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Izabel Noronha: Professores faltam ou faltam professores?


22/03/2013 - 19h33

por Maria Izabel Azevedo Noronha

A cada início de ano os meios de comunicação publicam reportagens e análises que identificam os principais problemas da rede pública estadual de São Paulo. Um dos pontos destacados é a falta, nas salas de aula, de professores de muitas disciplinas, como Física, Química, Biologia, mas também Sociologia, Filosofia e outras. Isto afeta diretamente o direito dos estudantes a uma educação de qualidade.

Múltiplos fatores interferem na qualidade do ensino, entre eles a profissionalização e as condições de trabalho dos professores; as condições de ensino-aprendizagem dos estudantes, a gestão escolar; a organização curricular, a formação inicial e continuada dos profissionais da educação; a infraestrutura e equipamentos das unidades escolares etc. A qualidade da educação pública também está relacionada a fatores como as políticas sociais implementadas pelo poder público, distribuição de renda, desigualdade social, ampliação das redes de ensino e atendimento ao direito à educação, entre outros.

É função primordial da escola formar cidadãos, por meio não apenas da transmissão sistemática do saber historicamente acumulado, patrimônio universal da humanidade, mas também da produção coletiva de novos conhecimentos. Neste sentido, a escola precisa estar articulada a um projeto educacional de conteúdo humanista, comprometido com a escolarização de todos com qualidade.

Inegavelmente, o professor é o elemento central do processo ensino-aprendizagem. Para além da estrutura e da infraestrutura, sem dúvida elementos importantes, devemos reconhecer que o ofício do professor é único e insubstituível, e como tal deve ser valorizado. É necessário, sobretudo, recuperar a escola como processo de humanização, no sentido do atendimento das necessidades do ser humano que nela trabalha e estuda. Sem isto, a escola pública não alcançará o êxito esperado pela sociedade.

O professor da rede estadual de ensino de São Paulo vem sendo submetido a condições que não favorecem o seu trabalho. A gestão escolar encontra-se extremamente centralizada, quer no que diz respeito à formulação das políticas educacionais – na qual os profissionais da educação não ouvidos – seja na formulação e execução do projeto político-pedagógico de cada unidade escolar.

Os artigos 13 e 14 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional asseguram aos professores “participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino”, a “participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola”, bem como a “participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.” Nem sempre, porém, isto ocorre de fato. Os professores são vistos apenas como executores das políticas definidas pelas autoridades e gestores educacionais e os conselhos de escola, na maior parte das vezes, cumprem um papel protocolar e homologatório.

A valorização dos professores se assenta no tripé “salário, carreira/jornada e formação, inicial e continuada”. Hoje a carreira do magistério paulista não corresponde às necessidades da escola pública. Ela não atrai os melhores profissionais e muitos professores deixam as escolas estaduais para se dedicarem a outras atividades, dentro ou fora de sua área de formação. Os salários são muito baixos. É sintomático que esteja decaindo, ano após ano, o número de estudantes matriculados e formados em licenciaturas.

A formação inicial, nas faculdades públicas e privadas, encontra-se divorciada da realidade das escolas, enquanto que o sistema de ensino não oferece formação continuada no local de trabalho. Muito menos cria condições para que isto, ao não aplicar a chamada “jornada do piso”, dedicando no mínimo 33% da carga horária semanal do professor para atividades realizadas fora da sala de aula. Ao mesmo tempo, porém, aplica aos professores sucessivas avaliações, inclusive para manter grande parte do contingente (hoje quase 50 mil profissionais) em situação de contratação temporária, sem direitos básicos. O Estado pretende selecionar professores, quando há falta destes profissionais. Um contra senso que leva o governo a convocar todos os professores disponíveis, mesmo aqueles que não realizaram a prova ou não obtiveram a nota exigida.

Este quadro, aliado à escalada de casos de violência dentro e no entorno das escolas, vem provocando o adoecimento dos professores, perceptível no cotidiano das escolas e confirmado por pesquisas realizadas pela APEOESP, em parceria com a UNIFESP e Grupo Géia; pela CNTE, em convênio com Universidade de Brasília; pela Fundacentro e outras instituições públicas e privadas.

Os números demonstram que a carreira docente já não atrai os jovens estudantes na proporção das necessidades do nosso país. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP/MEC), em 2007 havia 2.500.554 profissionais atuando em sala de aula, mas em 2009 este número baixou para 1.977.978 professores.

O Censo do Ensino Superior, também realizado pelo INEP/MEC, registra que de 2005 a 2009 o número de estudantes universitários formados em cursos de formação de docentes para a Educação Básica caiu de 103 mil para 52 mil. O mesmo se repete no caso dos cursos de licenciatura, tendo havido queda no interesse pela carreira: naquele período o número de formados em licenciaturas caiu de 77 mil para 64 mil.

O Brasil precisa urgentemente rever esta situação. A rede estadual de ensino de São Paulo, a maior do país, deve dar o exemplo.

Maria Izabel Azevedo Noronha é presidenta da APEOESP,  vice-presidenta da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação e membro do Conselho Nacional de Educação.

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15 comentários

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damastor dagobé

23 de março de 2013 às 19h42

os brasileiros não temos a mínima ideia do pra que serve esse negocio de educação…nao se importam com isso e não tão nem aí…fazem escolas e colocam pessoas lá dentro pq uns que viajaram viram que é assim que se faz nos países bacanas..(aliás as intituições brasileiras so existem pq alguem viu lá fora um predio escrito…Justiça…saude essas coisas) nao sabiam no passado e não sabem hoje, isso nao livra a cara de nenhum grupo, setor, corporação, instituição ..governo. Nem os professores sabem…quem sou eu pra dizer isso? Não sou eu quem diz:
é Sergio Buarque de Hollanda..

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

23 de março de 2013 às 17h23

DENÚNCIA! DENÚNCIA! DENÚNCIA!

•Cópia de: EDUCAÇÃO‏
Liderança do PT no Senado ([email protected])
16:29

Para: [email protected]

De: Liderança do PT no Senado ([email protected])
Enviada: sábado, 23 de março de 2013 16:29:50
Para: [email protected]

Cuidado! Este remetente foi reprovado em nossas verificações de detecção de fraude.

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Cópia de:

Este é um e-mail de pedido de informações via http://www.ptnosenado.org.br/ de:
Lafaiete de Souza Spinola

Tenho observado coisas estranhas no serviço de internet!

Meus comentários estão, quase sempre, versando sobre a educação.

Que existem aqueles que não desejam ver o Brasil deixar de ser um país só fornecedor de matérias primas, alguém tem dúvida?

Nota: Comecei a transmitir UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL para deputados, senadores, políticos. Estranhei que, em alguns casos, nem consigo enviá-lo!

UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL

São inaceitáveis as seguintes afirmações:

1.É uma sobrecarga o grande número de matérias obrigatórias no currículo escolar.

2.O Brasil vai quebrar, caso haja um grande aumento do investimento público na educação.

Na INFOERA; com o avanço exponencial dos componentes integrados, em consequência da miniaturização, já alcançando o nível atômico, ao lado do vasto uso da nanotecnologia, do vertiginoso desenvolvimento do software e das comunicações; passa a ser mais importante, cada vez mais, o ser humano pensante, com um amplo conhecimento geral que permita o seu desenvolvimento, quando estiver fora da tradicional cadeira escolar. O trabalho rotineiro será, então, executado pelas máquinas e robôs, como está acontecendo, até no Brasil. O mundo da WEB tende a ser incomensurável.

Precisamos preparar nossas crianças para esse mundo que se avizinha a uma velocidade alucinante, com mais e mais competição, em qualquer tipo de sociedade que se apresente. No futuro que se avizinha as pessoas passarão a ter suas atividades em casa ou viajando. Quem não estiver preparado, sofrerá as consequências do ócio.

A verdade mostra que a nossa educação é, faz décadas, pífia! O Brasil necessita de uma escola pública, em tempo integral, de qualidade que permita fornecer o básico às nossas crianças, para que elas se encaixem nesse mundo que se descortina.

Observem que poucas foram as escolas a obter um nível de avaliação razoável no IDEB. Quase todas, inclusive, as orientadas para o atendimento de áreas específicas, de muito difícil acesso, praticamente impossível, à maioria dos nossos jovens.

Outra observação é que os piores índices, em geral, foram verificados nas regiões onde predominam altos níveis de violência. Quanto maior índice de violência, tanto menor o IDEB!

Guardo cerca de 1000 testes aplicados, nos últimos 10 anos (redação de pelo menos 15 linhas, matemática e conhecimentos gerais), em jovens entre 18 a 25 anos, todos com secundário completo, muitos já frequentando faculdades particulares. É uma calamidade!

O caminho para resolver os problemas estruturais e amenizar as injustiças sociais do Brasil está, basicamente, atrelado à EDUCAÇÃO. Precisamos, com urgência, investir, pelo menos 15% do PIB no orçamento da educação. Deve ser disponibilizada escola com tempo integral às nossas crianças, oferecendo, com qualidade: o café da manhã, o almoço, a janta, esporte e transporte, nas cidades e no campo. Como é uma medida prioritária, inicialmente, faz-se necessária uma mobilização nacional. Podemos, por certo tempo, solicitar o engajamento laico das Igrejas, associações, sindicatos e das nossas Forças Armadas (guerra contra o analfabetismo e o atraso) para essa grande empreitada inicial.

Outros investimentos de grande porte, concomitantemente, devem ser realizados, ajudando, inclusive, a movimentar a economia de todo país: a construção civil seria acionada para a construção de escolas de alta qualidade, com quadras esportivas, espaços culturais, áreas de refeição e cozinhas bem equipadas etc. Tudo isso exigindo qualidade, porém sem luxo. Durante o período de mobilização, concomitantemente, o governo deve investir na preparação de professores para atender à grande demanda.

Como esse projeto é de prioridade nacional, os recursos deverão vir, entre outros: de uma nova redistribuição da nossa arrecadação; de uma renegociação da dívida pública, com a inclusão do bolsa família etc. Em vez dessas exonerações de impostos, toda essa verba, já poderia estar sendo direcionada para esse projeto.

Para a construção inicial dos centros educacionais e formação de professores, sugiro que se invista cerca de 40% das nossas reservas. Esses grandes centros escolares poderiam ser construídos 03 em cada estado, imediatamente, como protótipos, sendo 01 na capital, 01 no interior e 01 no campo, escolhendo as áreas mais carentes.

Não temos tempo para ficar aguardando a época do pré-sal.

Responder

FrancoAtirador

23 de março de 2013 às 16h32

.
.
Porque faltam professores,

os professores faltam,

porque adoecem…
.
.

Responder

    Lafaiete de Souza Spínola

    23 de março de 2013 às 18h37

    PEÇO QUE LEIAM: DENÚNCIA! DENÚNCIA!

    A partir de ontem, passei a transmitir meu tópico UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL para parlamentares de todos os partidos.

    •Cópia de: EDUCAÇÃO‏
    Liderança do PT no Senado ([email protected])
    16:29
    Para: [email protected]
    De: Liderança do PT no Senado ([email protected])
    Enviada: sábado, 23 de março de 2013 16:29:50
    Para: [email protected]

    Cuidado! Este remetente foi reprovado em nossas verificações de detecção de fraude.
    Mostrar conteúdo

    Quem já recebeu mensagem parecida com essa?

    Nota:O tópico foi enviado com cópia para a minha caixa de entradas. Na caixa de entrada, ao abri-lo, observei logo esse Cuidado!, pois vinha com uma tarja vermelha no início.

    Cópia de:

    Este é um e-mail de pedido de informações via http://www.ptnosenado.org.br/ de:
    Lafaiete de Souza Spinola

    Tenho observado coisas estranhas no serviço de internet!

    Meus comentários estão, quase sempre, versando sobre a educação.

    Que existem aqueles que não desejam ver o Brasil deixar de ser um país só fornecedor de matérias primas, alguém tem dúvida?

    Nota: Comecei a transmitir UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL para deputados, senadores, políticos. Estranhei que, em alguns casos, nem consigo enviá-lo!
    UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL

    São inaceitáveis as seguintes afirmações:
    1.É uma sobrecarga o grande número de matérias obrigatórias no currículo escolar.
    2.O Brasil vai quebrar, caso haja um grande aumento do investimento público na educação.

    Na INFOERA; com o avanço exponencial dos componentes integrados, em consequência da miniaturização, já alcançando o nível atômico, ao lado do vasto uso da nanotecnologia, do vertiginoso desenvolvimento do software e das comunicações; passa a ser mais importante, cada vez mais, o ser humano pensante, com um amplo conhecimento geral que permita o seu desenvolvimento, quando estiver fora da tradicional cadeira escolar. O trabalho rotineiro será, então, executado pelas máquinas e robôs, como está acontecendo, até no Brasil. O mundo da WEB tende a ser incomensurável………………..

renato

23 de março de 2013 às 11h54

Minha esposa fez MAGISTÉRO, fez concurso publico na prefeitura(2010), passou, caducou.
Chamaram só os Pedagogos.
Saiu outro, daí já pediram só Pedagogia
Iniciou a fazer Faculdade.
Quando ela terminar Pedagogia, não vai dar , resumindo devido a má
administração, terão que esperar dois anos para fazer concurso, pois
fizeram 2 concursos sem o tempo estipulado.
Ou seja, uma lambança, professores fazendo dobra, faltando professor.
E há tantos deles,para fora das escolas….DESANIMADOR.
PROFESSOR E EDUCAÇÂO, é moeda de troca entre políticos.
Os Políticos querem sugar o Governo Federal, num coluio macabro, onde
as crianças e jovens deste país, pagam pelos mal feitos.
Deveriam ser presos, políticos que pensam que sabem algo sobre Educação.
Tratam-na como palanque de venda de votos.
Como os estudantes vão olhar seu mestre e ver nele um perdedor.
Estou achando que isto é política de estado estrangeiro, pra destruir as famílias e as escolas, o resto vai RUIR por consequência.

Responder

    Lafaiete de Souza Spínola

    23 de março de 2013 às 17h03

    Renato,

    Este comentário corresponde ao item 28 de UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL que coloquei, aqui, neste tópico.

    Se todos nós nos uníssemos em torno da educação, o Brasil mudava e essa gente perderia, em muito, o poder de influenciar em nosso destino.

    Outra fraqueza nossa: a preguiça de ler um texto que necessita ser mais longo.

    Estão disponíveis na internet uma grande gama de informações, muito bem fundamentadas e algumas foram comprovadas com os vazamentos de informações sigilosas pelo Wikileaks, de que nosso desenvolvimento tecnológico sofre sabotagens de todo tipo, daqueles que não desejam ver o nosso país no cenário internacional como um grande produtor de produtos com alto índice tecnológico. Vejam, só, como exemplo, os revezes e sabotagens praticados ao PROJETO ESPACIAL BRASILEIRO, tendo seu ápice na explosão da base de Alcântara, quando tudo foi destruído e as vidas de 21 cientistas fora ceifadas, em 22 de agosto de 2003.
    Até nossos satélites para uso nas telecomunicações, na vigilância ao desmatamento, no monitoramento do clima estão sendo lançados no exterior, apesar de Alcântara ser um local privilegiado para essa atividade. Os interesses mesquinhos entrelaçam-se. A sabotagem indireta é um ataque silencioso e muito perverso que o Brasil e o seu Programa Espacial vêm sofrendo, sem tréguas, já faz mais de 20 anos. Tudo isso acontece porque recebem a cooperação dos mesmos que lutam contra a educação no Brasil.

Jeca Tatu

23 de março de 2013 às 11h39

Bem,pessoas que exercem essa profissão estão envergonhados de dizerem que são professores, pois tornou-se vergonhoso, isto é: estão sentindo vergonha da profissão que exercem. Já ouvi pessoas dizerem para mim: “oh coitado” ao dizer que sou professor. Uma das perguntas mais cruéis dirigidas aos professores é: “você só dá aula, não trabalha em nenhum lugar?” Terminei o doutorado e o aumento que tive foi de 5% sobre a base salarial e no mestrado 15%. Tente calcular o gasto que se tem com transporte, alimentação, xerox, livros (importados em meu caso), tinta de impressora, papel para imprimir, energia, telefonemas e revisão em 9 anos de estudos. Em outras palavras,os 5% representam algo próximo a 30 reais. Levando-se em conta esse belo aumento, sabe quando reporei tudo que gastei com o doutorado? Cerca de 70 anos. Essa conversa de que a educação é importante não passa de “conversa pra inglês ver”. Isso ocorre nos vários níveis de governo. Quanto a muitos dos pais que têem filhos nas escolas, estão mais preocupados com a função de creche que a escola tem do que com o aprendizado. Quem dá aula sabe perfeitamente que quando muitos pais ligam nas escolas perguntando se tem aula ou não, o motivo é que eles não querem ter seus filhos em casa pertubando. Ficam rezando para que as férias terminem logo para que se livrem de seu filhos. Nas reuniões de pais aparecem apenas meia dúzia de pais e quando os pais são solicitados nas escolas,dizem que têem mais o que fazer. É muito engraçado que quando os professores saem às ruas para protestarem e causam trânsito na cidade, a população os chama de vagabundos e reclama do direito de ir e vir, que está sendo violado pelos “desocupados”.

Responder

    damastor dagobé

    23 de março de 2013 às 19h47

    “você só dá aula, não trabalha em nenhum lugar?” ..isso equipara o trabalho do professor à atividade domestica da dona de casa..todas ja ouviram isso tb…aliás, o magisterio no passado era uma alternativa ao trabalho domestico da empregada..as mais espertas entre elas estudavam a noite pra ser professora..duvido que façam isso hoje…seria cair na escala profissional.

Gerson Carneiro

23 de março de 2013 às 09h56

A rede pública estadual de ensino de São Paulo é um engodo só.

Até agora, final de março de 2013, não foi divulgado o resultado do SARESP realizado em novembro de 2012. E não há previsão, e nem satisfação da Secretaria de Educação, de quando será divulgado. Isto porque a divulgação do resultado do SARESP implica em pagamento do famigerado bônus. Não bastasse os problemas de manipulação de resultados já conhecidos, o SARESP também é usado para achatar salários e atrasar pagamentos.

Além da deserção legítima de professores concursados em função de todos os problemas relatados no post, o governo tucano do Estado de São Paulo retirou o ensino de História, Geografia e Ciências nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Significa, acabou com a contratação de professores dessas disciplinas.

A retirada das aulas da grade curricular vale para as 297 escolas que estão no suposto programa de ensino integral implantado a partir de 2006.

Mesmo permanecendo na escola por 8 horas todos os dias, os alunos dessas 297 escolas não terão aulas de Ciências Físicas e Biológicas, História e Geografia, onde até o ano passado tinham sete aulas semanais dessas matérias até o 3º ano do Ensino Fundamental.

Fonte: http://www.horadopovo.com.br/2013/03Mar/3133-13-03-2013/P4/pag4a.htm

E a cereja do bolo: só está sobrando para a rede pública de ensino de São Paulo professores não concursados e em muitos casos até reprovados.

Responder

    Alemao

    23 de março de 2013 às 11h39

    Falando assim parece que o problema existe apenas em SP. Conta pra gente como estão as coisas na Bahia.

    Gerson Carneiro

    23 de março de 2013 às 15h35

    Eu sou da Bahia, sempre estudei em escola pública na Bahia, e sei qual é a realidade do ensino público em São Paulo.

    Você não quer descobrir a realidade do ensino público na Bahia?

    É um ótimo exercício de pesquisa.

    Boa sorte.

    André menti

    23 de março de 2013 às 15h44

    Considerando-se a diferenca de custo de vida o salário do professor na Bahia pode ser ruim, mas não chega perto do desastre que e SP.

José Eduardo

23 de março de 2013 às 01h06

Daí porque larguei essa carreira miserável. Fui estudar Direito e não me arrependo. No entanto, confesso ter saudades da sala de aulas. Mas uma vez professor sempre professor. Continuo, a meu modo, ensinando e esclarecendo pessoas do meu cotidiano, jovens ou não. É um ofício que está além da profissão. Um tipo de compreensão que nem governantes e governados têm. O Estado e a sociedade não dão a importância devida à educação. Sendo assim, como não tenho vocação para santo, vire-se o país e seu não-futuro. Fui!

Responder

Moacir Moreira

22 de março de 2013 às 21h47

Quem vai querer ser professor com esses salários de fome que recebem?

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

22 de março de 2013 às 20h33

NA FINLÂNDIA SER PROFESSOR É UM MÉRITO, NO BRASIL TORNOU-SE UM RISCO.

UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL
São inaceitáveis as seguintes afirmações:

1.É uma sobrecarga o grande número de matérias obrigatórias no currículo escolar.

2.O Brasil vai quebrar, caso haja um grande aumento do investimento público na educação.

Na INFOERA; com o avanço exponencial dos componentes integrados, em consequência da miniaturização, já alcançando o nível atômico, ao lado do vasto uso da nanotecnologia, do vertiginoso desenvolvimento do software e das comunicações; passa a ser mais importante, cada vez mais, o ser humano pensante, com um amplo conhecimento geral que permita o seu desenvolvimento, quando estiver fora da tradicional cadeira escolar. O trabalho rotineiro será, então, executado pelas máquinas e robôs, como está acontecendo, até no Brasil. O mundo da WEB tende a ser incomensurável.

Precisamos preparar nossas crianças para esse mundo que se avizinha a uma velocidade alucinante, com mais e mais competição, em qualquer tipo de sociedade que se apresente. No futuro que se avizinha as pessoas passarão a ter suas atividades em casa ou viajando. Quem não estiver preparado, sofrerá as consequências do ócio.

A verdade mostra que a nossa educação é, faz décadas, pífia! O Brasil necessita de uma escola pública, em tempo integral, de qualidade que permita fornecer o básico às nossas crianças, para que elas se encaixem nesse mundo que se descortina.

Observem que poucas foram as escolas a obter um nível de avaliação razoável no IDEB. Quase todas, inclusive, as orientadas para o atendimento de áreas específicas, de muito difícil acesso, praticamente impossível, à maioria dos nossos jovens.

Outra observação é que os piores índices, em geral, foram verificados nas regiões onde predominam altos níveis de violência. Quanto maior índice de violência, tanto menor o IDEB!

Guardo cerca de 1000 testes aplicados, nos últimos 10 anos (redação de pelo menos 15 linhas, matemática e conhecimentos gerais), em jovens entre 18 a 25 anos, todos com secundário completo, muitos já frequentando faculdades particulares. É uma calamidade!

O caminho para resolver os problemas estruturais e amenizar as injustiças sociais do Brasil está, basicamente, atrelado à EDUCAÇÃO. Precisamos, com urgência, investir, pelo menos 15% do PIB no orçamento da educação. Deve ser disponibilizada escola com tempo integral às nossas crianças, oferecendo, com qualidade: o café da manhã, o almoço, a janta, esporte e transporte, nas cidades e no campo. Como é uma medida prioritária, inicialmente, faz-se necessária uma mobilização nacional. Podemos, por certo tempo, solicitar o engajamento laico das Igrejas, associações, sindicatos e das nossas Forças Armadas (guerra contra o analfabetismo e o atraso) para essa grande empreitada inicial.

Outros investimentos de grande porte, concomitantemente, devem ser realizados, ajudando, inclusive, a movimentar a economia de todo país: a construção civil seria acionada para a construção de escolas de alta qualidade, com quadras esportivas, espaços culturais, áreas de refeição e cozinhas bem equipadas etc. Tudo isso exigindo qualidade, porém sem luxo. Durante o período de mobilização, concomitantemente, o governo deve investir na preparação de professores para atender à grande demanda.

Como esse projeto é de prioridade nacional, os recursos deverão vir, entre outros: de uma nova redistribuição da nossa arrecadação; de uma renegociação da dívida pública, com a inclusão do bolsa família etc. Em vez dessas exonerações de impostos, toda essa verba, já poderia estar sendo direcionada para esse projeto.

Para a construção inicial dos centros educacionais e formação de professores, sugiro que se invista cerca de 40% das nossas reservas. Esses grandes centros escolares poderiam ser construídos 03 em cada estado, imediatamente, como protótipos, sendo 01 na capital, 01 no interior e 01 no campo, escolhendo as áreas mais carentes.

Não temos tempo para ficar aguardando a época do pré-sal.

Observações e consequências previsíveis:

1. O tráfico perderá sua grande fonte de recrutamento, pois todas as crianças estarão, obrigatoriamente, em tempo integral, das 07 às 19 horas, na escola. A segurança pública ficará agradecida. Serão desnecessários tantos investimentos em presídios e no efetivo policial. É uma fonte de recursos que migrará para a educação. Mais educação, como proposta, significa menos delinquência, menos tráfico de drogas, menos usuários, mais saúde.

2. Para aqueles adolescentes que já participam de contravenções graves, podem ser planejadas escolas albergues, dando mais ênfase ao esporte e à cultura.

3. A saúde pública será, também, uma grande beneficiária, pois teremos crianças bem alimentadas, sinônimo de saúde para elas e seus pais. Toda escola deverá ter um posto de saúde. Os pais despreocupados terão mais tempo para seus afazeres, menos despesas com alimentação, uma saúde melhor, necessitando de menos atendimento médico. Haverá menos gasto público com acidentes e com viciados em entorpecentes. É mais dinheiro que poderá migrar para a educação.

4. O setor financeiro deve entender que isso levará o país, em médio prazo, a outro nível de bem estar. Será bom para todas as atividades que desejam uma nação economicamente forte. Os bancos irão ter menos gastos com a segurança, pois, esses assaltos a caixas eletrônicos tenderão a desaparecer. Com a educação em constante avanço, poderão aperfeiçoar a automação do setor.

5. Considero que esse projeto, para ter êxito, necessitará de uma coordenação centralizada,inclusive para evitar os privilégios nas diversas de regiões do Brasil. A educação deve ter o mesmo nível em todo país. A educação básica deve ser federalizada.

6. Os recursos, atualmente, aplicados pelos estados e municípios, deverão ser alocados nesse projeto. Tudo passa para o controle da União. Para diminuir custos, poderá haver padronização em determinadas atividades. A edição de livros em escala, por exemplo, será necessária.

7. Deverá ser criada uma fiscalização rigorosa, prevista em lei, controlada pela sociedade; com a participação de: pais, professores e sindicatos, com poderes e recursos para denunciar erros, desvios de verba e de rumo etc.

8. Recursos adicionais: os pais pagarão 5% do salário / entradas pela mensalidade de cada filho matriculado. Isso é muito menos do que arcam, hoje, nas escolas particulares que, na sua maioria, não adotam o tempo integral. Muitas, inclusive, com qualidade duvidosa. Todas as famílias serão beneficiadas nas despesas de casa, pois: o café, o almoço, a janta e o transporte serão gratuitos.

9. O pequeno agricultor terá prioridade no fornecimento dos produtos alimentícios dessas escolas. Surgirá, então, um mercado pujante, nesse vasto Brasil, aumentando nosso mercado interno. Tornando-se, também, numa importante política para manter o homem no campo. A formação de pequenas cooperativas agrícolas deve ser incentivada para permitir a aquisição de maquinário destinado ao cultivo da terra, armazenagem da colheita e entrega dos produtos nas escolas. Surgirá, então, um promissor mercado para os fabricantes de máquinas.

10. A EMBRAPA deverá receber recursos adicionais para dar todo apoio a essa gente do campo, aproveitando para ensinar como praticar uma agricultura sustentável e como cuidar das matas ciliares. As escolas estabelecidas no campo devem ter no currículo aulas teóricas e práticas de como recuperar as áreas degradadas. O governo, por intermédio da Embrapa, fornecerá mudas e orientação de como proceder. As escolas localizadas dentro do perímetro urbano adotariam a sistemática de, uma ou duas vezes por mês, participar, em conjunto com suas irmãs do campo, de mutirões para recuperar áreas degradadas. Isso proporcionaria uma maior integração da cidade com o campo. As crianças da cidade não ficariam tão alienadas, quanto à vida do interior.

11. O Brasil passará a ser um país admirado e respeitado. Deixará de ser o país só das “comodities”, esse anglicismo usado para substituir “produtos primários”. Mesmo no campo da agricultura, teremos uma maior diversidade e qualidade. A cada dia, temos menos variedades de frutas e verduras, pois ao grande produtor não interessa essa variedade. Como está, muitas espécies desaparecerão!

12. Com o advento dessa geração bem educada, passaremos a ter produtos manufaturados, desenvolvidos e produzidos, aqui, com alta tecnologia. Nossa indústria crescerá, em função do mercado interno e da exportação de produtos com melhor qualidade.

13. O futuro da energia não poderá ficar dependente da contínua destruição de grande parte da nossa AMAZÔNIA. Precisamos desenvolver tecnologias. Pequenas usinas de energia solar, eólicas e hidroelétricas devem proliferar para atender às novas exigências dessas escolas e dos pequenos agricultores. A sobra dessa energia será integrada à rede nacional, evitando os apagões. Alguns projetos de grande porte poderão, talvez, ser adiados. Com mais educação e cultura teremos melhores condições de analisar nossas prioridades e tecnologias aplicáveis. Será o fim das aventuras! Tudo será planejado!

14. A energia nuclear, ainda, é cara e perigosa. Devemos pesquisá-la. Não podemos importar tudo a preço de ouro. Temos que investir na pesquisa e desenvolvimento de outras fontes. Com esse projeto de educação haverá proliferação de centros de pesquisa.

15. Outras fontes de energia, como a eólica, a solar e a biomassa poderão aumentar a nossa independência. Sem um projeto de educação, como o proposto, não iremos alcançar os avanços dos países mais desenvolvidos.

16. Não é com a devastação da Amazônia que vamos abastecer o mundo com carne. Precisamos desenvolver tecnologia para multiplicar as cabeças de boi por metro quadrado. Um povo educado e culto saberá combinar o desenvolvimento com a preservação ambiental. Ocuparemos a Amazônia, sem devastá-la.

17. Com a devastação de nossas florestas e matas ciliares, seremos as principais vítimas. Os psicopatas, sempre olham o presente; não se importam com o futuro! Estudos bem elaborados confirmam que no meio da sociedade há cerca de 3% a 5% dessa praga. Num país com uma população de 190 milhões, temos, assim, pelo menos, 5.7 milhões praticando todo tipo de ato daninho à sociedade; inclusive contra a educação. Quanto mais permissivo o ambiente, mais esses traficantes e corruptos abastecem a lavagem de dinheiro. Com um povo educado essa gente não desaparece, porém o grau de atividade será bem menor. Eles estarão, com certeza, na linha de frente, em oposição a um plano como este!

18. Para alcançarmos tudo isso, vamos necessitar, possivelmente, de uma nova forma de fazer política: mandato único em todos os níveis, partidos sem caciques, país unitário seria o ideal, lei única, câmara única e, consequentemente, deputados estaduais e vereadores só para a fiscalização. Os incomodados dirão: Que blasfêmia! Quem não dá a devida atenção à educação, deseja o status quo. Surgirão com uma infinita quantidade de argumentos contra, lançados pelos psicopatas e por muitos que não se dão conta que estão adotando os argumentos dessa gente. Muitos irão dizer que só precisamos melhorar a gestão, num faz de conta que não estão vendo os milhões de crianças perambulando pelas ruas ou trabalhando para ajudar no sustento familiar. Não querendo, ainda, tomar conhecimento dos milhares que estão sendo recrutados pelo tráfico. Muitos ou estão dominados pela propaganda ou simplesmente têm receio de contrariar banqueiros, construtoras, empreiteiras e grandes empresas com potencial de participar do execrável financiamento privado para as eleições.

19. A nossa federação tem sido o berço esplêndido dos caciques, dos modernos coronéis, alojamento de mafiosos, fonte das guerras fiscais e muitas outras mazelas. Dentro desse quadro federativo a educação, praticamente, não terá guarida. Assim, surgirão promessas vãs, enganosas, como prometer as famosas cotas, tirando o cobertor de pobres injustiçados para cobrir outros tão pobres. Tudo isso numa manobra, sem propor um projeto que transforme profundamente a nossa educação. Falam em educação sem investimentos pesados. Sabem mobilizar para a copa do mundo e para outros projetos onde o dinheiro jorra pelo ralo, descontroladamente. Lutam desesperadamente pelos royalties do petróleo. Planejam implantar o Trem Bala num país que não possui uma rede ferroviária para escoar sua produção. Para a educação sobra o engodo.

20. Tudo, portanto, por uma educação de nível, para que possamos, pacificamente, revolucionar esse nosso Brasil. As áreas de tecnologia passariam a ter disponibilidade de pessoal com preparo.

21. As nossas Forças Armadas, assim, repensariam seus projetos de importação, voltando sua atenção para o desenvolvimento tecnológico próprio. Não temos ameaças de vizinhos. Importar tecnologia militar de ponta é dar continuidade à nossa dependência. Um alto índice de educação será a base da nossa segurança. Daqui, sairão nossos pesquisadores, jovens que dedicarão seu tempo ao estudo, sem os desvios e vícios dessa sociedade doentia. Jovens que terão orgulho do pedaço de torrão onde nasceram e daqueles que pensaram neles. Só, assim, seremos um país forte, respeitado e admirado. Isso é utopia? Para quem não pensa em tal futuro, sim.

22. Proponho que esse tipo de escola acolha as crianças a partir dos 04 anos de idade com o objetivo de termos um bom nivelamento. Poucos são os pais, dentro dessa vida estressante, que têm condições de educar seus filhos durante os 04 aos 07 anos. Há uma tendência de deixarem essas crianças na frente da televisão, mesmo quando sob o cuidado de algum adulto. Dentro da classe média isso acontece, também. Pense que alternativa sobra para as camadas menos favorecidas que, muitas vezes, necessitam usar os precários meios de transporte, já antes do sol nascer. Há estudos que comprovam ser essa faixa etária a mais importante como base para o aprendizado futuro. Observemos que os pais ficariam menos estressados e teriam mais tempo para serem produtivos e desfrutarem do tempo livre para o estudo, a leitura e o lazer.

23. As atuais escolas de pequeno porte serão reformadas e usadas como creches.

24. Para os serviços gerais dessas novas escolas; como limpeza, cozinha e outros; serão contratadas pessoas que estavam usufruindo do Bolsa Família.

25. Lendo um artigo sobre a escola na China, chamou-me à atenção o fato de 02 crianças; filhas de brasileiros, que lá estão estudando; externarem o desejo de retornar à escola brasileira, alegando que a prof, no Brasil, passava uma folha para o dever de casa e que na escola chinesa ela recebia quatro folhas, com a obrigação de entregar o trabalho de casa totalmente feito. Para as crianças chinesas, aquele procedimento era normal. Elas não cresceram sentadas ou deitadas no sofá, só vendo desenhos animados e novelas. Já morei num condomínio, com 108 apartamentos, onde havia uma quadra de futsal que, praticamente, não era usada. Nos fins de semana, quando encontrava um menino solitário no playground e perguntava onde estavam os coleguinhas que não desciam para brincar um pouco; a resposta não era que estavam estudando e sim que a meninada gostava mesmo era do videogame, estavam jogando, por isso não desciam. É por isso que o entrevistador obteve aquela resposta na China. Estamos criando uma geração de futuros obesos!

26. Há um programa internacional de avaliação de estudantes (PISA), no qual, em teste recente, entre 65 participantes, o Brasil obteve o desagradável 54° lugar. A China, representada por Xangai, foi a primeira colocada. Existe um projeto para expandir o sistema adotado em Xangai, com cerca de 15 milhões de habitantes, para todo país. É, apenas, um exemplo, mas precisamos saber o que acontece no mundo para facilitar imitar o lado bom e evitarmos o negativo.

27. Imaginem o salto quantitativo e qualitativo que teríamos nos esportes. Em todas futuras olimpíadas estaríamos nas primeiras colocações. Em Londres, obtivemos desempenho inferior a países infinitamente menores em dimensões territoriais e populacionais.

28. Estão disponíveis na internet uma grande gama de informações, muito bem fundamentadas e algumas foram comprovadas com os vazamentos de informações sigilosas pelo Wikileaks, de que nosso desenvolvimento tecnológico sofre sabotagens de todo tipo, daqueles que não desejam ver o nosso país no cenário internacional como um grande produtor de produtos com alto índice tecnológico. Vejam, só, como exemplo, os revezes e sabotagens praticados ao PROJETO ESPACIAL BRASILEIRO, tendo seu ápice na explosão da base de Alcântara, quando tudo foi destruído e as vidas de 21 cientistas fora ceifadas, em 22 de agosto de 2003.
Até nossos satélites para uso nas telecomunicações, na vigilância ao desmatamento, no monitoramento do clima estão sendo lançados no exterior, apesar de Alcântara ser um local privilegiado para essa atividade. Os interesses mesquinhos entrelaçam-se. A sabotagem indireta é um ataque silencioso e muito perverso que o Brasil e o seu Programa Espacial vêm sofrendo, sem tréguas, já faz mais de 20 anos. Tudo isso acontece porque recebem a cooperação dos mesmos que lutam contra a educação no Brasil.

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A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.