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Celso Lungaretti: Escalada autoritária na USP é início de golpismo?


08/11/2011 - 12h23

por Celso Lungaretti, em Náufrago da Utopia

Previsivelmente, a ditadura mal extirpada em 1985 insinua-se pelas frestas da democracia.

A presença e a ação da Polícia Militar no campus da USP, como um túnel do tempo, nos remete diretamente aos  anos de chumbo, quando tais demonstrações de força, de uma truculência e de um ridículo atroz, eram amiúde utilizadas para intimidar estudantes e cidadãos.

Pareceu estarmos assisitndo de novo a prisões em massa de universitários como as do congresso da UNE em Ibiúna e ataques a campi como o deflagrado por Erasmo Dias contra a PUC.

Foi o máximo de perda que poderia causar um episódio de absoluta insignificância. E, agora, a exigência de fiança para libertar quem jamais deveria ter sido preso é outra grotesca aberração — para não dizer evidente provocação.

Este caminho só leva ao acirramento dos ânimos, até se chegar ao que ninguém deveria querer: universitários mortos ou feridos por aqueles a quem compete defender a coletividade de bandidos, não tumultuar ambientes acadêmicos, com a conivência de um reitor sem legitimidade e sob as ordens de um governador que segue as piores cartilhas direitistas.

NÃO vale a pena ver de novo

Só que não vivemos mais debaixo das botas. E homens livres não se resignam a ser tratados a pontapés

Haveremos de protestar, de lutar, de tudo fazermos para que o arbítrio não retorne, pelas mãos dos discípulos da Opus Dei e daquelas viúvas da ditadura que até ontem entoavam loas para a derrubada de um presidente legítimo.

E lanço um alerta à presidente Dilma Rousseff: o primeiro ano de governos petistas tem sido marcado por balões de ensaio golpistas que, sob Lula, não prosperaram — caso do movimento Cansei!, evidentemente inspirado na Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade, que se avacalhou ao só levar à Praça da Sé meia dúzia de gatos pingados.

A versão 2011, contudo, causa maior preocupação, pois a articulação se dá num nível mais alto. Daí a necessidade de pronta e incisiva resposta, antes que o mal cresça.

Não passarão!

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76 comentários

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cronopio

14 de novembro de 2011 às 11h07

O Ministério Púbico de São Paulo abriu mega-investigação contra a Reitoria da USP, acusada de eventual “violação aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, burla ao acesso de cargo mediante concurso público, lesão aos cofres públicos e improbidade administrativa”. O principal investigado é o advogado João Grandino Rodas, atual reitor da USP, e um dos braços-direitos de Geraldo Alckmin e José Serra. A investigação é tocada pelo promotor de Justiça Valter Foleto Santin, da Promotoria do Patrimônio Público e Social do Ministério Público Estadual. O caso, mantido em sigilo, leva o registro de “Inquérito Civil 088/2011”.

Responder

Guilherme Ceolin

09 de novembro de 2011 às 14h25

Há muito acompanho o Vi o Mundo para saber as notícias e opiniões a respeito do Brasil e do mundo porque sempre me pareceu uma alternativa confiável e isenta ao PIG. No entanto, não poderia discordar mais da posição do Vi o Mundo e de seus comentaristas ao episódio da PM no Campus da USP e da retirada dos estudantes da Reitoria.
Duas coisas que me parece que escapa da interpretação das pessoas. A primeira é que só há PM no Campus da USP por uma reivindicação da esmagadora maioria dos estudantes que se sentiam inseguros devido aos seguidos atos de violência que aconteceram recentemente; ou vocês ignoram que não faz nem meio ano que mataram um estudante no estacionamento numa tentativa de assalto. Fora os casos de furtos, roubos e estupros que não chegam a vir a público e que certamente devem acontecer.
Respondam-me por favor como é possível garantir a segurança de milhares de pessoas que usam a USP para trabalhar e estudar sem a presença intimidatória da polícia? Com a força do pensamento? Com meia dúzia de vigias mal equipados e mal treinados? Certamente que não. Em qualquer país do mundo (inclusive países muito avançados em matéria de Direitos Humanos) a polícia serve para manter a ordem e zelar pela segurança. Numa sociedade ideal todos deveriam ter consciência de não fazer aos outros o que não gostariam que fizessem a si, mas tal sociedade ainda é uma utopia. Por isso existe a polícia.
O segundo ponto é que sim o brasileiro de modo geral não tem muita simpatia por cumprir as leis. Maconha é ilegal ainda, se isso é certo ou errado é outra história, mas o fato é que é e que isso fomenta o tráfico e gera a violência que a PM está lá para evitar. Não sei o que há de reacionário, fascista ou direitista neste pensamento. Além do mais, numa universidade pública a qual ainda é elitista e que percentualmente poucos podem acessar (apesar dos avanços nesta área nos últimos anos) é dever moral dos estudantes irem lá para estudar, formarem-se com louvor e retribuir para a sociedade as benesses de um profissional educado e bem instruído.
Antes que alguém me xingue de velho direitista e conservador, devo alertá-los que nasci em 1982 e venho de uma família cujo pai é filósofo, professor de escola pública e que se formou em 1976 (quem não sabe o que isso significa, procure na Wikipédia) e muito correu da polícia seja na ditadura ou na incipiente democracia do fim dos anos 80. O principal ensinamento que tive foi que na época da ditadura fazia sentido lutar e tocar o horror, porque o AI-5 nos surrupiou os direitos mais básicos de cidadãos. Atualmente, a sociedade mudou e devemos seguir os novos tempos. As liberdades democráticas devem ser utilizadas com responsabilidade e depredar o patrimônio público (seja fisicamente seja ocupando vaga em uma universidade) não faz parte desta liberdade.
Para finalizar, pergunto se algum dos comentaristas trabalha em alguma universidade pública. Porque eu trabalho (FURG, Rio Grande-RS) e sei o nível de alguns alunos que frequentam nossos estabelecimentos de ensino. São alunos que não têm a menor noção do que estão fazendo e saem incapazes de exercer qualquer atividade profissional com a competência que nós esperaríamos (são engenheiros que farão nossas casas e médicos e enfermeiros que cuidarão da nossa saúde).
Perdão pela verborragia
Saudações

Responder

    Mário

    09 de novembro de 2011 às 18h39

    Amigo, sobre a morte do aluno, a idéia desses radicaizinhos e essa mesmo. Se acontece algo, a culpa e do governo que não coloca segurança. Se a Pm policia e reduz em 92 por cento a criminalidade no campus, o governo e autoritário. A idéia e justamente fazer reivindicações sempre, mesmo que contraditórias, não aceitar nada e quebrar o pau sempre, essa e a tática há décadas, qualquer um que teve o azar de freqüentar faculdades de humanas no pais conhece os métodos de luta, sem contar os de controle de assembléias. Só trouxa engole essas balelas hoje em dia.

Ramalho

09 de novembro de 2011 às 13h56

Os rudes estão todos ao lado da USP: assim, ou os rudes (os do "prende e arrebenta") e a USP estão certos, ou solução melhor poderia ter sido dada ao problema. Pelas reações dos alunos, e, até, de professores, com anúncio de greve e outras ações, os rudes e a USP estão completamente errados.

Um reitoria que age como um rude qualquer depõe contra si mesma, não merece os recursos que consome, e que não são poucos. Pelo que se vê, bastaria um brucutu com ares de janota dentre os que dão peruadas iradas em blogs para comandar a USP, pois o resultado seria o mesmo. Dá para entender a razão do reitor, um incompetente acima de tudo, ser considerado persona non grata pela Faculdade de Direito.

Responder

JOSE MARIO HRP

09 de novembro de 2011 às 10h28

Não pensei que veria de novo a meganha entrando livremente na USP!
O bom e saudoso Franco Montoro logo após ser empossado no cargo de governador tratou de negociar a eleição dos reitores com corpo docente e discente e depois determinou que a meganha jamais voltaria a entrar ali na USP!
Ultimo bom governador de meu estado , depois só ladrão e fascista!

Responder

    Anão

    09 de novembro de 2011 às 22h50

    "determinou" com que autoridade? de forma vitalícia e irrevogável?

Luiz Henrique

08 de novembro de 2011 às 18h39

Poderia ser o início de um novo golpe da ditadura, mas hoje acredito que não terão o mesmo êxito como antes.

Responder

_Rorschach_

08 de novembro de 2011 às 17h05

Creio que certas palavras, pela força do que representam, deveriam ser usadas mais comedidamente, sob pena de banalização.

Duvido que alguém que tenha sido posto num pau-de-arara, teve seu mandato cassado ou teve um parente torturado e enterrado num cemitério clandestino em Perus ouse dizer que vivemos numa DITADURA…

Não creio que a Dilma banalize tal palavra.

Duvido que quem conheça minimamente o que foi o FASCISMO ou o NAZISMO, compare uma opinião, conservadora que seja, com aniquilação de milhões de pessoas.

Acho que os verdadeiros nazistas e fascistas devem gostar dessa banalização…

Responder

    Dallas Green

    08 de novembro de 2011 às 22h30

    Uai tá escondendo o porrete ?
    Vejo odio nos olhos de quem vem com esses discursinho furado.

    Vivemos 25 anos de Fascismo, insepultos.

    Nenhum deles foi pra cadeia, continuam por aí, usando do cinismo e da violencia.

    beattrice

    09 de novembro de 2011 às 00h11

    Aliás se o Brasil honrasse seus mortos e seus desaparecidos cenas como essa nãos e repetiriam, ou alguém imagina uma coisa dessas… na ARGENTINA de Cristina Kirchner?

    luiz pinheiro

    09 de novembro de 2011 às 08h31

    O Brasil, felizmente, vive em democracia.
    Já a USP…

kaccira

08 de novembro de 2011 às 16h30

O principal para esse pessoal é o seguinte:Em que Estado está localizada a USP? Quem o governa é oposição ou governo? A conveniência e o partidarismo comandam os artigos e comentários.Simples assim.Não devem ser levados a sério!

Ps:Parabéns à PM de SP.

Responder

    guilherme

    08 de novembro de 2011 às 23h49

    se vc não conhece a usp, não fale. A maior parte do DCE é pstu, então não estão alinhados nem ao psdb nem ao pt. Acorda a manifestação é contra o reitor e suas ideologias furadas na USP. Liberdade para se pensar.

    simas

    09 de novembro de 2011 às 02h21

    Ôôô!… Kacciola: Não se fala PM, em São Paulo… É Força Pública, cara. Foi a Força Pública q nos proporcionou aquele espetáculo de repressão à garotada, na USP. A mesma Força daqueles tempos…. de sempre. Kacciola, vc já tá rico; pq ficar, aqui, atazanando o assunto?…
    À propósito, vc viu a reportagem das organizações, mafiosas, globo? Mostraram q estava tudo, direitinho, dentro da reitoria… Aquelas coisas quebradas e tudo o mais deve ter sido coisa do próprio Roda… É Roda ou Rota?… afinal. Barbaridade!… A outra TV mostrou uma garrafa de "uisqui", q deveria ser munição do reitor… Iguais àqueles "coquitéis" plantados, por lá… Q coisa feia, heim? O governador alquiminho mandou os garotos aprenderem a praticar democracia… Bem q o zé serrote poderia dar umas aulinhas, p'ros garotos, neh?… Kakakakakkkkkkk…..

    Luiz

    09 de novembro de 2011 às 12h24

    Repressão ao direito de sair da aula para fumar um baseado…

EPG

08 de novembro de 2011 às 16h30

É incrível como se mistura assuntos para tentar justificar o injustificável : O Governo de São Paulo, o PSDB, o PT e todos os partidos do país tem uma porção de problemas e maracutais para esclarecer diante da opinião pública : Deverão fazê-lo dentro do espaço da justiça e da democracia, desmontando (ou não) cada uma das acusações que lhes pesam nos ombros. O que aconteceu à USP na época da ditadura e à PUC nas mãos de Erasmo Dias foi inominável e acho um desrespeito àqueles da época, compará-los com estes atos vândalos e despropositados que aconteceram nos últimos dias. Tenham mais respeito à inteligência do povo brasileiro e aos que realmente sofreram na época da ditadura. Atualmente temos governos em todos os cantos do país eleitos pelo voto popular – expressão máxima da democracia de representação. Comparar o desrespeito a lei e a ordem com ditadura só pode ser compreendido como imbecilidade ou desonestidade militante.

Responder

luiz pinheiro

08 de novembro de 2011 às 16h02

Presença de PM em universidade é próprio de ditaduras. É fascismo em estado puro. Universidade tem que ser espaço de liberdade. Tem alunos que vão lá só para cuidar da própria vida, do próprio futuro, como se fosse um shopping de conhecimentos específicos. Para esses, tanto faz PM ou não PM.
Mas tem também o estudante preocupado com um Brasil melhor, mais soberano, menos injusto, mais solidário. Para esses, PM ou não no campus faz toda diferença.
A ocupação da reitoria por um grupo de estudantes foi gesto tresloucado, porra-louca,que envolveu sim atos criminosos, pelos quais os estudantes em questão terão que responder.
Mas esses estudantes tinham sim uma causa – tirar a PM do campus.
Será que agora eles vão ter direito a consideração equivalente à que tiveram os bombeiros rebelados do Rio, que também procederam uma ocupação, no caso de um quartel?
Uns foram anistiados. E os outros?
Parabéns ao Lugaretti pelo artigo.

Responder

    Marcos

    14 de novembro de 2011 às 10h03

    "Liberdade" para se fumar maconha nas dependências da universidade? Não perceberam que a maioria e a população não quer e está farta de ver isso?

Alexandre

08 de novembro de 2011 às 15h43

Tenho 49 anos, fui universitário e hoje tenho mestrado e doutorado. Já invadi reitoria, fiz greve, enfrentei PM em frente a um Campus da UFC (vale falar que durante o governo militar os PMs não entravam na UFC, iam só até a portão). Tenho uma filha e no dia que ela for invadir a reitoria da universidade ou qualquer outra parte do campus pra reivindicar liberdade e pra defender qualquer causa justa, estarei lá também.
Estudante tem que ser revolucionário, mesmo que depois vire um governador ou prefeito cretino e autoritário.

Responder

    Mário SF Alves

    12 de novembro de 2011 às 20h31

    É isso. Nada mais que a constituição do caráter, fundada na garantia do exercício do livre arbítrio.

trombeta

08 de novembro de 2011 às 15h43

Queria cumprimentar, efusivamente, a PM e o governador Geraldo Alckmin pela pronta ação na defesa da propriedade, dos bons costumes e da família brasileira. Não se pode permitir que elemenos de alta periculosidade munidos de cadernos, livros esquerdistas e cantigas subversivas, provavelmente, treinados em Cuba voltem a desafiar a lei e a ordem.

O povo ordeiro de SP aplaude de pé a ação da nossa querida polícia militar, do reitor da USP e das autoridades que não permitiram que desajustados, cabeludos mal-cheirosos, tatuados, maconheiros e boleteiros arranhem o nome da nossa prestimosa universidade.

Queria elogiar também a folha de SP, estadão, revista Veja, rede globo, bandeirantes… pelo apoio.

Responder

Jason_Kay

08 de novembro de 2011 às 15h36

O que querem esse vândalos que não representam nem UM POR CENTO dos estudantes da USP?

Esse pessoal nao sabe o que é respeitar decisões judiciais, depredam o patrimônio público como se fosse propriedade sua.

A USP é a melhor universidade da América Latina, mas nao serve para os baderneiros comandados por um "estudante profissional" que aos 29 (VINTE E NOVE) anos nunca se formou (jubilado inclusive), porque de uns tempos pra cá passou a coibir o tráfico e o consumo de drogas, além de outros tipos de crimes.

Na verdade, esse pessoal odeia a democracia e fez o que fez para ter liberdade de continuar cometendo crimes dentro da instituição, como vêm fazendo há vários anos.

CADEIA NESSA GENTE!

Mas como aqui nem de longe é um país serio e decente, logo esse vagabundos estarão de volta para cometer mais atos de vandalismo.

Responder

_Rorschach_

08 de novembro de 2011 às 15h27

Alguns palpites jurídicos

1. A PM só deu amparo à reintegração de posse porque houve DECISÃO JUDICIAL nesse sentido. A lei é clara: se a posse for esbulhada cabe reintegração. Isso não foi inventado especialmente para os invasores da reitoria. Está no Código Civil.

2. Há muita jurisprudência no sentido de que a “desobediência civil” , tendo um caráter mais “reformador do que destruidor” exclui a culpabilidade como causa supralegal de inexigibilidade de conduta diversa (traduzindo: não é crime). Todavia, se concomitantemente à desobediência civil forem perpetrados danos ao patrimônio, vandalismo, violência, etc, configura-se crime.

2.1. Quebrar uma tranca para entrar num recinto e exercer um protesto pacífico é uma coisa. Destruir janelas, vidros, móveis, enfim, é outra. Trata-se de dano ao patrimônio público.

2.2. Os manifestantes erraram ao esconder seus rostos como fazem os traficantes: além da manifesta estupidez em termos de busca de apoio (os encapuzados assustam 90% da população), decerto essa conduta será mal vista pela justiça. Afinal, quem pleiteia algo legítimo não precisa esconder o rosto, muito pelo contrário.

3. Se condenados criminalmente os invasores deixarão de ser primários. As consequências penais para cada um, que vierem a reincidir, são gravíssimas.

4. A nova lei da fiança, que elevou seu valor a números estratosféricos, permitindo que quem tenha dinheiro seja libertado e quem não tem fique mofando em cana, entrou em vigor em 04.05.2011, sancionada pelo atual Governo, tão progressista e comprometido com o povo (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12403.htm).

4. Os invasores sofrerão processos administrativos e decerto serão expulsos da USP. Mormente os que sejam reincidentes.

5. Os manifestantes serão sobrados pelos prejuízos aos bens públicos na esfera civil.

6. Enfim, acho que do ponto de vista legal (criminal civil e administrativo), estes caras estão funhanhados.

Responder

Rodrigo Leme

08 de novembro de 2011 às 15h26

É engraçado: não houve uma pessoa que saiu ferida da retomada de posse. Não houve um tiro, uma porrada de cassetete, nada. Do outro lado, houve um prédio depredado, roubo de itens de achados e perdidos, invasão de computadores, pichação. Tudo isso realizado por um grupo que não foi maioria nem em assembléia, quanto mais em relação ao todo da USP.

Ou seja, não é agindo ao arrepio da lei, é agindo ao arrepio da VONTADE DA MAIORIA. E o Lungaretti tem coragem de falar de autoritarismo, como se esse grupo fosse vítima…

Onde estava o escriba quando alunos eram impedidos por essa meia-dúzia de ter aula na última "ocupação", usando inclusive de violência e intimidação? A violência não tá no coturno, tá na cabeça. Pro Lungaretti não, ele é daqueles que mede o caráter pelo quanto a pessoa concorda com ele.

E ainda assim o Lungaretti diz que "não deviam nem ter sido presos". O que os diferenciaria de um grupo que fizesse as mesmas coisas na casa dele, por exemplo?

Ninguém foi preso por orientação política, foi preso por crime. E não pude deixar de notar a tristeza do Lungaretti ao ver que a PM não usou de violência nenhuma para fazer cumprir a lei. Como os invasores, ele tava doido pra ver um sangue pra cair matando, foi frustrado nisso e agora tem que se conformar com essa merreca que escreveu.

Responder

Roberto Leão

08 de novembro de 2011 às 15h26

exigência de fiança para libertar quem jamais deveria ter sido preso? Caramba!!! Complicado isso hein?
É claro que deveria ter prendido todos e mais alguns. Eles não são estudantes. Ou se são, estão fazendo o papel errado. O que estamos vendo é um bando de bardeneiros e praticamente marginais.
Estudante tem que estar na sala de aula e não dominando o Campus, destuindo tudo e se drogando.
Infelizmente tem pessoas que só conseguem analisar os fatos pelo lado Governamental. Se é PSDB tá tudo errado. Se é PT tá tudo certo ou vice-versa.
Tem que analisar o assunto como um todo. Está muito superficial essas postagens em defesa da bandalheira.
O que esses estaudantes estão fazendo é um verdadeiro absurdo. Encontraram até coquetel molotov e bombas incendiárias.
Não sabia que a USP possui curso de Qualificação Criminal.

Responder

    beattrice

    09 de novembro de 2011 às 00h18

    Encontraram… fizeram…
    O rigor destas descrições dos fatos é deveras palpitante.

Henrique

08 de novembro de 2011 às 15h23

É patético ver esse Celso Lungaretti falar tanta baboseira. Será que ele não sabe que antes os estudantes ocupavam a Reitoria para reivindicar melhores professores, melhor estudo, liberdade de expressão, etc., coisas cosntrutivas. Agora ocupam para poder fuimar maconha e esse cara vem fala em "escalada autoritária"? Ridículo!

Responder

Pedro

08 de novembro de 2011 às 15h21

Parabens à Policia de São Paulo – Honrou nossos impostos e fez valer os instrumentos democráticos. Não houve massacre algum, o estudante foram retirados sem uso de violência.

Responder

Mário Maestri: Pela volta da Idade Média à USP | Viomundo - O que você não vê na mídia

08 de novembro de 2011 às 15h07

[…] Celso Lungaretti: Escalada autoritária na USP é início de golpismo? […]

Responder

Junior

08 de novembro de 2011 às 15h07

Se quebrar o bem público tem que ser preso, lugar de baderneiro é na cadeia. Se pediram seguranca entao tem que aceitar a polícia, essa coisa de universidade é um lugar sagrado, livre nao existe. Tem quer ser tudo apurado, os dois lados tem responsabilidades.

Responder

dionisio

08 de novembro de 2011 às 14h33

A policia militar, como o próprio nome diz, é violenta, despreparada e comete todo tipo de abuso quando não existe ninguém por perto para testemunhar o que fazem em serviço ou fora dele. Humilhações, espacamentos, torturas e simulações de flagrates acontecem diariamente.

Os alunos da USP estão cobertos de razão quando exigem um policiamento personalizado nas imediações da Universidade, até porque a tropa recebe treinamento e tática de guerrilha para atender a população, cuja finalidade era combater os movimentos sociais no regime militar.

Responder

    Jason_Kay

    08 de novembro de 2011 às 16h19

    "Os alunos da USP estão cobertos de razão quando exigem um policiamento personalizado nas imediações da Universidade…."

    Por "policamento personalizado", ao qual se refere o "progressista" acima, leia-se: "policiamento" que permita o consumo e venda de drogas dentro de uma instituição pública.

    Pedro

    08 de novembro de 2011 às 18h32

    Na mosca!

    Dallas Green

    08 de novembro de 2011 às 22h26

    Basta demitir o Rodas , que acaba os tumultos, colocar uma direção que respeite e sirva a comunidade acadêmica, não esse Hitler de hospício , esse Mr Hyde napoleônico.
    Erva pode ser fumada nas republicas ou nas baladas . Ao lado de hipócritas como você.

    simas

    09 de novembro de 2011 às 02h28

    Olha, Jason, maconha existe em todas as faculdades, pelaê… Um filho, meu, foi estudar na Alemanha e voltou, em férias… Não retornou, mais: a Mãe não deixou; pq, por lá só se consumia maconha e álcool… Mto engraçado, sabia? Qdo a maconha ficava rara… a estudantada pegava o bonde e ia pra Holanda…. fumar, mais à vontade. Cara, a maconha está institucionalizada, pelaê; até o prof cardoso já prega a liberalização… Q coisa, heim? E vc fica com essa hipocrisia, aê….

    Anão

    09 de novembro de 2011 às 22h51

    de que forma "o próprio nome" remete à violência? explique, por favor.

Paulo Correa

08 de novembro de 2011 às 14h27

Será que tinha algum pai de aluno Grevista apoiando esta barbaridade de ocupar a Reitoria? Acredito que nâo! Nós como pais, e que temos filhos na USP somos os primeiros a bater palmas e apoiar a USP por manter a Polícia dentro do Campus para dar garantia a nossos filhos que querem e precisam estudar, como poderíamos apoiar esta baderna? Isto ai tá mais parecendo aquela posição do FHC que apoia a marcha da Maconha. Gente isto que estes rapazes estavam fazendo e reivindicando é um absurdo. Desculpem meu jovens, mas vocês estão precisando de tomar uns corretivos pra criarem juizo.

Responder

    Rafael Barberino

    08 de novembro de 2011 às 15h28

    POLICIAIS DENTRO DA BIBLIOTECA DA FFLCH REVISTANDO MOCHILAS DE ALUNOS, ANTES MESMO DA INVASÃO, NÃO VIRA NOTÍCIA NA GLOBO. Os Pms provocaram bastante os alunos, para que acontecesse essa algazarra toda.
    O que está em jogo segundo os manifestantes não é o direito ao uso de drogas no campus, é a autonomia universitária, coisa mais bem conhecida nas universidades medievais do que na atual USP (nem mesmo elegemos o nosso reitor. Ele foi posto lá pelo seu José S(ó)erra. A propósito a USP vem sendo usada pelo PSDB em muitos projetos eleitoreiros. Mas, não é disso que se trata aqui).

    Jason_Kay

    08 de novembro de 2011 às 15h43

    Suspeito de ser bandido tem que ser revistado mesmo, e, se for o caso, PRESO.

    cronopio

    08 de novembro de 2011 às 16h42

    Ou seja, negro.

    Pedro

    08 de novembro de 2011 às 18h31

    Rpz, isso já é mania de perseguição.

    paulo

    08 de novembro de 2011 às 15h53

    Concordo.em parte. Acho que ha mentiras e exagero na atitude da policia e tambem de alunos. So nao entendo por que a policia nao vai todos os dias proibir o consumo de drogas na crackolandia. Nem prciso ir muito longe moro a cem metros de.um.posto da PM e durnte o dia todo motoboys se reunem para fumar sossegadamente um baseado nunca vi nenhum PM aborda los.

sergio

08 de novembro de 2011 às 14h20

Porque os estudantes nao abordam um tema QUE PODE INCOMODAR O REITOR E O GOVERNADOR ,E TRAZER A OPINIAO PUBLICA PARA O LADO DELES ESTUDANTES ? COMO POR EX AS COMPRAS DE VOTOS NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVADO ESTADO DE SAO PAULO ,CORRUPÇAO NAS OBRAS DO METRO ,CASO ALSTOM ,VERBAS DESVIADAS DA DESPOLUIÇAO DO TIETE ETC ?

Responder

SILOÉ-RJ

08 de novembro de 2011 às 13h59

A ação policial na USP lembra bem o período da DITADURA onde não havia DIÁLOGO.
Erros de ambos os lados à parte, faltou: Aos alunos definição dos objetivos, ao REITOR , talvez por falta de prática, a capacidade de DIALOGAR, a JUSTIÇA ouvir os dois lados e PONDERAR, ao GOVERNADOR, o exercício da DEMOCRACIA.
RESUMINDO: TODOS MUITO MAL ACOSTUMADOS!!!

Responder

Julio_De_Bem

08 de novembro de 2011 às 13h59

Celso, esse seu texto, dessa vez, não tem nada a ver com a realidade. Os ocupantes da USP eram CRIMINOSOS e VÂNDALOS. Sem proposta nenhuma.

Quantos negros tinham? Quantos pobres ? Quantos usuários do pro-uni ? Como ficaram todo esse tempo sem trabalhar? Alguém paga as dividas deles?

São estudantes, mas antes de tudo, são adultos que devem ser reponsáveis. Quebrar uma universidade pública merece cadeia. Os alunos não sao os donos da USP. O POVO é dono da USP. Se querem protestar, que arrumem uma causa, pois de rebelde sem causa o mundo ja ta de saco cheio.

Responder

Guilherme Scalzilli

08 de novembro de 2011 às 13h59

As abordagens negativas que a imprensa dedica ao protesto na USP tentam ocultar os debates que permeiam suas causas diretas.
Na prisão dos estudantes que fumavam maconha, a estupidez repressiva contra a erva demoníaca. No assassinato do aluno, os desserviços terceirizados no campus. Nos rostos encapuzados, o clima de repressão e vingança que borbulha sob a imagem bondosa das autoridades. No teatro ineficaz do policiamento ostensivo, o colapso da segurança pública demotucana. Nas ações truculentas da Polícia Militar (“vocês não queriam segurança?”), a criminalização da discórdia.
(continua: http://guilhermescalzilli.blogspot.com/ )

Responder

FrancoAtirador

08 de novembro de 2011 às 13h50

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Datena e Band são condenados a indenizar cidadão ateu

No último dia 12 de setembro, a juíza Márcia Rezende Barbosa de Oliveira, da 3ª Vara Cível de Taubaté, condenou a TV Bandeirantes e o apresentador José Luis Datena a indenizarem Sisenando Calixto em R$ 10 mil. Calixto é ateu e se sentiu ofendido por declarações de Datena no programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, no dia 27 de julho de 2010. No programa, o apresentador dedica vários minutos ligando crimes hediondos ao ateísmo.

O autor da ação, que faz parte do conselho jurídico da Liga Humanista Secular do Brasil, chegou a propor acordo à emissora e ao apresentador. Ele retiraria a ação se fosse lida uma retratação aos ateus no programa. O acordo não foi aceito.

A Bandeirantes tentou se isentar das declarações do apresentador. Os réus também tentaram dizer que o autor da ação não podia ser indenizado porque as declarações eram genéricas. Para a juíza de primeira instância, restou provado que o autor era ateu, pelo depoimento de várias testemunhas e ela também rechaçou que as declarações do apresentador pudesse ser apenas uma crítica.

“Não há como qualificá-las como mera crítica, porque não expressam juízo fundamentado, cuidando-se de ofensas gratuitas (…). Elas se apoiam exclusivamente num pensamento preconceituoso”, disse. E ressaltou que a conduta de Datena não estava amparado no direito à liberdade de informação porque as declarações externaram apenas “opinião pessoal, preconceituosa e ofensiva, sem caráter informativo”.

Ela também rechaçou a tentativa da emissora de se eximir da conduta de seu empregado. A juíza afirmou que a Bandeirantes forneceu subsídios para que fosse feita inclusive uma enquete, que perguntava se o telespectador acreditava ou não em Deus, que, segundo Datena, serviria para provar “que o bem é maioria”. Além disto, anotou a juíza, a emissora não esclareceu aos espectadores que se tratavam de “afirmações absurdas”.

SUL21 com informações do blog Bule Voador

Responder

    JOSE MARIO HRP

    09 de novembro de 2011 às 10h29

    Embora espirita, ou seja ,acreditando em Deus concordo com a sentença.

    Marcos

    14 de novembro de 2011 às 09h50

    Isso não miniminiza a baderna que os estudantes encapuzados fizeram na USP.

FrancoAtirador

08 de novembro de 2011 às 13h41

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ESTIMULANDO A BARBÁRIE

O mínimo que o apresentador da TV Bandeirantes, Luciano Faccioli,

afirmou hoje pela manhã, ao vivo, no programa Primeiro Jornal

foi que os estudantes que ocuparam a Reitoria da USP

são "VAGABUNDOS E VAGABUNDAS".

A mídia na USP

Por arDaga widor 08/11/2011 às 08:13

"Que covarde é esse!
Este aí, sentado aí, que vai ser, vai ser médico?
Vagabundo!
Essa moça é uma sem-vergonha!
Baderneiros!
Vagabundos e vagabundas! (Afirmação repetida umas dúzias de vezes.)
CO-VAR-DES!
Invadem a casa da sua mãe!
Verdadeiros bandidos!
Vergonha nacional!
Filha, amor da minha vida, Ana Carolina, filha, no dia que fizer isso te prego na primeira palmeira viu!
Que coisa estranha! Por que não querem a polícia por perto?
Alguém pode me responder?
Porque esses vagabundos não querem mostrar os rostos?
Filha, amor da minha vida, Ana Carolina, minha filha de 12 anos, no dia que fizer isso te prego na primeira palmeira viu!"
(O "cidadão" Faccioli ao vivo na rede Bandeirantes, referindo-se ao protesto estudantil na USP contra a presença ostensiva da Polícia Militar na Cidade Universitária)

Se alguém tiver o vídeo desse programa fascista, por favor, poderia postar aqui.

Íntegra em:

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2011/11/

Responder

    luiz pinheiro

    08 de novembro de 2011 às 15h47

    Eu ouvi parte dessa locução apoplética, patológica – e, ao meu ver, criminosa.
    Parei de ouvir para não vomitar.
    Esse Faccioli (será que vem de facção?) se achou no direito de dizer todos os impropérios e fazer todo tipo de acusação.
    A politica da mídia é essa, tratar estudantes como bandidos.
    Discordo profundamente do que os estudantes fizeram, foi irresponsabilidade, porra-louquice, estupidez.
    Mas vejo uma grande diferença entre o tratamento da mídia aos bombeiros do Rio – que também ocuparam, no caso um quartel – e agora os estudantes da USP.
    Será que para estudantes teremos parlamentares e jornais defendendo a mesma anistia concedida aos bombeiros?

    beattrice

    09 de novembro de 2011 às 00h16

    CADE A LEY DE MEDIOS???

    Tobias Reis O. LLory

    24 de novembro de 2011 às 21h45

    A Sra poderia explicar como uma "lei da midia" seria utilizada neste caso?

    como censura, talvez?

    é, pode ser…

    mfs

    08 de novembro de 2011 às 16h15

    Como é que é o negócio?O sujeito ameaça fisicamente a propria filha em rede nacional? Onde está o Ministerio Público para dar um chega pra lá nesse fascista?

    Conceição Lemes

    08 de novembro de 2011 às 17h48

    Franco, vc teria o link do vídeo? abs

    Alguém

    10 de novembro de 2011 às 03h19

marcio_cr

08 de novembro de 2011 às 13h33

Como tem gente que olha só para o próprio umbigo.
Achando que bardenagem de maconherio é reflexo do que iria acontecer com o governo PT.

Responder

Ze Duarte

08 de novembro de 2011 às 13h33

Que chato que para todos estes incitadores esquerdistas a desocupação se deu de forma pacífica, pois mais que estes caras tentassem incitar a existência de mártires…

Responder

Mário

08 de novembro de 2011 às 13h30

Deixa eu ver se entendi: meia dúzia de playboys metidos a che guevara, vestidos da GAP e RAY BAN, dirigindo KIA SOUL, alguns deles com mais de 30 anos e jubilados, nitidamente bancados por mesadas de papais ricos, desrespeitam o resultado de sua própria assembléia, invadem e depredam prédios públicos, construídos e mantidos com dinheiro dos impostos do povão, são encontrados com coquetéis mocotov, tentam impor sua agenda na porrada, e os autoritários são aqueles que querem restaurar os direitos da maioria absoluta, vilipendiados pela esquerda mais extremista, e amparados por ordem judicial, após diversas tentativas de negociação de uma comissão que só ouvia não como resposta? Novilingua detected

Responder

    Julio_De_Bem

    08 de novembro de 2011 às 15h38

    Muito cômica essa situação. Os guerreiros brasileiros mortos durante a ditadura devem se contorcer nas covas clandestinas do exercito ao serem comparados com essa cambada de VAGABUNDO, que ficaram sem fazer nada por muitos dias, a nao ser beberem, depredarem e se armarem com coqueteis molotv. São VAGABUNDOS sim, pois não são capazes de promover um debate sadio. Ficaram todos esses dias de férias. Tão incopetentes que o que podia tirar de bom dessa burrice, foi apagado pelos maconheiros que queriam passear fumando baseado em frente as câmeras. Todos baderneiros agora estão devidamente presos como a LEI manda. Pra sair só com fiança. Vão aprender a respeitar um estado democrático de direito. Muitos morreram pra conquistar o que temos hoje, um 3 mandato de um governo trabalhista de esquerda. Bando de fanfarrões.

    Polengo

    08 de novembro de 2011 às 18h38

    Só queria entender uma coisa:
    Como vocês sabem que o GAP e o RAY BAN não são falsificados?

    Por que se fosse alguém do mst, vocês iam falar que pobre só compra coisa falsificada.

    Boris

    08 de novembro de 2011 às 19h01

    Na essencia, o problema continua: revolucionario e GAP? So rindo mesmo. E o carro, e da 25 de marco tb?

    mfs

    09 de novembro de 2011 às 10h22

    Friedrich Engels, cujo pai era dono de fábricas na Alemanha e na Inglaterra, obviamente não era revolucionario. Nem G. von Lukacs, filho de banqueiro. E a Escola de Frankfurt, de Adorno, Benjamin e Horkheimer, cujo provedor era um comerciante milionário com o mercado de cereais? Todos filhinhos de papai. Em 1848-9, Engels relata nas cartas o quanto bebeu de vinho do Reno ao longo de sua viagem-retirada. Sartre tomava baratos estranhos a ponto de enxergar lagostas filosóficas nas ruas de Paris. Todos filhinhos-de-papai, todos maconheiros, nenhum deles podia ser revolucionário. Revolucionário são Luciano, Huck, Angelica e o pastor Silas Malafaia. Ou então Diego Mainardi. Isso, Digeo Mainardi, que deve ser, suponho, o único filho de milionário de direita que não se comporta como milionário de direita, modelo de vocês aí ressentidos que não conseguiram passar no vestibular para a USP e agora se alegram com a paulada nos estudantes. Tivesse estudado, panaca!

    Dallas Green

    08 de novembro de 2011 às 22h22

    Que coisa Ridicula!
    NUNCA FOI MACONHA NEM SOBE ESQUERDAS!!
    A comunidade acadêmica vem sendo desrespeitada a tempos, os serviços da USP privatizados, a autonomia universitária vilenpendiada, desde que Serra assumiu o poder. É clara a má fé com a FHLCH (antro de comunas, cursos "desnecessários"), A comunidade rejeita Rodas, e o governo PAULISTA age de forma tirânica pra massacrar a liberdade de expressão e logo logo politica dos acadêmicos.

    beattrice

    09 de novembro de 2011 às 00h13

    Com a palavra um editor ou leitor compulsivo da… VEJA
    Reproduziu exatamente a reportagem dessa digna representante do PiG.

    Mário

    09 de novembro de 2011 às 02h41

    Aponte erros nas informações , por obséquio.

    mfs

    09 de novembro de 2011 às 10h12

    Acho que é mais simples ainda. Essa turma tentou e não conseguiu passar no vestibular para a USP. Então, o ressentimento aflora com declarações do tipo "antro de maconheiros".

    Mário

    09 de novembro de 2011 às 14h05

    De minha parte, moleque, nem de sp eu sou. Eu estudo em uma universidade que vc nem imagina, mas vou te deixar curioso. Mas a usp não tem condições nem de engraxar os sapatos dela, qualquer que seja o ranking. A fflch, então, e motivo de piada em qualquer meio acadêmico serio.

Leo V

08 de novembro de 2011 às 13h16

Recebemos a seguinte informação:

A Polícia Militar mandou fechar o bandejão de manhã, temendo aglomerações. O cerco ao CRUSP foi tão forte quanto o da Reitoria. Soltaram bombas para evitar que os cruspianos descessem. Há informações de que os alunos foram muito espancados lá dentro, mas não existem imagens. Um estudante do CRUSP conseguiu entrar com a imprensa para filmar e foi preso também.

Está convocado um ato para as 10h da manhã, em frente à Reitoria !

Última informação (11h)

O ato, realizado nas imediações da Reitoria, conta com a presença de cerca de 500 estudantes e de cerca de 500 policiais militares. http://passapalavra.info/?p=48175

Responder

    Polengo

    08 de novembro de 2011 às 18h42

    Eu não duvido.

    Se entrar foi contra a lei, quem entrou (a PM, que já brigou com a Civil na frente do palácio do governo, que desce a borracha nos professores na rua fora da USP) deve agir como sempre agiu.
    Quem tentou filmar, tomou borracha.
    Eles plantam uns molotovs lá dentro e falam que era do pessoal,
    Quebram mais uma coisinhas.
    Aí a globo e a veja fala que são maconheiros, e todo mundo que fala mal da globo aqui agora acredita na globo.
    E os bobões no facebook, orkut e emails ficam fazendo campanha contra um movimento que não viram, que não sabem o que e como aconteceu, em vez de votar direito.

    beattrice

    09 de novembro de 2011 às 00h15

    OS molotovs eram "padronizados" segundo as fotos.

    Marcos

    14 de novembro de 2011 às 09h59

    Eu duvido, com tanta tecnologia hoje em dia não teria alguém para filmar possíveis excessos da polícia, com microfilmes bem escondidos? A própria polícia gravou toda a ação. Estudantes encapuzados que depredaram o patrimônio público, isso é o que foi mostrado e ponto final. Fim ao uso de maconha nas dependências das universidades. É um asburdo, a população já cansou disso!

Jason_Kay

08 de novembro de 2011 às 13h15

Alguém explica para o autor desse "texto" o que significa a palavra lei?

Basta isso.

Responder

    cronopio

    08 de novembro de 2011 às 13h38

    Dicionário Jason_mauricinho_Kay da Língua Portuguesa.
    Lei: def. aquilo que permite sentar a borracha em professor, estudante, gente com aparência suspeita e morador da periferia, não necessariamente nessa ordem.

    GilTeixeira

    08 de novembro de 2011 às 14h20

    Um decreto-lei de 1966 em pleno vigor, por exemplo, estabelece como crime no Brasil, sujeito a pena de seis meses a dois anos de prisão, fabricar açúcar em casa. O Código Penal, por sua vez, também condena à prisão quem vende, distribui ou expõe objetos obscenos, ignorando totalmente as lojas do tipo sex shop ou revistas pornográficas comercializadas em qualquer banca da cidade, por exemplo.

    leis são mutáveis. Violência não!

    Anão

    09 de novembro de 2011 às 22h55

    A lei é mutável, mas é a lei. E o fato de algumas serem descumpridas, não deve ser pretexto pra que todas o sejam. E VIOLÊNCIA foi quando desceram a borracha nos professores que estavam protestando por aumento. O que aconteceu desta vez foi bem diferente.


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