VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Burburinho: Clube paulistano “veste” babás de branco


16/03/2011 - 21h37

do Stanley Burburinho, que leu na Folha de S. Paulo

“O crachá deve estar sempre no pescoço e a roupa deve ser toda branca. Em alguns dos mais tradicionais clubes de São Paulo, não basta às babás apresentarem carteirinha, como os sócios. É preciso estar trajada de acordo com as regras.”

“No Pinheiros, algumas babás relatam que são cobradas a usar calçados fechados, mesmo em dias quentes. No Paulistano, é preciso usar “sapatênis, sapatos ou tênis da mesma cor do uniforme”.

“Outra passou por uma “blitz de babás” e teve a carteirinha retida, pois não usava branco. Ficou “constrangida e envergonhada.”

“Juliana Rodrigues, 25, também babá, diz que já lhe chamaram a atenção no Pinheiros porque sua blusa branca tinha “uma florzinha no canto” e porque usava sandália “neste calor”.

“O Pinheiros confirma que as babás só podem ir ao restaurante infantil.”

“Já Paula Krishnan, 37, também sócia, acha que a regra é uma forma de controle. “Assim como os funcionários do clube, [as babás também] têm identificação.”

27/02/2011 – 10h35

Clube obriga babá a usar branco e barra ida a restaurante

CRISTINA MORENO DE CASTRO

DE SÃO PAULO

O crachá deve estar sempre no pescoço e a roupa deve ser toda branca. Em alguns dos mais tradicionais clubes de São Paulo, não basta às babás apresentarem carteirinha, como os sócios. É preciso estar trajada de acordo com as regras.

É assim no Pinheiros, no Paineiras e no Paulistano, todos na zona oeste, cujos títulos chegam a R$ 25 mil.

No Pinheiros, algumas babás relatam que são cobradas a usar calçados fechados, mesmo em dias quentes. No Paulistano, é preciso usar “sapatênis, sapatos ou tênis da mesma cor do uniforme”.

“Acho discriminação”, diz a babá Silvana Santana, 36, que vai ao Pinheiros duas vezes por dia. Na semana passada, ela teve apreendida sua carteirinha (onde se vê escrito “acompanhante”) porque vestia bermuda jeans e blusa branca. Foi avisada de que só o patrão poderia retirar o documento.

Outra passou por uma “blitz de babás” e teve a carteirinha retida, pois não usava branco. Ficou “constrangida e envergonhada.”

Sua empregadora, que preferiu não se identificar, afirma que ficou tão incomodada que enviou uma carta ao clube explicando que ela não usa uniforme em casa e pedindo que não tivesse de fazê-lo no clube. “Foi indeferido. Alegaram que é regra.”

Juliana Rodrigues, 25, também babá, diz que já lhe chamaram a atenção no Pinheiros porque sua blusa branca tinha “uma florzinha no canto” e porque usava sandália “neste calor”.

Diz ainda ser proibida de ir ao restaurante acompanhada apenas das crianças e conta que um sócio já pediu que ela se levantasse de um banco perto da piscina.

O Pinheiros confirma que as babás só podem ir ao restaurante infantil.

Sócia do clube, a professora Nuria Carbó, 35, considera o uniforme discriminatório. “Passaram a vir de branco porque muitos sócios reclamaram da presença delas.” Já Paula Krishnan, 37, também sócia, acha que a regra é uma forma de controle. “Assim como os funcionários do clube, [as babás também] têm identificação.”

O coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, Martim Sampaio, vê discriminação na exigência da roupa branca e, sobretudo, no veto ao restaurante.

“O clube tem o direito de saber quem está adentrando a dependência, até por questão de segurança, mas a carteirinha basta para isso”, diz.

“É um constrangimento ilegal a empregada ter que se vestir de forma diferenciada e é absurdo impedir que ela entre no restaurante. Ser obrigada a levantar do banco é um apartheid social.”

Segundo o Pinheiros, o clube tem 37 mil sócios e 1.500 acompanhantes de idosos, crianças e deficientes cadastrados. Eles devem apresentar crachá “e portá-lo em local visível durante a sua permanência no clube, como acontece com funcionários em qualquer organização”. Uniforme e crachá servem para identificação, diz.

Afirmou que algumas áreas possuem “regras específicas para acesso, podendo ser reservados exclusivamente aos associados”. Paineiras e Paulistano não se manifestaram

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/881740-clube-obriga-baba-a-usar-branco-e-barra-ida-a-restaurante.shtml

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128 comentários

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Geraldo E

15 de agosto de 2016 às 12h53

Tudo isso é conversa mole. Sabe-se que a frequencia em clubes sociais e esportivos está muito mais para a classe média (C e D) do que para a classe rica (A e B), que tem os seus iates, sítios, fazendas e residem em condomínios fechados com toda a estrutura (e onde as babás, geralmente, estão uniformizadas, conforme as regras do condomínio). Os sócios, proprietários de um clube social é que fazem as regras de seu funcionamento através de seus conselhos ou assembléias gerais. Pagam as taxas condominiais e estão vinculados aos seus estatutos e normas internas. A identificação de convidados ou não sócios é normal, seja por pulseiras, crachás ou uniformes. Nada demais nisso. Aliás, clubes hoje em dia estão se transformando em creches, porque é mais seguro e mais barato, principalmente quando têm monitores escolares e de recreação. Reclamar dos clubes, uma entidade particular onde os próprios associados, são seus donos? A nosso ver é uma interferência indevida. O crachá ou pulseira de visitante é exigido em quase todas as repartições públicas do País para ser frequentado pela população. Por que não em ambientes particulares? Todos os sócios são identificados em cadastro interno e para a sua frequencia exige-se a carteira de sócio. O uso de suas instalações é restrito, muitas das vezes exigindo exame médico até para a prática de esportes o que não acontece com o não associado. Qualquer incidente que acontecer no clube a associação e seus dirigentes serão responsabilizados, assim como as suas consequências legais. As autoridades, sustentadas pelos impostos pagos pela classe média, deveriam, isso sim preocupar-se mais com a segurança pública, com a crackolandia, com as crianças na rua e sem escola, com a marginalidade solta, com as viúvas e filhos dos policias mortos por bandidos, com as vitimas do crime organizado, com o tráfico de armas e de drogas e muitas outras mazelas sociais.

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Jorge

18 de junho de 2015 às 09h07

Se usar uniforme branco for racismo, então é preciso mudar o uniforme do Santos Futebol clube!!!! KKKKKKK!!!!!!!

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Ostentação

19 de março de 2011 às 23h43

Eles frequentam aquele clube, porque eles tem isenções fiscais, tem conta no exterior, pagam os salários mais baixos do mundo a quem lhes produz riquezas e levam as babás para ostentar o que ganham e como ganham. No passado recente disputavam quem possuia mais escravizados para demonstrar poder.É a paranóia da raça superior.

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Renato Lira

17 de março de 2011 às 23h27

Este é um caso muito mais relevante a discutir do que ficar reclamando do discurso do Obama.

Este é um caso para o MP de Sampa tomar conhecimento.

O problema aí é o MP de Sampa, que deve ser composto, em sua maioria, por frequentadores deste clube.

Responder

Yarus

17 de março de 2011 às 22h44

E os BABACAS vão vestidos como?

Responder

Fabio

17 de março de 2011 às 20h04

Acho que esta faltando noticia, vamos nos rebelar contra o uso da cueca.
Agora tudo mundo tem direito de andar pelado,uni-vos contra esta burguesia retrograda .
Abaixo a cueca .

Responder

    Rodrigo

    17 de março de 2011 às 23h18

    Tenho a soluçâo para o problema: bastaria que as babás usassem uma estrela amarela costurada na roupa, para serem mais facilmente discrim… quer dizer, identificadas.

    Wildner Arcanjo

    18 de março de 2011 às 01h42

    Cuidado para não perder mais do que as cuecas amigo. Perder o pudor, a vergonha!

FrancoAtirador

17 de março de 2011 às 19h09

.
ESSE UNIFORME BRANCO É PARA DESTACAR OU ESCONDER A PELE DAS BABÁS ?
.

Responder

    Kleber

    17 de março de 2011 às 19h36

    Que tem isso a ver com pele?
    Se for babá branca não precisa usar uniforme?

    Carmem Leporace

    17 de março de 2011 às 19h58

    Pior que além das patroas, as babás também votam no PSDB paulista.

    É ruim hein….. vida de petista é ruim aqui em sampa…. aqui vocês não entram.

Rios

17 de março de 2011 às 17h42

Vocês estão vendo chifre em cabeça de cavalo!!! aqui na minha empresa eu sou obrigado a usar crachá e ninguem reclama. é uma questão de segurança mesmo.. e vá em qualquer fábrica e veja que os trabalhadores são obrigados a usar uniforme, e cada setor pode até ter uma cor diferente.. a petrobrás tem uniforme.. e ainda tem que usar capacete!!! o único porém é o fato do acesso restrito ao restaurante. o acesso é restrito em quais circunstâncias? se ela está a trabalho é absurdo, mas se a babá ou qualquer outro não é sócio do clube por que deveria ser permitida a entrada? em todos os clubes, boates, flats etc se vc não é membro vc não entra… simples assim… há um ar de persegição em tudo atualmente…

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    Rodrigo Prado

    17 de março de 2011 às 20h10

    Rios,
    Uma coisa é o empregador exigir que seu funcionário use uniforme, mas os Clubes estão estabelecendo regras sobre funcionários de outras pessoas que não tem nenhum vínculo empregatício.
    Essa regra é só para constranger as babás, que por não serem sócias, não podem se vestir como pessoas normais ou ir nos mesmos ambientes da demais, tem que ser vestir como "babás" para "mostrar é o que lugar delas" ou "olha você pode entrar aqui, mas aqui não é seu lugar".
    Bela reportagem da Cristina Moreno, bem ousada.

Racismo

17 de março de 2011 às 16h44

O racismo aqui em São Paulo o filho chiora e a mãe não vê, porque está trabalhando de serviçal para os racistas que soubearam manter a escravidão contemporânea, a ditadura "cordial", o racismo "sem ódio" e a dominação social nos meios de comunicação.

Responder

Uma defesa do distritão. Porque o Brasil é uma democracia « Virgulinoreidocangaco's Blog

17 de março de 2011 às 15h09

[…] Se o Cerra e o Farol de Alexandria defendem o voto distrital deve ser para acabar com a “democracia de massas”, aquela de que o Otavinho tem ojeriza e construir a “democracia de Higienópolis”, do Country Club, ou do Paulistano, onde babá tem que usar uniforme e crachá. […]

Responder

douglas

17 de março de 2011 às 14h12

Desculpem-me, me dá nojo clubes como Pinheiros, Paulistano e Palmeiras. E é claro, nojo maior dos frenquentadores…….Me fazem lembrar da Casa Grande . Preconceito, racismo e vai por ai!

Responder

    Carmem Leporace

    17 de março de 2011 às 20h01

    E tu acha que Lula e a nata do PT frequenta que clubes rapaz???? acorda fanático, tu sabe onde a sanafora paulista do PT frequenta???? deixa de bobajada rapaz…

Elite!

17 de março de 2011 às 14h09

O que diria o ex governador Cláudio Lembo sobre mais esta da "elite branca malvada"?

Responder

Avental

17 de março de 2011 às 14h06

Que estas mulheres de aventais brancos que são babás de milionários possam garantir a seus filhos Educação Pública de qualidade para que amanhã seus filhos vistam aventais de médicos, engenheiros, aviadores, cientistas, presidente da República, senador, governadores, prefeitos, advogados, professor universitário, arcebispo, veterinário, juiz, promotor, promotores, procuradores, ministros de tribunais superiores, secretários de estado, apresentadores de TV, donos de empresas/comércio/industrias/, diretores de bancos, cientistas e centenas de cargos do topo da pirâmide social.

Responder

Mila

17 de março de 2011 às 14h01

O clube está certo. Por isto é um clube. Clube. Quem não concordar, nao o frequente. Eu ein!

Responder

    José Ruiz

    17 de março de 2011 às 15h41

    Oi Mila, nesta questão de concordar ou não você consultou alguma babá?

    Rodrigo

    17 de março de 2011 às 23h21

    O fato de ser um clube näo dá direito de discriminar. Aliás, näo acredito que as babas os frequentem por vontade propria. Quer saber, seu comentario eh bastante estupido.

    Roberta

    07 de junho de 2013 às 16h50

    A babá não é obrigada a ir ao clube…tem a opção de pedir demissão e ir trabalhar com uma família que não frequente estes clubes.
    Affff…muita choradeira por nada! Elas não estão lá para se divertir…estão em horário de trabalho…trabalhando! Normal que esteja uniformizadas e identificadas.

Haroldo Cantanhede

17 de março de 2011 às 13h51

Que vergonha. E como são antiquados. Vivem no século 19. Será que, quando vão a Miami, levam uma vaca, no vapor (estamos no século 19, é claro) para dela extrair o mais branco (e puro) leite para suas crianças?? Celular na orelha (quem sabe, dois celulares?), julgam-se em pleno século 21, enquanto chafurdam em muitas mensagens do Twitter, Facebook, em seus iPhone, Ipad, Ipod balançando em seus pescoços, muitos fones entrelaçados, sapatos iguais, meias da mesma cor, carros coreanos (ou, desculpe, alemães!!) pretos e cinzas (estamos no Brasil, é claro), os mesmos perfumes, comprados nas mesmas lojinhas. Modernidade nada, são escravos dos mesmos senhores que lhes vendem quinquilharias, e eles, que cultuam o verbo TER, acabam por SER este bando de pessoas pequenas, insensíveis, insensatas, totalmente previsíveis. Isso é Terceiro Mundo. Não percebem o país à sua volta. Lamentável. Mas, não sei porque, em SP – a capital – isto não me surpreende. Mas entristece.

Responder

Tragédia/Fantasia

17 de março de 2011 às 13h43

O presidente barack Obama está investindo prioritariamente em Educação de base (projeto Let"s Move)e nos jovens do país, principalmente nas áreas Engenharia, Matemática, Ciências e Tecnologia, pensando no século XXI. Investir na Educação de Meninas e Mulheres, para construir o empoderamento para a próxima geração, com mais solidariedade. Precisamos garantir que centenas de jovens concluam o ensino médio, a universidade.Garantir a igualdade salaarial.Mulheres ganham menor salário que os homens e as mulheres negras menos, num prejuízo à família, a economia e ao progresso do país. O avental e humilhações é uma representação da realidade dantesca, do fosso da desigualdade entre negros e brancos, que a capa da revista "Carta Capital", (que vou ler agora porque relutei até este instante defrontar com o tema) do jornalista Mino Carta titulou "Tragédia Sem Fantasia".

Responder

    beattrice

    17 de março de 2011 às 21h32

    O presidente Obama está investindo prioritariamente na máquina de guerra, tendo acabado de arrancar do ignóbil Conselho de Segurança da ONU um aval diplomático para iniciar a terceira…guerra! Detalhe: o Brasil se omitiu, absteve-se, olhou para o outro lado.
    Dias piores virão.

ANA

17 de março de 2011 às 13h39

Isso é a síndrome da cultura escravagista e reacionária do Brasil.
A lei que revoga o 'elevador de serviço' não será cumprida pela elite do Brasil todo.

Responder

amores

17 de março de 2011 às 13h37

a burguesia fede !

Responder

    Carmem Leporace

    17 de março de 2011 às 15h46

    Lula é pobre ou burgês?

    Rodrigo Prado

    17 de março de 2011 às 20h12

    Leporace é nome de algum remédio que provoca delírios?

Tragédia/ Fantasia

17 de março de 2011 às 13h29

Muitos dos "empresários" modernos no "direito" (Direito e Avesso de Fábio Konder Comparato) estarão reunidos com o Presidente negro dos EUA Barack Obama, no próximo final de semana.Fiquei imaginando a cena, o presidente Barack Obama aqui em São Paulo constataria que a cidade que tem 30% de negros não tem nenhum Secretário (a) de estado municipal ou estadual que represente esta população que é parte da cidade e que paga impostos, taxas, tributos (a maioria pobre paga mais). Mas deve ter aproximadamente 90% desta população nos serviços de baixa renda.Sabemos quem iria servir o cafezinho para deleite dos donos do poder ao Presidente, num simbolismo sútil do tipo "Não Somos Racistas". Quem é titular dos cargos de prestígio na pirâmide social?

Responder

O_Brasileiro

17 de março de 2011 às 13h12

Quero saber duas coisas:
1. As madames estão pagando hora extra para as funcionárias?
2. As funcionárias têm recebido refeição durante o trabalho?
A primeira blitz que tem que ter lá é do Ministério Público do trabalho!

Responder

    Rodrigo Prado

    17 de março de 2011 às 20h13

    Hora extra? Refeição? Se tiverem registro vai ser muito..

Magda Lena

17 de março de 2011 às 12h40

Gostaria de registrar também meu repúdio à discriminação social embutida na imposição do uso destes uniformes ridículos dos pobres dos garis, carteiros, porteiros de prédio, zeladores, operários de indústrias, manicures e policiais. Aliás, não é muito mais chique um policial sem uniforme e com viatura descaracterizada?

Responder

    José Ruiz

    17 de março de 2011 às 15h45

    Não, porque nestes casos o uniforme cumpre uma função. Você já percebeu que os garis tem um uniforme bastante chamativo, inclusive com faixas reflexivas? Sabe porque? E os sapatos com bico de aço usado em algumas indústrias… porque será aquilo? Existe uma enorme diferença entre funcionalidade, capricho e discriminação…

    Rodrigo Prado

    17 de março de 2011 às 20h16

    Corretíssimo, Ruiz, e lembrando que alguns bancos (Caixa) tem proibido esses funcionários de entrarem nos bancos se estiverem utilizando essas botinas com biqueira de aço. Ainda colocam um cartazinho mal-cheiroso citando uma norma trabalhista de segurança do trabalho para descriminar o trabalhador.

    beattrice

    17 de março de 2011 às 21h33

    Aliás, coletores da limpeza pública também exibem tais faixas reflexivas pelo alto índice de atropelamentos que sofrem.

Uma defesa do distritão. Porque o Brasil é uma democracia | Conversa Afiada

17 de março de 2011 às 12h24

[…] ojeriza e construir a “democracia de Higienópolis”, do Country Club, ou do Paulistano, onde babá tem que usar uniforme e crachá.Resolvi me ilustrar com o sempre sábio Oráculo de Delfos.- O voto distrital no Brasil é um sonho […]

Responder

Benjamin Malucelli

17 de março de 2011 às 11h57

Preconceito, segregação, racismo, classismo e tantos outros "ismos" são uma característica do povo brasileiro, que gosta da autodenominação "eu não sou preconceituoso, não sou racista, me relaciono muito bem com qualquer tipo de pessoa". Então tá! Vamos continuar acreditando na bondade do brasileiro. Isso existe em todas as camadas da sociedade. Não é um "privilégio" da elite paulistana. Há pouco tempo os moradores e comerciantes do bairro de Santa Cecília em São Paulo, fizeram um movimento para impedir que os restaurantes da região dessem comida para os moradores de rua, para obrigá-los a se mudarem de local, pois não gostam de ver esse "tipo de gente" nas suas portas. A preocupação dos comerciantes e dos moradores do bairro, obviamente, não era com a pessoa que está em situação de rua. A preocupação era em tirá-los da frente de suas casas, para longe, que fossem moradores de rua em outros locais mas não em frente de suas casas. É o famigerado"empurrar com a barriga" ou "isso não é problema meu". Por que se surpreender, então, com as atitudes de uma elite privilegiada que paga R$ 25.000,00 para desfrutar de uma benesse que só cabe à minoria da minoria? Ou vocês acham que a maioria desse pessoal tem consciência social? Babás de branco, sim, porque se diferenciam; mas babás sem uniforme, tendo a audácia de querer se igualar, ora, aí já é demais!!!

Responder

bertholdo

17 de março de 2011 às 11h55

A BABA QDO VAI AO CLUBE VAI A TRABALHO OU A LAZER?
QDO CONTRATADA SABIA QUE DEVERIA USAR CERTO UNIFORME OU NÃO?
ESTE ASSUNTO É SEM PROPOSITO,SABEMOS QUE A ELITE PAULISTA É ASSIM "ENJUADA",METIDA A ARISTOCRATA INGLESA.
SE EXISTE TANTOS PAULISTANOS E PAULISTAS INDGNADOS COM ESTE ASSUNTO POR QUE NA HORA DO VOTO SEMPRE COLOCAM REPRESENTANTES DESTA ELITE NO PODER,HEIN?

Responder

vera oliveira

17 de março de 2011 às 11h35

depois dizem que o capitalismo era o sistema da liberdade

Responder

Herança Maldita

17 de março de 2011 às 11h28

E o chicotinho deve estar no pacote de deslumbramento dos que usufruem a riqueza herança dos 350 anos de trabalho sob escravização.

Responder

Giovanni

17 de março de 2011 às 11h26

Só quem não conhece São Paulo para se admirar com uma notícia dessas.

Responder

    Carmem Leporace

    17 de março de 2011 às 12h29

    Lula é de São Paulo. Enquadra ele nessa ou os seus "paulistas" são seletivos???

    luiz reis

    17 de março de 2011 às 14h13

    Embora sua retórica seja por demais estéril para uma resposta… Lula é pernambucano, filha! E não se falou dos paulistanos por conta de suas mazelas mas a contradição entre a indignação provocada por atos reacionários e discriminatórios e o fato de que há mais de 20 anos são eleitos representantes do grupo que apóia e produz esses atos, simples assim, goste ou não. Felizmente São Paulo hoje não representa o que é o Brasi, embora ainda pense como tal.

    Luis Fernando

    17 de março de 2011 às 17h26

    São Paulo NUNCA representou o Brasil culturalmente, o Brasil é muito diversificado, felizmente.

    valdeci elias

    17 de março de 2011 às 14h43

    Lula é pernambucano.

    Carmem Leporace

    17 de março de 2011 às 15h47

    Só nasceu. Tu achas que engana quem rapaz?

    beattrice

    17 de março de 2011 às 13h48

    Não vamos generalizar, porque isso não contribui em nada para educar politicamente os paulistas, por favor.

Luci

17 de março de 2011 às 11h24

Muitas destas babás são mães e ao desabafar em casa com seus filhos o vexame e humilhação a que são submetidas revolta os jovens que são também submetidos a opressão por serem parte desta humilhação.
É preciso que reavemos conceitos de relações sociais de nossa sociedade que estão banalizando preconceitos e maldades, num prejuízo à paz social e convivência harmoniosa. Vamos analisar as causas da violência de nossos jovens. Porque a insistência em manter distâncias quando os valores que nos aproximam são mais iguais que os que nos separam?

Responder

Política: Discriminação em São Paulo! « Tony, O Conselheiro

17 de março de 2011 às 11h19

[…] Clique aqui para ir ao texto completo, no Vi o Mundo. […]

Responder

Aparteamento

17 de março de 2011 às 11h18

E com certeza estes clubes receberam terreno doado pela Prefeitura para serem construído, e recebem isenções fiscais do poder público para manterem seus métodos de "aparteamento". A modernidade e humanidade por lá está no século XV. Qual é o trabalho social que estes clubes prestam à cidade? Para quantas escolas públicas estes clubes abrem suas portas? Pois é depois culpabilizam nossos jovens pela violência. Quantas destas mês desabafam com seus filhos as humilhações e vexames a que são submetidas diariamente em publico e no ambiente doméstico, revoltando-os contra a sociedade.

Responder

    beattrice

    17 de março de 2011 às 13h47

    Excelente ter se lembrado deste detalhe, a renúncia fiscal para "clubes" vai entrar em pauta ainda este século ou será necessário aguardar mais dois séculos?

Casa Grande/Senzala

17 de março de 2011 às 11h08

A Casa Grande virou clube.

Responder

Baba baby

17 de março de 2011 às 11h05

Quem veste as babás de branco e as submetem a humilhações são os moradores da Ilha de prosperidade, do Brasil rico. Uma amiga sueca esteve no Brasil e visitou uma cidade do Litoral (onde veraneiam os milionários) e ficou surpresa com a ostentação que presenciou ao ver passeando com carrinhos de bebê (provavelmente irmãos gêmeos) três babás, todas impecávelmente vestidas de branco. E não faz muito tempo um atleta de futebol que vive no exterior foi a um programa de TV com sua esposa e ao lado a babá impecável no seu uniforme branco.

Responder

Geysa Guimarães

17 de março de 2011 às 10h59

Enquanto isso, o governador Geraldo Alkmin acaba de sancionar lei proibindo a discriminação em elevadores de prédios públicos e privados. LOUVÁVEL.
Madames e empregadas domésticas vão dividir o mesmo espaço.

Responder

    Arthur Schieck

    17 de março de 2011 às 11h15

    Quando eu era adolescente, no meu prédio a síndica mandou avisar que empregadas só podiam subir pelo elevador de serviço. Lá em casa trabalhava um senhora que já estava com a família há décadas. Eu disse a ela que ela podia subir por onde ela quisesse que ela era minha convidada. O que o condomínio vai alegar nesse caso? que os convidados também são obrigados a subir pelo elevador de serviço?

    Geysa Guimarães

    17 de março de 2011 às 19h37

    Arthur:
    Também vivi situação semelhante, precisei subir nas tamancas com o zelador. Segundo ele, as "madames" não queriam partilhar o elevador com as empregadas. Respondi: "Em primeiro lugar, não conheço madame nenhuma que more em apto de 120 m2. E segundo, quem disse ao sr. que a fulana é minha empregada? Ela é morena mas pode ser da família. E vai passar pela ala social, ora se vai!"
    Não admito separatismo. Apartheid não.

    Séc XV

    17 de março de 2011 às 14h18

    O governador Alckmin sabe que as leis não mudam "mentalidade racista", as leis sobre racismo são rigorsosas e memso assim a situação está num piorar assustador. É preciso investimento nas Escolas Públicas reformar o que está estabelecido e que está gerando prejuízos – escola que não garante resultado formador, precisa de reformas urgente. Educação é em casa, ensino é universalizar escola pública de qualidade. Políticas Públicas para jovens~, políticas Públicas para Jovens em situação de Risco.Quanta ironia elevador SOCIAL. Mas já uma lei que proibe o SOCIAL que só existe por aqui é o século XV que persiste."Não Somos Racistas" "Século XV Não Reforma ".

Mentalidade

17 de março de 2011 às 10h56

São dois Brasis. No Brasil dos trilionários persiste a mentalidade escravocrata, salários desiguais e outras mazelas estruturantes. Quando se manifestam contra cotas para negros nas Universidades querem garantir seus "mercado de serviçais" à disposição.
O dia que houver vontade política – o país é rico e com certeza tem condições técnicas- para universalizar Ensino em todas as áreas esta situação mudará. Insisto quem ler o "Direito e o Avesso" de Fábio Konder Comparato entenderá as relações sociais de nossa sociedade, que ainda conta com a imagem "nórdica" que nos é exibida todos os dias na TV para reforçar estereótipos.

Responder

Joao Alfredo

17 de março de 2011 às 10h53

Moro no Leblon, Rio, e por aqui é constante a visão ridícula de casais falando ao celular ou levando o cachorro, enquanto a babá (sempre de branco, às vezes mais de uma) vai atrás com a criança no colo.

Responder

    Arthur Schieck

    17 de março de 2011 às 11h20

    Isso me dá arrepios.
    Babá serve para cobrir os pais quando estes estão trabalhando. PONTO!
    Ser pai dá trabalho! Se não quer ter trabalho, não seja pai (ou mãe).

    @joserezendejr

    17 de março de 2011 às 13h04

    Concordo!

    Haroldo Cantanhede

    17 de março de 2011 às 13h58

    Excelente tema, Arthur. Certa vez, andando de ônibus aqui no Rio, comecei uma conversa com uma moça ao meu lado que me disse que era babá, de um menino que já tinha seus 3 anos de idade. Pai e mãe trabalhavam, cada qual mais preocupado com a sua carreira e o "sucesso" (maldito cigarro Hollywood) e, ambos sempre tarde em casa ao final do dia, banho, jantar rápido, roupas limpas e rua, eventos sociais, aquela ostentação básica que deslumbra esta gente, dia após dia. E o menino chamava a babá de mamãe… :-(

    Luis Fernando

    17 de março de 2011 às 17h31

    Perfeito ! Para certos pais filho é uma especie de ostentação para as demais pessoas, educar, dar carinho, dar atenção, cuidar mesmo, isso é serviço para a babá. Essas crianças crescem com sensação de que tudo podem comprar, de que o mundo está a serviço delas.

riorevolta

17 de março de 2011 às 10h47

Esse é a nobreza brasileira, tipo aquela do Antigo Regime. Não gosta de se misturar com a patuléia, não gosta de república, não gosta de lei, adora um compadrio, uma corrupçãozinha, um favorecimento do Estado, uma lei que não pega, uma sonegação de imposto, um escravo que reconheça o seu papel subserviente. Adora viajar para o 'estrangeiro', é a massa cheirosa da Catenhede… A mais alta estirpe de Amigos do Rei…

Já passou da hora de darmos uma de Robespierre e botarmos essa nobreza no passado.

Responder

Thomaz Magalhães

17 de março de 2011 às 10h32

Os maitres de restaurantes podendo trabalhar de havaianas por causa do calor, no forum advogados, juízes e empregados de bermudas e camiseta regata, médicos e enfermeiros de shorts e sandálias nos centros cirúrgicos, babás e seguranças sem uniforme, comendo no restaurante social do clube, usando os serviços de manicure, massagens, ginástica, aulas disso e daquloe para sócios – e de graça. Pena que para alcançar essa sociedade "igualitária" nem mesmo uma "revolução" basta, porque mesmo depois dela, então nos plácios do governo a nomenklatura vai exigir uniforme e crachá para o proletariado.

Responder

    maria regina

    17 de março de 2011 às 15h41

    Thomaz
    Você não entendeu o espírito da coisa. Saia do superficial.

    Eugenio Hansen, OFS

    18 de março de 2011 às 00h21

    Paz e bem!

    Na cidade de São Paulo existe algum Forum que não esteja climatizado?
    Sou capaz de apostar que há Forum em que se usa casaco de lã, por causa do frio.

Yes we créu !!!

17 de março de 2011 às 10h25

Eu nunca acreditei, apos viver 15 anos em SP, que os paulistanos fossem a vitrine "civilizada" do Brasil, como eles gostam de dizer. Um povo que usa "baiano" como sinonimo de burrice, nao pode ser levado a serio. Excecoes existem, diga-se.

Responder

Marcelo

17 de março de 2011 às 10h25

Aqui em BH no MInas Tênis Clube também é assim.

Responder

    jorge

    17 de março de 2011 às 17h10

    Todo Tenis Clube é assim.

Uélintom

17 de março de 2011 às 10h22

Minha esposa quando vai ao Shopping Higienópolis é chamada de colega, na área de recreação e jogos. As babás, vestidas de branco (será obrigatório também nesse shopping?) acham muito estranho ver uma mulher que frequenta o local cuidando da própria cria.

Depois, esse bando de frustrados e mal amados vai virar os Boni da vida, atirando ovo do alto do apartamento nos social e economicamente excluídos, ou como os filhos de empresários e juízes, que agridem homossexuais na Paulista, queimam mendigos na rua ou espancam pessoas em festas para mostrar que aprenderam alguma luta marcial. Depois de adultos, viram a elite que vai terceirizar o cuidado com os filhos.

Responder

    Carmem Leporace

    17 de março de 2011 às 15h48

    E aí tu acordou????

Marat

17 de março de 2011 às 10h03

Preconceito e burrice são difíceis de serem extirpados, mas um dia, de um jeito ou de outro, essa elite vai aprender o que é igualdade e fraternidade.

Responder

gilberto

17 de março de 2011 às 09h56

A maioria destes clubes se assemelham a antiga e quase quebrada APEA de Presidente Prudente, onde durante muitos tempo negros não puderam entrar.

Responder

Aline C Pavia

17 de março de 2011 às 09h51

É para essa turminha que Serra, Kassab, FHC, Alckmin e outros que tais governaram ou governam.

Responder

Adriana

17 de março de 2011 às 09h43

“Blitz de babás”, isso chega a ser patético!!!

Responder

Wildner Arcanjo

17 de março de 2011 às 09h14

Engana-se amigo Isto ocorre por todo lugar.

Responder

Wildner Arcanjo

17 de março de 2011 às 09h04

É a velha história do elevador de serviço. Lembro-me uma vez quando fui pagar contas em um shopping, aqui na minha cidade. Estava eu de Sandálias, bermuda e camisa e caminhava pelo shopping quando notei que era seguido por dois seguranças. Depois de algum tempo, quando já na praça de alimentação, levantei da mesa e fui perguntar a um deles o motivo pelo qual me seguiam. Ficaram os dois sem graça e, depois de falarem sei lá o quê pelo rádio, sumiram. Fiquei depois pensando, do quanto é triste, que ainda valemos pela cor de nossa pele e pelo que vestimos.

Responder

Zeca

17 de março de 2011 às 09h00

Casa Grande e Senzala

Responder

Beto_W

17 de março de 2011 às 08h33

Que eu saiba, na Hebraica, clube da comunidade judaica paulistana, que fica ao lado do Clube Pinheiros, não há restrição de vestuário de babás, nem a exigência do branco – o vestuário depende das regras da casa em que a babá trabalha. É vetada às babas a prática de qualquer atividade oferecida pelo clube, dado que não são sócias, mas não conheço qualquer restrição em relação a restaurantes ou outros espaços do clube. Tampouco tenho conhecimento de qualquer atrito ou desrespeito por parte dos sócios em relação a essas profissionais no tocante à convivência no clube. E olha que boa parte dos sócios é da classe alta…

Responder

    beattrice

    17 de março de 2011 às 13h43

    Mais do que uma questão financeira, a questão é de educação e civilidade, tanto que entre os tres clubes citados há diferenças neste sentido também.

Carmem Leporace

17 de março de 2011 às 08h32

Isso é falta de assunto ou é o desespero pelo prenúncio de mais uma surra pelo governo e prefeitura do estado???

Responder

    Marcos C. Campos

    17 de março de 2011 às 11h31

    Não. É denúncia de preconceito mesmo !! A gente gosta que as pessoas se mostrem como são.

    luiz reis

    17 de março de 2011 às 14h17

    Filha, calma… ninguém falou em eleição aqui,mas eu poderia dizer sobre seu comentário:
    Isso é falta de inteligência ou compromisso humano ou é o medo pelo fato de que vão perder a boca depois de 20 anos?

    Rodrigo Prado

    17 de março de 2011 às 20h22

    Leporace, é duro ser um troll desempregado que só consegue emprego em época de eleição…

Marcelo Ramos

17 de março de 2011 às 08h29

O crachá é necessário por causa da segurança mas o resto é que nem aquela questão do elevador social e o de serviço. Pura discriminação.

Responder

Bucaneiro

17 de março de 2011 às 08h07

Como é que um jornal como a Folha publica um artigo desse teor? Em outra nota, Stanley Burburinho lê a Folha de São Paulo.

Responder

João

17 de março de 2011 às 08h03

Mas esses serviçais não são mais colocados nos pelourinhos, eles foram todos retirados, que mais voces comunistas querem?!?!

Responder

Marcio Leandro

17 de março de 2011 às 06h18

Ué, o que tem de errado? É um clube privado e tem o direito de fazer suas regras e submete-las aos sócios, se esses aprovarem todos tem que cumprir.

Responder

    Yes we créu !!!

    17 de março de 2011 às 11h36

    Nao tem nada de errado, Marcio. Errados somos nos que acreditamos que todos devem receber tratamento digno.

    Privado?

    17 de março de 2011 às 14h01

    Historicamente no Brasil o privado usufrue privilégios e distinções econômicas em detrimento do público, portanto o senhor deveria analisar melhor os fatos.

    luiz reis

    17 de março de 2011 às 14h20

    Isso mesmo! é um absurdo a pessoa querer respeito e dignidade no local de trabalho! Onde já se viu? Nós, da elite paulistana, escolhida por deus, termos que conviver com essa gente que nem se digna a andar de branco e sapato fechado? é um absurdo! estou contigo: os sócios decidiram, pronto! Aliás, se você quiser ser sócio do clube entre em contato que consigo uma carteirinha fácil, fácil. Você tem babá? É para algum filho ou para você mesmo????

    Yes we créu !!!

    17 de março de 2011 às 21h06

    Luiz, com certeza esse clube nao aceitaria vc como socio. rssrsrsrrsr

José Eduardo Camargo

17 de março de 2011 às 04h41

Mais uma "paulistada" deprimente! As babás deveriam fazer greve. E quando o nível de emprego subir ainda mais, quero ver onde essa "elite"(?) espúria e canalha vai arrumar babás. Na Cochinchina, que não existe há tempos, a propósito?

Responder

Christian Schulz

17 de março de 2011 às 03h33

Esse é meu velho Germania que me enche de orgulho!

"Regras de instituição privada", ora faça-me o favor. O que se faz na privada não é para se esfregar no distinto público!

E o outro ali em cima, "Eu também gostaria de trabalhar de bermuda e chinelo todos os dias"… e não trabalha por quê? Porque tem vergonha de mostrar a unha encravada e os gambitos? Porque acha que vive na Europa e faz frio pra dedéu? A propósito, o Pinheiros fica no Jardim EUROPA, o Paulistano no Jardim AMERICA (sem acento que os americanos são muuuuuuuuuuiiiito melhores), nenhum deles sequer sabe onde fica o Jardim Brasil.

A velha quimera da "instituição privada" que é usada como desculpa para todas as perversões possíveis e imagináveis da Humanidade. A diversão em "por cornos uns nos outros" como bem disse Marx. Faço um monte de m**** e depois invento uma regra exdrúxula para justificar. Raciocínios tortuosos para justificar uma alma tortuosa.

Ah sim, o Pinheiros é o verdadeiro paraíso na Terra em comparação com o resto da "cidade" de São Paulo. O que não é muito difícil, diga-se. Mas é um lugar realmente bacana. Pena que 98,7% dos sócios acreditem piamente que isso é um Direito Divino inalienável, líquido e certo. E tratem o lugar como apenas mais uma justificação dessa fantasia.

Se você duvida dos maus tratos, lhe convido a observar o estado DEPLORÁVEL em que ficam os banheiros das piscinas externas (pois é…) do Pinheiros. Quem ama, cuida, né? Deve ficar assim porque os faxineiros não vieram de branco esse dia…

Responder

    beattrice

    17 de março de 2011 às 13h41

    Pois perto do Paineiras, o Pinheiros é uma arena democrática.

    Étore

    17 de março de 2011 às 20h53

    Porque as regras de conduta do meu ambiente de trabalho não permitem. Simples assim. Posso aceitar e continuar trabalhando ou ir trabalhar em outro lugar. Novamente, bem simples.

    Ane

    18 de março de 2011 às 04h46

    Engano seu. Pelas leis trabalhistas brasileiras, determinar o tipo de traje usado pelo funcionário é assédio moral.
    As únicas ressalvas são para o uso de uniforme (que deve ser fornecido pela empresa contratante) e EPI (equipamento de proteção individual). As roupas que são compradas pelo próprio funcionário não podem ser definidas pela empresa. As pessoas se guiam pelas convenções adotadas pelos colegas, mas nenhum traje pode ser alvo de críticas do patrão, e nem motivo para advertência ou qualquer tipo de punição. Com certeza aquele que se vestir muito fora do "padrão" estabelecido causará estranheza, mas não pode ser discriminado de forma alguma.
    Até onde sei, apenas nos fóruns há obrigatoriedade de um determinado tipo de traje. Mas mesmo nessa área, já houve alguma flexibilização: foi facultado às mulheres o direito de usarem calças compridas (até a pouco tempo as mulheres eram obrigadas a usarem saias).
    Em alguns casos a segurança do próprio trabalhador está em questão.
    Conheci uma fonoaudióloga que trabalhava em hospital, com pacientes em reabilitação. Ela não usava roupa branca, mas não abria mão do jaleco por nada. Melhor seria dizer jalecos, visto que ela tinha mais do que um, que tirava do corpo assim que saía do hospital, e colocava direto para lavar, com desinfetante.
    O mesmo vale para trabalhadores da indústria da construção civil. Já vi peões trabalharem de chinelos e sem camisa. Digo que o risco é todo deles.

Lucas

17 de março de 2011 às 01h44

A quem trabalha, a senzala. A quem manda, a casa-grande. E quando um "escravo" está no ambiente dos "senhores", deve ser devidamente marcado a ferro para que fique explícito: não aceitamos a igualdade. Já quando os "senhores" tem de sair de seu mundinho e cair nesse mundão de "escravos", é preciso algo que deixe claro: não aceitamos a igualdade. Daí vem os doutores sem doutorado, os elevadores de serviço e as milhões de carteiras e carteiradas, que fertilizam nossos desejos de privilégios.

Responder

SILOÉ

17 de março de 2011 às 00h52

Acho ótimo para as babás. Só assim elas não correm o risco de serem assediadas por aqueles velhos babãos, e ou confundidas com algumas alpinistas sociais que fazem "trotoir" na área, para subir na vida.

Responder

Vortec

17 de março de 2011 às 00h34

Acho esta medida absolutamente normal, trata-se de um clube privado que possui pleno direito de exigir regras para acompanhantes dos sócios.

Responder

Pedro

17 de março de 2011 às 00h19

Aqui no Rio só se anda de chinelo..rsrsrs

Responder

João

17 de março de 2011 às 00h19

Isto é discriminação, que é crime previsto em lei.
Cadê o Ministério Público??????

Responder

    beattrice

    17 de março de 2011 às 13h39

    EM SP??????????
    Tá de brincadeira né?

pall kunkanen

16 de março de 2011 às 23h35

é o velho pensamento quatrocentista, aquele ranço escravagista que não sai de jeito algum, e, notem isso veem se perpetuando ao longo de décadas, senão séculos. Os que batem em ppp e homosexuais, são os que amanhã exigem ou criam este tipo de regras excludentes. É para humilhar, só assim sente-se felizes estas "senhoras".

Responder

Magda Lena

16 de março de 2011 às 23h24

Os médicos também são constrangidos por uma exigência social odiosa a vestir branco nos hospitais.
E os bombeiros, coitados, maior calor e eles lá de coturno.
Absurdo isso, gente!
Vamos colorir o mundo e andar de havaianas.

Responder

    Patrícia Monteiro

    17 de março de 2011 às 00h36

    1. Os bombeiros usam coturnos por uma questão de segurança. O sapato deles precisa ser fechado porque eles podem ter que trabalhar em terrenos irregulares, com objetos cortantes no chão, ou em ambientes perigosos, resgatando pessoas ou apagando incêndios;
    2. Os médicos usam branco porque na roupa branca é mais fácil ver sujeira e limpá-la. Além disso, se for necessário a roupa branca pode ser lavada com água sanitária;
    3. Os clubes têm todo o direito de exigir uniforme de seus funcionários, mas não têm o direito de exigir uniforme de pessoas que não trabalham lá;
    4. Impedir as babás de entrarem no restaurante é o mesmo que impedir as empregadas domésticas de usarem o elevador social, discriminação pura e simples.

    Luiz

    17 de março de 2011 às 13h55

    Parabéns, Patrícia, é isso aí. Falou tudinho.

    Leider_Lincoln

    17 de março de 2011 às 06h04

    Os médicos usam branco por exigência profissional (e no caso deles é símbolo de status) e os bombeiros usam aquele uniforme pelo mesmo motivo: ele tem de ser resistente ao fogo, por exemplo. Você é uma criatura bastante vil, "Magda Lena". Desprezível mesmo. Quando for tentar ridicularizar alguém, o que nos diz muito sobre o caráter de quem faz isso, tente pelo menos não ridicularizar a si mesma: argumentos deste nível em um ambiente em que até alguns trols são inteligentes, pega muito mal…

    Wildner Arcanjo

    17 de março de 2011 às 09h09

    Médico veste branco por tradição. Não sei porque estudantes de medicina usam branco para ir a aula? Alias, quantos pobres existem no Brazil fazendo medicina (proporcionalmente)? Quanto aos bombeiros, muitas vezes o calçado é um equipamento de proteção, não só uma peça de roupa "estilosa", como muitos podem pensar. Quem trabalha em ambientes onde a roupa pode ser o diferencial entre a via e a morte sabe muito bem do que estou falando. Não é um luxo é necessário.

    Quanto as havaianas, gostava mais delas quando eram baratas. Hoje virou sandália "modernosa" e cara pacas!

    Marat

    17 de março de 2011 às 10h01

    É ai que está: Médicos e Bombeiros utilizam uniforme. Além do mais são respeitados (e as vezes, até bem remunerados) pelas suas honrosas profissões. Babás, garis, porteiros, faxineiros etc., devem ser respeitados e bem remunerados, pelas suas honrosas e dignas profissões. Se ao menos ganhassem salários decentes, poderiam usar uniformes, sem problemas. O que se deseja no tal clube, é exibir um odioso preconceito social.

Étore

16 de março de 2011 às 23h17

Eu não me sentiria a vontade em um ambiente assim mas não vou condená-los, afinal é um clube privado e todos que se associam devem concordar com, ou pelo menos respeitar, as regras.
Ao sócio que deixar de concordar com regras basta associar-se a outro clube.
Quanto aos acompanhantes, é um serviço como qualquer outro e como qualquer serviço tem suas regras de conduta e convivência.
Eu também gostaria de trabalhar de bermuda e chinelo todos os dias, mas as regras de conduta do meu ambiente de trabalho não permitem. É uma questão de escolha, eu e os acompanhantes podemos escolher segui-las, tentar altera-las ou ir fazer outra coisa.

Responder

    Leider_Lincoln

    17 de março de 2011 às 06h05

    E viva o apartheid, né? Para que condená-los, concorda? Era só a lei deles e talz… Heil?!

    feathertop

    17 de março de 2011 às 07h38

    A grande diferença, a meu ver, é que não são os empregadores que estão a exigir o uniforme.
    Como já foi dito aqui, o clube tem todo o direito de exigir a identificação através de crachás, mas o impedimento à determinadas áreas e a obrigatoriedade de uniforme parecem-me abuso.

Muchacho

16 de março de 2011 às 22h57

Ícaro, sou paulista do interior e te digo que isso é muito forte entre os paulistanos (paulistas da capital),
pois no interior as pessoas são mais relaxadas e informais, mas há exceções também.

Responder

    Leider_Lincoln

    17 de março de 2011 às 06h06

    Concordo: os paulistas do interior são bem mais palatáveis. Este ranço é paulistano bem mais que paulista!

    Marcelo de Matos

    17 de março de 2011 às 08h15

    Apoiado, Muchacho. Também sou tabaréu do interior paulista. Aliás, tabaréu é termo baiano e matuto, mineiro. Aqui somos caipiras mesmo. Na minha pequena cidade não tem elitismo. Todos sabem que só há três famílias ricas. Os outros são pobres mesmo. No clube, ricos e pobres são iguais. Em algumas cidades maiores do interior paulista o pessoal já quer parecer mais do que é. Vestem-se com roupa de grife e botam banca. No interiorzão, mesmo, não tem disso não.

    Benjamin Malucelli

    17 de março de 2011 às 11h34

    Tô pagando pra ver!

    Carmem Leporace

    17 de março de 2011 às 12h58

    Sei.

    Antônio Carlos

    17 de março de 2011 às 11h21

    No interior não dá pra um clube fazer as mesmas exigências de um clube na capital, senão ficaria sem sócios. em cidades pequenas é possível contar os verdadeiros ricos "a dedos" e fizerem tais exigência iriam ficar três ou quatro sócios. Sem falar que em cidades pequenas s pessoas se conhecem muito ais umas as outras (o fofoca é mais reinante!!!).

betinho2

16 de março de 2011 às 22h57

E os bebês certamente começam ali a usar "colarinho branco"…rsrs

Responder

    vera oliveira

    17 de março de 2011 às 11h37

    usar o colarinho branco e aprender que babás,empregadas ou indios é só mais um brinquedo pra eles se divertirem

ebrantino

16 de março de 2011 às 22h38

QUE VERGONHA !!!
Pronto, aos que se queixam da inexistencia de um partido sério de direita, no Brasil, já podemos dar a receita.
Basta ir a esses clubes, e recrutar as madames, e seus respectivos maridos, ( provavelmente há pessoas com essa mentalidade "muito democrática", em todos os clubes em capitais e cidades importantes) e fundar o partido. Sugiro um nome- Partido da Direita Liberal. Para inclusão, admissão ao partido, sugiro que o pretendende apresente declaração de bens, comprovando que não paga aluguel, e na família todos acima de 18 anos tem carro do ano, e a admissão só se dará se passar no teste da bola preta. Convem fazer uma criteriosa investigação para verificar a ausencia de ficha suja.
Esse partido, formado assim, terá muito futuro, só duvido que angarie muitos votos. Não se pode querer tudo.
Ebrantino

Responder

    Marat

    17 de março de 2011 às 10h01

    rsrsrsrs

Lelton Melo

16 de março de 2011 às 21h56

Um certo grupo de paulistas enchem o saco!

Responder

    beattrice

    17 de março de 2011 às 13h36

    O grupo que admira o XUXU OPUS DEI e acha que ele é moderninho?


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