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Diário da Resistência


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Fátima Oliveira: A intolerância religiosa é um atentado aos direitos humanos


09/08/2011 - 09h47

por Fátima Oliveira, em OTEMPO
Médica – [email protected]

As guerras religiosas expressam como os humanos podem ser irracionais. E a intolerância religiosa, conceitualmente uma modalidade de guerra religiosa, é um veneno social incompatível com as liberdades democráticas.

Em 24.8.2010 escrevi “Um lembrete: no Brasil, nenhuma religião se encontra acima da lei“, sobre a imposição da morte social a ex-fiéis da denominação religiosa Testemunhas de Jeová, através da desassociação (expulsão); e da dissociação (abandono e/ou troca de religião) – que culminam na morte social, um misto de desprezo e nojo; uma espécie de gelo que, na prática, diz: “Você não é nada!”. Estamos diante de um crime. Filosofo: onde está Deus que permite crimes em seu nome?

A morte social se concretiza na interdição do convívio com pessoas amadas, da igreja e da família – se professam a mesma fé -, visando a destruir a honra e imagem da pessoa, e se configura como assassinato de reputação – violência incomensurável de decorrências emocionais incalculáveis, uma punição imoral que fere os direitos humanos fundamentais. E eu pergunto é se é lícito e se é ético uma religião, qualquer uma, em nome de Deus, violar direitos humanos.

E indago também por que e até quando uma República democrática e laica faz de conta que os “freios morais” que integram o escopo doutrinário de algumas religiões, que massacram direitos humanos e geram suplícios, devem ser tolerados como naturais e inerentes às práticas religiosas? Há uma distorção, pois se Deus é pai, não pode ser feitor e nem capitão-do-mato!

É alvissareira a postura adotada, após meticulosa investigação, pela procuradora da República Nilce Cunha Rodrigues, da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Ceará, que ajuizou, em 15.7.2011, no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a acusação de intolerância religiosa, a ação civil pública contra a Associação Torre de Vigia de Bíblia e Tratados, guarda-chuva oficial das igrejas Testemunhas de Jeová no Brasil, e a Associação Bíblica e Cultural de Fortaleza.

A atitude responde à árdua e corajosa luta iniciada em terras alencarinas, em 2009, de modo solitário, por Sebastião Ramos, persistente e incansável, que pela seriedade ecoou mundo afora e hoje conta com muitos adeptos e simpatizantes.

O Ministério Público, ao aceitar examinar queixas de vítimas de morte social, evidencia que regimes democráticos não podem compactuar com tais descalabros. O pioneirismo da decisão tem o mérito de levar ao banco dos réus as distorções no exercício do sagrado que desrespeitam as leis brasileiras, abrindo caminho para quem se sentir prejudicado, por qualquer religião, seita ou igreja, busque, por meios judiciais, reconhecimento e ressarcimento por danos morais praticados em nome de Deus.

O MP, como guardião da cidadania, ao lançar mão de um instrumento de proteção de interesses sociais, tem em alta conta o sofrimento advindo da morte social, e a vê como inaceitável; e a forma de coibi-la é via ação civil pública, cujo raio de ação é adequado para impedir danos a qualquer interesse difuso ou coletivo. Diz que o Estado foi instado a prover por todos os meios legais a proteção necessária contra preconceitos e discriminações a quem professa uma fé ou não, pois em território brasileiro todas as religiões respondem à Constituição Federal de 1988, que assegura a liberdade religiosa.

Intuo que encontramos o caminho de criminalizar a intolerância religiosa, um ganho imenso para a democracia.

Fátima Oliveira e vitória de Pirro da Rede Cegonha

Clique aqui para ler a entrevista com Telia Negrão sobre a portaria da Rede Cegonha: Compromissos assumidos pelo Ministério da Saúde com a Rede Feminista de Saúde não são cumpridos.





83 comentários

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Sebastião Ramos

26 de setembro de 2011 às 10h14

Como autor desta denúncia, pioneira no Brasil, e com repercussões internacionais, gostaria de dizer aos que não compreendem ainda o que é a desassociação: "Ser expulso da convicencia religiosa é uma coisa, ser expulso da convivência social e familiar é um fato que o nosso estado não permite" (Promotor de Justiça, Dr. Pedro Casimiro, do Ministério Público Estadual do Ceará)

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Conservador316

16 de agosto de 2011 às 02h46

Legal. Agora falta falar sobre os muçulmanos que matam quem abandona a fé islâmica.

Tem coragem de criticar os muçulmanos?

Claro que não.

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    Gracinha

    17 de agosto de 2011 às 01h19

    Vc é pior. É Opus Dei. E à-toa.

Fátima Oliveira

15 de agosto de 2011 às 13h27

Meus agradecimentos pela leitura e pela conversa. Foi uma boa conversa. Precisamos manter a luta contra a decretação da morte social, pois ela é uma aberração e degrada a nossa cidadania, por ferir nossos direitos humanos.

Responder

Betina

13 de agosto de 2011 às 16h08

Valei-me! Ainda há quem defenda a morte social da famigerada Torre da Vigia? Em que mundo estamos?

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Valber Santos

12 de agosto de 2011 às 08h18

Fiquei muito impactada negativamente com esse fenômeno reprovável da morte social. É mesmo um atentado aos direitos humanos. As autoridades precisam fazer alguma coisa em favor dessas pessoas vitimadas pelo fundamentalismo religioso

Responder

reggiislva

12 de agosto de 2011 às 01h18

Primeiramente obrigado pelo artigo e pela sensibilidade expressa nela. Logicamente quem estiver lendo isto entenderá que eu concordo com esta ação. Já fui uma Testemunha de Jeová e mesmo tendo achado apropriado o meu afastamento de lá, não concordei com o subsequente tratamento a que fui submetido. Quem saí de lá por expulsão ou escolha própria é tratado como tendo uma doênça infecciosa. Todos são orientados a não mais falar conosco (parentes até podem falar mas devem ter o menor contato possível)e se desobedecerem poderão também estar sujeitos a expulsão. Esta infração da lei tem que acabar. Talvez isto ocorra desta vez, visto envolver subtração monetária pelo descumprimento dela.

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Maurício Ramos

11 de agosto de 2011 às 10h32

Sou Testemunha de Jeová, e sei que muitas Testemunhas de Jeová, repudia este castigo social feito "em nome de Deus", para que a pessoa se arrependa (seja coagida) e volte para dentro das rédeas da religião. Mas sabem porque não manifestam seu descontentamento? È justamente porque se assim o fizerem, sofrerão deste castigo social, serão chamados de "apóstatas" e considerados pior do que uma pessoa morta pelas TJs. Dentro da Organização Testemunhas de Jeová é proibido pensar, ter opiniões, questionar, ou simplesmente ter dúvidas a respeito da própria religião. A ameaça de castigo social por meio da desassociação é uma constante dentro das Testemunhas de Jeová, e por isso, há milhares, senão milhões de TJs acorrentadas dentro desta religião, e eu sou um deles. O castigo social praticado pelas Testemunhas de Jeová me faz lembrar da época da inquisição. Excomunhão, desassociação não são crimes, mas promover discriminação por meio de castigo social é um atentado à sagrada dignidade humana.

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Bernadete Lemes R.

11 de agosto de 2011 às 09h37

É de dar nojo qualquer instituição querer mandar na vida e ditar regras para ex-associados seus. Correto que quem pretence à tal igreja tenha normas de conduta a seguir, desde que ela não fira direitos de outros, interna e externamente. Não é o que acontece com a morte social decretada pela Torre da Vigia, pois ela invade a vida privada de quem foi expulso ou saiu da dita igreja. Não é só arrogância é crime, já que o ato tenta despersonalizar a pessoa que nem pertence mais a igreja. Punição para esses criminosos.

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Vinícius

10 de agosto de 2011 às 17h24

Se vocês forem ler a primeira constituição do Brasil, está dizendo assim: é assegurada a liberdade religiosa, desde que dentro de casas, residências, etc (não sei e incluía templos). Em outras palavras, não precisa ser católico, mas nada de pregação ou festas de outras religiões na rua.

Parece que é esse caminho que muita gente queria para o Brasil moderno, trocando o catolicismo por um espectro amplo de credos incluindo o ateísmo, o agnosticismo, o teísmo não-denominacional e a popular teologia urbana que diz que Deus não se importa com o que você faz. Em outras palavras, não precisa acreditar que todo mundo é livre pra fazer o que quiser, mas nada de "contaminar" a vida pública com idéias contrárias a isso.

O irônico é que, se a Constituição do império era discriminatória, privilegiava a religião da maioria. Já alguns contemporâneos nossos gostariam de privilegiar o sentimento religioso de uma minoria. Idéia que se levada a cabo seria preconceituosa; mas só a existência dessa idéia revela o elitismo de muita gente.

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    Brígida Lopes

    10 de agosto de 2011 às 20h23

    Em qual lugar da primeira Constituição do Brasil diz que "é assegurada a liberdade religiosa, desde que dentro de casas, residências, etc (não sei e incluía templos)"? Por favor, preciso da fonte para um trabalho e, honestamente, não encontrei

Elias Pacheco

10 de agosto de 2011 às 17h01

Dulci Rezende – São Paulo
"No momento estou vivendo uma situação dramática e cruel. Minha mãe chama-se Maria Delourdes Alves Marinho e está com 94 anos. Apesar de todos os cuidados que lhe dediquei durante os últimos 22 anos, nunca lhe deixando faltar nada, agora, a seita das testemunhas de jeová apertou o cerco e conforme matéria da revista sentinela de 15/07, o contato com desassociado e dissociado foi claramente proibido. Por discordar dos ensinamentos, deixei oficialmente a seita, colocando-me como dissociada a quase três décadas. Cabe ressaltar que mesmo fora da seita, minha ajuda sempre foi muito bem-vinda não somente para minha mãe como para várias outras tj que muito se serviram de meus favores. A ordem agora é afastamento total. Hoje, ela vive com outra filha tj. Os relatos que chegam até a minha pessoa, me angustiam pois não os considero apropriadados para uma pessoa idosa e muito menos ainda sendo a própria mãe (…)
Não me tornei tj por opção. A religião é imposta aos filhos que nascem na seita. Rogo a Deus que a justiça brasileira seja severa contra a discriminação religiosa."

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    Joselene

    12 de agosto de 2011 às 21h56

    Amém, que voce possa ter sua paz restaurada.

RK!

10 de agosto de 2011 às 16h43

eu brinco dizendo que vu ser o primeiro homem a virar ateu devido à Igreja, mas a cada dia que passa eu tenho mais convicção disso.

Responder

beattrice

10 de agosto de 2011 às 14h09

Excelente notícia, excelente análise.
Cumpre acrescentar que o grupo religioso TJ não representa o único segmento que defende a morte social dos que transgridem suas regras, inclusive destruindo famílias.
Outros de forma mais sutil também o fazem, que o alerta acalme os ânimos dos demais, do contrário, que igualmente sejam alvo de ação do MP.

Responder

LULA VESCOVI

10 de agosto de 2011 às 09h37

Parabéns pela coragem em comentar tal assunto.Sempre me afligiu que no Brasil,em nome da liberdade de credo,as religioês podem cometer qualquer absurdo que ninguém fala nada.Quem assiste cinco minutos desses programas religiosos na TV,sabe do que estou falando.Onde posso ler mais sobre o conceito de morte social?

Responder

FrancoAtirador

10 de agosto de 2011 às 08h59

Foi em nome da Tradição da moral,
dos "bons costumes" da Família
e da Propriedade privada que se praticaram
os maiores crimes contra a Humanidade.

Responder

    beattrice

    10 de agosto de 2011 às 14h16

    Inclusive neste país.

    FrancoAtirador

    10 de agosto de 2011 às 22h13

    Sem exceção.

francisco.latorre

10 de agosto de 2011 às 05h23

monoteismo é intolerância.

desde sempre.

..

Responder

    Leonardo Ribeiro

    10 de agosto de 2011 às 14h51

    Há confusão por aqui: crer no monetismo e usufruir de uma liberdade a todos disponível, inclusive para quem, livremente, nao cre.
    Agora, se você entende que intolerância e o mesmo que nao concordar, foi-se a discussão.
    Pessoalmente, tolero qualquer Fe, mas estou disposto a morrer pela que tenho e a defendo com a inteligência que tenho (eu admito que ela e pouca, mas e minha).
    Entendo que e livre a opção em se seguir os russelitas (eu considero uma seita), kardecistas (eu considero uma ocidentalização do brahmanismo/budismo/zoroastrismo), ou o que for; todavia, sendo eu cristão, e plenamente normal que eu nao concorde com nem uma delas – pois, postas ad lattere ao cristianismo, se excluem mutuamente.
    Feliz cada novo dia…

    francisco.latorre

    10 de agosto de 2011 às 20h48

    bíblia… documento literário de origem incerta… desfigurado por traduções e traduções…

    tem quem acredite.

    ..

    mitologia por mitologia..

    sou mais o pequeno príncipe.

    ..

    por outro lado..

    devo concordar.

    o ateísmo militante.. e radical.. não deixa de ser uma forma de religião/seita.

    fundamentalista e não científica.

    certeza é coisa de crente.

    ..

    enfim.. monoteísmo é sim intolerância.

    um deus.. o meu.

    aos descrentes.. nesse meu deus absoluto.. o inferno.

    tou fora. absolutamente.

    ..

    Leonardo Ribeiro

    10 de agosto de 2011 às 22h45

    Bom, você acha a obra-prima de Exupery uma mitologia, entao nao para discutir meeesmo.
    Felicidades!!

Silvio I

09 de agosto de 2011 às 23h01

Azenha:
Sou um defensor de que se deve respeitar a crença dos homens. Agora as instituições religiosas. Tem-se que ter muito cuidado com elas. Isto parece médio sem inconexão, mais não é.Em general são uma mina de dinheiro, e se diz que se faz uma coisa, e se procede de outra forma. Temos-nos o exemplo da Igreja Católica Apostólica Romana, não quer dizer que outras não procedam da mesma forma. Mais se encontram em diferentes estágios de vida. Mais e fundamental respeitar a crença, porque nos não nos explicamos uma quantidade de fenômenos, inclusive nossa vida e morte, e por essa razão, nos explicamos todo isso acreditando em algo superior, que comanda tudo isto.

Responder

ZePovinho

09 de agosto de 2011 às 23h27

Eu acredito em Deus,mas acho que Ele deve odiar porque os homens o transformaram no principal motivo para as guerras e ódios imundos que existem na nossa civilização.
http://israelzionism.wordpress.com/depoimento-do-

Depoimento do Professor Israel Shahak sobre o rancor judaico à Cristandade
Desonrar símbolos cristãos é um velho dever religioso no Judaísmo. Cuspir na cruz, e especialmente no crucifixo, e cuspir quando um judeu passa por uma igreja, se tornaram obrigatórios desde por volta do ano 200 d.C. para judeus pios. No passado, quando o perigo de hostilidade anti-semita era real, os judeus pios eram aconselhados por seus rabinos tanto para cuspir de tal modo que a razão para isso fosse desconhecida, ou cuspir sobre seu peito, não realmente na cruz ou abertamente em frente à igreja. A força em aumento do Estado judaico causou que tais costumes se tornaram mais abertos novamente mas não devem haver enganos: Cuspindo na cruz para convertidos do Cristianismo ao Judaísmo, organizado no Kibutz Sa’ad e financiado pelo governo israelense é um ato de tradicional piedade judaica. Isso não se agarra a ser bárbaro, horrificador e perverso por causa disso! Ao contrário, isto é pior porque é tão tradicional, e muito mais perigoso na verdade, como o anti-semitismo renovado dos nazistas era perigoso, porque, em parte, ele continuava o tradicional passado anti-semita.Esta atitude bárbara de desprezo e ódio por símbolos religiosos cristãos tem crescido em Israel. Na década de 1950 Israel criou uma série de selos representando e fotos de cidades israelenses. Na foto de Nazaré, havia uma igreja e no topo uma cruz – quase invisível, talvez do tamanho de um milímetro. Todavia, os partidos religiosos, apoiados por muitos na “esquerda” sionista fizeram um escândalo e os selos foram rapidamente retirados e substituídos por uma série quase idêntica da qual a microscópica cruz foi retirada.

Então houve uma longamente mantida batalha sobre a influência cristã na aritmética elementar. Judeus pios objecionaram o fato do símbolo internacional de adição ser uma cruz, o que poderia, na sua opinião, influenciar as crianças para se converter ao cristianismo. Outra “explanação” afirma: seria difícil “educar” as crianças para cuspirem na cruz, se se acostumassem a ela em seus exercícios aritméticos. Até o início da década de 70 dois diferentes tipos de livros eram utilizados em Israel. Um para as escolas seculares, empregando um sinal de “T” invertido. No início dos anos 70 os fanáticos religiosos “converteram” o Partido Trabalhista sobre o grande perigo da cruz na aritmética, e daquele tempo em diante, em todas as escolas elementares hebréias (e agora também muitas escolas de segundo grau) o sinal internacional de adição foi proibido.

Desenvolvimento similar é visível em outras áreas da educação. Ensinar o Novo Testamento sempre foi proibido, mas nos tempos antigos professores de História conscientes normalmente contornavam a proibição, organizando seminários ou enviando as crianças à bibliotecas (não as das escolas, é claro). Há aproximadamente 10 anos houve uma onda de denunciar tais professores. Uma em Jerusalém foi quase demitida por aconselhar aos seus alunos de História, que estavam estudando a História dos Judeus na Palestina na época 30-40 d.C., que seria bom se eles lessem alguns capítulos do Novo Testamento como uma ajuda histórica. Ela manteve seu emprego somente após humildemente prometer não fazer aquilo novamente.

Entretanto, em anos recentes, sentimentos anti-cristãos estão literalmente explodindo em Israel (e também entre os judeus da Diáspora adoradores de Israel) junto com o aumento do fanaticismo judeu em todas as áreas.

Os verdadeiros inimigos da verdade aqui, como em muitos outros aspectos da realidade judaica, são os socialistas, “liberais”, “radicais”, etc. nos Estados Unidos. Imagine a reação dos liberais norte-americanos, e de jornais como The Nation e New York Review of Books, para não falar no New York Times se em qualquer Estado sem distinção, o governo financiasse o cuspimento na estrela de Davi? Mas quando, aqui em Israel, o governo financia o cuspimento na cruz, eles estão e continuarão a estar bem silenciosos. Mais do que isso, eles ajudam a financiar isso. Os pagadores de impostos norte-americanos, que é claro são em sua maioria cristãos, estão financiando pelo menos a metade do orçamento israelense, de um modo ou de outro, e portanto o cuspimento na cruz está incluído.
O professor Israel Shahak é um cidadão israelense, ex-interno de campos de concentração durante a II Guerra Mundial, e o fundador da Liga Israelense dos Direitos Humanos. Seu novo livro “Jewish History, Jewish Religion” (História Judaica, Religião Judaica) sobre o ódio judaico e seu desprezo em relação aos gentios, é altamente recomendado.

Responder

    francisco.latorre

    10 de agosto de 2011 às 05h16

    sionismo. nazismo.

    a diferença é que o nazismo não deu certo.

    ..

    Vinícius

    10 de agosto de 2011 às 09h39

    Acho que se rabinos defendem cuspir na cruz, estão defendendo sua religião contra algo que acreditam ser uma heresia ou perversão. O problema é quando o repúdio ao cristianismo vira repúdio a cristãos, e esse repúdio se concretiza em maus tratos (ou no potencial para maus tratos). Se o Estado financia tudo isso, tanto pior.

Elias Pacheco

09 de agosto de 2011 às 21h40

Por que as outras igrejas evangélicas se calam? Mesmo as que aparentemente são diferentes?

Responder

Will

09 de agosto de 2011 às 21h19

Senhores e senhoras esse tipo de intolerância é característico das religiões abraâmicas. Há diversos trechos na Bíblia e no Corão que encorajam os fiéis não se misturarem com os infiéis e até a persegui-los. O fato das Testemunhas de Jeová terem esse tipo de prática é resultado da interpretaçao literal que eles fazem da Bíblia.

Exemplos da Bíblia:
Êxodo:
Nem mesmo lembre os nomes dos outros deuses. [23:13]
Não permita que outros adorem um deus diferente. Destrua todos os seus altares e imagens. [23:24]
Fique longe daqueles que adoram um deus diferente. [23:32]
O Deus fiel, não tolerará a adoração de qualquer outro deus. [34:14]
(E esse é só de um dos livros do antigo testamento, mas existem exemplos no novo testamento também, como em Mateus 12:30 quando Jesus fala "Quem não está comigo está contra eu")

Exemplos do Corão:
Surá 2:6-7 "Quanto aos incrédulos, tento se lhes dá que os admoestes ou não os admoestes; não crerão.
Deus selou os seus corações e os seus ouvidos; seus olhos estão velados e sofrerão um severo castigo."
Surá 2:161 "Sobre os incrédulos, que morrem na incredulidade, cairá a maldição de Deus, dos anjos e de toda humanidade."
Surá 2:193 "E combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Deus."
Também lembrando que isso é apenas de um dos livros que compõem o Corão.

Eu fico surpreso como alguém pode considerar qualquer um desses livros "sagrado"!

Responder

    Vinícius

    10 de agosto de 2011 às 09h30

    As passagens do Corão, nem li. Não vou comentar algo que não conheço a partir de versículos fora de contexto.

    Falando em fora de contexto: as leis do Êxodo eram para purgar do povo os costumes politeístas, que, de acordo com qualquer religião monoteísta, seriam nocivos. A crença de que a adoração a qualquer criatura é um desvio da verdadeira adoração, que deve ser dado ao Criador, é a crença fundamental das religiões monoteístas e mesmo de algumas "politeístas" (como os Hare Krishna).

    Pra vc, esse princípio é "profano". Beleza, cada um com seu credo. Eu acho profano o politeísmo, você acha profano o monoteísmo… liberdade religiosa não é um de nós ter que se calar, é que nós dois possamos conviver sem que um oprima o outro.

    Só mais uma coisa, acredito que a maioria das pessoas, mesmo os ateus, procura se conectar com o Sagrado que há dentro de nós. Se você se preocupa com isso – me pareceu que sim – temos algo em comum. Um abraço.

Elias Pacheco

09 de agosto de 2011 às 21h01

A liberdade religiosa é um valor maior. É o que garante a nossa constituição republicana e democrática. Não tenho dúvida que para as religiões o melhor dos mundos é a democracia, que garante a liberdade religiosa, mas daí a abusar d aliberdade como fazem as Testemunhas de Jeová, só mesmo quando meterem a mão no bolso pagando ressarcimento por danos morais. Todas as religiões são assim: enquanto não perdem dinheiro a rodo não se enquadram nas leis democráticas.

Responder

Jairo_Beraldo

09 de agosto de 2011 às 20h36

Eu sei bem o que é isso. Passei 4 anos sendo injuriado por ser espirita kardecista (cristão como os catolicos, prostestantes, pentecostes e supostamente os neopentecostes). A Faculdade Estácio de Sá de Goiás, é composta em sua maioria por "evangelicos"(considero evangelicos aqueles que seguem fielmente as leis de Deus enviadas atraves de Cristo). Quando disse ser kardecista, começaram a perseguição. Depois de algumas reclamações minhas, viram o que faziam e começaram o assassinato de reputação de outras formas, mesmo porque a coordenadora do curso que fiz tem mestrado em ciencia das religiões. Cuidado quando escoherem uma faculdade….antes de olharem o corpo docente, deem uma olhada firme na sua composição funcional…alí verá com quem estará convivendo, pois os espertos vendedores de diplomas colocam seus funcionais de acordo com seus clientes.

Responder

Alexandre Oliveira

09 de agosto de 2011 às 18h26

Muito complicada esta religião: "Como uma pessoa pode participar de uma religião sendo testemunha de Jeová, sujeito que ela nem conhece?"

Responder

Vinícius

09 de agosto de 2011 às 17h30

Sei que isso acontece entre as Testemunhas de Jeová, inclusive ex-testemunhas reclamam também que não conseguem se "re-socializar" fora da congregação. Aí que mora a verdadeira "morte social": não conseguem convívio na igreja, e não conseguem convívio fora dela também.

Só acho irresponsável sair falando que "as testemunhas de jeová" fazem isso ou aquilo, quando sabemos que a realidade é diferente dependendo da Igreja. Tenho dois amigos que são testemunhas, pessoas completamente normais, exceto que um deles é uma das melhores pessoas que conheço. E o filho dele é ex-testemunha, nem por isso ele pára de ser um pai babão, e olha que o piá já passou dos 20.

Então, a irresponsabilidade tá em pegar todo um grupo que já sofre preconceito e, por causa de parte deste grupo (seja maioria ou minoria), manchar mais ainda a reputação do grupo inteiro. Isso sim é dar corda para a intolerâcia religiosa.

Responder

Silvio I

09 de agosto de 2011 às 16h06

Azenha:
E com grande alegria que vejo a alguns brasileiros, entrar a discutir religião. O brasileiro em general por ser muito religiosos, e ser em contra da política que desde pequenos vem, não discutem nenhuma dos dois temas.E isto traz um atraso no povo, terrível.Já que os maus políticos se aproveitam de essa situação, de analfabetismo político, para poder continuar com suas falcatruas.Continuemos que da decisão sai a luz.

Responder

Angelo Marchesano

09 de agosto de 2011 às 15h46

A premissa está errada.
Fanáticos religiosos é que são irracionais. Uma doença que atinge à todo os países.
Outra coisa, o direito ou a normatização de condutas, codificada ou não, é criação humana e, portanto, não pode sofrer atentados porque jamais será vítima. Cuidado com a politização do tema, pois existem várias narrativas de fanáticos também nesse segmento.
Não serão quebrados preconceitos seculares com mais Leis ou Penas, isso é uma bobagem, pois elas já existem e servem para punir criminosos, independentemente da motivação. Criar qualificantes para as Leis quer por religião, opinião ou sexuais torna os proponentes delas tão arbitrários e fanáticos como os que se pretende evitar. A alternativa para o imperativo proposto é um só: Educação.
Morte social? O que é isso? Ficar internado em casa e o dia todo na internet seria morte social?
Por outro lado, a proibição de toda e qualquer religião, pelo mesmo erro na premissa, deveria ser considerado.
Sem religiões o mundo estaria melhor. E, na carona, ficaríamos alegremente livres desses ativistas chatos.

Responder

    Silvio I

    09 de agosto de 2011 às 16h57

    Angelo Marchesano:
    U homem e insignificante no espaço. Na época que se escreverão esses livros sagrados este homem não tinha os conhecimentos, que tem hoje em dia. No caso da Bíblia que e o livro que nos toca mais proximamente, era o mundo muito pequeno que teria uns 150, 000 Km2. Em ela se colocarão todas as lendas, que existiam na época. E um livro triunfalista porque tinha a intenção de unir as 12 tribos hebréias que estavam brigadas entre si.Mais o interessante que nem a arqueologia nem a historia confirmam o que ali está escrito.Creio que u homem não se tem dedicado a pensar, seriamente sobre isto e continua repetindo o que ensinaram em casa, sim ver a onde tem chegado u homem em conhecimentos.U homem não se conforma que venha a este mundo e que quando morrer tudo acabe.Ademais e esta frase não e minha, Em nome de Deus e da pátria, se cometem os maiores dimanes.

    Leonardo Ribeiro

    09 de agosto de 2011 às 19h59

    Tsc, você conseguiu embrulhar toda uma cronologia. A Torah judaica e anterior a divisão dos reinos de Juda e Israel. Os 10 mandamentos são anteriores ao código de Hamurabi. As narrativas inca, cananeias do diluvio são posteriores ao escrito de Gênesis. Abraão, Isaque, Jaco, o próprio Moisés, toda linhagem real de Israel, os doze de Cristo e o próprio Cristo são figuras históricas e há farto material arqueológico atestando isso, alem de escritos seculares confirmando narrativas bíblicas.
    Esta tudo disponível, para apreciação e avaliação.

    Silvio I

    09 de agosto de 2011 às 20h59

    Leonardo Ribeiro:
    Vamos por partes. O dilúvio a arqueologia diz que não existiu isso comprovado por escavações feitas no Tigres, no Eufrates e no Mar Negro. Parece que foi um grande desgelo na Era Quaternária, onde as águas do Mar Mediterrâneo subirão e passarão as águas pelo Bósforo e inundou o que seria um lago o Mar Negro. Temos mais coisas, por exemplo, as Muralhas de Jericó. Jericó não tinha muralhas e era umas poucas de casas, essa famosa cidade. Veja essa muralha que conta a Bíblia ruirão ao toque das trombetas tocadas por 7 sacerdotes que deram sete voltas ao redor de essa cidade .As trombetas era o Sou fá que e feito de corno de carneiro.Outra o povo hebreu era escravo de Ramsés e estava em Golam no delta Del Nilo amassando barro para ladrilhos.Dizem que seriam uma 650 famílias.Moises levou elas e passou o Mar Vermelho que se abriu,estes estavam sendo perseguidos pelo exercito do Faraó e o mar se fechou matando a todos os integrantes de esse exercito.No mar Vermelho não se encontram vestígios de que isso tenha ocorrido.Apos esta vagando no deserto de Sinai durante 40 anos uma população de aproximadamente 2.5 milhões não deixo nem um misero osso de galinha para ser detectado.A historia não diz nada de isto.

    Leonardo Ribeiro

    10 de agosto de 2011 às 11h45

    Hum, parece que foi degelo, mas nao diluvio…, embora o mito sumeriano sobre a Epopéia de Gilgames; China – Uma História em Arte; a mitologia asteca do deus Tlaloc; e ate na mitologia inca e maia – povos tão diversos e distantes, mas que apontam para um mesmo tema.. Um Degelo!

    Silvio I

    09 de agosto de 2011 às 21h10

    Leonardo Ribeiro:
    Onde está na historia, o em toda a egiptologia a saída de essa quantidade de pessoas, do Egito. Veja Egito tinha mais o menos 3 milhões de habitantes, na época de Ramsés, agora você tira 650 mil famílias que seriam integradas, por três o quatro mais, isso daria uma quantidade fabulosa, que a historia nos teria que contar , si encontrar alguma coisa, que não seja na Bíblia me mostra.

    Leonardo Ribeiro

    10 de agosto de 2011 às 11h37

    Você acha que os egípcios iriam registrar tamanho vexame e humilhação?
    Os hebreus partiram do Egito durante a 18 dinastia, quando o farao era Amenotep II. Antes dele, quando do jugo opressor, reinava Tutmosis III.
    Sobre a quantidade de gente (e nao foram só israelitas), a Bíblia fala em 600 mil a pe, considerando apenas homens.
    Eu tambem nao conheço fonte extrabiblica sobre da escravidão dos hebreus, das pragas, do êxodo ou das conquistas. Nada obstante, há a razoável "coincidência" de que a época do êxodo (cerca de 1445 aC), havia então um interesse faraônico por obras estruturais no Baixo Egito, acessível, portanto, aos hebreus que estavam na região do delta perto de Gosen.

    Will

    09 de agosto de 2011 às 21h26

    Muito pelo contrário Leonardo. A idéia de que Jesus foi uma figura mitológica e não histórica é atualmente a mais difundida entre os acadêmicos. Os vídeos abaixo são ótimas fonte de informações sobre o assunto.

    [youtube snIsgivK6Wk http://www.youtube.com/watch?v=snIsgivK6Wk youtube]

    [youtube j86-JRJiN4o http://www.youtube.com/watch?v=j86-JRJiN4o youtube]

    [youtube pX4LvKvIWJw http://www.youtube.com/watch?v=pX4LvKvIWJw youtube]

    Também recomendo o documentário chamado "The God That Wasn't There".

    Will

    09 de agosto de 2011 às 21h38

    Senhores desculpem a repetição desnecessária dos vídeos acima. Foi um erro de formatação.

    Leonardo Ribeiro

    10 de agosto de 2011 às 11h18

    Tudo bem.
    Bom, nada há de novo debaixo do sol. Essa nao crença na historicidade de Jesus esta há mais tempo no ar do que avião. Nao vai ser pelo entendimento contrário de um eminente fulano de tal e que vou deixar de nEle crer.
    Prefiro as fontes bíblicas, primeiramente e as nao-cristãs como os escritos de Flávio Josefo (Antigüidades Judaicas), Tácito, historiador romano, Plinio-o Jovem, político romano, Flegon, Talo, historiador do primeiro século, Suetonio, tambem historiador de Roma, o Talmude judaica etc…
    No que pertine aos manuscritos do NT, o espaço de tempo entre o original e as primeiras copias e de cerca de 25 anos, muito, por exemplo, do que os textos de Herodoto (500 anos), pai da história ocidental, ou de Platao (1200 anos). mas nao ninguém questiona a historicidade dessas personagens…

    Will

    09 de agosto de 2011 às 21h40

    Só mais um texto para o amigo Leonardo ler.

    "Bíblia é reprovada no teste da arqueologia" http://www.historianet.com.br/conteudo/default.as

    Leonardo Ribeiro

    10 de agosto de 2011 às 10h55

    Nao vou ficar debatendo em links. Se você quiser, pode achar refutação para essa suposta reprovação no Google. Agora, se quiser conversar sobre cosmovisao teísta e naturalista, sobre as incoerencias do naturalismo, as contradicoes desse mundo pos-moderno, eu topo.
    Feliz cada novo dia…

    Silvio I

    09 de agosto de 2011 às 23h39

    Leonardo Ribeiro:
    O povo hebreu necessitava de uma origem. Diz que Deus falou com Abraham e diz que saísse da terra que ele morava que era Ur, e se dirigirá em direção oeste que ele daria uma terra para ele. Ai ele se instala em Jerusalém. E é por esta razão que e o patriarca. Jacob e Isaac já estavam mais longe de Jerusalém, por esta razão não tem a importância de Abraham. E sobre Moises tem muita coisa escrita, se diz ate que era filho de Pedro um judio que morava em Golám, irmão de Maria, e que era filho da princesa filha do Farão, e que foi criado na corte com boa educação;

    Leonardo Ribeiro

    10 de agosto de 2011 às 10h50

    Nao entendi a que conclusão você quis chegar, mas dizer que os hebreus necessitavam de uma origem e menosprezar o fato de que eles tiveram uma origem. Você cita, vãmente, uma suposta ascendência de Moisés, comprometendo a historicidade dessa personagem, pois e uma informação perdida em conjectura. Prefiro a razoável história do livro de Êxodos. Diz-se muita coisa sobre fatos bíblicos, eu penso que o nao crer e melhor do que formular e apoiar "estudos" que só dificultam a coerência do que esta escrito na Bíblia.

    Fabricio Alves

    11 de agosto de 2011 às 15h03

    A vida não acaba com a morte, voce esta vivendo apenas para esse mundo.

    Joselene

    12 de agosto de 2011 às 20h52

    Minha filha tinha 17 anos quando foi pressionada a não fazer faculdade e assinar uma carta de "pioneira", eu ví diante dos meus olhos minha filha definhar e entrar em depresão por conta da pressão que vivia dentro dessa organização, vivíamos nos médicos, quando ela rompeu com a religião eles passaram a virar o rosto e trocar de calçada para não cumprimentá-la. Acaso essa é a mensagem de amor pregada pela Bíblia ou uma criação da Torre para calar os que saem por questões de consciência?

    Leitor

    13 de agosto de 2011 às 14h34

    Que é morte social… pois bem… Imagine que toda a sua família te rejeita, não come com você, não te dirije a palavra, te trata como um leproso. Estenda isso aos amigos e a toda comunidade.
    É isso, sacou?

virginia langley

09 de agosto de 2011 às 15h43

nao entendi nada…que importancia tem ser rejeitado por loucos???

Responder

    Graciete Lima

    09 de agosto de 2011 às 15h54

    Virgínia, não dá pra fazer juízo de valor de quem as pessoas estimam, seja da família ou amigos. Ex-TJ têm suas relações afetivas com suas famílias e amigos. Vamos respeitar, não é? E também ser TJ não é igual a ser louco, são apenas pessoas que cegamente seguem uma doutrina. Mas loucos ou não ninguém tem o direito de esfacelar famílias. Não no Brasil!

    virginia langley

    09 de agosto de 2011 às 18h36

    "E também ser TJ não é igual a ser louco, são apenas pessoas que cegamente seguem uma doutrina"
    se isso nao é ser louco…

    Daniel

    09 de agosto de 2011 às 16h20

    A importância é quando os loucos em questão são seus pais, irmãos, avós. A igreja proíbe os loucos de falar contigo, se eles irem contra isso, são expulsos também.

Fabricio Alves

09 de agosto de 2011 às 15h21

O verdadeiro Evangelho! [youtube VrParWNqPKI&feature=channel_video_title http://www.youtube.com/watch?v=VrParWNqPKI&feature=channel_video_title youtube]

Responder

    Silvio I

    09 de agosto de 2011 às 16h22

    Fabricio Alves:
    Eu poso discutir religião, sem a intenção de convencer a ninguém, que sou dono da verdade. Em este vídeo se põe na boca de Jesus, que ele ordenou que se evangelizasse. O Cristianismo deriva do Judaísmo, e começa entre 40 a 60 anos depois de Jesus, ter sido morto. Os diferentes teólogos, a traves do tempo, vem arrumando as coisas, para que fiquem bonitas.

Graciete Lima

09 de agosto de 2011 às 15h11

São fatos absusrdos demais e que desrespeitam os direitos humanos, acabam com auto-estima das pessoas. O governo brasileiro tem de tomat uma providência URGENTEMENTE

Responder

operantelivre

09 de agosto de 2011 às 14h53

Há muito tempo tenho escrito e falado em diversos contextos sobre a necessidade de preservarmos a Liberdade Religiosa. Nossa Constituição pode sugerir a alguns que liberdade religiosa signifique qualquer prática de cunho religioso. O artigo de Fátima remete-nos precisamente a este nó que tem sido tratado como tabu por diversos defensores das liberdades e dos direitos humanos. Práticas religiosas não podem ser autoreguladas pelo mercado de fé sob risco de abolir a tolerância e instaurar a concentração dominante capaz de praticar o ostracismo e o genocídio. Não saída para preservar as liberdades religiosas fora da criação de uma AGência Reguladora de Práticas e Expressões religiosas (ARPR) composta por representas das vertentes sociais estabelecidas e que se comprometam com a supremacia da Liberdade humana, acima da liberdade específica, religiosa ou política. Nossa constituição precisa abrir espaço para isto de froma pragmática, que inclua a liberdade de ser ateu e nem por isto proscrito pelo ostracismo.

Responder

    Silvio I

    09 de agosto de 2011 às 16h11

    operantelivre:
    Em alguns documentos oficiais pergunta qual a religião que professa ,isso tem que acabar.

Jô Freitas

09 de agosto de 2011 às 14h52

Muito bom o artigo. Isso me fez abrir os olhos para a situação que estou vivendo. Tenho uma irmã testemunha de Jeova que está precisando de se submeter a uma cirurgia e não pode ser feita porque é proibido transfusão de sangue. A familia está desesperada porque até documento eles craiam para proibir esse processo. Eles a condenaram a morte sem nenhuma chance de lutar pela vida uma vez que ela esta anemica. O que devemos fazer, uma vez que ela está compactuando com tudo isso e acha que eles estão certos? que transfusão de sangue é pecado.

Responder

    Silvio I

    09 de agosto de 2011 às 15h58

    Jô Freitas:
    Nesse caso os medicos e a justiça decide e ela receberá transfução de sangre, e poderá ser intervida ciuigicamente.Vai atras da justiça, para que assim o disponha.

Regina Martinelli

09 de agosto de 2011 às 14h43

Um bom debate sobre religiões, marxismo, Deus, esquerda sob o ponto de vista do filósosfo Luiz Felipe Pondé:
http://migre.me/5sr15

Muito interessante, vale a pena.
Abraços a todos!

Responder

Daniel

09 de agosto de 2011 às 14h38

Sofro com esse problema, sozinho, desde os 14 anos. Tentei por diversas vezes mostrar aos meus pais que essa exclusão é contrária à lei, pois uma Testemunha de Jeová é proibida de violar QUALQUER lei, contudo, eles não acreditam.
Esse artigo foi elucidador. Gostaria de ter acesso ao e-mail da Dr. Fátima para saber onde posso me informar melhor, para fazer uma exposição que talvez traga meus pais de volta para mim.

Responder

    Conceição Lemes

    09 de agosto de 2011 às 14h40

    Daniel, está logo abaixo do nome dela no post. Dê uma olhada. abs

    Daniel

    09 de agosto de 2011 às 16h22

    Ops! Poxa, obrigado! Fiquei tão absorvido pela questão que nem percebi. Era capaz de eu reler o texto denovo e não ver!

Leitor

09 de agosto de 2011 às 14h32

Passei por esta experiência. Aos 10 anos fui batizado na igreja das Testemunhas de Jeová. Pois bem, quando comecei a formar minha própria visão sobre o mundo, não pude compactuar com as farsas dogmáticas deste culto e então, pedi minha dissossiação. Eis que nos últimos 15 anos fui privado da experiência de ter um pai. Mesmo morando na mesma casa até os 20 anos. Não posso nem mesmo comer na mesma mesa que o meu pai, dado que foi ensinado para ele que isso seria uma traição a Deus…
Esta religião é perigosa. Ela capta pessoas que tem bons sentimentos, voluntariosas, e após um longo processo de despersonalização as coloca para vender revistas em proveito dos donos da igreja.

Responder

    beattrice

    10 de agosto de 2011 às 14h12

    O que a caracteriza como seita.

Paulo O.

09 de agosto de 2011 às 14h21

Uma excelente resolução, que certamente vai alertar essas comunidades de que, por mais que respondam às leis do "Reino de Deus", infelizmente precisam se adequar à legislação brasileira também.

Responder

Evandro

09 de agosto de 2011 às 14h18

Eu não tenho simpatia alguma pelas "Testemunhas" que tentam vender de porta em porta esses livretos produzidos nos EUA.

No entanto, acho simplesmente ridiculo utilizar o termo "morte social" a um fiel excluído de uma religião.

Se o cidadão está sendo impedido de viver normalmente porque ninguém vende nada pra ele, o motorista do ônibus não pára quando ele dá o sinal, o chefe quer demití-lo ou outras coisas do gênero, isso sim é tentativa de assassinato social.

Mas se um grupo de fanáticos que frequentam um templo resolvem virar a cara pra um ex-fiel, isso não é crime. A constituição federal não obriga ninguém ser amiguinho de ninguém.

É um exagero se meter dessa forma no comportamento de instituições religiosas por mais amalucadas que sejam.

Argumentações desse tipo dão margem para grupos religiosos inventarem que estão sendo perseguidos no Brasil. Nas próximas eleições vamos ouvir que os estádios da copa na verdade são um disfarce para os grandes coliseos gays onde os fieis serão mortos após se negarem a abortar.

Criminalizar religiões que excluem de seu convívio quem quer que seja é cometer o mesmo erro das religiões que querem se intrometer na vida dos cidadãos que não fazem parte de suas comunidades.

Querer proibir que religiões excluam seus fieis é dar razão para falastrões como Silas Malafaia.

Aliás, essa prática da exclusão deveria até ser incentivada. Assim o ex-fiel para de conviver com fanáticos e pode até ter um ganho em sua saúde mental.

De resto, isso pra mim cheira coisa de arrependido que quer de volta o dinheiro que investiu na bolsa da fé.

Responder

    beattrice

    10 de agosto de 2011 às 14h12

    O conceito de morte social advogado pela autora vem do fato de que estas pessoas são excluidas inclusive do convívio familiar e de suas referencias sociais (vizinhos, etc) caso eles professem o mesmo culto.

    Evandro

    10 de agosto de 2011 às 14h41

    Eu não tenho dados estatísticos sobre o assunto, mas desconheço que exista no Brasil um bairro, uma vila ou sequer uma rua onde todas as pessoas pertençam a uma religião apenas. Não acredito que essa tal "Torre de Vigia" tenha poder para cortar todos os laços sociais na vida de uma pessoa. Nem a Igreja Católica teria tal poder. Penso que só cabe um processo se a tal religião tentar colocar mulher e filhos contra um pai (parentes em primeiro grau). Agora, se os fieis de uma religião são orientados a não falarem com um ex-fiel desviado, isso faz parte da loucura de cada um e deve ser respeitado. O judiciário não pode se meter nessas coisas, pois liberdade religiosa é isso. Se não estão planejando suicídio em massa, não querem botar ninguém na fogueira, não estão agridindo fisicamente, não se pode fazer nada. Os fieis de uma religião devem ter liberdade para acreditar em qualquer besteira.

    Resumindo: liberdade religiosa é pro mal e pro bem. Se um indivíduo vai ficar traumatizado, se vai ser manipulado, se vai doar a herança da família pra igreja, se vai ter que fazer terapia após deixar uma religião, isso tudo faz parte do preço de ter liberdade religiosa.

    É um absurdo um cidadão abraçar uma instituição religiosa legalizada pela sua livre e espontânea vontade, ser manipulado e feito de trouxa, e depois querer provocar o judiciário.

    Eu sou a favor do direito de ser feito de trouxa por uma religião, assim como sou a favor da legalização da maconha e outras drogas. Faz mal? Faz. Mas a proibição é pior.

    Elias Pacheco

    10 de agosto de 2011 às 17h00

    Evandro, tens ideia do que é uma lavagem cerebral e da fragilidade que ela produz nas pessoas? Não tem! E também deixe de ser insensível. Cada pessoa sabe de sua dor.

    Joselene

    12 de agosto de 2011 às 21h58

    Fala isso porque não entende, minha filha de 17 anos, dependente e morando na minha casa, ao ser anunciado que eu não era mais testemuna de Jeová, ela, batizada como tal, simplesmente não falava mais comigo, dentro de casa! O que é que voce faria?

    Leitor

    13 de agosto de 2011 às 14h31

    "Mas se um grupo de fanáticos que frequentam um templo resolvem virar a cara pra um ex-fiel, isso não é crime."
    Não se trata de uma questão simples. Ocorre que a própria prática das Testemunhas de Jeová serve para o processo de exclusão ser uma morte social. Sabe porque? Quando se é Testemunha de Jeová, não se pode ter nenhum amigo "mundano" (sim, eles fazem essa distinção entre eles, que estão na VERDADE e os infiéis, que são meramente "mundanos", "carnes apodrecendo", "criaturas").
    Assim, temos a seguinte lógica: parar ser Testemunha de Jeová as pessoas não podem se misturar ao mundo. Isso cria um isolamento e vai se perdendo a capacidade de soxializar com pessoas "de fora". Aí, se alguém é expulso ou não concorda com alguma crença, ela é tratada como um nada por todo o seu grupo social. Mesmo tendo à disposição um mundo inteiro que foi sendo destruído na psiquê dos indivíduos.

    Também te cheira a coisa de arrependido quando eles fazem isso com crianças e adolescentes??

Silvio I

09 de agosto de 2011 às 11h59

Dra.Fatima Oliveira:
Muito bom seu artigo minhas felicitações. No Brasil se deve sempre continuar lutando, para que as religiões, não ultrapassem aquilo que determina a Constituição, que este e um pais laico.Passa que algumas religiões estão baseadas, no Antigo Testamento, e outras no Novo Testamento .E se observamos a pesar de ser o mesmo Deus, ele passa a proceder de diferente forma, em um tempo, e em outro tempo.Isso e coisa dos teólogos.

Responder

    Leonardo Ribeiro

    09 de agosto de 2011 às 19h44

    Para se avaliar a revelação oral de Deus no AT e no NT há de se considerar o publico alvo, os usos e costumes da época e da sociedade alcançada. A essência será sempre a mesma: um Deus todo amor, justiça e poder.

    Silvio I

    09 de agosto de 2011 às 23h18

    Leonardo Ribeiro:
    O Deus do AT sendo o mesmo do NT não e o mesmo em sua forma de atuar. Os teólogos o modificarão de acordo com seus interesses, religioso. No AT era um Deus perverso, vingativo que mandava assassinar, a os que não acreditavam em ele. Apoiava a guerreiro. Mandou a Abraham matar seu filho para provar que era teimoso de Deus, e aqui aparece o mesmo anjo que posteriormente aparece em outra historia, o anjo Gabriel. Existe uma passagem na Bíblia que um guerreiro estava em uma batalha, e estava acabando o dia e este solicitou a Deus que parasse o Sol, para ele poder acabar de matar todos seus inimigos, e Deus parou o Sol. Posteriormente no NT ele passa ser todo amor e bondade.

    Leonardo Ribeiro

    10 de agosto de 2011 às 11h56

    Os povos semíticos nao tinham leis limites, sociais e religiosas como as que Deus propôs aos hebreus. Os outros povos passavam seus filhos pelo fogo, sacrificavam pessoas (Abraão sabia da distinção do Deus que Se revelara para ele, por isso disse a Isaque que haveria provisao de Deus para a oferta, em Moriah), mantinham relações sexuais espúrias, discriminavam os escravos, negavam assistência a viuvas e órfãos. Com certeza, por terem outros princípios, a convivência pacifica entre hebreus e heteus/girgaseus/jebuseus/amonitas etc. aquela época, seria impossível. A guerra era necessária. Sem a compreensao desse contexto, nao há como entender nem concordar. Saramago levou isso em consideração, entao escreveu o bestial livro Caim.

    Leonardo Ribeiro

    10 de agosto de 2011 às 12h45

    Opa!! Saramago NAO levou em consideração o contexto sócio-religioso da época e escreveu Caim… Um livro besta!

Dani

09 de agosto de 2011 às 11h10

Um artigo de solidariedade a quem é perseguido pela Torre da Vigia, que é uma seita originariamente norte-americana, mas se espalhou pelo mundo e cuja feição é fundamentalista. A Justiça brasileira tem de dar apoio aos ex-Tjs, cuja vida é um martírio que a democracia não pode fechar os olhos ao sofrimentod essa gente.
Destaco no artigo a precisão do conceito: "a intolerância religiosa, conceitualmente uma modalidade de guerra religiosa, é um veneno social incompatível com as liberdades democráticas". É isso mesmo!
Também chamo a atenção para o conceito de MORTE SOCIAL da autora: "orte social, um misto de desprezo e nojo; uma espécie de gelo que, na prática, diz: 'Você não é nada!'. Estamos diante de um crime".

Responder

Paulo Henrique

09 de agosto de 2011 às 10h06

Dra. Fátima Oliveira, pela segunda vez, se manifesta com veemência contra as mortes sociais. Parabéns pela sua contribuição decisiva como formadora de opinião.
Quem se interessar pelo artigo anterior, que é muito bom, acesse:
“Um lembrete: no Brasil, nenhuma religião se encontra acima da lei” http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdColuna

Responder

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