VIOMUNDO

Diário da Resistência


Você escreve

Fátima Oliveira: A vitória de Pirro da Rede Cegonha


02/08/2011 - 11h27

por Fátima Oliveira, em OTEMPO

Afinal, o que quer o governo com a saúde da mulher? Seis meses já se foram e ainda não atinei para onde o governo quer ir. Nessa toada, nos restará chorar o leite derramado e as pitangas também? E, no frigir dos ovos, as perdas políticas, que ferem as lógicas republicana e democrática, serão incomensuráveis?

Na saúde da mulher, há um patrimônio considerável, construído pelo feminismo e profissionais da área, que não é razoável que vá para a lata de lixo. Logo, é inaceitável o tratamento a pão sem água dispensado pelo Ministério da Saúde a quem luta pela saúde integral da mulher.

É imaturidade um governo achar que só sua cachola pensa. Mas não é estranho, pois um desvio em governos do PT é que acham que sabem tudo do que o povo precisa e isso só lhes basta! Pura arrogância.

Como pode o MS não buscar uma rota real de diálogo? É hora de ouvidos afinados e olho no olho, com humildade republicana, sem empáfias. Se pessoas e instituições “amigas do governo” não são consideradas naquilo em que mais podem contribuir, estão querendo sinalizar o quê?

Um governo que não vê que os movimentos sociais estão insatisfeitos e não busca ouvir de corpo presente do que se trata adota postura suicida. Retomar os espaços de concertação do MS e não fazer ouvidos de mercador é prudentíssimo! Todavia, o MS optou por construir vitórias de Pirro. E, pior, não se habilita a extrair lições delas!

Relembro. Registra a história que Pirro (318-272 a. C.), rei de Épiro e da Macedônia, contava com um exército de 3.000 cavaleiros, 2.000 arqueiros, 500 fundeiros, 20 mil tropas de infantaria e 19 elefantes.

Pirro entrou para a história quando, na batalha de Ásculo, na qual os romanos perderam 6.000 guerreiros e ele, 3.500, ousou dizer aos seus generais: “Mais uma vitória como esta e estou perdido”. Constatou que vencera, mas a um custo exorbitante, e que aquela vitória prenunciava a derrota. Desde então, vitória de Pirro significa conquista com esforço demasiadamente penoso e enfraquecedora de quem vence.

A Portaria nº 1.459, de 24.6.2011, institui no SUS a Rede Cegonha como “uma rede de cuidados que visa assegurar à mulher o direito ao planejamento reprodutivo e a atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, bem como à criança o direito ao nascimento seguro e ao crescimento saudável”.

Em que pese ter expurgado o conceito de saúde materno-infantil, curvando-se às evidências de que mulher e criança são entes autônomos, registra-se uma vitória de Pirro, por conta da maquiagem borrada: o silêncio sobre 1/4 das mortes maternas, as por abortamento inseguro; e a dificuldade do MS de encarar que ainda falta muito para retomar a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM). Ou o silêncio é homenagem à Santa Sé?

O feminismo obteve uma vitória ideológica (não de Pirro!) em situação adversa, pois há um recuo conceitual e político expresso na portaria, ao definir a Rede Cegonha como rede de cuidados – nem mais, nem menos -, sem messianismos e mágicas; e admite que não inventou a pólvora, ao recuperar nos considerandos ações e políticas anteriores, explicitando que não havia um vazio no tocante à mortalidade materna.

Espero que tenham descoberto que prefeitos e governadores não executam as políticas não porque não existem, mas por falta de vergonha na cara mesmo – fato que só uma Lei de Responsabilidade Sanitária os cerceará e tornará Dilma inesquecível para o povo.

Eis o maior papel que cabe ao ministro Padilha protagonizar.

Clique aqui para ler a entrevista com Telia Negrão sobre a portaria da Rede Cegonha: Compromissos assumidos pelo Ministério da Saúde com a Rede Feminista de Saúde não são cumpridos.





23 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Fátima Oliveira: A intolerância religiosa é um atentado aos direitos humanos | Viomundo - O que você não vê na mídia

09 de agosto de 2011 às 10h45

[…] Fátima Oliveira e vitória de Pirro da Rede Cegonha   […]

Responder

Tetê

04 de agosto de 2011 às 17h05

Sem dúvida Floripes!

Responder

Floripes Falcão

04 de agosto de 2011 às 13h18

Fátima se houvesse Lei de Responsabilidade Sanitária nem o ministro padilha e nem a nossa presidenta Dilma Rousseff estariam aí fazendo gracinhas para a CNBB

Responder

Paulo Moreira

04 de agosto de 2011 às 07h11

Estão mais tontas do que baratas no galinheiro essa feministas. Tudo porque querem emplacar o aborto. Dilma não vai cair nessa pressão nunca. Podem esperar sentadas. Os acordos com a CNBB são pra valer. E ela vai cumpri-los. Vai porque não é maluca e sabe o poder de fogo da igreja paróquia por paróquia.

Responder

Tetê

03 de agosto de 2011 às 22h30

Aliás, eu posso dizer que vergonha, que decepção, por aí e muito mais.

Responder

Tetê

03 de agosto de 2011 às 22h28

O bicho tá pegando…
Mas que cansaço e tristeza com padilha. Fui ENGANADA…

Responder

Vinícius

03 de agosto de 2011 às 12h57

Quanto à surdez seletiva com os movimentos sociais, me assusta.

Já quanto ao aborto, Fátima, é muito feio perder o jogo e levar a bola pra casa. Quer aprovar o aborto pelo SUS? Convença as pessoas. Elas é que mandam. Elas que deviam mandar, pelo menos. Se a "razão" conta mais que a opinião do povo não vivemos numa democracia, certo? Então páre de tentar ganhar o jogo no tapetão. Você pode até conseguir, mas não seria justo. E inclusive é por isso que o governo está fugindo de vocês, não é só medo da Igreja não, é medo do iludido e desnutrido chefe deles, o Povo, que vai se distanciar se forçarem a barra com o aborto, como se distanciou por causa do kit gay.

Dica, que já dei antes: quando vc começa uma conversa chamando os outros de aiatolá, a tendência é não escutarem o que você está dizendo. A não ser que vc goste de pregar só pros convertidos. Se for assim, boa sorte com o plebicito.

Responder

    Jota B

    03 de agosto de 2011 às 17h17

    Surdez seletiva o assusta? Pois não deveria assustar. Se conhece como funcionam certos governosd e esquerda em nosso país saberia que é assim mesmo. O comportamento é de dono. E olhe que soud e esquerda meu caro!
    Cabe ao ministro padilha executar uma política de Estado que existe desde 2003, que é a Política Nacional de Assistência Integral à Saúde da Mulher. nada mais que isso. A presidenta Dilma e o seu ministro da saúde não estão gerenciando a casa deles, onde podem fazer o que bem lher der na cabeça – mesmo assim palmada em criança, não! – Ou seja o Brasil não é proproiedade deles, há normas, regras, diretrizzes e leis a serem cumpridas e eles não podem deixar de cumprir a obrigação para agradar a Igreja Católica e evnagélicos fundamentalistas.
    Ou você pensa ao contrário caro Vinicius?
    Por fim, sua pretensão emd ar liçãod e moral ás feministas e trabalhadores da área é descabida. Completamente. Se que ajudar, ajude, mas o caminho não é o que você escreveu

    Vinícius

    05 de agosto de 2011 às 16h28

    Jota, "surdez seletiva" foi triste mesmo, preguiça da minha parte. Também sou de esquerda, aliás minha família é toda petista, mas o que ocorre é que o PT é mestre em enrolar. Assim, não afasta os movimentos sociais nem faz o que eles pedem.

    Você acha errado agradar os "fundamentalistas" em prejuízo de compromissos, mas não acha errado agradar o movimento pró-aborto em prejuízo dos 70% que são contra e da noção de que o poder emana do POVO, por via representativa ou DIRETA. O Executivo é eleito pra ser representante, Jota, não professor da humanidade. Me parece que, se vc fosse contra o aborto e 70% do povo fosse a favor, você também ia querer que resolvessem nos bastidores.

    Aposto que quando a direita age assim você se sente roubado. Pois não julgue os outros por um erro que você mesmo comete.

    Dou lição de moral, sim, na 'carada', como você deu em mim. Obrigado, e de nada. É assim que crescemos.

    Vinícius

    05 de agosto de 2011 às 18h25

    Ah, sobre "pensar o contrário", meu caro Jota, você tá me interrogando? Você tá checando se eu não sou um 'sleeper', um espião 'pró-vida', um xiita infiltrado?

    Não preciso me infiltrar porque crer no que creio não tem nada de ilícito. Assim como não tem nada de ilícito sua luta pelas mulheres.

    Se quer saber o que eu penso, eu penso que a situação do aborto no Brasil é muito hipócrita. Não tem porque punir as mulheres com morte e mutilação por um crime que envolve toda a sociedade que não educa sexualmente, não repudia pais fujões, trata grávidas e mães jovens como esterco e discrimina a adoção. Por isso, toda a vida fui a favor de legalizar o aborto. Daí, uma camisinha estourou, a pílula do dia seguinte era fajuta, e ta aí o meu piá, torcendo pro Paraná Clube e imitando dinossauro. Depois disso, revi meus conceitos. A gravidez foi muito difícil. Se uma mulher decidisse abortar após passar pelo que a gente passou, eu entenderia.

    Vinícius

    05 de agosto de 2011 às 18h31

    (cont.)Mas eu entendo Jota, que legalizar o aborto nos moldes de hoje podia fazer a gente perder a cultura de ver o aborto como, no mínimo, uma tragédia. E algumas grávidas podiam tomar sua decisão de modo leviano. Leviano, sim, não leviano como a compreensão que um homem tem da gravidez, mas leviano na medida em que é fraco o elo emocional entre uma mãe e feto quando a tormenta psíquica é tanta que a mulher não teve tempo de sentar e simplesmente sentir.

    Minha esposa defendeu sua gravidez desde o princípio, mas só sentiu amor mesmo pelo Pedro a partir do momento em que a gente foi morar junto e ela pode ficar paradinha, só ela e ele, longe de grosseria, preconceito e incerteza.

    Mas por isso eu sou um fundamentalista, aiatolá, acho que o corpo da mulher é patrimônio eclesial… beleza. Eu respeito você, tenho esperança que um dia você vai me respeitar também.

Jota B

03 de agosto de 2011 às 10h01

Vou tentar repetir um comentário que fiz há cerca de uma hora, mas parece que não consegui enivá-lo.Sou ginecologista quase nas portas da aposentadoria. Ajudei a implantar o que foi possível do PAISM em minha cidade e depois o PNAISM, nos tempos áureos de Humberto Costa no Ministério da Saúde e da brilhante Dra. Maria José Araújo na coordenação da Área Técnica da Saúde da Mulher.
A minha experiência me diz que o movimento feminista tem de lutar é para que o ministro Alexandre Padilha, assuma, como é o seu dever, o PNAISM como a política oficial, que é, para a saúde da mulher no Brasil, pois é o PNAISM quem contém a dimensão da integralidade que tanto defendemose lutamos. Claro que programas e ações como Rede Cegonha e atenção aos cânceres femeninos também, que são as duas únicas coisas que de fato o Ministériod a Saúde está fazendo no momento, devem ser apresentados como parte do PNAISM.

Responder

Jota B

03 de agosto de 2011 às 09h24

Sou ginecologista quase nas portas da aposentadoria. Ajudei a implantar o que foi possível do PAISM em minha cidade; depois o PNAISM, política conquistada nos tempos áureos do ministro Humbertto Costa e da Dra. Maria José Araújo na Área Técnica de Saúde da Mulher, o tempo mais proveitoso que a saúde da mulher já teve em nosso país.
Dra. Fátima Oliveira gostei do seu artigo. Priemiramente porque é uma análise sincera e politicamente justa. mas quero falar de minha profunda decepção com o que está acontecendo no ministério da Saúde, que é o
descaso, o descompromisso com o PNAISM e nisso eu creio que o movimento de mulheres não deve deixar barato. Deve sim exigir do ministro Padilha que assuma o PNAISM como a política oficial qeu é para a saúde da mulher no Barsil. E os demais complementos a exemplo da Rede Cegonha, políticas setores oncológicas e demais áreas sejam apresentados e tratados como uma parte do PNAISM. É assim que deve ser. Do contrário é perda política fragorosa.

Responder

Márcia Lopes

03 de agosto de 2011 às 08h58

Cara Fátima Oliveira, Pirra Sá está com toda a razão. E o Rubens Godoy também. A Aline Matos foi no ponto X da coisa, quando disse que "a atitude do ministro Padilha para com o movimento feminista não tem sido republicana! Não mesmo". Pra que falar se o silêncio dele já disse tudo. E lembrem-se que o ministro obedece ordens da presidenta. De modo que, pra bom entendedor meia palavra basta, mas o silêncio diz tudo. É não esperar que o Ministério da Saúde fale em Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, pois é proibido porque se falar tem de dizer oq ue fazer com o abortamento inseguro, além de dizer que não vai mandar prender a mulher. A Rede Feminista de Saúde e todo mundo que atua na área que procure outras formas de fazer política no picadinho. É o que resta a elas

Responder

Márcia Lopes

03 de agosto de 2011 às 08h01

Cara Fátima Oliveira, Pirra Sá está com toda a razão. E o Rubens Godoy também. A Aline Matos foi no ponto X da coisa, quando disse que "a atitude do ministro Padilha para com o movimento feminista não tem sido republicana! Não mesmo". Pra que falar se o silêncio dele já disse tudo. E lembrem-se que o ministro obedece ordens da presidenta. De modo que, pra bom entendedor meia palavra basta, mas o silêncio diz tudo. É não esperar que o Ministério da Saúde fale em Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, pois é proibido porque se falar tem de dizer oq ue fazer com o abortamento inseguro, além de dizer que não vai mandar prender a mulher. A Rede Feminista de Saúde e todo mundo que atua na área que procure outras formas de fazer política no picadinho. É o que resta a elas

Responder

HHelena

02 de agosto de 2011 às 22h42

O Ministério da Saúde não aceitará o Bom Conselho da Laurinha. Os compromissos são outros. Sabe que o movimento feminista não irá, pois não tem como ir para a oposição que, para usar uma expressão da Fátima Oliveira, no frigir dos ovos, é bem pior que o governo. O Ministério cedeu no que era possível, na teoria, no conceitod e saúde materno-infantil. O resto é compromisso com o Vaticano. Está claro.

Responder

Laurinha

02 de agosto de 2011 às 14h54

Cara Pirra Sá,

Não entendi que Fátima usou "amigas do governo" com sentido pejorativo. Penso que ela quis dizer que quem acredita no governo e nele votou não recebe nem a consideração nem ser ouvido quando pensa diferente de quem está tocando a máquina. E estar tocando a máquina deveria ser por méritos intelectuais e políticos amplos, mas nem sempre é o acontece. Se assim fosse não estariam tendo tantos desencontros como no Ministério da Saúde, que são frutos em parte do desconhecimento dos processos da parte de quem está lá, pois se os conhecessem talvez a coisa não teria chegado a este grau de animosidade.
Também acho que ela pessoalmente se considera amiga do governo. Fez campanha pra Dilma, votou nela e tem até um blog em defesa da presidenta: o Tá lubrinando – escritos da Chapada do Arapari, precisa ser mais amiga que isso?
No mais, achei teu comentário porreta, principalmente na parte

Responder

Rubens Godoy

02 de agosto de 2011 às 14h45

Críiticas justas. Combateram o bom combate. Mas perdoem-me, na batalha vocês só ganharam no conceito. Retiraram a terminologia materno-infantil. É vitória? É! E considero grande. Mas foi a única vitória. Não haverá mais nada. Daí a razão do ministro não recebê-las.

Responder

Aline Matos

02 de agosto de 2011 às 13h42

A atitude do ministro Padilha para com o movimento feminista não tem sido republicana! Não mesmo. E o "tratamento a pão sem água dispensado pelo Ministério da Saúde a quem luta pela saúde integral da mulher", é uma resposta, ou não?
Sendo ele um ministro do Governo Dilma, logo… a presidenta é quem manda e sabe bem a que ele está obedecendo. Oua s feministas ainda não entenderam que os ouvidos moucos do ministro é um resposta às suas demandas? Pois já está no tempo de entenderem.

Responder

É prestar atenção na vitória de Pirro da Rede Cegonha

02 de agosto de 2011 às 13h22

[…] de Laurinha no VI O MUNDO: “Se o ministro Padilha conseguir emplacar em sua gestão a Lei de Responsabilidade […]

Responder

Caetana Campos

02 de agosto de 2011 às 13h10

A Laurinha radicalizou. Também bonito.
Como a simpatia que é o ministro Padilha, recebeu até Marcelo Rabach, presidente da McDonald’s na América Latina, não recebe as feministas? Desaforo, demais minha gente!
E Dilma acha o que disso? Ela recebeu mulheres cineastas no Dia Internacional da Mulher, alguém sabe me dizer o que as mulheres cineastas fizeram pela eleição da presidenta Dilma Roussef? Gostaria de saber. E não acha um segundinho sequer para receber as feministas?
O caldo está tão entornado que eu acho que no mínimo Dilma deveria receber as feministas, já que o Padilha empurrou com a barriga, tretou e relou. E necas!
Caso Dilma não as receba é meio ridículo.
Sabe o que eu acho mesmo dessse teretêtê todo? Compromissos com o Vaticano. Estão amarradinhos pelo pé.

Responder

Pirra Sá

02 de agosto de 2011 às 13h03

Tá mais pra retrato em branco e preto -já conheço as pedras do caminho e sei que ali sozinho eu vou ficar. É preciso refletir sobre o que diz Fátima sobre a arrogância dos governos do PT em pensar que sabem tudo o que o povo quer e isso lhes bastar. Ué! vão fazer 15 conferências nacionais este ano!!! Tem coordenadorias estaduais pra esses "assuntos de minorias" que vão gastar todo o parco orçamento em conferência. Conferências conferem as anteriormente conferidas que as verbas não são alocadas e quando são- horror!- não são gastas, como na administração passada da SPM de conferência patrocinada pela din -don -Avon-chama. Algo estaria muito errado nesse sistema de consultas nacionais. Será que o controle social das políticas públicas se tornou um circuito fechado de pessoas e instituições "amigas do governo" como Fatima denomina?

Responder

Laurinha

02 de agosto de 2011 às 11h54

Se o ministro Padilha conseguir emplacar em sua gestão a Lei de Responsabilidade Sanitária entrará para a historia. E Dilma não apenas será inesquecível, mas imbatível em eleições. Bom conselho viu Fátima Oliveira?
Cantou a pedra bonito. Resta saber se Padilha quer ouvir:
BOM CONSELHO
Chico Buarque

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade

Responder

Deixe uma resposta para Floripes Falcão

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding