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Popularidade de Bolsonaro despenca: Cai 15 pontos, diz Ibope; o pior começo no Planalto
Lula Marques
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Popularidade de Bolsonaro despenca: Cai 15 pontos, diz Ibope; o pior começo no Planalto


20/03/2019 - 18h26

BOLSONARO DESCE A LADEIRA

Presidente perdeu 15 pontos de popularidade desde janeiro; segundo o Ibope, novo governo tem só 34% de ótimo e bom

por José Roberto de Toledo, na Piauí

Jair Bolsonaro perdeu três de cada dez apoiadores do seu governo em apenas dois meses.

A proporção de quem considera sua administração boa ou ótima caiu de 49% em janeiro para 39% em fevereiro e chegou a 34% em março, segundo o Ibope.

O presidente perdeu 15 pontos percentuais em 60 dias. Seu saldo ainda é positivo porque apenas 24% dizem que o governo é ruim ou péssimo. Outros 34% consideram que é regular, e 8% não souberam avaliar.

Em comparação com outros presidentes eleitos, porém, o começo da passagem de Bolsonaro pelo Palácio do Planalto é o pior já registrado.

Nos seus primeiros mandatos, Dilma, Lula, Fernando Henrique e Collor sustentaram taxas mais altas do que os 34% de Bolsonaro nos meses iniciais. A popularidade deles só ficou abaixo desse patamar nos segundos mandatos de FHC e Dilma, quando os presidentes já acumulavam mais de quatro anos de desgastes.

Os 34% de ótimo/bom de Bolsonaro equivalem à taxa de José Sarney em março de 1987, quando haviam decorrido dois anos de mandato do primeiro presidente civil depois do golpe de 1964.

Ou de Fernando Henrique Cardoso em maio de 1997, com dois anos e três meses de governo.

Fernando Collor precisou de nove meses e do confisco das contas correntes e da poupança para chegar onde Bolsonaro chegou em três meses.

Após o impeachment, Itamar herdou o governo de Collor e boa parte de sua impopularidade, assim como Michel Temer manteve o legado de impopularidade de Dilma Rousseff.

Em menos de três meses no cargo, Bolsonaro polarizou a confiança dos brasileiros. Se 62% diziam confiar no presidente em janeiro, só 49% ainda confiam nele agora. Perda de 13 pontos. Ao mesmo tempo, a desconfiança saltou de 30% para 44%.

Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos, a confiança em Bolsonaro está a um ponto percentual de um empate técnico com a desconfiança (no limite, essas taxas são hoje de 47% e 46%, respectivamente).

Quem mais desconfia do presidente são os nordestinos e os moradores das grandes cidades.

Entre esses, a desconfiança é majoritária: 53% não confiam nele. É uma má notícia para Bolsonaro, porque os movimentos de opinião pública costumam migrar das capitais para o interior, e não o contrário.

Quem sustenta a confiança no presidente são, principalmente, os evangélicos, os mais ricos, os homens e os moradores do Sul.

Movimentos semelhantes aconteceram na avaliação do governo. As taxas de ótimo e bom são maiores entre os mais ricos (renda acima de 5 salários mínimos), entre quem se declara branco, entre evangélicos, e entre moradores do Sul e do Centro-Oeste.

Já as avaliações negativas (acham o governo ruim ou péssimo) são mais frequentes nas cidades com mais de 500 mil habitantes (32%) e nos municípios que ficam nas periferias das regiões metropolitanas (29%).

O Ibope não pesquisou as razões que levam os brasileiros a avaliar bem ou mal o governo.

Mas pesquisas de outros institutos que não foram divulgadas para o público em geral apontam pelo menos três motivos para a diminuição da taxa de ótimo e bom de Bolsonaro: sua vizinhança com a milícia no Rio de Janeiro e as denúncias de corrupção envolvendo seu filho Flavio, a falta de medidas práticas que tenham resultado em diminuição da violência urbana e, finalmente, o destempero demonstrado pelo presidente em suas manifestações públicas, principalmente por meio do Twitter durante o Carnaval.

Tudo isso, somado ao cenário de estagnação da economia, aponta para dificuldades adicionais quando o governo começar a se movimentar para aprovar a reforma da Previdência, que vai desagradar a várias camadas da população.

As pesquisas divulgadas nesta quarta-feira pelo Ibope Inteligência foram pagas pelo próprio instituto.

Todo mês, o Ibope faz uma pesquisa nacional com 2.002 entrevistas face a face na qual diferentes clientes pagam para incluir perguntas de seu interesse. Por essa razão, a pesquisa é chamada “Bus”, ou ônibus.

Às vezes o instituto pega “carona” nessa pesquisa mensal e inclui no questionário perguntas sobre avaliação dos governantes.

Foi o que fez em janeiro, fevereiro e, agora, em março. A pesquisa mais recente foi realizada entre 16 e 19 de março, em todas as regiões do Brasil, com a população de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

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6 comentários

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lulipe

21 de março de 2019 às 14h35

Esse é o mesmo instituto que disse que o mito perderia pra qualquer um no segundo turno? Faz-me rir.

Responder

João Lourenço

20 de março de 2019 às 23h22

Todo mundo sabe que o Ibope para a Globo é o mesmo que a Vox Populi para o PT ! Enganar quem e se cair tá tudo dentro dos planos .Se agarrem a Globo e boa sorte!!!kkkk

Responder

Zé Maria

20 de março de 2019 às 21h29

Se continuar caindo nesse ritmo,
daqui a seis meses, desaparece
aquele ‘3’ ao lado do ‘4’…

Responder

Zé Maria

20 de março de 2019 às 21h20

“Rejeição a Bolsonaro Explode em Periferias e Grandes Cidades”

CartaCapital, via DCM: https://t.co/HzaW4Xw7SK

https://twitter.com/DCM_online/status/1108489017006440455

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Zé Maria

20 de março de 2019 às 20h18

Espera só os Ruralistas e os Agroindustriais começarem a se f_der
com os acordos assinados com os EUA, que o Jair afocinha no chão.

Bolsonaro atende Trump e Brasil vai ‘abrir mão’ das disputas
comerciais na Organização Mundial do Comércio (OMC),
diz Itamaraty. [G1.Globo]

Responder

Zé Maria

20 de março de 2019 às 19h30

O Cordão dos Comunistas Cada Vez Aumenta Mais…

Aprovação de Bolsonaro caiu 15 pontos percentuais, diz Ibope

https://twitter.com/i/events/1108457861967826944

Responder

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