VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Você escreve

Gerson Carneiro: O desembargador, o garçom e o cliente


31/12/2013 - 19h30

Desembargador Dilermando Motta

por Gerson Carneiro, especial para o Viomundo

Racismo ao contrário.

Que nome se dá quando um negro ascende socialmente e passa a ser o agente ativo da humilhação?

De fato, não consegui chegar a um adjetivo.

Sei. O termo não muda. Embora a ideia imediata, e vaga, de racismo seja a de um branco humilhando um negro, ou quando, um negro humilhando um branco. Mas deveria haver um termo específico.

Observem esse caso: um negro, desembargador, evangélico, humilhando um garçom de uma padaria.

Joaquim Barbosa fazendo escola.

Observem a reação de um cliente que testemunhou a humilhação.

Aconteceu no domingo dia 29.12.2013, na padaria Mercatto, na cidade de Natal-RN. O nome do desembargador é Dilermando Motta, vai assumir a presidência do Tribunal Regional Eleitoral. E assim tentou se explicar:

“Eu sou um servo de Deus, tenho 61 anos, sou honrado. Eu vou completar 34 anos de magistratura e Deus tem me abençoado. Eu vivo da graça de Deus e do meu salário. Quando tenho qualquer dificuldade eu recorro ao Mestre, ao Senhor. É aos pés de Deus que eu recorro quando tenho qualquer dificuldade de ordem pessoal, familiar ou profissional. Tenho que ter cuidado para não navegar na maionese, mesmo quando eventualmente estiver errado. Um magistrado sempre tem inimigos anônimos. E o meu refúgio é os pés do Senhor”.

Eu, Gerson Carneiro, tentei entrar em recesso em relação às redes sociais, ficar longe, fazer um balanço. Sinto-me cansado e agressivo, mas, o mundo gira e os fatos acontecem. Tento ficar parado mas sempre alguém no mesmo estado em que estou me acha.

Como me manter calado diante de uma situação dessa? Tenho ciência de que o que digo sobre o mundo a partir de minhas observações em nada mudará o mundo ou alguém. Tampouco não tenho certeza de estar sempre certo. Algumas vezes tenho, em outras apenas acho.

Mas externar minha ira, meus gostos, meus desgostos, minhas preferências, enfim, minha opinião, é minha válvula de escape. Acabou o tempo em que a informação se impunha verticalmente de cima para baixo.

Essa é a maravilha desse novo mundo louco cibernético.

E a cada dia, a cada embate, a cada crítica, aprendo muito. E tem de tudo, desde loucura até comédia. Ou os dois juntos.

Exemplo de loucura cômica: há quem me classifique “petista fanático”, sem se dar conta de que seu antipetismo, no grau em que se manifesta, é um fanatismo. Apenas escolhi um posicionamento político e manifesto com prazer minha opção.

Há quem chega a ser beato/beata de igreja mas deseja de coração a morte de alguém que não conhece sem saber porque o faz.

Como disse o poeta que acabou de ser pichado por um não fanático: livre mesmo é estar morto.

Bem, meu chá de alecrim está terminando e daqui a meia hora vou caminhar por doze quilômetros ao lado de minha esposa.

O dia começa e o ano termina. É o mundo girando sem que eu esteja bêbado.

Tenham um bom ano novo.

****

O @paulo_preto (ele jura que nunca trabalhou na Dersa!, rsrs) me enviou a nota de  Alexandre Azevedo, o cliente que saiu em defesa do garçom. A mensagem é linda. Sugiro que a leiam .

NOTA DE ALEXANDRE AZEVEDO

A respeito do incidente na Padaria Mercatto, envolvendo o Des. Dilermano Mota, ocorrido no último domingo (29/12/2013), venho a público externar a minha versão, objetivando esclarecer os fatos.

Por volta das 10 hs, estávamos, eu e minha esposa, lanchando na Padaria quando presenciamos um senhor, que até então não sabia de quem se tratava, levantar-se bruscamente de sua mesa e ir de encontro ao garçom que acabara de servi-lo. Este senhor, aos gritos, no meio do salão, dizia ao garçom que este não o havia atendido direito, deixando de colocar gelo em seu copo, e gritava pelo gerente, exigindo que o punisse naquele momento, e ele queria presenciar. Não satisfeito com esse escândalo, este senhor puxou o garçom pelo ombro e exigiu que lhe olhasse nos olhos e o tratasse como Excelência, e disse que deveria “quebrar o copo em sua cara”. Tal fato foi testemunhado por dezenas de pessoas que ali se encontravam.

Presenciando aquela agressão injustificada, eu me levantei e intervi, dizendo ao senhor que ele não poderia fazer aquilo; não poderia humilhar alguém que estava ali para servir. Nesse momento, o senhor se voltou contra mim, chamando-me de “cabra safado”, “endiabrado”, “endemoniado”, que “merecia ser preso”, chegando, inclusive, a pegar uma cadeira e dizer que iria “quebrar minha cara”, tendo sido contido por várias pessoas. Eu repudiei a conduta deste senhor veementemente, perguntando quem ele pensava que era e se não tinha vergonha de ofender seus semelhantes daquela forma.

O Desembargador Dilermano Mota, identificando-se como tal, acionou a Polícia Militar, que deslocou imediatamente quatro viaturas para atender o chamado, tendo, o oficial que atendeu a ocorrência, depois de sondar as dezenas de pessoas que se aglomeravam no salão da Padaria, identificado a inexistência de qualquer crime cometido por mim. Em razão dos policiais não terem me prendido, o desembargador, aos gritos, adjetivou-os de “um bando de cagão”.

Devo deixar claro que não conhecia o Desembargador, tampouco o garçom. A minha atitude de revolta e indignação ao presenciar uma profunda injustiça foi a de um cidadão consciente, como todos devem ser. E teria a mesma reação, ainda que não se tratasse de um magistrado. Quem quer respeito, se dá o respeito. Finalizo citando Darcy Ribeiro quando dizia “só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca”.

 Leia também:

“A decisão de Barbosa de não transferir Genoino para SP é ilegal, arbitrária e desumana; contraria o próprio STF”





75 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Adriano Medeiros Costa

08 de janeiro de 2014 às 21h01

Para mim o pior disso tupo tanto no caso do desembargador quanto no caso da jornalista que fez aquele infeliz comentário sobre as médicas cubanas é q TODA a discussão que é gerada fica no âmbito do caráter individual, como se o desembargador e a jornalista agissem como agiram pq eles são amorais e não pq são parte e/ou representantes da ideologia dominante. Para mim essa superficialidade (nas análises mais ingênuas) ou distorção (nas análises mais rebuscadas) é a pior parte. Ficamos assim sempre, tal e qual um cachorro dando voltas e tentando morder o próprio rabo…Enquanto isso, tudo fica como dantes no quartel de abrantes, no qual o poder é passado de forma dinástica e os jornalistas, em grande parte, são os “obedientes sabujos” dos quais fala Mino Carta que alugam seus serviços a qualquer “boletim interno da Casa Grande” como diz Paulo Henrique Amorim.

Responder

souza

06 de janeiro de 2014 às 17h26

no mínimo um desembargador deve agir com serenidade.

Responder

FrancoAtirador

05 de janeiro de 2014 às 07h32

.
.
O Abuso de Autoridade não tem cor, mas mancha a sociedade.

E, como diz o sensível militante social Gerson Carneiro,

lamenta-se bastante tenha sido praticado por uma pessoa

com origem histórico-familiar de vítima do mesmo abuso.


.
.
Detalhe:

Por ironia do destino, a Lei que regula o crime de Abuso de Autoridade

data de 9 de dezembro de 1965 e foi assinada pelo ditador Castelo Branco.

Neste aspecto, o Frias tem razão: a ditadura militar foi muito branda.

(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4898.htm)
.
.

Responder

james

04 de janeiro de 2014 às 20h00

ALEXANDRE AZEVEDO: Personalidade do Ano de 2014. Desde já! Parabéns, Alexandre.

Responder

Mauro Bento

04 de janeiro de 2014 às 19h03

Intolerância Religiosa,chegou e temo que se repita.

Responder

JURIDICO

04 de janeiro de 2014 às 18h07

E A ALEGRIA MALIGNA – QUE SE PROVA EM FACE DO SOFRIMENTO ALHEIO – OBSERVE O OLHAR DE SATISFACAO – PROVEM DO FATO PELO QUAL CADA UM SE SENTE MAL SOB MULTIPLOS ASPECTOS -DOR DE COLUNA – O DANO QUE RECAI SOBRE O OUTREM RECONCILIA A INVEJA -TEM RAZOES MOMENTANEAS PARA SER FELIZ COM AS DESGRACAS DO PROXIMO – O ARBITRIO

Responder

carlos

04 de janeiro de 2014 às 16h29

Nesta historia toda, quem saiu perdendo mesmo de verdadae foi o garçon, que perdeu o emprego, e quem vai arranjar outro emprego sabendo que ele foi pivo desta confusão? é que segundo a folha de sp ele já foi afastado, eu pergunto o desenbargador vai fazer com que o bom-censo preveleça, em nome do que ele invocou o nome de Deus? eu acho que alguem iria pagar e o pobre garçon levou a pior.

Responder

Eme Gomez

03 de janeiro de 2014 às 13h41

Para esse desembargador endiabrado ler 100 vezes e 100 vezes meditar: “O sujeito que pensa que é importante, para mim, é um débil mental. O homem está num planeta pequenininho, no fim da galáxia, longe de tudo. Isso dá uma ideia da precariedade do ser humano, que é um fodido. Nasce, morre, como outro bicho qualquer, por isso mesmo deve ser mais modesto, ver a vida com paciência, sabendo que estamos no mesmo barco” (Oscar Niemeyer)

Responder

Luca K

03 de janeiro de 2014 às 12h54

A atitude do desembargador é típica das ‘otoridades’ do Brasil. Quem conhece os chefões do judiciário não se espanta com isso. Lembram do juiz q assassinou covardemente funcionário de um supermercado no interior do Ceará em 2005? http://www.conjur.com.br/2005-mar-01/juiz_mata_vigia_dentro_supermercado_ceara

De resto, parece existir no texto a tola premissa de que negros deveriam ser moralmente superiores aos demais humanos…

Responder

MARCOS F.L.

03 de janeiro de 2014 às 01h57

Não sou advogado mas pelo que sei só a autoridade policial em flagrante delito pode prender, juiz nem desembargador tem essa prerrogativa sem o devido processo legal.Arrogância e abuso de poder do magistrado.

Responder

    SONIA

    04 de janeiro de 2014 às 08h44

    Prende um um juiz, ou um desembargador pode sim , agora depois ele não será mais ninguém, se não morrer, estes senhores se acham uns príncipes! Par abaixar a bola deles, deveria ter ali no momento outro “graúdo” para da-lhe um murro e desmoraliza-lo, cabra safado, complexado!

Urbano

02 de janeiro de 2014 às 17h32

Daria um nome de filme arretado, como por exemplo: ‘O Embargador, o Embriagador e o Embriagado em Conflito’.

Responder

Leo V

02 de janeiro de 2014 às 16h44

Só achei que o Gerson errou ao colocar questão de raça no meio desse caso.

Quem não conhece um desembargador branco que age como este agiu, que atire a primeira pedra. É um mal do Judiciário, poder que ficou intocado pela revolução burguesa.

Querer colocar raça no meio disso é sim racismo. Querer humilhar o outro por ter ou se achar com poder faz parte da própria lógica do poder.

Destacar que quem o fez foi um negro serve para quê, senão para estigmatizar os negros?

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de janeiro de 2014 às 17h06

    Leo V,

    Minha explicação está na resposta ao comentarista Bruno.

    KANHOTÃO

    02 de janeiro de 2014 às 20h03

    Desculpe companheiro, mas de fato errastes ao colocar o elemento “RACISMO” no contexto da situação. A colocação só serviu para aumentar a polêmica desse câncer. Essa parte tu poderias ter evitado.Lamento.

    Luca K

    03 de janeiro de 2014 às 12h45

    Mas tenho certeza q estigmatizar brancos não eh problema pra vc, certo?

    Leo V

    04 de janeiro de 2014 às 19h18

    Luca K,

    O problema é estigmatizar negros em geral. Traduzindo: o problema é estigmatizar alguém pelo simples fato de ser negro, ou branco , ou vermelho.
    A questão do desembargador não tem nada a ver com cor da pele, como já disse, por isso levantar questão racial nessa história é fomentar racismo. Eu sei que já havia sido claro o suficiente, mas, acho que você nã havia entendido.

Mário SF Alves

02 de janeiro de 2014 às 16h34

Endiabrado?!!
E o que é que o diabo tem a ver com isso? É… é como dizia o Carl Sagan… pelo visto, o mundo continua assombrado por demônios. Tá no link: http://www.youtube.com/watch?v=YJrEiQQN29Q

Carl Sagan – O Mundo Assombrado Pelos Demônios – 01 – A Coisa Mais Preciosa –

Responder

Serralheiro velho

02 de janeiro de 2014 às 15h01

Barbosa refazendo o “prendo e arrebento”. Isto tem consequências

Responder

Bruno

02 de janeiro de 2014 às 14h59

Considerações breves:

1. Não houve racismo. O desembargador não é racista, ele é um escroto totalmente inadequado às funções que realiza. Tratar um atendente desta forma e abusar da autoridade não tem nada a ver com raça (e não teria se o desembargador fosse branco e o garçom negro, muito embora muita gente fosse fazer este tipo de acusação).

2. Se há algum racismo claro aqui é na afirmação “[q]ue nome se dá quando um negro ascende socialmente e passa a ser o agente ativo da humilhação?”. Afinal, só porque ele é negro e se diz evangélico, isto o faz naturalmente um pobre que ascendeu socialmente? Não pode ter nascido rico (e ter sido escroto a vida inteira)?

3. Gerson erra ao estabelecer paralelo ao Ministro Barbosa, que muitas vezes já demonstrou ser intransigente e grosseiro, mas NUNCA desrespeitador das classes sociais mais pobres.

4. Gerson se entrega ao jogar, no meio de um tema que nada tem a ver com a conversa: que importa seu partido? Fosse partidário de qualquer outro partido não poderia ser contra as iniquidades que são vistas por aí todos os dias?

Responder

    Mário SF Alves

    02 de janeiro de 2014 às 16h58

    Bruno,
    Desculpe-me, mas você carrega demais na tinta ao criticar o Gerson. Sim, admito, ele pode ter errado, mas, você há de convir, o exemplo do Joaquim, instrumento [eventual] do mal, é sim, um mau exemplo.
    _____________________________________
    E o pior dos maus exemplos, meu caro: comportar-se sem a devida isenção política. bem como interpretar e aplicar ao bel prazer a Carta Magna.
    __________________________________________________
    No mais, nem é bom lembrar. Nem é bom lembrar os desmandos em relação aos desafetos do PT. Nem é bom lembrar a irresponsabilidade, a covardia e a barbaridade cometida contra o Genoino.

    Gerson Carneiro

    02 de janeiro de 2014 às 17h04

    Bruno,

    1. Não faço ilação do fato a racismo, tanto que começo dizendo “racismo ao contrário”. O que me chama atenção, e me deixa ainda mais indignado, é o fato de alguém pertencer a um grupo de pessoas historicamente perseguido, oprimido, e discriminado, no caso em razão da cor da pele, agir de forma igual ao seu discriminador em relação a um socialmente inferior seu.

    2. Como disse, “a cada dia, a cada embate, a cada crítica, aprendo muito”, e pelo que sei, nenhum negro chegou rico nesta terra que hoje se chama Brasil, pelo menos não tenho esse conhecimento, se hoje está rico é porque houve sim ascensão social, ainda que de seus antepassados (no caso de ter nascido rico). O exemplo é o Joaquim Barbosa. Portanto, não vejo racismo na minha reflexão.

    3. O paralelo que estabeleço entre o desembargador Dilermando Motta e o Ministro Joaquim Barbosa está na forma arrogante, desrespeitosa, e imprudente de se por, aproveitando do cargo que ocupa (curiosamente do mesmo Poder) quando por dever do cargo que ocupa deve tratar as pessoas com urbanidade, independentemente da classe social delas.

    4. Por fim, o texto é uma síntese de amálgama de sentimentos e reflexões sobre o cotidiano vivenciado por mim, e dentre os elementos está meu posicionamento político e todas as críticas derivadas, não poderia ficar à parte.

    Mário SF Alves

    02 de janeiro de 2014 às 20h08

    “…e me deixa ainda mais indignado, é o fato de alguém pertencer a um grupo de pessoas historicamente perseguido, oprimido, e discriminado,..”
    ___________________
    Prezado Gerson,
    O livro Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire, explica bem o comportamento aparentemente paradoxal do oprimido-opressor. É que enquanto permanecer ignorante em relação às causas e mecanismos da opressão, o oprimido não se liberta. Permanece escravo alforriado e pouco pouco além disso. Assim, quando [eventualmente] em cargos de poder tende a reproduzir exatamente a ideologia e métodos do opressor.
    _________________________________
    São raízes históricas. É a abolição-alforria, que deixou a maior parte da população entregue ao próprio destino, ao deus-dará. É a enorme dívida social deste imenso, rico e injusto País.
    _______________________________________________
    Entendo sua indignação. Até porque, nada, a não ser desajustes emocionais gravíssimos, justifica a conduta do tal desembargador. Até porque, desembargador em restaurante é nada mais que mais um cliente, comensal, e só.
    _____________________________________________________________
    Alguém elogiou a conduta dos policiais. Com razão.

    Bonifa

    04 de janeiro de 2014 às 03h03

    Quem lhe falou que Barbosa NUNCA foi desrespeitador das classes sociais mais pobres? A impossibilidade da constatação desta sua afirmação, notória impossibilidade, trai ou vontade de resguardar um trunfo político ou admiração fanática, mesmo.

Carla Lopes

02 de janeiro de 2014 às 13h31

Na verdade essa postagem não tem a intenção de reprovar a atitude do desembargador Dilermando Motta, na verdade esse postagem visa única e exclusivamente atacar o ministro Joaquim Barbosa. Vocês são totalmente previsíveis.

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de janeiro de 2014 às 16h14

    Citei o Joaquim Barbosa em uma única e breve frase em todo o texto, entretanto foi o que prendeu tua atenção. Por que?

    Mário SF Alves

    02 de janeiro de 2014 às 17h00

    Tem razão.

    renato

    03 de janeiro de 2014 às 17h37

    Já faz parte da consciência coletiva.
    exemplo: JB é pessoa negativa..
    Exemplo2 ; Lula é o cara!
    outro Exemplo: 2014 dá 13.
    mais um exemplo: o sapo barbudo leva novamente em 2014.
    Again: DILMA 2014 13 ou 13 em 2014..

denis dias ferreira

02 de janeiro de 2014 às 13h30

No Brasil há três tipos de profissionais que se consideram deuses, ou até mesmo se julgam superiores aos deuses: juízes, médicos e jornalistas.

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de janeiro de 2014 às 17h38

    Há os Jornalistas, e há funcionários que ocupam cargo de jornalista e se acham deuses.

denis dias ferreira

02 de janeiro de 2014 às 13h26

O Brasil, ao contrário do que afirmam os nossos patriotas ufanistas, é um país nada cordial. Basta analisar os dados referentes à violência e a situação econômica-social da maioria dos brasileiros. Graciliano Ramos, no seu romance “Vidas Secas”, trata desse tema, a violência, nos capítulos A Cadeia e O Soldado Amarelo. Trata-se da violência praticada por agentes do Estado contra indivíduos das classes “inferiores”. No seu conto “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, Guimarães Rosa aborda um outro tipo de violência, aquela praticada por um poderoso proprietário de terra contra os subalternos e mesmo contra outros proprietários de terra considerados inimigos. Esses dois tipos de violência sobreviveram ao giro da roda da nossa história e ainda penalizam aquela parcela mais humilde de nossa população que não pode delas se defender. Essa é uma evidência de que o Brasil não mudou tanto quanto afirmam os fanáticos petistas.

Responder

    carlos

    02 de janeiro de 2014 às 18h18

    O Denis dias ferreira ouviu o galo cantar mas n~sabe aonde, misturou alhos com bugalhos, o que tem haver essas obras de Graciliano Ramos, nó viviamos uma historia totalmente diferente, hoje nó vivemos uma democracia, é como se ele estivesse com uma viseira que não enxergasse nada, eu vou lhe dá um conselho ao invés de interpretar essa obra leia o MITO DA CAVERNA de Platão que voce vai concluir se houve ou não uma evolução.

    denis dias ferreira

    02 de janeiro de 2014 às 20h03

    Sr. Carlos, o seu comentário não merece resposta.

Maria Izabel L Silva

02 de janeiro de 2014 às 12h52

Por que todo fdp, quando se vê sem argumento, apela para Deus?? É o cumulo do oportunismo e cara de pau, invocar Deus depois de ter cometido os maiores abusos. Quem chama 4 viaturas para prender um cidadão que não cometeu crime algum, (só por causa de um bate boca qualquer), é um abusador, acostumado a ameaçar e intimidar as pessoas. E depois vem dizer que se coloca “aos pés do Senhor” . Logo se vê o grau de demência desse sujeito, pelos termos que usou contra o empresario. Esse desembargador fere a dignidade do Judiciário, mesmo quando tenta se explicar.

Responder

    Elias

    02 de janeiro de 2014 às 13h17

    Estou totalmente de acordo contigo, Maria Izabel.

    Luís Antônio Mariano

    02 de janeiro de 2014 às 15h11

    É por isso que mesmo não sendo ateu eu abomino as religiões.

Elias

02 de janeiro de 2014 às 12h38

Gerson Carneiro sempre atento. Li essa notícia por cima, sem detalhe e agora, com o texto e o vídeo me vi meio confuso, pensei que o moço a falar alto fosse o garçom ofendido, mas aí descobri ser um cliente indignado com o desembargador. Nota dez para Gerson Carneiro e também para Alexandre Azevedo, o cliente: “eu não vou me resignar nunca”.

PS: “Você sabe com quem está falando?” Resposta: Não será um ser humano, por acaso?

Responder

    Flavio Hernandez

    02 de janeiro de 2014 às 14h00

    Eu responderia, sem pensar duas vezes: Pelo que estou vendo, com um idiota.

    Elias

    02 de janeiro de 2014 às 16h19

    Sim, está certo, Flavio. Mas é que às vezes é melhor evitar, vai que seja além de idiota, um cão raivoso.

Narr

02 de janeiro de 2014 às 12h16

Ameaça é crime que pode ser punido com prisão. Código Penal art. 147. Cabe às vítimas contratarem advogado e entrarem de sola contra este cidadão.

Responder

Luís CPPrudente

02 de janeiro de 2014 às 11h51

O cagão safado do Des. Dilermano Mota é uma das “otoridades” e por isto todos nós devemos respeitar e se submeter às vontades desse cagão safado que é tão “otoridade” quanto o sambista Joaquim Barbosa, outra “otoridade”.

De “otoridade” em “otoridade” o Brasil vai bem.

Responder

denis dias ferreira

02 de janeiro de 2014 às 11h46

O Joaquim Barbosa e esse desembargador se parecem muito com o negro Prudêncio, personagem do romance “Memórias Póstumas de Brás Cuba” de Machado de Assis. Leiam os capítulos O Menino é o pai do homem e Vergalho, desse romance, para entenderem melhor porque esses dois juízes adotam esse comportamento tão agressivo e arbitrário.

Responder

Jadir Miranda

02 de janeiro de 2014 às 11h16

Atitudes de pura arrogância que infelizmente se repete, a prepotência instalada como se fosse atitude normal, pessoas que deveriam primar pela conduta ilibada agem humilhando os seus semelhantes, desrespeitam e agridem, usam as suas posições para ferir e destroçar. Esse desembargador deu uma demonstração da sua completa falta de respeito, agrediu e ofendeu usando da sua posição, do seu cargo, se esquecendo que ele não é desembargador, ele está desembargador. No mínimo temos que nos indignar.

Responder

carlos

02 de janeiro de 2014 às 07h30

, olha só a que ponto chegou a democracia, no passado recente, um Juiz em Sobral chegou ao supermercado qoando o gerente já havia concluido o espediente normal, e ele então ordenou ao vigia que lhe deixasse entrar no estabelecimento, como o vigia cumprindo ordens expressa da administarção não permitiu a sua entrada fora do espediente comercial ele não só humilhou, mas desferiu um tiro no peito do vigia o qual veio a óbito, o outro espanca a ex-mulher ainda acha pouco e priva ele de ver o proprio filho, o outro em nome do seu statos social humilhou um garçon em uma padaria em natal em nome do evangelismo, vejam só a que ponto chegou a nossa democracia, será que a constituição mudou e que o poder judiciario pode tudo e não deve nada ao Estado democratico de direito e a lei mater da socidade que os criou? será que o poder judiario deixou de ser harmonico em relação aos outros poderes e estar acima dos outros inclisive de Deus? ou seja: o proprio DEUS.

Responder

ALVES

02 de janeiro de 2014 às 02h38

juiz tem que ser eleito pelo povo é um questão de logica maior na democracia !

Responder

    Lafaiete de Souza Spínola

    03 de janeiro de 2014 às 10h34

    Alves,

    Esse é um assunto importante! O supremo, também necessita ser eleito!

    Como pode um juiz, por exemplo, dar uma sentença, quando bem lhe apraz?

    Precisamos de partidos diferentes, com mandato único, em todos os níveis!

    Só assim, mudaremos este nosso Brasil!

    Sugiro a leitura no Blog ou no Facebook: 1.QUE PARTIDO PRECISAMOS? 2.UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL.

tulio padilha

01 de janeiro de 2014 às 23h33

Esse ALEXANDRE AZEVEDO me deixou admirado. Além de ter uma conduta honrada, ainda lê Darcy Ribeiro. São poucos os brasileiros que lêem Darcy Ribeiro.

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

01 de janeiro de 2014 às 23h25

Para mudar esse nosso Brasil, precisamos:

A) De um partido muito diferente dos atuais, como proponho no blog e publicado, também, no Facebook.

B) Investir alto na educação federalizada, como proponho no blog e publicado no Facebook.

Para acabar com ocorrências como essa, resquícios do coronelismo, precisamos de um projeto político e educacional.

Ou singramos por um novo caminho, ou continuaremos,apenas, por décadas, a discutir nossas mazelas!

Responder

    Vinicius Garcia

    02 de janeiro de 2014 às 10h24

    Criar OUTRO partido político? Temos no Brasil em média 60 deles. Será que NENHUM serve? O problema não no meu ponto de vista não se resolve com este tipo de ação.
    A Educação é sim um problema sério, posto que vivemos a beira da barbárie.
    Nada adianta leis, se não há boa aplicação da mesma, o nosso problema é estrutural. Precisamos de uma justiça verdadeira, não elitizada e manipulável como a que temos agora.

    Lafaiete de Souza Spínola

    04 de janeiro de 2014 às 23h07

    Vinicius,

    Não estou sugerindo, apenas, a criação de mais um partido!

    Você leu o tópico publicado no BLOG e no FACEBOOK?

edson tadeu

01 de janeiro de 2014 às 21h47

“Você” ou “Doutor” ? Ou seria Vossa Excelência ?

LEMBRA-SE DO JUIZ QUE ENTROU NA JUSTIÇA CONTRA O CONDOMÍNIO EM QUE MORA, POR CAUSA DO TRATAMENTO DE “‘VOCÊ” DADO PELO PORTEIRO?
POIS É, SAIU A SENTENÇA. LEIAM ABAIXO.

OBSERVEM A BELA REDAÇÃO, SUCINTA, BEM ARGUMENTADA, ATÉ SOLIDÁRIA DO JUIZ ALEXANDRE EDUARDO SCISINIO PARA COM O JUIZ QUE SE QUEIXA, MAS….

UMA VERDADEIRA AULA DE DIREITO E DE PORTUGUÊS!

——————————————————————————–

Processo distribuido em 17/02/2005, na 9ª vara cível de Niterói – RJ

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – COMARCA DE NITERÓI – NONA VARA CÍVEL

Processo n° 2005.002.003424- 4

S E N T E N Ç A

Cuidam-se os autos de ação de obrigação de fazer manejada por ANTONIO MARREIROS DA SILVA MELO NETO contra o CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO LUÍZA VILLAGE e JEANETTE GRANATO, alegando o autor fatos precedentes ocorridos no interior do prédio que o levaram a pedir que fosse tratado formalmente de “senhor”.
Disse o requerente que sofreu danos, e que esperava a procedência do pedido inicial para dar a ele autor e suas visitas o tratamento de ‘ Doutor, senhor” “Doutora, senhora”, sob pena de multa diária a ser fixada judicialmente, bem como requereu a condenação dos réus em dano moral não inferior a 100 salários mínimos. (…)

DECIDO: “O problema do fundamento de um direito apresenta-se diferentemente conforme se trate de buscar o fundamento de um direito que se tem ou de um direito que se gostaria de ter.” (Noberto Bobbio, in “A Era dos Direitos”, Editora Campus, pg. 15).

Trata-se o autor de Juiz digno, merecendo todo o respeito deste sentenciante e de todas as demais pessoas da sociedade, não se justificando tamanha publicidade que tomou este processo.
Agiu o requerente como jurisdicionado, na crença de seu direito. Plausível sua conduta, na medida em que atribuiu ao Estado a solução do conflito.

Não deseja o ilustre Juiz tola bajulice, nem esta ação pode ter conotação de incompreensível futilidade. O cerne do inconformismo é de cunho eminentemente subjetivo, e ninguém, a não ser o próprio autor, sente tal dor, e este sentenciante bem compreende o que tanto incomoda o probo Requerente.

Está claro que não quer, nem nunca quis o autor, impor medo de autoridade, ou que lhe dediquem cumprimento laudatório, posto que é homem de notada grandeza e virtude. Entretanto, entendo que não lhe assiste razão jurídica na pretensão deduzida.

“Doutor” não é forma de tratamento, e sim título acadêmico utilizado apenas quando se apresenta tese a uma banca e esta a julga merecedora de um doutoramento. Emprega-se apenas às pessoas que tenham tal grau, e mesmo assim no meio universitário. Constitui-se mera tradição referir-se a outras pessoas de ‘doutor’, sem o ser, e fora do meio acadêmico.

Daí a expressão doutor honoris causa – para a honra -, que se trata de título conferido por uma universidade à guisa e homenagem a determinada pessoa, sem submetê-la a exame.

Por outro lado, vale lembrar que “professor” e “mestre” são títulos exclusivos dos que se dedicam ao magistério, após concluído o curso de mestrado. Embora a expressão “senhor” confira a desejada formalidade às comunicações – não é pronome -, e possa até o autor aspirar distanciamento em relação a qualquer pessoa, afastando intimidades, não existe regra legal que imponha obrigação ao empregado do condomínio a ele assim se referir.

O empregado que se refere ao autor por “você”, pode estar sendo cortês, posto que “você” não é pronome depreciativo. Isso é formalidade, decorrente do estilo de fala, sem quebra de hierarquia ou incidência de insubordinação. Fala-se segundo sua classe social. O brasileiro tem tendência na variedade coloquial relaxada, em especial a classe “semi-culta” , que sequer se importa com isso.

Na verdade “você” é variante – contração da alocução – do tratamento respeitoso “Vossa Mercê”. A professora de linguística Eliana Pitombo Teixeira ensina que os textos literários que apresentam altas freqüências do pronome “você”, devem ser classificados como formais. Em qualquer lugar desse país, é usual as pessoas serem chamadas de “seu” ou “dona”, e isso é tratamento formal.

Em recente pesquisa universitária, constatou-se que o simples uso do nome da pessoa substitui o senhor/a senhora e você quando usados como prenome, isso porque soa como pejorativo tratamento diferente. Na edição promovida por Jorge Amado “Crônica de Viver Baiano Seiscentista”, nos poemas de Gregório de Matos, destacou o escritor que Miércio Táti anotara que “você” é tratamento cerimonioso. (Rio de Janeiro, São Paulo, Record, 1999).

Urge ressaltar que tratamento cerimonioso é reservado a círculos fechados da diplomacia, clero, governo, judiciário e meio acadêmico, como já se disse. A própria Presidência da República fez publicar Manual de Redação instituindo o protocolo interno entre os demais Poderes. Mas na relação social não há ritual litúrgico a ser obedecido. Por isso que se diz que a alternância de “você” e “senhor” traduz-se numa questão sociolingüística, de difícil equação num país como o Brasil de várias influências regionais.

Ao Judiciário não compete decidir sobre a relação de educação, etiqueta, cortesia ou coisas do gênero, a ser estabelecida entre o empregado do condomínio e o condômino, posto que isso é tema interna corpore daquela própria comunidade.

Isto posto, por estar convicto de que inexiste direito a ser agasalhado, mesmo que lamentando o incômodo pessoal experimentado pelo ilustre autor, julgo improcedente o pedido inicial, condenando o postulante no pagamento de custas e honorários de 10% sobre o valor da causa. P.R.I. Niterói, 2 de maio de 2005.

ALEXANDRE EDUARDO SCISINIO
/Juiz de Direito/

NÃO É QUE, NESTE PAÍS AINDA EXISTEM JURISTAS HONRADOS E CULTOS!

Nem tudo está perdido…

Responder

    Mário SF Alves

    05 de janeiro de 2014 às 02h26

    Tem razão, prezado Edson. Ótima contribuição.

renato

01 de janeiro de 2014 às 21h09

Prepare-se para as represália.
Você não terá descanso…….
Mas Jesus esta do seu lado…
Mas cuidado Jesus foi crucifixado
por quem praticava a “JUSTIÇA”.
Por que ele era a VERDADE……
Este é um bom fardo para carregar
e fazer de sua vida aquilo que seu
destino reservou..

Responder

Bonifa

01 de janeiro de 2014 às 20h53

A Ditadura deu poder ilimitado a qualquer militar. O comportamento ditatorial do Supremo Tribunal Federal está conferindo o mesmo poder a qualquer membro do judiciário. São fenômenos correlatos.

Responder

MarcosLima

01 de janeiro de 2014 às 19h23

Desembargador Dilermando Motta, disse
“E o meu refúgio é os pés do Senhor”.
Porque o SENHOR NUNCA O DARIA A MÃO

Responder

Murdok

01 de janeiro de 2014 às 17h56

Baixou o cabloco barbosa.

Responder

Rubens Correia

01 de janeiro de 2014 às 17h40

Gerson, “na mosca”.

Mas, fora do post…

Se possível, você, A Conceição ou o Azenha, ou todos, deem uma olhada no que o Gabriel Priolli escreveu no OI.

Abraços

Responder

    José X.

    01 de janeiro de 2014 às 22h52

    Que aliás, foi em resposta a um artigo inacreditável do cara de pau Eugênio Bucci.

Quem manda?

01 de janeiro de 2014 às 16h35

Quem dá todo esse poder aos políticos e aos juízes, senão a própria sociedade?
Desde que eu comecei a votar, há mais de 20 anos, só houve um plebiscito, do sistema de governo, e um referendo, do desarmamento.
No mais, todo o “lixo” vem de cima para baixo, de acordo com os “lobbies”, com ou sem malas de dinheiro…

Responder

Tiao Macalé

01 de janeiro de 2014 às 16h31

1- Eu gerencio pessoas há muito tempo e já recrutei muita gente. Porém, nunca recrutei um candidato que tivesse atribuído, a si próprio, a qualidade de “honesto” ou “honrado”. Honestidade e honradez não são qualidades, são pré-requisitos !!! A pessoa de bem não precisa dizer que é honrada… presume-se que ela, assim o é. E finalmente, não é a própria pessoa que vai dizer se ela é ou não é honrada. Honradez é um conceito social/moral, logo, as outras pessoas é que têm que observar e dizer, através das atitudes do indivíduo, se ele é ou não é honrado.

2- Religião não define caráter.

Responder

Jotage

01 de janeiro de 2014 às 15h42

“Que nome se dá quando um negro ascende socialmente e passa a ser o agente ativo da humilhação?”.
O próprio desembargador deu a resposta : “cabra safado”.

Responder

lukas

01 de janeiro de 2014 às 15h06

Se os negros tivessem a posição sócio economica dos brancos, seriam tão racistas quanto os brancos. Não é uma questão de cor da pele, mas d poder.

Responder

    edir

    02 de janeiro de 2014 às 11h53

    Basta ver os ditadores que tem na Àfrica. Eles näo tem piedade nem do seu próprio povo.

RicardãoCarioca

01 de janeiro de 2014 às 13h57

Têm muitos juízes por aí que se acham deuses entre os homens.

Responder

    Edi Passos

    01 de janeiro de 2014 às 23h21

    Na verdade, cerca de 30% dos Juízes acham que são deuses, os outros cerca de 70% têm certeza!
    E olha que sei do que estou falando, pois em quase 30 anos de carreira jurídica já trabalhei diretamente com mais de uma centena deles.

Carlos Ribeiro

01 de janeiro de 2014 às 12h48

Eu já nem sei mais como reagir diante de tanta sacanagem. E o joaquim barbosa(deveria ser maiúsculo? Nem sei mais) sambando com a Taís Araujo, alguém viu? Parece que sua Hemorroida não coça mais.

Responder

Alemao

01 de janeiro de 2014 às 11h46

Quanta baboseira! Cadê o racismo? A atitude desprezível do desembargador não tem nada a ver com racismo. Isso só é um retrato da cultura vira-lata complexado do brasileiro. Aqueles que têm um pouco mais se acham reis e que têm mais direitos que os outros, assim como boa parte das ditas minorias organizadas no país.

Responder

    Gerson Carneiro

    01 de janeiro de 2014 às 16h16

    Oi, já aprendeu a interpretar piada? Corre que ainda há vaga no Bolsa Escola. Feliz ano novo pra você.

    Alemao

    02 de janeiro de 2014 às 05h48

    Vc não entendeu a provocação, releia até o fim :D

    Feliz ano novo

    Carlos Ribeiro

    01 de janeiro de 2014 às 16h46

    Jura que nem a parte da Barboseira você entendeu?

Tiao

01 de janeiro de 2014 às 11h10

Se o fato de se indignar perante à injustiça é estar endemoniado,então eu
sou o demonio em figura de gente.

Responder

Julio Silveira

01 de janeiro de 2014 às 11h06

Saiba Gerson, sinto um nó na garganta ao verificar esse a existência desse tipo de ação. Seu texto critico, sem uma critica velada, mas que induz ao pensamento critico também é muito profundo para aqueles que ainda conseguem sentir. Compartilho tua decepção com o enfraquecimento do sentimento humano e também tua percepção sobre as hipocrisias e as formas veladas em que aparecem. Mas sabe, devemos acreditar que sempre há esperanças, e digo isso com a confiança que me passa o CIDADÃO (MAIUSCULO) ALEXANDRE AZEVEDO, esse herói, que descortina um pouco da oculta boçalidade humana e mostra o quanto a sociedade brasileira precisa ser critica sobre os fatores que vão construindo nossa cultura de fraca cidadania e o quanto ainda temos que evoluir. Arrogância, prepotência, tirania e por ultimo vilania, são coisas que estão no cerne de nossa cultura e o estado fonte de poder continua e continuará sendo objeto de interesse de preparados educacionalmente, mas despreparados para a humanidade.

Responder

Walter

01 de janeiro de 2014 às 10h28

Pois é , né?
Servo do Senhor, por consequência, melhor que as outras pessoas.E ainda por cima desembargador?
Eu lembro do tempo de um partido que era melhor que os outros pelos seus ideais puros e suas mãos limpas.
Agora que isso não existe mais, aguardem que vem aí, se não nesta, na próxima, o governo dos puros , abençoados e servos do senhor, o que por consequência, conclui-se, não são corruptos.
E estaremos todos lascados…

Responder

    Marcos

    02 de janeiro de 2014 às 05h08

    Se você está falando do PT, este partido demonstrou cabalmente que é com bastante folga o melhor partido do Brasil.
    No que diz respeito à corrupção, o PT é de longe o partido com o menor número de corruptos entre os principais partidos.
    O interessante e risível é que o grande caso de corrupção no qual o PT estaria envolvido, o chamado ‘mensalão’, na verdade foi uma grotesca farsa judicial, e muitos já o chamam corretamente de ‘mentirão’.

Aroeira

01 de janeiro de 2014 às 10h15

O espírito do Barbosa tem se apoderado de muita gente ruim por aí afora. É assim que se comporta os agentes da “justiça” quando o supremo do supremo resolve passar um rolo compressor por cima do óbvio ululante (a infâmia que foi o julgamento do “mensalão”), com objetivos políticos. Estamos voltando à época do “você sabe com quem está falando?”

Azenha, você sabe com quem está falando? Eu tenho um amigo que é primo segundo do Barbosa e eu sou primo terceiro do General Mourão Filho. Não sabe quem são essas pessoas?

VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO? Eu sou amigo do Barbosa. Diga sempre isto mesmo que o Barbosa a quem você se refere não seja o presidente da suprema corte. Quem irá perguntar?

Responder

Deixe uma resposta para Maria Izabel L Silva

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding