VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Você escreve

Ermínia Maricato: “Questão urbana foi rifada pelo governo Lula, pelo PT e aparentemente pelo governo Dilma”


09/03/2011 - 16h13

por Valéria Nader e Gabriel Brito, Correio da Cidadania

No que já se tornou uma regra, o verão brasileiro mais uma vez foi permeado por desastres oriundos de chuvas. Chuvas e catástrofes são praticamente sinônimas nestes tristes trópicos. Em São Paulo, maior metrópole do país, a espiral de problemas trazidos pelas chuvas tem tornado a cidade cada vez mais insustentável, bastando alguns minutos de chuva para deixar de funcionar.

Em entrevista ao Correio da Cidadania, a urbanista e professora da FAU-USP Ermínia Maricato descreve um panorama desalentador a respeito da gestão de uma cidade, que, mesmo afundando, não traz indícios de reversão das atuais lógicas predatórias de ocupação do solo. O domínio da especulação imobiliária e a incessante construção de vias asfaltadas, que agrava o quadro de “uma das maiores áreas impermeáveis do mundo”, articulam-se a partir de poderosos grupos e interesses econômicos, que imperam cada vez mais soberanos em meio ao descaso público e à apatia social.

Em face destas constatações, a recente tomada do Ministério das Cidades por interesses políticos imediatos, assim como o estrondoso corte de verbas de que foi vítima, em pleno começo de uma nova gestão presidencial, nem mesmo chegam a ser surpreendentes. “Os governantes começam obras que eles podem acabar em quatro anos. Drenagem e sistema de transporte de massa não são obras para quatro anos. Toda a criação de uma gestão sobre o solo não é coisa de curto prazo”.

Em uma metrópole comprometida já a partir de sua concepção histórica, a urbanista é ainda veemente em dizer que o mero apontamento de erros, a partir de velhas e novas concepções de planejamento urbano, se tornou uma postura insuficiente e inócua.

A íntegra da entrevista pode ser conferida a seguir.

Correio da Cidadania: Chuva e catástrofe viraram sinônimos na cidade de São Paulo. Basta que chova em média intensidade e são milhares de pontos alagados e vias congestionadas. Onde estão as raízes estruturais dessa rotina ‘trágica’ em que se transformou a vida dos paulistanos?

Ermínia Maricato: Em primeiro lugar, se formos ver o que acontece em vários aspectos da vida da cidade, esse não é o único fenômeno catastrófico. As conseqüências da poluição do ar são, por exemplo, outro fenômeno muito negativo. Há pesquisas que fazem correlação entre mortes por problemas cardíacos, dentre outras, com a poluição, que só neste momento aparecem. Acredito que o problema das enchentes fica mais evidente porque as pessoas que andam de automóvel vêem um trânsito cada vez mais caótico, de forma clara.

A cidade de São Paulo é uma das maiores áreas impermeabilizadas do mundo. Não sou eu que acho, e sim diversos especialistas do mundo que já vieram aqui e ficaram muito impressionados com a gigantesca superfície impermeabilizada – esse é o grande problema. E tivemos políticas que trabalharam para impermeabilizar o solo e fazer o mesmo com os canais de drenagem da cidade, e que não foram fruto somente de uma política rodoviarista, de prioridade ao automóvel, mas também de uma engenharia vesga; fizeram as marginais dos rios, impermeabilizando assim o principal meio de extravasamento de sua água, as avenidas de fundo de vale, a canalização de córregos, a própria retificação do rio Tietê, que era cheio de meandros em suas várzeas…

Tivemos grandes obras que contribuíram para apressar o caminho das águas, o escoamento para as calhas, sem retenção d’água. O processo de urbanização da cidade foi acompanhado de erros, é importante dizer, não foi natural.

Agora, incidimos em novos erros, como os piscinões. Como se apressaram as águas, o que não pode ocorrer, estamos retardando o caminho delas através dos piscinões. Não estou sequer os criticando nessa situação de emergência, mas são muito discutíveis. E, além disso, não fazemos o necessário: diminuir um pouco a superfície impermeável e torná-la permeável, ter diretrizes para a cidade. É preciso retirar aquilo que impermeabiliza a cidade, não apenas fazer piscinão. A ampliação da Marginal feita pelo Serra foi completamente na contramão de tudo que deveria ser feito.

Correio da Cidadania: Isto é, por mais que os problemas aumentem, os paradigmas não mudam.

Ermínia Maricato: Exatamente. Estamos diante do rodoviarismo, a principal causa disso tudo, do desprezo impressionante pelas causas reais dos problemas, como no caso da drenagem da cidade, algo muito pouco observado.

O Alckmin até fez mais do que o Serra, mas devemos insistir na observação da questão do controle da ocupação e uso do solo, suas diretrizes, do que decorrem todos os problemas destacados.

Correio da Cidadania: Nesse sentido, não seria preciso incluir de forma clara nos debates a questão da macro-drenagem, cada vez mais inviabilizada com a impermeabilização do solo urbano, o que confronta a própria geologia de São Paulo, uma cidade erigida sobre áreas varzeanas e centenas de cursos d’água, muitos já concretados ao longo das décadas?

Ermínia Maricato: São tantos os cursos d’água (alguns deles secaram e não existem mais) que uma parte fica canalizada nas galerias, exigindo manutenção, o que é caríssimo. Há áreas na cidade em que se abrem grandes buracos nas galerias periodicamente. Aí se vê que tem uma galeria desabando, muito envelhecida, no terreno.

Portanto, tivemos, de fato, uma engenharia que comprometeu muito o crescimento da cidade. E quando falamos “precisa de área permeável”, há certos momentos em que, ao invés de um piscinão, o melhor seria liberar as margens de córregos e rios. Em alguns casos! Em outros, a solução é resolver o problema de esgoto e drenagem na beira do córrego, com urbanização, retirando algumas famílias e mantendo a maior parte. E ainda há as situações em que o jeito é a retirada de toda a população, por estar correndo risco e impedindo o córrego de exercer sua função de drenagem.

O problema é o seguinte: além de estarem ligadas ao interesse das empreiteiras, obras têm uma função muito paradigmática: é muito comum as pessoas terem a idéia de que política urbana é um conjunto de obras; política habitacional é um conjunto de obras; projetos de drenagem são um conjunto de obras. Há obras no meio disso, mas há a gestão, a liberação de solo para permeabilização…

Correio da Cidadania: Além da necessidade de um acompanhamento efetivo do que se faz em algumas áreas. Não basta a obra imediata.

Ermínia Maricato: E além do acompanhamento, o projeto é muito importante! É incrível, porque vemos os projetos de conjuntos habitacionais para a população de 0 a 3 salários mínimos repetindo exatamente os mesmos erros da ditadura militar, 30, 40 anos atrás. É impressionante vermos isso. Colocam a população fora da cidade, geram um problema gravíssimo de mobilidade e transporte, estendem horizontalmente a cidade, de forma que fique mais impermeável. Ou seja, aquela habitação cria problemas, não aponta soluções, pois agrava os defeitos da cidade.

Dependendo do projeto e de sua localização, não precisa de infra-estrutura, pois ela já está presente. O problema é que ninguém quer enfrentar o interesse dos proprietários imobiliários – sejam eles pobres ou ricos, que se diga. A questão da propriedade privada pega todo mundo no Brasil. Até mesmo a valorização da pequena propriedade já indispõe uma classe média baixa com moradores de favela…

Correio da Cidadania: Pode-se, neste sentido, afirmar que, na medida em que prevalecem os interesses privados, não se aplicam os instrumentos criados para o controle da propriedade e do uso do solo, como o Estatuto da Cidade e o Plano Diretor?

Ermínia Maricato: É muito difícil implementar instrumentos da função social da propriedade, previstos na Constituição Federal, no Estatuto das Cidades, e que precisam constar também nos planos diretores. Os PDs são vagos, não marcam as terras ociosas da cidade, que deveriam sofrer com o IPTU progressivo, que por sua vez não é definido e objetivado nos planos… Dessa forma, faltando tantas coisas, de que adiantam boas intenções?

E é preciso, neste sentido, estar muito atento para um problema que também existe no Brasil e que diz respeito ao mito do planejamento. Durante a ditadura, o Plano Diretor já foi muito prestigiado. E continua. Mas primeiro temos de falar da produção da cidade, ao invés de planejamento, que é um problema maior. E nisso os urbanistas realmente se equivocam, pois param de enxergar a cidade e ficam discutindo leis, instrumentos, como se aquilo de fato constituísse orientação para o crescimento urbano do Brasil, o que nunca foi o caso.

Lei no Brasil já é uma coisa que se aplica, sempre, de acordo com a circunstância. Portanto, é hora de olhar a produção da cidade, a ‘cidade real’, e não ficar achando que uma lei vai consertar uma cidade orientada por determinados interesses. Por melhor que seja, não vai contrariar interesses tão poderosos como os que têm levado nossa cidade pro abismo, pro caos total.

Um desses interesses é o automóvel: os planos diretores falam muito pouco disso, se formos conferir. A questão da mobilidade urbana é central à cidade e os PDs não a tomam na devida conta. Os urbanistas estão muito centrados em temas como zoneamento, por exemplo. Mas zoneamento é lei pro mercado, e mercado imobiliário no Brasil trabalha com 30% da população. Antes da gestão Lula, atingia uma proporção ainda menor da população, depois se ampliou bem pouquinho para uma classe média, por causa de seu programa de financiamento (Minha Casa Minha Vida). Mas, de toda forma, ainda é minoritária a parcela da população que se encontra neste mercado da moradia.

Deste modo, quando o zoneamento é questão central do urbanismo, já se parte do princípio errado. Porque mais da metade da população está fora do mercado imobiliário, aquele residencial, privado, capitalista, legal, formal etc.

É verdade que o uso e ocupação do solo é questão central para se ordenar o crescimento de uma cidade, mas ao mesmo tempo tem de ser assegurada uma relação muito próxima com a questão da mobilidade coletiva, do transporte, e de todo o saneamento ambiental: água, esgoto, drenagem e coleta de resíduos sólidos.

Correio da Cidadania: Ou seja, a oferta de serviços públicos também merece um olhar mais profundo quando se fala em ‘planejamento’ urbano, ainda mais quando se têm em conta os cortes de verbas dos quais vêm sendo vítimas, mesmo diante das calamidades.

Ermínia Maricato: É que uma parte da cidade também cresce ao léu, com os moradores construindo. E obviamente o fazem sem técnicas de engenharia, arquitetura, geologia, enfim, conhecimentos adequados. Esse é o urbanismo da periferia do capitalismo: uma grande parte da população, que não é incluída no mercado imobiliário formal, constrói parte da cidade por conta própria, sem qualquer conhecimento de leis e do que citei. E principalmente nas terras pelas quais o mercado não se interessa, em geral ambientalmente frágeis. Em qualquer cidade brasileira, verificamos que a população pobre está ocupando áreas de preservação ambiental.

Correio da Cidadania: Uma vasta reforma urbana, erigida sobre bases que vão na contramão do modelo vigente, seria, portanto, a única saída?

Ermínia Maricato: Não é só vasta reforma, pois talvez essa definição assuste um pouco. Não é só isso, e sim mexer na ‘alma’ brasileira, na questão da terra e sua valorização, a propriedade fundiária, é complicado.

Correio da Cidadania: Em meio ao atual caos urbano, repensar esta questão da terra e sua valorização não se correlaciona com a necessidade a cada dia mais urgente de uma reforma agrária, na medida em que sabemos que a população expulsa do campo vem engrossar as fileiras de miseráveis urbanos?

Ermínia Maricato: Sim. Trata-se de temas cada vez mais inseparáveis. Algo que mexe com as duas questões é o seguinte: atualmente, seria muito importante que as grandes cidades tivessem um cinturão verde, o que de certa forma até existe. E ele pode ser garantido pela agricultura, tendo propriedades hortifrutigranjeiras próximas à cidade, algo muito prestigiado, por exemplo, nos EUA, entre o pessoal de uma certa contracultura.

E não só nos EUA, mas também na Europa, no Canadá, vê-se produção agrícola mesclada à cidade. De um lado, conjuntos habitacionais, de outro, um milharal. Mas o fato é que nossa região metropolitana está expulsando a produção agrícola.

A idéia é possuir reprodutores orgânicos que possam ficar na franja na cidade, oferecendo produtos frescos e abarcando a questão da segurança alimentar, ao contrário do grande produtor, que usa muito agrotóxico e fica longe. O estado de São Paulo está deixando de produzir alimentos, por não conseguir competir com o agronegócio.

Correio da Cidadania: Esse seria um tipo de medida viável no curto prazo, no sentido de reverter algumas lógicas da cidade e melhorar sua macro-drenagem?

Ermínia Maricato: Sem dúvidas. Mas isso significaria gravar o solo apenas para uso rural. Imagina o que não acontece no Brasil se fazem isso! Aí as pessoas simplesmente deixariam a terra lá, ociosa, engordando e especulando. É complicado quando não se quer ter controle sobre o uso do solo e enfrentar a especulação; não se consegue implementar o que o capitalismo central implementou, um certo controle sobre a valorização e especulação imobiliária.

Correio da Cidadania: Você enxerga como possível que esse debate acerca da crescente imbricação entre questões urbanas e rurais seja colocado no curto e médio prazos?

Ermínia Maricato: Acredito que regredimos nos debates sobre as cidades nos últimos anos, apesar da criação do Ministério das Cidades. Se levarmos em conta a proposta da agenda da reforma urbana, com um movimento unificado, nacional, hoje ela se encontra mais fragmentada. Por exemplo, no Congresso, a bancada da reforma urbana é mais fraca do que já foi, assim como a unidade nacional dos movimentos. Creio que a bandeira do Plano Diretor como algo central é um equívoco, como definiram alguns movimentos, pois é a luta social que deve realmente conduzir a reforma urbana.

Eu não sei se alguma vez na história desse país o automóvel foi tão determinante, absorvedor de recursos públicos orçamentários. Dessa forma, mesmo diante do fato de a história ser dinâmica, creio que teremos uma volta do tema urbano, que pode ser datado de 1963 pelo menos, sob a ditadura, que fez o que fez com as reformas urbanas. O tema chegou a ter muitas vitórias institucionais, apesar de muitas serem letra morta, avanços reais numa série de prefeituras com governos diferentes, mas, neste momento, eu diria que há um recuo das forças mais progressistas e sua unidade.

Assim, acredito que teremos uma retomada, que não pode ignorar outra questão: devemos passar do urbano ao regional. Se pegarmos São Paulo, boa parte da questão urbana tem de ser debatida no plano regional. Há três regiões metropolitanas muito próximas (Campinas, São Paulo e Baixada Santista; a vista aérea permite ver claramente como se aproximam), com um território bem mais loteado do que há 40 anos (apesar da ilegalidade). Ou seja, há uma necessidade de se discutir o tema regionalmente.

Correio da Cidadania: Ainda que estejamos a léguas de distância do enfrentamento estrutural dos atuais problemas, que deveria passar pela questão da terra e da especulação imobiliária, algumas medidas paliativas são o que resta para ‘amenizar’ as tragédias. Como você analisa, nesse aspecto, as medidas anti-enchentes que vêm sendo anunciadas, mais ou menos nos mesmos moldes dos últimos anos?

Ermínia Maricato: Ah, não sei nem o que pensar disso… Ao mesmo tempo, o prefeito anunciou uma nova via expressa e o mercado imobiliário está aí, trabalhando em cima disso.

A verdade é que não há o menor avanço em brecar a lógica impiedosa de destruição da cidade: os governantes estão começando obras que eles podem acabar em quatro anos, ou seja, não são obras de longo prazo. Drenagem e sistema de transporte de massa não são obras para quatro anos. A criação de uma gestão sobre o solo urbano, e seu controle, não é coisa de curto prazo.

Ah, e passado o período das chuvas, agora vem o da poluição atmosférica.

Correio da Cidadania: E dentro dessa lógica, vemos o prefeito da cidade pronunciar-se reiteradamente sobre sua mudança de partido, e pouco falar dos problemas que têm afligido São Paulo em meio às últimas chuvas…

Ermínia Maricato: Não é só o Kassab, cá entre nós. Todo mundo parece que só cuida disso agora, é um pragmatismo… Eu não li essa coisa da Carta Capital que insinua que a esquerda está namorando o prefeito… Que esquerda quer esse cara, pelo amor de deus?! Ele e esse governo prejudicam tanto a cidade, mas tanto! Se existe uma coisa que é prioridade nessa cidade é o transporte de massa. E vemos que a cidade pára a cada chuva, incidindo em novos problemas de saúde, de epidemias…

Correio da Cidadania: Foi citada acima a hipótese de uma retomada da questão urbana. Onde você vislumbraria alguma mínima possibilidade de a cidade sair das amarras da especulação imobiliária, que prejudica a vida da grande maioria da população que nela habita?

Ermínia Maricato: Somente existirá esta possibilidade quando algumas forças se organizarem, porque se esperar a Câmara Municipal… Eu não sei por que o povo agüenta esse transporte de forma tão pacífica, um transporte caro, ineficiente, que perde tanto tempo… As pessoas que ficam nos carros também se acomodaram em perder horas, gastar combustível, emitir gases poluentes… Fora o número de acidentes, absolutamente bárbaro. Quer dizer, é uma cidade selvagem, doente!

Por isso acho que discutir Plano Diretor é firula. Claro que é necessário um plano, uma orientação. Mas é preciso encarar o que impede as soluções, não adianta só falar que “falta planejamento urbano”, “falta prevenção”…

Há situações evidentes que tomaram conta de tudo e estão mais fortes que há tempos atrás: os interesses do automóvel, das mega-empreiteiras, do capital imobiliário, das campanhas eleitorais…

Correio da Cidadania: Não basta criticar, é preciso intensificar as lutas práticas.

Ermínia Maricato: Só criticar, falar que falta planejamento urbano, é muita ingenuidade, porque na verdade existe um poder ocupando o espaço do planejamento urbano.

Correio da Cidadania: E que planejou exatamente dessa forma.

Ermínia Maricato: Sim, há esta lógica. Mas não estamos diante de algo que se possa chamar de planejamento. O que existe é uma orientação, uma direção política, que implica na relação da infra-estrutura construída com o mercado imobiliário, como por exemplo na Água Espraiada, nas Operações Urbanas, nos investimentos. E obviamente que esta tônica não pode resultar em algo planejado.

Em resumo, tem-se o que se pode chamar de “máquina do crescimento”, conceito de dois americanos que analisam o agrupamento de interesses diversos para orientar a cidade numa direção determinada

Correio da Cidadania: E quanto ao novo governo estadual, com Alckmin à frente, o que vai significar para São Paulo a persistência do tucanato no poder? Essa lógica prosseguirá com toda a força?

Ermínia Maricato: O governo estadual, como qualquer um do país, é muito ausente da questão urbana e metropolitana. A questão metropolitana está no limbo. Ninguém fala dela, as iniciativas existem, mas são muito incipientes. E esses problemas que citamos, como a macro-drenagem, não são questões apenas municipais. O transporte de massa nos grandes centros também não. A água de esgoto e mesmo o destino final do lixo tampouco.

Dessa forma, na medida em que não há ninguém, nenhuma instituição, partido, universidade, mídia, puxando a questão metropolitana para ser pensada, nossas metrópoles viram um amontoado de políticas paroquiais e clientelistas. Com aquela validade de quatro anos.

Correio da Cidadania: Qual a importância e significado que tem hoje para o Planalto o Ministério das Cidades?

Ermínia Maricato: Bom, saiu uma equipe que lutou a vida inteira pela reforma urbana e entra o partido do Maluf e do Severino Cavalcante. É verdade que tem gente boa lá dentro, mas, aqui entre nós, não se faz política urbana acomodando as politiquinhas…

Correio da Cidadania? E o que pensa do novo ministro das Cidades, Mário Negromonte, que substituiu Márcio Fortes?

Ermínia Maricato: Não posso falar muito, mas pelo que sei é um empresário da área de construção. Não entendo isso! É a mesma coisa que botar o cabrito pra tomar conta da horta.

Correio da Cidadania: Segundo notícias trazidas pela imprensa, o Ministério das Cidades deverá sofrer o maior corte de despesas, com redução de R$ 8,57 bilhões no Orçamento. Não se tem aí mais uma evidência da posição subalterna do projeto desse ministério na arena política?

Ermínia Maricato: A verdade é que esses cortes são principalmente de emendas que, em grande parte, fazem pouca diferença para a melhoria da qualidade das cidades brasileiras. O Ministério das Cidades já sofria esses cortes enormes. Fora isso, o Palocci está de volta, com a mesma política do início do governo Lula.

Correio da Cidadania: Mas não é muito paradoxal o anúncio de um corte dessa ordem logo na seqüência da tragédia da Região Serrana do Rio de Janeiro?

Ermínia Maricato: Seria se os recursos fossem aplicados de forma planejada, seguindo orientações de políticas públicas. Mas se temos um grande corte nas emendas dos deputados, é o caso de olharmos as emendas. Muitas delas contrariam o adequado crescimento da cidade. O deputado escolhe um bairro e pede verba…

Veja bem: no Congresso Nacional, o sujeito escolhe um bairro da cidade pra ser asfaltado e pega verba no Ministério das Cidades. O que você acha?

Correio da Cidadania: Mais políticas paroquiais e clientelistas, como você disse.

Ermínia Maricato: Não resta dúvida. Mas também me refiro à irracionalidade que é espalhar um dinheiro aqui e ali sem seguir plano algum. Eu me lembro que, quando estava no Ministério, o que mais existia era emenda pra asfalto. E estamos aqui falando da impermeabilização de São Paulo.

Eu não estou dizendo que sou contra asfaltar bairros onde as pessoas andam na lama. Mas o que eu vi muitas vezes foram bairros nos quais nem deveriam morar pessoas, na extrema periferia. O sujeito vai e consegue uma emenda pra asfaltar. E assim vamos contrariando tudo que é falado sobre o adequado crescimento urbano, o que rezam os Planos Diretores. É a lógica das emendas parlamentares. No Congresso Nacional, o sujeito atua muito mais como um vereador.

Correio da Cidadania: Qual a sua expectativa quanto ao governo de Dilma? Apesar desse começo pouco auspicioso no Ministério das Cidades, acredita que se possa retomar, de uma forma ou outra, algumas das suas concepções iniciais?

Ermínia Maricato: Acho difícil. Eu pensei que seria um governo à esquerda do Lula. Mas quando o Palocci foi pra Casa Civil, já fiquei com o pé atrás.

Não sei, mas as informações mostram que é um governo que repete os primeiros anos de Lula. Foi exatamente assim: cortes profundos nos ministérios, tanto que me lembro que, nas primeiras reuniões, reclamavam de falta de papel higiênico, contingenciamento, cortes, aumento de juros… Esse ralo de dinheiro público que escoa para o sistema financeiro ao mesmo tempo em que se contingenciam recursos públicos…

É o filme do primeiro governo Lula.

Correio da Cidadania: Portanto, avançar na questão da democratização da terra chega a ser uma utopia para os próximos anos?

Ermínia Maricato: Na terra, o governo Lula não tocou. Fora Raposa Serra do Sol, não tocou na questão da terra. E não adianta querer fugir dela.

Não existe desenvolvimento social, ambiental, regional e territorial, inclusive no campo, sem tocar na questão da terra. Não existe! Não existe resolver o problema urbano sem tocar na questão da terra.

E ela é cada vez mais central, inclusive na globalização. A gente vê isso no Brasil, no mundo inteiro, as grandes corporações e até estados nacionais estão comprando terra. E continuamos tentando fingir que não vemos nada.

Correio da Cidadania: Finalmente, pode-se dizer que o programa Minha Casa Minha Vida, bandeira do governo Lula, toma parte neste loteamento irresponsável da terra urbana e rural?

Ermínia Maricato: O impacto que o Minha Casa Minha Vida teve sobre o preço da terra, em todas as cidades brasileiras, foi bárbaro, e todo mundo finge que não percebe. Os empresários dão as explicações mais estapafúrdias e todo mundo engole ou ignora, ninguém fala em regular. Assim, estão sendo geradas novas áreas de risco e novas exclusões territoriais.

Tenho muito medo de ver as pessoas se dividirem entre otimistas e pessimistas. Isso me incomoda muito. Até reconheço que na pequena agricultura houve alguns avanços, apesar de o agronegócio ter sido muito mais aquinhoado. Reconheço alguns progressos, como, por exemplo, com o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

Até pode resultar algum impacto em torno das regiões metropolitanas em função da manutenção de pequenos agricultores, seria muito interessante. Mas a questão urbana, de fato, foi rifada pelo governo Lula, rifada pelo PT e aparentemente rifada pelo governo Dilma.

Valéria Nader, economista, é editora do Correio da Cidadania; Gabriel Brito é jornalista.



Ajude o VIOMUNDO a sobreviver

Nós precisamos da ajuda financeira de vocês, leitores, por isso ajudem-nos a garantir nossa sobrevivência comprando um de nossos livros.

Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia

Edição Limitada

R$ 79 + frete

O lado sujo do futebol: Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

R$ 40 + frete

Pacote de 2 livros - O lado sujo do futebol e Rede Globo

Promoção

R$ 99 + frete

A gente sobrevive. Você lê!


51 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

felipe

10 de abril de 2012 às 09h57

Depois de ler algumas entrevistas dela recentemente, dps dela ter saído do ministério das cidades, finalmente parece ter-lhe caído a ficha do que foi/é o governo PT, em que o limite consiste neles mesmos dentro da proposta reformista (se é que ainda dá pra falar isso). Coloco reformista entre aspas pq sabe-se muito bem que não há direito à cidade não é algo que se faz no plano de "conciação de classes" e muito menos pela "governabilidade" (como a articulação costuma dizer). Alguém me explica então (em uma crítica de esquerda ao centão que é o PT hj e sem personificar todos os problemas instrínsecos da "reforma" no PSDB, pq esses a gente já tá careca de saber que são umas bostas), pq esses projetos urbanos do governo federal tem ajudado mais à regulação do mercado imobiliário e à realização do capital financeiro do que na extensão do direito básico à moradia. Os movimentos urbanos (que há muito já não confiam mais no PT como partido, se não em algumas personalidades isoladas) e a dita "esquerda radical" pelos petistas há muito sacaram que ou se faz a reforma ou se faz o jogo imobiliário.

Responder

Nelson

11 de março de 2011 às 00h01

É deprimente, mas não é só a questão urbana que foi rifada. Há outras, como a ambiental, por exemplo.
Quanto ao viés do governo Dilma, concordo com a Maricato. Na minha visão, o governo dela estará mais à direita que o de Lula e não o contrário, como muitos apregoam. Infelizmente.
Espero, sinceramente, que a minha perspectiva esteja equivocada.

Responder

SôniaG.

10 de março de 2011 às 23h54

Sim, a professora tem razão em muita coisa, e aponta algumas soluções, que só serão concretizadas nas cidades, se houver um mínimo de responsabilidade de prefeitos e vereadores, muitos absolutamente inúteis e despreparados. Se o governo federal não restringir o acesso dos prefeitos incompetentes e irresponsáveis em todas as cidades do país, às verbas, e se não empregarem com absoluta propriedade o dinheiro adiantado, mostrando os resultados na data prevista.
cont…
Agora, está mais do que na hora do paulistano sair em massa na rua exigindo, não um partido ‘novo’, mas dignidade para viver na sua cidade e o cumprimento das promessas de campanha. Começa assim, depois enxota da cadeira de prefeito.

O título, de fato, é muito "P.A.Sampaio".

Responder

SôniaG.

10 de março de 2011 às 23h54

A indústria da habitação, de grandes e médias corporações, sempre darão um jeito de ganhar mais dinheiro. O projeto "Minha Casa…", precisa levar em isso em conta e possibilitar a construtoras de pequeno porte e/ou comunidades organizadas mesmo de participarem dos financiamentos, do Projeto, construindo suas próprias casas em terrenos doados pelas prefeituras. Poderíamos ter custos menores e um número maior de casas, dessa forma, sem enriquecer os especuladores de sempre. Normas rígidas e fiscalização constante. Descredenciamento de construtoras é uma solução. Especulou, cai fora. As construtoras, aliás, estão chamando as mulheres para a construção civil, resta saber se o salário oferecido é o mesmo que o dos homens.

Responder

Poder

10 de março de 2011 às 20h24

No Brasil o povo é desunido e a oligarquia capitalista é unida, organizada e opera com tamanha perfeição e marketing, que conta com a simpatia daqueles que são oprimidos pelo sistema que mantém a maior desigualdade da América Latina, e mantém os mesmos de sempre, como os "donos do poder".

Responder

    Dennys

    14 de abril de 2011 às 23h58

    E a reportagem? Se vai comentar que seja sobre a matéria!

Luci

10 de março de 2011 às 18h38

O Prefeito Kassab foi a Paris participar da Feira Internacional dos Profissionais do Setor Imobiliário, no dia 09 de fevereiro apresentou dois projetos, o Nova Luz e o Centro de Convenções (Piritubão). Conversa Afiada.

Responder

Roubo

10 de março de 2011 às 17h07

Não existe combate a miséria sem tocar na questão da terra, não existe direitos sociais no país onde a oligarquia domina os meios de comunicação. Não existe combate à miséria onde a impunidade para os ricos é regra.Na rua onde moro bairro classe média média, com pessoas que trabalham o dia todo, estudam e no feriado de carnaval duas casas foram roubadas levaram tudo que puderam (dinheiro, jóias, bens materiais), todos na rua estão abalados, com medo, tristes e sentindo-se inseguros no dia a dia. É uma sensação de impotência e abandono.E todos em conversas sobre o lamentável episódio chegaram à conclusão que a impunidade dos poderosos no ápice da pirâmide social está gerando esta onda de violência na base e que a ausência de políticas públicas para jovens, empurrar os pobres para as periferias são sistemas que aumentam a gravidade do problema. Questões urbanas, dramas de uma população que está sózinha com seus problemas que não criaram, mas que afeta diretamente suas vidas.

Responder

José Ruiz

10 de março de 2011 às 14h57

Parece que a gente vive correndo atrás do próprio rabo… nunca alcança… Todo mundo sabe quais são os problemas urbanos no Brasil, quais as causas e quais as soluções. O que ninguém consegue explicar é porque as leis não são cumpridas nesse país. O Estatuto da Cidade está sendo completamente ignorado por praticamente todos os municípios do país. É lei. Uma lei que os caras não cumprem e pronto! Quem explica isso? A solução para o Brasil é acabar com o judiciário… demitir todos os juízes, promotores, funcionários, etc… e reconstrui-lo para funcionar em nome da coletividade… O Brasil tem uma doença, ela se chama judiciário…

Responder

kelvin

10 de março de 2011 às 13h01

A entrevista foi muito boa… O Título foi totalmente infeliz!

Acho que todos tem culpa, e ela não deixou de criticar o governo tucano paulista e nem o governo do PT. As pessoas que comentaram que o blog virou direita, que tão defendo o PSDB, que já estão pondo a culpa no PT(mania de perseguição da esquerda), que é tudo culpa do minha casa minha vida, do programa de aceleração; deviam refletir melhor e reler o texto.

E obrigado ao blog de apresentar diferente pontos de vistas!

Responder

Mel

10 de março de 2011 às 00h49

É mais uma daquelas figurinhas que sairam do PT para o PSOL e passaram a odiar o PT. Parece a direita. Tudo no Brasil é culpa do Lula e agora da Dilma. Não existe governo estadual e governo municipal. Pergunte pra ela como o governo federal fura o Bunker que o PSDB montou aqui em São Paulo?

Responder

beattrice

10 de março de 2011 às 00h34

"Há situações evidentes que tomaram conta de tudo e estão mais fortes que há tempos atrás: os interesses do automóvel, das mega-empreiteiras, do capital imobiliário, das campanhas eleitorais…"
Azenha
nas médias e grandes cidades sobretudo, a força das mega-empreiteiras se sente brutalmente, rompendo todo o traçado urbano, especulando de forma escandalosa na área imobiliária comercial e residencial, inclusive em detrimento das populações mais carentes, e impondo índices de verticalização mais e mais acentuados.
O poder público a tudo assiste passivamente, autorizando as construções, e o cidadão não tem simplesmente a quem recorrer.
Aparentemente há um setor do MP voltado para a questão urbana, mas este raramente se manifesta.

Responder

Antonio lopes

09 de março de 2011 às 23h38

Ermínia a desiludida !!!! mas sem atacar o governo do psdb que reina desde 1982 ………..Ermínia acorda sp é assim e grande parte dos problemas foram gerados pelo PSDB !!!!!!!!Eu levava vc a sério nos anos 80, depois de ler isso : mais um intelectual da usp DELETADO !!!!

Responder

Duarte

09 de março de 2011 às 23h29

Plano diretor, definição de perímetros urbanos e limites, loteamentos e até combater especulação imobiliária (criando cotas de terrenos públicos por exemplo, quando se amplia o perímetro urbano) é coisa de prefeito, e não de presidência da república. Ou a autora sugere acabar com eleições municipais e nomear interventores através do ministério das cidades?
Outra coisa é a visão paulistana da elite. É fácil ver a "questão urbana" como tudo o que cerca um bom apartamento nos jardins: o trânsito, a selva de pedra, as enchentes. Mas para quem vive nas periferias, como da baixada fluminese, e tem que enfiar sacos de plástico nos pés para enfrentar o barro e ir ao trabalho em dia de chuva numa rua não asfaltada, o asfalto é essencial sim.

Responder

    Bonifa

    11 de março de 2011 às 13h26

    Todas estas coisas são de responsabilidade municipal, mas são obedientes a diretrizes federais. O Estatuto das Cidades é um conjunto de normas e até leis de ordem federal, elaborado no Congresso Nacional. Como as cidades dependem de verbas federais para a consecução de projetos municipais, o dinheiro só deve ser liberado mediante projetos consistentes e planos diretores periódicos de dez em dez anos, como manda a lei, e elaborados dentro da perspectiva balanceada dos diversos interessses urbanos em jogo, inclusive e principalmente o interesse social. E a secretaria do Doutor Hage deve ser a mais privilegiada de todas: o país necessita antes de tudo de rigorosa fiscalização sobre como os municípiops estão empregando o dinheiro federal. O Doutor Hage jamais poderia ser, de maneira alguma, desprestigiado, como parece estar acontecendo. Será um prêmio aos ladrões do dinheiro público e uma travanca de ferro ao desenvolvimento democrático do país.

Glecio_Tavares

09 de março de 2011 às 22h59

Esse papo de "chapabranca" e de "preconceituoso", me lembra um filme: "De volta para o futuro". Toda vez que alguém dizia ao Marty MacFly que ele era um "franguinho" ele tentava provar que era corajoso e fazia algo que não queria fazer. Seria esse o segredo que fez vários dos blogueiros progressistas mais importantes do país dar voz aos partidos que perderam a eleição? Convenhamos o titulo do post não faz o menor sentido. Denuncia seria informar o que o aquassab pretende fazer com a santa ifigenia, desapropriar para entregar as grandes imobiliarias é CONTRA A LEI.
Eu não sou filiado ao partido, não trabalho para o governo, nem sou ligado a ele.
Sou analista de sistemas e trabalho em empresa de seguros.
PS A foto da Dilma é por orgulho mesmo, pois quando me lancei a fazer campanha para ela na internet tinhamos 5% de inteções de voto.

Responder

Don’t Beija-Flor without reading this! | Trendy Twitter

09 de março de 2011 às 22h03

[…] Ermínia Maricato: “Questão urbana foi rifada pelo governo Lula … […]

Responder

Jorge

09 de março de 2011 às 22h00

Essa "fulana" para quem perguntou, é uma das maiores (senão a maior) urbanista que temos hoje no Brasil e professora da melhor universidade do Brasil (a USP), ou seja, ninguém melhor que ela para tocar nesta ferida, o males das nossas cidades.
Agora, somente quem nunca visitou um pais desenvolvido, pode achar que vivemos em cidades razoáveis, pois todas as grandes cidades (e tambem algumas médias) brasileiras são um LIXO (urbanisticamente falando), e nós, brasileiros, ainda achamos que estamos nos tornando "desenvolvidos". Se continuar vivendo como vivemos, nunca chegaremos à qualidade de vida das cidades dos psíses desenvolvidos!
Vá para NY, Toronto, Londres, Sydney, Melbourne, Berlim, Paris, Vancouver, Madrid, Seul, e depois compare, mais, cuidado! porque pode entrar em depressão ao constatar como vivemos (brasileiros) em cidades horríveis!

Responder

    beattrice

    10 de março de 2011 às 02h29

    Arriscaria a dizer que a qualidade das cidades brasileiras em falta de planejamento e verticalização desordenada pode vir a perder mesmo na esfera da AL, ou não?

Beija-Flor | Aquarian Advertising Network

09 de março de 2011 às 21h37

[…] Ermínia Maricato: “Questão urbana foi rifada pelo governo Lula … […]

Responder

Paulo Viriato Moura

09 de março de 2011 às 21h36

Bom de ver que os leitores, na grande maioria, sentiram o que eu senti: se eu soubesse que o Viomundo virou jornal igualzinho ao Estadão… eu nem me dava o trabalho de vir até aqui, pra me informar. Desinformação e choradeira metida a 'só eu sei', já temos no Estadão, na Folha, na rede Globo. Como é? O Azenha saiu pro carnaval e ainda não voltou? Quem está fazendo o blog? Errei de endereço e fui parar na página do Reinaldo Azevedo? NÃO ENTENDI. NÃO GOSTEI.

Responder

LULA VESCOVI

09 de março de 2011 às 21h34

Parabéns ao Viomundo por postar matérias críticas(DE ESQUERDA) a esse governo e vaias aos comentaristas chapas brancas que não admitem que se questione coisa alguma.

Responder

assalariado.

09 de março de 2011 às 21h30

Esta entrevista é muita areia para os cerebros petistas de plantão.Ermínia pega os três governos(municipal, estadual e federal) e,os usa,como exemplos de erros recentes de planejamentos/politicas publicas urbana. Varios comentarios são de má fé/ou não sabem como contesta-las,levando-se em consideração os reais problemas estruturais urbanos existentes Brasil afora.Tendo em vista o rabo preso das administrações petistas ou não,para a contribuição do caos urbano,(de fato),percebe-se que no geral várias administrações, ou todas,tem compromisso só com os interesses imediatos de lucros dos capitalistas da construção,entre outros. Este post é muito rico em idéias e propostas para encaminhamentos presente/futuro das cidades brasileiras.Porém,alguns "assessores" petistas classificam de modo rotular,negativo,simplista e,até preconceituoso, de alguns de seus porta vozes,a serviço do capital.É lamentável,raciocinar é preciso…

Saudações Socialistas.

Responder

Silvio I

09 de março de 2011 às 21h26

Não sou advogado nem de Lula, nem do PT, nem da Dilma. Esta Senhora si mal no me lembro, foi candidata em algum cargo eletivo, em alguma oportunidade, ou pode ser alguma outra pessoa, com esse apelido o parecido. Mais em principio já não concordo com o titulo de esta entrevista. No Brasil se acredita que o Presidente todo pode. E por o tanto se culpa de todo a ele. O Presidente preside a Federação, e quem governa os Estados são os Governadores e em os Municípios os Prefeitos. Assim que Lula não tem nada que ver com São Paulo, Dilma tampouco e o PT nunca Governou São Paulo. A Prefeitura estive em mãos do PT com a atual a deputada Erundina, e da atual senadora Marta. As duas fizeram em São Paulo governos maravilhosos. (si alguém duvida, veja o que elas fizeram por São Paulo, mais analisem sem partidarismos) Todo não se pode fazer em quatro anos.E nosso problema e que quebramos a continuidade, para poder falar mal do prefeito anterior, e si possível destroçar todo o que ele fez.O Governo Federal pode enviar dinheiro ao Estado ou ao Município mais este e o responsáveis pelo projeto e a aplicação do dinheiro.O Governo Federal não faz projeto em São Paulo.Faz uma mistura de reforma agrária com urbanismo,com crescimento imobiliário, e automóveis.Fala dos problemas de São Paulo.As privatizações contribuem para que as coisas não andem como deveriam.Os esgotos estão em mãos da SABESP. As tubulações são antigas feitas de manilhas. As águas pluviais têm tubos de bitola que já não comportam essa quantidade de água e por isso observamos essas fontes que se formam nas bocas nas ruas que levanta as tampas de ferro. Mais cano enterrado não da votos, agora como esta privatizado o importante e lucrar e jogar o esgoto nos córregos sem tratamento. Fala da terra impermeável. Passa que não se tem deixado superfícies para absorver água das chuvas,e para favorecer o transporte individual se faz ainda uma ampliação nas marginais do Tiete.Todo se vai somando.Os piscinones não e uma boa solução, mais e um paliativo.O negocio que ninguém pega o touro pelos chifres Soluções existem.O problema automóvel começo por querer copiar a os Angeles Califórnia.Esse foi Maluf.Apos o automóvel e uma industria que sem quase nenhum trabalho da um bom dinheiro para os cofres públicos.Começa pelo IPVA,inclusive para enviar o documento as residência custa R $11.00 acredito que o correio não cobra isso.Depois temos estacionamentos nas ruas,a industria das multas,que não sei ate onde e constitucional já que colocam multa os marronzinhos, que pertencem a uma companhia mista.E o interessante que vale a palavra de eles,porque se recebe a multa no domicilio com data de pagamento estipulada e depois de vários meses de ocorrida a transgreção, si e que existiu, e quem se lembra si esse dia e hora, passou por aquele local .Tenho a leve impressão que não poderiam colocar multas.Temos também a inspeção veicular,feita por empresas amigas ,que estão junto com a prefeitura, faturando uma nota mais o menos regular.Alguns milhões de veículos a R$ 56.00 da uma notinha interessante.E para onde vai? Por esta razão que não existe a preocupação do prefeito em fazer um transporte de massa, que atenda a população e que esta deixe os carros em casa. Bom e tão amplio os temas tocados,e tão misturados que no se sabe, para que direção tomar.

Responder

Herminio

09 de março de 2011 às 20h22

Sobre o título da matéria, pensando assim, digo que não mais presisaríamos de governadores e prefeito, e por falar em prefeitos, grande número deles servem somente pra surrupiar o dinheiro público, e falando em prefeitos eu li uma matéria em que o senador Aecio Neves acha que o bolsa familia deveria passar por mãos dos prefeitos isso é verdade? seria colocar a raposa tomando conta do galinheiro.

Responder

    Geysa Guimarães

    09 de março de 2011 às 22h59

    Hermínio:

    Esclareça-me, por favor. Já não passa? Que eu sabia, aqui o Bolsa chega através do Fundo Social, onde não se dá um espirro sem consultar a prefeitirana.
    Presumo que a sistemática seja a mesma em todas as cidades.

Julio Cesar

09 de março de 2011 às 19h48

Não é mais uma daquelas ressentidas por não ter sido convidada a ocupar cargos?
Vê lá!

Responder

@Pele_negra

09 de março de 2011 às 19h28

O que está acontecendo com o VioMundo, foi tomado pela direita ensandecida? Os comentários são ridículos, preconceituosos e desrespeitosos. Falta o mínimo conhecimento sobre os temas abordados na entrevista.

Responder

Bonifa

09 de março de 2011 às 19h25

Primeira providência na instalação da era tucana foi a destruição do planejamento urbano, em favor da especulação imobiliária predatória e desenfreada. Os escritórios de arquitetura e urbanismo das prefeituras deixaram praticamente de existir e os planos diretores se transformaram em convenções empresariais, verdadeiras piadas. Quando veio o governo do PT, os novos governantes seguiram a mesma estrutura e a mesma visão, sem a menor cerimônia. Tentaram apenas se mostrar mais eficientes dentro da mesm miopia de um neoliberal tupiniquim. E adoçaram o cenário com "um pouco de atenção aos moradores de baixa renda das cidades". Que, por sinal, era uma bandeira do PFL dentro do próprio sistema neoliberal tucano. É uma completa lástima. Nem os EUA jamais prescidiram de vasto e rigoroso planejaamento urbano, com escritórios públicos altamente prestigiados. Desta maneira, jamais chegaremos lá. A Índia, aparentemente caótica em suas cidades, está consciente da necessidade de elaborar um planejamento urbano de primeiro mundo e em breve estaremos sós, solitários no caos, nos debatendo em gigantescos problemas e ostentando apenas a perplexidade impotente de políticos incompetentes.

Responder

Renato

09 de março de 2011 às 19h06

A culpa do Governo Federal é mínima. Nos municípios quem concede as licenças para que sejam construídos loteamentos e demais formas de ocupação urbana são as autoridades municipais. É muito comum vereadores serem "agraciados" com benesses para aprovarem tais ilicitudes. Nas grandes cidades o problema é antigo e todos os partidos – nem o PT escapa – que estiveram à frente das prefeituras em maior ou menor escala têm sua parcela de culpa. Na verdade somos um país atrasado, a começar pela classe política. O povo atira o lixo nas ruas e rios. Fumantes jogam xepas no chão. Do pobre que urina nos muros à classe média que barbariza no trânsito, poucos se salvam. O que precisamos é de um banho civilizatório. Com melhorias na educação? Sou cético, pois muitos dos "godos" de hoje têm curso superior. Culpar o Governo Federal é simplista demais.

Responder

    Silvio I

    10 de março de 2011 às 09h12

    Renato:
    Nem você nem Eu vamos a ver esse banho de cultura, de civilidade. Isso demora uns 50 anos para surtir efeito. Vamos a observar: quantos anos faz que se institua a lei para dar os assentos as pessoas idosas, deficientes, mulheres grávidas, o com criança de braços. Seguro que si não se começa nunca se chega. Nos não cumprimos as leis, o sempre se está pensando de dar um jeitinho. Essa palavra jeitinho, deveria figurar no dicionário como sinônimo de corrupção.Alguns exemplos ir ao supermercado o ao banco com crianças a efeito de entrar nas filas prioritárias.Isto não quere dizer, que tem pessoas que são socinhas e que não tem mais remédio que levar a criança.Mais tenho observado que vão junto quatro o cinco pessoas.O uso por empresas de idosos como Office boy, para poder usufruir das filas prioritárias.A pessoa idosa em este caso ate poderíamos eximir da culpa, porque encontrou uma forma de conseguir um trabalho, inclusive não registrado, para fazer um pouco de dinheiro ,que o ajude a pagar os medicamentos,que dito seja de passo são um roubo a mão armada.Fazer se o dormido no banco reservado, ou olhar para outro lado, ou estar lendo o jornal sem jamais levantar os olhos,o brincando nos jogos no celular, a efeitos de não ver a mulher grávida ou a pessoa idosa..E um detalhe interessante,já observe isso se a pessoa idosa solicitar o assento que está reservado para ele,e existem algumas pessoas que dizem, velho de merda. Outra, não passar nas zebras, e o motorista não respeitar ao pedestre. Jogar lixo na rua. Podemos continuar com essas pequenas coisas do cotidiano.Outra existem Farmácias como a Drogasil da Rua da Mooca que tem uma fila única e tenho observado que pessoas idosas inclusive em estado de saúde deficiente fazendo fila, com pessoas jovens esperando ser atendidos quando chegar seu número .Isso apenas resolvido com um letreiro sobre o balcão que diz: se atende prioritariamente a idosos.Sem entrar a desonestidade que impera, principalmente em aqueles que tem a seu cargo dinheiros públicos.Bom teríamos muitas mais coisas para poder enunciar mais vamos a ficar com estas que nos mostram o longe que estamos de ser civilizados.

    Bonifa

    10 de março de 2011 às 10h26

    O maior culpado é o governo federal, sim. Deveria exigir das cidades projetos obedientes a planos diretores elaborados dentro de padrões mínimos especificados em legislação federal, coerentes com planos de saneamento básico perfeitos e planos de defesa ambiental. Sem isso, nada de verba. Mas no Brasilzinho a verba sempre sai, para o compadre de fulano de tal. E ainda queremos fazer copa do mundo. Razão tem o Pelé, vamos passar pela maior de todas as vergonhas nacionais e carimbar talvez para sempre nossa incompetência para transformarmo-nos em país moderno.

Armandi P. S.

09 de março de 2011 às 19h05

Pior que ciúme de homem, é ciúme de gente de esquerda e ex militante do PT. Não se conformam com a eleição da Dilma, perderão o bonde da história.

Responder

jose

09 de março de 2011 às 18h53

Que matéria safada! Dona Erminia, a senhora fala das cidades brasileiras como se todas fossem São Paulo. Tem algumas coisas que a senhora sugere que são interessantes, mas a maior parte de sua discussão é paulistista, ou seja, centrada no exemplo de São Paulo. Não vejo porque a chamada da matéria acusar o governo Lula e agora por em suspeita o governo Dilma quando os problemas que a senhora aborda serem problemas da cidade de São Paulo, que com exceção das gestões Erundina e Marta que fizeram pouco pela disciplinação do uso do solo, impedindo impermeabilizações etc…São Paulo em muitos anos de história teve prefeitos e governadores que a senhora sabe muito bem a que interesses estavam ligados. Sua análise tem problemas sérios…

Responder

Glecio_Tavares

09 de março de 2011 às 18h26

A ex-secretaria do ministério das cidades não deveria ser também responsabilizada pelo descaso que ela mesma denuncia? O site é mesmo ligado ao Plinio?

Responder

    Herminio

    09 de março de 2011 às 20h28

    Se for verdade que é ligada ao Plinio, ja se vê porque da denuncia, esse pessoal do Plinio é quanto pior melhor e o pior de tudo, que nem o psdb/demos/pps.

    Glecio_Tavares

    09 de março de 2011 às 21h22

    Fui la no wikipedia:

    O Correio da Cidadania é um jornal semanal independente publicado na cidade de São Paulo. Publicado desde 1996, é um importante veículo da mídia alternativa brasileira, ligado à esquerda católica e aos movimentos sociais.
    O jornal é dirigido por "Plínio de Arruda Sampaio" e editado por Valéria Nader, tendo entre os seus principais colaboradores e articulistas Frei Betto, Luiz Antonio Magalhães, Osiris Lopes Filho, Wladimir Pomar, Léo Lince, Gabriel Perissé, Fernando Silva, Virgílio Arraes, Guilherme Delgado, Danilo Di Giorgi, Rodolfo Salm, Rogério Grasseto Teixeira da Cunha.

David

09 de março de 2011 às 18h22

Chega a ser engraçado jogar a culpa do caos urbano, cujo maior exemplo disparado é SP, em cima do governo federal… E quando se fala em SP, pra falar em culpa do ministério das cidades, precisa sentar muito, mas muito mesmo, a bota primeiro no Kassab e nos últimos (todos) governadores do estado. Isso é condição necessária para embasar uma crítica ao caos urbano com o mínimo de credibilidade. Desviar essa caos pro colo do Lula e do PT é ridículo, vemos nitidamente as perguntas conduzindo a entrevistada. Essa entrevista foi pura manipulação.

Responder

walter

09 de março de 2011 às 18h18

quem é essa fulana, nunca ouvi falar. isso significa que ela falando e um gato andando, é a mesma coisa

Responder

max

09 de março de 2011 às 18h12

Policiais civis estacionam carro na calçada para almoçar em SP
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/886428-pol

Responder

betinho2

09 de março de 2011 às 18h09

Que matéria mais enviesada!!!!!
Começando pelo título, pouquissimo a ver com o conteúdo.
Além disso a entrevistada, Ermínia Maricato, se contradiz em relação ao título, ao posterirmente justificar o corte
do orçamento (emendas bairristas), na verdade o governo está é acabando com a "rifa". A matéria está quase 100% relacionada aos desmandos administrativos dos prefeitos e governadores, de longa data.
Faz um chororó sobre leite derramado (que jamais será recuperado) sem apontar soluções efetivas.
Agora, se querem jogar nas costas do governo federal, é melhor acabar com eleições em São Paulo e transferir para Brasília a nomeação de interventores para administrar a terra dos demotunganos. Pelo menos até que aprendam a votar.

Responder

    beattrice

    10 de março de 2011 às 00h22

    Desculpe, mas chega a ser ofensivo dizer que SP precisa de interventores, quando se trata justamente do contrário.
    SP precisa de democracia, porque o que há em SP há cerca de 30 anos é uma dinastia tucana ocupando o poder, sustentada pelo PiG.
    Por outro lado, sugerir que os paulistas e paulistanos "não sabem votar" tampouco colabora para a politização dessa sociedade e portanto para a solução do problema.
    Vale a pena ainda relembrar que paulistas e paulistanos elegeram Lula e outros representantes da esquerda.

    betinho2

    10 de março de 2011 às 11h59

    Beatrice
    Já recebeste o "seja bem vinda" do PSOL?

    beattrice

    10 de março de 2011 às 17h26

    Não, nem estou esperando por boas vindas deste ou daquele partido Betinho.
    Meus ideais não são partidários como aparenta ser o seu caso.

    Haydée T. Mello

    25 de julho de 2012 às 05h05

    que mulher SÁBIA és tu Beatrice… As pessoas nunca aprenderam o que é a esSência do VERDADEIRO ANARQUISMO!(AMA AO TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO),…medo de fugir da LEGALidade, mas , mulher sábia…nesta grande GAIA…só entendi isso, e não se rende ao PARTIDARISMO, quem é livre de AMARRAS, BATAlha por esta CIDADE, por este PAÍS …MUITAS VEZES, numa tentativa FRUSTRADA, de fazer valer o lema que leva a BANDEIRA desta pátria MAL AMADA, perdida de pessoas EGOCÊNTRICAS(cada um por SI, que se VIRE!!!) : “ORDEM E PROGRESSO” mulher idealista, tornou-se ABSTRATO!!!

Rodrigo Ferrari

09 de março de 2011 às 17h25

Azenha, você poderia ao menos informar aos desavisados que o Correio da Cidadania é comandado por Plínio de Arruda Sampaio. Isso ajudará seus leitores a compreenderem o fato de a entrevista só conter perguntas enviesadas.

Responder

yacov

09 de março de 2011 às 17h23

Pelo que eu saiba nunca se investiu tanto em infraestrutura como no governo LULA com os PAC I e II. E as responsabilidades dos estados???? A moça aí, critica o governo LULA ,mas só falou do problema de São Paulo. O que o Governo LULA tem a ver com o abandono da questão de infraestrutura e planejamento no estado de São Paulo e na cidade de São Paulo, onde estes problemas existem desde Anchieta????

"O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

Responder

augusto

09 de março de 2011 às 17h13

Eu nao sei o que seja questão urbana. Desculpe-me. E eu me considero cara até muito politizado. Tirem as conclusoes que quiserem, mas isso diz alguma coisa?

Responder

ratusnatus

09 de março de 2011 às 16h49

Na boa, o governo federal não tem nada a ver com isso. Isso é problema de prefeitura.

Essa entrevistada já foi pra roça na França pra ver como é que é? A França, uma país que cabe umas 10 vezes ou mais no brasil tem mais estradas asfaltadas que o Brasil. A roça lá é 100% asfaltada.

O asfalto não é problema. Existem soluções de engenharia para tudo. Só tem que pagar.

Aqui em BSB por exemplo. Aqui em Brasília as obras funcionam da seguinte maneira. Primeiro faz-se a pista de asfalto. Depois de pronta, faz-se o escoamento d'agua. A pista sempre é feita sem ralo. Sem nada mesmo. Depois eles quebrar a pista nova para fazer os bueiros. Bueiros estes que são insuficientes para a pista nova, já toda quebrada. Assim, devido a constantes empossamentos, a pista que deveria ter 10 ou 15 naos de vida útil, tem na verdade 3 ou 4 anos.
Depois, tudo de novo, pista nova mas sem bueiro. e o mundo segue girando.

Acabaram de fazer uma obra milionária, duplicaram a tal da EPTG. Estamos chegando no período de seca mas a pista nova, quando chove, para. Para porque não tem bueiro. A pista nova ja está se decompondo com as poças. Vamos ver quantos anos dura a pista de concreto nova.

E querem me convencer que o problema é o asfalto…

Responder

Marcelo de Matos

09 de março de 2011 às 16h48

Os imóveis sofreram grande valorização. Vejo pelo preço dos apartamentos aqui no meu prédio. É claro que os terrenos também se valorizaram. Atribuir tudo isso ao Minha Casa Minha Vida não é forçar a mão?

Responder

Deixe uma resposta para Luci

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!