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Diário da Resistência


Chefe dos bombeiros: Nenhum equipamento trazido por militares de Israel se aplica ao desastre de Brumadinho
Missão israelense enviada para Brumadinho (MG): Divulgação
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Chefe dos bombeiros: Nenhum equipamento trazido por militares de Israel se aplica ao desastre de Brumadinho


28/01/2019 - 18h43

Equipamentos de israelenses não são efetivos para as buscas, dizem Bombeiros

Segundo comandante, dos equipamentos que eles trouxeram, nenhum se aplica a esse tipo de desastre

por Rubens Valente, de Brumadinho (MG), Folha de S. Paulo 

Os equipamentos trazidos de Israel para Brumadinho (MG) “não são efetivos para esse tipo de desastre”, disse o comandante das operações de resgate, o tenente-coronel Eduardo Ângelo.

“O ministro de Israel se pronunciou a respeito das dificuldades que eles tiveram. O imagiador que eles têm pegam corpos quentes, e todos os corpos [na região] são frios. Então esse já é um equipamento ineficiente”.

Indagado sobre que outros equipamentos israelenses podem ser usados nas buscas, o comandante afirmou: “Dos equipamentos que eles trouxeram, nenhum se aplica a esse tipo de desastre”.

O militar reconheceu que o detector de imagens poderia ser eficaz para localização de sobreviventes, pois capta o calor humano. Porém, nenhum sobrevivente foi localizado pelas buscas das últimas 48 horas.

“O que faz [constitui] a imagem é a temperatura. Quando a temperatura está homogênea, é como se não houvesse nada no solo”.

O comandante, porém, disse que o apoio dos israelenses é importante e funciona “como mão-de-obra”. “As equipes de campo estão acompanhadas pelas equipes dos bombeiros de Minas Gerais.”

O comandante voltou a dizer que são pequenas as chances de localização de sobreviventes.

“O que a literatura fala é que depois de 48 horas, a chance é quase nula. Mas existem registro de pessoas que foram encontradas vivas dias depois, mas é um ponto fora da curva. A experiência mostra que a cada dia que passa, a chance é menor”.

Os 136 militares israelenses que ajudarão nas buscas em Brumadinho irão se concentrar em localizar sobreviventes.

Eles desembarcaram na noite de domingo (27) em Belo Horizonte com 16 toneladas de equipamentos.

“O primeiro passo será o esforço de encontrar pessoas vivas desaparecidas. Esperamos encontrar”, disse o coronel Golan Vach, a cargo da equipe.

Uma equipe de comando começou a trabalhar para estudar a tragédia ainda durante a noite.

Ao amanhecer, foram ao local atingido para definir estratégias e depois se reuniram com Zema.

Houve ainda videoconferência com equipes em Israel para ajustar os equipamentos à realidade da tragédia.

“Temos agora um quadro completo do que precisamos fazer”, disse Vach.

Eles irão trabalhar em conjunto com os bombeiros brasileiros na área do refeitório da Vale, onde havia muitas pessoas no momento do rompimento da barragem da Vale.

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7 comentários

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Julio Silveira

29 de janeiro de 2019 às 13h55

São das coisas inexplicaveis do repetório do Mico. Rsrsrs. Virão muitas outas ainda por aí, por que esse é um sujeito disfuncional.

Responder

Hamas

29 de janeiro de 2019 às 08h34

Judeus , não fazem caridade fazem negócios , o exército brasileiro juntamente com bombeiros e defesa civil são mais do que habilitados para esse tipo de desastre , não vi nenhum soldado judeu no Haiti , nunca vi eles em qualquer tipo de operação a não ser em bombardeios e destruição do povo Palestino , nosso capitão cagão mostrou todo seu desprezo aos militares brasileiros , talvez porque foi EXPULSO do exército.

Responder

Zé Maria

28 de janeiro de 2019 às 23h38

Onde está a intervenção militar em Brumadinho?

Por Fernando Brito, no Tijolaço

Chama a atenção nas imagens onipresentes da cobertura da mídia
sobre o desastre de Brumadinho o fato de quase não aparecerem
as atividades de resgate militares do Exército Brasileiro.

Os helicópteros que vi trabalhando no resgate eram
quase todos dos bombeiros e alguns aparentemente civis.

A contrário a toda hora, hoje, se fala dos 130 militares israelenses
que estão voando para apoiar as buscas.

No site do Exército, até a manhã deste domingo, 48 horas após
o rompimento da barragem, nenhum comunicado oficial
sobre a mobilização, apenas links para jornais que noticiam
uma nota oficial divulgada sexta-feira que fala no emprego
de um helicóptero Jaguar e diz que estão “na situação
de “prontidão para emprego imediato” 930 militares.

Muito, muito menos do que se empregou na intervenção
em operações de segurança pública ou dos 3 mil que usou
para cercar a comunidade da Mangueira, em 2017.

E não estamos falando numa área remota:
o local do acidente fica a apenas 60 km de Belo Horizonte,
que tem toda a infraestrutura para receber um deslocamento
de tropas e equipamentos.

Divulgada cinco horas depois do acidente, a nota fala
que o helicóptero – e dois outros da FAB e da Marinha”
iriam pousar no aeroporto de Confins para também “dar apoio
ao transporte do presidente da República, Jair Bolsonaro,
na manhã do sábado (26)”.

A ação imediata, ainda mais onde o socorro, como acontece agora,
pode ter de ser suspenso por riscos de novos rompimentos
ou mesmo por mau tempo, é essencial.

Já que se fala tanto em “intervenção militar”,
seria uma oportuna ocasião de vermos isso acontecer em Brumadinho.

Capacidade os militares têm. O que falta?

PS. Agora, às 17 horas de domingo, dois helicopteros do Exército
deram o ar da graça em Brumadinho.
Um pousou na lama e depois decolou, o outro passou a grande altitude.

https://t.co/awU95wtdLd
https://twitter.com/tijolaco/status/1089532615185629184
http://www.tijolaco.net/blog/onde-esta-a-intervencao-militar-em-brumadinho/

Responder

a.ali

28 de janeiro de 2019 às 22h52

imagina que o bozo iria deixar de “socializar” a oportunidade de trazer os milicos de israel, tem que dar um sinal já que fez promessas mt. além de sua capacidade de “poder” vai ver a milicada brasileira não tem capacidade e teve de importar tecnologia(mesmo ineficiente, cfe. relato acima) e homens

Responder

Zé Maria

28 de janeiro de 2019 às 21h43

Jair Bolsonaro e o Desprezo pela Tecnologia Militar Brasileira

Por Luis Nassif, no GGN

No desastre de Brumadinho, o inacreditável presidente da República, Jair Bolsonaro, o que bate continência até para assessor de governo norte-americano, esqueceu totalmente do papel das Forças Armadas brasileiras nos trabalhos.

Preferiu tornar-se garoto-propaganda da tecnologia israelense.

Aliás, a afoiteza com que seu filho Flávio e o governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, anunciaram a ida a Israel para comprar equipamentos de segurança, mal terminadas as eleições, pode ser um indicativo dessa paixão incontida.

O Brasil tem uma ampla experiência em defesa civil, aprimorada nas inundações de Santa Catarina e de São Paulo, e na tragédia de Teresópolis. E tem tecnologia militar.

As Forças Armadas brasileiras estavam disponíveis.
Mas ficaram sem função porque Bolsonaro transferiu para o governador mineiro Romeu Zema acionar ou não sua ajuda.
E Zema é um completo jejuno como administrador público.

Todas as loas foram prestadas às Forças Armadas de Israel.
[…]
As Forças Armadas dispõem de três centros relevantes de tecnologia, um para cada arma.
Tinham parcerias relevantes com as universidades,
com o ITA, no caso da Marinha,
com o IPT, através do IPEN (Instituto de Pesquisas Nucleares),
no caso do Exército…
[…]
Por tudo isso, não entendi esse incrível espetáculo de subserviência,
de um presidente do baixo clero militar, que se encantou com Israel
por razões fundamentalistas, levantou a bola da tecnologia israelense e, em nenhum momento, mencionou a estrutura
que as Forças Armadas brasileiras poderiam oferecer
para o caso de Brumadinho.
E estando cercado por militares da reserva.

A engenharia militar participou dos maiores feitos econômicos
e tecnológicos nacionais.
Foi essencial na implantação da Companhia Siderúrgica Nacional (
na criação do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA),
na montagem da infraestrutura nacional em transportes,
comunicações, indústria de base, nas grandes estatais (Embratel, Telebrás, Petrobras).
Participou da implantação do padrão Pal-M para a TV a cores no Brasil;
além dos produtos tipicamente militares, como radares, blindados, armamentos.

A tal dita “tecnologia israelense” é na verdade americana
– o Foward Looking Infrared (FLIR).

Existem aeronaves do Exército Brasileiro e de algumas polícias militares,
como a do Rio de Janeiro, que possuem essa capacidade embarcada.
É impressionante como aproximações ideológicas
são justificadas por “fatos alternativos” neste governo..

Uma breve pesquisa indicará o seguinte:

Os aviões brasileiro EMB-145 e EMB-314 Super Tucano, da Embraer,
já são construídos com esses sistemas.
O EMB-145 é utilizado para sensoreamento remoto da Amazônia.
O EMB-315 Super Tucano para tarefas de interceptação
e vigilância para o projeto SIVAM.

Os primeiros dispositivos subiram na década de 60, nos Estados Unidos,
“derivados dos sensores de rastreamento e detecção de infravermelho
utilizados nos mísseis ar-ar, visando permitir a observação
e o ataque de alvos inimigos encobertos pela escuridão,
pela fumaça ou pela selva”. A estreia foi na Guerra do Vietnã.

Hoje em dia é uma tecnologia de uso extensivo na aviação,
utilizado em forças militares e civis.

Inúteis

Agora, vem a informação de que o equipamento de Israel
tem uma tecnologia para identificar o calor que emana dos corpos.
Ou seja, é boa para caçar terroristas vivos do Hamas,
não para localizar cadáveres embaixo da lama.

É um mico atrás do outro.

É inacreditável que o espírito anti nacional, de subserviência
que marca o grupo de Bolsonaro, tenha feito
até a tecnologia militar, do seu mais influente avalista.

íntegra em: https://t.co/W5sjWZYY4M

https://twitter.com/luisnassif/status/1090015155935682561

Responder

Zé Maria

28 de janeiro de 2019 às 19h43

Os Soldados israelenses nunca viram uma Barragem na Vida.
Vão acabar tendo de ser Resgatados do Fundo da Lama pelos Bombeiros.

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