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Leitor Oliveira: Um vídeo para o ministro da Educação ver


08/01/2011 - 11h44

O comentarista Oliveira sugeriu que assistíssemos a um vídeo do pensador britânico Ken Robinson.

Estamos à procura de uma alma boa que faça a tradução.

Seja como for, ele resumiu ali, em cerca de 10 minutos, tudo o que venho pensando mas nunca consegui sintetizar sobre a educação pública dos dias de hoje. E ele o faz de forma brilhante.

É pouco provável que o pensamento dele terá impacto a curto prazo no Brasil, já que:

1. Os tucanos só pensam em lucro na educação (e, portanto, na privatização do ensino público para os gênios da Editora Abril);

2. O ministro Haddad parece ter um fascínio pelos testes, pelos números e pelas estatísticas.

O problema deste segundo comportamento (o primeiro, dos tucanos, é desprezível e deplorável) é que ele acaba encobrindo um fato essencial: o paradigma mudou!

Com diz Robinson no vídeo, uma das bases do futuro da educação é a colaboração!

Colaboração como se deu aqui, no Viomundo: a Heloisa escreveu de Washington, o Oliveira complementou de … e assim que a gente conseguir traduzir o vídeo todos sairemos ganhando.

PS do Viomundo: Uma ótima notícia do Professor Virtual. Já existe no You Tube versão legendada em português desse vídeo. O endereço é este:  http://www.youtube.com/watch?v=7BDOICZDjGA

É preciso ativar a legenda. Basta clicar no ícone cc, que fica na barra abaixo da imagem.

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28 comentários

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Dica para o Planejamento de 2011

27 de março de 2011 às 14h39

[…] vi no Viomundo (aqui)  uma boa dica de vídeo para discutir com os professores no Planejamento de 2011. […]

Responder

AAMF Pe.Alberto

11 de janeiro de 2011 às 17h38

A FUNÇÃO DA IDEOLOGIA – da direita – É INVERTER A REALIDADE . >>

Responder

Antônio Crlos

09 de janeiro de 2011 às 11h01

Só que eu preciso do vídeo funcionando de maneira livre em um computador fora da rede. Como sou professor e vivo viajando e nem todo lugar existe internet é essencial que o vídeo funcione independente de está na net ou não.

Responder

    Oliveira

    10 de janeiro de 2011 às 22h55

    Olá Antonio Carlos,

    Procure o software Vdownloader (é gratuito). É só inserir a url do vídeo e você poderá salvar em seu pc.

    Abs

José Ruiz

09 de janeiro de 2011 às 10h37

O problema em adotarmos uma nova linha de pensamento para o ensino público é não termos testado adequadamente nenhuma outra anteriormente. Como formar valor se não testamos adequadamente uma alternativa? É impossível criticar o "método tradicional" com base no que fazem atualmente, por exemplo, em São Paulo. Simplesmente porque lá eles não estão utilizando método algum… a começar por professores incrivelmente desestimulados, passando por um sistema com objetivos meramente estatísticos… Por outro lado, o que vejo em tradicionais escolas com alta qualidade é a formação de pessoas com grande capacidade de colaboração. Espero não estar errando muito, mas me parece que a formação acadêmica, e é claro que precisamos aí de uma visão universal, se complementa com uma postura (e um ambiente) de colaboração. Não são situações excludentes, pelo contrário…

Responder

Nilton

09 de janeiro de 2011 às 00h19

Segue o meu vídeo sobre a Educação no Brasil: Sobre o Óbvio – FEUSP http://t.co/BJv2lBz

Responder

ZePovinho

08 de janeiro de 2011 às 23h58

Essa é a filosofia do software livre.Esse outro vídeo parece complementar o primeiro:

[youtube bIhHrL73d4s http://www.youtube.com/watch?v=bIhHrL73d4s youtube]

Responder

Jorge

08 de janeiro de 2011 às 23h04

Estou vendo neste assunto, um pouco daquilo que o Professor Nicolelis faz em termos de escola e aprendizado lá no RN.

Responder

Jorge Stolfi

08 de janeiro de 2011 às 21h34

Linda animação! Mas …

… é mais um "especialista" dizendo que devemos abandonar tudo o que a humanidade aprendeu em 200 anos de educação pública e adotar um modelo maravilhoso e não testado que, "obviamente" vai resolver todos os problemas de hoje.

Um modelo que, por coincidência, exige menos conhecimento e menos esforço por parte dos professores — na linha de "deixe os alunos encontrarem seu caminho", "não precisa avaliar", "colaborar [=colar] é bom", e assim por diante. Com certeza esse "profeta" vai ser muito popular…

Responder

    Jorge

    08 de janeiro de 2011 às 23h35

    Xará. Existe um pouco de nexo real mudar o paradigma conforme proposto, eu pelo menos vejo assim. Se o processo será feito de modo radical ou por etapas é que é a discussão. Considere apenas o fato de que a não pouco tempo, todo o conhecimento estava colocado em livros e hoje, estão quase todos sendo incorporados em máquinas (hardware) e em softwares. Se hoje ainda existem livros, eles não estarão aí por muito tempo não. Dou um exemplo:

    A cerca de 30/40 anos, um engenheiro com um determinado projeto, sentava em sua mesa de trabalho, abria livros e encaminhava todo o processo de solução do seu problema por meio de fórmulas que ele sabia onde encontrar e quais utilizar e, acompanhando um memorial de cálculo, utilizava de réguas de cálculo como auxílio em sua rotina de cálculo. Pouco tempo depois, o processo já foi facilitado e ele passou a contar com calculadoras científicas. Hoje, ele abre um software, preenche alguns campos, aperta um botão e voilá – tudo calculado.

    De qualquer maneira, durante estes 40 anos, certo que ainda é exigido um engenheiro com formação para certificar o processo mas também é certo que, bem treinado, qualquer um poderia fazer aquilo que foi pedido. De fato, um software pode ser melhorado ad aeternum e chegar realmente a um ponto onde questões sucessivas impedissem erros inclusive de digitação, conceituação do problema, aplicação, etc.

    Se alguém duvidar do que realmente está acontecendo em termos de conhecimento, veja o exemplo dos equipamentos de diagnóstico na medicina – tomógrafos, ressonância magnética, ultra-som, etc. Tudo é impresso e, o médico apenas faz a interpretação final e receita a medicação. Com o tempo, eu acredito que chegará o dia em que uma pessoa possa fazer um check-up / diagnóstico geral anual simplesmente passando o cartão de crédito em uma máquina, e passar por uma série de instrumentos / equipamentos e ter uma análise final logo na saída.

    Daniclei

    09 de janeiro de 2011 às 09h21

    Olá, acredito que o modelo que ele se proponha não seja simples assim, principalmente no quesito "formação dos professores", pois o mesmo, para poder chegar perto de explorar as potencialidades de um aluno, deveria, creio, ter uma formação muito mais ampla que as atuais 'graduações-licenciaturas'.
    Além de que o ponto central é: num mundo abarrotado de estímulos perceptivos fortes (televisão, publicidade, etc) como fazer a escola ser atrativa para este pequeno "espectador"? E por fim, esses 200 anos de educação pública foram impostos de maneira arbitrária por quem estava no comando. Não é como se a humanidade fosse aprendendo e enriquecendo com seus erros no sistema de educação….

MUITO LEGAL: UM VÍDEO SOBRE A SITUAÇÃO CAÓTICA DA EDUCAÇÃO FEITO COM A FALA DO EDUCADOR KEN ROBINSON « Educação Política

08 de janeiro de 2011 às 19h33

[…] Clique no botão cc na barra embaixo da imagem. Vi no Vio o Mundo. […]

Responder

Alex

08 de janeiro de 2011 às 18h15

Tá dificil encontrar um rumo, creio que as escolas hoje estão totalmente "desconectadas" do mundo real, vivo, as crianças manuseiam todo o aparato tecnologico, chegam nas salas de aula para enfrentar uma rotina monotona, com professor estressado e desanimado, desvalorizado, agora a ideia é formar a garotada para o mercado de trabalho via escolas tecnicas, separando de cara os seres humanos por aptidão: os intelectuais e os literatos para um lado e para outro aqueles que servirão para o trabalho manuais e braçal, isso me parece "admiravel mundo novo".

Responder

Professor VIRTUAL

08 de janeiro de 2011 às 16h11

Olá Azenha

Esta versão tem legenda em português (cc): http://www.youtube.com/watch?v=7BDOICZDjGA

Grande e fraterno [email protected]ço

Responder

    Conceição Lemes

    08 de janeiro de 2011 às 17h08

    Professor, daria pra enviar enviar o link correto? O título é em postuguês mas sem legendas em português. abs

    Professor VIRTUAL

    08 de janeiro de 2011 às 17h30

    Olá Conceição. É preciso ativar a legenda em (cc), na barra do vídeo. O endereço é este mesmo: http://www.youtube.com/watch?v=7BDOICZDjGA
    [youtube 7BDOICZDjGA http://www.youtube.com/watch?v=7BDOICZDjGA youtube]

    Grande [email protected]ço

    Professor VIRTUAL

    08 de janeiro de 2011 às 17h46

    OK?

    Conceição Lemes

    08 de janeiro de 2011 às 18h02

    Consegui, professor (rs). Digitalmente sou uma fera (rs). Obrigada. Veja postei no pé do texto. Está correto? Abs

    Conceição Lemes

    08 de janeiro de 2011 às 19h13

    Ok, professor. Obrigada. Colocamos um PS no pé do texto. abs

Maria

08 de janeiro de 2011 às 14h58

Apagaram meu comentaio??? aqui tem gente que defende concentração de saber????

Responder

Rios

08 de janeiro de 2011 às 14h40

Fora de pauta…

A criatividade do brasileiro… A Dilma é uma bonequinha…
http://pastorador.blogspot.com/2011/01/dilma-e-um

Responder

    Conceição Lemes

    08 de janeiro de 2011 às 15h41

    Rios, lindinha demais. Adorei. abs

Laura

08 de janeiro de 2011 às 14h19

Enfim algo que realmente interessa sobre educação.
Para melhorar a universidade já, sem gastar:
1- Mudar já a orientação da CAPES, acabando com a orientação produtivista.
2-Acabar com os índices de "produtividade" intelectual numérica.
Quantidade de artigos. Nunca ví nada mais imbecilizante na vida.
3- Dar outro valor à produção artística na Universidade.
Esta é relegada à condição de "prática" pelo sistema acadêmico, algo assim como engraxar sapatos( que como diz o texto exige outros tipos de inteligencia e habilidades.
Nâo subordinar a produção dos artistas a "necessidade" publicar artigos.Algo assim de segunda.
Não dá tempo de fazer arte que é o que importa para artistas!
4-Investir nos novos doutores alocados nas várias regiões do país, a partir da realidade desigual ds diversas regiões.Se continuar assim os doutores migrados migrarão de volta para suas terras, pois perdidos sem investimento e sem poder ter investimento, na provincia em vez de alavancar a região, desalavancam suas inteligencias.estou vendo aos montes. Não há inteligencia que aguente.Fazer o que fez o Instituto de Neurociencias da UFRN. Contratou um monte de gente JUNTO em torno de um projeto, com grana garantida para um bom projeto.Não abandonar inteligentes doutores na falta de perspectiva da provincia. O que se fazz necessário é utilizar tais inteligencias para alavancar a provincia, desprovincianizando-a, ms como politica ed estado e com apoio. Teria muitas sugestões, mas aqui fica só o tópico geral.Alavancar bem, com apoio e MELHOR,muito MELHOR, política da CAPES que tem hoje sérios problemas. Para resolver estas então, não tem visão .
5- Levar áraes e projetos de ponta para as diversas regiões do país, distribuindo a inteligencia e a produção econômica do país na Sociedade do conhecimento. para isso, basta investir onde tiver projetos. para isso tem que ter uma politica de fomento especial e direcionada para NOVOS GRUPOS em formação.
6- Acabar com a estrutura estamental da educaçao e do sistema de ensino. A educação neoliberal e a universidade neoliberal divide a sociedade em estamentos e a educação também. Esta "educa" para excluir e dividir.

Responder

    Maria

    08 de janeiro de 2011 às 14h46

    Esses brtasileiros não faz inveja a ninguém!! Avança Brasil, isso mesmo as universidadess são tosca demais. Heita esa foi boa, que os IFERN entre nesta nova era com os mesmos propositos aqui descrito por voce concordo e acrescentaria mais, porém mexer nesas cavernas já faz um grande favor.

Julio Cesar

08 de janeiro de 2011 às 13h44

Carta Capital: novo plano decenal de educação, enviado ao Congresso, é mais conciso e ambicioso- reportagem de Fernando Vives

Responder

Eliete Toledo

08 de janeiro de 2011 às 13h36

Infelizmente, os "gênios" que pensaram a educação no governo Lula e, pelo visto, continuam no governo Dilma têm visão semelhante à dos "gênios" do governo FHC. Assim, persistimos com uma visão de educação que desconsidera a importância da boa formação para os professores, e aqui me refiro a boa formação teórica e não esse blá blá blá de que "falta formação prática". Com isso, permanece a visão estreita e o desejo de manter os professores sob tutela com os famigerados "cursos de capacitação" que já foram um dia "cursos de reciclagem" (sic)!

P.S. Antes que alguém aponte a atuação criminosa do Paulo Renato no MEC, esclareço que estou me referindo às equipes que pensaram e propuseram projetos e não ao balcão de negócios instituidos pelo ministro de triste memória.

Responder

josaphat

08 de janeiro de 2011 às 12h32

Uma das razões d'eu ter desistido do magistério é isso aí: Ninguém quer fazer. As poucas exceções são meio que cabeças de planilha.

Responder

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