satisfeito, e acho que outros pelo menos, aqueles que buscaram, na esperança de mudar, outra alternativa no poder .

Sebastião Medeiros

19 de julho de 2011 às 14h06

A única forma de enfrentar estes grupos entreguistas e anti-nacionais(grandes empresários associados as multinacionais,banqueiros e a grande imprensa) chama-se MOBILIZAÇÃO.É chamar o povo para a rua mobilizando sindicatos,movimentos sociais,CUT,MST e partidos políticos progressistas comprometidos com o DESENVOLVIMENTO ECONÔNICO E,SOBRETUDO,SOCIAL DO BRASIL.

Responder

Bertold

19 de julho de 2011 às 13h25

Grande Mauro… concordo em gênero, número e grau!!!

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