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Altino Prazeres: Um alerta sobre a segurança do Metrô de SP


15/03/2012 - 15h07

por Luiz Carlos Azenha

O presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino de Melo Prazeres Júnior, faz um alerta sobre a segurança do sistema de trens de São Paulo, especificamente do Metrô: o padrão para substituição de peças e equipamentos deveria ser mais, não menos rigoroso, com a troca acontecendo com maior periodicidade.

Ele diz que as constantes panes, como a registrada ontem, são agravadas pela superlotação do sistema.

“É como um carro popular. Você pega um carro popular e enche de gente, põe a mala lotada de coisas, obviamente a possibilidade desse carro ter falhas, ter pane, ter tudo, é muito maior”, afirma

Hoje o sistema de trens e Metrô paulistano transporta cerca de 7 milhões de pessoas por dia. Na rede do Metrô, eram 2,5 milhões em 2007 e hoje são 4,5 milhões.

Não há perspectiva de melhoria a curto ou médio prazo: São Paulo está tão atrasada na construção do Metrô que ainda estende as linhas existentes, o que atrai novos passageiros mas ainda não oferece alternativas aos atuais usuários, o que só vai acontecer quando houver maior entrelaçamento das linhas, ou seja, quando um passageiro puder ir da zona Leste à zona Sul sem passar pelo centro.

É justamente pela ausência deste entrelaçamento que as panes, quando acontecem, acabam afetando milhões de passageiros de uma só vez.

“O investimento que o governo de São Paulo está fazendo aqui no Metrô e na ferrovia de São Paulo é muito aquém da necessidade. Infelizmente nós vamos conviver com os tipos de problemas que aconteceram ontem de manhã”, afirmou Altino.

Com a impossibilidade de fazer novas obras na marginal do Tietê ou de ampliação do Rodoanel, Altino acredita que a sociedade vai ser levada a exigir investimentos pesados para enfrentar o problema, não só em São Paulo, mas em outras regiões metropolitanas do Brasil.

O Sindicato tem criticado a terceirização dentro do Metrô paulista — 50% dos funcionários seriam terceirizados, na estimativa de Altino — e o que vê como relaxamento nas normas de substituição de peças. A programação de obsolescência delas não levaria em conta a sobrecarga dos equipamentos causada pela superlotação.

A combinação destes dois problemas, na opinião de Altino, enfraquece a manutenção e aumenta o risco de panes e acidentes.

Altino critica também a operação da linha 4 do Metrô, construída e operada a partir de uma parceria público-privada. Nela foi adotado o sistema de separação de trens conhecido como CBTC (Communications-Based Train Control), que permite maior aproximação entre os trens e dispensa os operadores.

“São Paulo está sendo cobaia deste sistema”, ele afirma. O CBTC já é utilizado em outros paises mas, segundo Altino, nunca em linhas tão superlotadas como a linha 4, a Amarela, que vai ligar a Luz à Vila Sônia.

O fato de o sistema operar no limite de sua capacidade recomenda maior prudência, já que as consequências de qualquer acidente seriam gravíssimas, diz ele em relação à linha 4.

Finalmente, Altino critica também os investimentos feitos no setor ferroviário. Ele concorda que é preciso melhorar a qualidade dos trens, mas afirma que isso não adianta se os investimentos não forem acompanhados por melhoria dos trilhos, do sistema elétrico e de toda a infraestrutura.

“O problema é que em geral os governos gostam de fazer show pirotécnico. Então, o que acontece? O cara inaugurou um trem moderno, sai na televisão, sai no jornal e depois na vida a real a coisa não é tão boa quanto foi na foto”, afirma.

Sem investimento em novos trens E na malha, não pode ser diminuído o intervalo entre as composições e a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) tem de recorrer a estratégias que retardem a entrada de passageiros em algumas estações, nos horários de pico, como habilitar apenas um pequeno número de catracas ou regular as catracas para que operem mais vagarosamente. Limitar a entrada de passageiros, aliás, já é uma estratégia comumente aplicada em algumas estações de metrô de São Paulo, em horários de pico.

Para ouvir a entrevista completa, clique abaixo:

Altino

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



66 comentários

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Altamiro Borges: Lotação, panes e corrupção no cenário da greve - Viomundo - O que você não vê na mídia

05 de junho de 2014 às 23h02

[…] Altino Prazeres: Um alerta sobre a segurança do Metrô em SP […]

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Metroviários pedem salário mínimo do DIEESE e fim da privataria - Viomundo - O que você não vê na mídia

05 de junho de 2014 às 23h01

[…] Altino Prazeres: Um alerta sobre a segurança do Metrô em SP […]

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Willian

17 de maio de 2012 às 19h42

Já pensou se acontecesse em São Paulo o que aconteceu em Buenos Aires, quando dezenas morreram e centenas ficaram feridos? Pô, já são uns oito artigos sobre o metrô paulistano e vão me dizer que não estão aproveitando eleitoralmente? Tá bom… Olha, se foi por pudor que não colocaram o Haddad aqui ainda, eu dou uma ajuda…

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-05-16/haddad-culpa-governo-do-estado-e-kassab-por-problemas-no-metro.html

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Narciso Fernandes: “É mentira que estamos participando da investigação do acidente do Metrô” « Viomundo – O que você não vê na mídia

16 de maio de 2012 às 23h22

[…] “Se não houvesse operador de trem, certamente o acidente teria bem mais grave, pois não teria ninguém para acionar o sistema de emergência”, avisa Narciso. “A Linha 4, Amarela, circula sem operadores.” […]

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Willian

16 de maio de 2012 às 20h27

Primeira previsão cumprida (antes até do que eu imaginava): Sindicato dos Metroviários.

Para amanhã, espero a fala do Haddad por aqui. Não me decepcionem, ok?

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Roberto Locatelli

16 de maio de 2012 às 16h17

Ato pela qualidade do transporte público em São Paulo – http://www.facebook.com/events/216270475159481/?context=create

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Roberto Locatelli

16 de maio de 2012 às 16h16

A questão é essa: não temos uma REDE de metrô, e sim linhas que se cruzam uma única vez. Em 17 anos de desgoverno demotucano o metrô cresceu 25 km. Pouco mais de 1 km por ano. São Paulo precisa de um metrô como os da Cidade do México, Paris ou Buenos Aires. São linhas em formato de TEIA, o que espalha os passageiros, ao invés de concentrá-los como gado.

Segundo os técnicos, precisamos de mais 150 km de metrô. Na base de 1km por ano, daqui a 150 anos o problema estará resolvido, se depender de governantes demotucanos.

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    Fred Oliva

    16 de maio de 2012 às 19h05

    Continuam elegendo e reelegendo essa gente… devem gostar do que acontece. E a coisa deve ter sido tão feia que não tentaram sequer culpar o PT…

    Willian

    16 de maio de 2012 às 20h35

    Locatelli, Buenos Aires é a capital daquele país administrado pela invejável Cristina Kirchner, onde uma acidente no metrô matou 50 e feriu pelo menos 700? É que eu fiquei na dúvida. Procurei algum post por aqui sobre aquele acidente e não vi. Se for, confirma pra mim, ok?

    Daniel Bacellar

    21 de maio de 2012 às 17h30

    Sim, o sistema de trens de Buenos Aires foi privatizado pelo Menen, em uma espécie de ‘choque de gestão’. Resultado: abandono e problemas técnicos.

Choque entre trens do metrô deixa 35 feridos em SP « Viomundo – O que você não vê na mídia

16 de maio de 2012 às 13h57

[…] Um alerta sobre as condições de segurança no Metrô de São Paulo […]

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Rasec

29 de março de 2012 às 14h54

Essa é uma boa iniciativa: noticiar os desmandos do transporte público em São Paulo na Era tucana. Tempo tiveram, né não? Nem precisava ser o PT, podia ser outro partido, outra gente pra ver se algo muda em São Paulo, principalmente no transporte público. O jornalista poderia aproveitar e fazer uma retrospectiva, só esse ano, dos acidentes e problemas envolvendo CPTM e Metrô. Uma loucura!
Que a mídia tucana de São Paulo não noticia!

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    Roberto Locatelli

    16 de maio de 2012 às 16h10

    Olha, Rasec, até o Celso Russomano é melhor do que os demotucanos.

Milton Quadros

16 de março de 2012 às 20h43

E vai piorar. O Alckmim começou sua gestão com um pires na mão atrás da Dilma e com mais quatro anos sustentando todos os políticos do Nordeste que tomaram "bomba" nas eleições, vai piorar. São Paulo virou cabide de emprego de político nordestino desempregado. São os únicos nordestinos que foram para São Paulo ganhar dinheiro sem fazer nada.

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Um alerta sobre a segurança do Metrô de SP. | blog OBSERVATÓRIO paulistano

16 de março de 2012 às 14h20

[…] Fonte: Luiz Carlos Azenha (viomundo) Share this:TwitterFacebookGostar disso:GostoSeja o primeiro a gostar disso post. […]

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Maria Libia

16 de março de 2012 às 14h20

Quero dar meu testemhno: Não moro em S.Paulo, mas sempre vou visitar a minha família. Peguei a linha (talvez a amarela (Luz/Butantã) – para descer na Luz e ela não parou na Consolação, foi direto para a Luz. As pessoas que iriram descer na Consolação não puideram porque o trem simplesmente não parou. Fiquei pensando se essa linha não era aquele que fez um buraco enorme onde morreram 7 pessoas? Ela não tem condutor. Isso me cheira a um acidente programado.

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    Andrade

    29 de março de 2012 às 15h39

    Tenha certeza do que fala.
    A Consolação é linha verde, o "buraco" onde aconteceu o acidente é a Estação Pinheiros (linha Amarela).
    Não tem condutor como todos os trens modernos atualmente que operam em malha metropolitana em outros países.
    Não cheira acidente programado e sim incoerências que sai de seu comentário, que fala sem conhecimento de causa em todos os aspectos. Não vive na cidade, sabe que trem pega e ainda quer ter razão.

    Fernando Noruega

    16 de maio de 2012 às 17h13

    Você que está falando bobagens. A Estação Consolação da linha verde é a Estação Paulista da linha amarela. O trem passou reto sim.

    aurica_sp

    29 de março de 2012 às 22h29

    Toda vez que desço nas escadas rolantes da Estação Pinheiros do metrô lembro das pessoas que morreram ali ( creio ser a única que lembra o fato quando ali passo), fazer o que não é. Uma coisa posso afirmar o Metrô está ficando com nível de CPTM.

Marat

16 de março de 2012 às 11h39

O metrô (e os trens) apresentam problemas quase que diariamente. O partido político PIG não divulga, ou, quando divulga é apenas para dar voz a algumas sonsinhas úteis, para criar teorias conspiratórias sem pé nem cabeça…

Responder

Luis

16 de março de 2012 às 10h14

Tudo o que esta se falando dos transportes públicos de São Paulo pode ser replicado aqui no Rio de Janeiro, e com certeza no restante do país, no Brasil pobre só se f***

Responder

    RicardãoCarioca

    16 de março de 2012 às 12h51

    Faço das suas as minhas palavras.

RicardãoCarioca

16 de março de 2012 às 08h47

E a ideia 'jenial' do governo paulista de retirar os bancos dos vagãos do metrô, para abrir mais espaço? Será que ele esqueceu de que idosos, grávidas, lactantes, deficientes, pessoas com crianças de colo e em tratamento médico, existem e também são usuários do metrô? O ridículo não acaba por aí. Qual não foi minha surpresa de ver a Rede Bobo falando do assunto em uma reporcagem e a finalizando com uma usuária do metrô achando essa ideia 'boa'!!! Esses jornalistas, com a pauta do patrão na mão, devem ter entrevistado umas 5000 pessoas até que umazinha deu um depoimente de acordo com a pauta. E tem gente que acredita que as empresas de notícias dão notícias pela nobre tarefa de informar! Meldels!

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alex

16 de março de 2012 às 08h05

ECOLOGISTAS DE MEIA PATACA

RJ: Milionários “apaixonados pela ecologia” destroem mata nativa com mansões

Da CartaCapital (reportagem da revista Bloomberg) – 15/03/2012

Eles são multimilionários e querem exclusividade nas praias de conhecidos paraísos tropicais no litoral do estado do Rio Janeiro. Para isso, violam leis ambientais e constroem mansões em áreas ecologicamente sensíveis de mata atlântica, protegidas por lei. O perfil dos megaempreendimentos destes brasileiros é o tema de uma reportagem da revista americana Bloomberg.

A reportagem cita a propriedade de Antonio Claudio Resende, fundador de uma grande empresa de aluguel de automóveis, que desde 2006 derruba vegetação nativa na Ilha da Cavala, em Angra dos Reis, para abrir espaço a uma mansão de 1,7 mil metros quadrados.

A casa está parcialmente abaixo do nível das árvores para se disfarçar em meio à mata, podendo ser identificada apenas de avião, segundo o Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro. O empresário luta na Justiça há quatro anos para não derrubar a construção.

Resende é acusado de usar documentos falsos a fim de conseguir permissão para levantar o imóvel e, por isso, foi indiciado por fraude e crime ambiental em 2007. O empresário pagou, de acordo com a revista, 4,8 milhões de reais em 2005 a uma empresa de engenharia em Angra dos Reis (RJ) que tinha o
direito de ocupar a área.

Os “apaixonados” pelas belezas naturais fluminenses.

O diretor de cinema Bruno Barreto destruiu, aponta a revista, uma área preservada na Ilha do Pico em Paraty para construir uma casa de 450 metros quadrados. Em 2008, ele se comprometeu em juízo a demolir a mansão e restaurar a área em dois anos, mas até o momento nada mudou e o cineasta recorre das queixas do governo na Justiça.

Outro caso recordado de violação de leis ambientais no estado é o da família que controla a construtora Camargo e Correa, que recebeu autorização para construir uma casa pequena e ergueu um complexo de mansões em frente à praia.

Os herdeiros de Roberto Marinho, fundador das Organizações Globo, também construíram em 2008 uma casa de 1,3 mil metros quadrados, com piscina e heliponto que desmatou uma área de mata protegida na praia de Santa Rita em Paraty. A praia pública e a área da residência são protegidas por dois guardas armados com pistolas a espantar quem tenta se banhar no local, afirma a Bloomberg. Em 2010, um juiz ordenou que a casa fosse derrubada e a área recuperada, mas os proprietários recorrem da decisão.

A revista ainda cita a gravação do filme Amanhecer Parte 1, da Saga Crepúsculo, que utilizou como locação a casa do empresário do ramo de distribuição de alimentos Ícaro Fernandes. O milionário comprou em 2003 uma propriedade de 400 mil metros quadrados na Praia da Costa em Mamanguá, com montanhas cobertas por floresta nativa que são o habitat de macacos e animais que se alimentam de formigas, como tamanduás.

Fernandes foi processado por procuradores federais em 2004 por não ter licença para construção da casa de 15 quartos. A Justiça pediu que interrompesse a obra naquele mesmo ano, mas o empresário ignorou a ordem e agora deve derrubá-la. Ele recorre da decisão. Segundo a Bloomberg, o empresário não quis comentar, mas seu advogado admitiu que a casa foi erguida sem licença e o empresário tenta negociar com a Justiça a manutenção da propriedade em troca da recuperar 95% da propriedade.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/rj-milio

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    Aline C Pavia

    16 de março de 2012 às 09h37

    Do Luciano Huck não vão falar nada? ele pode construir uma mansão em APA em Angra e fica por isso mesmo?

    pperez

    17 de março de 2012 às 18h39

    Luciano fez um acordo de compensaçãoambiental com a Prefeitura de Angra para continuar utilizando boias para manter uma praia particular na sua mansão, sem licença ambiental, alegando ser um futuro projeto de maricultura .O MP federal ta de olho nele!
    E na TV posa de caridoso e boa gente!Tremendo cara de pau esse Holk hein!…

    Ricardo Oliveira

    29 de março de 2012 às 15h12

    As boias para criação de marisco tem uma outra função. Elas impedem a aproximação de embarcações na ilha do Huck, dificultando, quase que impedindo, que outras pessoas possam usar uma praia que é pública. Assim sendo, muitos endinheirados que teem casa na região da costa verde fluminense, alguns ecologistas xiitas, se utilizam do expediente de criação de mariscos e ainda tiram onda de ecologistas. Huck fez um acordo, no mínimo estranho, com o governador do RJ e a Câmara de Deputados gerando , inclusive, uma lei sobre o assunto. A Lei tem o nome de Lei Luciano Huck. Quem desejar pesquisar a fundo verá que tem muito marisco podre nessa conversa, e até peixe grande, alguns predadores ferozes.

    Aline C Pavia

    29 de março de 2012 às 16h16

    Depois do que ele fez com o pessoal dos Manos da Oficina naquele quadro Lata Velha, nunca mais assisti o programa. Huck é um babaca fingido.

Silvio I

16 de março de 2012 às 07h55

No Os amigos do presidente lula blogspot.com existe:
Ajude a denunciar Alckmin no Tribunal Penal Internacional pela barbárie do Pinheirinho.
Creio que todos os Blogs sujos devem colaborar para dar maior conhecimento aos Internautas e estes assinar essa solicitude.

Responder

demetrius

15 de março de 2012 às 23h18

o povo em são paulo é como um gado manso no corredor para o abate

Responder

    Plutarco

    16 de março de 2012 às 10h06

    O povo do seu estado (minúsculo mesmo) é articulado? Só se for pra fazer procissão e pedir jogardor pra seleção…

    demetrius

    16 de março de 2012 às 12h37

    Plutarco, saia do corredor, amigo.

    aurica_sp

    29 de março de 2012 às 22h30

    Nem todos viu !!!!!

Operante Livre

15 de março de 2012 às 23h14

O transporte em SP está como a água foi por décadas em certas regiões nordestinas.
Ou seja, deixam a gente me M por um longo tempo para trazerem um caminhão pipa e nós acharmos que eles são bonzinhos. Querem nossos votos para continuar usando nossas necessidades básicas para se manterem no poder.
Nem o Maluf conseguiu ser tão perverso como os tucanos. Talvez até os algozes da ditadura se oprimidos pela maldade do Tucanato. Ou o Brasil acaba com o tucanato ou estas saúvas acabam com o Brasil (vendem tudo por peso de sucata).
Não nos iludamos com o ar condicionado da linha amarela. Qualquer coisa que alivia o sofrimento não retira suas causas. Já repararam nos "gorilas" que atuam como segurança na linha amarela? São o retrato da atuação do tucanato: a força bruta – dos brutos – a serviço da ordem da república paulista.

Responder

Fernando

15 de março de 2012 às 23h01

Seria legal também perguntar ao Altino se ele acha que a inutilização, de uma só vez, de TODAS – repito, todas – as estações da CPTM da linha tronco, do Brás até Itaquera (com exceção do Tatuapé), em 2000, por obra do exmo. Sr. Geraldo Alckmin, contribuíram para a superlotação do sistema de metrô na época, além dos ônibus e da Radial.

Nessa ocasião (e continua assim até hoje), Geraldinho Pinheirinho deixou para os usuários da CPTM somente o Expresso Leste e inutilizou quase todo o restante das estações, a maioria destas já tradicionais na região, algumas quase centenárias; forçando os que nela embarcavam, de uma hora pra outra a procurarem outro modal de transporte, sem mais nem menos.

Eu sempre procuro lembrar desse fato, mas parece que isso nunca é levado em conta. Não seria interessante fazer um projeto para reativar estas estações novamente, com projetos mais modernos de estações agora, dividindo e diminuindo o espaço e a superlotação nos modais de transporte coletivo? Enfim, essa foi somente uma lembrança do que o PSDB no poder é capaz de fazer.

Responder

    Almeida

    16 de março de 2012 às 01h16

    Essa medida foi feita para beneficiar quem vem de mais longe: Mogi, Suzano, Ferraz, Guaianses. Em Itaquera, de manhã, já é impossível entrar nesse trem, e com essas estações que vc cita, a viajem iria demorar muito mais, penalizando os que moravam mais longe.
    O que precisa seria mais umas duas linhas de metrô paralela as 3 -Vermelha e 11-Coral.
    Mas Adolf Alckmim prefere fazer um monotrilhozinho, que desembocará na já abarrotada 2-Verde…

    Fernando

    16 de março de 2012 às 12h39

    Almeida, não é justo nem racional beneficiar o pessoal que vem do lugar "A" prejudicando quem vem do lugar "B". Isso não é planejamento decente, é "planejumento". Que se fizesse essa linha paralela na época, então, sem inutilizar as outras! Pois quem embarcava nas estações Eng. Gualberto, Vila Matilde, Carlos de Campos, por exemplo, migraram para o metrô, que é mais perto, ajudando a sobrecarregar o sistema. Adianta? É apenas transferir um problema de um lugar para o outro. Não resolve.

Gersier

15 de março de 2012 às 20h05

Fiquem frios,quando começar a campanha eleitoral,tenham plena certeza,os culpados aparecerão.Os "petralhas" serão responsabilizados,serão acusados de sabotagem e outras coisitas mais.Lembram que na campanha presidencial o "cerra" e seus trols espalharam que encontraram "uma camisa vermelha" na porta de um dos vagões do metrô? Os tucanóides incompetentes ainda se arvoram no direito de dar piteco no Governo Federal.

Responder

    abolicionista

    16 de março de 2012 às 01h21

    Nossa, lembro disso. Paranóia tucanóide vergonhosa. O Serra é mesmo o Rojas da política nacional.

Aline C Pavia

15 de março de 2012 às 19h07

Gente, metrô e trem pra que, hoje em dia TODO MUNDO tem carro, metrô e trem é nojento, aquele monte de gente se acotovelando. A gente precisa sentir que é novidade diferente quando anda de metrô, por isso eu acho que o metrô tem que ter só em Paris, Londres, Madrid e Nova York. Assim, quando a gente viaja pra lá, é emocionante e diferente andar de metrô. Imagina!! Ir trabalhar de metrô de terno e notebook, como em Nova York?? Aqui isso é impraticável. Metrô pro povão?? Um absurdo! Acho que os políticos do PSDB estão certíssimos em não investir no metrô e no trem. São meios de transporte para pessoas mais esclarecidas, educadas e desenvolvidas. Aqui a gente tem que andar de CARRO né gente, todo mundo está careca de saber disso. Por isso que tem mesmo que proibir fretados, caminhões, motoboys, ciclistas, etc.

Responder

    Rodrigo Falcon

    16 de março de 2012 às 13h07

    Personas, só mais um dado pra alumiar o chão e o teto da cidade em que vivo. A frota de helicópteros na cidade de São Paulo é de mais de 450 helicópteros, superando cidades como Nova Iorque e Londres, se tornando uma das cidades com mais tráfego aéreo do planeta. Uma conclusão óbvia, afinal se paga proporcionalmente menos ICMS em São Paulo para um helicóptero do que para um carro – 7% a 18%. Seja carro ou helicóptero, o pensamento é sempre o mesmo, transporte bom é o individual. A falência dos meios de transporte no país foi decretada há tempos, seja São Paulo, Rio de Janeiro ou por exemplo Fortaleza e Belo Horizonte que conheço muito bem. Pensamentos imediatistas, de lucro rápido em detrimento do óbvio, saudável e democrático transporte coletivo.

    RicardãoCarioca

    30 de março de 2012 às 10h44

    Não é bem assim não. Transporte público é solução que tucano transforma em problema. Em prol do lucro máximo, para maximizar suas comissões depositadas off-shores, operam o sistema no limite (na verdade, além do limite). Se fossem criados mais do que a média de 1 km/ano de metro nos governos tucanos, o metro de SP seria muito melhor.

    PAP

    30 de março de 2012 às 13h43

    Você deve ser amiga da Val marchioli e da narcisa tamborideguy, para escrever essas besteiras ai em cima.
    Você deve ser uma dessas "folhetes" deslumbradas da oscar freire, que só vê o mundo pelas lentes da sua
    querida "folha de s.paulo","vejinha","nova","marie claire".Já experimentou andar a pé, de onibus, ou de metro
    ou trem, oscarzete?

Elias

15 de março de 2012 às 18h54

Quando é sobre os aeroportos a mídia bandida faz o maior barulho, falam em caos aéreo, apagão nos aeroportos. Quando é no metô de São Paulo, a danada da mídia fica muda, não se fala no JN, na Band e outras mais. É lógico que não aparecerá nada de ruim desses canalhas dos tucanos, pois aqui é tudo blindado por esses safádos!!!!!!!!

Responder

Ananda

15 de março de 2012 às 18h35

Enquanto esse caos prossegue, a programação da globo segue firme e forte nos inúmeros monitores espalhados pelos metrôs de São Paulo. Para os PIGtucanos, deixar o povo em transe, enquanto ele se espreme, passa mal de tanto calor, enfrenta filas sem fim, falta de assentos e paralisações, é a solução.

Responder

Polengo

15 de março de 2012 às 18h00

Ontem, na estação Luz, aconteceu isso: http://www.youtube.com/watch?feature=player_detai

No fim, dá pra ver um usuário sangrando.
A CPTM, prima pobre do Metrô, consegue ser ainda mais incompetente.
Há um grupo no facebook se unindo e planejando ações, além de documentar todas as falhas. Se alguém quiser se unir a nós, o endereço é http://www.facebook.com/groups/188986384539803/

Responder

    Ataíde

    15 de março de 2012 às 18h36

    qualquer atraso em aeroporto, pro imprensalão, é caos aereo,agora nos transportes urbanos que envolve muito mais pessoas ,eles cobrem como escesso de usuarios ou problema pontual

    Polengo

    15 de março de 2012 às 23h01

    Falou tudo, Ataíde.

    Se chove granizo e atrasa um vôo, a culpa é do lula.
    Se garoa e atrasa um trem, a culpa é da violenta garoa.

Francisco

15 de março de 2012 às 17h54

PSDB é aquele partido que:

Não consegue construir uma rua (Rodoanel),
Não consegue botar para funcionar um bueiro (alagamentos) e,
Não consegue concluir uma linha de bonde (metrô)

em um município e que, ainda assim, tem cara de pau de se candidatar a presidir um país.

Responder

    Aline C Pavia

    15 de março de 2012 às 19h02

    Comentário 6 estrelas indiscutível.
    Eles vêm tentando há 26 anos, se somar Quercia, Maluf, Fleury e Montoro.
    Nesse ritmo o metrô de SP só ficará igual ao do México daqui a 65 anos.
    E os paulistas arrotam com empáfia: "aqui o PT não entra nunca mais". Que comam brioches.

    RicardãoCarioca

    15 de março de 2012 às 20h23

    E eles conseguem cobrar R$65.000,00 POR METRO de Roubanel! A folha de pagamento das comissões deve ser enorme!

Christian Schulz

15 de março de 2012 às 17h54

Os funcionários do metrô trabalham em regime de "comunismo de guerra". Ontem, um segurança uniformizado COM COLETE A PROVA DE BALAS (e cassetete) me ordenou a dar uma volta enorme na estação Consolação. Dentro da estação!

Bilhões de pessoas se dirigiam à patética linha 4 (shift +4), privada e feita com o que há de mais estúpido em termos de engenharia no universo. Eu, que estava na linha 2, fui impedido de entrar no tsunami humano que caminha cerca de 7 minutos debaixo da terra para chegar nas exíguas plataformas da linha 4. Impedido aos berros, diga-se. Essas centenas de bilhões de pessoas eram simplesmente trabalhadores da região da Paulista tentando chegar à Luz, já que a linha 2 se torna um bolo de carne humana sem condições de receber mais massa.

Como cereja podre desse bolo massivo, as escadas rolantes PRECISAM ser desligadas. Na rua, beeeeeeeeeem longe da plataforma, já se forma esse mundaréu.

E o metrô e os trens da CPTM nem são as piores coisas. Experimente tomar ônibus nessa metrópole desgraçada. Mas não se preocupe que a Soninha vai por a culpa em VOCÊ!

Responder

    Fabio SP

    15 de março de 2012 às 22h46

    Tá fazendo o quê por aqui ainda? Se muda para São Bernardo, onde tudo é mais bonito… até debaixo dágua…

    Aline C Pavia

    16 de março de 2012 às 00h25

    Ande um dia no metrô de Madrid ou Londres e vc vai ter vontade de lavar a sua boca com SABÃO por falar m***** como essa.

    abolicionista

    16 de março de 2012 às 01h18

    Fabio SP, com saudades da ditadura, deu noma roupagem ao lema da época, que agora ficou assim:

    São Paulo, ame-a ou deixe-a…

    Não se viva tanta inteligência publicitária desde Goebbels…

    sonia

    16 de março de 2012 às 07h44

    Certisssimo Christian. É isto mesmo,perfeita a sua descrição… e soninha, amiguinha do serra vai por mesmo a culpa em nós !!

    E voce Fabio, usa o metrô ? Ou trem? Onibus? Ou fica horas nos congestionamentos da cidade ? Já enfrentou um alagamento?
    Nos poupe de sua ironia barata, seja realista. Cultive senso critico e verá a cidade maldita que está se tornando SPaulo, depois de 2o anos de PSDB no poder.
    Nem preciso de seu conselho: já me mudei !

    Aline C Pavia

    16 de março de 2012 às 09h38

    Eu também. Aguentei de 2006 a 2010. Voltei pro interior.

    aurica_sp

    29 de março de 2012 às 22h35

    Concordo. Estação da Luz ( pra mim virou das Trevas há muito tempo) depois das 17:00 escadas rolantes quase sempre paradas, quanto a esteiras rolantes entre Paulista e Consolação(creio eu) que se ficassem ligadas seria uma carnificina, já pensou a manada correndo toda ao mesmo tempo na esteira, nossa…..

Usuários Metrô SP

15 de março de 2012 às 17h32

Compartilho diariamente diversas reclamações sobre TODAS as linhas do Metrô. Seja por falhas técnicas, superlotação nas plataformas, atrasos, entre outros.
[]´s

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RicardãoCarioca

15 de março de 2012 às 16h27

Este sofrimento cotidiano é um oferecimento das latas de sardinha Tucanos. Há mais de 20 anos engambelando você, paulistano!

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    Marta

    15 de março de 2012 às 17h51

    Ricardão, você observou que TUCANO rima com PAULISTANO?
    Agora eu entendi esse amor for ever entre tucanos e paulistanos. É por causa da rima, que não querem perder.

Joao Barbosa

15 de março de 2012 às 16h11

Moro, em Jaçanã…Se eu perder esse trem…. http://vintage-everyday.blogspot.com/2011/09/gene

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Alexandre Bitencourt

15 de março de 2012 às 15h58

A linha vermelha no trecho da ZL operando bem é exceção e não regra. A Zona Leste sempre é a ultima a receber investimento de metrô, porém é a linha mais lotada. Ainda que contem com duas linhas de trem operando em paralelo, ainda assim não é suficiente para atender a população. Como bem observado pelo Altino, as linhas teriam que ser entrelaçadas, mas a julgar pela atenção pela ZL, creio que isso pode demorar muito, mas muito tempo.

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    Almeida

    16 de março de 2012 às 01h20

    Fica tranquilo que o Adolf Alckmim vai fazer (bem lentamente, pra que pressa?) o super monotrilhozinho, desembocando na 2-Verde, quase nada lotada…

Hans Bintje

15 de março de 2012 às 15h40

Azenha:

Há um método nessa loucura. Essa mesma história está se repetindo em Jacarta, na Indonésia.

Você pode ler um relato nesta página: "Take a train in Jakarta" – http://www.counterpunch.org/2012/02/17/take-a-tra

Se alguém trocar os nomes, seria praticamente o mesmo para São Paulo, no Brasil.

Do ponto de vista colonial, de exploração econômica, não faz sentido: por que reduzir a eficiência dos trabalhadores com um sistema de transporte ineficiente?

Os holandeses JAMAIS foram bons na Indonésia, mas os transportes ainda funcionavam.

Agora, nem isso: a humilhação do domínio econômico se juntou à infâmia dos maus tratos aos passageiros nativos.

Não entendo os motivos, tanto lá quanto cá.

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    abolicionista

    16 de março de 2012 às 01h23

    Dei uma olhada, parece excelente. Vou ler com calma. Valeu pela indicação.


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