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Em nota, centrais sindicais repudiam “toda forma de autoritarismo” no trato com a greve dos servidores


12/08/2012 - 20h46

O presidente da CTB, Wagner Gomes, discursa durante ato do 1˚ de maio unificado (foto Láldert Castello Branco, site da CTB)

DOM, 12 DE AGO/2012

Nota das Centrais Sindicais

do site da Força Sindical

As centrais sindicais (CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT) apoiam a greve do funcionalismo público federal que reúne dezenas de categorias, por reajuste salarial, benefícios sociais e econômicos. No entender do movimento sindical, é legítimo os trabalhadores paralisarem as atividades para reivindicar melhores condições de vida e de trabalho.

O movimento sindical apoia também o pleito dos grevistas relativo à regulamentação em lei da Convenção 151 da OIT-Organização Internacional do Trabalho, que trata das relações de trabalho na administração pública, notadamente o direito de organização e negociação coletiva para a solução de conflitos e para o exercício dos direitos civis e políticos.

É justamente a falta de negociação entre as partes — postura adotada pelos governos passados — que gerou o descontentamento generalizado dos servidores, há décadas submetidos à uma política de desvalorização da carreira de servidor e de arrocho salarial.

Entendemos, porém, que cortar o ponto e substituir grevistas por outros trabalhadores servem apenas para acirrar os ânimos e por lenha na fogueira do descontentamento do funcionalismo público federal.

Repudiamos todas as formas de autoritarismo no trato com reivindicações legítimas dos trabalhadores e trabalhadoras do setor público.

Solidárias com os grevistas, as centrais sindicais reconhecem que a saída para a paralisação está na disposição das partes sentarem à mesa e negociarem até a exaustão, tendo como perspectiva a solução rápida do conflito, reduzindo, assim, os prejuízos causados aos próprios servidores e à população.

Wagner Gomes, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil)

Vagner Freitas, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)

Miguel Torres, presidente da Força Sindical.

José Calixto Ramos, presidente da NCST (Nova Central)

Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)

Leia também:

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40 comentários

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smilinguido

14 de agosto de 2012 às 20h45

Nada mais astuto do que botar a “esquerda” pra fazer o trabalho sujo da direita (supondo um tanto ingenuamente que essas categorias tenham algum sentido nos dias que correm)..so existe um partido; o do capital que por razões de estrategia politica nomeia alguns de seus membro de “esquerda”..

Responder

Terra: Dilma faz reunião para tratar de greves « Viomundo – O que você não vê na mídia

13 de agosto de 2012 às 18h31

[…] Centrais sindicais rejeitam “toda forma de autoritarismo” […]

Responder

Valter

13 de agosto de 2012 às 12h42

Não acho que funcionários do Judiciário, Polícia Federal e Polícia Rodoviária, que têm salários iniciais superiores a R$ 10.000,00 tenham motivos tão graves que justifiquem uma greve. Pelo contrário, acho um desrespeito e falta de sensibilidade em relação àqueles que não recebem nem 25% desse valor e deveriam ser atendidos antes destes marajás ingratos e egoístas… Ministra Míriam Belchior, não negocie nada com estes auxiliares de golpistas! Os 70% de brasileiros que apoiam Dilma não concordam com os grevistas!

Responder

    Vlad

    13 de agosto de 2012 às 13h11

    O mendigo também acha um absurdo o gari comer todo dia.

    Wagner

    13 de agosto de 2012 às 18h35

    Olhaí um tucaninho disfarçado. Daqui a pouco vai pedir para privatizar o serviço público.

augusto2

13 de agosto de 2012 às 11h46

Ja sei, alguns vao nos dizer que que é só tirar dos juros selic ou do superavit primario e passar o superavit aos servidores…
So que se fizer ALGO assim com pouca anestesia , e em seguida o governo precisar de forte apoio ficará pendurado na brocha, sem a escada. E nao serão os sindicalistas publicos nem o povo distante que vao providencia-la. Alias menos de 28% de uma vez e na bucha nao serve para a cut servidora. ela serve a quem?

Responder

Lucy

13 de agosto de 2012 às 10h50

A cada dia que passa fico mais impressionada com o discurso dos “progressistas”. Gente que se diz de “esquerda” a aplaude a postura absurda do governo no trato com os servidores federais. Comentários ridículos que qualificam os servidores como parasitas e ociosos. Ridículo!!!! Transformar serviço público em privado é que é um tiro no pé! Estão todos satisfeitos com o resultado das privatizações!!!???? O governo do PT, mesmo com Lula, não era assim tão de esquerda, mas a maneira da Dilma tratar os trabalhadores é ABSURDA! Quero ver como o governo vai tratar os funcionários da receita, da pol[icia federal, etc. Quero ver se eles vão ter a ousadia de tratá-los como vem tratando os professores. Será que eles vão continuar a se juntar com o PIG para alardear aquele discurso patético e falacioso de que os servidores públicos são os responsáveis por destruir as contas dos governo. ESTOU PAGANDO PRA VER!!!!!!!!!!!!!

Responder

    augusto2

    13 de agosto de 2012 às 11h52

    Eles estao assim porque estao mais longe do centro de decisoes do que estiveram com Lula. E sabem q hoje ha mais apoio popular ao governo.
    pagando ou nao, voce vai ver depois do amém de dilma a esta chantagem.
    O SM foi recuperado com um plano com começo meio e fim. Ja o dos professores federais tem que ser de uma vez.
    Dilma nao precisa ser presidente, ela nao tem necessidade e ela mesma sabe disso. Deixe o lugar para o vice pra ver o que os professores federais conseguem.

Almir

13 de agosto de 2012 às 10h24

Privatização de hospitais federais?

Vem cá: quantos hospitais federais foram vendidos, a preço de banana?

Vocês não querem negociar coisa nenhuma. Estão somente fazendo o “serviço sujo” de preparar o terreno para um golpe de estado à la paraguaia. Golpe aliás, encomendado pelos americanos.

Responder

Almir

13 de agosto de 2012 às 10h00

Governo dá dinheiro bros banqueiros?

Então mm explica por é que que TODOS os banqueiros sempre votaram no trio Serra/Aécio/Alckmin. Foi pra perder a boquinha ou pra ganhar mais?

Vocês não querem negociar coisa alguma. Querem é semear o golpe, pra favorecer a direita.

Acontece que, com a direita no poder, as negociações serão na base do cassetete no lombo e gás pimenta nuzóio. Só vocês não sabem disso (ainda).

Responder

    Moacir Moreira

    13 de agosto de 2012 às 10h29

    Os banqueiros do crime organizado internacional não tem preferência por este ou aquele partido, pois fazem generosas “doações” de campanha para todos.

Moacir Moreira

13 de agosto de 2012 às 09h57

Então os 50% do orçamento federal destinados a pagar juros aos banqueiros do crime organizado internacional são considerados “investimentos”?

Me engana que eu gosto.

Responder

Ricardo

13 de agosto de 2012 às 09h13

Privatização dos hospitais federais.

Arrocho salarial e intransigência no trato com o trabalhador.

Governo diz que não negocia com grevistas.

Governo dá dinheiro a banqueiros.

Governo alia-se a Maluf.

Governo tenta proibir direito de greve do servidor com um decreto inconstitucional.

Estamos no governo de FHC ? Eu pensei que era Dilma. Eita, é Dilma mesmo. o que aconteceu ?

o PT está pior do que o PSDB. quem diria.

PT, partido dos traidores. Acha que endireitar o país é caminhar para a direita.

Espero que o STF condene todos os envolvidos no mensalão, pra o PT levar um duro golpe e ver que não está com essa bola toda.

Ricardo, ex-defensor do PT que nunca mais votará neles. Traidores.

Responder

augusto2

13 de agosto de 2012 às 09h03

sou PT Lula e dilma.
mas me permitam os srs dizer uma coisa: nao vou tolerar voces me dizerem pra negociar até a exaustao das contas publicas, nem muito menos da capacidade de gerar receita de impostos (federais no caso).
Mesmo porque um lado tem as costas quentes de leis antigas e tem a possibilidade incrivelmente chantageadora de continuar com suas
“ferias remuneradas” para o exercicio de seu direito de greve. E esta expressao,sinto muito, todos sabem q é de lula.

Responder

Arthemísia

13 de agosto de 2012 às 08h21

Repudiar todas as formas de autoritarismo? E o sindical também?

Responder

José Balbino Almeida

13 de agosto de 2012 às 07h32

Acabou o dinheiro, esses mamateiros e parasitas da nação vão parar com esse golpe quando?

Responder

Almir

13 de agosto de 2012 às 01h06

Esse caras não querem negociar coisa nenhuma. querem só fazer baderna, desastabilizar o governo e o país. criando um clima propicio para um golpe de estado, do jeito que a direita quer.

Se, por sorte o golpe não vier, terão criado um clima tão ruim que o povo acabará elegendo Serra (ou aécio, tanto faz) em 2014. Aí esses caras vão ter a “negociação” que estão procurando: cassetete no lombo e gás pimenta nuzóio.

Responder

Leonardo Meireles Câmara

13 de agosto de 2012 às 00h36

Esta greve é um estado de permanente denúncia da escolha de Dilma e do PT em beneficiar os banqueiros em detrimento do trabalho. Metade do arrecado é destinado aos banksters.

“O trabalho é mais importante e é independente do capital. O capital é apenas o fruto do trabalho, e não existiria sem ele. O trabalho é superior ao capital e merece a consideração mais elevada.” – Abraham Lincoln

Responder

Leonardo Meireles Câmara

13 de agosto de 2012 às 00h31

Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder. – Abraham Lincoln

P.S.: Serve igualmente pata mulheres, é obvio.

Responder

Eneágono Glutão

13 de agosto de 2012 às 00h03

O Mantega disse:
“É importante deixar claro que, na média, o funcionalismo tem salários muito maiores do que os pagos na iniciativa privada.”
“A prioridade do governo neste momento é estimular o crescimento da economia por meio dos investimentos, que darão a dinâmica do PIB.”

O Estadão disse:
“Uma análise dos dados do Ministério do Planejamento mostra um pouco do que pode ser o impacto dos aumentos reivindicados pelos servidores na folha de pagamento. Mais da metade (53%) dos funcionários do Executivo ganha acima de R$ 4.500 mensais – 16,2% do total recebe mais de R$ 10.500, segundo números de abril de 2012. Menos de 20% (18,5%) dos servidores ganham até R$ 3 mil no Poder.”

Os trabalhadores estão certos de lutar por seus direitos, suas carreiras. O governo também corretamente está focando nos mais vulneráveis.

Responder

aparecida

12 de agosto de 2012 às 21h43

O DIÁLOGO É A MAIOR, MAIS PODEROSA E MAIS DEMOCRÁTICA FORMA DE ENTENDEMENTO. POR FAVOR SE DESARMEM GREVISTAS E GOVERNO. O BRASIL E OS BRSILEIROS PRECISAM URGENTEMENTE DE LUCIDEZ, SABEDORIA E INTELIGENCIA

Responder

Antonio

12 de agosto de 2012 às 21h32

Esses sindicalistas que reclamam da Dilma, deveriam após 2014 sentar à mesa com J. Cerra ou Aécio Never. Esquecem rapidinho que ficaram 8 anos sem qualquer reajuste. Que nas urnas tragam de volta ao poder os tucanos para sentirem o que é NAO NEGOCIAR.

Responder

    Luís

    13 de agosto de 2012 às 08h09

    mimimimimimimimimimimimimimi

    Outro comentário para fazer parte desse tumblr: http://governismodoencainfantil.tumblr.com/

    Ricardo

    13 de agosto de 2012 às 09h15

    Antônio, você diz isso como se o governo de Dilmalvadeza esteja negociano.

    diversas categorias estão sem nenhuma proposta.

    PT=PSDB.

    simples.

    não dá pra defender.

    senti que a coisa estava mudando quando vi DILMÁ na globo e na folha.

    Aderiu ao PIG.

    PT = partido dos traidores.

    Waldomiro

    13 de agosto de 2012 às 13h22

    Ricardinho,

    Não se comporte como marido traido, traido voce já foi, pelo PSDB. O que existe agora é a categoria querendo impor aa população o seu corporativismo. Na hora de atender a população são de uma vagareza tremenda… Tenha dó.

O_Brasileiro

12 de agosto de 2012 às 21h22

Está havendo radicalização de ambas as partes, governo e sindicatos.
Os empresários, o PSDB e a mídia golpista devem estar adorando!
Aliás, o PSDB tem tentado se aproximar dos sindicatos. E como no Brasil a memória é curta…

Responder

    Marcelo

    12 de agosto de 2012 às 22h25

    A única radicalização veio da parte do Governo Federal que está enrolando há um ano e disse que não deixaria de fazer proposta em 31 de julho e cancelou todas as reuniões.

    Wagner

    13 de agosto de 2012 às 08h36

    Os servidores lembram bem as agruras que passaram nos anos FHC e duvido que queiram revivê-los.

    Mas realmente, quando a politica em relação aos trabalhadores torna-se a mesma, é fácil aos mais desavisados botar tudo no mesmo saco e simplesmente querer mudar.

Roberto Ribeiro

12 de agosto de 2012 às 21h21

Ouça e faça o que sempre fez o Presidente Lula:
Negocie, Sra. Presidenta Dilma!

Responder

Wagner

12 de agosto de 2012 às 21h09

Essa mulher acha que tratar os trabalhadores da forma como faz com seus ministrinhos amestrados, ou seja, no grito, é a melhor estratégia.

Aguardem, traidores, a resposta virá nas urnas!!

Responder

    Mel

    12 de agosto de 2012 às 23h09

    É, a resposta vai ser nas urnas né? Talves voce negocie melhor com os tucanos. Gostam de falar grosso com um governo popular, mas afinam com um governo de direita. São Paulo os professores da USP ganham quanto? E cadê as greves? Cadê o PSTU, o PSOL e as centrais? Tem medo de encarar o Alkimin? Ou tá tudo bem aqui? Qual é o salário de um professor de uma universidade federal? E de um policial federal? Greve é um instrumento legítimo da classe trabalhadora, mas deve ser usado com inteligência e oportunidade. Se mal usado pode ser um tiro no pé pra nos trabalhadores. A resposta pode sim vir nas urnas e tenho certeza que não pode ser nada bom para o POVO TRABALHADOR DO BRASIL INTEIRO. E que momento mais interessante para a direita esta acontecendo essas greves, né?

    Darcy Brasil Rodrigues da Silva

    13 de agosto de 2012 às 09h41

    Wagner, eu que escrevi um longo comentário apoiando o movimento sindical dos servidores público, fico sem saber se você é um oportunista da direita ou um esquerdista do PSTU,Psol e PCB. Os dirigentes sindicais não podem ser pelegos, como o “Alemão”, ligado ao PSDB, por isso , em suas relações com o governo-patrão, atuam como representantes e negociadores legítimos, confiáveis e representativos , mesmo que sejam filiados a um dos partidos que apoiam o governo. Porém, como membros daquele partido sabem perfeitamente diferenciar a disputa eleitoral , travada contra os entreguista neoliberais, que tentaram implantar o “Estado Mínimo”, demitindo em massa os funcionários públicos, terceirizado os serviços públicos, do governo desenvolvimentista de Dilma, que não é um governo do PT, mas um governo de coalizão , cujo principal papel nesse momento é implementar o programa de desenvolvimento com distribuição de renda, aprofundar a integração via consolidação e ampliação do Mercosul, via aumento das relações em todos os níveis com a África e fortalecimento dos Brincs. Os funcionários públicos, quando forem às urnas, irão como cidadãos, preocupados com os destinos da nação, desejosos de que os tempos de governos neoliberais entreguistas,que fizeram a farra da privataria tucana, que deixaram os servidores 8 anos sem aumento, que permitiram que os petroleiros da Petrobrás ficassem em greve durante 3 meses, sem nenhuma contra-oferta e, em seguida , entregaram fatias estratégicas dessa empresa para grupos internacionais, não voltem nunca mais. Os trabalhadores e o povo só poderão nas urnas negar o voto a um governo como o de Dilma, quando a história demonstrar que o neoliberalismo foi definitivamente varrido do país, que não existe mais perigo de seu retorno ao poder e que uma terceira via de fato, ampla,progressista, com raízes profundas entre a maioria do povo se formou a partir de dentro das forças que hoje apoiam Dilma, e não de fora, a partir de grupos oportunistas esquerdistas historicamente inconsequentes.

    Wagner

    13 de agosto de 2012 às 18h41

    Darcy

    Simplesmente sou o empregado batendo de frente com o patrão. Nada mais que isso.

    A sorte ou azar, é que meu patrão é o Estado. Se eu estivesse reinvidicando contra a Volkswagem, você não me acusaria nem de direitista nem de esquerdopata, mas como critico o governo, você diz isso.

    Só queremos que o patrão reponha nossas perdas infacionárias, apenas isso. O resto é divagação.

    vinícius

    15 de agosto de 2012 às 21h05

    Darcy, gosto das suas arguemntações.

    Sou servidor público há muitos anos. Infelizmente, o que percebo é que muitos não entendem suas argumentações.
    Em mais de uma ocasião ouvi colegas dizerem que o mais importante é o din-din.
    Reestruração de carreira e melhoria da qualidade dos serviços são penduricalhos na lista de demandas, infelizmente!!!

    Esse movimento grevista de servidores e a firmeza de propósitos nas decisões do governo na condução da negociação representará, em breve, avanços na qualidade dos serviços públicos.

Roberto Ribeiro

12 de agosto de 2012 às 21h09

Dilma Rousseff foi fazer omelete na Globo e compareceu ao coquetel da Folha, duas empresas que cosideram-na como inimiga.
A Presidenta da República poderia então, ser minimamente humilde e sentar, pessoalmente à mesa de negociações com as Centrais Sindicais cuja grande maioria de Trabalhadoras e Trabalhadores a elegeu.
Dilma poderia lembrar das palavras que outrora respondeu ao senador Agripino Maia: “não estamos num regime de exceção”.
Negocie Sra. Presidenta.

Responder

    Luís

    13 de agosto de 2012 às 08h54

    Essa é a dona Dilma. Fala grosso com os trabalhadores e fala fino com os Marinho e os Frias.

    Darcy Brasil Rodrigues da Silva

    13 de agosto de 2012 às 09h55

    Seria uma profunda burrice política de Dilma deixar de falar não com Ana Maria Braga, mas com os milhões de mulheres que, quer um esquerdista queira quer ele não queira, assistem ao programa de Ana Maria Braga. Naquele programa, Dilma foi tratada cordialmente, segundo uma pauta previamente acordada. Seria ridículo se ela recusasse o convite- não sem impor as condições da entrevista- para satisfazer uma pirraça típica de um esquerdista infantil. Tão infantil que não consegue perceber as contradições entre uma apresentadora com grande prestígio popular, como Ana Maria Braga, e os seus patrões. Ana Maria Braga deve, até creio, ter votado em Serra ou Marina da Silva, porém não é um agente consciente do imperialismo estadunidense, seu sucesso é tão legítimo como o de Michel Teló, o de Tiririca e o de Luan Santana ( apesar de não gostar de nenhum dos citados,enquanto “artistas”). Sua contratação pela Globo deveu-se a esse sucesso que lhe subtraia pontos em audiência, e não às sua militância política em favor do neoliberalismo, como é o caso de Mirian Leitão e Merval Pereira.

Fabio Passos

12 de agosto de 2012 às 21h05

Todas as centrais sindicais unidas na defesa dos trabalhadores.

A atuação do governo Dilma é desastrada.
O Partido dos Trabalhadores não aceita negociar com os Trabalhadores?

Intransigência e incapacidade de negociar é o que se espera de cretinos como fhc, serra, ou outro representante vagabundo da pior “elite” do mundo.

Responder

    Darcy Brasil Rodrigues da Silva

    13 de agosto de 2012 às 10h34

    Dilma sendo intransigente ou transigindo,não atua, enquanto presidenta da república, como uma representante do Partido dos Trabalhadores, mas,sim, como chefe de um governo de coalizão, formado por vários partidos de centro e à esquerda do próprio partido de Dilma. Ao negociar com os servidores públicos, Dilma o faz tendo em conta as pressões contrárias, internas ao seu governo, decorrentes da composição heterogênea deste mesmo governo( lembrando que sem essas alianças não existiria governo Dilma algum, e a negociação hoje seria com o “democrata” José Serra). Porém, assim como Dilma deve atuar , não como uma militante do PT, enquanto presidenta( é impressionante como certos setores da esquerda não enxergam uma coisa tão evidente, persistindo na tese de que se Dilma é do PT, então ela tem a obrigação de fazer prevalecer o programa partidário do PT como programa de governo, passando por cima dos acordos que precederam a formação da aliança que a fez eleger-se presidenta), os representantes do PT, do PCdoB, do PSB, do PDT, etc que atuam como dirigentes sindicais, não devem proceder como agentes do patrão-governo, mas de acordo com os compromissos firmados com as suas categorias. Desse modo, por mais incrível que isso possa parecer a um cegueta esquerdista, os representantes sindicais filiados ao PT, ao PCdoB,ao PSB, ao PDT, etc, se sentam na mesa de negociações como representantes legítimos e sinceros dos trabalhadores , dos servidores públicos, tudo fazendo para conquistar os legítimos direitos desses servidores, não se permitindo , em momento algum, conciliar com o governo. Por outro lado, os representantes do governo Dilma, filiados ao PT, sentam do lado do governo-patrão, defendendo as teses da coalizão, tentando dobrar os trabalhadores como sempre acontece em qualquer greve. Parece uma relação esquizofrênica, mas é apenas uma aparência.

    Fabio Passos

    13 de agosto de 2012 às 13h27

    A nota das centrais sindicais fala em autoritarismo: cortar ponto e substituir grevistas ao invés de negociar.

    Todas as centrais sindicais afirmam que o governo Dilma não está aberto a negociação.

    A situação é evidente. Está diante do nariz.
    Só não ve quem não quer…


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