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Diário da Resistência


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Boaventura Sousa Santos: Wikiliquidação do império?


17/12/2010 - 18h43

Wikiliquidação do Império?

17/12/2010, Boaventura Sousa Santos, Esquerda.net

O importante é sabermos divulgar que muitas das decisões de que podem resultar a morte de milhares de pessoas e o sofrimento de milhões são tomadas com base em mentiras e criar a revolta organizada contra tal estado de coisas.

A divulgação de centenas de milhares de documentos confidenciais, diplomáticos e militares, pela Wikileaks acrescenta uma nova dimensão ao aprofundamento contraditório da globalização. A revelação, num curto período, não só de documentação que se sabia existir mas a que durante muito tempo foi negado o acesso público por parte de quem a detinha, como também de documentação que ninguém sonhava existir, dramatiza os efeitos da revolução das tecnologias de informação (RTI) e obriga a repensar a natureza dos poderes globais que nos (des)governam e as resistências que os podem desafiar. O questionamento deve ser tão profundo que incluirá a própria Wikileaks: é que nem tudo é transparente na orgia de transparência que a Wikileaks nos oferece.

A revelação é tão impressionante pela tecnologia como pelo conteúdo. A título de exemplo, ouvimos horrorizados este diálogo – Good shooting. Thank you – enquanto caem por terra jornalistas da Reuters e crianças a caminho do colégio, ou seja, enquanto se cometem crimes contra a humanidade. Ficamos a saber que o Irão é consensualmente uma ameaça nuclear para os seus vizinhos e que, portanto, está apenas por decidir quem vai atacar primeiro, se os EUA ou Israel. Que a grande multinacional farmacêutica, Pfizer, com a conivência da embaixada dos EUA na Nigéria, procurou fazer chantagem com o Procurador-Geral deste país para evitar pagar indemnizações pelo uso experimental indevido de drogas que mataram crianças. Que os EUA fizeram pressões ilegítimas sobre países pobres para os obrigar a assinar a declaração não oficial da Conferência da Mudança Climática de Dezembro passado em Copenhaga, de modo a poderem continuar a dominar o mundo com base na poluição causada pela economia do petróleo barato. Que Moçambique não é um Estado-narco totalmente corrupto mas pode correr o risco de o vir a ser. Que no “plano de pacificação das favelas” do Rio de Janeiro se está a aplicar a doutrina da contra-insurgência desenhada pelos EUA para o Iraque e Afeganistão, ou seja, que se estão a usar contra um “inimigo interno” as tácticas usadas contra um “inimigo externo”. Que o irmão do “salvador” do Afeganistão, Hamid Karzai, é um importante traficante de ópio. Etc., etc, num quarto de milhão de documentos.

Irá o mundo mudar depois destas revelações? A questão é saber qual das globalizações em confronto—a globalização hegemónica do capitalismo ou a globalização contra-hegemónica dos movimentos sociais em luta por um outro mundo possível—irá beneficiar mais com as fugas de informação. É previsível que o poder imperial dos EUA aprenda mais rapidamente as lições da Wikileaks que os movimentos e partidos que se lhe opõem em diferentes partes do mundo. Está já em marcha uma nova onda de direito penal imperial, leis “anti-terroristas” para tentar dissuadir os diferentes “piratas” informáticos (hackers), bem como novas técnicas para tornar o poder wikiseguro. Mas, à primeira vista, a Wikileaks tem maior potencial para favorecer as forças democráticas e anti-capitalistas. Para que esse potencial se concretize são necessárias duas condições: processar o novo conhecimento adequadamente e transformá-lo em novas razões para mobilização.

Quanto à primeira condição, já sabíamos que os poderes políticos e económicos globais mentem quando fazem apelos aos direitos humanos e à democracia, pois que o seu objectivo exclusivo é consolidar o domínio que têm sobre as nossas vidas, não hesitando em usar, para isso, os métodos fascistas mais violentos. Tudo está a ser comprovado, e muito para além do que os mais avisados poderiam admitir. O maior conhecimento cria exigências novas de análise e de divulgação. Em primeiro lugar, é necessário dar a conhecer a distância que existe entre a autenticidade dos documentos e veracidade do que afirmam. Por exemplo, que o Irão seja uma ameaça nuclear só é “verdade” para os maus diplomatas que, ao contrário dos bons, informam os seus governos sobre o que estes gostam de ouvir e não sobre a realidade dos factos. Do mesmo modo, que a táctica norte-americana da contra-insurgência esteja a ser usada nas favelas é opinião do Consulado Geral dos EUA no Rio. Compete aos cidadãos interpelar o governo nacional, estadual e municipal sobre a veracidade desta opinião. Tal como compete aos tribunais moçambicanos averiguar a alegada corrupção no país. O importante é sabermos divulgar que muitas das decisões de que pode resultar a morte de milhares de pessoas e o sofrimento de milhões são tomadas com base em mentiras e criar a revolta organizada contra tal estado de coisas.

Ainda no domínio do processamento do conhecimento, será cada vez mais crucial fazermos o que chamo uma sociologia das ausências: o que não é divulgado quando aparentemente tudo é divulgado. Por exemplo, resulta muito estranho que Israel, um dos países que mais poderia temer as revelações devido às atrocidades que tem cometido contra o povo palestiniano, esteja tão ausente dos documentos confidenciais. Há a suspeita fundada de que foram eliminados por acordo entre Israel e Julian Assange. Isto significa que vamos precisar de uma Wikileaks alternativa ainda mais transparente. Talvez já esteja em curso a sua criação.

A segunda condição (novas razões e motivações para a mobilização) é ainda mais exigente. Será necessário estabelecer uma articulação orgânica entre o fenómeno Wikileaks e os movimentos e partidos de esquerda até agora pouco inclinados a explorar as novas possibilidades criadas pela RTI. Essa articulação vai criar a maior disponibilidade para que seja revelada informação que particularmente interessa às forças democráticas anti-capitalistas. Por outro lado, será necessário que essa articulação seja feita com o Foro Social Mundial (FSM) e com os media alternativos que o integram. Curiosamente, o FSM foi a primeira novidade emancipatória da primeira década do século e a Wikileaks, se for aproveitada, pode ser a primeira novidade da segunda década. Para que a articulação se realize é necessária muita reflexão inter-movimentos que permita identificar os desígnios mais insidiosos e agressivos do imperialismo e do fascismo social globalizado, bem como as suas insuspeitadas debilidades a nível nacional, regional e global. É preciso criar uma nova energia mobilizadora a partir da verificação aparentemente contraditória de que o poder capitalista global é simultaneamente mais esmagador do que pensamos e mais frágil do que o que podemos deduzir linearmente da sua força. O FSM, que se reúne em Fevereiro próximo em Dakar, está precisar de renovar-se e fortalecer-se, e esta pode ser uma via para que tal ocorra.

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23 comentários

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Mário SF Alves

25 de dezembro de 2010 às 15h18

Wikiliquidação do Império!?
Tai um nó difícil de desatar. Complicado demais. Mas, que tal, e para início de conversa, pararmos de subestimar o papel da mídia corporativa local? Penso que esse adjetivo dado a ela, PIG, é ainda útil, necessário e justificável, porém, faz crer que seja apenas isso, um “partido” golpista. O que soa meio reducionista! Creio que essa mídia joga um jogo bem mais pesado do que isso. Um jogo que é parte de um contrato subliminar com os USA de impedir a todo custo que o Brasil realize seu potencial sócio-econômico. Quem viver verá! E o Assange está quase que a demonstrar isso.

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Boaventura Sousa Santos: Wikiliquidação do império? « CartaCapital

20 de dezembro de 2010 às 10h06

[…] Texto publicado no Viomundo […]

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Otaciel de Oliveira

19 de dezembro de 2010 às 09h15

ASSANGE, ESTUPRO E COISA E TAL (ORGASMO MÚLTIPLO)

É a tal coisa. Você vem ao meu apartamento por conta própria e fica bem quietinha, ok?

Não aceite nenhuma bebida alcóolica, diga que dorme sempre com um olho aberto, à semelhança do que acontece com os macacos. Não sente no meu colo, não mexa as cadeiras (nenhuma delas), não me convide para assistir a um filme pornô.

Beijar o meu pênis, nem pensar. Porque se você me submeter a todas essas torturas você vai ser "estuprada" mesmo que esteja vestida como uma evangêlica, com ou sem camisinha. E no dia seguinte o nosso nome, ou pelo menos o meu, aparecerá no programa do Datena como "o estuprador nordestino". Portanto, agente da CIA, controle-se porque num momento de tanta intimidade como este, a cabeça de baixo está se lixando para a cabeça de cima. Que você tenha um orgasmo múltiplo, este é um dos meus desejos, meu anjo safado.

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SILOÉ

19 de dezembro de 2010 às 01h32

Para mim não é tão importante o que foi desvendado, e sim que foi desvendado. Hoje tudo está nas mãos de todos, é só ter competência, coragem , acessar e enviar. desta forma não precisamos mais de soldados e sim de internautas que saibam vasculhar a fundo todos os meandros dessa rede fantástica de possibilidades inimagináveis.

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monge scéptico

18 de dezembro de 2010 às 19h24

NÂO!. Não mudará nem se a opinião pública ianque o exigir. Se o fizesse, veriam voltar
contra si os mesmos métodos usados externamente, com a agravante de que vivem sob
o mêdo de serem investigados, pelo motivo que o departamento quiser e inventar.
A verdade pode ser muito pior do que o wikileak expôe e, é pois vemos afundarem-se
cada vez mais em dívidas, que poderão ou não pagar com papéis pôdres.
São paranóicos violêntos e não pararão, a não ser a fôrça. Aí………………………………………

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mariazinha

18 de dezembro de 2010 às 15h11

Eu não diria desnudar os uikiliques, entretanto eles não possuem toda essa força que poderíamos supor; estão presos, como nós. Seus documentos não impedirão que a vice d Obama que sabemos, conspira e debocha do BRASIL e dos brasileiros, venha para a posse de D. DILMA e ainda seja recebida com louvores; não posso dizer o que penso dela. Também teremos que engolir a impunidade de israel diante de todos seus crimes e ainda engolir, em seco, seus risos e zombarias . Isto deixa-me perturbada e, talvez, ao autor do texto. É por isto que temos de nos unir ao redor dessas discussões. As informações relatadas mais parecem fofocas: fulano disse, sicrano disse….Espera-se que jobim saia do governo por isto, cerra ia entregar o ouro para os ianques, etc….Coisas sem importância, que já sabíamos e nem mudaria o rumo das eleições.
Ao mesmo tempo, as informações parecem úteis pois existem brasileiros ainda deslubrados com os ianques e suas vidas perdulárias e inúteis. Mas, enquanto ficamos perdidos nessas confabulações, deputados e senadores aumentam seus salários em mais de sessenta por cento, sem que o povo manifeste sua repugnância e o judiciário vai na mesma toada…Algo esta muito errado!

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    Mário SF Alves

    24 de dezembro de 2010 às 09h15

    Somar forças? E por que não? Antes, porém, construamos o sistema de referência sobre o qual deverá assentar-se esta sua proposta. Uma coisa me parece clara: tal sistema não está muito distante de nosso dia-a-dia, não. Aliás, este e outros Blogs, a meu ver, já estão trilhando este caminho.
    Att.
    Mário SF Alves

Roberto Locatelli

18 de dezembro de 2010 às 15h05

Julian Assange está revelando segredos importantíssimos, colocando sua vida em risco. Os que o ajudam também estão em risco. Só isso merece a nossa reverência.

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Baixada Carioca

18 de dezembro de 2010 às 13h28

Eu queria entender o motivo do Souza Santos em fazer essa análise que, a meu ver, está correta.
Mas convenhamos: espera-se que tudo seja revelado? Claro que não. Assange tem lá seus objetivos e encontrou uma fórmula para realiza-lo. Por conta de não revelar isso, ele não deveria revelar aquilo? Estamos julgando Assange por sua conduta moral em revelar apenas parte do todo? O que já foi revelado deveria ter sido revelado ou não?

Concordando com o autor acho que deve ser criado um outro serviço para desnudar o WikiLeaks (WL) e quando este for criado, será necessário criar outro para desnudar aquele que desnudou o WL. Entenderam? Há sempre algo a ser revelado pois não encontramos uma verdade definitiva.

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    Mário SF Alves

    24 de dezembro de 2010 às 10h30

    É isso aí! Direto ao ponto, sem mais delongas, sem trololós e sem blá-blá-blás demo-tucanos. Obrigado!
    Em tempo e a propósito: essa de o Assange ser herói, tudo bem, sem problemas; mas, aquela idéia de ser transcendência pura (https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/washington-araujo-a-construcao-do-mito-assange.html) é puro e, como tal, inconseqüente entusiasmo. O que não impede, no entanto, impossível mesmo, é ignorar o monstro – esse organismo geneticamente modificado, essa coisa resultante de hidra de lerna com medusa, e decorre daí o heroísmo do cara. Aliás, pelo que se sabe, ele está cogitando asilo “político” no Brasil. Alguém se habilita?

mariazinha

18 de dezembro de 2010 às 12h38

É verdade o que o Elton diz. A maioria dos fatos que foram revelados nos telegramas, estavam na Internet, eu mesma já havia lido muitas coisas.Já sabia do escárnio com que o império&cia nos olham e das mentiras que toda vida contaram, para nos engabelar. Já tinha certeza de que são cruéis e sanguinário, além de covardes torturadores. Os fatos que estão ainda escondidos são os que vislumbro e não sei se serão ditos. Não há limite para as grandes corporações que comandam o MUNDO, através de espiões e traidores. Elas foram plantadas, aos poucos, enraizadas e cultivadas com esmero e cuidados no centro nevrálgico ianque/sionista. Lançaram raízes e seus tentáculos estão por todos os países. Queriam eleger cerra para fincarem, definitivamente, seus tenebrosos rizomas pelo BRASIL, prendendo-nos em seus enredos. Tomara que D. DILMA acorde e ponha-os para correr; jamais poderemos fazer acordos com israel, ao contrário, é preciso deixar de engorda-los. ACORDA, D. DILMA!

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    mariazinha

    18 de dezembro de 2010 às 13h00

    AZENHA:
    o belo texto que VC publicou vem de encontro ao que tenho sentido sobre os uikiliques. Essa frase é crucial, no texto: […]é que nem tudo é transparente na orgia de transparência que a Wikileaks nos oferece.[…] Desde o primeiro enfoque sobre o assunto, minha opinião é que algo estranho esta acontecendo. Parece que algumas informações são dirigidas e fazem parte de objetivos acordados, algo indefinido e muito estranho.
    Outra frase do autor que é muito sugestiva e dá o que pensar:
    […]o que não é divulgado quando aparentemente tudo é divulgado.[…]
    Obrigada pela publicação do texto e peço desculpas pela ousadia de minhas colocações.

Cronopio

18 de dezembro de 2010 às 11h23

A Internet promove apenas uma mudança estratégica. Não há menhuma possibilidade de ancorarmos qualquer esperança utópica no desenvimento de uma tecnologia de comunicação. A ideia de que podemos nos informar sobre tudo o que acontece no mundo, o tempo todo, responde a anseios iluministas vulgares. Expor a barbárie do capitalismo atual, em suas minúcias, tem algo de denúncia e muito da lógica do espetáculo. O passo que o texto não deu foi proceder uma crítica à democracia ocidental, que tem como consequência direta as ações violentas que o texto denuncia. Sustentada sobre um discurso idealista de aigualdade de tolerância a democracia se tornou uma espécie de arqui-ideologia ocidental, contestá-la é cair no ridículo, o que permite dizer que a democracia se tornou o tabu por excelência de nossa época.

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    Mário SF Alves

    24 de dezembro de 2010 às 10h37

    Muito oportuna a observação Cronopio. Porém, entendo que vai tudo junto, faz parte do pacote. Primeiro expõe-se o ventre do verme, depois vem o passo que o texto não deu.
    Abraços.

Roberto Locatelli

18 de dezembro de 2010 às 11h18

Segredos de Estado: uma necessidade capitalista (do site http://www.marxismo.org.br)

Depois que os bolcheviques chegaram ao poder em 1917, Leon Trotsky foi nomeado Comissário do Povo para os Negócios Estrangeiros. Um de seus primeiros atos foi a publicação de todos os tratados secretos que tinham sido negociados pela Tríplice Entente. A revelação de que o Reino Unido, França e Rússia estavam conspirando para redistribuir as colônias do mundo e redesenhar as linhas do mapa abalou a Europa. As potências européias foram expostas como os imperialistas gananciosos que eram. Além disso, todos eles estavam dispostos a enviar milhões de trabalhadores à morte, a fim de expandir seus próprios impérios.

O sigilo é essencial para o funcionamento do governo em um mundo dominado pelo Capitalismo. O Estado capitalista é aquele que, por sua própria natureza funciona contra a maioria da população. Essa é uma conseqüência inevitável de um sistema econômico baseado na exploração da maioria por uma minoria. Mas cada governo deve manter a aparência de trabalhar para seu povo. E aqui está a contradição fundamental. O negócio do Estado capitalista não pode ser feito em público, particularmente na esfera dos negócios estrangeiros. Portanto, a existência do Wikileaks ameaça o próprio funcionamento do Estado, ao mostrar o seu funcionamento interno para o público.

Aqui vemos um outro exemplo onde o capitalismo tornou a si próprio obsoleto. Os meios de comunicação têm se desenvolvido a um ponto em que eles vão além das necessidades do capital. Pela primeira vez na história humana é possível de imediato, divulgar informações de qualquer lugar para qualquer lugar. Esses sistemas seriam extremamente úteis no contexto de uma economia planificada, mas sob o capitalismo eles entram em conflito com as necessidades da classe dominante. Isso explica o movimento para reprimir a internet em geral, a nível internacional.

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    Mário SF Alves

    20 de dezembro de 2010 às 14h10

    E vamos por aí, Roberto! Nada a acrescentar à esta concepção da atual dinâmica do capitalismo. Lembra o velho Marx a expor o ventre do verme, o mesmo que traz em si o germe [ou seria o vírus?] de sua própria destruição!

Luís Henrique - MG

18 de dezembro de 2010 às 11h10

Se o que o Prof. Boaventura afirma é verdade, o tal o Julian acaba por se igualar àqueles que denuncia. Precisar de uma "Wikileaks alternativa" é um tanto quanto absurdo, mas se for necessária……

"Por exemplo, resulta muito estranho que Israel, um dos países que mais poderia temer as revelações devido às atrocidades que tem cometido contra o povo palestiniano, esteja tão ausente dos documentos confidenciais. Há a suspeita fundada de que foram eliminados por acordo entre Israel e Julian Assange. Isto significa que vamos precisar de uma Wikileaks alternativa ainda mais transparente. Talvez já esteja em curso a sua criação."

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João Paulo

18 de dezembro de 2010 às 09h35

Só faltou dizer que companheiro Chavito facilitou a fuga de terroristas do ETA.

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Roberto Locatelli

18 de dezembro de 2010 às 08h29

É hora de fortalecermos a UnaSul e o Banco do Sul.

É hora de pensarmos num sistema de defesa militar conjunta para a Pátria Latina.

Responder

    Renato

    19 de dezembro de 2010 às 23h46

    "sistema de defesa militar conjunta para a Pátria Latina. " Perto do poderio que os EUA tem é piada.

    Mário SF Alves

    24 de dezembro de 2010 às 10h43

    Renato,
    Essa visão pode estar um tanto obsoleta e, portanto, reducionista. Tente diluir o conceito geral e incluir no arsenal a internet, o conhecimento atual e os respectivos meios disponíveis no campo da tecnologia da informação. Não sei… É mero livre pensar.
    Respeitosamente, Mário.

Polengo

18 de dezembro de 2010 às 01h59

Tinha que virar moda.

Já pensou, os governos, as empresas, os bancos… fazendo tudo o que fazem com a consicência de que vai vir tudo à tona?

As coisas podiam começar a melhorar aí. Podiam já ser muito diferentes.

Responder

Elton

17 de dezembro de 2010 às 23h18

Perfeita a lembrança de que nada é dito para depor contra as atrocidades israelenses contra os palestinos. Perfeita a lembrança de que NEM TUDO o que acreditamos ter sido divulgado já tenha sido, há muito mais de podre neste mundo a surgir das trevas!!!

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