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Marcelo Freixo: Não haverá vencedores


28/11/2010 - 11h32

Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública do Rio terá de passar pela garantia dos direitos dos cidadãos da favela

por Marcelo Freixo, na Folha de S. Paulo, via Vermelho

Dezenas de jovens pobres, negros, armados de fuzis, marcham em fuga, pelo meio do mato. Não se trata de uma marcha revolucionária, como a cena poderia sugerir em outro tempo e lugar.

Eles estão com armas nas mãos e as cabeças vazias. Não defendem ideologia. Não disputam o Estado. Não há sequer expectativa de vida.

Só conhecem a barbárie. A maioria não concluiu o ensino fundamental e sabe que vai morrer ou ser presa.

As imagens aéreas na TV, em tempo real, são terríveis: exibem pessoas que tanto podem matar como se tornar cadáveres a qualquer hora. A cena ocorre após a chegada das forças policiais do Estado à Vila Cruzeiro e ao Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro.

O ideal seria uma rendição, mas isso é difícil de acontecer. O risco de um banho de sangue, sim, é real, porque prevalece na segurança pública a lógica da guerra. O Estado cumpre, assim, o seu papel tradicional. Mas, ao final, não costuma haver vencedores.

Esse modelo de enfrentamento não parece eficaz. Prova disso é que, não faz tanto tempo assim, nesta mesma gestão do governo estadual, em 2007, no próprio Complexo do Alemão, a polícia entrou e matou 19. E eis que, agora, a polícia vê a necessidade de entrar na mesma favela de novo.

Tem sido assim no Brasil há tempos. Essa lógica da guerra prevalece no Brasil desde Canudos. E nunca proporcionou segurança de fato. Novas crises virão. E novas mortes. Até quando? Não vai ser um Dia D como esse agora anunciado que vai garantir a paz.

Essa analogia à data histórica da 2ª Guerra Mundial não passa de fraude midiática.

Essa crise se explica, em parte, por uma concepção do papel da polícia que envolve o confronto armado com os bandos do varejo das drogas. Isso nunca vai acabar com o tráfico. Este existe em todo lugar, no mundo inteiro. E quem leva drogas e armas às favelas?

É preciso patrulhar a baía de Guanabara, portos, fronteiras, aeroportos clandestinos. O lucrativo negócio das armas e drogas é máfia internacional. Ingenuidade acreditar que confrontos armados nas favelas podem acabar com o crime organizado. Ter a polícia que mais mata e que mais morre no mundo não resolve.

Falta vontade política para valorizar e preparar os policiais para enfrentar o crime onde o crime se organiza – onde há poder e dinheiro. E, na origem da crise, há ainda a desigualdade. É a miséria que se apresenta como pano de fundo no zoom das câmeras de TV. Mas são os homens armados em fuga e o aparato bélico do Estado os protagonistas do impressionante espetáculo, em narrativa estruturada pelo viés maniqueísta da eterna “guerra” entre o bem e o mal.

Como o “inimigo” mora na favela, são seus moradores que sofrem os efeitos colaterais da “guerra”, enquanto a crise parece não afetar tanto assim a vida na zona sul, onde a ação da polícia se traduziu no aumento do policiamento preventivo. A violência é desigual.

É preciso construir mais do que só a solução tópica de uma crise episódica. Nem nas UPPs se providenciou ainda algo além da ação policial. Falta saúde, creche, escola, assistência social, lazer.

O poder público não recolhe o lixo nas áreas em que a polícia é instrumento de apartheid. Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública terá de passar pela garantia dos direitos básicos dos cidadãos da favela.

Da população das favelas, 99% são pessoas honestas que saem todo dia para trabalhar na fábrica, na rua, na nossa casa, para produzir trabalho, arte e vida. E essa gente — com as suas comunidades tornadas em praças de “guerra”– não consegue exercer sequer o direito de dormir em paz.

Quem dera houvesse, como nas favelas, só 1% de criminosos nos parlamentos e no Judiciário…

*Marcelo Freixo é deputado estadual (PSOL-RJ), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

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67 comentários

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Duas opiniões contrárias acerca do conflito armado das últimas semanas no Rio de Janeiro : Núcleo dos Direitos Humanos

25 de setembro de 2012 às 13h42

[…] que não são assinates do jornal “Folha de São Paulo”, o texto esta disponível no site: https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/marcelo-freixo-nao-havera-vencedores.html acessado em […]

Responder

Raquel

08 de dezembro de 2010 às 02h00

Concordo plenamente com o artigo!

Responder

Leo

02 de dezembro de 2010 às 12h32

Lamentavel ler essa quantidade de comentários infantis e sem nenhum bom senso. É obvio que precisa ser feito algo, é obvio que chegou num ponto onde apenas ações sociais não funcionam, mas também é obvio que o estado não chega nas favelas de forma consistente, levando condições de vida para aquelas comunidades.

O Ricardo foi feliz em suas palavras. Porém, não acredito que o estado esteja fazendo isso apenas porque finalmente chegou a hora de algo ser feito, logo, algumas criticas podem ser feitas agora. Vejo mais a questão da critica internacional em relação as olimpiadas e copa. É novamente uma questão economica, só tem verba se o lugar esta em condições de ter investimento, e muito desse investimento virá de recursos externos que hoje podem estar seriamente questionando a escolha e as condições da cidade do Rio de Janeiro sediar qualquer coisa.

O estado tem que fazer algo. Levou a guerra, agora assume seu papel de gestor e passa a tornar as favelas lugares habitaveis. Não acredito realmente que possa ser desenvolvido qualquer ações social nesses locais sem expulsar o criminoso fortemente armado, mas sim, ações sociais são para as gerações futuras, e o trabalho começa agora. Temos que parar de pensar no agora apenas, nem tudo deve, e pode, ser resolvido imediatamente.

Responder

Nelson

01 de dezembro de 2010 às 16h58

Os DH sempre apostaram na mídia. Precisam mudar de postura e discurso. Enfretarem os problemas "in loco".
deveriam estar na linha de frente dos blindados. Temos que atacar urgentemente os consumidores dos cancros que estão na sona zul (globais, esportistas, jornalistas, etc.). Governos e mais governos se passaram, até mesmo antes de Brizola, e deixaram esses vermes se instalarem e fazerem familias reféns. Chega de demagogia barata.

Responder

A violência da desigualdade social e a desigualdade da violência social | Revista Consciência.Net: acesse a sua.

01 de dezembro de 2010 às 12h03

[…] Ele completa: “Tem sido assim no Brasil há tempos. Essa lógica da guerra prevalece no Brasil desde Canudos. E nunca proporcionou segurança de fato. Novas crises virão. E novas mortes. Até quando? Não vai ser um Dia D como esse agora anunciado que vai garantir a paz. Essa analogia à data histórica da 2ª Guerra Mundial não passa de fraude midiática.” (disponível aqui) […]

Responder

J.P.

30 de novembro de 2010 às 14h46 Responder

Tiago

29 de novembro de 2010 às 17h51

Grande Freixo.
Um Oasis de lucidez e inteligencia nessa questão.
Podem até discordar do que ele fala, mas saibam que ele faz com conhecimento e embasamento. E não é um politico de gabinete. Ele conhece os presidios, as favelas, as comunidades. Sabe bem o que passam os moradores desses lugares

Freixo Prefeito de Niteroi em 2012!!!!

Responder

Pedro

29 de novembro de 2010 às 17h45

A esquerda demagoga me cansa.
Vocês bem que podiam fundar uma sociedade comunista em alguma ilha isolada do Pacífico e sumir do Rio de Janeiro… por favor!

Responder

Pedro

29 de novembro de 2010 às 17h42

Incrível como tanta gente pode votar numa pessoa com esse discurso medíocre… Parabéns, foram vocês que elegeram esse senhor.

Responder

Renato

29 de novembro de 2010 às 16h36

Nossa… Achei que o publico leitor do blog fosse menos atrasado. Quanta opnião conservadora… Só quem não conhece o trabalho do Freixo pode dizer que ele desconhece o que se passa nas favelas. Ou que ele não sabe o que é ter sua vida ameaçada. Pré-campanha eleitoral! Comentários lamentáveis.

É como disse o velho companheiro em relação a esses temas "tem gente que é mais avançada e tem gente que é mais retardada". É isso que me parece sobre esses que escrevem comentários mais "atrasados".

Força Freixo e saiba que sua luta conta com o apoio de diversos companheiros aqui de São Paulo.

Abraço

Responder

Carlos Ardissone

29 de novembro de 2010 às 15h41

O problema é que as políticas que o Deputado propõe, urgentes por sinal, só começarão a dar resultados em três ou quatro gerações. E enquanto isso??

Responder

Rafael J

29 de novembro de 2010 às 14h45

Incrível como esses pseudointelectuais adotam o mesmo discurso maniqueísta e simplificador que eles tanto abominam. Apenas invertem a mão. Os traficantes são bons e o Estado é ruim.

Responder

Peterson

29 de novembro de 2010 às 12h37

Será o fim do preconceito com os favelados no Rio? agora eles nao sao bandidos.têm UPP.

Responder

Pah

29 de novembro de 2010 às 11h37

Essa logica do ocupar/metralhar é estúpida, incivilizada e inútil.

Não se combate violência utilizando-se dela, divulgando-a, glamurizando-a.
É ilógico e irracional.

Responsabilizar não é a mesma coisa de reprimir.
E se a repressão é a única saída, fico imaginando porque as pessoas não vão para as ruas pedir medidas assim contra políticos e gente de classes mais abastadas que também estão envolvidas com o tráfico.

Ora e mais, se repressão é a saída bata-espanque aquele seu familiar que é viciado e alimenta essa indústria!
Céus, é óbvo que essa não é a solução. Ninguém quer mais mortes: nem policiais, infratores e população.
Precisamos sair dessa lógica da repressão ou fcaremos como os EUA: cada vez mais gente encarcerada sem que a criminalidade tenha seus números reduzidos.

Então, sejamos mais racionais, exijamos que o Estado cumpra suas obrigações.
Exijamos que o Estado atue dentro da lei (boa parte de quem foi preso será solto daqui a uns anos, os defensores dessa guerra dizem o que sobre isso? vão defender a complicada pena de morte?).
Exijamos uma reavaliação das políticas ligadas a repressão das drogas.
Avaliemos se é melhor manter esse estado de guerra, no qual todos os lados saem perdendo – há muitas mortes e os dois lados Estado e tráfico ficam aprimorando suas formas de retaliação, ou se vale a pena discutir com toda a sociedade a criminalização (e portanto não regulamentação) do comércio de entorpecentes.

Responder

Luci

29 de novembro de 2010 às 08h45

Quando programas policialescos e seus reporteres (rádio, TV) fazem suas reportagens chamdno todos de bandidos, consguiram disseminar na sociedade a idéia de que pobres, negros e moradores de favelas, morros, são bandidos.E proclamam a morte dos bandidos. Ninguém é a favor de violência, mas também não podemos ser a favor de corrupção, do tráfico nas fronteiras e de ausência de políticas públicas para que não ocorresse o que presenciamos.O Estado deveria ter cehgado antes aquela comunidade para não chegar com armas.

Responder

Rafael N

29 de novembro de 2010 às 00h19

Essa galera que defende Bandido é realmente lamentavel…
Depois de uma uniao de forcas como a que vimos hoje ,onde vaidades foram deixadas de lado e vimos uma grande conquista territorial ,simplesmente tomando o coracao da maior facacao do RJ …Vem esses defensores de direitos humanos…Me poupe , a sociedade está cansada de pessoas assim , que se julgam os intelectuais,tudo se baseia em uma eterna teoria da conspiracão e quem descorda é porque adota o senso comum…

Hoje vimos que nao depende de classe , ricos apoiaram a operacao , pobres apoiaram …mais todos devem ter senso comum …Os inteligentes sao os que brigam com o mundo e sempre estao decifrando algo conspiratorio como esses sociologoszinhos….

Responder

Pandora

29 de novembro de 2010 às 00h01

É impressionante perceber que, no Brasil, falta educação de qualidade também para a classe média. Nota-se pelos grosseiros erros gramaticais em grande parte dos comentários deste post. E nota-se, mais ainda, pela falta de capacidade de compreensão de texto: em momento nenhum o deputado "defende bandidos". Ele não diz que não devem ser punidos, não diz que são "bonzinhos". Ele não reivindica a "entidade direitos humanos" para defender o crime.

Os que se inflamam de ódio e clamam por vingança não percebem que Marcelo Freixo simplesmente mostra que esse confronto NÃO É A SOLUÇÃO para o problema? Que ele não diz que não existe problema?

Há quanto tempo você tem medo? A favela já não foi invadida antes? Já não mataram tantos bandidos antes? E eles não continuam aí, ameaçando a sua família? Não dá para perceber que, se a solução já foi tentada e não deu certo, é preciso buscar OUTRA?

Responder

    Leila

    29 de novembro de 2010 às 11h13

    Concordo plenamente, quem vai acabar com o tráfico não são os policiais, são os professores!

    Themys

    30 de novembro de 2010 às 14h32

    Perfeito Pandora, de fato o que vemos é muita gente criticando o deputado porque não entendeu seu discurso.
    Mas é compreensível e até meio paradoxal … os mesmos que ontem estavam criticando o PIG hoje assimilam seu discurso repressivo e fascista… legitimando um Estado de Polícia em detrimento de um Estado de Direito.
    O que muitos não enxergam é que não se trata apenas dos "direitos humanos" dos "bandidos", mas sim de nossos Direitos, de todos nós cidadãos, frente ao Estado!
    Não podemos legitimar uma barbárie estatal e institucionalizada e eu jamais defenderei estas bandeiras porque não sabemos do amanhã, não sabemos se um dia não seremos (como já fomos) os subversivos "inimigos" do Estado…

Salvador

28 de novembro de 2010 às 21h46

O que eu mais temo neste episodio todo é estar diante mais uma vez de um espetaculo organizado nos bastidores da midia, das mafias e da politica, onde nossos olhos e ouvidos não chegam. Em 2007 tivemos o grande espetaculo dos 2000 homens tomando o Alemão, prendendo bandidos sem dar tiros, etc, etc. Olho as imagens da tomada do Alemão e acho algo estranho, a imagem exibe as bandeiras no alto do teleferico, policiais andando por ruas, mas até então a mesma midia havia mostrado os bandidos dentro da mata, por que as bandeiras não foram asteadas na mata? Eu acho que a crise demanda ação repressiva sim, sem essa de dar espaço pra politico aparecer como heroi das rendições. Porém, eu quero repressão honesta e não espetaculo para enganar a sociedade, o cidadão do asfalto vai ficar bem, mesmo que seja uma farsa, o da favela não, a traição a sua felicidade resultará em retaliações por parte do trafico. Eu não nasci ontem e já vi o Tropa de Elite, que reforçou minhas desconfianças. O sorriso do prefeito Eduardo Paes é um sorriso demoniaco, sempre e quando o vejo feliz ficou deveras preocupado.

Responder

Marcelo

28 de novembro de 2010 às 21h08

Eu moro na Penha , quem diz que na favela a maioria é honesta nunca foi a uma favela ou então mente . ao mesmo tempo que os traficantes fugiam pelo mato , esses mesmos moradores honestos e trabalhadores saqueavam suas casas . Existe uma inversão de logica criada para se explorar politicamente e economicamente a situação dos mais pobres . Se esquecem que é crime ocupar uma area que não lhe pertence , esquecem que desmatar areas de preservação é crime , esquecem que todo pai e toda mãe tem responsabilidade sobre seus filhos , esquecem que desmatar e causar deslisamentos que causam prejuizo economico e pode ferir ou sequelar ou matar um inocente .Esquecem que gato de luz , agua , gas , tv a cabo e internet é crime Esquecem que o comercio ilegal leva a falencia pequenos empresarios e fecham pequenos comercios , esquecem que transporte alternativo pode matar . Permitem todo o tipo de crimes e ilegalidades e nome dessa logica distorcida que vitimiza os criminosos , como se sendo pobre voce tivesse um alvara que lhe permete fazer o que quiser , afinal ele é pobre . Essa lógica foi criada e é mantida porque assim é possivel manter tudo como está . Chega de relativismo , existe certo e errado sim . Queremos mais que politicos honestos , queremos que todos sejam honestos ou paguem por seus crimes . A lei é para todos ou para ninguem , ja basta o forum especial para "autoridades" , não vamos criar mais um forum agora para os pobres .

Responder

    Jair de Souza

    29 de novembro de 2010 às 11h06

    Heil Marcelo!

    Themys

    30 de novembro de 2010 às 14h50

    Engraçado como sempre queremos que o OUTRO seja honesto…

    Políticos honestos são cidadãos honestos que receberam votos, nada mais… se você acha que ninguém é honesto (e até que em certa perspectiva eu concordo) não vai ser porque alguém é político que o será!

    Engraçado falar das "desonestidades" dos probres e esquecer as desonestidades dos ricos (sonegadores de impostos, furadores de semáforo, fraudadores, exploradores, traficantes de influência, apresentadores de notas frias, compradores de produtos no paraguai, desviantes de dinheiro da empresa ou público, compradores de autoridades… etc… etc…)

    Não vou nem entrar no mérito da gravidade dessas ações, mas apenas chamar atenção a esta omissão no comentário!

    Mais uma coisa "ou a lei é para todos ou não é pra ninguém" é uma ótima frase de efeito, infelizmente num comentário de blog não dá pra aprofundar a discussão, mas pense mais sobre isso. No ordenamento jurídico brasileiro deve ter mais de 800 condutas consideradas crimes, provavelmente em alguma você está enquadrado, e agora?!

    E por fim, "Chega de relativismo, existe certo ou errado sim" – chega a ser risível… certo e errado pra quem?????
    Esse relativismo é inerente aos conceitos de bem e mal, certo e errado…
    Sinto muito, mas a menos que você seja Deus para dizer o que é bom para todos, o relativismo é inafastável… há sempre dois lados da moeda! Sugiro apenas mais essa reflexão!!

Rodolfo Formigari

28 de novembro de 2010 às 20h57

Lamentavel, sra. Margarida!

Seu comentário é absolutamente preenchido por senso comum, infantil, contraditório e cínico.
Ridículo! Tráfico no sertão nordestino? Que falta de percepção! Comparar uma comunidade pobre com o sertão! E como não é pela educação que se retira os jovens da criminalidade. Ninguém nasce com gene pra vocação ao tráfico. A primeira oportunidade de "emprego" que tem um moleque favelado é no tráfico. Onde está o tão bem intencionado Estado antes disso? Empregos decentes com salários dignos para todos? Creche, Escola,Universidades? Atividades culturais, lazer e esporte? E quanto a favela então?! Elas só existem pela ausência do Estado quanto as moradias. Esses bandidos da favela não são santos, não os defendo como a sra deve pensar, mas nem estatística são por que não tem certidão de nascimento, RG ou CPF. Literalmente, para o maravilhoso Estado eles nem existem. A não ser quando pegam em armas, daí o Estado nota sua existência e manda matar com a polícia, Exército, Forças armadas etc.
O Marcelo Freixo não defende crimonoso algum, tanto é que ele é ameaçado se a sra, não sabe. Não deve ser por passar a mão na cabecinha dos traficantes e milicianos.
Rodolfo Formigari dos Santos
Valinhos / SP

Responder

Gão

28 de novembro de 2010 às 20h45

Temos que reconhecer, a esquerda também tá cheia de piadistas que se levam a sério! Se é 1% porquê colocar a culpa pela canhalhice dos bandidos na falta do estado se os outros 99% que vivem sem o estado não pegam em fuzil ? Porque e ser contra agora se justo agora o estado vai pra ficar ? Não sabem o significado do termo PSICOPATA ? perguntem a algum analista, psicopata + falta de estado dá nisso aí eu coheço várias dessas criaturas (bem nascidos diga-se de passagem) que só não metralham quem ficam no seu caminho porque tem uma "imagem" a zelar, não tem acesso a granadas/etc… não tem um morro pra se esconder, mas desses que esquartejam animais vivos indefesos quando criança(mesmo) e não cresceram em nenhum morro, vc acha que o "pezão" é antônio conselheiro ? que organiza a prosperidade de uma comunidade ? faz me rir. Vc acha que o pessoal do morro tá achando ruim ? o ruim é o lula não ter feito isso por intervenção no primeiro semestre do seu primeiro governo o ruim é terem deixado os bandidos voltarem depois da ECO 92(não tem só os "SEM MEMÓRIA" esse pais não) o ruim não foi o que fizeram hoje FOI A DATA, é nessa hora que os Sakamotos da vida transformam a esquerda e vidraça, e olha que eu ainda valorizo o saka por ele trazer a tona muitas imundisses mas sobre as "soluções" ele e outros falam muita mer…

Responder

Anderson Souza

28 de novembro de 2010 às 20h09

No mínimo, este Sr. Nunca esteve sob a mira de um bandido, como eu, minha esposa e filhas(gêmeas) de 3 anos no assalto ao meu carro. E também nunca passou pela situação de ser humilhado, apanhou na cara ou teve bandidos berrando palavrões com seus filhos e esposa, como eu vivi. É lamentável a situação que levou essas pessoas chegarem onde chegaram, mas agora o que funciona é isso: repressão. Não adianta, pois se oferecermos as mãos o que eles farão é dar um tiro de AR15 nelas. Vamos investir na infancia, pois estes daí não tem jeito.

Responder

Ricardo

28 de novembro de 2010 às 19h44

É… acabei de ficar arrependido do meu voto…

Responder

Margarida

28 de novembro de 2010 às 18h41

Sr Marcelo Freixo,
O senhor começa sua crônica assim:
Dezenas de jovens pobres, negros, armados de fuzis, marcham em fuga, pelo meio do mato. Não se trata de uma marcha revolucionária, como a cena poderia sugerir em outro tempo e lugar.
Não se trata de uma macha revolucionaria, se trata de uma fuga de pessoas que não pensa duas vezes antes de matar qualquer pessoa do bem, antes de matar um pai ou uma mãe que vê seus filhos sendo assediado pelas drogas por estes marginais.
Porque as pessoas acham que a educação é a solução de tudo? É a solução em parte. Porque tem muitas pessoas que estudam e são marginais do mesmo jeito.
Pergunte a quem teve seu filho arrastado em um carro, o q eles acham destes assassinos.
Vá de encontro a forma de pensar deles para vc ver o que acontece com vc mesmo.
Tente persuadir estes caras a não serem mais traficantes, para vc ver o que acontece.
Eu fico pensando, quantas pessoas vivem no sertão brabo, sem água, vivem na pobreza e não vieram a ser traficantes, ou jovens assassinos q matam por um punhado de cocaína.
Este Brasil só esta pior por causa de pessoas como você que acha que os direitos humanos foram feito para defender criminosos. E quando eles praticam a ação e mata pessoas inocentes e de bem, pessoas que paga impostos, pessoas que produzem e fazem bem ao mundo. Onde esta os direitos humanos destas pessoas?
Você não me convence, Você para me não passa de um intectualoide de 5 categoria, este discurso, é mais do que ridículo.
Se estas pessoas deixasse de existir, pode ter certeza que muita gente que merece estar vivas, pq não saem por ai matando com o primeiro impulso que tiverem, pq tem uma arma, estariam vivas.
Quando digo as pessoas do bem, incluo ate seus parentes, q podem estar passando por uma rua e serem cruelmente assassinadas por pessoas que vc esta com pena e defendendo.

Responder

    Jair de Souza

    29 de novembro de 2010 às 11h03

    Seu comentário me faz lembrar de um cara chamado Adolfo, ou melhor, Adolf, no original.

    Pedro

    29 de novembro de 2010 às 19h10

    Muito infantil a sua resposta ao comentário da Sr. Margarida.
    Totalmente errada, inclusive.

José Manoel

28 de novembro de 2010 às 18h36

Rendição?????????????????? hahahahahahahahahah!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Só pode ser piada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

Renato

28 de novembro de 2010 às 17h37

Mas que pessoal cabeçudo, meu Deus!!!!

Quem falou em acabar com o tráfico??!!!??? Só os pangarés dos relações públicas… O que se quer mesmo é o território. Todos nós sabemos que a droga vai continuar rolando, mas agora com a presença da polícia, para despistar, dizer que tem gente olhando… o alvo é a guerra ENTRE o tráfico, orelhas. Aquelas trassantes a gente não vai ver mais… é isso que se quer evitar. Afinal, não dava mais pra dizer que no Rio não havia um quadro de exceção.

Responder

Daniel

28 de novembro de 2010 às 17h21

Legal se rindem, e a justiça deixa eles passarem o natal na casa da familia, ai somem de novo e tudo recomeça
O problema aqui não esta só com a policia e a bendita e injusta justiça que permite que pessoas que matam, torturam e sequestram pessoas sair com 1/6 da pena na rua, que deixam sair a passar festas nas casas.
Que deixam os delinquentes na rua.

Responder

Leriana

28 de novembro de 2010 às 17h08

Hitler também convenceu o povo que deveria haver morte, exílio de muitas pessoas. Ele era ruim? E o povo que concordou com ele? Enquanto se derrama sangue de pobre, parece estar tudo bem aqui neste nosso país. É uma ação necessária? A História dirá. O senhor deputado está certíssimo. Parecem óbvias suas palavras, mas mesmo assim há pessoas que não se convencem, então, não são tão óbvias assim. Só quem mora na favela sabe o quanto de paz essas UPP estão levando pra lá…só quem passa fome e outras necessidades sabe o quanto as palavras óbvias são valiosas.

Responder

    rosa

    28 de novembro de 2010 às 20h11

    Valeu, Lenira!!!!! Só quem mora nas favelas sabe…

monge scéptico

28 de novembro de 2010 às 16h32

Isso sr FREIXO se o estado não cumprir suas obrigações de levar escolas e demais
serviços a população dos "morros" e também a todos em geral.
Os ganhos do "pó" não podem ser comparados aos do trabalho comum. O jovem
jamais poderá andar naquela moto, ganhando salário mínimo. Claro que poderiam
esperar , planejar, economizar etc. Mas essa é outra orientação, que só tem quem
possui família com estrutura moral e disciplinar rígida. A liberdade é boa quando
os direitos alheios são respeitados. Desestruturados sem laços familiares fortes
o jovem foge( É fuga mesmo) para o crime e etc etc………………

Responder

Jair de Souza

28 de novembro de 2010 às 16h09

Defendo a presença policial nas favelas, mas não defendo a matança de ninguém. A polícia só pode matar em última instância e em legítima defesa. A pena de morte não existe no Brasil e não pode ser pelo livre arbítrio de um policial ou pelo desejo de um classe média ensandecido que ela seja aplicada e aceita. O combate ao tráfico exige atacar, simultaneamente, seus verdadeiros fomentadores: os capitalistas que o financiam, que o promovem, que são os que realmente lucram com ele. Estes não estão nas favelas. Nas favelas e outras regiões empobrecidas, o Estado deve estar presente com a polícia, sim, mas muito mais ainda com os serviços de saúde, de lazer, de educação, de cultura, etc. Sendo feito isto, os traficantes terão pouca possibilidade de lá se instalarem. Gostei bastante do artigo de Marcelo Freixo.

Responder

    Themys

    30 de novembro de 2010 às 14h57

    Excelente Jair, assim como Freixo eu defendo o Estado nas favelas (não apenas a polícia óbvio, mas juntamente com a justiça social!)

Mariana

28 de novembro de 2010 às 16h06

claro q a população da favela quer paz e segurança. mas a conquista dos seus direitos, principalmente o direito a dignidade, a saúde, educação, emprego e oportunidades, só será conquistada no âmbito das leis e da política. a guerra não resolve nada. isto não passa de um grande teatro. o negócio é esperar para ver o que vem depois….

Responder

Augusto Pinheiro

28 de novembro de 2010 às 15h59

Ao deputado eleito, inclusive com meu voto, Marcelo Freixo. Apesar de reconhecer pontos positivos nesse artigo, tenho a absoluta certeza de que há vencedores, sim, nessa ação do governo estadual. Estamos falando da própria população, escravizada há décadas pelo terror do tráfico, que vai ganhar com isso. As razões dessa situação que enfrentamos são históricas e conhecidas. Pporém, para que isso possa se reverter, acima de qualquer tipo de teoria, urge uma ação estratégica como a que o governo Rio de Janeiro, em parceria com a justiça e o governo federal, está desenvolvendo. A estratégia de ocupação e implantação das UPPs tem demonstrado que o caminho é está correto, no sentido de iniciar um processo de retomada da normalidade dentro da lei e da paz, além de abrir espaço para a urbanização e a oferta de serviços sociais para essas comunidades. Contamos com a colaboração do ilustre deputado para o apoio aos projetos que venham a beneficiar nossa população, sem partidarismos.

Responder

maria abadia

28 de novembro de 2010 às 15h44

Sou professora e não da area de segurança: não concordo a defesa de matar os traficantes que tenho lido, ao mesmo tempo entendo que a situação chegou a esse ponto pela ausência do Estado nestas areas em todos os sentidos, deixou essa população a mercê de bandidos. Tenho lido também defesa dos direitos humanos contra a tomada, eu sou fa favor isso tinha que ser feito, melhor do que São Paulo que fez acordo com o PCC. Também essa união das forças militares e polciais é muito importante. Vai ser preciso establecer nessas comunidades com a participação da mesma em todos os setores fundamentais, sou a favor das UPPs e mais um combate nacional em termos de enfrentamento da entrada de armas e drogas nas nossas fronteiras, combate as milicias e a corrupção em todos os niveis. Salario melhor para policiais, inteligência, investigação, opções para essas comunidades carentes e abandonadas, ou seja, direitos de cidadaia.

Responder

    edv

    28 de novembro de 2010 às 17h54

    Maria, uma coisa é execução, outra é confronto, resistência armada!
    As autoridades (constituídas por nós) tem o direito de exigir a identificação e rendição de homens armados (ilegalmente) até os dentes e, se houver resistência, responder (por nós!).
    Ou vc prefere que a polícia seja derrotada e 200 bandidos prevaleçam sobre milhões,trazendo desde morte, roubo, vício, prostituição, até medo de usufruir de liberdades fundamentais?
    Lamentemos o fato de nosso sistema social-preventivo e judiciário-penitenciário serem ineficazes, mas isto não pode ser desculpa para deixarmos traficantes assassinos dirat ou indiretamente, dtarem as regras. Que os isolemos da sociedade e tratemos de evitar criar novos. Um não exclui o outro.

francisco p.neto

28 de novembro de 2010 às 15h44

Se não tivesse ocorrido esse enfrentamento com os marginais traficantes senhor Marcelo Freixo, seu comentário nem estaria na Folha.
Então dê valor as operações do estado do Rio do qual você aproveita o gancho para aparecer.
Tudo o que você diz é tão óbvio quanto a Terra girar em torno do Sol.
Tudo tem um começo. Foram várias décadas com omissões dos poderes constituídos.
Por que será que só o Rio está decido a enfrentar a criminalidade?
Em outros estados, principalmente São Paulo, tudo é maravilha?
Por que você não propõe esse modelo para todo o Brasil, ao invés de falar obviedades.
Seja mais útil.

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Matheus Generoso

28 de novembro de 2010 às 15h33

Não concordo, acho que com as UPP's eles devem levar garantia de paz e projetos sociais a comunidade, agente sabe que a educação é o que vai mudar esse país! Mas essa medida de confronto é necessária pelo menos pra garantir o poder do Estado no habitar do traficante, então não há como acreditar que um traficante que têm uma casa de luxo, dentro da favela vai querer mudar de vida. De projetos sociais o Brasil está cheio! Eu acredito que para poder levar educação e liberdade para os moradores do complexo do Alemão deve-se primeiro garantir a segurança de todos que ali residem. Defecou neste post aí ein….eu que votei em você =/

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Pedro Pinheiro

28 de novembro de 2010 às 15h31

Ricardo, também acho um tremendo equívoco não se reconhecer que UPPs e as operações atuais possuem uma diferença fundamental para a política anterior. Estou vendo agora na TV traficantes presos, inclusive o assassino de Tim Lopes e chefe do tráfico na região, sem derramamento de sangue. Elas precisam ser aperfeiçoadas sim, integradas aos programas sociais do governo. Mas não desqualificar o programa como um todo como se fosse mais do mesmo.
Agora, se os militantes de direitos humanos e de esquerda continuarem a dar murro em ponta de faca, vão perder o bonde da história e vão ficar cada vez mais isolados.

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Julio Silveira

28 de novembro de 2010 às 15h31

Tem muita gente boa que vai ficar fissurado pela falta da coca.

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ed.lima

28 de novembro de 2010 às 15h29

Agora existe planejamento,meta,programação social.As UPPAS são grandes canais de oportunidade social de inclusão.Foi dado a oprtunidade de se entregarem.A OCUPAÇÂO È SOMENTE O PRIMEIRO PASSO,doloroso porém necessário.

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José Neto

28 de novembro de 2010 às 15h26

Então eu conclamo a todos que discordam do Marcelo, que dirijam todas as suas forças na cobrança de investimentos em educação e saúde, cidadania com investimentos pesados em favor das comunidades no mesmo nível dos investimentos propostos para a copa de 2014 e olimpíadas de 2016. Abraço

Responder

José Neto

28 de novembro de 2010 às 15h25

Para se fazer um julgamento frio destes episódios, é necessário conhecimento de causa, no sentido histórico, sociológico, antropológico e de cidadania, identificando diversas variáveis que compõem a questão em voga. Senão corremos o risco de sermos usados por um discurso fascista, que sangra um boi e o joga as piranhas para a boiada passar. continua

Responder

José Neto

28 de novembro de 2010 às 15h24

Sou de Uberaba – MG e apoio as palavras do Marcelo em genero, número e grau. Lembrei-me de uma fala de Chico Xavier: "Até quando vamos continuar a espantar as moscas, ao invés de curar as feridas?" . Feridas estas abertas à séculos de opressão, exclusão, de abandono, pois se prioriza as regiões abastadas, onde o capital logra auferir grandes lucros, como o mercado imobiliário e turístico. Agora, achar que incursões como esta irão debelar o problema, vai longa distância. Tenho lido e ouvido opiniões que beiram ao apoio de uma limpeza étinica, como se os envolvidos no tráfico fosse o câncer da sociedade brasileira. continua

Responder

Gustavo

28 de novembro de 2010 às 15h07

Boa Tarde, estava lendo no site da bbc postagens que os jovens moradores do complexo do alemão fazem sobre o caso, uma me chamou atenção, a preparação do terreno para a ocupação das milícias, moro no interior do RS, já fui ao Rio, (apenas cartões postais). Gostaria que este site desse espaço para os moradores da região falar, e lançar a questão, aonde estão instaladas as UPPs existe a presença de milicías? por favor responda quem mora na região!!!

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Mauricio Luz

28 de novembro de 2010 às 15h01

Para O PSOL nada está certo, nada vai dar certo, se tudo não mudar de uma só vez. E nada muda. Assim o PSOL pode ficar na oposição confortável, de quem saberia resolver tudo se tivesse o poder todo nas mãos. Com o PSOL é sempre tudo ou nada. Quase sempre nada. Porque na vida real, mais ou menos é mais do que menos. O Marcelo Freixo mora no alemão? Não mora. Pergunte a quem mora se quer que a polícia expulse o tráfico para que o Estado entre? Respeito a história do Marcelo, mas uma coisa é certa: há uma possibilidade de mudança efetiva e imediata. O Alemão não vai virar Ipanema. Mas pode ser que deixe de ser esse alemão que tortura seus moradores diariamente. Cobrar o que vem depois não significa criticar o que está sendo feito agora. Essa é uma sociedade capitalista, Marcelo, e a julgar pelos votos dados ao PSOL, a maioria a quer assim. É nessa realidade que temos de procurar melhoras.

Responder

    rosa

    28 de novembro de 2010 às 20h17

    Parabéns, Maurício!!!!!!!!!

Duda Santos

28 de novembro de 2010 às 15h00

Marcelo Freixo por favor, nos poupe de sua campanha antecipada! Vc diz isso pq ñ mora em favela!! Pergunte a quem mora la o q ta achando e eles te dirão… Caso ñ queira perguntar assista aos noticiários e veja o q a população das favelas esperam.

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renato

28 de novembro de 2010 às 14h55

O problema é que essa onda de violência acaba por trazer a tona milhares de fascistas incubados, hipocrisia e conservadorismo me dão nojo, o artigo em nenhum momento critica as UPPs, critica a falta de investimentos em outras áreas fundamentais, Freixo está mais do quê certo, não precisa ser especialista em segurança para saber que a violência tem interligações com a ausência de outras políticas setoriais, e pasmem! Quem cobra isso está errado na opinião destas pessoas., agora, não vi em nenhum momento estes idiotas que criticaram o artigo cobrando operação da polícia na Vieira Souto que é onde os verdadeiros criminosos estão.
Provavelmente porque moram ou querem morar lá.
Porquê os

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IV Avatar

28 de novembro de 2010 às 14h37

Tomara que, diante do exemplo do RJ, os paulistas criem coragem e, nas próximas eleições, parem de ser bundas-moles e ponham os tucanos prá correr
Vejam o exemplo do RJ, sem acordo com o crime organizado, a paz está chegando para ficar, já SP…
Já SP vive à mercê de, a qualquer momento, o PCC rebelar-se, pois que na última rebelião, ao invés de se resolver o problema, o governo fez um acordo com a facção criminosa, isto foi tornado público pela insuspeita Folha, procure no Google
A impressão que tenho é a de que paulistas votam nos tucanos para que estes acordo tácito entre tucanos e PCC não seja quebrado e, assim, vivam em segurança, o que não é verdade
Assim os tucanos se eternizam no governo de SP
Assim SP fica refém dos criminosos e dos tucanos também, diga-se de passagem.
Aquele candidato que era chefão do PCC, a Lei da Ficha limpa não o pegou

Responder

Amira

28 de novembro de 2010 às 14h37

Parece que é a hora ideal de começarmos um debate mais amplo sobre a descriminalização das drogas para que essa ação não seja em vão. Que tal alguém que entenda das leis elaborar um texto e iniciar um abaixo-assinado???

Responder

Fabio_Passos

28 de novembro de 2010 às 14h32

Este Marcelo Freixo realmente é muito bom.

A grande questão é levar cidadania para as populações segregadas nos guetos e combater os bandidos ricos que não estão nas favelas.

A estupidez da classe média que pede por sange e execuções nos morros, mas tolera como carneirinhos o banditismo da minoria rica, é um sintoma do nosso atraso e subdesenvolvimento.

Responder

Fabio

28 de novembro de 2010 às 13h55

Há sim, Sr MArcelo.

Esse papinho de 'paz e amor" é tudo que os traficantes sempre desejaram.

Guerra pede reação de guerra.

Os próprios moradores estão satisfeitos.

Responder

    Carlos Rico

    28 de novembro de 2010 às 15h34

    Boçal.Fábio,você sequer entendeu a mensagem do deputado.Pelo visto,tal como o personagem Matias no "Tropa de Elite","do alto do seu AP com vista para o mar,você não enxerga nada".

Lourival Filho

28 de novembro de 2010 às 13h47

Azenha, o Marcelo Freixo está correto. Nós sabemos disso.
Eu costumo dizer que, no Brasil a Política que adotamos é tirar o bode que fede da sala e não dar-lhe um banho. Temos de atacar o problema na causa não nos efeitos. Tem gente muito grande por trás disso tudo!
Onde estão essas pessoas que trazem drogas e armas de ultima geração para as comunidades?
Não chegamos no Balcão de uma padaria e pedimos: Vê um Fuzil e troco para 50.000,00!
Espertos aproveitam-se dessa mão de obra abundante e usa-os como Boi de Piranha!
Temos de fazer agora a invasão social total e irrestrita e ter cuidado para não ser feita apenas a troca de opressor. Comheço várias comunidades do Rio e sei como funciona. Ou é um ou outro. Esses territórios, são muito férteis para criação de facçõe e melícias. O Estado tem de levar os três poderes para lá. A população tem de ficar atenta e ser intolerânte com qualquer ato irregular por parte de quem estiver no controle. Tudo que assistimos esse dias, começou com uma boquinha de fumo.

Agora a coisa pode começar com a autorização para apenas uma Empresa de gás de cozinha entrar lá. Troca-se de opressor e a vida segue.

É assim que tudo começa. Tem de ser tolerância zero.

A Imprensa tem de ficar atenta e cobrar isso do Estado.

Rola muita grana alí!

Muita gente não faz idéia do quanto!

"Já que querem fazer a coisa direito", peço ao Governador humildemente 04 coisas para aquelas comunidades: Cidadania, Segurança de verdade, Educação e Saúde. Nessa ordem.

Responder

José Marcio Tavares

28 de novembro de 2010 às 13h36

O cara já está fazendo campanha eleitoral pra 2012. Ou, então, é muito ignorante. Ele acha que um marginal que já matou dezenas de pessoas vai ficar bonzinho depois que o estado lhe der educação. Ora, vai plantar batatas.

Responder

    Otto

    28 de novembro de 2010 às 14h54

    Ora, José, cheirou coca estragada? E quando é o Estado que é marginal? Muitos desses policiais que invadiram hoje o Complexo do Alemão são sócios desses traficantes. Sem uma purgação na polícia não haverá resultados real.

    Carlos Rico

    28 de novembro de 2010 às 15h36

    Acho que seria uma burrice total pensar que poderíamos plantar a "semente do bem"( como se houvessem de forma nítida o bem e o mal personificados).O pensamento do deputado passa pelo pensamento nas gerações futuras,no pensamento da emancipação do ser humano.

Ricardo Costa

28 de novembro de 2010 às 13h36

Não concordo, o momento é diferente de 2007. As UPP´s tem se provado sua eficácia quanto a levar os serviços do Estado à comunidade, a população, inclusive a que se encontra cercada, está mais do que a favor da intervenção.
O uso da força nesse caso é tópico e necessário, em seguida virão os serviços do Estado para a transformação da comunidade. Se quiser criticar pelo menos espere o final da ação.

Responder

    MaC

    28 de novembro de 2010 às 15h19

    Apoiadíssmo, Ricardo Costa, 100%.
    E lamentável a campanha pré-eleitoral do sr. Marcelo Freixo.

    rosa

    28 de novembro de 2010 às 20h25

    Aplausos!!!!!


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