VIOMUNDO

Diário da Resistência


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A manchete de “O Globo” que estrelou a propaganda eleitoral do PSDB


16/09/2010 - 21h56

Serra se pronuncia após a derrota para Dilma Rousseff

por Luiz Carlos Azenha

A capa de O Globo que estrelou a propaganda eleitoral do PSDB da noite de 16.09.2010 foi publicada no dia anterior, dia 15.09.2010.

Dirceu: PT terá mais poder com Dilma do que com Lula, dizia a manchete.

A manchete de O Globo serviu para justificar o argumento do PSDB de que existe um nexo entre Dirceu, Dilma e Erenice.

É o famoso “criminalizar por associação”.

Se Dirceu sai escorraçado do governo e Erenice também, Dilma — que ficou entre eles — também merece ser escorraçada.

Porém, na palestra de José Dirceu que serviu de base para a manchete de O Globo, não há uma única palavra que justifique a manchete.

A palestra foi reproduzida pelo Estadão na íntegra. Não há nada que mostre que José Dirceu disse que existe “excesso” de liberdade de expressão no Brasil, nem que O PT terá mais poder com Dilma do que com Lula, como manchetou O Globo.

Estamos testemunhando a completa desmoralização do jornalismo, em defesa da candidatura de José Serra. É inacreditável!

Segue a reprodução, abaixo:

Leia a íntegra da palestra de Dirceu

Ex-ministro criticou ‘excesso de liberdade’ da imprensa e disse que eleição ‘está carimbada’

15 de setembro de 2010 | 10h 43

O ex-ministro da Casa Civil e ex-deputado pelo PT José Dirceu participou de uma palestra para sindicalistas do setor petroleiro da Bahia, na noite de segunda-feira, 13, em Salvador. Na ocasião, o ex-ministro criticou o que chamou de “excesso de liberdade” da imprensa brasileira e disse que a eleição da candidata à Presidência do PT, Dilma Rousseff, “está carimbada”, apesar das recentes denúncias de irregularidades no governo federal. Leia abaixo a íntegra da palestra, publicada nesta quarta-feira, 15, pelo site do jornal O Globo:

“A eleição da Dilma é mais importante do que a eleição do Lula, porque é a eleição do projeto político, porque a Dilma nos representa. A Dilma não era uma liderança que tinha uma grande expressão popular, eleitoral, uma raiz histórica no país, como o Lula foi criando, como outros tiveram, como o Brizola, como o Arraes e tantos outros. A direita teve também aqui mesmo uma liderança que foi o próprio ACM, independente do fisiologismo, do abuso de poder, contudo era uma liderança popular, tanto é que era popular na Bahia. Tinha força político-eleitoral. Então, ela é a expressão do projeto político, da liderança do Lula e do nosso acúmulo desses 30 anos, porque nós acumulamos, nós demos continuidade ao movimento social.

Se nós queremos aprofundar as mudanças, temos que cuidar do partido e temos que cuidar dos movimentos sociais, da organização popular. Temos que cuidar da consciência política, da educação política e temos cuidar das instituições, fazer reforma política e temos que nos transformar em maioria. Nós não somos maioria no país, nós temos uma maioria para eleger o presidente até porque fazemos uma aliança ampla. Vamos lembrar que nossa aliança é PC do B, PDT, PSB, PMDB, PT, PRB e PR. Eu digo assim das grandes expressões, dos partidos que têm força política-eleitoral.

O PP é um partido de centro-direita, muito regional, é verdade, não tem nacional, tanto é que só tem um senador, governador talvez não eleja nenhum. Independente de nós termos essa coalização, o PT é a base dela. A mídia agora já começa a discutir a nossa política, se vai fazer ajuste, se não vai; se vai estatizar ou não vai; se vai fazer concessão ou não vai. E começa a discutir se o PT está sendo desprestigiado ou não. Aquilo que nós temos de maior qualidade, que é o Lula, eles querem apresentar como negativo, porque o Lula é maior que o PT. Eles é que não têm ninguém maior que o partido deles.

Ainda bem que nós temos o Lula, que é duas vezes maior que o PT. Mas nós temos que transformar o PT num partido (inaudível). O PT teve 17% de voto em 2002/2006 para a Câmara, que calcula a força de um partido no mundo todo. Não é o voto majoritário. Vai ter agora 21, 23%, eu espero, tudo indica. Tem que ter 33% em 2014. O PT tem que se renovar, tem que abrir o PT para a juventude (aplausos).

Eu dou o exemplo do Padilha, que há alguns anos era dirigente da UNE, era médico voluntário social no Pará, estava fazendo trabalho social como médico, e hoje é ministro de um dos ministérios mais importantes que tem. O Orlando, do PC do B, Orlando Silva para não ficar só no PT, que aliás é nosso, era presidente da UNE alguns anos atrás… O Lindberg, que vai ser senador agora. Então, nós temos que voltar a transformar o PT em uma instituição política. Uma instituição política tem valor, programa, instrumentos, sedes, atividades cultural, social, tem recursos que auto sustentam, com o fundo partidário, porque nós temos que defender que existe o fundo partidário.

O fundo partidário brasileiro teria que ser duas, três vezes maior, que é a média do mundo. Então, nós temos que transformar de novo o partido, para o que ele foi criado. É lógico que o PT é um grande partido político, tem força político-eleitoral, social. Nós já temos um acúmulo de políticas públicas, de experiência. Então, nós temos que fazer essa mudança no partido. Essa é a principal. E consolidar as nossas organizações populares, porque eles estão consolidando a deles. Você viu que agora eles criaram, eles estão criando através das empresas instituições para fazer disputa político-cultural e político-eleitoral, fundações, centros de estudo. Fora o que eles têm da mídia, do poder econômico. Podem observar. E estão mandando as pessoas para o exterior.

Agora mesmo tiveram uma série de bolsistas, jornalistas, que vão para os Estados Unidos, inclusive este que escreveu essa última matéria da “Veja”. Nós temos que fazer isso também. Mas nós temos que fazer sempre com alianças. Uma coisa que eu sempre defendo: nós vamos criar um jornal do sindicato, do partido? Não. Porque quando nós falamos aqui dos grupos econômicos, do empresário brasileiro, nós temos que lembrar a etapa que nós estamos vivendo, o momento histórico que estamos vivendo.

Nós não podemos fazer política sem olhar a história do Brasil e o acúmulo de forças e o crescimento nosso. Nós não vivemos um período em que nós somos hegemônicos na sociedade, que nós temos maioria na sociedade, muito menos um período ou ciclo revolucionário no mundo. Nós vivemos um ciclo no mundo de grande defensiva, de grande (inaudível) do movimento socialista internacional. de repensar o socialismo, nós temos Vietnã, China, Cuba nós temos que olhar para tudo isso.

Quando nós pusemos o Alencar como vice do Lula, nós ganhamos a eleição. Como nós ganhamos essa eleição quando o PMDB não ficou com o PSDB. Aquele movimento anti-Renan Calheiros, anti-Sarney… vocês não vão acreditar que eles são éticos, né? Eles, evidentemente, o que queriam era romper a aliança nossa com o PMDB. Um mês depois, o Serra estava fazendo aliança com o PMDB.

O presidente estava indicando o vice, porque em 2002 a Rita Camata foi a vice dele. Nós criamos uma distensão no PMDB, foi o Jader, o Sarney, o próprio Quércia em São Paulo, o Itamar em Minas Gerais, foi um trabalho que nós fizemos, o Eunício no Ceará. 30%, 40% apoiou o Lula já no primeiro turno e, depois, no segundo turno, ampliou isso. O Rigotto no Rio Grande do Sul. Nós colocamos uma cunha dentro do PMDB. O que eu quero dizer é o seguinte: as alianças não são político-partidárias, não são parlamentares. As alianças são na sociedade. O parlamentar é a expressão.

Nós, quando fizemos a aliança com o Zé Alencar, nós fizemos a aliança com (inaudível), empresário. O Zé Alencar, apesar de ser um grande empresário, de ter sido presidente da Federação da Indústria de Minas várias vezes, vice da CNI, e de ser um líder – ele é um líder, não era um burocrata sindical – porque também tem os pelegos sindicais, não é só nós que temos esse problema. Eles também têm as burocracias sindicais deles, poderosíssimas. Aqui vocês conhecem no Nordeste muitas federações e confederações que têm muitos empresários. O Albano Franco, por exemplo. O nosso aliado, Armando Monteiro Neto está saindo agora, vai se eleger senador, tudo indica. Como aqui, nós vamos eleger os dois lá.

Qual era a aliança? Aliança produtivista, nacionalista, desenvolvimentista e aliança de voltar para dentro, para o mercado interno, de decolar o Brasil no mundo, e a sociedade entendeu isso. As alianças são, no fundo, expressão de programas econômicos e de políticas de investimento. E o estágio que nós vivemos no Brasil é de reorganização do Estado nacional. Porque ele foi desmontado durante 20, 30 anos. Ele sempre foi golpeado pela direita. Tudo o que o Getúlio fez, o Dutra assumiu e desmanchou. Tudo o que nós tínhamos construído em 40 anos, a ditadura militar começou a desmanchar. Mas aí dentro das Forças Armadas assume uma ala do governo que tem uma visão nacionalista estatal também, que foi o governo Geisel, que é um governo ditatorial, mas não antinacional, não é um governo privativo.

O BNDES está consolidando, fundindo a base dos setores, senão nós não conseguimos competir no mundo, como foi (inaudível). Nós temos que fortalecer o Brasil, o estado, a política econômica e distribuir renda, acabar com a pobreza e resgatar de novo o papel do estado no Brasil. E vamos ter que reformar a burocracia brasileira que nós só começamos. Não é verdade essa “discurseira” do Serra. Fomos nós que voltamos a fazer planos de cargos e carreiras, que voltamos a valorizar o servidor, a dar condições de novo. Eles falam: os sindicalistas dirigiam as empresas estatais. É verdade, nós indicamos sindicalistas mesmo. Agora, vamos ver o balanço da Funcef nos oito anos do Fernando Henrique e nos oito anos do Lula, vamos ver a Petrobras nos oito anos do Fernando Henrique e nos oito anos do Lula, o Banco do Brasil nos oito anos do Fernando Henrique e nos oito anos do Lula. Saneamos a empresa, recuperamos a gestão e a eficiência, não fizemos nenhum investimento como eles fizeram vários absolutamente desastrosos. (..)

(…)Reforma política e educação, quer oportunidades, evidente que é um pouco mistificação dizer que você vai dar igualdade oportunidade na educação você viabiliza uma maior igualdade social na sociedade. Depende das outras condições. Mas é evidente que a educação é fundamental. Nós estamos mal nisso. Nós fizemos muito no nosso governo, mas vocês sabem, nós temos filhos nas escolas, nós sabemos disso. Nós conhecemos, somos professores, muitos de nós e sabemos da situação.

É como policial militar, um agente da PF ganha inicial quase 9 mil reais, agente, não o delegado, que ganha 13, 14 mil. Quanto ganha uma professora de fundamental? Agora nós demos um piso de 1.200 reais. Na verdade, esse piso tinha que ser 2.500, para começar. Então, olha como nós temos que mudar. Lógico que nós mudamos muito. O orçamento da educação multiplicou por três, que é o dobro tirando a inflação. Mas como a Dilma diz tem que investir 7% do PIB na educação. Como nós vamos ter que reestruturar a saúde pública também, consolidar o SUS e aperfeiçoar, porque a situação ainda é muito difícil na saúde pública. Você vai num posto de saúde, o Brasil tem melhorado muito nestes dez anos, mas tem muito o que melhorar.

A política, o que a direita faz? Quem pode ter poder? Primeiro o poder econômico, as forças armadas. As forças armadas estão hoje profissionalizadas, o poder econômico se aliou com qual poder? Com a mídia. E qual é o poder que pode se contrapor ao poder econômico e ao poder da mídia no Brasil? É o poder político, que tem problemas graves de fisiologias, de corrupção, tem desqualificação, mas eles não fazem contra o poder econômico e da mídia, quando surgem problemas de corrupção, de problemas graves, o tipo de campanha que eles fazem contra o parlamento e contra os partidos políticos.

Mesmo levando em conta os graves problemas de nosso sistema político, problema de caixa 2, os graves problemas de corrupção que têm na administração pública, em grande parte para financiar campanha eleitoral, porque o sistema está apoiado nisso, no poder econômico. Não tem campanha de menos de 3 ou 5 milhões de reais, 7 ou 8 milhões hoje no Brasil. Campanha de governador é 40,50,60. Campanha de presidente é 200, 300 milhões. Ora, quem vai financiar isso? As pessoas físicas? Não, as empresas. Aí começa: nomeação dirigida, licitação dirigida, emenda dirigida, superfaturamento, tráfico de influência. Não é que vai acabar, mas o financiamento público, o voto em lista, mandato talvez de seis anos para senador. Nós temos que repensar o sistema político brasileiro. E nós somos o maior interessado porque a direita está usando isso para desqualificar a política e para afastar o povo da política. (…)

(…)As outra reformas, a tributária, a democratização dos meios de comunicação, o problema da terra, das forças armadas, que são questões que não estão equacionadas no Brasil ainda hoje, elas dependem da nossa maioria, depende do pais se consolidar porque o país só resolve problemas quando são maduros (…)

Nós somos um partido e uma candidatura que coloca em risco o que eles tão batendo, todos articulistas da Globo escrevem e falam na TV, todos os analistas deles: a noção das garantias individuais e da constituição, que nós queremos censurar a imprensa, que o problema no Brasil é a liberdade de imprensa? Gente do céu. Como alguém pode afirmar do Brasil é(…). Não existe excesso de liberdade. Pra quem já viveu em ditadura(…)

Dizem que nós queremos censurar a imprensa. Diz que o problema é a liberdade de imprensa. O problema do Brasil é excesso, bom, é que não existe excesso de liberdade, mas o abuso do poder de informar, o monopólio e a negação do direito de resposta e do direito da imagem. Que está na Constituição igualzinho a liberdade, a Constituição não colocou o direito de resposta e de imagem, a honra, abaixo ou acima da proibição da censura e da censura prévia, corretamente, ou do direito de informação e da liberdade de imprensa, de expressão. São todas cláusulas pétreas.

Mas os tribunais brasileiros estão formando jurisprudência, se vocês lerem os discursos do Carlos Ayres Britto, que aquilo não é voto é discurso político, a liberdade de imprensa está ameaçada no Brasil que é um escândalo. Mas eles estão preparando a agenda deles para o primeiro ano de governo. Como a imprensa já está pressionando pela constituição do governo, já está disputando a constituição do governo. Pode começar a ler nas entrelinhas, quem quer que ela empurra para ser ministro disso, ministro daquilo, e já está disputando para fazer ajuste fiscal….

Como a gente está vendo, a mídia como está se comportando com a Dilma, já dá para imaginar como vai ser comigo no dia do julgamento. Estou até fazendo dieta, mantendo os 80 quilos para me preparar para o debate.(…)

(…) Já começou a apresentar uma série de ideias e de propostas do PMDB, que nós necessariamente não concordamos com o partido. Não que elas sejam incompatíveis com o nosso programa, mas são abordagens diferentes que nós temos para a questão da educação, do ajuste fiscal, da política macroeconômica.

Então, sim. O governo sempre é disputado. E nessa disputa do governo, as forças políticas de oposição, elas pesam também. Por que com o apoio da imprensa, eles tentam formar a opinião pública forçando determinadas definições ou tentar impedir que nós apliquemos determinadas políticas. Ou paralisando no Congresso ou criando um clima na sociedade contrário, basta ver a ação já que nós estamos aqui numa casa das estatais, participação ampla dos petroleiros;

O que a Folha de S. Paulo fez com a capitalização da Petrobras em qualquer país do mundo poderia dar um processo contra o jornal. Poderia dar uma intervenção da Comissão de Valores Imobiliários (CVM), ou de organismo de regulação que existe no país. Mas ela fez a campanha. Da mesma maneira, que eles estavam contra o pré-sal. Toda a mídia se posicionou contra a nova regularização do pré-sal. O Fundo, a empresa, a apropriação da receita do petróleo, da nova forma que nós vamos fazer, por partilha e não por concessão.

O governo é sempre disputado e é disputado entre os aliados e dentro do PT também.

A melhor maneira de nos preparar é agora eleger uma grande bancada do PT de deputados e senadores, que você começa sendo um partido majoritário na Câmara e tendo uma bancada que garante com mais um partido maioria simples no Senado. O ideal é que o PT e o PMDB fizesse maioria de 41 no Senado, mas não vai acontecer isso. Nós vamos fazer entre 32 a 36 senadores, os dois partidos. Mas com PDT, PSB e PC do B talvez a gente faça.

Depois do pós, o 1º de janeiro, durante o governo, a força do partido e a presença do partido se expressa muito pela participação do partido na vida política do país. Um partido com 30% de votos não pode ser desprezado por nenhum presidente da República. Nós temos que chegar para discutir com propostas. As decisões tem que ser acertadas. Tem uma disputa contra nós na comunicação.

Vejam a campanha que eles fizeram esses anos todos contra o Bolsa Família. Eles não combatiam a política externa do presidente. Porque eles não tinham ideia do peso dela, da integração sul-americana a ferro e fogo.

Nós temos que nos preparar para a disputa dessa fixação da mídia comigo. Primeiro é que eu disputo, eu enfrento. Eu não deixo nada sem resposta. Eu faço a disputa política na sociedade, no meu blog, dentro do PT. Segundo é que eu continuei participando da vida política do país, da vida do PT. Terceiro que eles querem que eu seja condenado, eles querem me banir da vida política do país. Eles tentaram, inclusive, me impedir de exercer minha profissão. Eles me caçaram, eu saí do governo, fiquei inelegível, depois começaram uma campanha contra minhas atividade de advogado e consultor. Fizeram durante esses cinco anos, e no ano de 2008, quatro vezes em conluio com a PF, com o MP e o Poder Judiciário, eles tentaram me prender. Sendo que não há nada contra mim.

Isso faz parte da disputa política. Como eu representava o PT, eu fui alvo. Quem tem que provar é o MP, que não conseguiu provar nada. O processo já terminou. Só falta ser julgado. Eu pelo menos nunca senti ou me programei em ser candidato. Eu nem ia ser candidato em 2006. Eu combinei com o Gushiken. Felizmente teremos nossa candidata que vai ser eleita. E nós vamos fazer isso com prazer. Eu pelo menos vou votar com prazer. E depois falar para eles: Ó, não adiantou nada. Estamos aí mais quatro anos(…)

Quando se fez o balanço da agenda, a maioria dos companheiros que estão dirigindo a campanha e a própria candidata cancelaram vários compromissos. Na minha avaliação foi um erro o cancelamento, mas ele é justificado. Mas a nossa candidata estava num momento muito difícil, muito cansada, tendo que se dedicar aos programas de televisão. Tendo que ir aos estados, porque a campanha estava em crise em MG, em SP, PR, SC, a presença dela era importantíssima. Ela praticamente não foi ao Norte do país, vocês já perceberam isso?

Do Maranhão até o Acre alguém aqui tem notícia de que a Dilma tenha ido a esses estados? Isso é inédito em campanha eleitoral no Brasil. Porque, primeiro nós temos mais de 40 anos de idade, segundo que ela passou por um câncer. Ela sente muito isso ainda. E a tensão dessa campanha foi muito grande. Se vocês observarem a responsabilidade dela é enorme. Tomamos com dor essa decisão.

Infelizmente aconteceu isso, o cancelamento da agenda. Várias agendas. Ela, por exemplo, ela não tinha ido a SC. A Ideli (Salvatti) estava sendo ridicularizada pelos adversários. O Lula ainda não tinha gravado para ela, pro Lessa, pro Iberê(…) Imagina governar o país e fazer campanha? E com essa pressão toda que nós estamos sofrendo. Por que o pau tá comendo em cima de nós. Eles não estão recuados, né? Eles estão lutando.”

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



32 comentários

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Mônica Rangel

17 de setembro de 2010 às 22h05

Realmente impressiona como deturparam a matéria. Mas, para mim,era totalmente previsível que isso acontecesse.

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jussara

17 de setembro de 2010 às 20h33

Vamos pensar em acabar com o PIG, pela internet, divulgando para nossos amigos os blogs que mostram o que a mídia não mostra, vamos fazer adesivos tipo: ABAIXO O PIG – PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA. Eu já estou fazendo isso.

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Ronaldo

17 de setembro de 2010 às 16h27

Azenha, sei que um texto longo como o que enviei não é interessante para o site. Entretanto, já que foi postado, pelo que agradeço, é possível alterar seguindo a sequência original? Poderia até sair por "tópicos" como está, mas ocorre que está invertido. O começo do texto está embaixo e o final na parte superior e aí fica muito truncado.
Obrigado,
Ronaldo

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Baixada Carioca

17 de setembro de 2010 às 14h35

Todos esses factóides criados pelo PIG, até agora só serviu como conteúdo para o programa do tucano, porque ele não tem o que falar sobre o Brasil, um país que ele e o PIG já demonstrou que não gosta e quer vendê-lo ao capital externo. Como diz PHA, o que pensa esse menino? Nada. Naquela cabeça de ameba, não passa nenhuma ideia. Tudo o que sabe fazer é reproduzir as mentiras do PIG. Então, deu no JN? Coloca no programa de TV. Deu na Folha? No Estadão? Na Veja? Coloca no programa de TV. Deu na Carta Capital? Não! Na Carta Capital não pode. Não coloca não. E o PIG é avisado para não ressoar as denúncias da CC porque é trololó petista.

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Urbano

17 de setembro de 2010 às 14h27

Puro banditismo jornalístico.

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omar roni silva

17 de setembro de 2010 às 11h45

devemos fazer algo para destituir este pseudo poder da rede globo, pois se trata de uma concessão, não é justo ela fazer o que está fazendo, ontem 16/09, o jornaleco nacional ficou 30 minutos só falando dos escândalos, midiáticos e eleitoreiros, do grupo folha e globo, defendo que a rede globo e suas filiais por se tratarem de concessões, permissões, e se não me engano na constituição de 88 para alterar somente em outro processo constituinte. Para facilitar devemso fazer uma consulta pública e estas concessões deveriam estar ligadas a associações a sociedade organizada, jamais a grupos mafiosos e deveriam passar por avaliações de conselhos e controle social, é um absurdo o que estes grupos fazem.,

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    jussara

    17 de setembro de 2010 às 20h23

    Omar podemos fazer uma campanha nacional usando adesivos com dizeres como: ABAIXO O – PIG PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA ou alguma coisa semelhante. Mídia sem credibilidade é mídia que não convence. Aqui no Rio Grande do Sul não podemos fazer agora, porque os escandalos do governo deYeda Crusius, do PSDB, mesmo que timidamente estão saíndo no PIG e a governadora se faz de vítima. O povo gaucho. poderia pensar que o golpe seria contra a Yeda.

Manchetes “casadas” de Folha e O Globo estrelam programa do PSDB

17 de setembro de 2010 às 08h55

[…] programa eleitoral do PSDB junto com outra manchete de O Globo, de 15.09.2010, completamente falsa, que analisei aqui. PS: Notem que o texto da propaganda do PSDB atribui a acusação dos 5 milhões para a campanha de […]

Responder

mariazinha

17 de setembro de 2010 às 06h56

Eu sei que todos estão revoltados com nossa mídia nativa, principalmente, a globo. Acusam o PT de ser fraco e não enfrenta-los como deveria. Entretanto precisamos pensar bem: adiantou enfrenta-los de peito aberto? Alguém ouviu Brizola e Requião? O certo é fazer as coisas no tempo certo, com paciência e sem desanso. Nós, brasileiros, já os enfraquecemos e, aos poucos, se continuarmos assim, em breve, essa mídia tupiniquim asquerosa, não existirá mais. Tudo depende de não nos deixarmos abater. É preciso que continuemos a luta em prol de uma imprensa limpa no Brasil e só vamos conseguir com D. DILMA na presidência. O chirico e a traíra já confessaram que só desejam chegar ao segundo turno. Qual o motivo? NÃO! Nada de prolongar sofrimentos. agora é uma questão de honra. D. DILMA deve ganhar em primeiro turno. Será nossa resposta para essa imprensa venal, corrompida. Não passarão! No tempo certo, serão derrotados e desaparecerão.
Saudações democráticas.
Avante, brasileiros!

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Folha escancarou ficha falsa de Dilma, mas escondeu a do “consultor” | Viomundo - O que você não vê na mídia

17 de setembro de 2010 às 00h20

[…] Veja como a manchete da Folha foi usada no programa eleitoral do PSDB junto com outra manchete de O Globo, completamente falsa, que analisei aqui. […]

Responder

Ronaldo

16 de setembro de 2010 às 23h55

Até que ponto o povo brasileiro, aquele mesmo que dá ao governo toda a condição de se impor diante de tanta safadeza, vai suportar tanta inércia? A eleição de Dilma Roussef, desejo da maioria dos brasileiros, ainda que bombardeados diariamente com essas manipulações vergonhosas, pode significar menos do que uma tomada de atitude que mostre a esse mesmo povo que o Brasil tem, de fato, um governo.

Ou será que estamos diante de um governo covarde?

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Ronaldo

16 de setembro de 2010 às 23h55

Mas, por que não repercutem outras? Temos aí a da Carta Capital. Sim, e daí, onde está? A respeito da quebra de sigilos, todo o mundo sabe que há um vídeo disponível na Internet com reportagem do SBT mostrando que o motivo da indignação atual já é conhecido desde o ano passado. E o pior de tudo, Serra, de voz própria, dizendo que já sabia, tudo na paz de Deus.

Não se usa isso? Não se procura mostrar, de nenhuma forma, em nenhum momento, uma única tentativa, o que está acontecendo? Não se entende o significado que tem um depoimento enérgico, à altura, ou será que simplesmente falar da extirpação de político e partidos já extirpados surte mais efeito?

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Mariana

16 de setembro de 2010 às 23h55

A mais completa desmoralização da imprensa para mim é, jornal nacional dedicando metade do seu tempo no dia de hoje 16/09, para tentar conseguir nessas eleições, o que ela conseguiu em 1989, na fatídica edição do derradeiro debate entre Collor e Lula. Nessas horas é que me desanimo e vejo que ainda não evoluimos muito nesses 21 anos. Como os veículos de informação manipulam nesse país.

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Ronaldo

16 de setembro de 2010 às 23h54

Assim, ganham essa dimensão homens como Álvaro Dias e Sérgio Guerra (não vamos perder tempo falando dos Artur Virgílio, ACM Neto, José Agripino Maia, José Carlos Aleluia, Heráclito Fortes (meu Deus!), etc). Observe a postura do presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Mesmo diante do vazio, expressando o nada, é tamanha a arrogância, é tamanha a empáfia, que ele convence muita gente da “veracidade” das coisas que ele diz.

Daí a ver a inconsistência e fragilidade (pelo menos é o que transparece) do presidente do PT, José Eduardo Dutra, para citar apenas um, é de doer. É isso que o PT e o governo possuem de melhor para defende-los?

Diante de mais escândalos, dossiês, sigilos quebrados, por que só repercutem as “reportagens” da Veja, Folha, Estadão? Concordo que ainda são fortes, tanto é que estão mostrando.

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Ronaldo

16 de setembro de 2010 às 23h53

O caso de Protógenes Queiroz é exemplar. De responsável por uma das ações mais importantes da Polícia Federal, passa à condição de réu, abandonado, ao ponto de correr o risco de ser exonerado do seu cargo. Excessos na investigação!!! Estão de brincadeira?

Até que ponto adianta “nós” sabermos da farsa, mais uma, que o momento atual representa, se não conseguimos outra coisa que não ficar nas cordas nos defendendo, explicando e afastando as pessoas dos seus cargos?

A oposição não existe, que o diga a digníssima presidente da ANJ, a Sra. Judith Brito. Difícil é enfrentar a força que tem a exposição diária na imprensa, principalmente na televisão, dos políticos da oposição. Dê a qualquer imbecil cinco minutos diários na televisão que em pouco tempo ele se torna um referencial.

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    Baixada Carioca

    17 de setembro de 2010 às 00h32

    Não existe uma incoerência nesta questão do Protógenes? Ora, porque a Polícia Federal passaria a perseguir o delegado gratuitamente? Logo essa PF que prende governadores, prefeitos etc.?

José Vitor

16 de setembro de 2010 às 23h53

E a "justiça" eleitoral cega, surda e muda né…
Ah que falta faz uma reforma no judiciário…

Responder

Ronaldo

16 de setembro de 2010 às 23h52

Nunca vi em qualquer momento da história política brasileira contemporânea levantar-se qualquer dúvida sobre a integridade do Sr. Waldir Pires. Mesmo Antônio Carlos Magalhães, seu rival na Bahia e um dos mais importantes representantes, se não o mais, do submundo da política brasileira, jamais teve a ousadia de, bem ao estilo dele, fazer qualquer insinuação nesse sentido. No famoso episódio daquela aberração a que se deu o nome de “caos aéreo”, ele foi, de forma no mínimo absolutamente desrespeitosa, defenestrado do governo e substituído pelo Sr. Nelsom Jobim, sobre quem prefiro não falar. Talvez tenhamos que entender que a pressão foi forte demais; está bem, vamos fazer isso.

O que dizer do episódio dos senhores Protógenes Queiroz e Paulo Lacerda, responsáveis por um dos momentos mais emblemáticos do Brasil contemporâneo, sobre o qual é desnecessário falar. Foram afastados dos seus cargos. E a pressão popular era a favor deles. Mas, a da imprensa não.

Responder

Ronaldo

16 de setembro de 2010 às 23h52

A maior prova disso é dada pelo atual governo brasileiro. Justamente o governo, cujo dirigente maior, o presidente da república, apresenta índices de aprovação/popularidade jamais vistos.

Do alto dos seus 96% de aprovação, dos quais 80% definem-se como ótimo/bom, o governo simplesmente não tem forças para enfrentar uma imprensa que não fez outra coisa que não joga-lo nas cordas durante longos oito anos.

Voltando a um tempo bem recente, vale lembrar, entre tantos episódios, aqueles que envolveram os senhores Waldir Pires, Protógenes Queiroz e Paulo Lacerda.

Responder

Ronaldo Souza

16 de setembro de 2010 às 23h50

Azenha, o texto foi recusado pelo tamnho. Entendo, por isso vou dividi-lo em três partes. Por favor, publique-as juntas.
Obrigado
Ronaldo Souza

Um governo covarde?

Prezado Azenha,

Com exceção de Leonel Brizola e mais recentemente de Roberto Requião, não consigo lembrar de nenhum outro político brasileiro que tenha enfrentado a Rede Globo.

Não se pode ter dúvidas da força da imprensa, o famoso quarto poder. Particularmente, acho até que a imprensa representa o quarto poder, porém a Rede Globo é o primeiro.

Tenho visto, desde que me entendo, e aí já se vão alguns anos, a Rede Globo traçar os rumos do país. Não é à toa que a sua melhor vinheta é: “A Globo bola o que rola”.

Responder

ruypenalva

16 de setembro de 2010 às 23h31

Serra falou tanto em câncer no programa de hoje que eu acho que ele é o nosso Dráuzio Varíola

Responder

Rogerio

16 de setembro de 2010 às 23h11

Sabe o que é mais interessante nisso tudo? É que são os próprios jornalistas que estão jogando sobre si mesmos a pá de cal. a desmoralização. Não vão poder, no futuro, culpar governo, partido, ideologia ou pessoas. Cairá sobre eles mesmos, o jornalistas, o ônus da sua própria desgraça.
Talvez seja essa a lição que venhamos aprender já de início no século XXI: COM O ADVENTO DA WEB a imprensa como a conhecemos, o jornalismo nos moldes que existe hoje, não serão mais necessários. Os acontecimentos do presente apenas estão apressando os fatos.

Afinal, se cria a necessidade para se estabelecer o consumo… Não havendo o desejo do consumo… Para que servirá a necessidade?

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Bury

16 de setembro de 2010 às 23h10

As palavras que vinha tentando encontrar você achou, Azenha: a completa e total desmoralização do jornalismo, em prol da verdade unilateral de um grupo hegemônico. Isso é fascismo puro, é martelar a mentira para tornar verdade. Os veículos estão entregues às táticas mais rasteiras, canalhas e sem-vergonhas. É assustador.

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Luiz Conceição

16 de setembro de 2010 às 23h06

Azenha você pediu o vt do candidato tucano de 16.09.10. Encontrei na página oficial dele segue link: http://www.youtube.com/watch?v=JPdt4bFjAVw

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duducoutinho

16 de setembro de 2010 às 22h52

o confuso cenário tocantinense para o senado http://antidemocratico.wordpress.com/2010/09/16/l

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Carlos Henrique

16 de setembro de 2010 às 22h46

Aqui neste link Azenha, tem otimas fontes dos contratos da imprensa paulista com o governo paulista de Serra.
vale a pena dar uma conferida.
http://namarianews.blogspot.com/#ixzz0zjX2iScK

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Josnei Di Carlo

16 de setembro de 2010 às 22h43

Ainda bem que não sou jornalista, muito menos advogado, pois tenho a sensação que a profissão de jornalista está se tornando tão odiada quanto a de advogado.

Ou será que estou frequentando os botequins errados, cujos frequentadores atribuem as mesmas qualidades para jornalistas e advogados?

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Dario

16 de setembro de 2010 às 22h42

Azenha…. não existe lei pra tratar destes abusos? O comando de campanha não estaria muito inerte diante desta situação? O que fazer????

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José Ricardo

16 de setembro de 2010 às 22h41

Esse é o Zé Dirceu que eu gosto e admiro. Não teme, enfrenta a direita e não foge do combate.

Eles podem tentar tudo, mas não vão conseguir derrubar o PT. Vamos para a rua!

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Jairo_Beraldo

16 de setembro de 2010 às 22h24

Com o Correa na superitendencia, teria um PF confiavel?

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Antonio Silva

16 de setembro de 2010 às 22h02

UM ALERTA !
Se daqui a dez dias, a máfia midiática forjar uma conta no exterior com o nome de Dilma Rousself, a eleição será liquidada de uma forma torpe e criminosa, pois não haverá tempo hábil, nem apoio de policiais federais confiáveis para desmontar a fraude .
Por isto, torno a repetir :
Torna-se extremamente urgente a convocação imediata de personalidades internacionais com alto prestígio para fiscalizarem este tenebroso processo eleitoral .
Desde já sujiro os nomes de Mário Soares, Felipe Gonzalez, Rainha da Suécia, Oliver Stone e Jimmy Carter .

PROCESSO ELEITORAL BRASILEIRO, VERGONHA MUNDIAL

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A mídia descontrolada

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