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Haddad sobe 11 pontos em uma semana e garante vaga no segundo turno, com Ciro estacionado e Alckmin em queda
Clima de velório no estúdio da Globonews registrado por Rodrigo Vianna
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Haddad sobe 11 pontos em uma semana e garante vaga no segundo turno, com Ciro estacionado e Alckmin em queda


18/09/2018 - 21h12

O clima de velório no estúdio da Globonews foi registrado por Rodrigo Vianna

Ibope: Haddad cresce 11 pontos e se isola no segundo lugar; Bolsonaro mantém liderança

Candidato do PT alcança 19% das intenções de voto e abre vantagem sobre Ciro; presidenciável do PSL oscila dois pontos para cima e permanece na frente, diz pesquisa encomendada pelo ‘Estado’ e TV Globo

Daniel Bramatti, Caio Sartori, Cecília do Lago e Alessandra Monnerat, O Estado de S.Paulo

A quarta pesquisa Ibope/Estado/TV Globo desde o início oficial da campanha eleitoralnas eleições 2018 revela que o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, subiu 11 pontos porcentuais em uma semana e se isolou na segunda colocação, com 19%, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), que oscilou dois pontos porcentuais para cima e chegou a 28%.

A seguir aparece Ciro Gomes (PDT), que se manteve com os mesmos 11% da semana anterior.

Geraldo Alckmin (PSDB) oscilou dois pontos para baixo, de 9% para 7%.

E Marina Silva (Rede) caiu três pontos, de 9% para 6%.

“Com esse crescimento de Haddad, a probabilidade de haver segundo turno entre ele e Bolsonaro aumentou significativamente, embora não se possa descartar totalmente outros cenários”, disse Marcia Cavallari, diretora executiva do Ibope Inteligência.

A pesquisa divulgada nesta terça, 18, é a primeira do Ibope que capta os efeitos da oficialização de Haddad como candidato do PT, ocorrida no dia 11.

Em sua primeira semana como substituto de Luiz Inácio Lula da Silva — condenado e preso na Operação Lava Jato — , ele avançou de 8%, patamar que o colocava em situação de empate técnico com três adversários, para 19%, abrindo oito pontos de vantagem sobre Ciro, seu principal rival na disputa por uma vaga no segundo turno.

O levantamento é também o segundo desde que Bolsonaro foi esfaqueado em Juiz de Fora (MG), quando participava de um evento de campanha.

Desde então, ele subiu seis pontos porcentuais, de 22% para 28%.

Os candidatos do PSL e do PT são os dois únicos que apresentaram tendência de alta desde o início da série de pesquisas Ibope, em 20 de agosto.

As simulações de segundo turno mostram empate técnico em três dos quatro cenários testados pelo Ibope.

Os dois primeiros colocados nas intenções de voto no primeiro turno, Bolsonaro e Haddad, teriam 40% cada em um confronto direto, caso ocorresse hoje.

Em um embate com Ciro Gomes, o candidato do PSL teria 39%, contra 40% do pedetista.

Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos, trata-se de empate técnico.

O mesmo valeria para um duelo entre Bolsonaro e Alckmin (38% a 38%).

A única que perderia para o candidato do PSL fora da margem de erro é Marina, que teria 36% dos votos, ante 41% de Bolsonaro.

No quesito rejeição, Bolsonaro manteve a primeira colocação, com 42%, praticamente o mesmo resultado da semana anterior (41%).

Haddad, à medida que fica mais conhecido, ganha simpatizantes e também desperta mais repúdio: cresceu de 23% para 29% a parcela de eleitores que não votaria no petista de jeito nenhum.

No bloco inferior da lista de candidatos, Alvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) ficaram com 2% das preferências na pesquisa estimulada de primeiro turno.

Cabo Daciolo (Patriota) teve 1%. Os demais candidatos não pontuaram.

O Ibope foi às ruas entre os dias 16 e 18 de setembro. Foram entrevistadas 2.506 pessoas em 177 municípios.

A margem de erro estimada é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Isso quer dizer que há 95% de chance de os  resultados refletirem o atual momento eleitoral.

A pesquisa foi contratada pelo Estado e pela TV Globo.

O registro no Tribunal Superior Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-09678/2018.

Leia também:

Marilena Chauí: O neoliberalismo (de Bolsonaro) é a nova forma de totalitarismo





7 comentários

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Eureka

19 de setembro de 2018 às 09h49

O “# ele não” se alastra como um rastro de pólvora

No rastro da página de Facebook Mulheres Unidas contra Bolsonaro, celebridades como Sasha, filha de Xuxa, e um sem-número de atrizes de televisão, entre elas Bruna Marquezine, Claudia Raia, Deborah Secco, Maria Ribeiro e Fernanda Paes Leme, vêm se pronunciando desde domingo com a hashtag #elenao por plataformas de mídia social.

Sasha, no Insta Stories, que compartilha imagens que somem em 24 horas, divulgou um Guia Anti-Bolsonaro.

E a apresentadora Raquel Sheherazade, do SBT, conservadora como o candidato, reagiu à declaração do vice, general Hamilton Mourão, de que famílias pobres “sem pai e avô, mas com mãe e avó”, são “fábricas de desajustados” que fornecem mão de obra ao narcotráfico.

Dela, por Twitter:
“Sou mulher. Crio dois filhos sozinha. Fui criada por minha mãe e minha avó. Não. Não somos criminosas. Somos HEROÍNAS! #elenao.”

No Washington Post, longa análise, destacando as declarações do próprio Bolsonaro e a resistência do voto feminino a ele nas pesquisas, encerrou dizendo que “as mulheres estão prestes a ser o eleitor-chave” no Brasil.

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Eureka

19 de setembro de 2018 às 09h34

BATE-PAPO EM BARZINHO

O cara sentado na mesa ao lado defendia de maneira enfática a candidatura do Ciro Gomes. Eu disse que votaria no Haddad e aí começamos a conversar.

A conversa foi civilizada, sem agressões pessoais, embora nenhum dos dois tenha conseguido convencer o outro a mudar de candidato.

Lá para as tantas eu perguntei “e Bolsonaro? ”

E o cara falou o seguinte:

– Cara , vamos mudar de assunto. “Bolsonaro é o cocô do cavalo do bandido”.

Eu já tinha lido esta frase antes. Só não me lembro onde.

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Batista Neto

19 de setembro de 2018 às 07h44

Então, se o povo insiste em demonstrar que não sabe votar, sai fora o Borça e entra em cena a baioneta do Mourão!! E o cenário para eclosão de um conflito civil em larga escala estará se configurando cada vez mais. Alguns estudiosos acreditam que sem sangue correndo pelas calçadas nunca sera possível construir a nação dos sonhos do povo brasileiro. Se isso é verdade, o Lula, sem querer, sendo o maior líder pacifista que o Brasil já produziu, por caminhos do destino, acabaria se tornando, contra a sua vontade, o busílis de uma guerra civil sangrenta. Lula lives!! Lula Livre!! Lula Presidente!!

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Fernando Carneiro

19 de setembro de 2018 às 07h14

A cara de bunda dos pseudo-jornalistas da globogolpenews é uma delícia.

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luis castro

19 de setembro de 2018 às 00h44

Os institutos golpistas vão chegando aos resultados do Vox Populi. Quando o Vox colocou há uma semana atrás Haddad com 22% caiaram de pau, duvidaram dos índices daquele instituto de pesquisa e o que se sucedeu depois, um por um e agora o Ibope confirmam o crescimento vertiginoso do petista. No Ibope, Haddad saltou de 8 para 19%, ou seja, disparou, enquanto Bolsonaro só cresce na margem de erro de dois em dois percentuais. Por essa razão, tenho certeza que os índices aferidos pelos institutos golpistas estão inflando Bolsonaro, Como se explica que ele próximo dos 30% se comporte como perdedor: chore, fale em fraude na eleição, em fugir do país e até em golpe no caso de sua derrota. Pelo seu comportamento, prefiro acreditar nos índices aferidos pelo Vox que colocam Bolsonaro já atrás de Haddad, Vamos aguardar.

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Julio Silveira

18 de setembro de 2018 às 21h48

É a certeza popular de que houve um golpe. É a certeza popular de que o golpe, dentre outras questões podres de interesse dos podres, também era para acabar com o Lula.
Predadores do Mito ignaro é melhor jairem se acostumando, com a ideia de irem morar em Miami terra do Strumpicio serem os limpa fossas yankes, ou seguir o facista para a Italia, sua terra ancestral, como dito pelo próprio, para refundarem lá o partido nacional facista com um Duce reencarnado importado do Brasil.

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João Lourenço

18 de setembro de 2018 às 21h37

Meninos podem comemorar ,vc ainda tem muito o que aprender

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