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Bolsa Família: Mais de um milhão de famílias paulistas


09/05/2010 - 10h41

Do Desabafo Brasil

Desculpem, primeiros comentadores.

Por um erro nosso, a postagem foi publicada sem o texto (da Folha de S. Paulo):

09/05/2010 – 08h01
Programas de renda encolhem com Serra

da Reportagem Local

Reportagem de Gustavo Patu, publicada na edição de hoje da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), informa que o Renda Cidadã e o Ação Jovem, os dois principais programas sociais de transferência de renda mantidos pelo governo paulista, encolheram ao longo da administração do tucano José Serra –que deixou o Palácio dos Bandeirantes em março para disputar a Presidência.

O pagamento desses benefícios caiu de R$ 279,5 milhões, em 2009, para R$ 198,9 milhões em 2009. Considerada a inflação, a queda chega a 38%. Os dois programas respondem juntos por cerca de 80% das despesas estaduais com transferências diretas de renda

O Renda Cidadão é uma espécie de Bolsa Família local, e gastará menos com o pagamento de benefícios em 2010 do que em 2006 –quando houve uma duplicação de verbas em ano eleitoral. Em 2010, houve nova ampliação no pagamento do benefício. O Ação Jovem, voltado para estudantes de baixa renda com idade de 15 a 24 anos, hoje é inferior ao do final do mandato de Geraldo Alckmin (PSDB).

A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social atribui a queda no número de atendidos à melhora da renda no Estado no período.

Outro lado

Em nota enviada à Folha, o governo de São Paulo lista programas de outras modalidades para sustentar que a queda nas transferências diretas de renda a famílias não significa redução do gasto social como um todo nos últimos anos no Estado.

Entre esses programas estão o Vivaleite, que distribui o produto a crianças e idosos; os restaurantes Bom Prato, que oferecem refeições a R$ 1; o Acessa Escola, que paga bolsas a alunos que atuam como monitores em salas de informática; o PEQ (Programa Estadual de Qualificação).

O governo defende também que sejam somados aos resultados do Renda Cidadã as bolsas distribuídas em 2009 pelo PEQ, com valor de R$ 210 e duração de três meses (as bolsas do Renda Cidadã são de R$ 60, com duração de até três anos). Nesse caso, segundo o governo, o número de famílias atendidas no ano passado superaria o de 2006.



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23 comentários

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Alexandre Porto

09 de maio de 2010 às 23h07

Construtoras do 'Sul Maravilha' sentem a falta de nordestinos que pararam de migrar

São as empresas do setor que acreditam que o Bolsa Família e o próprio aquecimento do mercado nordestino estão provocando a redução das migrações do Nordeste, não é discurso governamental. Na década de 80, se você anunciasse uma vaga na obra, fazia fila. Hoje, precisamos investir em capacitação e participação nos lucros para reter os profissionais.
http://bit.ly/aqhCLM

Responder

    Ramon

    10 de maio de 2010 às 03h35

    Não se trata da retenção de Nordestinos por acomodação com o Bolsa Família. O problema é que o mercado de construção está aquecido, o mesmo evento está se dando aquí no Nordeste também. Os bons profissionais estão todos empregados. No tempo de FHC que só gerou 780 mil empregos formais em 8 anos de governo as coisas eram mais fáceis e baratas, agora, com Lula que gerou mais de 9 milhões de empregos em menos de 8 anos de governo as coisas estão mais difíceis, mais eles estão faturando como nunca, construindo imóveis para todas as classes sociais.
    O Brasil está crescendo, esta é a notícia que eles querem transformar em má notícia. Usa-se um tanto de preconceito e muitos desavisados acreditam.

Fernando

09 de maio de 2010 às 21h51

Amigos, assisti hoje uma entrevista com o grande Sócrates, ex-jogador e esquerdista histórico, e ele mencionou que recentemente esteve visitando pequenas cidades na divisa de Alagoas e Sergipe e ficou impressionado com a quantidade de crianças e jovens se prostituindo para comprar drogas.

Responder

    Leider_Lincoln

    09 de maio de 2010 às 23h46

    A praga do crack, aqui mesmo no interior de Goiás o bicho já está pegando…

Marcelo Figueiredo

09 de maio de 2010 às 21h35

Azenha,

Estava eu vendo uma "reportagem" na Record sobre o ex-Prefeito de Camburiu, um homicida por assim dizer, e a tv Record simplesmente omitiu o partido dele. Então verifiquei facilmente na internet que o partido do cidadão era o PSDB?
A Record também é PIG?

Responder

    Ramon

    10 de maio de 2010 às 03h36

    PIG-light com baixa taxa de gorduras. KKKKKKkkk

byebyeserra

09 de maio de 2010 às 21h27

Enquanto isso, o Serra agora lançou um álbum de figurinhas…http://wp.me/y9tu

Responder

Marcelo

09 de maio de 2010 às 17h51

Apesar de muitos serem contra ao programa bolsa família eu teho o seguinte pensamento: não adianta eu ensinar a pescar a quem já passou da hora de comer, quem tem fome tem defict de atenção, então eu dou o peixe e ai eu dou a vara, o anzol e a linha e depois eu ensino a pescar.

Responder

    Milton Hayek

    09 de maio de 2010 às 19h03

    É isso aí Marcelo!Além disso,para os que acham que devemos ensinar a pescar,cabe dizer que no Brasil a grilagem de terras privatizou a maioria dos rios…

    Ramon

    10 de maio de 2010 às 03h38

    Vou colocar aqui algumas notícias sobre o Bolsa Familia:

    Lula é o campeão mundial do
    combate à fome e ganha prêmio da ONU
    Publicado em 07/05/2010
    Deu na Agência Estado:

    Lula receberá prêmio da ONU por combate à fome

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá o prêmio “Campeão Mundial na Luta contra a Fome” do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, informou a entidade nesta sexta-feira.

    A premiação será realizada em Brasília na segunda-feira e será entregue pela diretora executiva da agência da Organização das Nações Unidas, Josette Sheeran, anunciou o órgão em seu site na Internet.

    Ela iniciará visita de dois dias ao Brasil no domingo e deverá visitar projetos do programa Fome Zero em cidades próximas a Brasília para avaliar o impacto da iniciativa.

    Segundo a PMA, “o prêmio destaca a importância da parceria com o Brasil em momentos como o terremoto no Haiti… e o reconhecimento dos esforços do governo do país no cumprimento das Metas do Milênio”.

    Na semana passada, a revista norte-americana “Time” elegeu Lula como um dos 25 líderes mais influentes do mundo.

    Comentário de um internauta no sitehttp://www.conversaafiada.com.br

    Henrique
    7 de maio de 2010 às 21:02

    “Bolsa Família não é assistencialista”
    Francesca Bastagli, da London School of Economics, pesquisador italiana (2007)

    Em 2007, considerado exemplar pelo Banco Mundial (BIRD), programa brasileiro é apresentado a autoridades egípcias pelo ministro Patrus Ananias
    O governo do Egito estuda adotar um programa inspirado no Bolsa Família, do Brasil, como parte de sua política social — atualmente baseada em amplos subsídios a alimentos, transportes, moradia e saúde. O ministro brasileiro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, viajou ao país para explicar o funcionamento do projeto.

    Em 2007 o sucesso motivou adaptações em quase 20 países, como Chile, México e outros paises no mundo inteiro como Indonésia, África do Sul, Turquia e Marrocos. Mais recentemente, a cidade de Nova York anunciou o programa “Opportunity NYC”, de transferência condicional de renda, modelado no Bolsa Família e no equivalente mexicano. Esta é uma das raras ocasiões em que um país desenvolvido está adotando e aprendendo com experiências do chamado mundo em desenvolvimento.

Gerson

09 de maio de 2010 às 20h23

No caso de SP esses números representam aproximadamente 10% da população do estado.

Responder

O Brasileiro

09 de maio de 2010 às 19h33

Ao invés de investir mais nos programas sociais, o governo de São Paulo do tucano Serra preferiu comprar revistas Veja!
Se eu estiver mentindo, me corrijam!

Responder

Marat

09 de maio de 2010 às 15h48

Será que essas um milhão de famílias sabem que o PSDB deseja acabar com os planos de ajuda do governo federal? Espero que a veja não seja forte o suficiente para idiotizá-los.

Responder

Milton Hayek

09 de maio de 2010 às 17h57

http://etnico.wordpress.com/2010/05/07/contrarrevolucao-juridica-e-quilombos/

Contrarrevolução jurídica e quilombos

Em dezembro do ano passado, Boaventura de Sousa Santos salientava que estava em curso, em vários países latino-americanos, um processo que denominou “contrarrevolução jurídica”, ou seja, uma forma de ativismo judiciário conservador “que consiste em neutralizar, por via judicial, muito dos avanços democráticos que foram conquistados ao longo das duas últimas décadas pela via política”1

Não como um movimento concertado, nem como conspiração, mas como entendimento tácito entre elites, criado a partir de decisões judiciais concretas. Dava como sinais de tal situação alguns temas tratados pelo judiciário brasileiro: a) ações afirmativas no acesso à educação de negros e índios; b) terras indígenas e quilombolas; c) criminalização do MST; anistia para torturadores na ditadura. O leque de temas tinha em comum o fato de “referirem-se a conflitos individuais diretamente vinculados a conflitos coletivos sobre distribuição de poder e de recursos na sociedade, sobre concepções de democracia e visões de país e de identidade nacional”.

Recentemente, por 7 a 2, o STF entendeu que “crimes conexos” aos “crimes políticos” e, pois, abrangidos também pela anistia, eram todos os tipos de crime, em ação ajuizada pela OAB e que foi sempre denominada, pelos meios de comunicação, de “revisão” da lei de anistia e não de “interpretação conforme a Constituição” de uma lei que, tal como a de imprensa, também fora fruto da ditadura e com evidente intento de “auto anistia”. Na ocasião anterior, o “ranço ditatorial” era suficiente para macular, “in totum”, a lei; aqui, a sociedade- ainda em plena ditadura- tinha optado pela “concórdia” e pelo não-uso das “mesmas armas” dos inimigos.

Em ocasião anterior, o mesmo STF já estabelecera 19 “condicionantes”- e a expressão não foi sequer atenuada, mas sempre destacada- para o exercício dos direitos indígenas em conformidade com a Constituição. Em ação “inter partes” e sem qualquer caráter vinculante, fixaram-se condições a serem seguidas para todas as demarcações indígenas em curso. Em dezembro do ano passado, o Min. Gilmar Mendes suspendeu inúmeras demarcações, inclusive envolvendo territórios guarani-kaiowá, com os argumentos naquela ação utilizados. Tomando como parâmetro para julgamento a realidade amazônica que entendia ser nacional, ignorou as condições específicas de índios do Nordeste ( os índios “misturados” ou falsos índios, da revista Veja), os próprios guarani ( que sempre foram tidos como nômades, sendo desnecessárias as demarcações) e mesmo os índios das cidades, que ficariam num “limbo jurídico”.

Agora, encontra-se em andamento um terceiro “round”: o julgamento da ADIN 3239, envolvendo a constitucionalidade do Decreto nº 4.887/2003, de relatoria do Ministro Cezar Peluso que, apesar de ser Presidente, permaneceu no processo porque lançou relatório no último dia 16 de abril, antes de sua posse.

Neste caso, inúmeras questões estão postas em discussão.

1. Como, tradicionalmente, as outras minorias étnico-culturais utilizam, em parte, o estatuto indígena como parâmetro para viabilizar suas lutas, estaria o STF também para este caso, as mesmas condicionantes que já o fez em Raposa Serra do Sol? Desconheceria, mais uma vez, a própria diversidade de situações, tanto históricas, quanto regionais, de que são exemplos as terras herdadas por testamento, as “terras de índios”, “terras de santa”, “terras de preto”?

2. A regulamentação, pelo referido decreto, tem sido defendida, pelo INCRA, com suporte na Convenção nº 169-OIT. O Decreto nº 4.887, contudo, não a menciona, embora seja explícito que os conceitos de auto-definição, de territorialidade, de reconhecimento dos direitos advenham tanto do tratado internacional, como do art. 68 do ADCT. Reconhecer-se-ia, neste caso, como já o fez o STF para a prisão do depositário fiel, o caráter supra-legal da referida convenção, de forma que a regulamentação adviria diretamente dela, paralisando qualquer efeito legislativo em sentido contrário? Em realidade, a discussão do caráter supra-legal ou constitucional dos tratados internacionais, até o presente momento, somente envolveu direitos individuais, nunca direitos econômicos, sociais e culturais. Continuaria o Judiciário a defender a indivisibilidade dos direitos fundamentais e a máxima eficácia dos direitos fundamentais?
Continua em
http://etnico.wordpress.com/2010/05/07/contrarrev

César Augusto Baldi

Responder

toni gatto

09 de maio de 2010 às 14h41

ah sei… o que realmente conta é a % relativa….. vamos solicitar ao datafolha e aos demais confiáveis institutos de pesquisa e tbm, pqe não: aos "ceus"… tudo é relativo, para o candidato do futuro e seus pares.

Responder

Luiz Fernando

09 de maio de 2010 às 17h39

Por outro lado:

"Bolsa-Família eleva aprovação escolar"

Com um menor grau de abandono dos estudos, os alunos do Bolsa-Família tiveram desempenho na educação semelhante à média dos estudantes matriculados nas classes de ensino fundamental das escolas públicas do País. No ensino médio, os beneficiários do programa de transferência de renda registraram índices de aprovação maiores.
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,bolsa-fa

Responder

Glecio_Tavares

09 de maio de 2010 às 17h02

O maior investimento que o governo pode fazer é em seu povo, pois o povo é o maior bem que um país tem.
Somos 190 milhões, destes quantos são jovens e crianças? A oportunidade de estudo e lazer para estes é que formará o futuro desta nação. Eu apóio os programas de transferencia de renda, pois acredito que são um 'senhor' investimento no futuro do meu país.

Responder

Guilherme Milani, SP

09 de maio de 2010 às 16h31

Extra, extra, saiu até na Bolha de SP: Programas de renda encolhem com Serra (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u732405.shtml). Está aí mais uma demonstração inequívoca do modo tucano de governar. Contudo, em se tratando do Serra, a frase “Estado Mínimo” é levada às últimas consequências. Em tempo: Servidores do Judiciário paulista, em greve há 12 dias, farão nova assembléia na quarta-feira na praça João Mendes, em SP. Na última estiveram presentes cerca de 8 mil serventuários. A tendência é de que esse número seja maior nesta quarta, pois a adesão ao movimento aumenta a cada dia. Com o salário pago pelo competente governo tucano é bom mesmo fazer greve antes que a saúde debilitada e as dívidas bancárias mandem todos pro hospital.

Responder

Tweets that mention Serra é o Anti-Lula -- Topsy.com

09 de maio de 2010 às 12h39

[…] This post was mentioned on Twitter by megamini, walter torres. walter torres said: Serra é o Anti-Lula https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/bolsa-familia-mais-de-um-milhao-de-familias-paulistas.html […]

Responder

Gerson Carneiro

09 de maio de 2010 às 15h03

Dados de junho de 2009 (um ano atrás).

Considerando cada família composta de quatro membros. O Nordeste, com 5.840.125 famílias beneficiadas pelo Bolsa Família teria então 23.360.500 pessoas beneficiadas.

Como a população do Nordeste gira em torno de 55.000.000 de pessoas, logo o Nordeste teria 42% de sua população beneficiada pelo Bolsa Família, e não 61% como afirmou Ubaldo há um tempo atrás.

Este não é um cálculo preciso, é óbvio, carecemos de dados que nos digam de fato quantas pessoas são beneficiadas com o Bolsa Família, visto que uma família, com pai e mãe, recebe um benefício, não recebe dois, e não sabemos o número de filhos de cada família (que também são pessoas e são beneficiadas).

E São Paulo, hein… em segundo lugar na quantidade de beneficiados. Então reflitam na hora de apontar o Nordeste (com segundas intenções).

Responder

Patricia

09 de maio de 2010 às 14h48

E o governo de São Paulo simplesmente nega esta realidade. Mas ainda, se nega a fazer o acompanhamento das condicionalidades em saúde nas familias benificiadas pelo bolsa familia no SUS, o que é um impedimento para concretização do programa na inclusão social e no acesso à saúde aos mais necessitados.

Responder

    Gimenes

    09 de maio de 2010 às 15h21

    Tem que denunciar. Este povo detesta o pobre.

ceu

09 de maio de 2010 às 14h07

Seria legal um desses com as porcentagens da população atingida, por estado. Não adianta muito falar em números absolutos quando o que conta é a porcentagem relativa…

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