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Alexandre Silva: Cabral deixará construir em áreas protegidas?


19/01/2011 - 13h43

Não há como culpar a Natureza. São crimes cometidos pelos homens, políticos irresponsáveis, prefeitos e vereadores demagogos em cada uma de nossas cidades.  Há os que fazem vista grossa para as ocupações desordenadas. Há os que incentivam as moradias nas encostas, em troca de favores, ou de votos. Os que chegaram não fiscalizam os que saem, por camaradagem, interesses políticos ou mesmo por omissão provocada pela insaciável fome por poder e para se manterem nos cargos a qualquer preço. Há muito que a Natureza alerta o governador Cabral sobre o que ele diz e o que ele escreve: ao mesmo tempo em que discursa com veêmencia contra as ocupações irregulares em áreas frágeis, mantém um equivocado decreto liberando construções em áreas protegidas – a maioria de risco – da APA Tamoios, em Angra dos Reis e Ilha Grande e que se encontra no Superior Tribunal Federal para julgamento de inconstitucionalidade (ADIN 4370) proposto pela Procuradoria da República. Espera-se que o Sr. governador, faça as pazes com o bom senso e entre para a história pela porta da frente, começando por revogar o famigerado decreto nº 41.921, uma bomba de efeito retardado.

Alexandre Guilherme de Oliveira e Silva
Comitê de Defesa da Ilha Grande – CODIG
blog do CODIG





15 comentários

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Pousada Ilha Grande

01 de agosto de 2011 às 09h09

Independente do governo, Ilha Grande é um paraíso que merece ser preservado. Não é a toa que foi eleita PELO POVO uma das 7 maravilhas do Rio de Janeiro, ficando em 2º lugar.

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SILOÉ

20 de janeiro de 2011 às 23h31

Há também o inverso. Muitas vezes o plano diretor de alguns municípios são manipulados de acordo com interesses imobiliários dos prefeitos, parlamentares e afins, colocando imensas áreas indevidamente dentro das "APAS'" para depois, de acordo com seus interesses corrigir de forma legal um erro proposital.

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Bonifa

20 de janeiro de 2011 às 21h19

É muito cedo para definir que áreas são necessárias ou possíveis para construção. A opinião pública deve exigir, sobre o assunto, estudos meticulosos dos quais ela participe ativamente, também. É cedo para definir áreas de reassentamento, mas é em cima das buchas que os tubarões agem, costume velho no Brasil. Olho vivo! Cuidado, Dona Dilma!

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    Rosane Tietbohl

    21 de janeiro de 2011 às 10h16

    Não é cedo não, Bonifa.
    Desde que o mundo é mundo já se sabe o que é uma enchente. E que áreas alagáveis são áreas de risco e que áreas montanhosas são sujeitas a deslizamentos em épocas de chuvas. O que as leis, por sinal muito antigas definiram como áreas de proteção, coincidem sim com áreas de risco (isso não é "coincidência', no sentido do senso comum) e, talvez por isso, e somente por isso ainda podemos esperar que sobrem algumas áreas verdes nas proximidades das cidades, que no mínimo servem para preservar os mananciais de água potável para o futuro e algumas matas ciliares nas margens dos rios (muito poucas) ajudarão a evitar o assoreamento dos rios, que com seu leitos entulhados de sedimento irão se alargar e provocar mais inundações nos próximos verões.

Julio Silveira

20 de janeiro de 2011 às 17h48

Nesta história tem diversos irresponsáveis, inclusive a própria população. Está certo que a politicagem facilita com a covardia e a omissão, faltando peito para enfrentar os transgressores da lei (violadores das encostas), preferem acochambrar a ter que se incomodar e correr o risco de perder voto. Agora, vindo às conseqüências graves, temos que assumir que não são só os políticos os responsáveis, nós cidadãos brasileiros, de uma maneira quase geral, queremos o melhor dos mundos. Gostamos de fazer o que der na telha, sem medir conseqüências, e na primeira conseqüência procuramos apontar um culpado nos eximindo da culpa . Sou contra isso, muitos dos que morreram podem ser considerados suicidas por irem contra as leis da natureza, muitos tinham alternativas. Mas a sociedade, antes de somente apontar o dedo, também deve fazer a mea-culpa. Só assim poderemos entender que, aqui neste planeta, todas as lições mostram para o cidadão que não viemos apenas a passeio. As indicações dão conta que tudo está interligado numa cadeia de eventos. Entendendo isso minimizaremos as conseqüências e evoluiremos a sociedade com responsabilidade

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Pedro Luiz Paredes

20 de janeiro de 2011 às 15h47

Eu já falei galera, não precisa tirar as pessoas de lá.
É só tirar a montanha…
…pois a montanha vai a Maomé! rs

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Julio Silveira

20 de janeiro de 2011 às 13h57

Nesta história tem diversos irresponsáveis, inclusive a própria população. Está certo que a politicagem facilita com a covardia e a omissão, faltando peito para retirar os transgressores da lei, das encostas, preferem acochambrar a se incomodar e correr de perder voto. Agora vindo às conseqüências graves temos que assumir que não só os políticos são responsáveis. O cidadão brasileiro, de uma maneira quase geral, quer o melhor dos mundos. Fazer o que der na telha sem medir conseqüências e na primeira conseqüência apontar um culpado. Sou contra isso, muitos dos que morreram podem ser considerados suicidas por irem contra as leis da natureza, e a sociedade antes de somente apontar o dedo também deve fazer a mea-culpa, assim entenderemos que aqui neste planeta todas as lições mostradas àqueles que não vieram apenas a passeio indicam que tudo esta interligado numa cadeia de eventos. Entendendo isso evoluiremos.

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Baixada Carioca

20 de janeiro de 2011 às 10h27

Uma pergunta apenas Alexandre: e a prefeitura de Angra dos Reis faz o quê?

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Almeida Bispo

20 de janeiro de 2011 às 08h11

Área de risco e proibições no uso do solo são atribuições da Prefeitura, gente, oh!
Desde que Duarte Coelho e Martim Afonso de Souza levantaram o primeiro pau de uma construção em 1534.
Esse é o grande problema nacional: competência. Primeiro se confunde a palavra com a idéia de capacidade de gerir; depois, se transfere as responsabilidades para quem nada tem a ver. Repito: ocupação de solo é assunto do MUNICÍPIO. Da PREFEITURA. É por isso que são criados desde os tempos do Marquês de Pombal os planos diretores. Já ouviu falar do seu, na sua cidade?

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Urbano

19 de janeiro de 2011 às 23h43

O Pedro conseguiu descobrir o Brasil; já o Sérgio sequer descobre as áreas de risco do Rio de Janeiro… é demais! Agora, perguntem a ele onde fica a fundação roberto abissal, que o mesmo responde na chincha.

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LuisCPPrudente

19 de janeiro de 2011 às 19h41

O relatório sobre o Código Florestal do deputado Aldo Rebelo provavelmente abre mais lacunas na lei para que situações como essa ocorram com mais frequência, pois o relatório diminui as áreas de preservação ambiental com a diminuição das matas ciliares.

Dessa forma é necessário que a Câmara dos Deputados volte a discutir o relatório, pois do jeito que ele está só atende aos interesses dos especuladores que querem desmatar suas terras para fazerem grandes empreendimentos ou plantarem monoculturas.

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    carmen silvia

    20 de janeiro de 2011 às 01h27

    E o Aldo Rebelo já na defensiva dizendo que uma coisa não tem nada a ver com outra.O neófito membro do agronegócio nem originalidade possui pra defender o indefensável.

Marcio H Silva

19 de janeiro de 2011 às 18h16

O famigerado decreto nº 41.921 foi idealizado para ajudar o Boni ( O Boni, pai do boninho ), e o próprio Sergio Cabral e outros endinheirados. O Boni é dono de casa e praia na ilha da Jipóia e Cabral é dono de Mansão em Mangaratiba. O decreto, se vigorar, vai permitir degradação acentuada do Litoral e ilhas da Baia da Ilha Grande.
Tá explicado o decreto. Assinei abaixo assinado contra o decreto em 2009, um mes depois aconteceu a tragédia de Angra e Ilha Grande,. Em janeiro de 2010 o site do abaixo assinado divulgou que o decreto tinha sido revogado pelo governador. Agora vejo que o decreto se tornou pendenga judicial e está para ser julgado no STF, não sabia que o caso estava neste nível.

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fernandoeudonatelo

19 de janeiro de 2011 às 14h30

Lula para governador do Rio de Janeiro. Você sabe por que Cabral se reelegeu?

Um estado que sustenta quase 30% do seu investimento público anual em transferências da União
+ repasses voluntários de verbas (que derrubaram São Paulo do topo)
+ estatais federais liberadas do acúmulo de superávit primário
+maior parte das políticas culturais e de manutenção histórica da União
+Diretriz estratégica do PAC/PAC 2 ERJ previstos para Copa e Olimpíadas(montante que vai liberar de 2007 até 2016 no Rio, cerca de 1 trilhão e 700 bi)

2011 – Mais uma vez é o Governo Federal , que vai cuidar dos esforços de reconstrução e dos Planos Diretores que o Estado e municípios não querem.

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Fernando

19 de janeiro de 2011 às 14h10

Cabral fará o que O Globo e o RJTV decidirem.

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